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COMPROMISSO COM A CAUSA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você sabe quem é o funcionário comprometido com a sua empresa e sua missão? É aquele que tem prazer com o que faz. 

Ele sente orgulho ao falar do trabalho que realiza e não o vê apenas como meio de ganhar a vida, ou como um “emprego”. Talvez até não esteja completamente satisfeito com as políticas da empresa, mas não deixa que isso influencie negativamente seu desempenho. 

Conclua o que digo através de um fato ocorrido há poucos dias.

Era véspera de um importante treinamento na empresa, marcado há dias. O vendedor chega a seu gerente e diz:

- Seu Luis, estou com um problema. Amanhã à noite é a decisão do campeonato de futebol e eu não perdi nenhum jogo do meu time nessa temporada. O senhor me dispensa do treinamento? 

O gerente, mais que rapidamente, pontua ao vendedor uma possível solução:

- Bem, meu caro, use a tecnologia. Grave um vídeo e assista depois.

Ao que o vendedor lhe responde:

-  Muito obrigado, senhor! É ótimo saber que posso pedir para alguém gravar o treinamento.

Definitivamente confie no que direi: é importante avaliar os seus colaboradores quanto ao comprometimento com a causa porque vocês lutam. E tão logo você saiba, verá a relação diretamente proporcional entre esta competência e os resultados alcançados até então.

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O QUE SIGNIFICA BANHEIRO SUJO NA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Banheiro sujo na empresa é sinal de gente mal educada na área. Muitos dos usuários pensam ou dizem: 

- “Imagine como não será a casa desse porco!”. 

Quem tem cabeça boa não faz aos outros o que não deseja que lhe façam. Não é preciso ser religioso para agir assim. Bom senso basta. Mas cabeça que pensa, hoje em dia, é algo raro. Onde estarão as mentes 100% sãs?

Na empresa de um conhecido havia um banheiro de funcionários sempre limpo. Uma reforma no prédio fez os diretores usarem temporariamente este banheiro. Não deu outra! A limpeza sumiu. Por quê? Alguns funcionários viram aí sua chance de protesto.

A verdade é que empregados revoltados às vezes tornam-se vândalos e influenciam outros. Causam danos a processos, equipamentos e também ao patrimônio da empresa. 

Existem os que chegam a ponto de inserir dados falsos no sistema de gestão para confundir ou provocar decisões erradas. Outros desviam recursos financeiros, pagam fornecedores em duplicidade, perdem propositalmente a data de entrega de pedidos a clientes e muito mais!

Chegou-me o caso do gerente comercial de uma empresa que provocou queda nas vendas por meses consecutivos com o intuito de fazer prevalecer sua opinião sobre a de seu diretor. 

Para mim, uma empresa tornar-se refém de funcionários como estes é caso de polícia!  

A prática infalível consiste em adotar a objetividade como conduta em todas as áreas, decisões e relacionamentos. Direi de modo muito simples: livre-se das emoções no ambiente de trabalho. Seja correto, justo e assertivo.  Remunere o que é devido e legal, sem exceção. Cumpra o que for combinado e jamais permita que as pessoas se sintam em família. O modelo empresa-família é nocivo e enganoso.

Empresa não é lugar para se ter amigos. Amizade implica em cumplicidade. E o fruto da cumplicidade quase sempre é bandidagem.  

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NÃO DEIXE OS SEUS FUNCIONÁRIOS PASSAREM DO PONTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todo funcionário recém-contratado é como uma fruta verde – dá esperança de que será bom e doce. Porém, muitos quando caem na rotina, tornam seu dia-a-dia improdutivo e inútil. Seus resultados estabilizam ou até reduzem. E neste ponto, eles ainda parecem frutas. Parecem frutas passadas. 

Na minha casa fomos educados a não desperdiçar comida. Nossa origem vem de lugares onde não há abundância de alimentos, por isso, minha mãe separava as frutas mais maduras para a fabricação caseira de geléia ou compota. Ela as descascava, punha numa panela com água, acrescia açúcar e levava ao fogo. A água evaporava lentamente, a massa ficava livre de microorganismos e o produto final era guardado em potes de vidro esterilizados. Assim, não tínhamos prejuízo e as frutas ganhavam vida nova como alimento por longo tempo. 

