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POR QUE PREOCUPAR-SE?

Abraham Shapiro

Preocupação é palavra de origem latina. Significa: “ter opinião antecipada, ou a primeira impressão que uma coisa fez no seu ânimo”.

- Por que nós nos preocupamos? 

- E por que hoje em dia parece que nos preocupamos tanto mais do que em outros tempos?

- Qual é a utilidade de antecipar sofrimentos sobre uma situação que ainda não se definiu? 

Isto é paralisante. 

Tenho um cliente querido que costuma dizer: “Preocupação é medo da moita. E isto pode ser inútil.” E completa: “Não se desgaste antes de saber o que fez a moita mexer. Vai que é só um coelhinho!  Confira,  primeiro. Depois aja!” 

Eu aprendi do meu mestre que “toda preocupação é uma forma de auto-humilhação”. Sim!  E ele explicou: “Preocupar-se é o oposto de  ser confiante”. Ele referiu-se à confiança em si mesmo, em D-us, em que o bem e a justiça sempre vencem o mal.  

Está certíssimo, pois, confiança é o estado mais genuíno de dignidade.  Portanto,  quem se preocupa já está de antemão humilhado por si mesmo.

Quanto mais olharmos para os nossos desafios acreditando que os venceremos, mais progredimos como seres humanos e nos tornamos competentes.

Em vez de se preocupar, não será melhor agir dentro das possibilidades? E caso nada pareça possível, não será inteligente lutar ou mesmo esperar que o melhor aconteça? Isto é muito superior a preocupar-se e render-se à imaginação ou à dúvida, não acha?

Guarde para si: “A preocupação faz qualquer pessoa cair de joelhos frente a efeitos que talvez nem existam como fruto único e exclusivo de fantasias que sua mente criou.” 

Confie! Levante os seus olhos e fixe-os na altitude que alcançaram.

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PROFISSIONAL INSENSÍVEL

Abraham Shapiro

Eu esperava que em tempos de crise econômica nacional as pessoas se tornassem mais tolerantes e pacientes. Mas não é o que vejo. 

Em muitos lugares que frequento existe gente reclamando do patrão, de treinamentos na empresa, dos processos, dos relatórios, dos colegas, do salário e até, sem exagero, dos clientes. Você acredita?

A culpa é sempre de alguém. Ou de algo. Esta é a naturza humana. 

Ao mesmo tempo,  quase nunca encontro pessoas que dizem de si mesmas: “Preciso ser mais produtivo!”; “Quero fazer um curso para aumentar a minha eficiência” ou “Tenho sido egoísta e preciso melhorar”.

Não! A culpa do insucesso é sempre do outro.

Sabe. Um pouco de autocrítica é bom em qualquer situação. Não culpar-se ou condenar-se – jamais! Porém, conhecer os nossos pontos fortes a fim de reforçá-los e os fracos para melhorá-los é um dever profissional. Mais que isso,  deve ser uma exigência da vida. 

Por favor, você que me lê, atente-se para este alerta e me desculpe se eu não for delicado.  Aqui vai: “Não deixe que o seu tempo na empresa lhe faça tão insensível a ponto de esquecer-se do seu tempo sem empresa.” 

Invista em avançar, melhorar, progredir e desenvolver.  O homem é como a terra. Quando não produz bons frutos, produz mato e ervas daninhas. 

Faça a sua escolha e decida como você deseja prosseguir. 

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AGÊNCIAS DE EMPREGO

Abraham Shapiro

Em vários países desenvolvidos há leis que protegem o empregado de modo muito mais inteligente do que no Brasil.  Lá, por exemplo, quando o funcionário é demitido sem justa causa, a empresa é obrigada a prestar assistência psicológica e profissional.

Os psicólogos o auxiliam a manter a autoconfiança e a autoestima. 

Na área profissional, normalmente contratam os serviços de uma agência de recolocação idônea para fazer e reencaminhamento ao mercado, conhecido como “outplacement”. 

No Brasil, algumas empresas maduras e responsáveis incluem no pacote de demissão benefícios que amenizem o trauma da ruptura ao ex-colaborador e lhe confiram mais dignidade.

O problema é que poucas agências de emprego estão à altura da qualidade e do desempenho esperado para isso.

As propostas são muitas. Mas a confiabilidade é que é questionável. 

Algumas chegam ao ponto de colher currículos em sites que tenham milhares cadastrados e escolhem uma porção pelo critério do tempo de serviço e cargo que o desempregado ocupou.   Depois, fazem contato com ele e dizem ter a vaga ideal a troco de uma taxa, porém sem garantia. 

