VOCÊ ESTÁ NA PRISÃO... E NÃO SABE!

Image

Abraham Shapiro

Reportagem em edição recente da revista Veja entrevistou um especialista em inovações digitais. Seu nome: Tristan Harris –  32 anos, da área de tecnologia nos Estados Unidos, atuou na Apple, no Google e outras gigantes. 

Há três anos ele se dedica a uma análise detalhada de como os produtos das empresas do Vale do Silício são desenvolvidos e descobriu que eles não têm como prioridade auxiliar as pessoas a ganharem mais tempo para si. Pelo contrário. Eles visam sequestrar o tempo dos usuários. 

Após ler a matéria, classifiquei o tema como de alta gravidade e importância por tratar-se de um alerta sobre os perigos destas inovações e, como mostrado na entrevista, há riscos comprometedores por trás de ferramentas como o Facebook e outras chamadas mídas sociais.

Isso explica a baixa produtividade e a má gestão idividual das pessoas e dos grupos de trabalho, a exemplo de um vendedor com quem convivi por todo um dia a fim de orientá-lo a estabelecer regras de planejamento de suas metas e o vi preocupado o tempo todo em dar respostas a mensagens que chegavam minuto a minuto. 

Conheço outros que, sob a desculpa de usarem o Whatsapp para a comunicação de baixo custo, gastam mais de 50% de seu tempo de trabalho dedicados a grupos de conversas fúteis, de humor, de situações aleatórias, quando não de promiscuidades e temas moralmente questionáveis.

E o pior de tudo isso é que, ao fechar o mês, eles se lamentam e choram por ganharem mal. 

Talvez esta seja a situação ideal em que se encaixe perfeitamente aquela célebre pergunta: “Qual é o problema verdadeiro a ser resolvido?”, ou talvez: “Por que, de fato, não se alcança resultados?”

Compartilhe esta publicação: