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DEPOIS DE GANHAR TUDO, O QUE REALMENTE IMPORTA?

TEXTO DE ABERTURA DA SÉRIE ZEITGEIST, O FILME*

Minha avó era uma pessoa maravilhosa. Ela me ensinou a jogar banco imobiliário.

Ela percebeu que o objetivo do jogo é adquirir.

Acumulava tudo o que conseguia até se tornar dona do tabuleiro. E então me dizia sempre a mesma coisa:

- “Um dia você vai aprender a jogar...”

Certo verão, joguei Banco Imobiliário quase todos os dias, o dia inteiro. E naquele verão aprendi a jogar. Percebi que só podemos ganhar se nos dedicarmos totalmente à aquisição. Percebi que o dinheiro e a propriedade são a única forma de marcar pontos. E no final daquele verão já era mais impiedoso do que a minha avó. Estava pronto para ganhar o jogo de qualquer um.

No outono, sentei-me com ela para jogar. Fiquei com tudo o que ela tinha.  Eu a vi dar-me, para o meu maior prazer, seu último dólar e desistir, totalmente derrotada.

E então ela tinha mais uma coisa para me ensinar. Ela disse:

- "Agora tudo vai voltar para caixa: todas essas casas e hotéis; todas as ferrovias e empresas públicas; todas essas propriedades e todo esse maravilhoso dinheiro vai tudo voltar pra caixa. Nada disso foi realmente seu. Você ficou todo orgulhoso por causa disso. Mas o jogo já estava aqui muito antes de você decidir jogar. E vai estar aqui depois de você partir. Jogadores vão e vêm. Casas e carros, títulos e roupas, até mesmo o seu corpo. Porque o fato é que tudo o que consigo, consumo e acumulo vai voltar para caixa e eu vou perder tudo. Por isso você tem que perguntar para si próprio quando finalmente conseguir a maior das promoções, quando comprar o maior dos bens, quando comprar a maior das casas, quando tiver acumulado segurança financeira e subido a escada do sucesso até o mais alto degrau a que lhe é possível chegar, e a emoção se acabar – e vai acabar – ...e depois? Até onde você precisa ir para perceber aonde esse caminho leva? Com certeza você compreende que nunca terá o suficiente. Por isso, terá que perguntar-se a si mesmo: o que realmente importa?”

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Filme de 2007 produzido por Peter Joseph que aborda temas como cristianismo, os ataques de 11 de setembro e a fundação do Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).  Foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007. 

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TEM CERTEZA DE QUE VOCÊ É FELIZ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo é o norteamericano Mel Fisher. Ele passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que após cada descoberta, ele sentia-se extremamente feliz, mas depois vinha uma depressão que o lançava uma nova ‘caçada’.

Lendo sua história, eu pensei: por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’.

Mas a nossa vida humana tem um propósito. Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados.

Para que uma pessoa tenha autoestima. A palavra ‘estima’ vem do latim. Significa avaliar ou ‘medir o valor’.

Já observou como atribuímos valor às coisas?

Eu tenho um belo relógio de parede. Seu mecanismo está quebrado há muito tempo e não tem conserto. Mas eu o mantenho ali porque é uma peça que tem valor estético. Combina com a mobília da minha sala.

Mas quando o  meu abridor de latas quebra, eu me livro dele imediatamente. Não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não vale mais nada para mim.

Eu acho que maioria de nós não pode realmente pensar em si próprio como tendo um grande valor estético. Assim, só temos a oportunidade de sermos ‘funcionais’ para que façamos a nossa autoavaliação.

Então: “Qual é a nossa função?” “Para que servimos?”

O modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida chama-se Hedonismo.  Será que alguém conseguiria gratificar seus desejos físicos de modo a que isso fosse o sentido de sua existência por toda a vida?

Em outras palavras, o que poderia um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida se intrometesse em sua consciência? Seu único recurso seria tentar se esquivar destes pensamentos, talvez usando algum entorpecente, álcool etc.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado?

Eu tenho para mim que uma das respostas encontra-se numa questão. E ela é: “pelo que vale a pena morrer?” Só quando sabemos isso é que temos claro e inequivocamente “pelo que vale a pena viver”.

E a minhca convicção é de a única meta que preenche esta inquietante pergunta é espiritual.

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VOCÊ QUER SER PALESTRANTE?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Uma elegante jovem aproximou-se de mim, no café, e me questionou:

-  Terminei o curso de administração e já iniciei uma pós-graduação. Quero tornar-me palestrante para grandes empresas. O senhor acha que eu vou conseguir?