O desempregado se entusiasma e paga.  Depois de passar inclusive por empresas de fachada associadas aos trambiqueiros para promoverem as entrevistas é que  vem a desilusão de descobrir que tudo foi um esquema de safadeza ou esperteza. 

Agências de emprego, de terceirização e outros serviços estão em muitas cidades brasileiras. Mas é preciso checar o tempo de mercado e os resultados alcançados antes de fazer a sua escolha,  já que folders, website e propagandas só mostram coisas bonitas. 

É pelo bom desempenho que você saberá, sem dúvida, quem pode lhe atender. 

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COMO LIDAR COM AS COMPETÊNCIAS

Abraham Shapiro

Talvez você não saiba. Se não, aprenda agora.

Cada pessoa tem uma personalidade. Essa personalidade individual reúne um número de competências adquiridas ao longo de seu crescimento físico e desenvolvimento mental. Por isso, cada ser humano é amplamente diferente de todos os demais.

Você, portanto, tem competências que são só suas. Essas competências são naturais em você, isto é, não requerem nenhum esforço para que você as expresse. Por isso elas se chamam “competências naturais”.

Há outras não tão evidentes. Mas estão aí, em determinado nível de profundidade. Quando necessário, mediante algum esforço, você as põe para fora e as expressa de acordo com a situação. Daí chamarem-se “competências situacionais”.

Existe ainda uma terceira classe de competências. E estas não são naturais e nem situacionais por serem fracas ou ausentes na sua persoanlidade. No entanto, em dado momento da vida ou da carreira profissional, você precisa aprender e adquiri-las.  São as circunstâncias que requerem um grande esforço pessoal. E por serem assim, elas se chamam: “competências atitudinais”,  já que “atitude” é um atributo que exige esforço. 

Vejamos um exemplo simples. A Silvia fala em público com grande desenvoltura desde criança. É  natural nela. Já o Carlos sofria dias antes de qualquer apresentação na empresa. Mas ele se esforçou, frequentou um curso de oratória, praticou e hoje tem um excelente desempenho. 

Quais as competências de que você necessita para melhorar o seu desempenho? Organização pessoal? Trabalho em equipe? Ambição?

Comece eliminado qualquer medo. Depois aprenda, esforce-se, tome a atitude de praticar e você vai conseguir. O sabor da conquista será o seu prêmio. Eu garanto! 

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O TENENTE E O RECRUTA - VISÕES DE LIDERANÇA

Abraham Shapiro

História que li numa revista norte-americana. 

O tenente queria usar o telefone público, mas não tinha uma moeda de 25 centavos. Perguntou, então, a um recruta que esfregava o piso:

- Soldado, você pode trocar uma nota de um dólar por moedas?

- Com certeza, amizade – repondeu o recruta.

Encarando-o com reprovação, o tenente lhe diz:

- Isso são modos de se dirigir a um oficial? Vamos tentar de novo. Recruta, você pode trocar uma nota de um dólar por moedas?

E erguendo-se para a posição de sentido, o rapaz responde:

- Não, senhor!!!   

A psicologia mostra que a baixa autoestima leva as pessoas a buscarem autoafirmação pela exaltação de seu ego e pela humilhação dos que estão a sua volta.

Aquele executivo que extrai prazer pessoal em cancelar compromissos trinta minutos antes do horário combinado é um patético exemplo disso e também do que não se deve fazer em qualquer nível de relacionamento. 

Outro exemplo emblemático desta fraqueza de personalidade é o que se passa na anedota do tenente e o recruta. Até que o oficial não tivesse invocado sua autoridade e submetido o soldado à condição de inferior hierárquico, ele gozava o benefício da troca da nota por moedas. No entanto, o final surpreendente  mostra que o recruta revê sua decisão e nega ao superior o que antes lhe era fácil realizar. Tudo ocorre em resposta à arrogância do chefe confirmando a Terceira Lei de Isaac Newton, conhecida como “Lei da Ação e Reação”.

O orgulho e o excesso de rigor mudam o rumo das coisas para pior. Sempre.

A regra é simples. Faça as pessoas se sentirem importantes ao seu lado e em retorno elas o farão mais importante do que você jamais imaginou ser. O contrário é igualmente válido!

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A SINERGIA É FANTÁSTICA

Abraham Shapiro

Eu gosto muito de falar de sinergia. Mesmo sendo uma expressão desgastada pelo uso manipulado especialmente por empresas em processo de fusão ou aquisição para alavancar o preço das ações, sinergia é uma necessidade da vida, e muito mais dos negócios.

