Image

O ESPETACULAR OVO DE COLOMBO

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Você já ouviu a expressão Ovo de Colombo. Conhece sua origem?

Contam que, certa vez, Cristóvão Colombo foi convidado para um banquete. Um dos convivas,  invejando a fama do navegador,  dirigiu a ele uma pergunta picante e grosseira:

-  “Se você se orgulha por ser o descobridor da América, acaso não há outros homens na Espanha que pudessem fazer tal proeza?”

Colombo não respondeu diretamente à pergunta. Levantou-se, pegou um ovo cozido de galinha e propôs um desafio aos presentes. Pediu que todos tentassem colocá-lo em pé sobre uma das extremidades, porque ele podia fazê-lo facilmente.

Todos ficaram excitados por vencer Colombo.

Após ninguém ter conseguido, Colombo pediu sua vez. Pegou o ovo e começou a dar sutis batidas contra a mesa até a casca quebrar-se levemente embaixo. Com o achatamento, ficou simples colocá-lo de pé. 

Vendo isso, aquele homem invejoso exclamou:

- “Mas assim qualquer um consegue!”

E Colombo:

- “Exatamente! Você tem razão. Qualquer um mesmo! Mas teria de ser 'qualquer um' que tivesse inteligência para isso”.

E acrescentou:

- "Desde que eu mostrei o caminho ao Novo Mundo, 'qualquer um' poderá segui-lo. Mas 'alguém' teve antes de ter a ideia de descobri-lo. E depois, 'alguém' teve de  colocar a ideia em prática. Este alguém fui eu!".

Aí está a fabulosa história do Ovo de Colombo. 

O que se aprende dela? Soluções que parecem óbvias precisaram de alguém que as imaginasse. E depois, também precisaram de alguém que as executasse.  Só após estas duas etapas plenamente desempenhadas é que se tornaram simples aos olhos de todos, a ponto de dizerem: "Qualquer um poderia tê-lo feito!". 

Será mesmo qualquer um?

Ler Mais

Image

NINGUÉM PRECISA DE SABICHÕES

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Ouvi da boca do meu mestre que uma pessoa sem sabedoria terá uma velhice inútil.  

Para quê serve um idoso sem sabedoria?  Ela é exatamente o que falta a todos os que estão próximos! Então se ele a tiver, será de benefício a todos.

Eu venho de uma cultura que aprecia mais o conhecimento real do que a simples vontade de aprender. Acho que o meu povo cansou-se da figura do sabichão.  

O tal do sabichão é incrível, intragável e indigesto. Ele já viu tudo, já fez tudo, esteve em todos os lugares, tem uma explicação para qualquer item e sabe falar de modo complicado o bastante para parecer que está certo.

Essa, aliás, tem sido a porta de entrada para uma miríade de jovens recém-formados à prática profissional mais cobiçada da moda: o coaching. O rapaz e a mocinha leem alguns livros, fixam os conceitos em mente e saem por aí fazendo palestras, escrevendo artigos e oferecendo os serviços de orientação de que os executivos e as empresas precisam. E eles impressionam, de fato, porque leitura e cultura não são pontos fortes nos brasileiros.  

Experiência? Eles não têm nenhuma. Sabedoria e prática? Passam longe deles. O que sabem é falar bem e impressionar. São sabichões,  teóricos medíocres. 

Eu não tenho nada a ver com o seu dinheiro, caro leitor. Mas você devia pensar três ou dez vezes antes de confiar problemas pessoais ou empresariais aos ouvidos – e ao cuidado – de gente sem qualquer expertise. O dinheiro é seu. Mas as consequências nunca se confinam ao espaço físico que se imagina. Você se submeteria a uma cirurgia cardíaca – D-us o livre – a ser feta apenas por médicos em sua primeira semana de residência?  

Eu lhe peço: proteja o mundo contra a proliferação dos sabichões. Ninguém precisa só de teorias. E se a sua empresa tem qualquer problema para o qual você necessite de ajuda, busque quem tem experiência e sabedoria a lhe oferecer. Tome referências. 

Ler Mais

Image

QUEM ESTÁ NO CONTROLE?

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Você toma o controle remoto na mão, aponta para a tela da tevê e clica. Então vive aquela sensação de estar no comando. Porém, o que não percebe é que, tão logo apareça a imagem e nela você se detenha, você é que está sendo controlado.

Certo programa, noite dessas, mostrava cenas de uma cidade na Grécia onde as pessoas vivem, em média, mais de 80 anos. Então aparece um velhinho de 95 anos servindo à repórter ovos fritos e salada de tomates com cebolas navegando em azeite de oliva. No dia seguinte, o cardápio de milhões de telespectadores foi ovos fritos com aquela salada e um monte de azeite. Eles acreditaram, sem nenhum questionamento, ser este o segredo da longevidade daquele idoso e dosdemais habitantes daquele lugar.

Isto é realmente terrível.  E reflete-se no hábito de pessoas que deviam decidir mediante processos inteligentes te escolha e decisão. Quer um exemplo?

O empresário ouve as notícias econômicas do país e, como não são nada boas, transfere aquele estado de coisas para seu negócio imediatamente. Ele acaba de decretar em seu cérebro que sua empresa também vai mal.

