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A VERGONHA DE FALAR COISAS SEM SABER

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Certa vez, um diretor chegou até mim e solicitou-me que lhe desse um feedback de 360 graus a seu respeito. Eu me surpreendi com o pedido porque demonstrava que ele não fazia ideia alguma do que me pedia.

Aliás, isso é típico na nossa sociedade, especialmente em empresas. O pessoal não estuda, mas quer parecer bem informado; ouve um fulano qualquer citando, por exemplo, feedback de 360 graus, gosta da expressão, e sai por aí cometendo dois grandes pecados –  o primeiro:  não perguntar a fim de  saber; e o segundo: não pesquisar.

Ele/ela acha que sabe, e em seguida sai por aí falando como se dominasse o tema. Um dia, cai do cavalo e passa vergonha desnecssariamente.

Em rápidas palavras, feedback de 360 graus não advém de um só personagem, mas de todos aqueles com quem a pessoa se relaciona na empesa - ou em qualquer sistema de que faça parte. Ele é a soma dos feedbacks emitidos em todos os níveis do organograma - acima, abaixo e "dos lados"  do colaborador em referência. Há empresas que acrescentam, até, fornecedores, parceiros e outras instituições externas com alguma relação com o fulano.

Agora que você já sabe, por favor, use o conhecimento mínimo corretamente. Por isso, agora e sempre será prudente pesquisar um pouco para saber mais.

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ESTE INIMIGO CHAMADO COMODISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

As pessoas  se acomodam. Elas se conformam em ser “mais ou menos”. A maior parte das vezes elas são “menos”, mas acreditam em que poderão vencer na vida de uma hora para outra e se tornarem “mais”.

E eu, realista como sou, lhes pergunto:

- “Será? Como? Ou... de que jeito?”

Elas mesmas não sabem. Apenas têm fé em que as coisas vão mudar.

Na prática, as situações não mudam apenas com fé ou uma crença poderosa. Tudo neste mundo requer atitude, esforço.

Olhe para a crise econômica que ainda sacode o Brasil. Estamos – cada um de nós – sendo intimados a desenvolver muitas e novas competências em todas as áreas da vida. Para conseguirmos isso, precisamos  melhorar a nossa situação pessoal individual e ajudar os outros também a mudarem – de acordo com a necessidade.

Esforço!

Esforço para alcançar objetivos!  É disso que estamos falando. 

Cada minuto é um novo tempo; é o início de um ano novo. E enquanto eu falo, ele chegou, já está aqui;  já é fato. E este fato só é real para aqueles que têm consciência e o assumem com verdade e coragem.

Quer mudar a sua vida? Descruze os braços e não leve as mãos aos bolsos –  use-as para fazer algo de valor, e canse-se muito antes de pensar em descanso e feriados.

É tempo de se esforçar.

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COMO CONDUZIR REUNIÕES NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um roteiro racional sobre como conduzir uma reunião de diretrizes na empresa. Sugestão: a frequência poderá ser semanal ou, no máximo, quinzenal. Importante: estabeleça um tempo de duração da reunião para que não se torne enfadonha.

1. Abertura:  Um tema concernente ao momento poderá ser colocado em pauta. É conveniente que o dirigente faça as considerações de abertura em função de sua visão pessoal ou de um direcionamento que deseje dar ao grupo, como um todo, relacionado às principais pautas da reunião em curso.

2. Chamada das pendências: É o espaço da reunião no qual será feita a chamada de todas as pendências que foram estabelecidas como alvos a serem atingidos na última reunião. É preciso que a condução deste momento seja muito organizada a fim de se evitar confusões, discussões desnecessárias ou exposição de vaidades.

3. Problemas no cumprimento das pendências: Os problemas enfrentados por quem assumiu compromisso de tarefas na última reunião são apresentados com o fim de se solicitar orientações, novas idéias e auxílio. Um novo prazo poderá ser solicitado na execução da tarefa e ela torna-se, automaticamente, um novo compromisso.

4. Próximos alvos a serem atingidos: As ações a serem estabelecidas na próxima semana são discutidas, os prazos são fixados e todas as considerações dos colaboradores envolvidos são feitas.

5. Possíveis obstáculos: Haverá algum obstáculo previsível ao cumprimento das metas da próxima semana? É o momento para se exercitar a proatividade e não o medo ou a reclamação. Há também, neste espaço, a possibilidade de negociação.