“Sinergia é o poderoso resultado ao qual se chega quando dois ou mais seres humanos respeitosos decidem, juntos, ir além de suas ideias preconcebidas para enfrentar um grande desafio.” Este conceito foi enunciado por Stephen Covey, em seu livro “A terceira Alternativa”.  Um livro de excelência. 

Observe o que ele diz. Só acontece a sinergia entre pessoas respeitosas. Sem respeito, jamais há sinergia. E é curioso. Eu conheci, por exemplo, casais que se amavam, porém, quando perderam o respeito, a convivência tornou-se impossível. Já outros, que se respeitavam, permaneceram juntos e satisfeitos mesmo quando o amor perdeu o colorido.

O fantástico disso é o fato da sinergia não ser um acordo. Sempre que se faz um acordo, alguém tem de ceder uma parcelo daquilo que deseja. Então 1+1 é, no máximo, igual a 1,5. 

A sinergia não decai, mas prospera. Com ela é possível ir além, criar algo novo e empolgante para ambas as partes.  É quando 1+1 é igual a 10, 100 ou mesmo 1000.

Stephen Covey conclui sua definição com as seguintes palavras poderosas: “Sinergia é a paixão, a energia, a habilidade, a emoção de criar uma nova realidade, que é muito melhor do que a anterior”. Ou, de outro modo: “nem a minha ideia e nem a sua, mas a nossa. Uma terceira via.” 

Isto é sinergia

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PERDOE-SE

Abraham Shapiro

Todas as religiões ensinam o perdão: pedir perdão e perdoar. Desde criança aprendemos isso e observamos que as pessoas que compreendem o perdão e o praticam vivem melhor.

Ingrid Bergman, a atriz,  disse que “felicidade é ter boa saúde e memória ruim”. O perdão é o que apaga os maus pensamentos ou julgamentos que só desgastam o nosso "psicológico" e bem-estar.

Como consultor, dentro das empresas, eu me deparo constantemente com algo importante relacionado ao perdão e que as pessoas esquecem ou desprezam pela dificuldade de desempenhar. É o perdão a si mesmo. É o ato de “perdoar-se”.

Perdoe-se por não ser o mais rico, por não ser o mais fino, o mais forte, o que tem a casa no melhor condomínio ou o carro dos sonhos. Perdoe-se por não ser mais bem-sucedido, por não ter estudado no exterior, por não falar várias línguas e não ter lido todos os livros que devia. 

Perdoe-se por não ser o mais destacado ou o mais rápido ou por não ganhar todas as rodadas do "jogo" da vida.

Perdoe-se por ter medo. Perdoe-se por não ser desportista, palestrante ou não saber distinguir entre um vinho de 20 reais a garrafa e um de 1000 dólares. Perdoe-se. Só isso.

E tão logo você tenha se dado esse perdão, então será hora de recomeçar. Só que desta vez, contando com os recursos que você tem de verdade. Com todos eles. Não com os que faltam. Você fará o melhor e dará o melhor de si assim – com este “você” que você é! 

Prossiga a sua jornada, a sua carreira com foco sobre isso, e deixe para trás o inconformismo com o que você não é e não alcançou até aqui. 

Perdoe-se! Apenas e suficientemente isso!

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EU DEVERIA

Abraham Shapiro

Todo mundo vive com algum “deveria”. 

Muita gente é afetada por seus “deveria” de modo satisfatório e positivo. São aqueles que os cumprem e depois se sentem bem consigo mesmos.  Quando fazemos as coisas certas, nós nos sentimos bem e percebemos que a vida tem sentido e propósito. 

Mas há aqueles que não têm uma boa relação com seus “deveria. Eles se sentem pressionados e afogados.  Para eles, os “eu deveria” são uma fonte interior de sofrimento emocional que não para de jorrar.  Por exemplo:  “Eu deveria estar feliz sempre”. “Eu deveria me sentir forte e no controle”. “Nunca deveria me enganar”. “Não deveria sentir raiva”. “Nunca deveria perder tempo”. “Sempre deveria sentir-me produtivo”. “Deveria amar mais”. “Deveria estudar mais”. “Deveria ganhar mais dinheiro”. 

Eu o convido a fazer a sua própria lista de “deveria”.

Os “deveria” geralmente tornam-se “tiranos destrutivos” sobre nós, especialmente quando se transformam em exigências impossíveis de se realizar. A tirania do “eu deveria” é  um sentimento ou obrigação de ser perfeito e, portanto, é como a ordem dada por um ditador opressivo que exige cruelmente só perfeição. “Você nunca devia ser fraco” é uma dessas exigências impossíveis. 

