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O SUCESSO QUE SE ESCONDE POR TRÁS DOS DESAFIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todas as pessoas bem sucedidas que eu conheço sofreram algum revés que tiveram de superar com autoconfiança e  esforço – muitas vezes sem recursos financeiros e sem ajuda alguma. Outros indivíduos em lugar delas teriam desistido para sempre. Mas elas persistiram, enfrentaram o desgaste, o cansaço e não viram a luz no fim do túnel durante a maior parte de seu percurso. 

Foi exatamente assim com J.K. Rowling,  autora de um dos maiores bestsellers de todos os tempos – um fenômeno que gerou uma fortuna significativa.

Ela disse de si mesma que se sentia o maior fracasso que jamais existiu ou conheceu, e atribui grande parte de seu sucesso ao efeito deste fracasso. Estava sem dinheiro, não se saía bem em emprego algum e acabou decidindo fazer a única coisa que amava: escrever uma história que sempre teve em mente:  Harry Potter. 

Em seu discurso, na Universidade Harvard, ela declarou: 

“As nossas falhas existem para arrancar fora de nós tudo o que é dispensável, mas não temos coragem de fazê-lo até vivermos uma crise. Eu parei de fingir que era mais do que realmente era. Concentrei toda a minha energia no único trabalho que importava para mim. Se eu tivesse tido sucesso em outra coisa, talvez nunca teria tido determinação para a área à qual eu realmente pertencia. Eu me libertei do meu maior medo. Então vi que eu ainda estava viva, que tinha uma filha a quem adorava, uma velha máquina de escrever e uma ideia que me atraía. E então, o fundo do poço se tornou um piso sólido desde onde eu reconstruí a minha vida”.

É claro que alguns lutaram e não conseguiram alcançar o sucesso. Mas tiveram a dignidade de lutar e deixaram o exemplo.  Por isso é perfeitamente possível afirmar que todo aquele que procura a saída mais fácil quando desafiado, não alcança os melhores resultados. Será, no máximo, medíocre.

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A ARTE DE SABER DIZER O QUE É PRECISO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Talvez você nunca tenha parado para avaliar quanta diferença faz na vida pessoal e profissional saber dizer “não”. 

Ouço queixas de executivos em empresas por suas vidas estarem dispersas e sem rumo. Eu sei o que acontece. Eles se sentem drenados pelos pedidos de tantas pessoas que aparecem à porta dizendo: “Tem um minuto?” É assim que um dia inteiro vai-se embora sem produzir fruto nenhum. 

Alguém, certa vez, fez menção a uma frase do Rei Salomão dizendo que a diferença entre o homem e o animal é nula. Quando eu fui pesquisar o texto original, em hebraico, descobri algo maravilhoso. Ao pé da letra, o mais sábio de todos os homens disse: “Pois a diferença entre o homem e o animal é ‘não’”. 

Então entendi a sabedoria por trás disso. Só o homem possui a faculdade de dizer “não”. Um animal diabético, por exemplo, não recusará comer doces. Um homem, se quiser, sim. 

Observe uma turma de estudantes colegiais. Aqueles que dizem “não” ao comportamento de manada do grupo são os que se tornarão líderes no futuro. Dizer não com consciência do que se quer ou do que se busca é poder. 

Aprenda a dizer “não”. E quando aprender, ensine aos demais à sua volta.

Disso depende a concentração no trabalho e nas demais tarefas que se empreende com uma finalidade. Quem se utiliza desta vantagem estará sempre pronto para as situações precárias que vão e vêm.

Você sabe que na vida é preciso saber o que se quer. Ter foco ao mesmo tempo em que se pretende atender tudo e todos quando lhes convém é impossível. Ou se diz “não” para as situações paralelas e difusas, ou tudo estará comprometido e, muitas vezes, sem chance alguma de recuperação ou reciclagem.

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TECNOLOGIA: BEM OU MAL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Sei que você poderá protestar contra esta ideia ou até julgar-me antiquado, mas o que direi a seguir é resultado de um grande incômodo e de uma reflexão.

Por quanto tempo mais você acha que nós aguentaremos as novas tecnologias na velocidade em que são oferecidas? Outro iPhone.  Aplicativos que produzem sensações físicas. Novo sistema disso e daquilo. Um site que promete fazer as pessoas mais felizes. Um Youtuber revolucionário que atrai milhões de adolescentes. Mais e mais modernidades.

Será que só há benefícios nisso?                                  

Eu gosto de tecnologia e a emprego sistematicamente. Mas vejo indivíduos se perderem, casais se destruírem, crianças e adolescente completamente fora do mundo e da realidade por causa dela.

É preocupante considerar que a maioria astronômica dos pais não faz ideia alguma do que seus filhos veem, vivem e fazem ao celular, ao computador e em outros meios de acesso ao universo virtual.

Então cabe perguntar: “Qual será o resultado disso? Que tipo de seres humanos sairá daí?”

Há alguns dias, durante minha consultoria para herdeiros e sucessores a uma grande empresa, um jovem me revelou: “Eu estou perdido, professor! Não consigo mais viver a minha vida. Passo o dia e noite ao celular com os  meus grupos. Não tenho vontade de ir à faculdade, de ler um livro, de comer ou ir à piscina.” E concluiu dizendo: “Uma coisa que farei no futuro é não dar aos meus filhos a liberdade total que os meus pais me dão, porque sei o lixo que eu vi, vejo e o quanto isto me estragou”.

Este moço teve consciência. Mas quantos de nós temos?

Como tudo na vida, tecnologia tem, sim, dois lados. Por isso a necessidade de discernimento no uso e em seu domínio – nunca o contrário.

Pense nisso. E comece a tomar uma atitude – ao menos consigo mesmo.

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CRÍTICAS: COMO E QUANTO ELAS PODEM AJUDAR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todos nós queremos fazer a coisa certa. Ninguém acorda de manhã e diz: “Eu quero ser mau”. Mesmo um criminoso tentará justificar seu comportamento como sendo ‘bom e correto’. 

Há muita gente que tem prazer em achar defeitos nos outros – ou por serem perfeccionistas, ou para tentar aumentar seu poder pessoal. Seria preciso que eles aprendessem a ver o lado bom do próximo – seja quem for.

Como você se sente sob críticas? A maioria interpreta crítica como ataque pessoal e faz desencadear todo tipo de defesa. Não devia ser assim.