Trazendo aquela experiência doméstica para o ambiente corporativo, a primeira sugestão para tratamento de funcionários maduros é: dê-lhes respeito e consideração. Isto equivale à água e ao açúcar na receita da minha mãe. Quero dizer: não deixe sua autoestima baixar e ajude-os a manterem a motivação. Integre-os a um plano importante da empresa e dê-lhes uma missão envolvente. 

O próximo procedimento é submetê-los ao “fogo”. Faça uma clara e franca avaliação de desempenho. Dê-lhes um feedback real. Em seguida, exponha-os ao desafio de uma reciclagem de conhecimento e de comportamento concernente à necessidade apresentada neste feedback. 

O vício de colaboradores bitolados só os leva a perder a consciência da função, a visão de qualidade e da produtividade pessoal. Uma sacudida mental renovará suas perspectivas, e isto é melhor do que perdê-los. 

Frutas passadas só servem mesmo para adubo. Faça tudo para que os seus funcionários jamais cheguem a esse ponto.

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O FENÔMENO AMBEV DE GESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Qualquer um pode conhecer a gestão da Ambev – famosa por seu rigor na busca de resultados financeiros. Está em jornais, revistas e livros que escancaram o modelo reputado como  “sucesso” na condução de uma empresa mundial. 

Para conseguir isso, a Ambev adota ações de recursos humanos bastante agressivas – primeiro na busca e seleção de talentos, depois no treinamento para enquadrá-los a suas diretrizes.  E eles não param nisso. Estabelecem alvos de resultados crescentes e ousados para cada colaborador, e um prazo para que sejam atingidos. Quem não os alcançar, estará automaticamente demitido. 

- “Então” –  muitos pensam – “basta copiar!”

Sim. Qualquer bom empresário almeja entender e até cobiçar esta façanha. Mas reproduzi-la não é fácil e nem simples. 

A Ambev disponibiliza uma fração considerável de seus lucros em incentivos a seus empregados. Todos lá trabalham para vencer desafios e ganhar dinheiro – alvos definitivos em afiná-los aos princípios da organização.

Existe muita coisa a se aprender com a Ambev, é óbvio. Porém, se você não tem recursos e nem margem de lucro suficiente para compartilhar com o seu pessoal e insiste em imitar este modelo, o produto disso poderá ser frustrante e contrário aos seus objetivos.  

Primeiro, os seus empregados se sentirão pressionados. Em seguida, dirão que a empresa os sobrecarrega injustamente. Por fim, a desmotivação será tamanha que outros profissionais rejeitarão as vagas que o seu RH disponibilizar  ao mercado – ainda que você decida comprar um desses títulos de “melhor lugar para se trabalhar do planeta” à venda por tantas e tantas instituições por aí.

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A PALESTRA DO MOTORISTA E O BAIXO NÍVEL DOS PROFISSIONAIS DE HOJE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Depois de receber o Prêmio Nobel de Física, em 1918, Max Planck viajou por toda a Alemanha. Sempre que era convidado para dar uma palestra, apresentava o mesmo texto sobre a recém-descoberta Mecânica Quântica. Com o tempo, seu motorista já sabia a palestra de cor.

- “Deve ser monótono, professor Planck, proferir sempre o mesmo discurso” – disse-lhe o motorista. “Que tal se eu o substituir na próxima palestra e o senhor ficar sentado na primeira fila com meu quepe de chofer? Assim, nos revezamos um pouco.”

Planck achou a proposta divertida e concordou. O motorista deu a longa palestra sobre Mecânica Quântica para um público de bom nível. Após alguns minutos da preleção, um professor de Física levanta a mão e faz uma pergunta. O motorista, sem pestanejar, respondeu:

- “Nunca poderia imaginar que numa cidade importante como esta alguém fizesse uma pergunta tão simples. Vou pedir ao meu motorista que a responda.”

Acredito que isto seja uma lenda. No entanto, a historieta ilustra algo que acontece intensamente no atual mundo das profissões.

Muita gente está agindo do mesmo modo que aquele motorista. São superficiais e detêm minguado conhecimento e prática em determinado campo, mas são ousados o bastante para se candidatar a vagas de profissionais plenos em empresas privadas ou a cargos públicos.

