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PREVISÕES ECONÔMICAS NÃO SÃO COMIGO

Abraham Shapiro

Esses dias, após a publicação de um dos meus artigos numa revista de negócios, fui procurado por várias rádios interessadas em conhecer a minha visão sobre a situação econômica nacional. 

Eu lhes disse que evito falar de cenários econômicos. Primeiro porque não os entendo bem. E segundo, porque os economistas também não os entendem bem. 

Um cenário econômico em si tem nenhum ou pouquíssimos elementos passíveis de análise racional.

John Kenneth Galbraith, economista de Harvard, diz que: “a única função das previsões econômicas é fazer a astrologia parecer respeitável”.

Você talvez conheça a anedota de um físico, um químico e um economista que naufragaram e chegam a uma ilha deserta. Ali eles encontram centenas de latas de atum, porém  nada que sirvisse para abri-las. Famintos, eles discutem entre si o que fazer. 

O físico propõe: 

- “Vamos pegar uma pedra e golpear a lata no ângulo correto. Ela se abrirá.” 

O químico retruca: 

- “Isso exige cálculo demais. Vamos pôr as latas na água salgada. O metal irá se oxidar e será fácil abri-las”. 

Então o economista conclui: 

- “Nada de tanta confusão, pessoal. Vamos supor que temos um abridor de latas, e o problema acabou”.

Eu acredito que nesta e em qualquer crise  econômica só há uma coisa a fazer tanto na pessoa jurídica quanto na física. Em duas palavras? “Faça caixa!”  Poupar do modo certo é vital para a sobrevivência da empresa. Como? Acelere recebimentos, estique pagamentos, reduza estoques e aumente o controle sobre fraudes e roubos.

Se você souber de algo que seja mais eficaz, mande um email para shapiro@profissaoatitude.com.br. Estarei aberto para considerar após agradecê-lo(a).  

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SIMPLICIDADE E EFICIÊNCIA SOBRETUDO

Abraham Shapiro

A escravidão durou séculos.  Hoje, Nelson Mandela é cultuado em todo o mundo e os Estados Unidos têm um afrodescendente na presidência.  Existe uma lei na História da Humanidade. Primeiro vem a abolição. Depois o caos. E por fim, a evolução.

Nesta crise, eu sei que a sua empresa está no encalço da produtividade do chão de fábrica. E também da equipe de vendas. Estou certo? E como vai a turma que passa o dia no ar condicionado e sentada em cadeiras estofadas?

Qualidade e produtividade devem atingir os burocratas. Urgentemente. Porque geralmente eles são lentos e complicados.

Simplicidade e eficiência são os ingredientes que fazem qualquer negócio sustentável. E agora mais ainda.

Fazer o que? 

Simplifique o site da sua empresa, o jeito de negociar, os processos, as pesquisas... tudo! E aumente a eficiência disso também.

Imprima um banner com estas duas palavras: SIMPLICIDADE e EFICIÊNCIA. Pendure na sala de reuniões.

Sabe de quanto mudou a necessidade de intervenção de um corretor junto a novos investidores na Bolsa de Valores? Caiu na proporção de 10 para 1 em menos de 5 anos. As mudanças que irão atingir os escritórios nos próximos anos terão de obedecer a mesma proporção. Será uma revolução! Você não verá mais aquelas centenas de pessoas apinhadas. E como é óbvio,  só ficarão os melhores, os mais ágeis e os que aprenderem a decidir em conformidade aos clientes, ao mercado e à missão, visão e valores da empresa.

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O FUTURO DA ECONOMIA

Abraham Shapiro

Nostradamus dizia ver o futuro numa bacia de água. 

Nesta crise econômica os videntes estão à solta fazendo previsões das mais variadas. Contudo, modelos econômicos são mais complexos do que dois litros de água numa bacia. O problema é que, por mais sofisticado, experiente ou graduado que seja, economista nenhum consegue antever as mudanças que as decisões de milhões de pessoas têm o poder de causar à economia de um país. 

Quando se trata de comportamento econômico, as pessoas não são racionais o tempo todo. Qualquer análise de cenário terá mais suposições do que realidade.

Mas eu dou a minha contribuição humilde; e com prazer, afinal, os meus leitores são pessoas da minha mais alta consideração. 

A crise porque estamos passando ensina algo que os nossos avós diziam há 50, 80 ou 100 anos. E você sabe (só não sei se pratica)! Eis a sabedoria:  “Dinheiro vivo é tão importante para uma empresa quanto o oxigênio é para o sangue.” 