E para piorar, aonde quer que olhe, ele encontra confirmação para o que pensa, pois o mundo é assim: se você se levantar da cama achando que tudo é bom, vai obter mil confirmações disso. E o contrário também.

O que fazer? 

Faça a sua opção e viva, trabalhe, esforce-se para realizar o que quer que tenha escolhido. Não se deixe influenciar por notícias. Elas são divulgadas com o propósito de atrair atenção do máximo número de ouvintes, leitores ou telespectadores, afinal, eles vivem disso. Largue mão de relacionar os rombos da economia nacional aos seus negócios. Basta raciocinar quão grande deveria ser uma empresa para que a macroeconomia a afetasse na proporção apresentada nos noticiários. Você não pode controlar o mundo inteiro e nem a Nação. Mas a sua empresa e os seus negócios, sim. Portanto, centre-se nisso!

Finalmente, por pior que esteja o país, existe marcado para todos. Só não para quem deseja que as coisas aconteçam de modo fácil, sem esforço algum e nem inteligência. Mas aí, nem para a Alice no País das Maravilhas. 

Ler Mais

Image

COMO IMPULSIONAR VENDAS NO PDV

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Quem fabrica produtos está obviamente preocupado com as vendas.  Mas na maior parte das vezes, a indústria não realiza venda direta ao público. Geralmente há um canal de distribuição entre o fabricante e o comprador ou, além do distribuidor, há um pondo de venda – supermercado,  mercearia, loja de conveniência etc. 

Quando o representante de vendas da indústria vende ao distribuidor, aí ocorreu apenas uma etapa da venda. Esta etapa recebe o nome especial de “sell in”. Em inglês, o verbo “to sell” traduz-se como “vender”. Portanto: 

- Sell in é a venda feita ao canal distribuidor ou varejista, e não ao consumidor. 

Quando a loja varejista – do pequeno ou grande supermercado – disponibiliza os produtos na gôndola para acesso direto do comprador, aí ocorre o  “sell out”. Então:

- Sell out é a venda feita ao cliente final ou comprador.

É importante observar que tanto o sell in quanto o sell out dependem de estratégia própria envolvendo conhecimentos claros e objetivos de como a demanda acontece nestas duas etapas para cada linha de produto.

Assim, quando o foco está no sell out, a tática exige recursos e técnicas para despertar a atenção do comprador e sua decisão à compra no momento em que ele se defronta com o PDV. O objetivo é que a decisão não dependa de lembrança da marca e de outros atributos, mas da disposição organizada e atrativa aos sentidos. Estas regras pertencem ao domínio de conhecimento do  Merchandising. 

Empresas especializadas prestam serviços às indústrias e distribuidores atuando em supermercados na exposição e promoção de produtos no PDV. Elas facilitam tanto o escoamento da mercadoria ao comprador – sell out –, como na consequente geração de recompra – sell in –, a custo/benefício viável para quem vê no Merchandising um investimento indispensável. 

Ler Mais

Image

SEM ESSA DE PUBLICAR SONHOS FANTÁSTICOS

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude

Alguém chega e lhe diz: “Eu sou o cara mais legal do mundo. Sou perfeito e você tem que ser meu amigo!” Que interpretação você faria disso? 

Uma empresa lançou uma campanha caça-talentos para seu RH por meio de anúncios nas mídias sociais com o seguinte título: “Este é um dos nossos vencedores”. Segue-se a foto e o depoimento de um funcionário testemunhando ser lá o Paraíso.

Eu me incomodo com esse tipo de comunicação – mesmo entendendo seu propósito. Fazem um apelo emocional e vago apostando que isso basta para o resultado que buscam. Não mencionam nem traços da realidade e supõem que os que estão à frente da tela são simples sentimentais que não pensam e não questionam. 

Interessante seria: “Aqui existem oportunidades reais de carreira” e mostrar o depoimento de alguém que esteja, de fato, subindo na carreira interna? Não! Mas eles decidem dizer: “Vencedor”. E eu penso: “Vencedor de que? Estamos falando de trabalho ou sacrifício?”

E há um agravante. Eu os observo há meses. A procura de novos funcionários não para. Alta rotatividade?  Se sim, a propaganda realmente é falsa.

No meio de tudo isso, há algo que me intriga muito mais. 

Vejo o RH de outras empresas fazerem exatamente o mesmo, ipsis litteris. É o reino encantado do Ctrl C + Ctrl V resolvendo todos os problemas e salvando a pele de quem não usa, ou não tem, massa encefálica para criar algo novo e respeitável ao público-alvo.

E acresço que se os culpados ficarem zangados com esta crítica, que me desculpem desde já porque a minha iniciativa visa o bem de todos, incluindo o deles para que deixem de ser ridículos. 

Há pessoas bem pagas nessas empresas, eu sei. Elas deviam fazer jus a seus postos pela produção de algo autêntico e real. 

Ler Mais

Image

EMPRESA FAMILIAR: UM NOVO CONTO DE HORROR

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude

Era uma vez um papai que fez uma empresa e ganhou dinheiro. Aí ele desejou dá-la a seus filhinhos, sonhando que também eles seriam inteligentes, ganhariam dinheiro e seriam felizes para sempre. 