O resultado é desastroso. As empresas lhes confiam atividades e responsabilidades movidas pela fé de que eles terão desempenho positivo. Contudo, como pseudoprofissionais que são, eles trabalham por tentativa e erro. Se acertarem, puxarão para si os louros. E quando errarem, saberão transferir a culpa para o ombro de outros. Esta é a regra!

Eles sempre ficarão a dever metas e objetivos, mas saberão construir desculpas que livrem sua pele de quaisquer ônus.

Na hora da seleção de pessoas, suspeite da aparência e do currículo. Boa apresentação pessoal pode ser ilusória, e currículo farto de cursos e realizações, tão real quanto ser rico no jogo do Banco Imobiliário. Submeta-as a uma avaliação prática para averiguar se, de fato, detêm o conhecimento que declaram. E não tire o olho delas no período de experiência.

Você ainda vai me agradecer por esta dica.?

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MANDE EMBORA QUEM SÓ QUER EMPREGO

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Corte os funcionários “meia-bocas” da sua empresa.  Demita todos os que dão desculpas quando não conseguem entregar resultados. E aproveite para juntar a estes as pessoas que choram pelos corredores afetando o positivismo ou tirando o foco dos colegas.

Demita todos os que precisam de palestras motivacionais para sair da zona de conforto em que vivem o todo tempo. Gente negativa é rançosa. Estraga e apodrece as outras. 

Quem manter? Só os que fazem diferença – que têm brilho nos olhos, que são engajados, comprometidos e têm responsabilidade sobre o que fazem. 

Você tem pena de usar a guilhotina? Faça caridade a uma instituição apropriada. Uma empresa é local de objetivos assertivos e claros relacionados a resultados financeiros. A sua inclusive!

E direi algo que talvez não goste de ouvir: “Você não é a empresa! E a sua empresa não é você.”

Qualquer organização de negócios, independente do tamanho, é uma entidade que visa lucros. Não é uma família. E vou revelar um segredo: todos os que desejam dar conotação de família à empresa estão agindo por segundas intenções. É mentira. É falso. É técnica para enganar trouxas. Não vá por este caminho.  

Não insista em manter no quadro de funcionários quem pensa e age como derrotado. Eles só querem emprego e salário, não trabalho. E você não precisa de “simples empregados”,  mas de colaboradores! São os que cooperam ou que trabalham em conjunto pela busca de resultados. 

Os que não estiverem em sintonia com estas ideias, está fora desde já. Acerte suas contas e deixe-os ir!

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SEM ESSA DE PUBLICAR SONHOS FANTÁSTICOS

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude

Alguém chega e lhe diz: “Eu sou o cara mais legal do mundo. Sou perfeito e você tem que ser meu amigo!” Que interpretação você faria disso? 

Uma empresa lançou uma campanha caça-talentos para seu RH por meio de anúncios nas mídias sociais com o seguinte título: “Este é um dos nossos vencedores”. Segue-se a foto e o depoimento de um funcionário testemunhando ser lá o Paraíso.

Eu me incomodo com esse tipo de comunicação – mesmo entendendo seu propósito. Fazem um apelo emocional e vago apostando que isso basta para o resultado que buscam. Não mencionam nem traços da realidade e supõem que os que estão à frente da tela são simples sentimentais que não pensam e não questionam. 

Interessante seria: “Aqui existem oportunidades reais de carreira” e mostrar o depoimento de alguém que esteja, de fato, subindo na carreira interna? Não! Mas eles decidem dizer: “Vencedor”. E eu penso: “Vencedor de que? Estamos falando de trabalho ou sacrifício?”

E há um agravante. Eu os observo há meses. A procura de novos funcionários não para. Alta rotatividade?  Se sim, a propaganda realmente é falsa.

No meio de tudo isso, há algo que me intriga muito mais. 

Vejo o RH de outras empresas fazerem exatamente o mesmo, ipsis litteris. É o reino encantado do Ctrl C + Ctrl V resolvendo todos os problemas e salvando a pele de quem não usa, ou não tem, massa encefálica para criar algo novo e respeitável ao público-alvo.

E acresço que se os culpados ficarem zangados com esta crítica, que me desculpem desde já porque a minha iniciativa visa o bem de todos, incluindo o deles para que deixem de ser ridículos. 