6. Diretrizes e encorajamento:  O dirigente emite as diretrizes em relação a tudo o que foi tratado e encoraja (motiva) os participantes a enfrentarem seus  objetivos.

7. Final: O dirigente utiliza este momento para agradecimentos, reconhecimentos públicos, motivação e fortalecimento à equipe.


LEMBRETES IMPORTANTES

- Se possível, redija uma  ata da reunião. Ela é um compromisso de todos por escrito. Evitará sérios problemas de lembrança amanhã.

- A finalidade da reunião é aumentar a eficiência de cada um, por isso, o papel do Dirigente é esclarecer dúvidas que pairem sobre as responsabilidades de cada um perante as tarefas a serem desempenhadas e comunicar segurança.

- Pessoas que se sentem bem consigo mesmas produzem bons resultados.

- Produtividade é mais do que apenas quantidade de trabalho realizado. É também qualidade.

- Ser didático ao máximo em relação a qualquer nova ideia. Uma vez entendida, não é necessário repetir.

- Evitar longas falas. Ser objetivo e conciso.

 

 

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O COMPRADOR MENTIROSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Meu amigo vendedor chegou ao comprador de uma empresa e ofereceu seus produtos. O comprador disse que os produtos atendem, e que havia uma perspectiva de negócios dentro de sessenta dias. Poucos dias antes que o prazo se cumprisse, o vendedor voltou àquela empresa. Desta vez, no entanto, o comprador declarou já ter fechado negócio com o concorrente duas semanas antes daquela data. Ou seja: tudo o que disse na primeira visita era mentira e o vendedor só perdeu tempo.

Eu pergunto qual teria sido o problema dele ter dito da primeira vez: “Muito obrigado pela oferta, mas eu tenho preferência por outra marca” ???

Por que mentir?  Para parecer-se bonzinho? Ou é falta de coragem de enfrentar a realidade?

Se o comprador expusesse os motivos pelos quais não queria os produtos da empresa deste vendedor, teria sido honesto, ético e somaria valor a seu perfil profissional e à empresa em que trabalha.

A vida é uma sucessão de fatos – acho que todos já perceberam isso. Você nunca sabe quem irá cruzar o seu caminho e muito menos quem irá reencontrar. Portanto, é importante tratar  bem todo mundo. 

Amanhã aquele comprador mentiroso poderá precisar da referência do vendedor para conquistar, digamos, uma nova vaga de emprego. O que você acha que o vendedor dirá sobre ele? Com toda certeza do mundo dirá a verdade. E a verdade é que o tal comprador não passa de um mentiroso descarado.

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O SUCESSO DE UM MODO COMO NUNCA SE VIU

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Sabe o que a sociedade lhe diz a toda hora e talvez já tenha se tornado verdade absoluta na sua mente? Que você só será um sucesso quando tiver coisas para mostrar aos outros. Enquanto estes itens palpáveis e caros não estiverem na sua posse, você não é nada e nada vale.

É trágico! O cenário em que se desenrola a vida daqueles que professam este credo é triste e infernal. Enquanto não conseguem ter o que mostrar aos outros, eles se julgam vítimas do azar e desprezíveis.

Ocorre que o nosso sistema interior está programado para funcionar diferente disso. Ao contrário, eu diria. E você precisa saber disso antes que seja tarde.

O respeito que você e qualquer ser humano necessita ter por si próprio –  e que se chama autorrespeito – só existe quando você se vê realizando um ideal. Quanto mais tiver consciência de que está se esforçando por um  propósito e, com isso, desenvolvendo-se como ser humano, mais você encontrará prazer em viver.

Então, em vez de preocupar-se em juntar coisas, tenha um ideal e lute por ele. Dê o melhor que pode. E não se esqueça de que mantendo o foco nisso você já é um sucesso! Mesmo que as coisas não funcionem exatamente como espera, saiba “o que” você está fazendo e “por que” o faz para não se desviar da meta. Saiba e conscientize-se.

A única coisa sobre a qual você e eu realmente temos algum poder de controle é o esforço que investimos nas nossas buscas.  Daí, quanto mais esforço pusermos em realizar o nosso ideal, mais respeito teremos por nós próprios. Isto, sim, é sucesso.

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VÁ PARA BEM LONGE DO NEGATIVISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ter pessoas negativas num grupo de trabalho quase sempre é sinônimo de perdas ou déficit. Não é preconceito. É constatação.

