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NÃO JULGUE E NEM CONFIE SEM PROVAS

Abraham Shapiro

A abelha e a formiga eram boas amigas. A abelha gostava dos alimentos que a formiga armazenava durante o verão, e a formiga era louca por mel. Elas sempre trocavam presentes, e mantinham a convivência saudável.

Certo dia, a formiga precisou viajar e deixou a chave de sua casa com a abelha.

Passados alguns dias de ausência da formiga, a abelha sentiu a tentação de entrar na casa para se servir de um pouco de alimento. Mas seus princípios contiveram seu desejo.

Meses depois, foi a vez da abelha ter de se ausentar por algum tempo. Naturalmente, deixou a chave com a formiga, que não se fez de rogada. Entrou na casa da abelha e comeu o que pôde. Sabe por que? A formiga pensou:  

– Tenho certeza de que, enquanto deixei a chave de casa com a dona abelha, ela assaltou a minha despensa de modo tão perfeito que, até agora não achei marca alguma de seu furto. Chegou a minha vez. E, para descontar, farei um banquete.

Que história terrível. 

Veja que muitas das nossas pressuposições podem não só estar erradas como induzir a falhas graves. 

Quantas vezes você e eu agimos acreditando que fulano é isso ou aquilo, sem prova alguma, apenas por intuição ou pressuposição? 

O que vem depois é só uma coisa: problemas.

É claro que o excesso de confiança ou a falta dela pode estragar tudo. No entanto, pior do que isto, é julgar sem evidências ou provas e agir injustamente pensando estar certo.

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ABANDONE A INSEGURANÇA

Abraham Shapiro 

Neste momento, quantas pessoas padecem de inveja dos colegas de trabalho, ciúme do cônjuge... Quantos não estarão sofrendo profunda dor por achar-se inferior a alguém – seja na beleza da face, nas medidas do corpo, do cabelo,  do desempenho profissional e demais situações da vida?

Tudo isso tem a mesma raiz. É a insegurança. 

Sempre que você se comparar a outra pessoa, acabará por encontrar atributos em que ela é melhor. 

Mas comparar-se a outros é um erro. 

Cada ser humano é único.  Isto inclui. Então jamais compare-se a ninguém. 

Olhe para as suas múltiplas capacidades e infinitas condições de desenvolvimento.  Depois, esforce-se para ser bom no uso delas. Seja fiel a si próprio.

Se você hoje consegue ser uma pessoa melhor do que foi ontem, este é o bom caminho.

E se alguém se sai melhor do que você, fique feliz por ele ou ela.  Não o inveje. Inspire-se com a vida dele e lute pelo seu próprio sucesso,  mediante as condições reais de que você dispõe.

Cuide de carregar o seu próprio pacote e deixe que a vida do outro seja vivida por ele.

Compita somente com a pessoa que você é até aqui e agora. Depois, trate de melhorar.

Cada coisa tem seu lugar e todo ser humano tem sua hora. Aproveite o seu tempo para se autodesenvolver e dedicar-se a superar os seus desafios e limites pessoais.

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NEGÓCIOS E MENTIRA NÃO COMBINAM

Abraham Shapiro

Eu havia acertado a agenda com aquela pessoa cinco dias antes da data. Nosso encontro era de seu total interesse. 

Na véspera, eu encontrava-me fora de Londrina e fiz de tudo para chegar o mais rápido que pude, vez que o horário marcado seria o primeiro da manhã seguinte e eu queria ser pontual, como gosto.

Meia hora antes de sair de casa, recebo uma mensagem por Whatsapp. Era o meu interlocutor informando que as chuvas o impediam de chegar. Ele vinha de uma cidade próxima e, de sobra, dava conta de que um dos pneus de seu carro havia estourado.

Eu compreendi a justificativa, que parecia legítima naquelas condições, e lamentei tanto pelo meu esforço do dia anterior como pelos problemas dele. 

Poucos minutos depois, no entanto, o meu sentimento de justiça converteu-se em indignação. Fui notificado pelo Facebook que o fulano encontrava-se  numa empresa a 100 km no sentido oposto a Londrina. Creio ter ele se esquecido de tudo o que me dissera e, tentado pela vaidade, postou o mapa de sua localização instantânea. Traduzindo, a história que me fora contada minutos antes era a mais deslavada, inútil e desnecessária mentira.