Na minha simplicidade, eu respondi:

- A pergunta correta não é “se você vai”, mas “quando você conseguiria ser uma palestrante”.  Está bem. Eu lhe direi o que fazer. Trabalhe na sua área por pelo menos dez anos. Leia tudo o que for possível, pratique rigorosamente o que aprender e torne-se uma “maluca apaixonada” por entender como são as pessoas. Só então você terá juntado o acervo mínimo para falar coisas com sentido e começar a ser ouvida.

Então ela me devolveu:

- E se eu fizer o curso de palestrantes que está super famoso, em São Paulo?

E eu:

- Neste caso, você poderá seguir a carreira de atriz.

Sabe qual a interpretação do que eu disse àquela iludida moça? Uma palestra não é uma peça teatral. Um palestrante corporativo precisa ter fundamento para abrir a boca:  ideias consistentes, conhecimento e, acima de tudo, experiência.

Treinamentos, consultoria, palestras etc...  tudo isso só pode ser fruto de muito estudo e muita, muita prática. 

O que não for assim, será apenas uma produção barata. E quem contratar acabará jogando dinheiro no lixo!

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COMO ALCANÇAR ENTENDIMENTO EM TODAS AS SITUAÇÕES

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu cheguei ao responsável por Recrutamento e Seleção daquela indústria e perguntei:

- “Como você escolhe o melhor candidato para uma vaga da sua empresa?”.

Ele começou a explicar. Eu esperei terminar e então falei:

- Eu esperava que você me perguntasse o que eu entendo por ‘melhor candidato’. Mas você não perguntou.

Ele me olhou surpreso. Aí eu expliquei:

- Sabe o que é? “O melhor candidato” é algo que varia de tempos em tempos.  Há alguns anos, nós vivemos uma escassez de profissionais. Naquela época,  ‘o melhor candidato’  era um profissional com perfil muito inferior ao que hoje é possível selecionar, porque o cenário mudou.

Tudo bem. Se você entendeu, prezado leitor, ótimo. Mas eu não quero falar sobre seleção de funcionários. O tema  é só um gancho para que eu desperte em você a capacidade e a curiosidade de fazer boas perguntas.

Quem faz perguntas inteligentes traz luz  sobre a situação em foco. 

Questionar é vital para que exista entendimento pleno. Aquilo em que se acredita, hoje, poderá mudar amanhã.  E muda! Hábitos, costumes, o senso comum, filosofia de vida...

Imagine alguém dizer:

- Quantas vezes você surra o seu  filho  durante a semana?

Você não iria exigir mais detalhes?

- “Surrar o meu filho? Do que você está falando?”

É isso. Não só nas  situações em que a sua reputação estiver em jogo, mas em qualquer ocasião, faça perguntas. Faça boas perguntas. Investigue antes de responder.  Você proporcionará para si mais condições de discernimento e de usar a sua inteligência de modo mais útil.

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É PARA MOTIVAR. MAS PODE DEPRIMIR

REVISTA  ÉPOCA NEGÓCIOS - 05/06/2013 

Construção de times, coaching, desenvolvimento mental, programa de liderança... Que grande empresa nunca passou por isso? A ideia é estimular a comunicação, reforçar a identidade da equipe e, claro, melhorar o desempenho do pessoal. Mas nem sempre dá certo. Que o diga F.M., gerente de uma grande organização. Ela procurou o psiquiatra Frederico Porto, de Belo Horizonte, com sintomas de depressão. Havia acabado de passar por uma dinâmica dessas, promovida por uma consultoria de RH.

A proposta do encontro era que os altos executivos expusessem suas vulnerabilidades e desenvolvessem intimidade uns com os outros. O resultado, diziam os consultores, aumentaria o nível de confiança entre os membros da equipe. Mais empatia levaria a mais cooperação e a resultados melhores.

F., a princípio, não se sentiu confortável em falar de sua vida pessoal nem de ressentimentos em relação aos colegas. Mas o ápice de seu mal-estar foi quando o consultor pediu para que as mulheres ficassem de um lado da sala e os homens de outro. Em seguida, pediu à turma masculina que opinasse sobre cada mulher, em público, com ênfase no aspecto sexual.