Os “deveria” são inflexíveis, rígidos, inabaláveis e carentes de compaixão por nossas limitações e fraquezas. Ele nunca deixa o indivíduo relaxar porque a pressão de ser perfeito é implacável o tempo todo. E quando reforçados pela pressão social, os “deveria” tornam-se mais intolerantes ainda. Sob o peso destes “decretos”, o nosso comportamento vê-se pressionado, forçado e obsessivo. 


COMO É?

A principal característica de alguém que vive controlado por esta força tirânica é que se sente conduzido e jamais se vê como condutor de sua própria vida. Ocorre uma perda da persoanalidade, da criatividade e da autenticidade. 

E como se isso fosse pouco, os “deveria” também são punitivos. Eles impõem uma mensagem no cérebro, do tipo: “Se você não faz com perfeição, é uma pessoa má”. Sentindo-se um fracasso, a pessoa cai inevitavelmente presa da frustração e da vergonha. O indivíduo odeia a si mesmo e se sente deprimido, frustrado e desprovido de ânimo e vitalidade. 

Mas graças a D-us, há esperança.


O QUE FAZER?

  • O primeiro passo é conscientizar-se dos seus próprios “deveria”. Faça a sua lista. Quando começar a escrevê-los, você verá que são muitos. Alguns óbvios, outros bastante sutis. Mas você deve olhá-los atentamente. 
  • O segundo passo é reconhecer que alguns “deveria” são mentira, uma grande mentira disfarçada em algo lógico.  Por exemplo: posso escutar a mim mesmo dizer que sempre  “deveria” estar feliz. Isto é verdadeiro ou falso? Com certeza é uma mentira, porque estar feliz constantemente, sem jamais provar o mau humor, é humanamente impossível.
  • O terceiro passo é identificar a verdade. Neste mesmo exemplo, a verdade seria: “Tudo bem. De vez em quando me sinto infeliz e de mau humor. Ninguém está feliz o tempo todo”. Ao aceitar a verdade, você sentirá uma mudança perceptível, uma espécie de libertação ou sensação de leveza.  
  • O quarto passo é reconhecer que você não é uma má pessoa. “Não estar feliz todo o tempo não me converte em uma pessoa má, tampouco significa que eu tenha algo mau nem um problema social.” Acreditar nisso seria uma falsidade.
  • O quinto passo é aceitar que você é uma boa pessoa, que tem limitações e é imperfeita. E quando não existe a necessidade de ser perfeito, você então pode começar a descobrir e assumir a verdade sobre si. Viver como uma pessoa imperfeita e limitada requer que abandonemos aquela imagem idealizada ou “inventada” de nós mesmos. E encarar a realidade sempre é doloroso.

Ao darmo-nos conta de que estamos sendo realistas a respeito dos nossos sentimentos e ideias, teremos na prática um indício importante de que começamos a nos libertar da tirania do “eu deveria”. 

À medida que se afrouxa o domínio deste “reino do terror”, você começará a sentir-se mais vitalizado,  sua vida mais dinâmica, e menos como alguém dominado e dirigido.
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Abraham Shapiro é consultor de empresas e diretor do portal profissaoatitude.com.br

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CONFIRA TUDO

Abraham Shapiro

Funcionário com consciência pesada é um perigo. Ele fará tudo para mostrar que não é mau e que não cometeu erro algum. Mas bem aí, nessa atitude pontual, está uma fraqueza.

Um sinal bastante suspeito que funcionários com sentimento de culpa emitem é a insistência  em agir na área onde se situa a falha ou o desvio que eles cometeram. Fique de olho! Eles tentam encobrir seu erro com muitos acertos. 

Uma vendedora sabia que um erro seu afugentou clientes da loja. O que fez ela? Criou uma pesquisa de satisfação, ligou para os clientes ofendidos e registrou respostas manipuladas no relatório que remeteu aos diretores. Mas seu diretor refez algumas ligações. E descobriu a má fé.

Pessoas que verbalizam repetidamente sua virtude de honestidade provavelmente não sejam tanto quanto desejam parecer. Igualmente o paizão que faz pregações sobre o valor da família. Quem é o que é não precisa alardear. 

Direto ao ponto? Controle tudo. 

Implante relatórios descritivos de viagens e outras ações. Verifique a clareza e a fidelidade de notas fiscais e recibos. Moralize operações e procedimentos. E se você é o gestor, submeta-se também a esses relatórios. Para dar exemplo.

Os antigos diziam: "Nem tudo o que brilha é ouro!" Nem todos  que parecem bons, os são. 

Controle, audite, acompanhe recebimentos e gastos e confira informações. Não é uma sugestão. Isto devia ser lei!

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A REAL CHAVE DO LUCRO

Abraham Shapiro

Quando os economistas falam de produtividade, eles se referem a uma relação entre o que se usa na produção de alguma coisa e o que se obtém ao final do processo. 

