CHEGA DE FALAR EM LIDERANÇA! VAMOS TRABALHAR!

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Abraham Shapiro

Julian Birkinshaw, é professor da London Business School.  Recentemente, ele publicou um artigo em que levanta uma questão importante. Após longos estudos estatísticos sobre a felicidade, ele levantou dados que o fizeram concluir que a maioria dos funcionários está infeliz com seus superiores nas empresas. Uma das perguntas era: “Quando você se sente feliz, com quem você está interagindo?”.  No topo da lista aparecem amigos e familiares. O chefe quase sempre vem por último. Ele conclui que, em geral,  as pessoas preferem ficar sozinhas a interagir com seu chefe.

Em 2.005, foi ao ar uma série de tevê chamada The Office. Ela foi sucesso na Europa e Estados Unidos.  Seus episódios retratam o cotidiano dos funcionários de um escritório em que  Michael Scott é o chefe.  Trata-se de um personagem mentecapto e egocêntrico, que não tem a menor consciência de si, e seus subordinados são muito mais espertos do que ele.

Quando figuras como esta são as que vêm à mente para traduzir o gerente e as pessoas vibram com isso, sinto que o problema dominante na vida corporativa de hoje é bastante delicado.

Eu, particularmente, nunca vi com bons olhos essa tendência de se substituir a palavra gerente ou gestor por líder. Parece mais um modismo do que uma necessidade. O que as empresas precisam mesmo é de gestores que saibam o que têm de fazer e que sejam capazes de decidir como fazer para alcançar resultados juntos de sua equipe. Talvez eles devam ser medíocres competentes para realizarem um trabalho competente com as pessoas de seu time. 

Isto é mais simples e mais factível do que “líder”. 

E como disse o saudoso Peter Drucker: “Entristece-me constatar que, encerrado o século 20, com líderes como Hitler, Stálin e Mao, as pessoas ainda estejam em busca de quem as comande, apesar de todo esse mau exemplo. Acho que tivemos carisma demais nos últimos 100 anos”.

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