O resultado foi um fracasso completo. “Em seguida, ela pediu uma licença médica à empresa”, diz Porto, um psiquiatra que também atua como consultor organizacional. “Ficou tão envergonhada e mexida que dizia que, na volta ao trabalho, pediria demissão.”

Desastres como esse são raros. O mais comum, quando a empresa embarca em dinâmicas de grupo heterodoxas, é uma leve sensação de tempo perdido. Há casos em que o treinamento dá muito certo, e formam-se laços onde antes havia rixas. Mas pode acontecer o oposto: formarem-se rixas onde antes não havia nada.

Em geral, consultores que aplicam treinamentos assim acreditam que as pessoas devem ser autênticas no trabalho. A premissa é válida, mas há limites. E cada um deve saber o seu. Se você for passar por um treinamento desses, convém aplicar uma dose de hipocrisia e cinismo – não a ponto de boicotar a iniciativa, mas o suficiente para se preservar.

Outro problema potencial dessas atividades é a alta expectativa que geram, diz Claudio Garcia, presidente para a América Latina da consultoria de recursos humanos LHH/DBM. “Muitas organizações nivelam a atividade pelos executivos mais avançados no processo de autoconhecimento”, diz. Para quem não está nesse nível, podem acabar aflorando emoções para as quais a pessoa não está preparada. “Eles podem travar, frustrar-se, entrar em crise existencial”, diz.

Gutemberg de Macêdo, presidente da Gutemberg Associados, outra consultoria de aconselhamento de executivos, sugere a proatividade. “Nunca deixe nada mal resolvido na empresa. Se tem um problema com seu chefe, converse com ele. Repasse o que quer dizer e pergunte-se quais as consequências, antes de falar”, diz. Mas fale – enquanto pode escolher o contexto.

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BASTA DE DINÂMICAS DE GRUPO MAL APLICADAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Outro dia, vi numa mídia social uma ilustração curiosa. Mostrava um homem sentado na poltrona de um avião,  quando alguém anuncia pelo alto falante: “vamos fazer uma dinâmica de grupo para que a gente se conheça melhor”.  Ao ouvir isto, o homem se levanta, dirige-se à porta e salta aeronave afora. Segue-se à postagem uma quantidade enorme de opiniões negativas sobre as dinâmicas de grupo – algumas até radicais e inescrupulosas.

Para quem não sabe, Dinâmica de Grupo é uma ferramenta de estudo de grupos e também um termo geral para a análise comportamental em processos que envolvam pessoas socialmente conectadas. Várias modalidades deste recurso foram e ainda são bastante usadas em etapas seletivas para a contratação de funcionários nas empresas ou para a prospecção de potenciais líderes entre colaboradores.

Quem for estudar em profundidade, verá que os melhores livros do tema advertem sobre a habilidade e o profissionalismo requeridos de quem aplica dinâmicas.  É preciso que este facilitador tenha conhecimento e cuidado máximos quanto à escolha da técnica apropriada,  com as pessoas participantes  e logicamente com o fim que se deseja atingir.  

É aí que se encontra o xis da questão ora exposta.

Por décadas a fio, as dinâmicas de grupo foram banalizadas  por gente que as aplicou sem a devida qualificação.  E como se não bastasse isso, muitos desses incompetentes desgastaram a prática em contextos  fúteis, banalizando sua importância e valor aos olhos de um imenso volume de pessoas que viram-se ridicularizadas ou abusadas pelos excessos. 

Muito distantes da realidade e eficiência das dinâmicas de grupo, aquelas críticas escritas junto à imagem na mídia social que acessei provinham de gente traumatizada. De fato, com coisa séria não se brinca. Cedo ou tarde, as consequências aparecem e o preço que se paga  quase sempre é muito mais caro do que se foi capaz de calcular previamente.

 

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A CHAVE É SURPREENDER O CLIENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Tantas vezes temos tratado aqui sobre o RH estratégico. Em que cosnsite o RH estratético? É a área de Recursos Humanos que cuida das pessoas dentro de uma organização,  porém movido pelo interesse de alinhá-las aos objetivos do negócio.

O RH estratégico é o oposto daquele antigo RH que só pensava em passar a mão na cabeça do funcionário e de conhecer seus desejos a fim de realizá-los a qualquer custo. Não! Isso já passou, apesar de ainda restar alguns profissionais que fazem questão deste corporativismo em algumas companhias. 

Veja, por exemplo, o que o responsável pelo RH de uma indústria realiza cada vez que a empresa recebe um cliente para visita de suas instalações.