O motivo é óbvio. Quem pensa negativo e só enxerga obstáculos sem fazer a contrapartida positiva, não faz fluir a criatividade e nem a imaginação. Esta pessoa terá problemas de desempenho e de comprometimento em tudo o que fizer. Olhe para a vida dela e você não encontrará área alguma em que se saia bem. Vê o perigo que isso representa?

Os antigos tinham uma forma muito interessante de expressar este raciocínio. Eles diziam que “a Divindade não repousa sobre quem é negativo”. Pensando por esta ótica, o negativismo não produz alegria.  Por isso, é bem provável que o indivíduo negativo tenha uma vida mais sofrida e desolada, porque tende à tristeza.

O problema é que a energia e os pensamentos negativos são muito mais “pesados” do que o pensamento positivo. Daí ser preciso o dobro de força para ser negativo do que para ser positivo. E é por isso que passar algum tempo junto de alguém que vive pelo modo negativo de ser causa mais cansaço. Você se sentirá extenuado como se tivesse passado horas carregando pedras. Estudos feitos pela neurocientista Tali Sharot, da Universidade de Londres, mostraram que uma pessoa que pensa negativamente nas chances de vir a ter câncer, tem funcionamento dos lobos frontais do cérebro de maneira completamente diferente, como que em alerta; e quando encara a situação com mais positivismo e esperança, o cérebro trabalha melhor e consome menos energia.

Saia fora do negativismo. Isto é paralisante. Equilibre-se e dê força ao positivo dentro dos seus pensamentos, porque as pessoas negativas são aqueles que sempre têm um problema para cada solução.

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OUÇA-ME ENQUANTO EU FALO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Todos nós temos audição seletiva. É a tendência de desprezar alguns sons, e nos concentrarmos somente naquilo que julgamos importante. Julgamos, eu disse. Isso não significa certo ou errado.

Quando alguém  está falando, quase sempre estamos pensando à frente do que ele diz. Enquanto isso, tudo passa pela mente: podemos estar preparando a resposta ao que está sendo dito, ou divagando sobre o fim de semana, ou lembrando dos gols da rodada, ou pensando na linda garota que acabou de passar, enfim,  é quando mais sonhamos acordados. Resultado: perdemos o rumo da conversa.

Quantas vezes você já tentou pegar o fio da meada com uma pontinha de culpa por ter percebido que a outra pessoa já esperava uma resposta e você nem fazia ideia do que ela acabara de perguntar?  

Este é um péssimo comportamento. E até mal educado. Caso você o tenha, concentre-se em corrigi-lo. E vai aqui uma dica.

Enquanto conversa com alguém, decida fazer-se presente – de corpo e alma. Mantenha-se ligado. Valorize cada detalhe. Dê atenção olhando e ouvindo a pessoa que fala. Ou você escuta e processa tudo o que ela diz, ou você continuará perdendo grandes oportunidades. E se você ainda estiver lendo, não vá dizer amanhã que eu não lhe adverti!

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FAÇA A SORTE SORRIR PARA VOCÊ

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Como está o seu desempenho no trabalho? Não consegue deslanchar na sua função e produzir resultados?

Isto lhe faz pensar que mudar de posição, de área ou mesmo de empresa resolveria?

Eu lhe direi francamente: - Está errado!

Se este é o cenário em que você se vê, hoje, muito cuidado. Mudar de lugar ou de ambiente não resolverá! Mude, sim, de ideia, de pensamento... e depois, de comportamento.

Sinto dizer que, por ora, você “está incompetente”.

Calma! Incompetência não mata. Mas requer tratamento para que tenha cura.

Mudar de lugar ou de função só fará você  constatar que a sua incompetência irá junto, como que grudada em você.

Só se resolve  incompetência com estudo, dedicação, trabalho duro, aprimoramento,  boas práticas e todos os sinônimo destas expressões. Com palavras simples:  treinamento, capacitação e mudança de atitude.

Caso você insista em achar que  não produz resultados por falta de sorte ou pelo fato do seu chefe não gostar de você, reflita  numa máxima do grande Thomas Jefferson, importante personagem da História dos Estados Unidos: “Eu acredito muito na sorte. E quanto mais duro trabalho, mais sorte eu tenho”.

Amplie a sua competência e você verá que, enfim, a sorte lhe sorrirá, porque a incompetência é como um incêndio – quanto mais se demora a agir, mais ela destrói.

 

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VOCÊ SABE QUAL É O SEU PAPEL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Qual é o seu papel?