Já a produtividade da mão de obra mostra quantas horas de trabalho são demandadas para produzir qualquer bem. 

Então me permita perguntar: 

- Qual é a sua produtividade pessoal? Você sabe definir com as suas palavras?

As possibilidades de resposta são amplas. Uma delas pode abordar quanto você consegue realizar no tempo a que se dedica ao seu trabalho.

Um trabalhador norte-americano produz o mesmo que cinco trabalhadores brasileiros em tempo equivalente. Isto é oficial. Aquele é cinco vezes mais produtivo do que estes, inclusive em situações corriqueiras ou domésticas. 

A questão é: quanto vale o trabalho de um americano? E o de um brasileiro?

Depende. 

Se o produto que ambos produzirem for igual e vendido pelo mesmo preço, o operário brasileiro ganhará um quinto do que o americano vai ganhar. Neste caso, o brasileiro sempre será mais pobre do que o americano. 

Mas se o brasileiro ganhar o mesmo que o americano, o produto que ele produzir custará cinco vezes mais. E aí, o país deixa de ser competitivo porque os custos são altos demais.

Como se vê,  produtividade é o fator que determina tanto as perspectivas reais de ganho de um profissional quanto de um país. E isto me faz pensar que qualquer empresário que se preocupasse realmente com a produtividade de seu pessoal ganharia muito, mas muito mais dinheiro do que gastando sua energia nos pontos em que quase todos investem acreditando ser a coisa certa, porém sem retorno algum. 

Produtividade! Esta é a senha de acesso a um mundo real de lucros e de mercados!  

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QUANDO O PIOR TORNA-SE O MAIOR

Abraham Shapiro

Um dos piores vendedores que conheci, o Carlito, tornou-se um campeão de vendas graças ao princípio prático de não desconectar a atenção de nenhum de seus atendimentos. 

A cada visita que fazia observava tudo: o que dava certo, o que dava errado, o que despertava a curiosidade do cliente e as reações frente à apresentação de venda. Ao sair, ele anotava as observações que mereciam ser lembradas mais tarde em seu caderno. As dúvidas, ele levava para discutir com o gerente. Assim, ele prosperou até tornar-se o melhor de todos e ganhar muito dinheiro em comissões e premiações. 

Certa vez eu perguntei a ele qual era seu segredo. E ele disse: "Quando dirijo o meu carro, tenho de manter a atenção o tempo todo para evitar acidentes... tanto se tiver que rodar uma ou quatro horas seguidas. Se eu bobear um segundo, pode ser fatal. No meu trabalho é assim também. Eu fico com a atenção ligada. Então eu vejo os meus defeitos, as minhas qualidades e posso melhorar o tempo todo. Aí eu leio o que é preciso para superar as minhas falhas. Eu só consigo mudar quando decido mudar. Aí eu preciso de energia pra não deixar a peteca cair”. 

Em qualquer área, manter-se concentrado é difícil. Fácil é pensar que a culpa é dos outros e ficar esperando que a sorte lhe sorria numa manhã de céu azul e sol brilhante.

Parabéns, Carlito. O maior vencedor é aquele que venceu a si mesmo! E você levou a medalha de ouro nessa modalidade.

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O FUTURO DOS NEGÓCIOS NA AGRICULTURA

Abraham Shapiro

A coisa está mudando muito no campo. 

No passado, o principal personagem da agricultura chamava-se: roceiro. Progrediu para lavrador. Depois: sertanejo, camponês, homem do campo, agricultor, produtor rural, e, hoje, ele é chamado de: “empresário do agronegócio”.

Não se trata de simples mudança na nomenclatura. Houve evolução real e, por trás desse processo,  um mundo de visões poderosas se esconde e pode ajudar todos os envolvidos com este significativo segmento da economia.

O investidor rural, atualmente, é um empresário com todos os direitos e deveres que a palavra encerra. Mas poucas empresas que fornecem produtos e serviços sabem disso. Muitas talvez persistam na abordagem simplória do Jeca Tatu que tomou banho e aprendeu a vestir-se. Não é isso. E nem trata-se do comprador compulsivo de caminhonetes e imóveis.  

O que o empresário do agronegócio deseja não se limita a detalhes técnicos de produtos. Ele anseia por serviços que adicionem aprendizagem sobre gestão e alcance de resultados nos negócios.  Aquele blá blá bá de vendedor, de pesquisador e outros “ruminantes de descobertas e mágicas” já é totalmente desprezível. Ele almeja por parceiros que tragam utilidades práticas para seu negócio!