Aos poucos, o filhinho mais velho achou que a empresa fosse dele. Era o primogênito e julgava-se superior à irmã, que parecia tonta. 

A filhinha não gostou. Por sua vez e por medo, fazia-se de sonsa enquanto articulava resistência contra o irmão junto de funcionários. Ela se consolava com orientações de seu terapeuta pois vivia depressiva por inveja do irmão – que tinha mansão, carrões na garagem e viajava pelo mundo duas vezes ao ano. Na verdade, ela queria mesmo matá-lo, mas mantinha as boas aparências. 

Então “coisas” começaram a acontecer. Os empregados se dividiram em feudos e iniciaram uma política de reclamações junto ao Ministério Público sobre os maus tratos e o cenário de tensão que imperava na empresa. Como se não bastasse, a briga dos irmãos foi crescendo, tomou proporções e, é claro, afetou os negócios. 

O tempo passou, tudo foi de mal a pior, e se você ainda não foi capaz de imaginar os capítulos seguintes desta novela, eu lhe direi. 

A empresa se esfacela, os dois filhinhos ficam só com restos inúteis daquilo que antes fôra um negócio promissor e cheio de ótimos clientes. 

Vamos à lição deste breve conto de horror. 

Empresa não é como o jogo do Banco Imobiliário em que voltam-se as fichas para dentro da caixa e faça-se nova rodada depois de uma derrota. Também não é casinha de boneca.  E só para agravar, quando os sucessores são herdeiros não profissionalizados, a garantia de futuro se restringe ainda mais. Quano são previamente preparados, poderão ter foco sobre o negócio e desprenderem-se do egoísmo em favor dos interesses da empresa. Quando não, jogam as luzes só sobre si mesmos e sobre suas necessidades.  

Quem falha em se preparar, está se preparando para falhar. E eu espero que não seja esta a moral da história da sua empresa.

Ler Mais

Image

COMO APRENDER MAIS E MELHOR

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude
 

Os sábios da Babilônia disseram: “Uma pessoa acanhada não consegue aprender bem porque se envergonha de fazer perguntas”. 

A modéstia é boa. Mas não na hora de estudar. A aprendizagem requer uma relação aberta e generosa entre professor e aluno. Quando o aluno não entende um conceito, deve pedir explicação imediatamente. Se não o fizer, não será capaz de prosseguir acompanhando a aula. 

Isto lhe parece óbvio? 

Muitas vezes a natureza ou a personalidade do indivíduo atrapalha muito a que este desprendimento aconteça, e ele se intimida em lugar de abrir-se.

Imagine, por exemplo, um funcionário que participa de um treinamento sobre Planejamento. O treinador está explicando a técnica do 5W2H –  uma das mais eficazes para criar Planos de Ação.  Se este funcionário não estiver familiarizado com a sequência em que consiste esta técnica:  “O que será feito?”, “Como será executado?”, “Quando?”, “Quem irá desempenhar?” e todas as demais, ele não conseguirá absorver a receita. O melhor, portanto, seria revelar ao treinador sua limitação pessoal para que fosse conduzido corretamente até o máximo entendimento possível neste primeiro momento. 

É claro que o sentimento de desconforto em expôr seu problema ou fazer uma pergunta é compreensível. A pessoa sente uma vergonha natural, especialmente quando todos parecem entender, exceto ela. Provavelmente qualquer já experimentou isso. Mas apesar de um tanto natural, isto é uma alta barreira para a aprendizagem. Se não for transposta, irá comprometer muito o processo.

A minha dica é considerar o professor, o treinador ou o palestrante como “facilitador do acesso ao conhecimento”, ou melhor, um  ajudante importante do processo. E por ser um “ajudante”, ele certamente não desperdiçará seus recursos, mas estárá interessado em empregá-los na causa em que está engajado. Ele quer e precisa compartilhar o que sabe.

Quanto a nós, podemos e devemos fazer todas as questões, sempre com respeito e educação –  e não importa quão ‘tolas’ nos pareçam ser. 

Coragem para perguntar é o meio mais prático de chegar ao “nível bom” de profissionalismo. Daí para o ótimo dependerá muito do nosso esforço e interesse. 

Ler Mais

Image

PRAZER SEM DOR E SEM PROBLEMAS: SERÁ ESTE O CONCEITO DE FELICIDADE?

Abraham Shapiro - para o blog Profissão Atitude 

 

Por que não conseguimos manter um sentimento de alegria depois de finalmente atingirmos alguma meta material? 

Eu conheci uma pessoa que tinha uma profissão curiosa. Mel Fisher era seu nome. Ele foi um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos da história e passou quatorze anos de sua vida procurando riquezas no fundo do mar. Encontrou muitas mesmo. Ele contava que depois da alegria que o invadia a cada descoberta, sentia-se deprimido e por isso tinha de sair imediatamente para uma nova caçada. 

As pessoas que atingem o topo do pico mais alto do Planeta sentem uma alegria efusiva ao chegar lá. Fincam a bandeira de seu país, gravam um vídeo com sua vibração incontida e após alguns minutos de contemplação já são obrigadas a descer para não morrerem. 