Se é que o mentiroso tem de ser bastante inteligente para não cair em contradição, eu estava diante da revelação de que o nosso “mui amigo” é um autêntico parvo em querer passar-me para trás ao mesmo tempo em que não se contém exibir sua suposta eficiência a amigos  da mídia social e a seu patrão.

Talvez nada disso devesse estar descrito num artigo de apelo profissional, eu sei, exceto pela grandiosa lição por trás do fato. E a lição é: negócios e mentira não combinam, mesmo que milhões de gentes –  todos os dias e em todo lugar – continuem insistindo. 

Ética e transparência são irmãs puras e sagradas da verdade. Por isso, não há recompensa alguma em se lançar mão de justificativas fabricadas sobre a mentira – nem ao desmarcar uma agenda, nem ao telefone e muito menos no curso de uma negociação. 

Qualquer profissional que precise mentir para justificar-se nestas e outras circunstâncias, além de enganador barato, burro e nivelado aos piores amadores, demonstrará ser, de fato, um covarde desprezível!

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NINGUÉM ESTÁ LIVRE PARA FAZER O QUE BEM ENTENDE

Abraham Shapiro

Se você é reconhecido pela sua integridade e tem reputação livre de advertência, atente-se à minha pergunta:  será necessário que você faça questão de prestar contas e adotar critérios de transparência perante outros?

Muitas vezes eu escuto pessoas dizerem: “Não me importa o que pensam de mim, eu sei que faço  a coisa certa”. 

Apesar de que temos, sim, de fazer coisas certas diante aos olhos de D-us e dos homens, precisamos tomar todo o cuidado para não dar uma impressão equivocada aos nossos companheiros.

Eu aprendi dos meus antepassados que há cerca de dois mil anos, quando o tesoureiro entrava nos cofres do Templo de Jerusalém, ele não podia utilizar roupas que lhe permitissem esconder dinheiro, como calça com bolsos, sapatos fechados ou sacola.  Esta precaução era tomada não por dúvida de que ele podesse roubar, mas somente para que as pessoas não pensassem isto dele. 

Agora, imagine em que nível um líder – seja ele empresarial, do governo, de qualquer instituição ou grupo –  deve cuidar-se para não levantar julgamentos desviados da boa reputação que é esperada dele! 

Ninguém vive isolado. Somos uma comunidade, uma nação, onde as informações viajam de um ponto a outro à velocidade da luz. Isso põe cada um de nós debaixo da obrigação de inspirar os outros por meio de cada atitude que praticamos e de elevar o patamar de comportamento aceitável. 

Goste você ou não, todos somos modelos de comportamento aos demais à nossa volta. E as ações de qualquer pessoa têm o poder de gerar uma imagem negativa para si mesma, para sua empresa, para a cidade, o estado, o país... não importa quem ela seja ou o cargo que ocupe. 

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NÃO LIGUE-SE A CRÍTICAS

Abraham Shapiro

Reagir ou não a críticas negativas é uma decisão importantíssima. 

Uma regra de sabedoria diz: “Não deixe que críticas o assustem.  Limitar-se a agir por temor a críticas e julgamentos pode paralisar.” 

Vamos com calma. 

O que é um crítico? É alguém que procura erros sem ser autorizado. 

Uma das coisas mais fáceis de fazer é olhar para a vida dos outros e encontrar falhas.  E sabe quem melhor faz isso? Os despreparados e os insignificantes. Como muitos desses não têm esperança de crescer com base em seu próprio valor, então depreciam os demais. 

O que fazer? Aja. Não se importe com críticas.  Saiba e conscientize-se de que ninguém para ou irá deter-se a fim de avaliar as suas virtudes e boas intenções. Esperar que o mundo o trate com justiça só porque você é bom sujeito ou bom profissional é o mesmo que achar que um touro não o  atacaria só porque você é vegetariano.

A verdade é que “quem só dá chute nos outros nunca conseguirá manter-se sobre os próprios pés.”

Seja você a pessoa justa. Exercite-se a enxergar os pontos positivos de quem está à sua volta e evite tornar-se um crítico gratuito, até porque as mãos de quem atira lama estão sempre sujas. Este comportamento, sim, fará de você um indivíduo querido e admirado.