Em 2016 continue cortando despesas não essenciais – ou pelo menos daquelas que não proveem o seu fluxo de caixa – a fim de garantir o andamento das atividades mais lucrativas da sua empresa.  Mas cuidado! Corte gordura e não músculos. Não corte os investimentos em comunicação e propaganda. Ataque os seus concorrentes mais fracos e tome clientes deles. Agora é hora de você se fortalecer no seu segmento. 

Vou concluir lembrando com uma frase do saudoso Joelmir Beting: “Em economia é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil, mesmo, é entender o presente".

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VAMOS FALAR DE QUALIDADE

Abraham Shapiro

Qualidade é o quesito mais importante das organizações europeias e norteamericanas nas últimas duas décadas. Eles entendem ser o argumento número um para as vendas acontecerem e o atributo que mais gera preferência de compra nos consumidores.

O mais curioso é que qualidade para aqueles empresários também é um dos principais meios de redução de custos dos processos produtivos. Eles entendem ser o meio mais eficaz de incrementar flexibilidade à linha de produção.

Hoje em dia, na Europa, mais de 85% dos executivos consideram a Gestão da Qualidade no topo de suas prioridades, equiparando à Gestão Ambiental.

No Brasil o tema ainda é confuso. Há empresas que não elegeram “qualidade” como sua vantagem competitiva, ainda que a utilizem como selo a ser colado em catálogos e impresso nas embalagens. 

Uma das possíveis causas é o fato de que muitos gestores da área encaram os problemas de qualidade sob a ótica da culpa, e não da oportunidade. Eles carecem de visão sistêmica. Refiro-me ao conhecimento e vivência prática desde o desenvolvimento dos projetos e produção até o pós-vendas, passando, é claro, por vendas e marketing. Isto os faria aptos a dar respostas coerentes aos desafios impostos pelas rigorosas exigências do cliente. 

Convém lembrar aos RH’s e executivos estratégicos: competência advém da prática intensa, e não de histórico escolar de boas notas. Muitos universitários saem de faculdades cujos professores jamais enfrentaram a área de produção ou puseram qualquer processo em marcha. Selecionem corretamente. Estabeleçam critérios de clareza e objetividade. Sem isso, é quase impossível conseguir resultados plausíveis! Especialmente na delicada e definitiva área da qualidade.

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PARA MUITOS PLANEJAR É UM TERROR

Abraham Shapiro

- "Seo Shapiro, o meu planejamento está na minha cabeça. Vamos tocando para ver no que vai dar".

Quando ouvi estas palavras daquele empresário, arrepiei. E também soube instantaneamente que ele podia ser experiente em muita coisa, exceto em administração. 

- “Planejamento na cabeça?” – eu respondi. “Só se for da rota da sua casa ao trabalho.”

Negócios têm de ter um traçado de como seus objetivos serão alcançados. E tem de ser do conhecimento dos funcionários. Se não, a própria equipe estará por fora do que seja a razão de existência da empresa em que trabalham. E quanto existe disso por aí. É medonho. 

No entanto, pior do que esconder um planejamento dos funcionários é dizer que ele está na cabeça só para esconder o fato de que o chefe não sabe fazer ou não tem um. 

O que é planejamento? 

É uma ferramenta que possibilita perceber a realidade, avaliar alternativas, construir um referencial futuro, um processo adequado para atingi-lo e, quando atingido ou não, avaliar a eficiência das ações empreendidas. 

Planejar é raciocinar na ação para se chegar a um objetivo antes dela ser posta em prática. 

Acontece que neste país, grande parte do empresariado precisaria da energia de uma bomba atômica para romper sua tendência natural de não planejar. Brasileiro tem medo de planejamento. Ou preguiça. 

Não importa. A verdade é que, quem não se planeja não prospera. Vá aprender a planejar. Sem isso, está fora!

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MUDE DE ACORDO COM AS MUDANÇAS

“Se alguma coisa estiver sendo feita de modo errado, supõe-se que inevitavelmente aparecerá, pois, não há erro que consiga justificar sua existência.” – Frase de um livro de Gestão da Qualidade  


Abraham Shapiro

Quais são os sintomas de que há algo errado na sua empresa?

Há uma pergunta bastante reveladora: “Por que você faz o que faz?”

Se a resposta for: “Porque me ensinaram assim. Disseram que eu devia fazer deste modo, eu obedeço e ponto final”; isso mostra que provavelmente erros cometidos estão sendo ignorados. As chances de que evoluam para sérios problemas são realmente grandes. 

Eu já me deparei com pessoas que se gloriam em dizer: "Meu avô fazia assim, meu pai fazia assim e eu também faço". É lindo. Parece um epitáfio. Devia mesmo ser escrita num túmulo.