Por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e quando as conseguimos  acabamos por achar que não nos satisfazem o suficiente?


LIVRES DE PROBLEMAS

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como meta final da vida e define “ser feliz” como estar livre de qualquer dor, aflição ou problema e curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente. 

Contudo, a vida humana tem um objetivo, uma missão. Cada ser humano sobre a face da Terra tem uma razão para sua existência e possui ferramentas específicas para desempenhar seu papel.

Se ‘ficar contente’ e ‘curtir prazeres contínuos’ fossem as únicas coisas a se buscar na vida, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras capacidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto ou ratos num celeiro de cereais são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados. É exatamente por isso que procurar sentido em meramente ‘estar contente’ ou ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’ dificilmente beneficia um ser que pensa com inteligência.

Talvez você não saiba que a autoestima está diretamente relacionada com o senso de valor próprio. Para que uma pessoa tenha autoestima e senso de valor, sua vida precisa ter um significado. De fato, significado e valor são atributos inseparáveis porque a palavra ‘estima’ vem do latim e se traduz como  avaliar, medir o valor de algo ou alguém. 

Então qual é a base da autoestima? Ou melhor, quais são os critérios com que nós atribuímos valor às coisas?


AUTOAVALIAÇÃO

Se olharmos à nossa volta para todos os objetos de casa, veremos que, com exceção de alguns que têm valor sentimental, todos os outros nós escolhemos ter por uma de duas razões. A primeira razão é  estética. E a segunda: funcionalidade ou utilidade. 

Você pode ter, por exemplo, um bonito relógio de parede que foi dos seus avós mesmo que seu mecanismo esteja quebrado há muito tempo e não dê para consertar. Você o mantém ali por ser uma peça de mobília atraente e que embeleza a sua casa.

Contudo, se o abridor de latas quebrar, sem dúvida você se livrará dele imediatamente. Ele não tem nenhum valor estético e, como não funciona mais, tornou-se inútil, sem propósito. Perdeu seu valor funcional.

Apliquemos agora este critério a nós mesmos. 

Talvez existam algumas pessoas que sejam tão atraentes a ponto de ser consideradas ‘ornamentais’, mas a grande maioria de nós não pode realmente pensar em si mesmos como tendo um grande valor estético. Assim, isto nos deixa apenas com a alternativa da ‘funcionalidade’ como base para a  nossa avaliação. 

Então: “Qual é a nossa função?”, “Para quê finalidade servimos?”


O HEDONISMO

O modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida chama-se “hedonismo”.  Enquanto um hedonista pode, ao menos temporariamente, gratificar seus desejos físicos, será que ele conseguirá encontrar um sentido que o mantenha contente por toda a vida? 

O que pode esse hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida intrometer-se em sua consciência? Seu único recurso será tentar se esquivar desse pensamento, talvez entorpecendo sua mente com muitas modalidades de abuso para apagar o incômodo da insignificância.

Agora que já sabemos que o conforto e o prazer não são o sentido intrínseco da vida, como podemos então preenchê-la com um significado verdadeiro? 

Seria difícil para você responder: “Pelo quê vale a pena morrer?”. Pare um instante e veja se consegue encarar esta questão de frente e com toda a seriedade que ela requer. Assim que você tiver uma resposta para “pelo quê vale a pena morrer”, você saberá automaticamente “pelo quê vale a pena viver”. E eu aposto tudo como será uma meta ou objetivo de caráter espiritual, uma meta elevada, um propósito diferente de possuir coisas ou livrar-se de problemas e dores. 

Parabéns! Você chegou ao ponto. Agora já pode dar o seu primeiro passo para a verdadeira e ininterrupta felicidade!

 

Ler Mais

Image

COMO SABER SE VOCÊ É FELIZ?

Abraham Shapiro

Por que não conseguimos manter um sentimento de alegria depois de finalmente atingirmos alguma meta material? 

Mel Fisher, um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo, passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que depois da alegria que o invadia após cada descoberta, ele sentia-se deprimido e por lançava-se imediatamente a uma nova ‘caçada’. 

Por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’. 

Mas a vida humana tem um objetivo, uma missão. Cada indivíduo sobre a face da Terra tem uma razão para sua existência e possui ferramentas específicas para desempenhar seu papel no mundo.

Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar na vida, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados. Assim, procurar sentido em meramente ‘estar contente’ dificilmente beneficia um ser que pensa com inteligência.

Para que uma pessoa tenha autoestima e senso de valor, a vida precisa ter um significado. De fato, significado e valor são características inseparáveis.  A palavra ‘estima’ vem do latim e significa avaliar ou ‘medir o valor’. 

Qual é a base da autoestima? Como atribuímos valor às coisas?

Se olharmos em volta para todos os objetos de casa, veremos que, com exceção de alguns com valor sentimental, nós avaliamos as coisas por uma de duas razões: 

- Estética ou 

- Funcionalidade. 

É por isso que podemos ter um belo relógio de parede que foi dos nossos avós, mesmo que seu mecanismo esteja quebrado há muito tempo e não dá para ser consertado. Nós o mantemos ali porque é uma peça de mobília atraente e embeleza a casa.