Eles fazem um resumo – briefing – sobre o cliente com nome,  função e  outros detalhes e o divulga entre todos os colaboradores.

Quando o cliente chega, até a responsável pelo cafezinha o chama pelo nome e lhe expressa as boas vindas.

Agora, por favor, ponha-se no lugar deste cliente e responda: como você se sentiria diante de tamanha atenção e importância?

Pois é. Atender um cliente é tarefa para quem tem agilidade e assertividade – todos sabem. Mas se for possível adicionar a isso pequenos detalhes que nada custam e que o façam sentir-se único, decerto o resultado será sua fidelidade ou, muito melhor, sua lealdade à empresa.  Em outras palavras: é amor eterno. E isso tem tudo a ver com o pessoal dos Recursos Humanos.

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FAÇA A ESCOLHA CERTA

Em tudo quanto temos controle, podemos escolher a coisa certa desde que calculemos as consequências sobre nós mesmos, sobre as pessoas e tambémsobre o ambiente. Depende de nós! É como o pão e o recheio de um sanduíche.

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O GRANDE ERRO DOS TREINAMENTOS CORPORATIVOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Treinar pessoas não é fácil.  Treinar não é só informar, não é só ensinar a fazer.

Treinar é um processo construtivo que envolve etapas a ser ensinadas, implantadas, assimiladas e depois, dominadas pelo treinando

Uma história engraçada traz luz sobre o que é treinamento. Leia.

“A nossa filha adotou um gatinho de rua. Para minha angústia, ele começou a afiar as unhas no encosto do sofá novo.

- ‘Não se preocupe’, disse meu marido, ‘vou treiná-lo rapidinho’.

Observei durante vários dias o meu marido  ‘treinar’ o bichano. Sempre que o gato arranhava o sofá, ele o punha para fora de castigo. O gato aprendeu depressa. Durante os dez anos seguintes, sempre que queria ir lá pra fora, o lindo bichinho arranhava o encosto do sofá”.

Conclusão. Nem sempre um processo que se acredita ser eficaz atinge o objetivo. E tem mais. Gente que só sabe o que está em livros pode até responder questões importantes, mas um treinamento prático significa “ensinar a fazer” e não falar ou saber discorrer a respeito.

Uma rede de lojas contratou um palestrante para melhorar o atendimento sem jamais verificar se ele tinha expertise prática. Jogou dinheiro fora, porque só consegue treinar quem, de fato, sabe fazer.  É como diz o pesquisador Malcolm Gladwell em um de seus livros: “Treinar não é o que a gente faz quando é bom, mas é o que faz a gente SER bom”.

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VELHOS E TERRÍVEIS PROBLEMAS DE ATENDIMENTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu precisava comprar uma  luminária e um ventilador. Entrei numa grande loja de uma rede de supermercados e fui à sessão específica. Havia várias opções de luminárias lá. Gostei de uma e queria testar para verificar se me atendia. Chamei a encarregada e pedi a ela que testasse. Sua resposta foi:

- “Nós só testamos depois que o senhor pagar”.

Eu estranhei. Procurei o gerente e expus a minha indignação.  Ele disse que a moça estava enganada. E completou:

- “Ela é novata”.

- “Ok”, eu lhe disse. “E é também muito mal treinada.”

Saí dali e fui a outra loja.  Um senhor de cabelos brancos e aparentando experiência comercial mostrou-me exatamente a luminária que eu vira no supermercado. Conectou à energia e ... eu adorei. Mas era o último daquele ítem na loja e estava sujo. Decidi não levar uma peça usada.

Perguntei a ele por ventiladores. Ele olhou-me nos olhos e disse:

- “Ihhh! Nós só temos ventiladores de mesa”.

Fiquei confuso. Sua expressão facial foi tão negativa que só restou-me agradecer e sair. No corredor passei por uma pilha de caixas sobre as quais havia ventiladores. Eram os que eu queria. Mas a negatividade do atendente me induziu a pensar que talvez não fossem bons.

Finalmente, encontrei tudo o que precisava numa loja de variedades para casa e construção... e por excelente preço – com atendimento de primeiríssima.

Quem pensa que psicologia não faz diferença no processo de venda não sabe nada de venda; vai camelar a vida toda e jamais conseguirá bons resultados.  