Enfim, não tema críticas. Tenha um lugar ao sol. Mas não se exponha demais. Evite bolhas e queimaduras, mesmo usando protetor solar. 

E lembre-se que pessoas convictas de fazer a coisa certa, usam as críticas como elogios.

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COMO DESENVOLVER NOVAS COMPETÊNCIAS

Abraham Shapiro

Qual é a nossa meta como seres humanos? É o aperfeiçoamento; a melhoria contínua; o desenvolvimento pessoal. 
 
É o investimento de recursos em nós próprios a fim de fazermos melhorar a personalidade, as características pessoais e as competênciais. 

Porém, ocorre que geralmente ficamos tão ocupados com afazeres  corriqueiros e com a busca pelo sustento que lembramos quase nada do que pode nos fazer melhores. E o pouco tempo que resta perdemos frente à televisão ou outras atividades que só nos roubam e não ajudam a refletir sobre quem, de fato, somos ou o que tenhamos a melhorar. 

O resultado é parecido com um CD dentro da nossa mente que toca mensagens subliminares sobre nós. Às vezes elas são negativas, do tipo: “Eu sou um fracasso”;  “Não sou inteligente”; “Nunca serei alguém na vida”; etc”. Quando são assim, é preciso mudá-las se quisermos  atingir o nosso potencial. Mais que isso. É necessário nos envolvermos com situações que anulem o nosso negativismo interior e insiram falas positivas neste CD mental. 

Por isso, leia mais; ouça e estude coisas boas.  

“Educação é aquilo que sobra depois que esquecemos tudo o que estudamos”. 

Adquira atitudes que lhe farão bem na vida, no trabalho, nos relacionamento. Deixe-se influenciar por isso para que se solidifique. Alguém certa vez me disse que devíamos levar esse trabalho tão a sério a ponto de até o coveiro ficar triste no dia da nossa partida deste mundo. 

Pense nisso!

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PRONTIDÃO: O QUE É E COMO CHEGAR A ISSO

Abraham Shapiro

Prontidão é a soma de duas situações que devem ocorrer simultaneamente:  “ter uma habilidade”  e   “estar disposto a desempenhá-la”, sendo que qualquer habilidade só se desenvolve com capacitação e dedicação prática.

Portanto:

Prontidão = { ter uma habilidade} + { estar disposto a desempenhá-la}

Se uma pessoa tem uma habilidade, mas não tem disposição para usá-la, não está “pronta”. Igualmente, se estiver disposta, mas  não tiver a habilidade requerida para isso, também não estará “pronta”.

A atriz Gloria Pires estreou como comentarista da entrega do Oscar na transmissão pela TV Globo, há poucos dias. Neste programa ela tornou-se, através da Internet, o maior exemplo de falta de prontidão para o que propôs-se a fazer!  

Na cerimônia que premiou Leonardo DiCaprio e abordou o racismo, a atriz caiu na graça dos internautas e virou meme durante a transmissão do Oscar, indo parar nos assuntos mais comentados do Twitter e do Facebook na madrugada de 29 de fevereiro.

É claro que ela não gostou. Veio a público manifestando-se e até dando uma justificativa ou desculpa que seja. Mas a impressão negativa ficou. Para sempre.

E esta é a grande lição a ser aprendida e aplicada no dia a dia por tods, não em prejuízo da atriz, mas em benefício ou lucro seu e meu: “Prepare-se. Não faça uma apresentação, palestra, entrevista, debate, o que for, sem se preparar até  sentir-se pronto.” 

É como diz o sábio ditado: “Mais vale uma palavrinha antes que dois palavrões depois.”  

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PÓS-GRADUAÇÃO, MBA E AFINS: FAZER OU NÃO FAZER?

Abraham Shapiro

A Angélica quer fazer uma pós-graduação. Trouxe o conteúdo programático do curso para que eu apreciasse. Parece realmente muito bom. E também parece rico de temas interessantes. Então eu lhe perguntei:

- O que pretende alcançar com  este curso?

E ela:

- Quero melhorar o meu desempenho profissional.