Contudo, se o abridor de latas quebrar, sem dúvida nos livraremos dele imediatamente; não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não tem mais valor algum para nós.

Apliquemos agora este critério a nós mesmos. 

Talvez existam algumas poucas pessoas que sejam tão atraentes a ponto de ser consideradas ‘ornamentais’. Mas a maioria de nós não pode realmente pensar em si próprios como tendo um grande valor estético. Isto nos deixa apenas com a ‘funcionalidade’ como base para a nossa avaliação. 

Então: “Qual é a nossa função?”, “Para que servimos?”

Hedonismo é o modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida.  Assim, enquanto um hedonista pode, ao menos temporariamente, gratificar seus desejos físicos, será que ele conseguirá encontrar um sentido que o mantenha contente por toda sua vida? O que pode um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida intrometer-se em sua consciência? Seu único recurso será tentar se esquivar destes pensamentos talvez entorpecendo sua mente com várias modalidades de abuso em vista de esquecer este incômodo sentimento de insignificância.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado? 

Uma das respostas é: se nos perguntarmos “pelo que vale a pena morrer?” teremos um melhor entendimento de “pelo que vale a pena viver”. 

E tenho certeza absoluta que a resposta será uma meta espiritual.

Ler Mais

Image

O PARADOXO DA FELICIDADE

Blog Profissão Atitude - Abraham Shapiro

Por que não conseguimos manter um sentimento de alegria depois de finalmente atingirmos alguma meta material? 

Mel Fisher, um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo, passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que depois da alegria que o invadia após cada descoberta, ele sentia-se deprimido e por lançava-se imediatamente a uma nova ‘caçada’. 

Por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’. 

Mas a vida humana tem um objetivo, uma missão. Cada indivíduo sobre a face da Terra tem uma razão para sua existência e possui ferramentas específicas para desempenhar seu papel no mundo.

Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar na vida, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados. Assim, procurar sentido em meramente ‘estar contente’ dificilmente beneficia um ser que pensa com inteligência.

Para que uma pessoa tenha autoestima e senso de valor, a vida precisa ter um significado. De fato, significado e valor são características inseparáveis.  A palavra ‘estima’ vem do latim e significa avaliar ou ‘medir o valor’. 

Qual é a base da autoestima? Como atribuímos valor às coisas?

Se olharmos em volta para todos os objetos de casa, veremos que, com exceção de alguns com valor sentimental, nós avaliamos as coisas por uma de duas razões: 

- Estética ou 

- Funcionalidade. 

É por isso que podemos ter um belo relógio de parede que foi dos nossos avós, mesmo que seu mecanismo esteja quebrado há muito tempo e não dá para ser consertado. Nós o mantemos ali porque é uma peça de mobília atraente e embeleza a casa.

Contudo, se o abridor de latas quebrar, sem dúvida nos livraremos dele imediatamente; não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não tem mais valor algum para nós.

Apliquemos agora este critério a nós mesmos. 

Talvez existam algumas poucas pessoas que sejam tão atraentes a ponto de ser consideradas ‘ornamentais’. Mas a maioria de nós não pode realmente pensar em si próprios como tendo um grande valor estético. Isto nos deixa apenas com a ‘funcionalidade’ como base para a nossa avaliação. 

Então: “Qual é a nossa função?”, “Para que servimos?”

Hedonismo é o modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida.  Assim, enquanto um hedonista pode, ao menos temporariamente, gratificar seus desejos físicos, será que ele conseguirá encontrar um sentido que o mantenha contente por toda sua vida? O que pode um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida intrometer-se em sua consciência? Seu único recurso será tentar se esquivar destes pensamentos talvez entorpecendo sua mente com várias modalidades de abuso em vista de esquecer este incômodo sentimento de insignificância.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado? 

Uma das respostas é: se nos perguntarmos “pelo que vale a pena morrer?” teremos um melhor entendimento de “pelo que vale a pena viver”. 

E tenho certeza absoluta que a resposta será uma meta espiritual.

Ler Mais

Image

A PRÁTICA DA EFETIVIDADE GERENCIAL

Abraham Shapiro

“Ouça primeiro. Fale por último.” Esta lição é um legado de grandes sábios. Mas gosto de pensar nisso como uma regra de grande aplicabilidade na vida corporativa deixada por  Nelson Mandela .

Uma das premissas de liderança do líder sul-africano consistia em: "Lidere, mas fique na retaguarda. Deixe que os outros acreditem que estão na liderança". E ele mesmo explicou sua ideia: "Um tocador de gado conduz a manada de trás. Isto é a sabedoria da liderança. O papel de um líder não é dizer aos outros  o que devem fazer, mas formar um consenso". 

Em reuniões, Mandela deixava que todas as pessoas falassem. Só depois abria a boca para resumir calmamente as boas ideias apresentadas e, de modo sutil e delicado, incluía seu ponto de vista em relação ao tema assim como mostrava o caminho que gostaria de ver trilhado. 

E seu ensinamento final era: "Convença as pessoas a agir, mas faça-as acreditar que a ideia foi delas".