A palavra “papel” já é de uso comum em muitos contextos, e tem origem na dramaturgia. Ela indica a parte assumida por um ator em uma peça teatral,  ou filme.

No dia a dia, o seu papel é o que você demonstra através das suas atitudes  e, igualmente importante, o que as pessoas conseguem interpretar  do seu modo de agir.

Imagine, por exemplo, que um policial pare o seu carro numa rodovia, e ao se aproximar, quando você já preparou o documento do veículo e a sua carteira de habilitação, ele lhe pergunte:

- “Você já ouviu a piada do papagaio?”.

O que você sentiria diante disso?

A maioria de nós não iria se divertir nem um pouco. Este policial se desviou de seu objetivo profissional e frustrou a nossa expectativa. Nós esperávamos que ele se desempenhasse de outra forma.

Então, repito a pergunta: “qual é o seu papel?” No trabalho você o desempenha como esperam? Você está consciente dele e mantém essa consciência? Ou perde a linha em meio a comportamentos que confundem as pessoas,  como aquele policial piadista?

Descubra qual é o seu papel e viva-o com assertividade e seriedade, jamais por atitudes duvidosas. Se você não está bem informado sobre como fazer isto, procure  ajuda.  Só não se apegue às suas próprias conclusões, especialmente quando se sentir em dúvida, porque, hora dessas, o que você acha poderá provocar grandes perdas.

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CIRURGIÃO ATRAVÉS DE LIVROS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ouvi um empresário dizer a um de seus funcionários:

- “Eu não preciso de formação alguma. Aprendo e faço qualquer coisa que eu desejar ou precisar. Se tiver de fazer uma cirurgia cardíaca, por exemplo, eu vou descobrir quais são os dez melhores livros do mundo desta área, estudá-los e  farei a tal cirurgia!”.

Eu não suportei tamanha petulância. E mesmo convicto de que nunca devo permanecer diante de um bode, atrás de um jumento, ou a qualquer lado de um tolo, dei o meu palpite:

- “Creio que, mesmo lendo todos os livros já escritos nesse planeta sobre como tocar piano, você jamais interpretaria uma sonata de Beethoven ou uma Fuga  de Bach. Nem  a mais simples delas!”

Eu acredito no autodidata – pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.

O autodidatismo é alvo de estudos acadêmicos devido especialmente à expansão dos sistemas educacionais online. Tais estudos visam a compreensão das práticas pedagógicas, a relação entre o uso de tecnologia e a concepção de conhecimento e educação envolvidas no processo.

Dentre autodidatas famosos, podem ser citados o 16º presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, os escritores Ray Bradbury, Machado de Assis e o polímata Leonardo da Vinci.

Gosto muito de ler e fui criado no meio de montanhas  de livros. Mas já vivi bastante para saber que tudo o que se faz neste mundo requer teoria, prática, sensibilidade e uma boa dose de repetição, de modo a levar os resultados desde o nível medíocre até ao da máxima expertise. É assim com o cirurgião, com o músico instrumentista, com o lapidador de diamantes, com o designer, o pedreiro, o marceneiro ou o mecânico.

E por estes comentários, acabo de declarar a razão por que não vejo com bons olhos jovens recém-formados ocuparem a posição de professores universitários. Se eles realmente forem bons, só o serão na teoria. E teoria nas áreas profissionais, como todos sabem,  é, na melhor hipótese, a terça parte de tudo o que se deve saber.

 

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APRENDA A SER O MELHOR NEGOCIANTE DA PRAÇA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Numa de suas batalha, Napoleão Bonaparte  pessoalmente dirige-se a seus homens.  Emocionado, o general faz um discurso pela pátria, e diz:

- “Soldados. Chegou a hora definitiva! Vamos atacar o inimigo. Agora será um combate homem a homem, corpo a corpo!”

Naquele batalhão havia um soldado Judeu, pertencente a uma família de tradicionais negociantes. Ele detestava guerras. Ingênuo em assuntos militares, mas excelente nos negócios, não se envergonha em levantar sua voz dirigindo-se a Napoleão, e faz-lhe uma proposta:

- “Perdoe-me a pergunta, senhor. Seria possível indicar-me qual homem será o meu? É que talvez eu possa negociar diretamente com ele e evitar maiores encrencas”.

Todo bom negociador tem um objetivo.