Empresas pagam muito dinheiro a consultores que lhes dizem o que estão fazendo de errado! Algumas têm caixas de sugestões. E se isto representar uma chance de mais negócios, até o que o zelador disser será considerado com cuidado e transformado em Plano de Ação pelo presidente da companhia.

Ótimo!

Então, o que explica aquele mesmo presidente ficar zangado quando chega em casa e ouve sugestões de sua esposa?

Eu explico. Ganhar dinheiro é o maior interesse dele. Já, tornar-se uma pessoa melhor, não.

Que valores são estes?

Um amigo de verdade lhe dirá se você estiver com um pedaço de alface preso entre os dentes.  Um inimigo irá rir e dizer que você está ótimo! "A crítica de um amigo é melhor do que o beijo de um inimigo”.

Eu e você não somos perfeitos. Mas se quiser alcançar todo o seu potencial, peça a alguém que tenha sabedoria que o critique. Refiro-me a quem você confie. Se você estiver empenhado em alcançar uma meta de vida, um objetivo de ser melhor, tenho certeza de que irá suportar as doses mais intensas de irritação, hostilidade e insultos. Sabe como sei? Basta olhar para um atleta olímpico e observar o que ele voluntariamente aguenta de seus treinadores! 

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COMO RESOLVER PROBLEMAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Permita-me dizer algo sobre erros e falhas. Eles estão presentes na vida e no trabalho de todo mundo.

O que fazer com eles? Bom seria se pudéssemos tratá-los como nos desenhos animados.

Errar é humano, sim. O problema é que todo erro tem consequências.

Como você se comporta quando falha? Grita?  Entra em depressão? Isto só piora o cenário. É a minha experiência própria.

Se o início de um incêndio na casa de alguém ocorreu devido à problemas na instalação elétrica, e esta pessoa se contenta em somente apagar o fogo, eu e você somos capazes de prever que um novo incêndio irá ocorrer a qualquer momento. A instalação continua a mesma. Ela é a causa. E se a causa não for removida ou resolvida, não se soluciona o problema.

Se a comida não deu certo, de que adianta discutir sobre isso na sala de jantar? Os ingredientes, os utensílios, o forno e a receita estão na cozinha. É lá que a coisa precisa ser analisada e resolvida! Em vão será imaginar coisas na sala de jantar.

Os japoneses são um povo que tradicionalmente enfrenta os problemas de modo corajoso e busca resolvê-los pelas causas. Eles sabem que a perda de tempo com paliativos é um engano e compromete frontalmente a produtividade de todos, inclusive a do país.

Uma das filosofias da Toyota, por exemplo, é “Vá e veja!” Eles descobriram que a compreensão mais profunda possível a respeito dos problemas encontra-se onde ocorrem os processos que os geraram.  Lá é o local onde se acha a solução, e não nas salas conforáveis da alta administração, com poltronas estofadas e ar condicionado.

“Vá e veja”. Vá ao lugar onde o problema aconteceu.

Faça um cartaz e fixe-o onde seja visível: “Só se resolve problema por sua causa!”

Investigue, confira, cheque as causas reais, e só depois aja!

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O CÍRCULO DE COMPETÊNCIA E SEU SIGNIFICADO MAIS SIMPLES

ABRAHAM SHAPIRO - para o Blog Profissão Atitude

 

 

O que você responderia se lhe perguntassem: “Qual exatamente é o seu círculo de competência?”

Conhecer o círculo de competência pessoal é o fator determinante para o seu sucesso ou fracasso. Sem este autoconhecimento, você ou qualquer outro indivíduo acabará vagando por áreas que não são “suas praias” ou segmentos e setores em que não se sairá bem, ou seja, com dificuldade extrema para produzir resultados.

O QUE É O CÍRCULO DE COMPETÊNCIA?

Warren Buffet foi quem criou o conceito do Círculo de Competência. A pessoa que atua dentro deste círculo é profissional.  A pessoa que atua fora dele ou não é profissional ou o é parcialmente.

O lema de Buffet é: “Conheça o seu círculo de competência e permaneça dentro dele. O tamanho do seu círculo não é importante. Mas é vital saber onde precisamente está sua fronteira”.

O Círculo de Competência é um conceito simples: cada um de nós, através da experiência ou de estudos, construiu conhecimento útil em alguma área da vida. Algumas dessas áreas são comuns à maioria das pessoas. Já outras exigem maior nível de especialização tanto para avaliar quanto para atuar.

Por exemplo, qual é o nível de compreensão em negócios exigido para se ter um restaurante? Você aluga ou compra uma área física, investe em móveis e equipamentos e depois contrata funcionários para cozinhar, servir e limpar. E, talvez você seja o gerente.

Duas questões a serem respondida são “como gerar movimento suficiente”; e a outra: “quais os preços adequados para  ter lucro depois de todas as despesas operacionais pagas”?

Embora o cardápio, o ambiente e os preços variem muito de restaurante para restaurante, basicamente todos têm de  seguir a mesma fórmula para implantação e continuidade.

Este conhecimento somado a alguma compreensão de contabilidade, marketing e aspectos técnicos em gastronomia que ajudem no cálculo dos custos, permitiriam a você avaliar e investir em negócios de restaurantes e até mesmo em fazer o negócio evoluir ao nível de uma cadeia de filiais. Não é tão complicado, ainda que exija muita dedicação.

No entanto, muitas pessoas terão dificuldades de entender o funcionamento de uma empresa de microchips ou de biotecnologia. Isto solicita conhecimento especializado e competências muito diferentes das de um restaurante.

Portanto,  o círculo de competências requerido por um profissional que gerencia uma empresa de tecnologia deve ser  bem maior do que o de um restaurante.

No livro A Arte da Guerra, lê-se: “Se você conhece o seu inimigo e conhece a si mesmo, você não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você também sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem você e nem o seu inimigo, você irá sucumbir em todas as batalhas.”

Você deseja melhorar as suas chances de sucesso na vida e negócios? Defina com verdade e sem nenhuma presunção a fronteira do seu círculo de competência e opere estritamente dentro dele. Com o tempo, você deve trabalhar para expandi-lo. Porém jamais se engane ou se iluda sobre onde se situa suas fronteiras hoje. E nunca tenha medo de dizer “Eu não sei”.