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POR QUE GRANDES MUDANÇAS NÃO TÊM ÊXITO NAS EMPRESAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Presidentes das 500 melhores e maiores empresas brasileiras confessaram que a grande parte dos casos de mudanças revolucionárias implantadas em suas companhias não atingiu o resultado esperado. 

Segundo o depoimento de 64% deles, as grandes mudanças agitam muito o ambiente e submetem as pessoas a pressões emocionais desnecessárias. Benefício, que é bom, dificilmente vem!

A pergunta cabível aqui é “Por que isso ocorre?”

Fácil e simples responder. Inúmeros programas de mudança buscam respostas prontas para questões e situações mal formuladas ou superficialmente analisadas.   Seus promotores querem provocar transformações positivas, sim. Mas não sabem bem o que mudar, porque tais situações requereriam longo tempo e energia para se chegar ao diagnóstico correto que determinasse onde pisar e como fazê-lo. Ou seja, aqui também estamos diante do típico caso em que a pressa é inimiga da perfeição.

Assim, o mundo corporativo converteu-se num ambiente viciado em mudanças.  Elas consomem recursos volumosos e, não raro geram alto nível de estresse nas pessoas vez que, antes mesmo da consolidação do programa atualmente em curso, novas propostas são louvadas e implantadas.

Mudar por mudar? Que valor há nisso? O melhor é tirar proveito máximo daquilo que se tem de bom; espremer a laranja para obter todo o sumo. 

Existem apenas duas atividades que jamais se deveria interromper em qualquer organização. A primeira é “conhecer o cliente a fim de fazer o melhor em atendimento à necessidade que a empresa se propõe satisfazer”; e a segunda: “trabalhar duramente para engajar todos os colaboradores na missão, visão e valores da empresa”.  O que passar disso merece cautela.

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ALTO DESEMPENHO PROFISSIONAL E COMPROMISSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Às vezes falta às pessoas uma dimensão concreta do quanto sua dedicação e engajamento fazem diferença em seu desempenho e no resultado final de seu trabalho.

Eu convivo com gerentes cuja maior parte de sua atividade diária se resume a fazer seus subordinados agirem em conformidade do compromisso que assumiram de atuar pelo bem da empresa ao serem admitidos.  Este papel é mais difícil do que o do técnico de futebol quando o time está em campo e a vitória ou derrota depende da garra de cada jogador. A razão disso pode ser explicada através de uma antiga lenda oriental.

Contam que um mestre caminhava com seu discípulo pelo campo, quando ambos avistam uma raposa correndo atrás de um coelho. O mestre diz:

– De acordo com uma antiga lenda, o coelho sempre escapa.

Estranhando a lógica enunciada, o discípulo pensa por uns instantes e depois afirma:

– Duvido que o coelho seja mais rápido.

E o mestre:

– Observe. Tenho certeza de que ele escapa! O coelho vai driblar e despistar a raposa.

Incrédulo, o discípulo observa atento e não contém sua dúvida:

– Por que o senhor acredita no coelho, mestre?

E o velho revela sua crença:

– Porque a raposa corre simplesmente por uma refeição. Mas o coelho corre por sua vida.

Eis a diferença entre as várias pessoas em um grupo: as que buscam apenas seu ‘ganho’, darão menos ou quase nada se comparadas às que lutam por cumprir honrosamente seu compromisso de resultado independente do quanto ganhem.

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POR QUE AS EMPRESAS QUASE NUNCA RESOLVEM SEUS PROBLEMAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A minha experiência em consultoria mostra que muitas empresas querem soluções rápidas para os problemas que elas acham que conhecem. É natural, porque sempre há muito dinheiro em jogo, pressão da concorrência e outras situações nada boas.

Contudo, raramente elas dedicam o tempo suficiente para refletir sobre a origem desses problemas.  Daí eu me refirir a “problemas que elas acham que conhecem”.

E para agravar, nessa hora chegam consultorias ou escolas de negócios ardentes do desejo de vender suas soluções em nada diferentes dos elixires que curavam quaisquer doenças há cem ou duzentos anos. O fato triste é que grande parte dessa gente iludida embarca numa trama que fatalmente termina num verdadeiro drama.

O necessário a se considerar é que  a maioria dos  consultores não percebe que suas propostas mudam pouco ou quase nada a dinâmica que gerou os problemas para os quais eles foram contratados. O tempo passa, tudo volta a ser como era antes, e as pessoas que esperavam mudanças frustram-se mediante a constatação de que a consultoria de nada valeu.