Imagine-se, por exemplo, comprando uma geladeira. Se você tem dinheiro vivo para pagar, você não é um fulano qualquer.  Todo mundo, hoje, compra a crédito. Não você nesta ocasião.

Vamos analisar este fato sob outra ótica. Você está “vendendo” o seu dinheiro. O lojista deseja o seu din-din mais que qualquer outra mercadoria no mundo. Ele vai lhe pagar com uma geladeira.

Então, negocie! Crie uma concorrência, pois, quanto mais pessoas quiserem o seu dinheiro, mais valor terá.

Como fazer isso? Vá a outras lojas. Veja o que elas fazem para ficar com o seu dinheiro dando em troca uma geladeira. Depois mostre àquele primeiro lojista o que ele já sabe: que as outras lojas estão loucas pela sua grana. É assim que você aumenta o seu poder.

Prossiga até conseguir a melhor geladeira que o seu dinheiro pode comprar.

Mas lembre-se que para ser um ótimo negociador você precisa de muita prática. Esta prática assídua e progressiva lhe dará autoconfiança na medida.

Para ser um negociador de sucesso você terá de conseguirá andar sobre as águas. Não se surpreenda com esta minha dica. O segredo de andar sobre as águas – desde quando alguém fez isto e ficou famoso – é saber, de antemão, onde é que estão as pedras sobre as quais você irá pisar e estabelecer o caminho mágico aos olhos de todos os que o virem.

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ESCREVER BEM É DIFERENCIAL DE SUCESSO NA CARREIRA

AVRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Houve um escritor que declarou haver três regras para escrever um bom romance. E completou: “o problema é que ninguém sabe quais são”. Escrever um bom relatório ou uma proposta eficaz também é assim. A questão não são as regras, mas sobretudo “o que funciona” e “o que não funciona”.

A maior satisfação da vida profissional é constatar que aquilo que você escreveu causou o impacto que desejava, e foi persuasivo. Isto acontece quando as pessoas usam o seu texto para algum fim. Eu me sinto com a minha missão cumprida quando os meus textos servem para ajudar as pessoas a serem melhores ou a trabalhar com mais assertividade.

Um texto bem escrito consiste de palavras simples e curtas, e de parágrafos breves, fáceis de ler.

Sempre é possível transformar tudo numa linguagem clara, legível e objetiva. Exige conhecimento e treinamento.

Escrever é uma habilidade pouco desenvolvida entre jovens recém-formados, já que a maior parte das universidades dá pouca prioridade à escrita em seus cursos. Alguns professores, infelizmente, só criticam ou fazem piadas sobre as expressões ridículas de trabalhos e provas de seus alunos.

Profissionais bem-sucedidos em quaisquer áreas se comunicam bem quando escrevem. Aliás, eles não teriam chegado aí sem dominar esta arte. E os que têm dificuldades, contratam o auxílio de tutores ou coaches para lhes dar conhecimento de gramática e redação.  

E quanto a você? Se a sua escrita não é satisfatória, o que está esperando? Mexa-se. Sua vida profissional pode estar em apuros. Comece a estudar português e redação hoje mesmo. Invista naquilo a que poucos dão valor. As suas chances de sucesso se ampliarão exponencialmente. Eu garanto.

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COMO AZARAR A VIDA DO FUNCIONÁRIO COM UM FEEDBACK

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Se você ignora uma criança, ela chamará a sua atenção de leve.   Caso ela não consiga seu intento, então fará barulho, vai chorar ou gritar.

Com adultos também é assim. Um prisioneiro confinado na solitária é capaz de qualquer coisa para sair dali, incluindo melhorar seu comportamento por um tempo,  só para evitar a situação com pouca ou nenhuma interação com outros.

Na administração, um recurso importante no relacionamento construtivo chama-se “feedback”.  É a ferramenta que permite a uma pessoa conhecer como seus superiores avaliam seu desempenho e conduta com o objetivo de reorientar ou estimular comportamentos mais adequados dali em diante.

Dar feedback não é gentileza, é necessidade. Por isso algumas empresas instituem o feedback periódico do gestor a seus subordinados – o que requer acompanhamento e entendimento real de todas as situações que se passam com os membros de sua equipe, o que nem sempre acontece.

Chega a data do feedback. Lá vai este “gerentão banana” abrir  a boca para falar aleatoriedades e platitudes – coisas que acabam por prejudicar o desempenho do subordinado em vez de fortalecê-lo. E cá entre nós, é imenso o número de gerentes incompetentes e tolos que, por estarem a um passo de ser vistos como tais, fazem o que fazem somente para justificar seu cargo e salário.

