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O MELHOR GERENTE DO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu escrevo muito sobre gerentes porque conheço gerentes ruins, bons e muito bons. 

O melhor dos que eu já conheci, dá ritmo e energia a sua equipe.  Seus funcionários se sentem importantes. Sentem fazer diferença no sucesso da organização em que atuam. E isso ocorre tanto aos que dão contribuição pequena como aos que têm sobre si responsabilidades gigantes.   

Eu também observei que aquele gerente muito bom valoriza o aprendizado e a aquisição de novas  competências.  Ele desperta vontade de aprender. E consegue. 

Ele dá feedbacks sinceros e faz aconselhamento. Mas, sobretudo, ele é, em si mesmo, um exemplo vivo de alguém que aprende e pratica. E tudo o que aprende, compartilha com seu pessoal. 

Ele estabelece metas, dirige a equipe com pulso firme, e o pessoal não o vê como  “o poderoso chefão”. Eles se sentem ‘em unidade’ com ele –  mesmo quando uns não gostam muito dos outros na equipe. Este gerente apoia todos os membros de seu time, dá acompanhamento e nunca está distante. Ele sabe fazer o trabalho de todos ser excitante sem jamais fazer as obrigações que competem a cada um.  As pessoas vêm trabalhar com gosto e estimuladas, apesar dos desafios. 

Um gerente muito bom não é nada sozinho. Ele precisa de resultados. E sabe que nunca conseguirá nenhum sem as pessoas.  

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O GESTOR QUE SÓ VÊ NÚMEROS ESTÁ "FORA" !

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

A Física chama de ‘tangível’ aquilo que é palpável ou que se percebe pelo tato. Esta é sua definição.

O gerente de uma empresa é – ou deveria ser – um profissional muito mais hábil em movimentar bens intangíveis do que tangíveis. Vou citar duas situações que ilustram a minha proposta. 

Primeira: ao conhecer e lidar com a aptidão das pessoas que trabalham em sua equipe. 

E a segunda: quando se relaciona com clientes e fornecedores.

Digamos, por exemplo, que em determinada companhia, a rotatividade do pessoal aumentou de 7% para 11% em um ano.  Este é um indicador claro de que a empresa passa por uma queda na estabilidade.  Parece ocorrer uma nítida “fuga de talentos”.  

Uma das causas disso pode ser a perda de competitividade do salário em relação ao mercado. Mas deve-se considerar também:

-  a possível insatisfação das pessoas, 

- a falta de treinamento 

- e outros tantos elementos. 

Todos estes pontos são intangíveis. Ou seja: a causa raíz do problema em questão não envolve somente números. 

Portanto, se o gestor desta área valoriza só os aspectos quantitativos, a organização vai de mal a pior, pois  seus principais e mais estratégicos resultados dependem de pessoas. Clientes são pessoas e fornecedores também. 

Quem não domina os ativos intangíveis, está fora de todas as perspectivas de negócios de qualquer empresa.

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A COMUNICAÇÃO MAIS EFICAZ DO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Recebi esta história de uma querida amiga pelo Whatsapp.

Numa escola de elite, em São Paulo, acontecia uma situação incômoda e inusitada:  todos os dias as alunas beijavam o espelho do banheiro para remover o excesso de batom. O diretor andava aborrecido, pois, o zelador  tinha um trabalho enorme para remover as marcas. Mas, como sempre, dia após dia, lá estavam elas. 

Certa manhã, o diretor juntou o grupo de meninas no banheiro e explicou pacientemente quão difícil era limpar a sujeira  que elas faziam.  Foi uma palestra de uma hora. Envolveu lições de moral,  de comportamento e inclusive conceitos científicos. 

De nada adiantou.

No dia seguinte,  a farra estava registrada nos espelhos novamente. 

Mais um dia se passou e o diretor juntou as garotas com o zelador no banheiro. Desta vez, ele apenas pediu ao funcionário que demonstrasse como seu trabalho de limpeza era feito. 