Há pessoas bem pagas nessas empresas, eu sei. Elas deviam fazer jus a seus postos pela produção de algo autêntico e real. 

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A REUNIÃO PRÉ-JORNADA DE TRABALHO E SEUS RESULTADOS

Abraham Shapiro

A reunião do gestor com seus colaboradores  antes de iniciar a jornada de trabalho a fim de de alinhá-los aos objetivos do dia tem produzido comprometimento com as metas, com os clientes e com o atendimento em 100% das empresas onde sugerimos e implantamos esta prática. 

Estes  encontros podem ter vários formatos e permitem flexibilidade. Um dos mais efetivos é aquele em que o gestor e a equipe se reúnem por um tempo breve e acertam as ações do dia sem aprofundamento de detalhes, mas com instruções objetivas e  claras sobre as dificuldades mais comuns e frequentes.

O tempo de duração deve ser pré-fixado e respeitado à risca por questão de disciplina. 

Em muitos casos, é frutífero fazer a leitura de um texto cujo conteúdo seja significativo ao final do encontro. O gestor que inspira sua equipe caminha mais rápido à liderança. Evite textos de cunho religioso para que não firam as opções individuais dos integrantes.

Há livros especialmente escritos para esta finalidade. 

Se você ainda não adota esta prática e tem interesse, não deixe passar. Planeje-se, faça experiências e chegue a um formato compatível à sua equipe. Comprove o que cem por cento das empresas que a implementaram com seriedade têm alcançado e colha os benefícios.

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O PIOR DA VIDA E DO TRABALHO

Abraham Shapiro

Quando o Vampeta jogou no flamengo, o time passava por uma crise financeira. Certo dia, o jogador declarou à imprensa algo que fez muita gente rir:

- "Eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo".

A frase aparentemente é simples e sem propósito. Mas, tudo nesta vida tem essência. Por isso,  seu  sentido mais interior é sério e demais grave.

Pense, por exemplo, em quantas pessoas são obrigadas a tolerar torturas emocionais impostas por um patrão tresloucado e estão impossibilitadas de deixar o emprego,  já que nem sempre isto é apenas questão de escolha. E sabe o que elas farão numa circunstância como esta? Elas fingem.

Nas relações interpessoais, como a que existe entre chefe e funcionário, a verdade e a franqueza são os atributos mais importantes. Isto faz o ambiente tornar-se favorável à confiança mútua e afasta a humilhação. Fica mais fácil comprometer-se com o trabalho e com o padrão de desempenho esperado. Com clareza na relação, todos ganham.

Se isto  ocorre em algum nível ou circunstância da sua vida,  saia do fingimento. Assuma vez por todas  a verdade e a transparência na sua conduta, pois, se assim não for, quando menos esperar, você será prisioneiro de situações que não lhe permitirão sequer agir em favor de si mesmo.

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CAMINHE EM DIREÇÃO À SUA META. CAMINHE!

Abraham Shapiro

É importante estabelecer objetivos para a carreira profissional. Mas se você estiver buscando novos alvos, não mire nas estrelas. 

Eu sei que grandes lucros implicam grandes riscos. Mas lembre-se das histórias de fortunas que viraram poeira por causa da ganância por lucros estelares. Elas estão por aí. 

Um atleta não pode pensar em quebrar o recorde mundial cada vez que se põe a treinar. Seu objetivo de hoje deve ser: superar o resultado conseguido ontem.

Na carreira profissional também é assim. 

Uma profissão deve ser construída como um barco para enfrentar fortes tempestades em alto mar. Isto se traduz em necessidades como estudo constante, economia e foco. 

Há momentos de apertos, mas eles não devem causar perda de foco ou desvio de atenção da meta.

Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo. E não foi com herança que ele fez fortuna, mas com inteligência e expertise. Certa vez ele falou: “Eu não tento saltar barreiras de dois metros de altura. Prefiro as de trinta centímetros porque eu as transponho com um simples passo”.

Não complique a sua carreira. Seja simples. Caminhe dia a dia, passo a passo, sem parar, e fique atento a oportunidades. Se você vai por uma estrada sabendo aonde quer chegar, não pare para admirar a beleza de uma árvore ou uma montanha. Siga na direção. Só assim você chegará ao lugar.