Na minha visão, o que virá a seguir é a noção e prática crescentes de valor. Quero dizer: cada vez mais a produção de commodities, como soja, milho e outras, receberá incrementos em termos de produtos, produtividade e qualidade. Detalhe: absolutamente mensuráveis. Estes serão os diferenciais.

Só então sairemos do nível presunçoso e fantasioso de um “Brasil Celeiro do Mundo” para o digno status de país sério e comprometido com as reais possibilidades de uma agricultura produtiva e com qualidade. E o produtor rural é e prosseguirá sendo o grande protagonista deste cenário... como sempre foi. 

Que esse tempo chegue logo!

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O CASO DO PAÇOCA

Abraham Shapiro

Vocês não conhecem o Paçoca. Eu o conheci esta semana. E desde o primeiro momento, tornei-me seu admirador. 

O Paçoca é vendedor de insumos agrícolas para uma empresa que oferece uma premiação aos produtores rurais que, ao comprar seus produtos, registrarem o número da Nota Fiscal em seu website. Quando atingem determinado montante, ganham tevês, aparelhos celulares etc. 

Acontece que, em geral, o consumidor anda descrente de promoções. Assim, muitos dos produtores rurais a quem o Paçoca vendia não estavam dispostos a desempenhar a função de registrar suas notas. 

Frente a este cenário de potencial fracasso, o Paçoca decidiu que, nos dias de chuva, quando não podia visitar clientes, ele faria o trabalho. Ou seja, ele mesmo realizou o cadastramento das Notas Fiscais em nome dos clientes sem que eles soubessem. E quando o limite de pontuação era atingido, o Paçoca pedia que conferissem no site o que lhes era de direito. 

Não preciso dizer que os clientes vibravam e tornaram-se mais que fiéis depois disso.

Note que das várias alternativas – entre elas a de não fazer nada, já que o interesse devia ser dos clientes – o Paçoca escolheu a mais trabalhosa e que talvez jamais fosse sua obrigação. Mas foi isso que o fez exceder seus limites e tornar-se extraordinário. 

A empresa o premiou porque ele bateu suas metas de venda e conseguiu fidelizar clientes maravilhosamente, fazendo apenas um pouco mais do que sua função exigia. Realmente: “para todo esforço, existe uma recompensa”.

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O MEU ENCONTRO COM O SPARTACO

Abraham Shapiro

Estive esta semana com um querido amigo, o Spartaco Puccia, diretor de uma das mais importantes e premiadas agências de Marketing e Propaganda de Londrina.

Sempre que eu o encontro, aprendo muito. Desta vez, o que veio valeu muito para mim, e por isso quero compartilhar com os meus leitores.

Disse-me o Spartaco que em qualquer situação é preciso considerar o ponto de vista do cliente e não desprezar o que ele sabe. Entender sua visão da maneira mais completa possível é ato de consideração, pois, se ele permaneceu no mercado durante algum tempo, suas escolhas tiveram valor – por mais que contradigam as regras do marketing ou dos livros de negócios.

Eu adorei ouvir isso, até porque, há poucos dias, os diretores de uma tradicional empresa do interior de S. Paulo solicitaram-me que eu avaliasse uma dificuldade que estão enfrentando no mercado em que atuam. Em reunião na empresa, eles verbalizaram sua descrença em consultorias porque há pouco tempo contrataram os serviços de um consultor que promoveu mudanças no logotipo, na papelaria interna e adquiriu pacotes de propaganda na tevê sem que precisassem. E o problema que desejavam resolver continuou lá. Triste saber. Porém, nesta crise de desemprego, serviços de consultoria e coaching viraram coisa mais comum do que pipoca em porta de cinema.

O Spartaco está certo. Deixe o cliente falar. Não pense que você sabe mais do que ele. Faz mal pensar assim. Só depois de ouvir bem seus anseios e visões comece a analisar suas necessidades reais. Isto será saudável para todos, e, com certeza, fará um cliente satisfeito. 

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DAR CARONA PODE SER TERRÍVEL

Abraham Shapiro

Dividir o espaço no carro para ir trabalhar ou estudar pode ter muitas vantagens. Nas grandes cidades, os motoristas economizam nas despesas com o veículo, os passageiros garantem mais comodidade em seu deslocamento e o trânsito caótico se vê mais aliviado com menos carros nas ruas. 

Esses benefícios facilitam a vida de muitas pessoas que estão aderindo à prática da carona solidária. O conceito surgiu com o objetivo de evitar o uso do carro por apenas um ocupante. Consiste em fazer com que duas ou mais pessoas que percorrem trajetos iguais ou parecidos usem o mesmo veículo, dividindo os custos. E com a Internet, isso é muito mais fácil. 