- Você tem tempo para estudar? – eu perguntei

Ela disse:

- Ah.... eu acho que sim. 

- Estudou bem na sua faculdade? – fui específico.

- Mais ou menos – ela respondeu

Então eu prossegui:

-  Se você não foi boa estudante, nunca leu livros com frequência, não tem boa capacidade de interpretação e entendimento de textos, pode, sim, fazer uma pós-graduação, MBA ou qualquer outro curso. Mas não espere que ele trará melhorias ao seu desempenho.

Você só aprende algo – bom ou mau – quando muda o seu comportamento sobre aquilo.

Nenhum curso muda nada. Quem muda é você quando consegue apreender e fixar conceitos para  aplicá-los na prática e produzir mais e melhor do que era capaz de fazer antes.

Portanto, se você quer melhorar o seu desempenho, comece sozinha a disciplinar a leitura de revistas, de um livro, aprimorando a sua interpretação e entrando num ritmo constante de atividades.

Sem isso... você fará cursos e mais cursos e prosseguirá sendo medíocre.... com uma única vantagem.... A de ser uma medíocre diplomada. Eu conheço milhares desses por aí!

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PATIFES E CORRUPTOS

Abraham Shapiro

Um casal entra numa loja de vestidos femininos de grife, no fim de uma tarde de sexta-feira. A mulher escolhe a peça mais cara. O homem saca uma carteira e dá um cheque pelo preço.

O vendedor explica: 

- “Hoje não dá mais tempo para descontar o cheque. Podemos mandar o vestido na segunda-feira?”

A mulher concorda, o homem também, e eles dão o endereço e o telefone do hotel onde estão hospedados.

Na segunda-feira, o vendedor telefona e diz ao homem: 

- “Senhor, constatamos que o seu cheque não tem fundos...  e infelizmente não poderemos entregar o vestido”.

- “Sem problemas”  – responde o homem – “E muito obrigado pelo maravilhoso fim de semana que vocês me ajudaram a ter”.

Todos os dias, em todo lugar, há patifes atuando em todas as frentes da vida e do mundo em busca de vantagens proibidas e ilegais.  

Eu tenho certeza absoluta de que sobram enganadores por aí.  E quem paga por isso? Os bons e os honestos, os que cumprem a lei e se esforçam para manter a vida e a empresa limpas.

Veja a situação atual do Brasil, por exemplo. 

Penso que é preciso ter consciência de que, por mais injustos que sejam alguns impostos, devemos cumpri-los enquanto buscamos mudança. A única coisa inadmissível é a corrupção em troca de vantagens particulares.

No mundo dos negócios, ser correto é um ativo... e obrigatório.

Temos de acabar com corruptos e corruptores. Só assim teremos o país e o mercado que desejamos e merecemos.

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O QUE COMPRAR E O QUE NÃO COMPRAR EM TEMPOS DE CRISE

Abraham Shapiro 

Eu não tenho o direito de lhe dizer o que fazer com o dinheiro que você ganha. Mas permitia-me apenas uma rápida e despretensiosa opinião.

Em tempos de crise econômica, pesquise. Não compre preço abusivo! 

Há muita especulação por aí.  Use o poder da Lei da Oferta e Procura. 

Se o produto X  está, hoje, ao dobro do preço da semana passada, deixe-o na banca ou na gôndola. Você não vai morrer se ficar duas ou três semanas sem ele. Force a cadeia de vendas a equilibrar o preço. Não compre! Só não faça isso com medicamentos.

“Quais produtos são essenciais?” – perguntei aos meus amigos no Facebook, recentemente.

Respostas: “alimentos” ficaram no topo da lista. Seguiram: remédios, itens de higiene bucal, higiene doméstica e asseio pessoal. Mas eu faço questão de incluir coisas imprescincíveis para outras áreas da vida. Manter a carreira profissional e o nível cultural, por exemplo, são escolhas cujo resultado é valor ao seu “passe”. Ler um livro; ir ao cinema – quando há promoção de preço durante a semana – são atitudes que abrem a cabeça para novas visões.

E o que não fazer absolutamente?  

Não compre produtos de grife atraído por promoções milagrosas.  Se você supostamente ganha R$ 1.500, comprar um celular de R$ 3 mil para pagar em 20 prestações é loucura. Não creia em parcelamento sem juros. Quase sempre é mentira. 

Seja consciente. Eleja os seus valores pessoais antes de ceder a necessidades ou a propagandas. Não traga dor e sofrimento para si. Aprenda a investir o seu dinheiro em vez de gastá-lo!

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SAL GROSSO E A COMUNICAÇÃO EFICIENTE

Abraham Shapiro

Como diretor comercial, Rogério sempre se mostrou cético frente às crença dos funcionários. Naquela manhã de segunda-feira porém, ele chegou trazendo recipientes som sal grosso e os espalhou pelos cantos das salas da empresa. Todos estranharam a atitude supersticiosa um dia após o fechamento do terceiro mês seguido em que as metas não foram atingidas. 

O gerente de vendas se ofereceu para questionar o diretor. E o Rogério não pestanejou a dar sua resposta:

- “Há três meses vocês não cumprem as metas de vendas. Eu tentei encontrar as razões e fiquei entre duas hipóteses. Ou há algum problema místico aqui, e pra isso eu trouxe sal grosso para purificar o ambiente e mudar o rumo das coisas de hoje em diante, ou, caso não resolva,  estará provado que trata-se de incompetência geral. No entanto, fica decidido a todos os que julgarem a minha atitude bizarra, que não terei problema algum de esquecer tudo isso e  começar a demitir um por um para contratar gente que queira se esforçar e realizar as vendas que o nosso planejamento prevê.” 

O gerente abaixou a cabeça, pediu licença e retirou-se da sala do diretor para uma conversa definitiva com a equipe. 

Eu vejo com enorme frequência que a preocupação maior de todos está em “o que” comunicar às pessoas. Mas o problema real da comunicação está em “como” fazê-la de modo a que os interlocutores interpretem e ajam conforme o objetivo desta comunicação. 

De vez em quando é aconselhável surpreender pela quebra do modelo mental coletivo  e, com isso, fazer os interlocutores pensarem diferente, já que os meios mais óbvios caem na desgraça do lugar-comum. Foi a opção do Rogério ao agir de modo imprevisível e surpreendente. 

Creio não ser preciso dizer que, depois deste episódio, os resultados apareceram, e as metas foram todas batidas. 

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VOCÊ É O QUE FAZ E NÃO O QUE DIZ SER

Abraham Shapiro

Nunca diga quanto você é ético. E nem honesto. E nem inteligente.  O que você é todos saberão sem que seja preciso dizer. Então preocupe-se em viver a  ética, a honestidade e a sua inteligência da forma mais realista e prática possível

Qualquer um que insista em falar sobre suas características pessoais estará levantando "n" possibilidades de não ser verdadeiro. O motivo? As prisões estão lotadas de gente que se diz religiosa, correta e de outros personagens que sempre afirmaram ser éticos em casa, no trabalho, a seus eleitores e  a clientes. 

Quer que todos saibam o que você é?  Só há um modo. Seja um exemplo. Eis a prova máxima. 

Diga ao seu cliente, por exemplo, que você se esforça para ter um relacionamento de longo prazo em negócios com ele, e não apenas fechar um pedido e sumir.  E não use a palavra “ética”.  Se eu, por exemplo, ouvir um vendedor dizer de si mesmo que é ético no contexto dos negócios que estejamos fazendo, sou capaz de voltar atrás por suspeição.

Quanto mais próxima de zero for a diferença entre o que dizemos e fazemos, mais coerentes e autênticos somos. 

Se depois de tudo o que faz, você precisa dizer o que é ou quem é às pessoas à sua volta, elas pensarão automaticamente que você não corresponde ao que diz. Deixe os seus atos, as suas atitudes, falarem de si e por si. 

“Sou honesto”, “sou ético”, assim como “sou o chefe” ou “sou eu quem manda aqui”, quase sempre são palavras que expressam o pensamento de quem não sabe o que ou quem realmente é.

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ERROS CORPORATIVOS LETAIS

Abraham Shapiro

Boas empresas podem se autodestruir com maus hábitos.  

Conheço gente que depois de ganhar um pouco mais de dinheiro, passou a fumar mais, beber em excesso e dormir até a hora do almoço.