Um gerente eficaz em tudo será diferente dos demais. Sua personalidade é diferente. Suas forças, fraquezas, valores e crenças também o são. O que tem em comum a todos os outros é que ele faz as coisas certas acontecerem – dentro da ética e da legalidade. 

Ouvir primeiro para falar depois – com bom senso, consistência e consenso –  é a grande lição rumo à efetividade.

Ler Mais

Image

EU, NÃO. NÓS!

Abraham Shapiro

Pessoas de negócios perdem a visão exclusiva de si quando integram uma equipe.  Elas passam a adquirir a visão coletiva ou a visão do todo. 

Então eu quero compartilhar uma sabedoria que adquiri observando os maiores executivos e empreendedores de sucesso ao longo de trinta anos de vida profissional dos quais vinte em consultoria e aconselhamento de líderes. Não pense ou diga "eu". Pense e diga "nós". 

Se você é um profissional consciente do seu papel, você sabe que tem a responsabilidade final, e essa responsabilidade não pode ser nem compartilhada e nem delegada. Mais ainda se você está numa posição de gerência. 

Você pode ter uma autoridade que lhe foi dada como voto de confiança pela sua empresa. Isto significa que você pensa nas necessidades e oportunidades da organização antes de pensar nas suas próprias necessidades e oportunidades.  Pode soar fácil e simples. Mas não é. E preciso ser rigorosamente observado e treinado até que você chegue a esse nível – a cada dia, a cada oportunidade.

Pense e diga “nós”! 

Ler Mais

Image

REUNIÕES GERENCIAIS: CÉU OU INFERNO

Abraham Shapiro

O executivo mais visível, poderoso e possivelmente eficaz dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos seguintes não foi um empresário. Foi Francis Spellman, o cardeal chefe da Arquidiocese Católica Romana de Nova York e conselheiro de vários presidentes dos EUA. 

Quando Spellman assumiu, a diocese estava falida e desmoralizada. Seu sucessor herdou a posição de liderança na Igreja Católica Americana. 

Spellman dizia muitas vezes que estava sozinho duas vezes por dia, por meia hora cada vez. A primeira quando ele rezava em sua capela privada depois de se levantar de manhã, e a segunda, quando orava à  noite antes de dormir. Caso contrário, ele estava sempre com pessoas em uma reunião.

Gerentes efetivos fazem reuniões. Muitas reuniões. Porém, produtivas. 

Reuniões são sessões de trabalho. Elas não podem ser chatas e improdutivas.

Fazer uma reunião produtiva exige muita autodisciplina. A chave para a realização de uma reunião eficaz é decidir antecipadamente que tipo de reunião será e depois manter esse formato. 

Por exemplo. Uma reunião em que vários ou todos os membros falam: ou não deve haver discussão em tudo ou a discussão deve ser limitada a perguntas para esclarecimento. Alternativamente, para cada relato pode haver uma breve discussão em que todos os participantes podem fazer perguntas. Se este for o formato, os relatos devem ser distribuídos a todos os participantes bem antes da reunião e eles devem ser informados que terão, por exemplo, 15 minutos.

Resuma e encerre a reunião assim que sua finalidade específica tiver sido cumprida. Nunca levante outra questão para discussão. E lembre-se: qualquer reunião ou é produtiva ou um total desperdício de tempo. Não há meio termo. Depende de você!

Ler Mais

Image

PROBLEMAS OU OPORTUNIDADES? PARA ONDE VOCÊ OLHA MAIS?

Abraham Shapiro

Você se concentra em oportunidades? Ou olha mais para problemas? 

Os problemas têm de ser resolvidos, é claro.  Não devem ser varridos debaixo do tapete. Mas a solução de problemas, por mais necessária que seja,  não produz resultados. Apenas evita danos. Explorar oportunidades, sim, é o que produz resultados.

Um exemplo de oportunidade? Mudanças. Toda mudança é uma oportunidade, e não ameaça. 

Outros exemplos? 

- Um sucesso ou fracasso inesperado – na própria empresa, num concorrente ou no segmento a que o negócio pertence. 

- Uma lacuna entre o que você está fazendo e o que poderia ser feito a mais em relação ao seu  processo, ao seu produto ou serviço . No século XIX, a indústria do papel concentrava-se nos 10% de cada árvore que podiam se transformar em polpa de madeira e negligenciou totalmente as possibilidades dos 90% que se tornavam resíduos. Veja quanta oportunidade existia e foi para o lixo!

- Inovar um processo, um produto ou serviço é outra fonte de oportunidade. 

- Trazer para dentro da empresa ou do dia a dia dos gestores novos conhecimento – outra situação clara de oportunidade.

Se você é um gerente eficaz, você irá colocar as suas melhores pessoas em oportunidades, e não em problemas. Explore isso. Peça a cada membro do grupo que prepare uma lista de oportunidades – a cada três ou seis meses.  Discuta com cada um e, depois de feita a seleção, crie uma lista geral e passe a explorar uma a uma. 

Você verá que esta prática se tornará um dos principais pontos fortes do seu negócio.