O zelador  pegou um pano bem seco, molhou-o na água do vaso sanitário mais próximo e imediatamente passou sobre toda a superfície de cada um dos espelhos. 

Nunca mais apareceram marcas de baton! 

Moral da história: Informar é uma coisa. Ensinar é outra. Comunicar, no entanto, é o maior de todos os desafios. E em cada situação, o método fará toda diferença para se alcançar a eficácia.

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COMO FUNCIONAM AS PROMOÇÕES DE VENDA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

O processo de venda é difícil. Em qualquer área. Envolve conhecimento. E técnica. E trabalho sistemático. Assemelha-se ao que fez a tartaruga na  fábula em que disputava corrida com a lebre: um pé à frente do outro até atingir a linha de chegada.

A questão é: “Quem está disposto?”

Em geral, as pessoas comuns querem ganhar dinheiro na base do ‘churrasco e cerveja’. Não estudam, não conhecem, não têm disciplina e falta-lhes disposição ao esforço.

Então chega o fim do mês.  O saldo bancário apavora. A consciência pesa. O bolso dói. E este vendedor, antes à espera de um milagre em lugar de realizar trabalho planejado e persistente, vive um súbito estalo mental ao que chama de inspiração. Ele crê piamente tratar-se de um insight com o poder de solucionar todos seus problemas. E o expressa do seguinte modo:

-  "Façamos um folder promocional e o enviemos aos nossos clientes efetivos e potenciais! O telefone haverá de tocar sem parar. Receberemos e-mails de todo o país. Teremos fila de pessoas batendo à nossa porta interessadas em comprar.”

Todos à sua volta se alegram e, cheios de esperança, creem inocentemente na fantástica ideia. Até o dia em que constatam uma verdade registrada em livros. O retorno real desta ação é próximo de zero. E para piorar, seus custos nunca são baixos – para quem sabe fazer contas.

Folder, prospecto, panfleto e outras ferramentas de comunicação desta natureza só funcionam quando integrantes de um processo planejado, persuasivo e suado de vendas. Seu simples envio, distribuição ou doação em mãos é tão eficaz quanto água fria para curar perna quebrada.

Venda é trabalho de apresentação. É enfrentamento de objeções.  É transmissão do valor, de resultados reais e de conhecimento. Quando não, é comodismo ou enganação.?

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SER DIFERENTE É QUASE NADA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

O finado Jerry Garcia, da banda Grateful Dead, disse: 

“Não queremos simplesmente ser os melhores dos melhores, queremos ser os únicos que fazem o que fazemos”.

Eu abomino a imaginação embotada dos que não conseguem entender isso. E também abomino as empresas que só fazem imitar, que procuram apenas fazer um pouco mais do que normalmente se faz, com uma ou duas ‘mudancinhas’ mesquinhas. 

No livro “A Estratégia do Oceano Azul”, os autores Chan Kim e René Mauborgne postulam a seguinte ideia: 

“Para crescer, as empresas precisam romper um círculo vicioso de benchmarking e imitação, porque isso as mantém concentradas na concorrência”. 

E sabe de mais uma coisa que direi mesmo que lhe deixe preocupado ou preocupada? Sabe como as empresas dominantes perdem sua posição? 

70% das vezes, elas escolhem o concorrente errado com que se preocupar. Foi o que aconteceu à  Nokia, que quis copiar a Microsoft oferecendo em seu celular um ‘zilhão’ de recursos complicados pelos quais os clientes simplesmente não tinham o menor interesse.

É. Muitos dirão que talvez o padrão estabelecido por Jerry Garcia – de não querer ser o melhor dos melhores, mas único –, seja realmente elevado demais, e até difícil. Mas eu penso comigo mesmo: será que existe outro padrão neste mundo por que valha a pena lutar?

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PLANO DE MARKETING: FUJA DA INTUIÇÃO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Você sabia que o Marketing tem tido grandes problemas nos últimos vinte anos?

A maioria dos programas de marketing não funcionou muito bem. E o índice de fracassos cresceu na última década, em vez de cair. Grandes marcas viram seu market share diminuir, suas campanhas não geraram retorno sobre o investimento e os índices de satisfação e retenção de clientes continuaram caindo. 