Sim, os estragos que estes imbecis podem causar por falar besteiras em seus feedbacks são bem piores do que feedback nenhum.

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SER LÍDER DE VERDADE: O QUE É? COMO É?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Empresas não precisam de líderes. O que elas precisam é de liderança.

É um erro fixar o pensamento na imagem estereotipada do líder como uma figura cheia de capacidades, sentado numa mesa ampla, com poderes de fazer colocações maravilhosas  e oratória brilhante para resolver todos os problemas. Isto não é real. É fantasia. Fantasia nociva.

A força verdadeira de um líder nada tem com sua imagem, e menos ainda com uma genética rara. Líder é aquele que é capaz de fortalecer um grupo a ponto de fazê-lo tornar-se uma equipe.

Se cada um busca seus próprios interesses e tem opção de “ficar na sua” isto não passa de um amontoado de gente, um grupo. Eles estarão fisicamente próximos, sim, porém, somente quando partilham de um objetivo comum  é que serão uma equipe.  Eis aí o maior e mais revelador desafio de qualquer líder. E este "objetivo comum" é, obrigatoriamente, a missão e a visão da empresa - nutrido por seus valores.

Qualquer empresa necessita de muitas pessoas que tenham esta capacidade, e não somente de uma, pois não se trata de um reino, mas de um negócio.

As pessoas imaginam liderança da mesma forma como pensam em sucesso porque esperam chegar o mais alto possível, subir a ladeira e conseguir a posição mais alta para seu talento. Mas acredito piamente que, em liderança, o resultado final não é “a que ponto conseguimos chegar”, mas “a que ponto levamos os outros”.

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COMO ACABAR COM AS PANELINHAS DE FUNCIONÁRIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Funcionários passam muitas horas trabalhando juntos nas empresas. Seus relacionamentos tendem a virar amizades. Parece normal. Não é. Amizade no trabalho merece tanto cuidado quanto manejar explosivos.

Empresa é lugar para se ter colegas, não amigos. Amizade pode converter-se em cumplicidade, quando não em “rabo preso” – situação em que um indivíduo deve favor a outro e não tem como denunciá-lo por causa justa.

Já vi de tudo na vida de consultor empresarial. Vi diretores protegerem gerentes. Vi gerentes acobertarem supervisores. E essas histórias horrorosas  só aconteceram devido ao excesso de sentimentalismo com que o dono tratava os funcionários. Ninguém se empenhava em cumprir os processos que resultavam em lucro. Mas para criar “panelinhas” ou feudos pessoais, essa gente era perita. 

Quando chefes saem com subordinados para a cervejinha pós-expediente e permitem regalias, mostram ser gente que devia pensar melhor sobre a seriedade que seu cargo requer. Atitudes como esta tendem a  virar confusão na cabeça dos subordinados.

Eu o aconselho a mudar o incentivo à amizade na sua empresa. Motive o coleguismo e a cooperação em função da missão, visão e valores. Deixe claro a todos quais sejam seus papéis.  E que os gestores saibam como inspirar respeito nos subordinados já que o gestor que aprende sempre e se cuida, sabe se comportar. E comportamento bom e adequado é 99% do valor real de qualquer ambiente.

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PARA QUÊ EXISTEM AS EMPRESAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Tem empresa demais obcecada por dinheiro. Parecem mais interessadas em vender e ter lucro do que em clientes. De onde pensam que os lucros vêm?

De que adianta um diretor estar o tempo todo preocupado com seu cargo e com as metas dos vendedores se não lhe sobra tempo algum para pensar em clientes?

Imagine uma empresa feita para atender, projetada para melhorar a vida das pessoas em algum aspecto específico. Isto não significa e jamais significará que tenha de ser uma instituição de caridade.  É justo que  tenha lucro e sucesso.

Eu sou consultor de empresas a fim de ajudá-las a vender mais e a ganhar dinheiro.  E confesso que adoro quando encontro empresários preocupados com o atendimento, em fazer bem à gente  que se beneficia de seus serviços ou produtos e que essa gente pague bem por isso.  Não é exatamente este  – ou deveria ser – o propósito de todo negócio – seja emissora de tevê, concessionária de veículos, agência de viagem ou hospital?