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MUITOS FUNCIONÁRIOS SÃO ASSIM. NEM TODOS!

Prefere ouvir? Clique aqui: https://soundcloud.com/profissaoatitude/muitos-funcionarios-sao-assim-nem-todos

 

Abraham Shapiro

Não se confunda.

Quando o funcionário quer aumento de salário, ele diz que está sem motivação.

Quando o funcionário quer que o chefe não questione falhas em seu desempenho, diz que está sem motivação.

Quando o funcionário quer que seu superior não descubra lacunas de qualidade nos deveres junto ao cliente, ele diz que está sem motivação.

Quando o funcionário é incompetente, mas tem vergonha de admitir que detesta treinamentos, ele diz que está sem motivação.

Definitivamente é preciso que se saiba: não há como motivar alguém de verdade através de meios externos – inclui-se aí: dinheiro, benefícios, piadas, palestras de palhaços motivadores etc.

As pessoas só se motivam de dentro para fora, do interior para o exterior, e só quando permitem  ou desejam que isso aconteça. Quando elas não querem, nem um sinal nos Céus o fará.

Antes de recorrer ao velho e fracassado método da  tentativa e erro, convém lembrar o funcionário de que ele tem um contrato de trabalho com a sua empresa. E ele deve ser cumprido à risca por ambas as partes. Exija isso! Pague-o devidamente e dê-lhe treinamentos que esclareçam “o que” deve desempenhar, “como” e o padrão de qualidade que é exigido.

Não permita sentimentalismo nesta relação e jamais dê coisas a ele esperando gratidão. O ser humano não é naturalmente grato.  Além disso, doações frequentes tendem a se tornar “direito adquirido”.

Falta de motivação, na maior parte das vezes, é desculpa ou malandragem de gente que não é séria. É como diz o velho ditado: “Quando o fulano não sabe dançar, diz que a banda é desafinada ou que o chão está  torto”.

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MAS E SE ELES FOREM EMBORA?

Abraham Shapiro

Conversa entre dois diretores. O primeiro diz: 

- “O que acontecerá se investirmos em treinamento para os nossos colaboradores e eles nos deixarem para se empregar em outra empresa?”

O segundo diretor responde:

- “Não sei exatamente. Mas garanto que será pior se eles não forem treinados  e continuarem conosco!"

Todos os empresários que eu conheço dizem coisas bonitas e fofas como: “Treinamento é algo de que toda empresa necessita como o ar que se respira”, e também: “Sem treinamentos negócio algum subsiste”.

Estão certíssimos!

Entretanto, há inúmeros deles que se recusam a investir em treinamento de funcionários por receio de que o montante se perca quando eles eventualmente rescindirem o contrato de trabalho e forem para outra empresa.

Mas existe saída melhor para os problemas de produtividade e qualidade do que treinar e capacitar a mão de obra interna?

Ou você habilita o pessoal para dar resposta à altura que o seu público espera, ou não faz nada e potencializa prejuízos letais pela perda de clientes ou pelo mal que eles sairão falando de vocês.

Faça valer o seu talento de empreendedor: treine, treine bem e treine muito. Marque positivamente a vida das pessoas que trabalham com você como “o patrão que mais me ajudou a ser profissional”. Todos jamais esquecerão desse benefício, pois ele é real.

A outra opção é deixá-los criar seu próprio modo de fazer e de atender. O que você acha disso?

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FUNCIONÁRIOS MAL VALORIZADOS

Abraham Shapiro

Uma empresa que não oferece a seus funcionários condições de crescimento na função ou de melhoria de salário por produtividade, assim como aquela que os remunera abaixo da realidade do mercado, os verá fazerem uma dessas três coisas:

- Constante prospecção por outra vaga,

- Busca de um segundo emprego,

- Atividade paralela tipo “bico” para complementar seus ganhos, como: a venda de cosméticos, roupas e outros.

As pessoas geralmente têm ambição. Muitas delas estão insatisfeitas com sua situação atual e desejam mudar para melhor.

Quando a empresa oferece condições de mobilidade de função ou de ganhos, os funcionários tendem a se engajar mais porque visam novos patamares.