Assim, nesta relação temos dois personagens: o caronista – que usufrui da carona –, e o caroneiro: que faz a gentileza de compartilhar o carro. 

Os tempos atuais fazem da carona uma solução econômica, logística, urbana e muito mais. Mas existem resistências porque muitos resistem a ser solidários a esse ponto. 

O que faz muita gente pensar mil vezes é a falta de educação dos caronistas. Eu mesmo, pouquíssimas vezes vi pessoas educadas ao usufruir de uma carona. Quase sempre acaba havendo uma inversão de poderes. Quem manda em tudo é o caronista e, ao final, o dono do veículo é quem se obriga a ser e estar disponível. Ele se torna quase um motorista.

Isto me faz pensar em  quantos problemas ambientais, sociais e outros advêm do baixo nível de educação das pessoas. De fato, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver com ou pouco mais de humildade e gratidão.
    

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OUTRA FÁBULA DO ZÉ FLÁVIO COM FINAL SURPREENDENTE

Abraham Shapiro

O José Flávio Garcia me traz uma nova história cada vez que nos encontramos no Café. Desta vez, uma mulher tinha um papagaio e um gato. Seu desejo era ver o gato falar. Ela lhe pedia insistentemente que aprendesse com o papagaio. Mas é claro que nada acontecia, até o dia em que teve uma ideia: matar a ave e dá-la como almoço ao gato. Ela imaginava que o dom da fala seria transmitido ao felino. De nada adiantou. 

O tempo passou até que, certo dia, surpreendentemente o bichano chega a ela e diz nervosamente: 

- “Senhora, saia daqui o mais rápido possível, pois a sua casa vai desmoronar.” 

A mulher, encantada com a realização de seu grande sonho, começa a gritar efusivamente. E o gato insiste:

- “A sua casa vai ruir.... saia já daqui!” 

De  nada adiantou. A casa desaba, a mulher morre e horas depois, via-se o gato caminhando com um amigo seu, dizendo: 

- “Pois é. E quando, enfim, eu abri a minha boca e resolvi falar, ela não me deu a mínima atenção!”

Moral da história: Quase sempre as pessoas se maravilham com seus desejos e sonhos, mas acabam se esquecendo daquilo que é mais importante.

Na vida e no trabalho é preciso sabedoria para discernir e definir as prioridades. Sem isso, perde-se tempo, energia e, D-us nos livre, a própria vida em admirar coisas fúteis, enquanto se deixa escapar o que tem valor real. 

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O CASO DA EMPADINHA FRIA

Abraham Shapiro

Parecia linda a vitrine do Café, famoso por bons e deliciosos produtos. Pedi uma empadinha de palmito. Quando a atendente a serviu, junto do café espresso, parecia uma esponja. 

Pedi que ela trocasse e, desta vez, que aquecesse o salgado no forno elétrico em vez do microondas. Ela fez isso. Mas assim que o pratinho pareceu quente a seu toque, ela o tirou do forno e trouxe à mesa. Agora, o prato estava pelando, mas não a empada. Então eu desisti. Comi fria mesmo.

Quando a gerente chegou, narrei-lhe o acontecido. E para a minha surpresa, ela desabafou:

- Eu sinto muito, Sr Shapiro. Isso é comum aqui. São tantas falhas que eu mal posso usufruir das minhas folgas. O patrão exige que eu trabalhe sábados, domingos e feriados por conta dos erros do pessoal. O que o senhor sugere para resolver isso?

E eu lhe respondi:

- Erros neste nível mostram ausência de processos e de treinamento. Vocês deviam ter processos padronizados para cada atividade: desde como fazer uma empadinha até como servi-la, por exemplo. E isso vale para tudo, até para como servir uma água à mesa. Essa atendente quis fazer o melhor. Mas ela não tem referência sólida de como fazer. 

No trabalho e na vida, quando falta conhecimento as pessoas agem por si, e acreditam estar fazendo a coisa certa. Ao criar um conhecimento padrão de “o que fazer”, “como fazer”  e treinando-as nisso, elas saberão, enfim. É simples. É trabalhoso. Mas resolve. E como resolve! 

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REPUTAÇÃO EM TEMPOS DE MÍDIAS SOCIAIS

Abraham Shapiro

Manter-se conectado faz parte do trabalho de quase todo mundo, hoje. Mas isso eleva o risco de se fazer besteira à décima potência.

Uma recente pesquisa feita pela consultoria Ralf & Betzger com três mil gerentes brasileiros mostrou que 70% deles já cometeram algum erro na hora de enviar e-mails. E com a massificação dos smartphones, isso ampliou muito.