Geralmente, quase ninguém gosta de mudanças. Talvez por isso a reengenharia durou tão pouco.

O que trouxe uma empresa até aqui não é garantia alguma de que a levará adiante. O ambiente muda. O mundo muda. E junto deles, muda também o consumo de produtos e serviços. Continuar fazendo tudo igual ao que deu certo no passado pode ser a mais tola das decisões. 

Um empresário consciente e sintonizado em seu tempo irá manter a essência de seu negócio, mas também olhar para dentro de seu modelo de gestão. Ele estará preocupado em calibrar eficiência, qualidade e outros parâmetros aos hábitos de consumo de seus clientes ainda que seu avô e pai tenham se saído bem no que fizeram em seu lugar.

Quem quer sucesso em negócios deve conhecer o sentido da palavra mudança e praticá-lo como necessidade, pois a  mente é como um para-quedas... só funciona se abrir!

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ABANDONE O SENSO COMUM E SALVE OS SEUS NEGÓCIOS

Abraham Shapiro

Todo negócio depende de ideias. Mas há ideias que podem ser enganosas – por mais firmemente que se acredite nelas.

Quais ideias equivocadas podem atrapalhar um empreendimento? 

Há muitas. E em todas as áreas: inovação, vendas, finanças, marketing, gestão etc. Via de regra, em todas as áreas de qualquer empresa há pessoas cujo pensamento arraigado demais pode matar o negócio. 

Recente pesquisa desenvolvida pelo Babson College, escola privada de negócios em Wellesley, Massachusetts, Estados Unidos, mostrou que o sucesso e o fracasso dependem mais da postura que o empreendedor assume do que de fatores externos. Depende de comportamento.

O contexto econômico geral do país, por exemplo, pode, sim, afetar as empresas. Mas, se o empresário e sua equipe ficarem parados diante disso, eles certamente serão engolidos pela crise.

Outra situação pontuada na pesquisa refere-se a objetivos. É preciso afastar objetivos genéricos ao começar um negócio. É comum pensar 'vou fazer o máximo' e achar que isso basta para garantir que a empresa vá bem. Máximo em relação a quê? As pessoas confundem sonho com objetivos. A diferença é que objetivos são claros e mensuráveis. 

Finalmente, a pesquisa mostra que os empreendedores que buscam coisas novas –  ferramentas que os auxiliem na gestão e em outras áreas da empresa –, são mais versáteis e resistentes a crises.   Eles se mobilizam mais rapidamente e conseguem enxergar perspectivas positivas em situações diante das quais outros não as veem e até sucumbem. Portanto, a regra número um para se estabelecer e se manter no mercado é: abandone o senso comum e salve o seu negócio! 

É isso! 

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O ENGODO DOS SISTEMAS DE GESTÃO

Abraham Shapiro

Venda é o que dá sustentação a qualquer empresa. Mesmo às desorganizadas. 

E como tem empresa desorganizada neste Brasil: pessoal trabalhando sem processos, alta demanda de tempo e o dia a dia de cada um muito parecido ao trabalho de um bombeiro: só para apagar incêndios.

Este é um cenário muito comum. Tanto é que 60% das empresas quebram até o 2º ano de sua implantação no Brasil.

Mas não faltam mágicos e oportunistas que se aproveitam disso. 

Certo dia, chega alguém com uma proposta fantástica: comprar um Sistema de Gestão – um programa para integrar as áreas e que custa algumas centenas de milhares de reais. O apelo é chocante: trocar dinheiro por uma empresa organizada. Fofo! Mas não é o que acontece.  

Quantas vezes já vi o antes, o durante e o depois da implantação de Sistemas em empresas nesse estado. Não foi muito diferente do inferno de Dante, como li na Divina Comédia.

O erro estúpido dessas empresas situa-se em pensar que Sistema organiza bagunça. E eu lhes digo: “tanto quanto um sofá novo salva um casamento infeliz.”

Uma empresa necessita de processos. Processos eficientes que funcionem, primeiro, manualmente. Só depois disso é que ela estará apta a implantar um Sistema de Gestão.

Sistema algum é o salvador da pátria; e nem da lavoura.  Sistema é, antes de tudo, uma cultura organizacional que requer planejamento, preparo, investimento forte na educação de todos  antes, durante e depois de qualquer um achar ou pensar ser esta a a mais genial das ideias.

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A POLÍTICA CERTA ADVÉM DA CULTURA CERTA

Abraham Shapiro

Os funcionários da sua empresa acham que atendimento a cliente é tarefa de responsabilidade do departamento de vendas ou do marketing?