Em oposição, quando os lucros escoam somente para o bolso do patrão  e não existe gestão de pessoas que valorize a mão de obra, os funcionários tendem a oferecer mínimo esforço e se comportam ao velho modelo  de “um olho no peixe e o outro no gato”.

Quanto custa perder um bom funcionário? Eu direi: custa a perda da expertise e do know how que ele adquiriu com recursos da empresa. Não seria muito mais viável investir num sistema de gestão que superasse estas lacunas?

E sabe o que mais? Se a sua opção é substituí-lo, você encontrará muitos candidatos piores, pouquíssimos iguais, e quase nenhum melhor do que ele ao preço que você já o remunera. Então, pense bem antes de manter condições adversas aos seus recursos humanos e favoráveis só aos lucros em seu favor.

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QUEM É O PROFISSIONAL REALIZADO?

Abraham Shapiro

Um homem caminhava pelo campo quando avistou dois camponeses que davam duro debaixo do sol escaldante de verão.  Quando se aproximou,  viu que eles faziam algo esquisito. O primeiro abria um buraco na terra e o outro imediatamente o tapava;  ambos davam um passo calculado, e então repetiam a tarefa. 

Sem entendender o propósito daquele procedimento exaustivo, o homem perguntou o que estavam fazendo. Um deles respondeu: 

- “Sabe o que é? Eu sou o João. Esse aqui é o Pedro. Nós trabalhamos em três, todo dia. Eu abro uma cova, o Zé joga a semente e o Pedro cobre com terra.  Acontece que o Zé não veio hoje. Como a gente não queria ficar parado, tamo fazendo a nossa parte”.

Um trabalho sem propósito é vão. Para ter valor, é preciso que tenha uma finalidade e seja claro para quem o executa. Daí aprende-se que a realização em uma profissão depende mais de “como” ela é desempenhada da parcela de esforço dedicado do que da atividade em si. 

Pense em alguém que ama o trabalho que faz.  Vá observá-lo e você verá que ele tem disposição, aceita as tarefas e as executa até vê-las concluídas, e não se importa quando há necessidade de trabalho além das horas da jornada regular. 

E sabe o que mais? Ele entende o que faz.

Isto é um profissional de verdade; alguém que inevitavelmente terá realização.

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EU SOU A MINHA EMPRESA!

Abraham Shapiro

Diante de tamanha rotatividade de mão de obra que muitas organizações enfrentam atualmente, como incutir valores  na rotina dos colaboradores e fazer que eles sintam-se motivados a agir?

Quando uma empresa nasce no imaginário de seu fundador, quase sempre vem acompanhada de um propósito maior do que simplesmente ganhar dinheiro. Há um sonho ali, uma imagem de responsabilidade e de transferência de valores aos futuros clientes e parceiros. 

Mas, novamente, a mesma pergunta: como envolver as pessoas no entendimento disso e em sua prática? 

Treinamento é um dos meios. 

Infelizmente, parece que muitos empresários confundem treinamento com perda de tempo ou com custo. Então se contentam em escrever a missão, crenças e VALORES num quadro da recepção e isso lhes basta. 

Investir em treinamento não é trazer o bla-bla-blá inútil das palestras de motivação para as atividades da rotina do dia a dia. Eu refiro-me aqui ao treinamento que estabelece o momento presente com clareza e compartilha o futuro: 

- a visão dos próximos passos a serem dados, 

- o que a empresa almeja e 

- como fará para buscar suas metas.  

Isso é o que revela o porquê da estratégia, amplia a confiança, a lealdade e o comprometimento dos funcionários.  

O objetivo é levar o colaborador de qualquer nível hierárquico a dizer por si mesmo: “Eu sou a Empresa”, e confundir-se com a organização.  Esta é a união perfeita entre o ser individual e o coletivo, desenvolvendo valores reais, e não imaginários ou utópicos.

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DIFERENCIAL

Abraham Shapiro

Quantos livros você leu neste ano? Se você é como a maioria dos brasileiros, deve ter respondido "nenhum". 

A Federação do Comércio do Rio de Janeiro divulgou pesquisa recente mostrando que 70% da nossa população não leram um livro sequer no ano passado. O dado é preocupante porque ele já é maior do que no ano anterior.  

Em 1920, uma pessoa que soubesse ler e escrever conseguia um ótimo emprego. 

Em 1950, era quem soubesse falar inglês. 

Já em 1965, vencia a disputa da melhor vaga quem tivesse curso superior.

Em 1990 quem soubesse informática estava bem no emprego.

E hoje? Como se consegue as melhores colocações?  

Numa sociedade onde mais de 70% da população não lê livro algum e 75% das pessoas entre 15 e 70 anos das que sabem escrever não compreendem o que leem porque são analfabetos funcionais, quem se dedicar a pelo menos um bom livro por ano e interpretá-lo bem estará em condições superiores às da grande maioria dos concorrentes brasileiros a uma vaga de emprego. Provavelmente ele esteja em situação até de assumir uma chefia. 

Eu seleciono candidatos à gerência para empresas de muitos segmentos. Todos têm faculdade, estudaram inglês, conhecem informática, participam de palestras, viajam para o exterior etc. Mas na capacidade de interpretação de um texto quase todos são uma gigantesca decepção.

Veja só. A regra sempre foi e continua sendo a mesma de todas as ápocas: destaque-se em pelo menos um ponto a que poucos dão valor, e você conseguirá um ótimo emprego. Em palavras bem diretas: “seja agora o que todos só tentarão ser amanhã”.

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SEJA PROFISSIONAL ANTES DE TUDO

Abraham Shapiro

Grande número de jovens acadêmicos me procura para aconselhamento de carreira. Eu gosto. Mas observo que o despreparo com que eles chegam é crescente a cada ano.

Uma comunicativa jovem aproximou-se de mim, manhã dessas, no café, e foi direto ao assunto:

- Professor Shapiro, eu concluí o curso de Administração e comecei um MBA. Quero tornar-me consultora e palestrante de negócios. O que o senhor me aconselha a fazer para conseguir isto?

Eu parei por um segundo e respondi algo que possivelmente a tenha decepcionado. 

- Você deve trabalhar na sua área por pelo menos dez anos -  eu disse. Ler tudo o que for possível e convertê-lo em prática. Se for eficiente, então você terá massa crítica para começar a falar, ser ouvida, e talvez aplaudida!

Então ela propôs:

- E se eu fizer aquele curso de palestrantes em S. Paulo. 

- Neste caso –  eu falei – talvez você deva seguir a carreira de atriz, porque para ser consultora e palestrante em negócios, estará faltando o mais importante: fazer negócios e produzir resultados verdadeiros.

Uma palestra não é uma representação teatral, mas um compartilhamento.

Treinamentos empresariais, consultoria, coaching executivos e tudo o que atrai jovens ávidos pela fama e dinheiro fácil, nos dias de hoje, são áreas cuja performance exige muito estudo e exagerada prática. Não é só interpretação artística, nem memorização. Antes e principalmente, uma palestra deve ser a expressão do domínio de um conteúdo adquirido com esforço e exercício. Domínio, eu disse.  É expertise adquirida, e não desejo.

Convido você a não contratar pessoas  que chegam à sua empresa oferecendo serviços aleatórios... por mais barato que sejam. Mande-os trabalhar antes de quererem aplausos e o seu dinheiro.

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AGÊNCIAS DE EMPREGO

Abraham Shapiro

Em vários países desenvolvidos há leis que protegem o empregado de modo muito mais inteligente do que no Brasil.  Lá, por exemplo, quando o funcionário é demitido sem justa causa, a empresa é obrigada a prestar assistência psicológica e profissional.

Os psicólogos o auxiliam a manter a autoconfiança e a autoestima. 

Na área profissional, normalmente contratam os serviços de uma agência de recolocação idônea para fazer e reencaminhamento ao mercado, conhecido como “outplacement”. 

No Brasil, algumas empresas maduras e responsáveis incluem no pacote de demissão benefícios que amenizem o trauma da ruptura ao ex-colaborador e lhe confiram mais dignidade.

O problema é que poucas agências de emprego estão à altura da qualidade e do desempenho esperado para isso.

As propostas são muitas. Mas a confiabilidade é que é questionável. 

Algumas chegam ao ponto de colher currículos em sites que tenham milhares cadastrados e escolhem uma porção pelo critério do tempo de serviço e cargo que o desempregado ocupou.   Depois, fazem contato com ele e dizem ter a vaga ideal a troco de uma taxa, porém sem garantia. 