Empresas são feitas por pessoas. Por isso, podem também ficar mal acostumadas. 

Negação da realidade é um dos possíveis defeitos. Aconteceu com as fabricantes americanas de veículos. Elas nunca acreditaram no poder de mercado dos carros japoneses. Deixaram suas próprias concessionárias vender Hondas, Nissans e Toyotas. Hoje, elas choram por ter subestimado a capacidade dos orientais.

Outro mau hábito proibido é a arrogância. Aconteceu com a Microsoft, e poderá acontecer com o Google ou com a Apple. É que o orgulho, em qualquer circunstância, sempre precede a queda.

Miopia competitiva é outro mal. Ocorre quando o campo de visão se estreita demais. É o caso da Coca-Cola. Ficou tão ocupada em vigiar os passos da rival Pepsi que não viu o crescimento das águas minerais. Hoje ela corre atrás de um mercado do qual tinha tudo para ser líder há tempos.

Vou repetir: empresas são como pessoas: ou aprendem a ser virtuosas, ou pagam o preço dos erros. 

Triste é saber de tantas e tantas cujos pecados estão levando à morte e não têm nem um indivíduo sequer em sua estrutura que se digne a ver ou preocupar-se com isso.

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YOUTUBE - FAÇA ALGO POR SI MESMO

Abraham Shapiro

Cooperação é uma característica maravilhosa.  Todo mundo devia saber que altruísmo é o contrário de egoísmo, mesmo vivendo em um mundo onde os egoístas usam nomes bonitos e diferentes para amenizar ou justificar seu jeito individual de agir e ser. 
Talvez seja esta a razão porque voluntariado é tão fraco no Brasil.

Graças a D-us existem muitas pessoas que se voluntariam e cedem seu tempo e esforço em favor de causas justas. Mas a proporção de voluntários sobre quantos habitantes somos é vergonhosamente desprezível. E a coisa chega a ponto das pessoas não colaborarem nem quando elas mesmas são as maiores ou as primeiras beneficiadas. 

Eu produzo conteúdo útil para a formação e o treinamento de funcionários em todos os níveis na empresa e os publico aqui neste blog, em Podcasts  e em vídeos que  vão para um canal do YouTube. 

Todo este material nasce da minha vivência na solução de problemas reais em empresas e no dia a dia. É gratuito e está disponível a todos interessados. 

Os vídeos, em especial,  têm o potencial bombástico de abreviar o caminho das pessoas a seus objetivos de carreira e melhorar seu desempenho pessoal.

Basta buscar por “PROFISSÃO ATITUDE”  no YouTube e,  ao assistir qualquer um dos 370 vídeos que lá estão, clicar no botão INSCREVER-SE logo abaixo da tela.

Que tal fazer isso agora e compartilhar esta ação com os seus amigos, colegas e funcionários? 

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O MANIPULADOR ESPERTO E O MANIPULADO TOLO

Abraham Shapiro

O manipulador é um indivíduo perigoso em qualquer estrutura – seja na família, entre amigos ou mesmo na empresa.

Ele reúne algumas características fáceis de identificar. A primeira e maior delas é o prazer que ele sente em ser o centro das atenções. Adora ser aplaudido, deseja o primeiro lugar em tudo e aproxima-se de pessoas de personalidade fraca ou carentes de apoio.

Todo manipulador atua com objetivo de manter sua imagem em conformidade a suas metas pessoais.  Ele se preocupa em parecer-se bom, justo e imparcial em seus julgamentos, mas o resultado de seus planos é pautado sempre pela contradição destes princípios, isto é, por meio de maldades, injustiças e parcialidade em favor dos que “comem em sua mão”.

Conheço um gerente que, vira e mexe, corre à sala de seu diretor para contar-lhe fatos. Não meras atualizações ou fofocas – o que poderia ser depreciativo.  O que ele leva são as versões pessoais de ocorrências cuja verdade o colocaria sob risco se viesse à tona. Esta conduta, aliás, é o mais autêntico exemplo de como age o manipulador: sempre disfarçado por boas intenções.

O mais grave dos efeitos, no entanto, se dá quando o diretor deixa-se levar por esta manobra. Se sim, mais do que manipulado, ele mostra-se despreparado e fraco.  Chamá-lo de fantoche seria uma qualificação branda. Talvez a mais realista fosse: idiota. 