Os especialistas dizem que as decisões ruins de marketing são aquelas tomadas repetidamente e baseadas apenas na intuição e no discernimento pessoal. 

Empresas lançam suas campanhas publicitárias respaldando-se apenas no ‘instinto’ de que serão ótimas. Elas se esquecem de que  Marketing deve ser uma mistura de arte e ciência, atualmente pendendo mais para o lado da ciência. 

Quando pergunto às empresas por que não desaceleram um pouco para tentar fazer certo as coisas, elas retrucam: “Não temos tempo”. E a minha resposta é: “Como vocês não têm tempo para fazer as coisas do jeito certo se têm tempo para fazer uma coisa errada atrás da outra?”

Qual é a saída? A única é o ‘Marketing Contra-Intuitivo’, ou seja: formular idéias que contradigam a intuição e pô-las à prova usando ferramentas modernas de pesquisa e modelagem. O objetivo é fazer a atuação da empresa ser significativamente diferente e melhor do que a dos concorrentes.

Isto vem ao encontro do que ensina o grande mestre Michael Porter: “Estratégia tem a ver com fazer as coisas de modo diferente dos nossos concorrentes”. 

Markentig bom se faz contradizendo a intuição e fortalecendo o uso de indicadores.


OS INDICADORES QUE EU INDICO (Desculpe-me o pleonasmo)

Talvez você queira saber quais são as ferramentas de avaliação do desempenho e da eficiência de uma campanha de Marketing.

Ao longo dos meus vinte anos em consultoria em gestão e orientação estratégica, constatei várias situações de sucesso e de fracasso em Marketing. Por isso, preciso dizer que para a melhor resposta eu não considero apenas sucessos já que os fracassos ensinam também.

O modo mais comum de as empresas que menos perdem dinheiro com Marketing avaliarem a eficiência de seus programas é combinando duas coisas. A primeira é: estudo qualitativo e quantitativo das vendas; e a segunda:  monitoramento de indicadores específicos. 

Os indicadores mais interessantes a se implantar são: 

-  Consciência que o público-alvo tem da marca, 

- Atributos que geram a preferência do comprador e seus hábitos de consumo, 

- A percepção do público-alvo quanto aos apelos da comunicação (anúncios, propagandas etc), 

- A 'experiência' vivida pelo cliente após o atendimento prestado (experiência de consumo),

- A repetição de compras (frequência de recompra), 

- A satisfação do cliente antes, durante e depois da campanha,

- A lucratividade resultante da campanha,

e outros índices que sejam próprios do segmento.

Devo acrescentar que esses indicadores não são, nem de longe, tão comuns quanto deveriam ser. E na minha humilde opinião, todas as empresas deveriam adotá-los, incluindo nas medições todas as ações de agências prestadoras de serviços - agências de comunicação, marketing, e outras. A verdade é que, por preguiça ou medo da realidade, pouquíssimas o fazem.

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VOCÊ SE ESQUECEU DA ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Mudanças nas empresas costumam ser difíceis de “emplacar”. Muitas são boas, inteligentes e até atraentes, mas não decolam. 

Eu vi projetos bacanas, celebrados pelos diretores e gerentes como meios para a empresa alcançar melhores resultados, naufragarem. Sabe onde? Na linha de operação.

A pergunta é “Por quê?” 

Há explicações psicológicas, filosóficas e até místicas. Mas eu vejo as coisas de modo muito simples. 

As pessoas passam a maior parte de seu tempo no trabalho. Muitas consideram os colegas sua segunda família.  Isto significa que, se estas pessoas, em todos os setores, não forem envolvidas a ponto de saberem quais mudanças ocorrerão e como devem ser implementadas, nada do que se espera delas irá acontecer. 

Portanto, o primeiro e mais fundamental passo é deixá-las saber. 

Os gestores devem falar sobre os objetivos do projeto, da mudança, do plano etc. Refiro-me especificamente a comunicar.  E não posso deixar de frisar que o principal disso é falar sobre o  propósito. 