ELEMENTOS REGULADORES

Muitos de nós fazemos as coisas não para ter sucesso, mas para não errar e evitar falhas. Estudiosos chamam a isso “Síndrome dos Elementos Reguladores”. Eles afirmam que, por causa da crítica destrutiva na primeira infância e dos erros que as pessoas cometem na juventude e fase adulta, o medo de errar leva as pessoas à paralisia e à estagnação. Isso compromete frontalmente sua capacidade de assumir riscos, seu arrojo e seu desenvolvimento humano e intelectual, mesmo quando existem excelentes oportunidades.

O medo do fracasso cria na mente todo tipo de motivos para não agir: falta de tempo, visão insuficiente de recursos que seriam bastantes para investir, preguiça, falsa humildade e muito mais. Assim, as pessoas acometidas por este mal se privam de adquirir conhecimentos e habilidades necessárias para seu bom desempenho.

Caçadores profissionais lançam um facho de luz contra os olhos das feras do campo porque  elas “se congelam” pelo efeito da luminosidade intensa durante a noite. Com as pessoas,  o temor do fracasso faz o mesmo e elas não tomam atitudes.

Todavia, a maioria das fortunas nos Estados Unidos, por exemplo,  iniciou pela venda de serviços pessoais. Aqueles homens e mulheres ousados não tinham dinheiro, mas consciência de sua capacidade de trabalhar duro, disposição para adquirir novas habilidades a fim de se tornarem cada vez mais valiosos. Como produto disso, mais e mais oportunidades se abriam para eles. Por quê? Pela ampliação das fronteiras de seu Círculo de Competências. Eles se fizeram crescentemente capazes, independentemente do quão inteligentes ou vocacionados eram. Tinham bravura e coragem para superar seus temores e assumir riscos. E assim agiram.

O medo da crítica e da desaprovação converte-se automaticamente em busca por aprovação. Quem busca aprovação e aceitação dos demais tem maior probabilidade de pensar de modo convencional e, por isso, não obtém resultados acima da média. A razão disso é que não suportam ser diferentes e, por consequência, criam dificuldades próprias para aprender e se desenvolver acima de seus limites.

Thomas Edison era considerado imbecil por seus professores porque era pêgo constantemente distraído. Isso, porém,  não o impediu de ser um dos inventores que mais contribuíram para o progresso da humanidade.

"Eu vou estudar e me preparar. Um dia a minha chance virá”, disse  Abraham Lincoln.

COMO MUDAR?

A regra prática de ouro é: "Para conseguir algo que você nunca conseguiu antes, você deve aprender e praticar algo que você nunca fez antes."

Alguém perguntou a Charlie Munger, o sócio de Warren Buffet: “Como devemos dedicar o nosso limitado tempo de vida a ter o maior sucesso possível?”

E a resposta de Munger: “Você tem que descobrir quais são os seus talentos. Quando você joga um jogo em que os adversários têm as aptidões necessárias e você não, a sua derrota é certa.  Este resultado, aliás, é perfeitamente previsível. Tudo mais na vida também é assim. Você tem que descobrir em que área possui vantagem competitiva e jogar dentro dela. Nós chamamos a isto Círculo de Competência. Se quiser se tornar um astro do tênis mundial, você pode começar experimentando.  Tão logo descubra que não leva jeito, saberá que ninguém vai prestar atenção em você. Entretanto, se quiser ser o melhor encanador da cidade, isto já é atingível por provavelmente dois terços de você: a sua vontade e a sua inteligência. Nesse momento, estará faltando a habilidade - que você ainda não tem. Após um tempo de estudo e dedicação prática à técnica, você irá conhecer gradualmente tudo sobre este ramo de negócios e irá dominá-lo. É lógico que vai requerer disciplina e dedicação. Assim, você e todas as outras pessoas que jamais ganhariam um torneio de xadrez ou de tênis podem subir muito na vida quando desenvolverem, aos poucos, seu círculo de competência em alguma área. Comece com as qualidades que nasceram com você e prossiga com o desenvolvimento de todos os pontos você ainda não sabe, mas pode aprender com boa dedicação e foco.”

O resumo da resposta de Munger, em duas palavras, é: aprender e praticar. E eu acrescento: aprender e praticar muitas vezes e sistematicamente, isto é, segundo um método, de modo organizado e progressivo.

Acontece que muita gente não está disposta a se sacrificar para ter sucesso. Quer encontrar o bolo pronto e comê-lo sozinho. E acha que merece - ainda que nunca tenha parado para uma autocrítica ou autoavaliação. 

Todas as pessoas bem sucedidas que eu conheço sofreram algum revés que tiveram de superar com autoconfiança e  esforço - muitas vezes sem recursos financeiros, sem ajuda ou empurrão. Outras em seu lugar teriam desistido para sempre. Mas não aquelas. Ao contrário. Elas persistiram apesar do desgaste, do cansaço e de não verem a luz no fim do túnel na maior parte de seu percurso. Venceram o medo e a busca da aprovação dos demais.Também há indivíduos que lutaram e não conseguiram sucesso. Porém, estes conquistaram a dignidade da autovalorização e legaram exemplo importante de vida a muitos.  No entanto, é perfeitamente possível afirmar que todo o que procura a saída mais fácil quando desafiado, não alcança resultados elevados e nem plausíveis. Serão, no máximo, medíocres.

J.K. Rowling disse de si mesma que se sentia o maior fracasso que jamais existiu. Ela atribui grande parte de seu sucesso a ter sentido este fracasso. Estava sem dinheiro, não se saía bem em emprego algum e acabou decidindo fazer a única coisa que amava: escrever uma história que tinha em mente –  Harry Potter. Em seu discurso, na Universidade Harvard, ela declarou: “As nossas falhas existem para arrancar fora de nós tudo o que é dispensável, mas não temos coragem de fazê-lo até vivermos uma crise. Eu parei de fingir que era mais do que eu realmente era. Comecei a concentrar toda a minha energia ao único trabalho que importava para mim. Se eu tivesse tido sucesso em alguma outra coisa, provavelmente nunca teria encontrado determinação para ser bem sucedida na área à qual eu realmente pertencia. Eu me tornei livre desde que me defrontei com o meu maior medo. Foi quando vi que eu ainda estava viva, que tinha uma filha a quem adorava, uma velha máquina de escrever e uma ideia que me atraía. Foi quando o fundo do poço se tornou um piso sólido desde onde eu reconstruí a minha vida”.