Definitivamente, a maior lição a se aprender sobre a solução de problemas é que eles só podem ser resolvidos, de fato, quando suas causas são atacadas e resolvidas, e não seus sintomas ou “o que as pessoas acham e sentem”.

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COMO FAZER MUDANÇAS NA VIDA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um jovem se aproximou de mim e perguntou: “O que eu devo fazer para mudar a minha vida? Não consigo ir bem nos meus estudos, e no trabalho sou muito desorganizado”.

Por um instante eu senti pena dele. Depois, lembrei-me de que já senti o mesmo desgosto comigo mesmo. Fui buscar na minha experiência de vida a resposta que lhe dei:

“Sempre que você decide qualquer coisa, isso começa a se realizar pouco a pouco até tornar-se parte do seu ser. O que você é, hoje, resultou de tudo o que você decidiu e do modo como interpretou todos os fatos à sua volta.

Não é teoria, mas experiência da minha própria vida. Posso lhe dar um exemplo. Se você vir uma pessoa fumando e achá-la bonita e atraente, este pensamento poderá empurrar você a querer provar um cigarro um dia e até tornar-se víciado.

Do mesmo modo: se você ouvir um homem inteligente falando e admirá-lo, “ser inteligente” poderá passar a ser um atributo a que você busque alcançar para si.

A ciência utiliza este recurso. Médicos dão um comprimido de farinha ou açúcar para os doentes e lhes dizem que é importante para seu tratamento. Um grande percentual deles apresenta boa recuperação porque acreditam.

Então por que não usar isso a seu favor?  Comece a pensar diferente de si mesmo. Pense que é inteligente e também organizado....  Pense que você é feliz e alegre. Isso aos poucos começará a acontecer na sua vida até tornar-se parte de você. Então será realidade.

Preste atenção. O que mais perturba e alarma você e eu não são os fatos em si, mas as opiniões, as fantasias e as imagens que nós criamos ao dar a nossa interpretação a esses fatos.  Então, quase nada no mundo tem o poder de nos fazer felizes ou infelizes, mas o modo como olhamos, sim. Tudo, tudo na vida é consequência disso.

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MINDFULNESS: NOVA MODA CORPORATIVA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Estamos novamente convivendo com mais uma moda corporativa.  E ela se chama:  mindfulness. Seus ferrenhos pregadores dizem ser a via rápida para uma liderança melhor.

Mindfulness é um método para mudar o foco da atenção “para dentro” do ser humano a fim de observar pensamentos, sentimentos e ações sem julgamento ou interpretação. A tradução da palavra inglesa seria: “atenção total”. É uma forma de “meditação”.

Mas será que isso traz tantos benefícios quanto os fanáticos da novidade querem nos fazer acreditar?

Para começar, é preciso entender que a tal mindfulness não é milagre. É óbvio que mais foco no trabalho aumenta a produtividade, melhora resultados em projetos e facilita as condições de gerenciar crises com mais confiança. Ou seja, qualquer pessoa que faça o que quer que seja com a consciência máxima de seu propósito terá grandes benefícios como resultado, inevitavelmente. Sim, especialmente nos dias de hoje quando as pessoas, em geral, trabalham sem concentração. Portanto,  atitudes muito simples e práticas farão por qualquer indivíduo o que todos esses livros e artigos em revistas querem comunicar como uma nova religião.

Quer saber?  Novamente fuja da moda. Caminhe contra a manada.  Busque aprender o que você ainda não sabe, praticar, aperfeiçoar-se naquilo que você faz implementando valores elevados e seriedade.

Alcance metas e cumpra os seus compromissos. Isto sempre funcionou e jamais deixará de ser a base da eficácia de qualquer profissional.

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NADA DE TEIMOSIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Perseverante, por definição, é a pessoa que procura manter-se constante e firme sem mudar ou variar a intenção. Teimoso é o indivíduo que insiste a ponto de tornar-se birrento.

São diferentes. E a linha que separa um de outro é muito fina.

A pergunta útil é: “Quando deixamos de ser perseverantes e passamos a ser teimosos?”

Vai depender do resultado. O senso comum associa a perseverança a um propósito positivo e a teimosia ao negativo. Mas também pode-se dizer que repetir erros ou agir insistentemente com estupidez é teimosia.  Buscar benefícios mediante um planejamento racional é perseverar.

Uma história ilustra esta sabedoria.

Dois homens sentados em um morro, olhavam o pôr do sol no horizonte quando veem um animal a certa distância. Sem saberem exatamente que bicho era, um deles diz:

- “Veja só que urubu imponente!”