Todo mundo reage ao que vê e ouve. Se os funcionários se sentirem integrantes do processo, haverá maior chance dele acontecer. 

Além disso, reconhecimento e gratificações devem ser motivadores da adesão à mudança, assim como afastar as pessoas que estejam atrapalhando. Atitudes assim fortalecem o compromisso da organização.

Mas vou repetir: o principal é comunicar. De nada adianta os gestores gostarem ou até abençoarem as intenções do projeto. Se a linha de frente não se engajar, nada ocorre. 

Então vá e conte a eles!

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A IMPORTÂNCIA DE QUEM PENSA DIFERENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Alguém me contou que antigamente o processo de canonização, na Igreja Católica, tinha um personagem chamado “Promotor da Fé” cuja função era encarar com suspeita o candidato a santo. Ele procurava, por exemplo, falhas no processo e inconsistência nas provas dos supostos milagres. Esta figura ficou popularmente conhecida como "Advogado do Diabo".

O ofício de Advogado do Diabo foi estabelecido no século XVI, mas foi abolido na década de 1980. 

Dizem que isso causou um aumento vertiginoso na galeria dos santos católicos. Os números parecem provar isso. Enquanto de 1900 a 1983 a igreja elegeu 98 santos, de 1983 até hoje foram mais de 500.

Olhando para o mundo das empresas e dos negócios, o Advogado do Diabo poderia ser um papel importante nos processos decisórios.  Ele seria o indivíduo que discute a favor de um argumento contrário aos viéses e tendências predominantes, com o objetivo de trazer luz.

A presença de alguém assim nas análises estratégicas faria diferença quanto ao equilíbrio desejável, desde que ele conheça bem o assunto em pauta, é claro.

Na vida tudo tem dois lados. Pesar vantagens e desvantagens reais é, sem dúvida, o melhor dos caminhos para se chegar a uma escolha justa e ponderada.

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E COMO FICA A COERÊNCIA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A sua empresa tem um Conselho de Administração? Ou ela é administrada por uma diretoria que delibera com gerentes de área?

Não importa. O que eu gostaria de saber é: “Estas pessoas são tão ‘descoladas’ quanto as propagandas e a comunicação de produtos ou serviços que vocês divulgam? Elas têm cabeça aberta? Ou só estão lá para dizer “sim” ao que um Poderoso Chefão propõe?”

Gary Hamel é um dos gurus mais respeitáveis e respeitados na área de Estratégia empresarial. Ele diz algo realmente interessante a esse respeito:

“Onde é mais provável encontrar pessoas com a menor diversidade de experiência, maior apego ao passado e o mais elevado índice de suposições não comprovadas?”

A resposta que ele dá é: “No topo do organograma”.

Peço desculpas aos meus leitores, mas eu só consigo dizer: “Amém!”.

O conselho de administração ou a diretoria da empresa deveria ter pelo menos alguma semelhança, nem que discreta, com o mercado que pretende atender. Como pode, por exemplo, querer vender para mulheres e não ter ao menos uma mulher que participe do processo decisório? Incoerência? Eu prefiro chamar de inconsistência!

Então, chega de maquiagem e blá-blá-blá. Pare de sonhar que a sua empresa é a melhor do mundo quando a verdade é que as pessoas dentro dela só pensam em si mesmas. Gente sem missão pessoal jamais cumprirá a missão de uma organização.

Fica o aviso. Se você faz parte das decisões, vacine-se contra cegueira. Ouse e abra-se para ideias que libertem o seu negócio, porque ‘o gargalo fica na parte de cima da garrafa’.

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COMO LIDAR COM TALENTOS VERDADEIROS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

O que estamos fazendo com os grandes talentos que recrutamos? 

Há processos de seleção fantásticos, eu vejo.  Mas depois, os contratados  são postos num canto qualquer da empresa para executar tarefas vazias e sem nenhum propósito. Aí eles se perdem.

Então, permita-me repetir: “O que estamos fazendo com os grandes talentos que recrutamos?” 