COMO MUDAR O SEU MODELO MENTAL

O primeiro passo para mudar um modelo mental derrotista ou amarrado ao medo é adquirir a seguinte consciência: “Você não sabe absolutamente nada se os seus conhecimentos são isolados ou esparsos”. Enquanto você não for capaz de juntar os conhecimentos já adquiridos e formar uma estrutura sistemática e organizada de “causa e efeito” e de “correlação”, tudo o que eventualmente você aprendeu não se encontra no modo “utilizável”. Isso explica as pessoas que sabem muito, mas não conseguem  pôr em prática o que sabem. É semelhante a ter ótimos e deliciosos ingredientes de alta qualidade, mas não ter a habilidade de combiná-los para fazer uma torta.

Todos nós precisamos de modelos mentais e, de um jeito ou de outro, nós os temos. Eles se formaram como consequência do processo cognitivo ao longo do nosso desenvolvimento físico e mental. Cognição é a soma de tudo o que aprendemos e vivemos desde a infância  através dos nossos pais, com as outras pessoas, experimentando o resultado de cada ação do dia a dia, depois na escola, com os livros, revistas, rádio, tevê e todas as demais fontes a que fomos expostos nos ambientes que frequentamos.

Mas para ter utilidade, os conhecimentos e as experiências que você e eu adquirimos precisam ser combinados como os fios de uma trama de tecido para que sejam úteis. O saber exclusivamente teórico quase nunca gera prática. É por isso que grande parte do que aprendemos na escola caiu no esquecimento. 

A aprendizagem genuína envolve teoria e prática. E depois aprofundamento e especialização para que se diferencie, se eleve e se transforme numa habilidade. É o que fazem os instrumentistas, artistas, artesãos, atletas, cirurgiões etc.

É assim que os modelos mentais de sucesso se formam. As pessoas que assim se dedicam a fazer superam a natureza da psicologia humana dos modelos mentais desconectados. À medida que encaixam seus conhecimentos num sistema organizada de “causa e efeito” e de “correlação”, o resultado é a conversão de seu esforço em capacidade, aptidão e habilidade.

O segredo, portanto, é não fazer da aprendizagem algo como uma loja de departamentos, com áreas separadas,  mas um “oceano de conhecimentos conjugados e interligados” que atue em função de cada necessidade e demanda.

É isso o que explica o fato de um bom engenheiro tornar-se conselheiro comportamental, um médico, excelente administrador, e um indivíduo sem qualquer formação universitária gerir uma fazenda agropecuária, uma indústria e outros negócios com excelência. Eles uniram seus conhecimentos específicos e pontuais  de maneira organizada, e hoje conseguem desempenhar suas atividades empregando-os simultaneamente. E se você for observá-los de perto, verá que eles questionam, pesquisam, param para pensar, não respondem subitamente e, por isso,desenvolvem novos conhecimentos úteis num mecanismo de moto-perpétuo.

ABAIXO O CONHECIMENTO VAGO

Há um ditado que diz: “Para o homem que só tem  um martelo, todo problema é um prego.” Uma história ilustra bem o sentido desta frase.

Depois de receber o Prêmio Nobel de Física, em 1918, Max Planck viajou por toda a Alemanha. Sempre que era convidado para dar uma palestra, apresentava o mesmo texto sobre a Mecânica Quântica, recém-descoberta. Com o tempo, seu motorista já sabia a palestra de cor.

- “Deve ser monótono, professor Planck, proferir sempre o mesmo discurso” – disse-lhe o motorista, certo dia. “Que tal se eu o substituir na próxima palestra e o senhor ficar sentado na primeira fila com meu quepe de motorista? Assim, nos revezamos um pouco.”

Planck achou a proposta divertida e concordou. E o motorista deu a longa palestra sobre Mecânica Quântica para um público de bom nível. Após alguns minutos da preleção, um professor de Física levanta a mão e faz uma pergunta. O motorista, sem pestanejar, respondeu:

- “Nunca poderia imaginar que numa cidade tão importante como esta alguém fizesse uma pergunta tão simples. Vou pedir ao meu motorista que a responda.”

Lenda ou não, é assim que um motorista se imagina capaz de dar uma palestra de Física. Ele conhece o script básico e o declama - como um papagaio. Este é um modo desgraçado de operar neste mundo. E o pior é que hoje em dia muitas pessoas estão fazendo o mesmo que aquele motorista e convencendo-se de que são grandes palestrantes de Física.

Elas são superficiais e detêm minguado conhecimento e prática em determinado campo. Mas são ousadas o suficiente para se candidatarem a vagas de profissionais plenos em empresas, cargos públicos e outras instituições. O resultado é desastroso, pois confiam a elas atividades e responsabilidades desde a fé de que elas terão o desempenho que se espera. Mas não. Estes pseudo-profissionais trabalharão por tentativa e erro. Se acertarem, trarão para si os méritos. E quando errarem, saberão transferir a culpa para o ombro de outros.

Isto nos coloca frente a uma verdade incontestável. Há dois tipos de conhecimento. Um é o autêntico – provém de pessoas que investiram muito tempo, energia, trabalho mental e prática para obtê-lo. O outro é o vago – conhecimento de pessoas que agem como se o tivessem. Elas aprenderam a se apresentar bem, têm discurso convincente e bela aparência, mas seu conhecimento é oco. São eloquentes e desperdiçam palavras vazias causando impacto impressionante.

Infelizmente está cada vez mais difícil separar o conhecimento autêntico do conhecimento vago no mundo.

Por outro lado, o ingresso ao sucesso é simples, mas não é fácil. Pesquisadores dizem que cerca de 80 modelos mentais importantes construirão 90% de tudo o que um indivíduo precisa para sair-se bem no mundo profissional e na vida.

Portanto, finalizemos esta reflexão com um resumo das principais ações.

Dedique-se a algo que você goste de fato ou que seja a sua necessidade. Esforce-se: pesquise a respeito, aprenda, desenvolva a habilidade e o conhecimento de maneira sistematizada, com sequência e frequência e persista com base na sabedoria de que “a prática faz a perfeição”. Faça perguntas: “Por quê?”, “Como?”, “O que se deve fazer nesse caso?” etc.

Progrida até tornar-se uma referência,  sem preconceitos ou pressuposições não provadas.

Escolha as áreas  de que você mais necessita para dedicar-se a elas e busque interligá-las, sempre.

Não queira ser bom em tudo. Foco e dedicação devem ser as suas palavras de ordem.

Acorde cedo, invista energia no que fará você competente. Deteste ser medíocre. Apague da mente todos aqueles a quem você se preocupa em agradar ou obter aprovação. E uma última dica: delegue o máximo daquilo que você não domina a alguém que o faça melhor do que você.

