LABIRINTOS

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Abraham Shapiro

Uma das imagens que melhor definem a empresa de hoje é o labirinto. Eles são muitos: labirinto de sentimentos de superioridade e inferioridade, labirinto de intrigas, do jogo de poder, de envolvimentos pessoais, de subjetividades demais e quase nenhuma objetividade, etc. 

Os gurus da gestão enfatizam metas e resultados. Mas, na prática do dia a dia tudo é bem diferente, especialmente porque muitas metas são estabelecidas mais para agradar a um determinado superior do que para estimular a produtividade ou a qualidade, de fato. 

As metas não são apenas importantes. Elas são cruciais. Portanto, o caminho que se toma para atingi-las é que faz toda a diferença. Este é o contexto de que os labirintos confundem as pessoas, ou seja, na busca por atingir os objetivos, as pessoas se perdem e se perturbam. 

Há uma história que traz luz sobre esta situação. 

Dois homens foram colocados em um complicado labirinto. Um deles logo achou a saída. Quando perguntado como fez para conseguir tão rápido, ele respondeu que, cada vez que chegava a um ponto sem saída, voltava atrás e marcava a entrada daquela trilha para saber qual não pegar da próxima vez. Sem isso, ele se confundiria. 

Na vida e nos negócios, grande parte das trilhas leva a lugar nenhum. Há caminhos aparentemente fáceis e que terminam mal. Outros parecem curtos e largos, mas mostram-se longos e estreitos. Todos nós temos oportunidade de descobrir que caminhos são estes – seja por nós próprios ou perguntando para quem já os trilhou antes. Eles poderão nos indicar quais são as vias enganosas e, igual aquele homem, agirmos com inteligência a fim de encontrar o caminho reto e segui-lo até a meta. Isso nos poupará tempo, frustrações e outros desgastes. 

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