O outro, contrapondo-se, diz:

- "Isto não é um urubu. É um grande coelho".

Após longa discussão em que cada um defendia seu ponto de vista, os dois tiveram uma ideia para acabar com a discórdia: dar um tiro para o alto. Se o animal voasse, seria um urubu, se corresse, seria um coelho.

O primeiro toma iniciativa, dá o tiro e o bicho saiu voando. Sentindo-se vitorioso, volta-se para o amigo e pergunta:

- “Viu como eu tinha razão?”

E o outro, com olhar de surpresa, responde:

- “Que coisa incrível. É a primeira vez que vejo um coelho voar!”

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QUAIS OS ATRIBUTOS DE UMA APRESENTAÇÃO PROFISSIONAL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Uma apresentação da sua empresa, produtos ou serviços a um cliente potencial precisa ter atributos que a diferenciem do óbvio e comuniquem objetivamente o conteúdo programado.

Não basta conter coisas certas. Além disso, é claro, deve-se recheá-la com situações que garantam a “ingestão” e a “digestão” do que será apresentado ao cliente.

Eu enumero a seguir sete pontos que cumprirão este papel.

  1. Curiosidade: Se a sua apresentação título não for capaz de despertar curiosidade, as pessoas não vão processá-la mentalmente. Crie curiosidade com “o que” você apresentar, mas também como “como” fala a respeito.
     
  2. Benefício: O cliente potencial deve perceber que existe uma vantagem clara em assistir à sua apresentação. Se isso não acontecer, ele estará presente apenas fisicamente. Se possível, antecipe na abertura o propósito da sua apresentação em função do que “ele irá ganhar” decidindo pelo  uso das suas orientações.
     
  3. Emoção: Sem dúvida você criou a sua apresentação querendo passar lógica, mas sobretudo alguma emoção, certo? Então por que não transparecer isso nos slides.  Use palavras que mostrem o que o seu leitor deve sentir em relação ao seu conteúdo. Reiro-me a emoções como surpresa, admiração e medo (de fazer algo errado). Isto é  são incrivelmente poderoso.
     
  4. Tangibilidade: Dê pontos de referência que o seu cliente potencial conhece. Tangibilizar significa tornar algo próximo de alguém, fazer que esta pessoa consiga visualizar aquilo que você está falando. Um exemplo disso é a frase: “Crie uma apresentação para o Homer Simpson”. Sabemos que o Homer Simpson não é o personagem mais esperto e que muitas vezes ele não entende sequer 1% das coisas. Portanto,  a sua apresentação carece de usar referências claras de que é simples e inteligível.
     
  5. Aparência:  A sua apresentação também precisa ser esteticamente boa. Muitas vezes isso significa conseguir a finalização de um profissional.
     
  6. Sonoridade: Se possível, grave uma ou várias apresentações suas para ouvi-la(s) depois e sentir seu efeito sonoro. Ela soa bem? Existem palavras muito técnicas não explicadas?
     
  7. Expectativa: Assim como a curiosidade, a expectativa é crucial para uma apresentação profissional. Entretanto, quando falamos em expectativa estamos nos referindo à imagem mental que o leitor fez do seu conteúdo e o que ele imagina que irá acontecer depois de ouvi-lo. Por isso, seja bastante transparente, não prometa algo que você não vai cumprir depois que a pessoa o assistir.

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COMO EVITAR INTERRUPÇÕES DURANTE UMA REUNIÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Depois de uma longa espera para agendar uma reunião com o gerente tomador de decisões da sua área numa empresa, finalmente você teve a chance de apresentar a  sua proposta cara a cara.

Você se preparou muito bem. Assim que começa a sua apresentação, o telefone toca e ele se afasta completamente da conversa para atender.

Quem nunca passou por isso?

É desconcertante, concordo, especialmente quando a coisa se repete várias vezes ao  longo do encontro e perturba ou tira  o foco.

Como agir para resolver isso?

Bem. Este gerente é aparentemente um homem muito ocupado e você deve considerar que além de você há outras pessoas ansiosas para falar com ele durante o expediente.

Se realmente as chamadas atrapalham, você deve fazer um pedido educado no início do encontro a que ele instrua sua secretária a reter todas as chamadas por um curto espaço de tempo ou que desligue o aparelho. Repito: educadamente.