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QUEM ESTÁ NO CONTROLE?

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Você toma o controle remoto na mão, aponta para a tela da tevê e clica. Então vive aquela sensação de estar no comando. Porém, o que não percebe é que, tão logo apareça a imagem e nela você se detenha, você é que está sendo controlado.

Certo programa, noite dessas, mostrava cenas de uma cidade na Grécia onde as pessoas vivem, em média, mais de 80 anos. Então aparece um velhinho de 95 anos servindo à repórter ovos fritos e salada de tomates com cebolas navegando em azeite de oliva. No dia seguinte, o cardápio de milhões de telespectadores foi ovos fritos com aquela salada e um monte de azeite. Eles acreditaram, sem nenhum questionamento, ser este o segredo da longevidade daquele idoso e dosdemais habitantes daquele lugar.

Isto é realmente terrível.  E reflete-se no hábito de pessoas que deviam decidir mediante processos inteligentes te escolha e decisão. Quer um exemplo?

O empresário ouve as notícias econômicas do país e, como não são nada boas, transfere aquele estado de coisas para seu negócio imediatamente. Ele acaba de decretar em seu cérebro que sua empresa também vai mal.

E para piorar, aonde quer que olhe, ele encontra confirmação para o que pensa, pois o mundo é assim: se você se levantar da cama achando que tudo é bom, vai obter mil confirmações disso. E o contrário também.

O que fazer? 

Faça a sua opção e viva, trabalhe, esforce-se para realizar o que quer que tenha escolhido. Não se deixe influenciar por notícias. Elas são divulgadas com o propósito de atrair atenção do máximo número de ouvintes, leitores ou telespectadores, afinal, eles vivem disso. Largue mão de relacionar os rombos da economia nacional aos seus negócios. Basta raciocinar quão grande deveria ser uma empresa para que a macroeconomia a afetasse na proporção apresentada nos noticiários. Você não pode controlar o mundo inteiro e nem a Nação. Mas a sua empresa e os seus negócios, sim. Portanto, centre-se nisso!

Finalmente, por pior que esteja o país, existe marcado para todos. Só não para quem deseja que as coisas aconteçam de modo fácil, sem esforço algum e nem inteligência. Mas aí, nem para a Alice no País das Maravilhas. 

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COMO APRENDER MAIS E MELHOR

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude
 

Os sábios da Babilônia disseram: “Uma pessoa acanhada não consegue aprender bem porque se envergonha de fazer perguntas”. 

A modéstia é boa. Mas não na hora de estudar. A aprendizagem requer uma relação aberta e generosa entre professor e aluno. Quando o aluno não entende um conceito, deve pedir explicação imediatamente. Se não o fizer, não será capaz de prosseguir acompanhando a aula. 

Isto lhe parece óbvio? 

Muitas vezes a natureza ou a personalidade do indivíduo atrapalha muito a que este desprendimento aconteça, e ele se intimida em lugar de abrir-se.

Imagine, por exemplo, um funcionário que participa de um treinamento sobre Planejamento. O treinador está explicando a técnica do 5W2H –  uma das mais eficazes para criar Planos de Ação.  Se este funcionário não estiver familiarizado com a sequência em que consiste esta técnica:  “O que será feito?”, “Como será executado?”, “Quando?”, “Quem irá desempenhar?” e todas as demais, ele não conseguirá absorver a receita. O melhor, portanto, seria revelar ao treinador sua limitação pessoal para que fosse conduzido corretamente até o máximo entendimento possível neste primeiro momento. 

É claro que o sentimento de desconforto em expôr seu problema ou fazer uma pergunta é compreensível. A pessoa sente uma vergonha natural, especialmente quando todos parecem entender, exceto ela. Provavelmente qualquer já experimentou isso. Mas apesar de um tanto natural, isto é uma alta barreira para a aprendizagem. Se não for transposta, irá comprometer muito o processo.

A minha dica é considerar o professor, o treinador ou o palestrante como “facilitador do acesso ao conhecimento”, ou melhor, um  ajudante importante do processo. E por ser um “ajudante”, ele certamente não desperdiçará seus recursos, mas estárá interessado em empregá-los na causa em que está engajado. Ele quer e precisa compartilhar o que sabe.

Quanto a nós, podemos e devemos fazer todas as questões, sempre com respeito e educação –  e não importa quão ‘tolas’ nos pareçam ser. 

Coragem para perguntar é o meio mais prático de chegar ao “nível bom” de profissionalismo. Daí para o ótimo dependerá muito do nosso esforço e interesse. 

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DAR PALPITE

Abraham Shapiro

Palpite é coisa que todo mundo sabe dar. É fácil. E sempre vem com uma desculpa até convincente: “Eu só quero ajudar!”

Pare um pouco e analise o que são palpites e o que eles fazem. Quase sempre só atrapalham. Por quê? Palpites são subjetivos, são opiniões ou pontos de vista pessoais e, por isso, inúteis a maior parte das vezes.

Normalmente as situações que exigem discussão carecem de objetividade, de palavras diretas que permitam ao responsável traduzi-las em prática e execução.

Vou dar um exemplo. Quando eu estudava música, certo dia tive de interpretar uma partitura a um grande professor cujo comentário foi: “Está faltando vida!”

Eu então lhe pedi que me dissesse exatamente qual era o problema. Ritmo? Afinação?  Eu carecia saber com clareza, pois, tão logo soubesse, poderia realizar um desempenho adicionando sua orientação.

Foi então que ele me pediu mais velocidade em determinado trecho, especificando os compassos aos quais se referia.

Eu entendi, pratiquei e insisti até chegar à sua instrução. Ao final até mereci um elogio.

É preciso entender vez por todas que uma opinião objetiva, bem refletida e fundamentada sobre um aspecto lógico pode ajudar. Mas só pessoas preparadas têm competência de fazê-lo. Se este não é o seu caso, por favor, cale-se e cuide de fazer bem o trabalho que lhe foi confiado em vez de complicar a vida dos outros.

Em tempo de carnaval, aproveito a oportunidade para homenagear o grande Noel Rosa, compositor brasileiro, por seu samba cuja letra comunica uma sabedoria indispensável sobre este tema: “Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!”

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INTERROMPA A MALDADE

Abraham Shapiro

- “Sabia que o marido dela é um chato?”, 

- “Ela não sabe se vestir“, 

- “Ele não é especialista coisa nenhuma!”, 

Você e eu já ouvimos expressões dessa categoria muitas vezes – sobre conhecidos, amigos, parentes, colegas de trabalho etc. 