Minha resposta é clara: dê a eles missões inspiradoras! 

Um gestor bemsucedido, para mim, é aquele que busca fazer com que sua coleção de talentos o surpreenda e encante (ou espante) ao buscar territórios inexplorados que ninguém poderia imaginar. Se esse gerente não for rotineiramente surpreendido pelos lugares aonde seus funcionários talentosos o levam, ele  não é um selecionador de talentos que valha a pena.

Em seu extraordinário livro “Os Gênios da Organização”, Warren Bennis e Patricia Ward Biederman fazem duas afirmações: 

A primeira:  

“Os grupos só se tornam grandes quando todos neles, líderes e membros igualmente, são livres para dar absolutamente o melhor de si”, 

e a segunda: 

“A melhor coisa que um líder pode fazer para um grande grupo é permitir que seus membros descubram a própria grandeza”.

Em 99% das organizações as pessoas quase nunca são “livres” para “dar absolutamente o melhor de si” e “descobrir grandeza”. 

Então restam a qualquer gerente apenas duas opções: ou transforma esta prática em seu mantra, ou aceita a desmotivação e a trivialidade. E dependendo da escolha, será bom saber que nenhuma estratégia, não importa quão inteligente ou sábia, poderá salvar sua empresa.

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CAPACIDADE DE INOVAR NÃO É PARA QUALQUER UM. SERÁ PRA VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Vou escrever aqui para que todos leiam: 

“Estamos vivendo dias que exigem de todos que criemos uma cultura que favoreça, acima de tudo, a inovação na empresa.” 

Inovação, não imitação!

O meu colega consultor  Seth Godin disse em um de seus textos: 

“Você não consegue ser notável quando imita alguém notável.” E ele prossegue: “O que todas as empresas inovadoras têm em comum é que não possuem nada em comum. São super-rápidas ou superlentas. Muito exclusivas ou muito baratas. Extremamente grandes ou extremamente pequenas.” 

Aliás, este é o motivo de ser tão difícil seguir o líder. Um líder só é o líder exatamente porque fez algo notável. Essa coisa notável já tem dono. Por isso,  deixará de ser notável no instante em que qualquer um decidir imitá-la.

A ‘sociedade do excesso’ tem um excesso de empresas semelhantes, que empregam pessoas semelhantes, com bagagens educacionais semelhantes, que vêm com ideias semelhantes, produzem coisas semelhantes, com preços e qualidade semelhantes. Acontece que para termos sucesso, precisamos parar com essa porcaria de ser normais. E a razão é esta:  

“Num mundo onde o vencedor leva tudo, ser normal é igual a nada. 

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DAR CARONA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O conceito da carona surgiu com o objetivo de fazer com que duas ou mais pessoas que percorrAm trajetos iguais usem o mesmo veículo, dividindo os custos.  

Nesta relação existem dois personagens: o caronista – que usufrui da carona –, e o caroneiro: que faz a gentileza de compartilhar o carro. 

Dividir o espaço no carro para ir trabalhar ou estudar tem vantagens. Nas grandes cidades, os motoristas economizam gastos e reduzem o tráfego caótico. A solução oferece também ampla gama de benefícios. 

Assim sendo, por que muitas pessoas resistem à solidariedade da carona? 

Uma das respostas é a falta de educação dos caronistas. 

Eu mesmo pouquíssimas vezes vi caronistas educados. Quase sempre eles invertem os poderes e,  ao longo do tempo, o dono do veículo é quem se obriga a ser e a estar disponível, tornando-se quase um tipo de motorista particular.

Imagine, portanto, quantos outros problemas – ambientais, sociais, morais e de outras naturezas – advêm do baixo nível de educação das pessoas. De fato, é possível acreditar que o mundo seria um lugar muito melhor com ou pouco mais de humildade e gratidão.

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AS EMPRESAS E A QUESTÃO DA ESTRATÉGIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Estratégia, essencialmente, se refere a saber ‘aonde se vai’. Não é má idéia,  embora atualmente, com crises e reviravoltas de mercado, isso é quase uma  ilusão, quando não uma fantasia.