“Comportamento Digital” é um novo e forte quesito considerado na formação e desenvolvimento de colaboradores e líderes, vez que equívocos virtuais afetam frontalmente a imagem profissional e consequentemente a da empresa também. Mais do que se imagina.

Eu concordo que as redes sociais possam ser usadas para gerar negócios. Mas aquele pessoal de vendas que está sentado, olhando para a telinha do celular e digitando coisas aleatórias, dificilmente fará negócio. E isso vale para todas as outras áreas. Fofoca, passatempos e piadas só desperdiçam oportunidades. E é espantoso o despreparo das pessoas em relação ao uso das ferramentas de comunicação e interatividade. Parece que ninguém se preocupa.

Será bom saber e levar em conta que todos os processos internos de promoção funcional e de admissão avaliam o perfil no Facebook e a expressão em grupos de Whatsapp do candidato. Isto revela “n” pontos negativos e positivos invisíveis às entrevistas tradicionais e influenciam intensamente tanto sua pontuação quando a decisão final. Já é uma constante em todos os processos de que tenho participado nos últimos três ou quatro anos.

Assim, é salutar evitar exposição demasiada em ambientes virtuais. Quanto mais, maior o risco de deslizes. Reduzir a informalidade é prudente.

Diminua a zero qualquer nível de sentimento de liberdade que possa lançar dúvida sobre a sua integridade e os seus reais valores pessoais.  Tudo o que se faz na Internet é público. Então sorria! Você está sendo observado o tempo todo. 

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A DESGRAÇA DAS METAS MAL ESTABELECIDAS

Abraham Shapiro

Alô, alô gerentes de vendas. Permitam-me lembrá-los de algo vital. Não cedam à tolice de estabelecer metas impossíveis para a sua equipe. 

Recentemente, conversei com um gestor que me fez lamentar tristemente por sua miopia, e temer pelo mal que certamente causa a seus funcionários. Ele insistiu num discurso de mais de meia hora em que “metas devam ser o mais elevadas quanto possível porque só assim a equipe mantém-se ligada e comprometida”. 

Não sei de onde ele tirou essa bobagem ou se é tonto suficientemente para tê-la criado. Mas como consultor há vinte anos nos mais diferentes segmentos de negócios, eu não abro mão de que metas impossíveis de serem realizadas causam dois efeitos:

EFEITO 1. Sobre a equipe: a garantida desmotivação acompanhada do sentimento de derrota prévia dos vendedores e  

EFEITO 2. Sobre o gestor: o desgaste ou a depreciação profissional cada vez que deve explicar aos superiores o porquê do time não ter alcançado o número.

Na prática dos negócios, o estabelecimento de quaisquer metas relaciona-se poderosamente com outra palavra crucial nesse contexto. É a palavra “consistência”, ou seja, qualquer meta deve ter consistência desde sua concepção até sua realização.  Há técnica para isso. 

Essa consistência é alcançada quando se leva em conda as condições do mercado, da empresa, de cada membro da equipe, dos clientes, da região onde se atua, do composto de Marketing etc. E isso é a tarefa de casa do gestor. 

Não se trata de sonho, nem do desejo de impressionar um diretor ou sócio.  Isto seria um autoengano. Mas haverá alguma vantagem em se enganar um tolo?

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MURPHY TINHA OU NÃO RAZÃO?

Abraham Shapiro

Você acha que a Lei de Murphy está certa? 

Diante do fato de que “se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”, penso que Murphy tinha razão. E além do mais, é bom de vez em quando rir de irreverências como esta, ainda que elas nos façam chorar de raiva em outros momentos da vida.

Existem ideias semelhantes às de Murphy. E elas também nos fazem pensar.

Veja esta:

- Se você não perde a cabeça quando todos ao redor já perderam, talvez você não esteja entendendo a situação.

Outra:

- Para cada problema na humanidade existe uma solução simples e clara, e esta será sempre a solução errada.

Mais uma

- Depois do último dos 16 parafusos ser retirado de uma tampa, você irá descobrir que removeu a tampa errada.

- Não importa quanto você pesquise antes de comprar um produto. Depois que comprá-lo você descobrirá que ele está à venda em outro lugar, por preço menor.

- Quando o avião em que você está se atrasa, a aeronave com o qual você faria conexão estará no horário.

- Todo objeto cai de modo a causar o maior prejuízo possível. A chance de uma torrada cair com o lado besuntado de manteiga para baixo é diretamente proporcional ao valor do tapete.

E para finalizar, leia e pense nisso:

“Não force. Use um martelo maior. E lembre-se que funciona melhor quando você liga na tomada”.

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