Pesquisas mostram que 80% da conversa de gente comum são depreciativas em relação a outras pessoas.

Então cabe perguntar: por que é tão gostoso fazer fofoca?

Os psicólogos apontam como motivo o desejo de estabelecer vínculos sociais de modo mais rápido e fácil.  Funciona assim:  José descobre que a antipatia que sente por João, o Antonio também sente. Então José calcula que conseguirá trazer o Antonio para seu lado mencionando o sentimento pelo João. E isso é como lançar fogo em capim seco. 

Além do mais, é excitante conhecer informações confidenciais sobre terceiros. As pessoas comuns sentem prazer em saber os atributos negativos alheios porque isso as faz sentirem-se mais inteligentes e imaginam que não cometem e nem cometerão os mesmos erros.

Se você deseja afastar esse mal da sua vida, siga a instrução que lhe darei a seguir.

Quando alguém tentar envolver você numa conversa negativa sobre outro, faça apenas a seguinte pergunta a ele: "Por que você está me contando isso?"

Esta pequena questão é eficaz. Primeiro, ela frustra o motivo egoísta do fofoqueiro. E segundo,  deixa claro que você não está interessado em ser seu cúmplice. 

Toda fofoca é destrutiva: destrói quem fala, quem ouve e a pessoa de quem se fala.  

Espalhar  fofocas, mentiras ou boatos afeta reputações e a saúde emocional de todos os envolvidos. 

“Pessoas baixas falam de pessoas. Pessoas médias, de coisas. Pessoas elevadas falam de ideias.”  

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SALVAÇÃO OU DESGRAÇA - DO QUE DEPENDE?

Abraham Shapiro

Um peixe foi submetido a uma experiência científica e colocado num aquário com muita comida a sua volta. Depois de se acostumar com este ambiente os pesquisadores puseram um vidro separando-o do alimento. Quando sentia fome, ele tentava comer, mas batia com a cabeça no vidro. Sua busca por comida era cada vez mais intensa, até que desistiu. Quando os cientistas retiraram a separação de vidro, havia novamente alimento de sobra, mas o peixe achava que tomaria novas pancadas na cabeça e, por isso, não comeu mais. Acabou morrendo de fome num ambiente farto de alimento. 

Isso pode acontecer conosco.

Dependendo de como estamos, é possível perceber a mesma realidade de modo bom ou de modo ruim. 

Nessa experiência do peixe, ele atuou conforme sua percepção da realidade, e não como ela realmente era. Assim também os fatos da vida são a realidade objetiva, mas a maneira como os encaramos é sempre subjetiva, isto é, depende da nossa interpretação individual.  

Então cabe aqui uma pergunta. Olhe para o que você está sentindo agora frente à sua vida. Será que o seu sentimento não resulta de algo parecido ao que ocorreu com aquele peixe? Se sim, o que pode ser feito? 

Interpretar os fatos de outra forma é uma oportunidade muito positiva, porque na maior parte das situações, a desgraça ou a salvação pode só estar no jeito como você enxerga. 

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BONS SÃO OS DESAFIOS

Prefere ouvir? Clique aqui: https://soundcloud.com/profissaoatitude/bons-sao-os-desafios

 

Abraham Shapiro

Um professor me disse, certa vez: “Eu aprendi muito com os meus pais, mestres e colegas. Mas foi dos meus alunos que eu mais aprendi”.

Eu adorei ouvir isso. 

Dos mestres e dos pais é normal aprender. Mas um professor se vê desafiado por seus alunos por causa das perguntas e dúvidas. Esses desafios não estão em livros e nem na faculdade. O desconforto que causam transforma-se em oportunidades para que o professor suba novos degraus na escada do conhecimento e da sabedoria, aonde ele não havia chegado até então.  Foi o aperto, foram aqueles  obstáculos, as questões difíceis propostas pelos estudantes que produziram isso ao professor.

Na vida, na empresa e na carreira profissional todos nós nos deparamos com problemas. Alguns são simples, mas difíceis. Outros, complicados.  E eles incomodam. A tal ponto que há muita gente que os detesta. Talvez pelo medo de que o fracasso arranhe sua imagem ou status.

Mas as pessoas de caráter e que entendem o que é viver, não fogem dos problemas. Elas sabem que não há vida sem eles e, por isso, dedicaram-se a tomar decisões para resolvê-los. E aprendem com cada um. 

A conclusão é que roblemas e crises são importantes. Eles desenvolvem as habilidades e visão de consequências.   Um diploma, que não é difícil se conseguir hoje, não habilita ninguém a superar problemas e obstáculos.  Não consta em disciplina alguma das universidades um método para se resolver problemas. Assim, só os persistentes e bravos é que conseguem, porque  se esforçam.  Isto é a vida real.  É fruto da batalha e da experiência.

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CONSTÂNCIA

Abraham Shapiro

Uma das lições mais importantes que aprendi na vida é o sucesso contido na constância, no foco permanente e frequente, na jornada sem desvios. 

Pare e pense em quantas pessoas nesse momento estão iniciando uma dieta com ânimo total; ou decidiram parar de comer açúcar; ou começaram um programa de condicionamento físico; ou propuseram-se a ler um livro para melhorar a carreira profissional etc.

- Quantas vão persistir nessa proposta? 

- Até que ponto irão? 

- Quantas persistirão no processo que começaram? 

Agora responda, por favor: “O que vale mais? Fazer 1 hora de caminhada a 10 km/h, três vezes por semana durante dois ou três meses, e depois abandonar? Ou a 5 km/h, três vezes por semana, durante anos, sem romper o propósito contido nessa prática?” 

Inconstância e falta de foco têm feito mais derrotados e falidos no mundo do que todas as crises econômicas que nos sobrevieram. Por outro lado, os americanos dizem: “Qualquer sucesso repentino levou ao menos quinze anos para a contecer”.

Implantar um negócio e desejar resultados imediatos, superar algum desafio de carreira e esperar que a recompensa venha logo a seguir são expectativas tão prováveis quanto fazer um bebê tornar-se adulto em poucos meses. 

Aquele que vai no ritmo “devagar e sempre” obterá ótimos resultados.  Sua experiência vai se desenvolver ao longo do tempo.  Depois de um período de persistência,  errando e aprendendo, ele será conhecerá bem os pontos fortes e fracos de seu negócio ou tarefa, assim como as  ameaças e oportunidades do mercado  ou segmento em que atua. Isto é o que traz ganhos reais. 