Mas para mim, em assuntos de empresas e negócios, saber ‘com quem se vai’ é o primeiro item da lista de imperativos de um mundo de águas revoltas, assim como é mais importante saber que as pessoas ‘com quem você vai’ compartilham a sua determinação e têm flexibilidade mental para se adaptar sempre.

Eu não sou e nunca fui defensor do pensamento: “Consiga a estratégia certa e o resto mais ou menos virá automaticamente”. Acho que esta visão é pura besteira. Vou dizer o que julgo necessário saber sobre estratégia. E é simples, ainda que difícil.

Nos combates aéreos da Guerra da Coréia, em 1950,  os MiGs soviéticos pilotados pelos chineses eram mais rápidos e podiam voar mais alto. No entanto, os F-86 dos americanos conseguiam mudar de direção mais depressa. Por isso,  as aeronaves americanas, tecnicamente inferiores, conseguiam um índice de abate de dez por um.

Eu insisto que também as empresas precisam entender  que são as ‘rápidas mudanças de direção’ que ‘derrubam a concorrência’ e abrem a visão para novos mercados. É como dizia o boxeador Muhamad Ali:  “Deve-se flutuar como uma borboleta e picar  como uma abelha”.

Pois bem. O problema das estratégias empresariais é que nenhuma delas, não importa quão brilhante seja, fará qualquer diferença enquanto não existir o  ‘viés para a ação’ ou a ‘paixão pela atitude’.  E isto tem quase nada a ver com ‘aonde se vai’ e tudo a ver ‘com quem se vai’. É como diz o ditado: “O inferno não é questão de lugar, mas de companhia.” 

 

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FALE BEM! SEMPRE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu estava no café. Havia um grupo de homens na mesa ao lado. Eles eram cinco, e conversavam sobre imóveis.

Após várias falas de cada um, pareceu-me terem chegado a um acordo. Então, um deles pediu licença, levantou-se, despediu-se e foi-se embora. Mal ele saiu, um dos quatro disse aos demais:

- “Ele é um bom sujeito. Mas é um homem complicado. Se a gente não for firme, ele vai passar a gente pra trás!”

Eu fiquei pensando: “Uma frase tão curta, mas poderosa para denegrir a imagem do homem que saiu e que, por isso, não poderá se defender.”

E agora eu apresento o velho e diabólico modelo da maledicência ou da difamação: 

- “O fulano é bom, é honesto, maaaaaas.....”. 

... e  tudo o que for dito após este “MAS” é o que ganha destaque e brilho aos ouvidos de todos. Trata-se da mais terrível e falsa bondade: fazer considerações positivas antes de detratar alguém.  

Alí, naquela cena no café, estava claro não haver intenção alguma de bondade, e sim de despertar nos demais o sentimento de atenção redobrada sobre o caráter do senhor a respeito de quem se falava.

Para a sua informação, atente-se a isto: as conjunções “mas”, “porém”, “no entanto” etc  têm o poder de anular o que se fala antes delas.  Quero dizer que elogio algum ameniza  a maldade das palavras que nascem da intenção de falar mal - mesmo quando são verdadeiras.

O que fazer? Seja corajoso. Acerte-se com aqueles a quem você julga negativamente. Esclareça tudo e resolva.  Evite falar deles. Isso é típicamente a prova de um caráter fraco. 

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SER ÚNICO É MELHOR DO QUE SER DIFERENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Você atende e satisfaz os seus clientes? Você ‘faz das tripas coração’ para que eles vivam uma experiência memorável,  capaz de simplesmente transformar  sua maneira de encarar o mundo?

Eu conheci uma jovem senhora que comercializa semijoias de um jeito fascinante. Ela poderia vender o que bem quisesse neste mundo, porque o faz com um toque especial e produz em suas clientes um estado incomparável de autoestima – quer comprem muito ou pouco.  

