SUCESSÃO: A PERGUNTA DEFINITIVA

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ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Uma das questões mais importantes e pouco discutidas hoje na sucessão de empresas familiares é: “Que tipo de ser humano você quer entregar para a sociedade daqui vinte anos?”.

Alguns dirão ser uma pergunta humanista demais. Outros, que o foco devia estar sobre a capacidade de gestão do herdeiro/sucessor com base no argumento de que é isto que gera resultados. Outros ainda pensam que investir na formação acadêmica é suficiente para fazer o sucessor. 

Nas três situações eu responderia com outra pergunta: “Será?”

Já se sabe que, além da capacitação dos herdeiros, a única via para se chegar à escolha acertada do protagonista que assumirá a cadeira diretora é que ele tenha um projeto de vida.  E o passo inicial para esta prática é olhar-se no espelho interior e perguntar com bravura e transparência: “O que eu quero realizar na vida?”

Quem não sabe decidir os rumos da própria vida não tem base forte para pretender fazê-lo em outra situação – menos ainda na condução de uma organização.

Enquanto jovens sucessores buscam competências gerenciais em MBA´s e pós-graduações, o que a realidade do dia a dia lhes impõe é que reflitam sobre valores e princípios antes de sair à caça de competências aleatórias. 

Sucessão não é questão de esperteza ou de força física. Não é mágica, crendice ou intuição.  Um sucessor deve ter em perspectiva clara seus próprios planos. Não só talento.

E o que ele faz hoje com a própria vida é um prenúncio infalível do que fará com as pessoas e com os negócios  no futuro.

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