A grandeza não está em iniciar, mas em concluir ou chegar ao destino. Conseguir tal mérito requer  foco e perseverança.

A genialidade não produz frutos, geralmente. A constância sim. 

 

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TODOS ESTÃO DE OLHOS ABERTOS

Abraham Shapiro

Algumas gafes relacionadas ao trabalho dariam para encher um manual inteiro de comportamento sobre “o que fazer” e “o que evitar”. Mas poucos se preocupam com isso. Os demais estão viciados em seu jeito de ser a tal ponto, que talvez já nem façam autoanálise.

Quantos chefes repreendem funcionários em público ou falam mal de um subordinado a outro? Isso deve ser evitado a todo custo. Aliás, dispensa comentários. Não temo afirmar que só chefes com problemas psicológicos se apegam a comportamentos com o fim de se autoafirmar sobre a parte mais fraca – que geralmente é o empregado.

A quanto a humilhar pessoas?  Qualquer advertência requer calma, educação e ambiente privado, local onde se possa explicar qual atitude não  condiz ao que se espera do advertido.

É Igualmente inadequado criticar um colega para outro de seu grupo de trabalho. É possível que se tenha problema de relacionamento. Mas caso ocorra, há de ser tratado diretamente entre as partes,  e com respeito.

E falando em atitude pública, vou aproveitar: cuidado com a superexposição nas Mídias Sociais. Qualquer funcionário tem a empresa como seu sobrenome, como: “José da Construtora X”.   Ao assumir posturas questionáveis nesses meios, você destaca a si próprio e em certo nível também à companhia em que trabalha. É jogar com a sorte. E mesmo que joge, você não está ganhando na loteria toda semana, está?

Observe a quantas anda a sua consciência e trate de ampliar o seu autojulgamento sobre o que  fala, como fala e, por fim, não ceder à tentação de apresentar-se de modo suspeito frente aos outros.

O mundo todo está de olho em você.

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CONFLITOS NO TRÂNSITO E O ÍNDICE DE INTELIÊNCIA

Abraham Shapiro – de Jerusalém, Israel

Já observou a frequência com que muitos motoristas se colocam em risco só para dar uma lição a outros? 

- É comum acelerar para mostrar que o outro está errado em mudar de pista. 

- Grudar atrás de quem vai devagar ou não deixar espaço para o carro que forçou a entrada à frente depois de uma ultrapassagem perigosa. 

Quantas barbaridades acontecem a cada minuto no trânsito. E os que assim agem só ficam satisfeitos se o outro motorista der sinal de que entendeu o “recado”.

Uma pergunta que me faço é: quem são estes indivíduos? Resposta: Eles se veem como  "justiceiros". Mas na verdade são tolos ou imbecis. Imaginam estar dando lições de comportamento certo aos outros sendo que eles mesmos não são exemplo algum. E eu me envergonho de dizer que algumas vezes já me incluí entre estes.

Que vantagem há na truculência ou brutalidade? É ausência de inteligência, e este é o problema. Pressionar não muda ninguém. Ao contrário: gera uma escalada de violência. Ninguém sabe aonde ou quando isso acaba. 

Ninguém, em tempo algum, tornou-se melhor ser humano ou mais educado através de maltratos ou imposição do medo. Todos reagem negativamente a isso.  E é por esta razão que não adianta adotar medidas de violência no trânsito.

Deseja ensinar algo efetivo a alguém? Então saiba que jamais existiu fórmula diferente e mais eficaz do que  “dar exemplo”. Esta, aliás, é infalível!

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ASSUMA O SEU PAPEL

Abraham Shapiro – de Jerusalém, Israel

Todos nós queremos viver coisas boas na vida, como a verdade e a paz. Mas as mensagens que recebemos o tempo todo nos empurram a uma intensa batalha. Por exemplo: 

- "Fique ressentido com o seu passado".  

Outra: 

- "Seja ansioso em relação ao futuro". 

Mais uma: 

- "O que você tem é pouco; vá em busca de mais e mais". 

E a última: 

- "Sinta muita culpa por aquilo que você fez errado".

Mas tudo é uma questão de ponto de vista. 

Cuecas espalhadas no chão podem acabar com um casamento, concorda? Mas para um cachorrinho seria uma verdadeira festa.

Sempre que desejamos que as pessoas mudem ou que as circunstâncias nos sejam favoráveis incondicionalmente, estamos, de alguma forma, nos livrando da responsabilidade sobre aquilo que sentimos ou passamos. Estamos, assim, assumindo o papel de vítimas e torcendo para sermos poupados.  Eu sei que existem vítimas de verdade em relação a tantos problemas nessa vida, mas, em geral, nós nos colocamos desnecessariamente neste papel. 

Ser vítima resolve alguma coisa? 

O risco disso está em esquecer o principal. Sabe o que? Nós somos os protagonistas. Nós somos o ator principal deste “filme” que se chama A VIDA REAL.  

Você e eu temos o poder de agir, de atuar e de fazer acontecer. Portanto, aja. 

Você poderá descobrir o seu real valor a partir do instante em que assumir a responsabilidade total primeiro sobre si e depois sobre tudo o que lhe sobrevém.

Nada de se vimitizar. Em tudo o que você tem a fazer, faça questão de ser o ator principal e atue. Seja hoje e sempre o protagonista da sua própria vida. 

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O QUE VOCÊ FARIA NESTA SITUAÇÃO?

Abraham Shapiro

Imagine uma vizinha de apartamento, no seu prédio, cujo tubo do ar-condicionado pinga diretamente sobre o seu carro, no estacionamento. Você já pediu delicadamente para desviar o  tubinho, mas ela sempre se esquece. Todas as manhãs seu carro está coberto por uma pasta marrom de poeira e a água. Já lhe perguntaram até se se trata de “arte moderna”.

O que você faria? Gritaria? Diria "poucas e boas"?

Isto aconteceu com um amigo meu. 

Mas sabe o que ele fez? Bem, quem o conhece sabe que é um excelente vendedor e, mais que isso,  é um assíduo estudioso da arte de se relacionar com pessoas. 

Ele foi muito esperto. Comprou um pequeno ramalhete de flores! 

Chegou à porta do apartamento dela e acionou a campaínha. 

Quando a vizinha atendeu, ficou toda desconcertada  ao vê-lo com um buquê na mão. 