Ela não faz absolutamente nada que se pareça com lojas comuns.  Para começar, é impossível que alguém em seu showroom diga: “Estou só olhando!” A porta é mantida fechada o tempo todo e só se entra com hora marcada ou a convite.

Ao chegar, a pessoa é anunciada e recebida em um ambiente finamente produzido. Após as apresentações, começa a etapa  que mais se parece com uma ‘anamnese médica’ –  um questionário verbal objetivo em que se busca saber  ‘o que’  a cliente potencial deseja comprar e, mais importante, o motivo da compra. Cada pergunta envolve sentimentos e emoções.

Após este ritual, os produtos que melhor se enquadram ao perfil e à descrição captada nas respostas são colocados à vista da cliente. Se for preciso e ela desejar, poderá  trazer seus vestidos, sapatos e outros acessórios  para compor o conjunto com as peças de semijoias  sugeridas a fim de fazer a escolha perfeita.

O modelo de negócio mostra que a ideia de vender do jeito de sempre morreu, graças a Deus! E a Andreza Mota  Semijoias ‘sacou’ isso. Ela é fanática por atendimento e descobriu ser impossível  competir em preço com grandes lojas e sacoleiros de porta em porta.  Então o que lhe ‘sobra’? Ser melhor. Ou mais que isso: ser única. E ela consegue!

O resultado? Em 99,9% dos casos: alto nível de satisfação. As clientes vivem um momento inesquecível de beleza e autoestima e dão o devido reconhecimento através de manifestações  espontâneas nas mídias sociais. O bacana é que voltam para comprar mais. E o motivo é óbvio. Elas querem este atendimento magnífico.

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OS FRACASSADOS E SUAS DESCULPAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Juntei as sete desculpas clássicas dos fracassados. 

Gerentes, diretores e funcionários de empresas a caminho da derrota as usam com frequência. 

Vamos a elas:

1. Nunca fizemos isto deste modo. (E nem querem tentar!)

2. Nossa empresa ainda não está pronta para isso. (Na verdade, esta empresa nunca está pronta para nada!)

3. Estamos indo muito bem sem isto. Por que investir agora? (Eles gastam fortunas em negócios inúteis e sem retorno. Mas hoje, querem parecer profissionais. Em breve vão se arrepender de cada centavo gasto em furadas.)

4. Já tentamos uma vez, e não funcionou. (Será que fizeram certo? O que explica a situação em que se encontram agora?)

5. Custa muito caro.  (O que é caro? Eles não sabem nem a diferença entre despesas e custos.)

6. Isto não é da nossa responsabilidade. (Todo irresponsável diz que o necessário a ser feito não é de sua responsabilidade!)

7. Já vi que isto não irá funcionar. (Este aí mal vê seu próprio nariz, mas se julga um visionário!)

Esforce-se para jamais usar nenhum item dessa lista. Mas caso queira refletir, um bom começo é pensar na  frase: “Quando o fulano não sabe dançar, diz que o chão está torto!”.

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SER CONFIÁVEL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Você é confiável nos seus negócios? 

Confiabilidade é valor fundamental.

Se não lhe disseram, que seja esta a primeira vez: a sua palavra deve valer mais do que qualquer papel assinado. Esta é uma das mais importantes regras dos negócios. E da vida!

Mesmo que você não tenha assinado nada, cumpra o que tiver prometido. Não importa o que seja. Se falou, vá até o fim. Ou não tivesse falado.

Credibilidade não se compra e não se consegue do dia para a noite. Trabalhe duro, então, para construir uma história sólida de contas pagas e promessas cumpridas.

A sabedoria dos mercadores orientais diz: "Antes de fazer qualquer transação, trate a forma de pagamento  e os juros tendo a D-us como testemunha. E quando chegar o dia do vencimento, pague, e não se queixe dos juros".

Mantenha a sua palavra, e mereça uma segunda chance. Este será o seu passe-livre sempre que você tiver que utilizar a rua para voltar.

Todo negócio é uma rua de duas mãos. Nunca, em hipótese alguma, bloqueie uma destas vias,  porque se hoje você vai por ela, chegará a hora em que você terá de voltar.  