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EINSTEIN OU INCOERÊNCIA A TODA PROVA

Abraham Shapiro


Era uma vez, um pequeno empresário que se achava grande e talvez por isso gostasse de reunir seus colaboradores  numa sala de aulas ao lado de seu escritório para dar longas lições de comportamento. 

A empresa tinha altos índices de rotatividade e de insatisfação dos funcionários. E não só. Todos enxergavam nitidamente as incoerências e a presunção do patrão em querer ensinar o que ele mesmo não praticava. Somava-se a isso o fato de os demitidos se tornarem inimigos e invariavelmente o denunciarem à justiça do trabalho.

Ele não se conformava. Era soberbo e julgava a todos como injustos,  afinal, ele mantinha a autoimagem convicta de chefe dedicado, que proporcionava a todos a educação a que nunca teriam acesso senão por ele.

Um dia, um amigo muito próximo foi-lhe sincero e disse: 

- “De onde você acha que pode dar lições de moral aos seus funcionários? Todos sabem que você é um explorador e suga o que pode deles. Você acha que alguém lhe dará crédito? Seja primeiro um exemplo,  e depois todos lhe ouvirão!”.

Ele ficou uns dias  amuado, mas depois resolveu tomar uma atitude. Não, ele não reviu seus conceitos. Ele se desfez da sala de aula.

Não é pateticamente engraçado esse caso. Mas é real! Eu  mesmo vi tudo isso!

Albert Einstein disse certa vez uma belíssima frase: “Dar exemplo não é o principal meio de influenciar pessoas. É o único”.

O físico Judeu  estava certo. Porém, é difícil demais ser exemplo. Numa empresa, então, o mais fácil e simples é o tal do “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”.

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O SUCESSO VERDADEIRO

Abraham Shapiro

Um grande empresário estava prestes a exalar o último suspiro, mas ainda encontrou energia para ditar sua última vontade ao advogado. Ele disse:

- “Quero que você inclua uma cláusula no meu testamento dizendo que todos os empregados que me serviram por vinte anos ou mais devem receber um prêmio de 100 mil reais cada um”.

O advogado ponderou:

- “Mas você só começou o seu negócio há quinze anos”.

Ao que o empresário respondeu:

“Eu sei. Mas já pensou que bonito isso vai ficar nos jornais?”

Você acredita em notícias de sucesso? Eu não. Nem todas são confiáveis. E as outras são exageradas. 

O Eike Batista nos ensinou que o mundo empresarial não está isento dos “efeitos especiais”, de truques e maquiagens que embelezam  verdades horríveis.  O mundo dos negócios tem muido em comum com Hollywood.

Além disso, há pessoas para quem estar em evidência na mídia é mais importante do que saber se sua empresa tem saúde, dá lucro e coloca-se correta e eticamente no mercado. Talvez seja uma doença.

A única coisa a se considerar é que negócios requerem postura e correção de seus atores, independentemente do tamanho. 

"Oba-oba" e festins não produzem sucesso algum. Estratégia,  planejamento,  dedicação,  olhos  abertos e esforço no trabalho, sim!

Se você busca o sucesso, trate de atingi-lo de fato, com base em valores e princípios, porque depois que você conseguir, uma das lições que você terá aprendido é que fotografia em jornais, revistas e menções nas mídias sociais têm mais a ver com quem jamais o alcançou.

 

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GRATIDÃO: O SENTIMENTO DE MIL FACES

- Abraham Shapiro -

“Ficamos obrigadas por sua grande gentileza!” é o que estava escrito no cartão enviado pelas mulheres do Clube das Esposas dos Oficiais da Reserva da Cidade do Rio de Janeiro a um amigo meu por ter proferido uma palestra gratuitamente a elas.

- “Obrigadas”? – ele questionou. “Que é isso?” 

- “Por que não?” – eu lhe disse.  “Se estivesse escrito ‘agradecidas’  você não se espantaria! Elas também poderiam ter dito: ‘Muito obrigadas pela palestra!’.”

“Obrigado” na frase “Muito Obrigado” é um adjetivo. Por isso varia conforme o gênero do sujeito e com o número de pessoas envolvidas.