- "Por que você traz estas flores?" – ela pergunta.

E ele:

-  "Eu apreciaria muito o seu esforço de evitar que a água do seu ar condicionado caia sobre o meu carro".

Meio confusa, a mulher pegou as flores, sorriu, agradeceu,  fechou a porta  e nunca mais se esqueceu de mover a bendita mangueira. Afinal, você há de concordar que é fácil se lembrar do pedido de alguém que lhe pede algo lhe trazendo um presente surpresa, concorda?

A vida é interessante. Eu diria que ela é uma série quase interminável de dificuldades. Quase porque quando morremos essas dificuldades cessam.  

Aliás, com quase 56 anos, já sei que grande parte dessas dificuldadaes está nos relacionamentos com as pessoas. Então a pergunta de 1 milhão de dólares é: “Como superar isso?”

Para mim não é só questão de ciência, mas de criatividade sobretudo.

Já observou que a nossa primeira reação frente aos problemas é pensar: 

- “Isso não é justo. O que foi que eu fiz para merecer isto?” 

Então no momento seguinte nós procuramos culpar alguém. Mas será que há culpados? Esta, exatamente,  é a dificuldade de que estou falando.

Eu julgo que uma regra bacana pra se resolver atritos é tentar descobrir  “O que devo aprender? O que é necessário aprender disso?”;   “Qual é o propósito que eu não estou conseguindo ver por trás desse obstáculo?” 

Eu acho que a perspectiva é essa. E ela é boa, até porque esfria as emoções de querer fazer justiça. E se elas não esfriarem, acabam nos empurrando na direção da vingança. E aí, em vez do resultado satisfatório, temos algo destrutivo. 

Diz o ditado: “Quem procura vingança deve cavar duas sepulturas”. 

Vingança é a pior das opções. 

E a melhor? É uma que eu ainda não sei bem: o autodomínio. É dar um tempo e não reagir ao calor da raiva, mas deixar a pressão do orgulho passar.

O Rei Salomão disse: “Aquela pessoa  que é tardia em se enervar é superior a um homem poderoso”.

Procure entender a sabedoria. Nós não viemos a este mundo pra termos conforto o tempo todo, mas para enfrentar desafios. E eles vêmtodos os dias. Basta botar o pé fora da cama e eles já te pegam. Porém, são eles que nos desenvolvem. 

E as pessoas fazem parte desses desafios. Portanto, enxergar as oportunidade de melhorar a relação com elas  como paredes ou degraus é uma escolha que depende de cada um fazer!

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OS DANOS DO FRIO INTERIOR

Abraham Shapiro

Uma linda história que me foi contada há muitos anos.

Seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.

Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então, raciocinou consigo mesmo: "aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso", nem pensar.

O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático: "é bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou: "esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.”

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.

No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: "o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.”

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COMO SE CONSEGUE VALOR PESSOAL?

Abraham Shapiro

A palavra “valor” tem muito valor hoje em dia. Porém, poucos entendem seu significado prático. Valor é uma percepção subjetiva – quer dizer, depende de cada pessoa, de como ela vê, ouve, sente, enfim, de como recebe o que quer que seja com seus cinco sentidos e,em sguida, o que sente a respeito.

Ouça o que aconteceu comigo. 

Eu e dois clientes estávamos num restaurante, esperando os nossos pratos, quando sentimos um aroma de pão quente. E se há algo que realmente mexe comigo e o meu apetite, isto é pão no forno. De algum modo, o garçom percebeu a nossa reação. 

Passados poucos minutos, surge ele com uma pequena cesta  repleta de pães quentinhos. Não havíamos dito nada a ele. Pôs a cesta sobre a mesa e disse: 

- “A fornada que acabou de sair é para atender a uma encomenda externa. Mas vi que os senhores gostaram  e tirei estes só para vocês experimentarem”.

Eu fiquei encantado. E sabe o que mais? Ele não incluiu a gentileza na conta. 

Deixamos uma gorda gorjeta, e, desde então, eu e meus amigos temos recomendado o restaurante.

Eu acho que a coisa que compreende o maior poder de aumentar o nosso valor pessoal pode ser dita em uma só palavra. E ela é “atitude”. Em duas, seria: “atitude deliberada”, ou esforço planejado e consciente. Isto faz verdadeiras  maravilhas e, consequentemente soma valor a quem o faz e ao que se faz. 

Talvez devêssemos aprender um postulado de que pouco se fala, mas que, sem dúvida, é definitivo para conferir significado e propósito à existência de qualquer indivíduo debaixo do Sol:  “Quem tem a atitude certa na hora certa é sempre alguém de muito valor”.

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QUATRO ATITUDES PARA SALVAR A SUA CARREIRA

Abraham Shapiro

Uma amiga que trabalha numa grande loja veio desabafar comigo, dizendo: “Estou desanimada com o meu trabalho. Os clientes nunca querem comprar comigo. Saio de casa todas as manhãs sabendo que vou sofrer o dia inteiro”.

Eu compreendo o que ela está passando. Mas a expectativa elevada nem sempre é algo bom. 

Em lugar da expectativa, eu pontuo quatro ações que irão superar qualquer cenário semelhante ao da minha amiga.

A primeira: Seja qual for o negócio no qual você trabalhe, nunca deixe se apagar a chama do seu entusiasmo. E esta é uma iniciativa ou atitude sua – não pode e não deve depender de fatores externos. Faça o que puder para ter disposição boa sempre. Procure razões para estar alegre e deixe que o seu rosto mostre isso.

A segunda ação: Não fique esperando ser escolhido. Sorria para quem entra no seu local de trabalho. Um sorriso e o semblante aberto acolhem as pessoas.

A terceita: Nada de passar a vida esperando os finais de semana. Os vagabundos é que são assim, não você. Todas as pessoas percebem quem trabalha com boa vontade e farão fila para serem atendidas por estes.

Finalmente, o quarto ponto. Elimine a negatividade. Ela pode destruir a sua carreira. Tenha amor pelo seu trabalho e desempenhe as tarefas com a máxima satisfação. 

Alguém me disse, certa vez, que se dermos o mapa de um tesouro a uma pessoa negativa, é bem provável que ela o use para calçar uma mesa manca. Se você quer vencer, lembre-se de que nada grandioso jamais foi inventado sem entusiasmo. Mesmo D-us se alegrou com a criação do mundo e ao final de cada dia, viu que era bom tudo o que fez. 

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