Eu e o resto dos habitantes do planeta queremos receber aquilo por que pagamos em qualquer estabelecimento comercial. Cliente algum quer ser enganado ou ficar em segundo plano. Por isso, ele se sentirá muito melhor ao constatar este esforço por parte da empresa do que vê-la fazendo tudo para apenas ser a maior ou a melhor da cidade.

O consumidor se derrete todo pela empresa cuja proposta o ajude a fazer coisas que ele nunca pensou serem possíveis. Ele voltará para comprar mais... muitas vezes!

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PARA QUE O CLIENTE VOLTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Não existe outra saída. As empresas precisam tratar as pessoas de modo mais personalizado e, se possível, individual. As “de dentro” e “as de fora” também.

Quero falar um pouco mais sobre clientes. Com a sua permissão.

É melhor conhecer bem poucos clientes do que conhecer muitos superficialmente.

É melhor ter alguns insights profundos do que planilhas e mais planilhas de médias numéricas.

É melhor satisfazer desejos reais do que muitas necessidades imaginárias.

A menos que você seja uma empresa com um cliente só, você terá de administrar um dilema. Que dilema? Ter porte e ganhar escala para ter lucros sem perder a intimidade com as pessoas.

Isto exige que se encontre o ponto de equilíbrio entre customização e padronização,  buscando novos clientes e atendendo melhor aos já existentes. Não é fácil e nem simples. Exige olhos de águia para não deixar passar nenhum detalhe.

Assim, o nosso grande desafio é redefinir a proposta, o objetivo, os processos que desempenhamos e o impacto do negócio desde a ótica do cliente. Sim, porque o ponto de vista do cliente é mais amplo e rico do que 99% das empresas conseguem saber.  E, para piorar, ele exige um mix de produtos e serviços maior à medida que o tempo passa.

Não perca de vista todas as oportunidades de venda.  Porém, busque a construção de relacionamentos sadios e vantajosos, ainda que isto requeira de você e do seu pessoal mais atenção, mais cuidado e mais suporte. Você vai precisar de recursos para investir em capacitação para que todos correspondam a este propósito.

Conheço uma empresa que está morrendo. Seu diretor comercial e o gerente de vendas pressionam sua equipe para trazer números apenas. Estipulam metas a partir de sonhos impossíveis com que  desejam fazer bonito aos olhos do patrão para não perderem o emprego. Não estão nem aí com os relacionamentos que dão sustentabilidade, com a satisfação dos clientes, com as sugestões que clientes antigos oferecem para melhoria etc. Esta combinação de atitudes destrutivas só tem acelerado a desgraça iminente. E o fim chega todos os dias, pois, mais e mais clientes se desligam da empresa conscientemente – e não voltam para comprar. E aqueles “ogros dos negócios” culpam a modernidade, a tecnologia, o mercado, só não a si mesmos.  É claro. Seus salários estão garantidos, por enquanto. "Danem-se os clientes!", eles dizem de si para si mesmos!

Não mude as regras. Pense no cliente e coloque-o em seu devido lugar! Tente ver o que você faz desde o modo como ele vê. De nada adianta ter um negócio que pareça bom, se o cliente não sentir-se atraído a ponto de voltar para comprar mais. Esta é a lei da sustentabilidade de qualquer negócio debaixo do Sol.

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DEPOIS DE GANHAR TUDO, O QUE REALMENTE IMPORTA?

TEXTO DE ABERTURA DA SÉRIE ZEITGEIST, O FILME*

Minha avó era uma pessoa maravilhosa. Ela me ensinou a jogar banco imobiliário.

Ela percebeu que o objetivo do jogo é adquirir.

Acumulava tudo o que conseguia até se tornar dona do tabuleiro. E então me dizia sempre a mesma coisa:

- “Um dia você vai aprender a jogar...”

Certo verão, joguei Banco Imobiliário quase todos os dias, o dia inteiro. E naquele verão aprendi a jogar. Percebi que só podemos ganhar se nos dedicarmos totalmente à aquisição. Percebi que o dinheiro e a propriedade são a única forma de marcar pontos. E no final daquele verão já era mais impiedoso do que a minha avó. Estava pronto para ganhar o jogo de qualquer um.

No outono, sentei-me com ela para jogar. Fiquei com tudo o que ela tinha.  Eu a vi dar-me, para o meu maior prazer, seu último dólar e desistir, totalmente derrotada.