O desempregado se entusiasma e paga.  Depois de passar inclusive por empresas de fachada associadas aos trambiqueiros para promoverem as entrevistas é que  vem a desilusão de descobrir que tudo foi um esquema de safadeza ou esperteza. 

Agências de emprego, de terceirização e outros serviços estão em muitas cidades brasileiras. Mas é preciso checar o tempo de mercado e os resultados alcançados antes de fazer a sua escolha,  já que folders, website e propagandas só mostram coisas bonitas. 

É pelo bom desempenho que você saberá, sem dúvida, quem pode lhe atender. 

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O FLAGRANTE POSITIVO

Abraham Shapiro

O verbo flagrar é sinônimo de surpreender. Mas seu emprego em circunstâncias indesejáveis tornou-o quase cem por cento negativo. 

Tenho um conhecido que ficou famoso entre seus funcionários por multiplicar por dez o número de advertências trabalhistas emitidas na empresa após instalar câmeras de monitoramento. Há quem diga não terem sido câmeras que ele instalou, mas uma metralhadora.

Vou direto ao ponto. Não existe só o flagrante negativo. Muitas vezes damos de cara com pessoas fazendo coisas corretas e que superam suas obrigações. Estes são casos de flagrantes positivos.

Já pensou se, em vez de interessados em descobrir erros, buscássemos surpreender os nossos colaboradores e colegas fazendo coisas certas e déssemos a eles um elogio franco? A Psicologia chama a isso “reforço positivo” e mostra que até ratos gostam de ser recompensados pelo que fazem certo num laboratório.  Com pessoas, o poder de um reconhecimento incrementa energia gigantesca no comprometimento e produtividade.

Observe o que os seus funcionários fazem. Aproxime-se deles. Use palavras cordiais – nada de adulação, porque só estraga. Reconheça de modo genuíno o que você os viu fazer.  Quando não estiver bem, repreenda com respeito. Sendo bom, mostre que a empresa precisa mais disso e elogie sua atitude. Não elogie e nem repreenda a pessoa, mas sua atitude.  

Em tempos de criminalidade em patamares de guerra civil neste País, alimentar o bem poderá ser uma solução bem mais eficaz do que planos de segurança baseados em armas e leis.

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COMO ASSOCIAR PESSOAS MUITO DIFERENTES NA MESMA EQUIPE

Abraham Shapiro

O Flavio Siqueira encaminhou-nos e-mail com uma pergunta.

“Estou com responsabilidade sobre um grupo de pessoas muito diferentes entre si. Como fazer delas uma equipe? Como fazer que elas unam suas forças pela nossa causa e metas?”

Prezado Flavio,

A minha consultoria não consiste em dar respostas prontas. Eu me obrigo a conhecer mais profundamente cada situação antes de propor alguma saída ou solução, assim como a sua. Mas posso compartilhar experiências que já vivi. E é o que farei aqui. 

Algumas das pedras mais pesadas no caminho de quem lida com gente diferente no mesmo grupo, são: disputa por território, competição por desempenho individual, desconfiança etc.

Grandes especialistas indicam como saída de sucesso para esta empreitada a imposição de um desafio. Apresente um desafio irresistível a eles – um projeto complexo, a melhoria de um processo, participação numa estratégia, estudo sobre a concorrência etc. 

E se você estabelecer um período curto de tempo para cumprimento da tarefa, a receita estará completa.

Proposta eletrizante com prazo agressivo é a fórmula para os membros da equipe ficarem sem tempo para boicotar um ao outro ou provocar confrontos... e precisar da ajuda dos demais. 

Quando o ser humano participa de algo “maior do que ele mesmo”, tende a se elevar a degraus acima de seus interesses mesquinhos. 

Mas atenção: o líder deve atuar como orientador deste plano. Ele deve promover uma boa reunião de brainstorming e convidar o pessoal a participar oferecendo ideias de como enfrentar e superar o desafio.  

E quanto mais habilidoso este líder for em tornar o desafio interessante e atraente,  melhores resultados surgirão  e ele irá incentivar as pessoas a acreditarem nos objetivos da equipe. 

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