Um homem diz “obrigado”.  Uma mulher, “obrigada”.  O agradecimento no plural é raro, mas correto.  Se alguém perguntar: “Como vão todos em casa?”, uma resposta sem nenhum problema gramatical seria: “Vamos bem, obrigados!”.  

Por que falamos “obrigado”?

Há alguns dias, eu recebi um vídeo pelo WhatsApp em que um professor de Portugal recorreu a uma explicação de Tomás de Aquino em seu Tratado da Gratidão, parte da Suma Teológica, para agradecer seus colegas da Universidade de Brasília.  Tomás de Aquino ensina que a gratidão se expressa em pelo menos três diferentes níveis.

O primeiro consiste em reconhecimento do benefício recebido. O segundo, em louvar e dar graças àquele que deu ou fez algo. O terceiro é o nível da retribuição conforme as possibilidades e circunstâncias de tempo e lugar do beneficiado.

Cada língua expressa a gratidão de acordo com estes graus. O inglês: “to thank”. O alemão “zu danken”. Isso se aproxima respectivamente  de “to think” e  “zu denken”, cujo significado é “pensar”.  Estas línguas tomam a gratidão no primeiro nível, o simples reconhecimento da graça, chamado em latim “ut recognoscat”. 

Aquino denomina o segundo nível de “ut gratias agat”, presente na língua italiana, grazie, no espanhol, gracias,  no francês, merci, e no árabe, xúcran. Segundo o filósofo, este grau é superior ao primeiro e é considerado como a dimensão de render louvor e dar graças.

Especial mesmo é a formulação portuguesa, encantadora e singular, por ser a única a situar-se claramente no terceiro nível, isto é, o da gratidão no vínculo “ob-ligatus” ou “obrigado”. Ela remete ao grau do dever de retribuir, ou, como diz Aquino,  “ut retribuat”.

Conclui-se que o agradecimento pode apropriar-se de múltiplas formas de manifestar o que se pensa, o que se pondera e se reconhece a respeito do benfeitor e de sua atitude.   Dizer “obrigado” corresponde a assumir uma dívida nascida da consciência de que tudo o que se fizer será insuficiente para compensar o bem recebido.  É um modo elevado de gratidão, pois, além de tudo, requer a humildade de aceitar o favor mesmo diante da impossibilidade de retribuí-lo.  

Do outro lado de todas estas considerações estão aquelas pessoas que nunca se comprometem com nada, em nível algum. Talvez por isso o que se ouve delas nunca passa de expressões inócuas e vazias,como: “Valeu!”, “Falou!” ou “Beleza!”.

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MAIS DO QUE SÓ HONESTIDADE

Abraham Shapiro

Eu acho curiosa a seleção de funcionários ou de candidatos a quaisquer cargos pelo critério da honestidade. Para mim, ser honesto é “software residente” ou competência mínima obrigatória. Não é diferencial nenhum.

Jesus de Nazaré contou a famosa Parábola dos Talentos. Um dos personagens é um tipo interessante e honesto que recebeu de seu patrão uma moeda para investir.  Quando o patrão retorna de viagem, põe-se a fazer o acerto de contas do dinheiro confiado a sua equipe.  O tal empregado lhe diz:

- "Eu soube que és um homem severo e ceifas onde não semeaste. Por temor a ti, escondi o teu talento na terra, e aqui eu te devolvo o que é teu."

O empregado julgou ter feito a coisa certa. Mas a resposta do patrão revela surpreendentemente o contrário.  Nela está a mensagem central da parábola. Ele diz:

- "Servo mau e preguiçoso. Devias, ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros. E então, na minha chegada, eu o receberia com juros. És um servo inútil. Serás lançado nas trevas, onde há choro e ranger de dentes."

Trazendo para hoje. Um funcionário apenas honesto fará, no máximo, o que fez aquele sujeito por temor do patrão. Na melhor das hipóteses, ele cuidará do que lhe foi confiado sem que evolua,  sem progresso, sem desenvolvimento. Sabe por quê? Ele tem medo. Ele é fraco!

Não é assim que se administra. Não é assim que se trabalha.

Logo, é preciso muito mais do que honestidade na busca pela competência.

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