Ler Mais

Image

UM PLANO DE AÇÃO DEVE SER CONHECIDO POR TODOS

Abraham Shapiro

O gerente eficaz se certifica de que seus planos de ação e suas informações relevantes para a empresa sejam conhecidos e compreendidos por todos. Isso significa que ele os compartilha e pede comentários a todos os envolvidos – sejam outros gerentes ou superiores – e também de seus subordinados. 

Assim também ele permite que cada pessoa saiba quais informações ela precisa para fazer o trabalho que lhe compete realizar.

Quando admitimos isso, somos também obrigados a admitir que é preciso existir um fluxo de informações que vai do gerente para cada membro de sua equipe e retorna de cada membro para ele. 

Toda organização é mantida por informações. Hoje em dia as informações valem mais do que propriedades ou bens. No entanto, é lamentável que muitos executivos se comportem como se informação fosse responsabilidade exclusiva daa áreaa de TI ou Marketing.  Quando isso ocorre, eles acabam recebendo uma quantidade enorme de dados desnecessários ou inúteis, e as informações de que eles e a empresa mais carecem para atingir metas não fluem. 

Se cada executivo identificar precisamente as informações de que realmente precisa receber de sua equipe  ou de outras áreas e der acompanhamento a esse fluxo de informações, tudo se tornará mais fácil.

Informação. Comunicação. A sua empresa e você precisam resolver isso pelo seu bem, da sua equipe  e pelo bem de todos.

Ler Mais

Image

O QUE É PRECISO PARA QUE UMA DECISÃO SEJA EFICAZ?

Abraham Shapiro

Você é gerente? Tomou uma decisão importante? Muito bem. Eu lhe informo que a sua decisão só  terá sido realmente tomada se as pessoas da sua equipe souberem: 

- o nome do responsável por sua execução; 

- o prazo; 

- o nome de quem será afetado pela decisão e 

- os nomes das pessoas que têm de ser informadas da decisão mesmo que não sejam diretamente afetadas por ela.

Um número extraordinário de decisões organizacionais causam problemas exatamente porque estes pontos não são cumpridos à risca.

Este é um ótimo check list para garantir a comunicação indispensável para que qualquer decisão seja implantada devidamente.

Vamos a um caso. 

Uma empresa perdeu sua posição de liderança no mercado japonês porque depois de decidir entrar  numa joint venture com um novo parceiro de lá, não se preocupou em deixar claro quem iria informar aos agentes de compras que as especificações dos produtos estariam em metros e quilogramas em vez de pés e libras. Consequentemente ninguém divulgou essa informação. Quando descobriram ser esta a causa dos maiores problemas na venda, já era tarde. 

Decisões são tomadas em todos os níveis da organização, começando no chão de fábrica.   Estas decisões –  aparentemente de baixo nível – são  bastante importantes no contexto geral de uma organização baseada no conhecimento, tal como todas as demais.

Os trabalhadores  do conhecimento devem saber mais sobre suas áreas de especialização do que qualquer outra pessoa. Por exemplo, a profissional responsável pela contabilidade tributária. Só então suas decisões terão o impacto que convém em toda a empresa. 

Tomar boas decisões é uma habilidade crucial em qualquer nível do organograma. É uma disciplina que precisa ser ensinada explicitamente a todas as pessoas nas organizações que se baseiam no conhecimento a fim de que se alcance a máxima convergência aos interesses do negócio. 

O mais importante, contudo, é realizar o check list da comunicação da decisão.

Ler Mais

Image

O ENTUSIASMO

Abraham Shapiro

Quantas boas ideias você já teve na vida? Pare um instante e conte quantas foram. E não se esqueça de incluir os insights captados em palestras, em treinamentos, ao ler uma matéria no jornal ou vendo televisão. O pensamento brilhou na sua mente e o encantou pelo desejo de realizá-lo.

Mas o que houve depois? Você acordou do sonho? A explicação mais provável é que o seu entusiasmo esfriou.

Entusiasmo é o que mantém o calor dos nossos planos e da própria vida. É o alimento que fortifica a autoconfiança e nos ajuda a superar obstáculos.

Você é capaz de se entusiasmar? Ou acaba cedendo aos "conselhos" dos seus "mui amigos" quando dizem: "Vá com calma! Não dê tudo de si!”?

Eu sugiro que você feche os ouvidos para qualquer pessoa que deseje esfriar o seu entusiasmo. Recue se for preciso. Não permita morrer a sua força interior e a fé, pois sem isto você estará definitivamente vencido.

Imagine que você plantasse uma vinha, cuidasse de seus primeiros brotos se abrindo em folhas e a aguasse na medida certa. E depois, você construísse uma parreira na qual ela lançasse suas gavinhas, até produzir os primeiros frutos. Se alguém se aproximasse dizendo: “Por que tanta dedicação? São simples uvas”. Você concordaria com ele? Se sim, estaria transformando em nada todo o seu trabalho. Seria uma genuína tolice.

Você – e só você – sabe quanto fez para protegerê-la dos insetos, do sol excessivo, das pragas e do frio. Desde o plantio você suou para cuidar dela. Estas uvas que acabam de nascer não são iguais às que se veem na feira ou no mercado. Elas são o prêmio pela sua devoção e esforço. E esta pessoa não faz a menor ideia disso.