E então ela tinha mais uma coisa para me ensinar. Ela disse:

- "Agora tudo vai voltar para caixa: todas essas casas e hotéis; todas as ferrovias e empresas públicas; todas essas propriedades e todo esse maravilhoso dinheiro vai tudo voltar pra caixa. Nada disso foi realmente seu. Você ficou todo orgulhoso por causa disso. Mas o jogo já estava aqui muito antes de você decidir jogar. E vai estar aqui depois de você partir. Jogadores vão e vêm. Casas e carros, títulos e roupas, até mesmo o seu corpo. Porque o fato é que tudo o que consigo, consumo e acumulo vai voltar para caixa e eu vou perder tudo. Por isso você tem que perguntar para si próprio quando finalmente conseguir a maior das promoções, quando comprar o maior dos bens, quando comprar a maior das casas, quando tiver acumulado segurança financeira e subido a escada do sucesso até o mais alto degrau a que lhe é possível chegar, e a emoção se acabar – e vai acabar – ...e depois? Até onde você precisa ir para perceber aonde esse caminho leva? Com certeza você compreende que nunca terá o suficiente. Por isso, terá que perguntar-se a si mesmo: o que realmente importa?”

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Filme de 2007 produzido por Peter Joseph que aborda temas como cristianismo, os ataques de 11 de setembro e a fundação do Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).  Foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007. 

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TEM CERTEZA DE QUE VOCÊ É FELIZ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo é o norteamericano Mel Fisher. Ele passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que após cada descoberta, ele sentia-se extremamente feliz, mas depois vinha uma depressão que o lançava uma nova ‘caçada’.

Lendo sua história, eu pensei: por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’.

Mas a nossa vida humana tem um propósito. Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados.

Para que uma pessoa tenha autoestima. A palavra ‘estima’ vem do latim. Significa avaliar ou ‘medir o valor’.

Já observou como atribuímos valor às coisas?

Eu tenho um belo relógio de parede. Seu mecanismo está quebrado há muito tempo e não tem conserto. Mas eu o mantenho ali porque é uma peça que tem valor estético. Combina com a mobília da minha sala.

Mas quando o  meu abridor de latas quebra, eu me livro dele imediatamente. Não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não vale mais nada para mim.

Eu acho que maioria de nós não pode realmente pensar em si próprio como tendo um grande valor estético. Assim, só temos a oportunidade de sermos ‘funcionais’ para que façamos a nossa autoavaliação.

Então: “Qual é a nossa função?” “Para que servimos?”

O modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida chama-se Hedonismo.  Será que alguém conseguiria gratificar seus desejos físicos de modo a que isso fosse o sentido de sua existência por toda a vida?

Em outras palavras, o que poderia um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida se intrometesse em sua consciência? Seu único recurso seria tentar se esquivar destes pensamentos, talvez usando algum entorpecente, álcool etc.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado?

Eu tenho para mim que uma das respostas encontra-se numa questão. E ela é: “pelo que vale a pena morrer?” Só quando sabemos isso é que temos claro e inequivocamente “pelo que vale a pena viver”.

E a minhca convicção é de a única meta que preenche esta inquietante pergunta é espiritual.

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VOCÊ QUER SER PALESTRANTE?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Uma elegante jovem aproximou-se de mim, no café, e me questionou:

-  Terminei o curso de administração e já iniciei uma pós-graduação. Quero tornar-me palestrante para grandes empresas. O senhor acha que eu vou conseguir?

Na minha simplicidade, eu respondi:

- A pergunta correta não é “se você vai”, mas “quando você conseguiria ser uma palestrante”.  Está bem. Eu lhe direi o que fazer. Trabalhe na sua área por pelo menos dez anos. Leia tudo o que for possível, pratique rigorosamente o que aprender e torne-se uma “maluca apaixonada” por entender como são as pessoas. Só então você terá juntado o acervo mínimo para falar coisas com sentido e começar a ser ouvida.

Então ela me devolveu:

- E se eu fizer o curso de palestrantes que está super famoso, em São Paulo?

E eu:

- Neste caso, você poderá seguir a carreira de atriz.

Sabe qual a interpretação do que eu disse àquela iludida moça? Uma palestra não é uma peça teatral. Um palestrante corporativo precisa ter fundamento para abrir a boca:  ideias consistentes, conhecimento e, acima de tudo, experiência.

Treinamentos, consultoria, palestras etc...  tudo isso só pode ser fruto de muito estudo e muita, muita prática. 

O que não for assim, será apenas uma produção barata. E quem contratar acabará jogando dinheiro no lixo!

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