Isto não só eliminará as potenciais interrupções como também vai deixá-lo  impressionado com a seriedade da reunião com você.

Em acréscimo, vai mais umda dica comportamental importante. A nossa experiência mostra que uma pessoa que se recusa a atender um pedido simples e gentil como este não está particularmente interessada no que você tem a dizer.  Neste caso, por que desperdiçar o seu tempo? Agradeça e siga o seu caminho. 

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NEGÓCIOS, SUCESSO E ESTACIONAMENTO PARA CARROS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um enorme volume de carros foi vendido nos últimos anos no Brasil, o que tornou insuportável o trânsito nas cidades médias e grandes pela falta de infraestrutura e pela incompetência da administração pública.

Estacionamento virou problema para todos. Daí vieram invençoões aparentemente boas – se não absurdas –  como a cobrança pela ocupação de espaços públicos nas ruas  a fim de forçar a rotatividade. Isto se converteu rapidamente em fonte de receita para os municípios – pela cobrança de multas – e para ‘supostas’ entidades ditas filantrópicas, das quais pouco ou nada se sabe da destinação que dão aos recursos que arrecadam.

Neste mundo abundante de veículos, as empresas de comércio que não oferecem estacionamento a seus clientes estão em apuros – por mais que se enganem fazendo investimentos brandos em outros atrativos que não sensibilizam nem curiosos.

Nesse contexto, eu admiro as pessoas de negócios que leem corretamente os sinais emitidos pelo comportamento dos consumidores e ajustam suas empresas às necessidades mais atuais.

Uma rede de supermercados, por exemplo, observou  que seu movimento cai em dias de chuva. Não pensou muito. Investiu na construção de áreas cobertas de estacionamento e reduziu a lacuna nas vendas que antes era causada pelas condições do clima. Atitudes como esta mostram que é  prática e agilidade que produzem resultado, e não só boas leituras, conhecimento e intenção de fazer certo as coisas.

A criatividade humana não é útil só para a arte. Todos já devem ter desconfiado disso. No entanto, é interessante saber que ela está reservada para  aqueles indivíduos especiais que interpretam os problemas da vida e do trabalho como as oportunidades ideias para manifestá-la do melhor modo.

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ABSURDOS DE TODOS OS TEMPOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

"Voar com máquinas mais pesadas do que o ar é inviável e insignificante, se não impossível". Simon Newcomb disse isso em 1902. Ele era astrônomo convencido a visionário.

"Mulher responsável e sensível não deseja votar". Esta frase foi dita por Grover Cleveland, o 22º presidente dos Estados Unidos, em 1905.

A Federação Americana dos Transportes publicou uma nota, em 1913, em que se lia: "É um sonho patético imaginar que automóveis irão tomar o lugar das ferrovias em viagens de longa distância".

Harry Warner foi um dos fundadores da Warner Brothers Pictures. Sabe o que ele considerou sobre colocar voz nos filmes mudos em 1927? Leia você mesmo: "Quem, diabos, vai querer ouvir um ator falar?"

“A energia produzida pela desintegração de um átomo é algo muito insignificante. Quem espera obter uma fonte de energia da fissão desses átomos está dizendo bobagem.” Ernest Rutherford, descobridor do núcleo do átomo e Prêmio Nobel de Química.

A frase campeã deste ranking foi dita por Thomas Watson, o grande presidente da IBM mundial:  "Creio que no mundo exista mercado para apenas uns cinco computadores."

Lendo isso, talvez a gente pense que essas pessoas eram estúpidas.  Não, em absoluto. Elas eram grandes especialistas em suas áreas. A explicação está no quanto seus modelos mentais eram sólidos. Assim, o mesmo pode ocorrer com você e comigo sempre que acharmos estar certos ou ter razão a respeito do que sabemos, já que até a igreja católica matou pessoas inocentes pelo crime de simplesmente questionar seus dogmas e crenças - o caso de Giordano Bruno é um dos exemplos mais emblemáticos.

Sócrates, o filósofo, nos ensinou a sair em busca de situações ou contextos em que as nossas crenças não sejam verdadeiras, pois, estar enganado é uma possibilidade sempre presente na maior parte das convicções que mantemos. Daí o benefício da pesquisa, do conhecimento e, mais que tudo, de ouvir com calma o que os outros dizem e pensam, sem pressa de julgar ou condenar.

À procura da verdade, questionar é superior a ter respostas e fiar-se em crenças que excluem de cara o novo e o diferente.

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