Jamais assuma a visão displicente de quem não sabe avaliar o seu esforço. Não o ouça – por nada neste mundo!

Ler Mais

Image

A SEGUNDA PERGUNTA EM BUSCA DA EFICÁCIA GERENCIAL

Abraham Shapiro

Já sabemos que a primeira pergunta de um gerente em busca  da eficácia é: "O que precisa ser feito?”. Quando ele e sua equipe o fizer, então  poderá se deparar com várias respostas. Isso indica ter chegado a hora de submeter os dados a um segundo crivo através de uma nova pergunta. E ela é: "Isso é a coisa certa para a empresa?" 

Ele não estará preocupado com o desejo dos acionistas ou se os funcionários e demais executivos vão gostar. Ele se ocupa em buscar saber o que é certo fazer agora. 

É claro que os acionistas, os funcionários e os executivos têm, pelo menos, de concordar com a escolha a ser feita do que é certo. Mas ele tem ciência de que, em última análise, uma decisão que não é correta para a empresa, não é certa para qualquer um dos interessados.

"Isso é a coisa certa para a empresa?" é uma pergunta crucial especialmente para a tomada de decisões  nas empresas familiares.  Numa empresa familiar com objetivos alinhados ao negócio, um parente só será promovido se ele ou ela for mensuravelmente superior a todos os não-parentes no mesmo nível, ainda que isso não seja politicamente correto num ambiente como este. 

E para complementar a nossa análise, convém lembrar que quando o gerente pergunta: "Isso é a coisa certa para a empresa?", ele  não terá garantia alguma de que a decisão correta será tomada. Estamos falando de sereshumanos propensos a erros e preconceitos. No entanto, o simples fato desta pergunta ser feita e de se investir tempo para a reflexão e discussão em cima de  dados sólidos em busca da resposta já aumenta muito as chances de acerto. 

Ler Mais

Image

A PERGUNTA QUE DEFINE A EFETIVIDADE DO GERENTE

Abraham Shapiro

Como um gerente começa a ser eficaz? No instante em que ele faz a pergunta: 

"O que precisa ser feito?"

Não se trata de: "O que eu quero fazer?", mas “O que é preciso ser feito pela empresa?” 

O mais hábil executivo que não fizer esta pergunta será não será efetivo.

Quando, nos anos 90, Jack Welch percebeu o que precisava ser feito na General Electric, ele estava assumindo a função de CEO da corporação. Sua vontade e visão pessoal era promover uma forte expansão da empresa no exterior. Mas viu que era preciso livrar-se de negócios não rentáveis. Assim, esta se tornou automaticamente sua prioridade número um. 

E apesar de haver outras prioridades em sua lista, ao cumprir a primeira, ele volto perguntar: "O que deve ser feito agora?" E viu surgir novas e diferentes prioridades na sequência. E curiosamente nem todas constavam na primeira lista que ele fizera.

Eu li em sua autobiografia que a cada cinco anos, Jack Welch voltava a se perguntar: "O que precisa ser feito agora?" E a cada vez ele descobria uma nova e diferente prioridade, de acordo com o momento da empresa, do mercado, das tendências de tecnologia, da gestão etc.

"O que precisa ser feito?" Esta é a pergunta principal que o gerente faz em vista de ser efetivo e  alcançar resultados.

Ler Mais

Image

O QUE MAIS DIFERENCIA UMA EMPRESA DE HOJE

Abraham Shapiro

O que se requer de um trabalhador manual? Eficiência. 

Pense num marceneiro. Ele tem um desenho a sua frente. Tudo o que tem a fazer é executá-lo exatamente como consta neste desenho, fazer certo a peça que está ali descrita. No final, ele será avaliado pelo que executou – quanto produziu ao longo do tempo e a qualidade do produto. 

O mesmo acontece com uma costureira ou um pedreiro.  Eles têm de fazer certo o que lhes é solicitado a fazer. 

Definir a qualidade e a produtividade da maioria dos trabalhos manuais é algo que sabemos fazer bem, pois até a década de 1980,  o tipo de trabalhador que mais predominava nas empresas era o trabalhador manual. Todas as companhias precisavam de um grande quadro de funcionários eficientes. Eficácia, por outro lado, era requerida só das pessoas que ocupavam o comando, no topo do organograma. Elas davam as ordens e os demais cumpriam.

Um hospital de antigamente, por exemplo, não tinha técnicos de raios X, terapeutas, assistentes sociais e pesquisadores como vemos hoje. Além de enfermeiras, havia apenas alguns faxineiros, cozinheiras e arrumadeiras. O médico era o trabalhador intelectual, com a enfermeira-chefe em sua assistência. Hoje, um hospital de bom nível terá cerca de 25 profissionais para cada 10 pacientes. A  realidade central de qualquer organização tual é o conhecimento.

Assim, a atenção se volta para o trabalhador esclarecido, o homem que faz o cérebro trabalhar mais do que os músculos e as mãos.

É óbvio que a eficiência foi, é e prosseguirá importante no contexto de qualquer organização. Porém, o mais importante quando se pensa e se busca resultado e efetividade é a eficácia. 

Ler Mais