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VOCÊ TEM BOA EDUCAÇÃO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Conta-se a história de um sargento durão a quem seu tenente ordenou informar o soldado Francisco que sua mãe falecera. Este sargento, que não era o melhor exemplo de fino trato, convocou seus homens a se apresentar imediatamente próximo ao alojamento e, quando todos estavam em forma, anunciou:

- “Soldado Francisco, a sua mãe morreu. Pelotão... dispensar!”

Quando o tenente ouviu o relato do que acontecera, ficou horrorizado, e mandou o sargento participar de um treinamento intensivo numa escola de boas maneiras.

Seis semanas após, o sargento voltou à ativa e, por ironia do destino, coube a ele novamente a triste missão de informar ao mesmo soldado Francisco que agora seu pai falecera.

Ele convocou o pelotão, colocou-o em forma e mudou sua tática. Desta vez disse:

- “Todos aqueles cujos pais estão vivos, deem um passo para trás... exceto o soldado Francisco!”

Sempre há no mínimo duas maneiras de se fazer qualquer coisa. Uma com boa educação e a outra de qualquer modo. Eu lhe peço: escolha a primeira. 

Faça todo o possível para agir com educaçãoe respeito em qualquer circunstância. 

E se você nunca aprendeu boas maneiras, faça uma pesquisa. Comece pelo Google. Ao digitar “regras de boa educação”, por exemplo, o retorno é de 1milhão e 40 mil verbetes. Um bom suprimento para começar. 

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O PROBLEMA DO VERBO TER

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

O rei de um país distante ficou muito doente. Seu médico concluiu que o único tratamento consistia em que o monarca vestisse o casaco de uma pessoa que jamais tivesse tido problemas na vida.

Os soldados se espalharam por todo o  território em busca da pessoa sem problemas. Num bairro distante encontraram um homem que nunca tivera um e, por isso, enquadrava-se nas exigências dos médicos.

– “Eu realmente não tenho problemas” – disse ele aos soldados. “Mas infelizmente não poderei ajudar o nosso amado rei”.

– “Como não?” – perguntou o chefe da guarda. “Qual é o impedimento?”.

Então ele respondeu:

– “É que eu não tenho um casaco”.

E completou:

– “Acredito que se eu tivesse um, isso já seria um problema para mim”.

Fabulosa história. Eu sempre acreditei que ela ensina que o grande problema de quase todos os seres humanos resume-se ao verbo ter.  

Provavelmente “ter” seja a fonte de todos os problemas. Quem sabe por isso ele seja a maior fonte de sabedoria disponível a todos. 

No instante em que eu conseguir me alegrar com o que tenho – não importa o que e nem quanto –, a minha vida se transforma num paraíso verdadeiro. E estou certo de que nada me faltará a partir de então, porque eu serei verdadeiramente rico.

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NINGUÉM PRECISA DA INVEJA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Ciúme é querer manter o que você tem.

Cobiça é querer o que você não tem.

Inveja é querer que o outro não tenha.

Qual a origem da inveja? 

Ela nasce da insatisfação com o que temos e o que somos. É a crença absurda de que os outros estão mais felizes do que nós com o que têm.

Luis e Claudio usam óculos. Luis tem meio grau de astigmatismo, e sua armação é de ouro. Claudio tem seis graus de miopia e usa uma armação de massa. Você acha que Claudio deseja trocar seus óculos pelos de Luis? Eu tenho certeza que não! Os óculos de Luis seriam terríveis para Claudio, pois não lhe permitiriam enxergar nada!

A inveja é uma das coisas mais terríveis deste mundo, pois, ninguém pode obter qualquer vantagem a partir dela. Cada pessoa vive a vida com exatamente o que precisa para cumprir sua missão. Ou seja: todos têm seu próprio “pacotinho” para carregar. 

Se eu tomasse o pacote do meu vizinho, eu teria os utensílios errados para cumprir o meu propósito de vida. Portanto, não há razão alguma para invejar os "óculos do outro", até porque eles não me ajudariam a ver!

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