A sua empresa tem um programa de treinamento para criar e desenvolver uma "cultura interna de cliente”? 

A sua empresa incentiva e reconhece os funcionários que dão tratamento satisfatório ou excepcional ao cliente?

Dependendo das respostas que você der a essas três perguntas, terei de admitir que as coisas andam realmente difíceis por lá. 

Na verdade, este questionário é o que mede o potencial da sua organização reagir positivamente a esta e a qualquer outra crise que lhe sobrevier. 

Ter o pessoal da contabilidade lidando com balanços, os engenheiros criando projetos e os da fábrica produzindo, pressupõe que atender clientes seja uma tarefa devida a vendas e marketing.

Porém, já que qualquer um desses departamentos pode efetivamente prejudicar a relação da empresa com os clientes, o atendimento torna-se tarefa não exclusiva dos vendendores e da turma do marketing. Ora, se o cliente fica furioso quando o produto sai com defeito, com atrasos na entrega ou quando a fatura é emitida com erros, logo,  todos são igualmente responsáveis pelo atendimento.

Vamos pelo caminho da paz e da ordem. 

Conheça bem o seu cliente. 

Desenvolva essa cultura aí dentro da sua empresa. E trate de envolver todo mundo. 

Apesar do baita trabalho que isso poderá dar e do investimento, saiba desde agora que nunca vocês terão feito algo mais saudável e definitivo para atingir resultados....  resultados que talvez, há anos, vocês não conseguiram fazer.

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SER GERENTE

Abraham Shapiro

Eu me cansei de gerentes idiotas.

Gerentes que um dia foram agraciados com o título por um protetor amigo e passaram a ver-se como magníficos profissionais, quando nada sabem.

Gerentes que desconhecem o mínimo requerido de sua função, e de sobra,  não estudam, não leem, são iletrados ou analfabetos. 

Gerentes que concordam com o que se lhes pede, mas ao virarem as costas jogam tudo no lixo e nada cumprem. 

Gerentes que exigem salário e comissões do montante que sua equipe realiza por si, mas não a orienta sobre o caminho seguir porque é inconsistente e não faz a menor ideia de qual caminho seguir.

Eles estão presentes em muitas empresas. São gente de pose, porém, falsos profissionais. Projetam-se por um modelo mental de propseridade, mas sua eficiência é zero e a mantêm em torno disso por toda a vida.  Fazem tão só por prolongar sua permanência na empresa a troco de dinheiro. 

Eles são parasitas, impostores.

Eu me cansei disso!

Falsos gerentes não buscam honra pelo trabalho e resultados. Não possuem valores pessoais. E por tudo isso são orgulhosos e arrogantes, mas dependentes – um paradoxo. É claro. Fazem o que fazem só pelo dinheiro. 

Ouvi a frase de um sábio que disse: "Não há nada pior neste mundo do que a dependência do dinheiro. Ela te fará levar à mesa da tua casa o indivíduo que desejarias ver morto, assim como carregar, sorrindo e com aparente prazer, o mais pesado saco às costas por alguém que te puniu dividindo o pão que te era devido com o teu inimigo!" 

Pesada esta frase, não? 

O meu apelo de hoje é: se você está gerente, faça tudo... tudo o que for possível para não mais estar,  e sim... para SER um gerente. 

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PRODUTIVIDADE ZERO

Abraham Shapiro

São duas horas da tarde e o seu dia está passando. Você não fez nada até agora e não consegue achar uma razão para a sua produtividade ZERO. A cada momento, você está distraído e inquieto.

Quando nos sentimos cansados ou bloqueados provavelmente há algo interior que não nos permite realizar o que é preciso no exterior – uma noite de sono ruim ou comida demais no almoço etc. 

O contrário também pode ocorrer, quando o ambiente externo influencia as nossas condições internas e a nossa produtividade. 

Pequenas mudanças podem resolver isto. A cadeira em que você se senta, por exemplo. Há uma lista de coisas: a sua mesa de trabalho; a luminosidade; ruídos; o cheiro; a renovação de ar;  a organização do espaço físico...  Estes e outros itens podem proporcionar excelente adaptação e suporte ao foco e à disposição que o trabalho exige. 

Observe o seu entorno. Faça uma avaliação de todas as condições sob as quais você trabalha e vive. Olhe para tudo: ao redor e dentro de você. Tome consciência da seriedade com que tudo isso deve ser encarado e depois atue para adequá-los aos seus objetivos. Importante é você ter metas e conseguir batê-las.

Cuide-se. Faça o que puder para o bem em tudo a que você se propuser. E lembre-se. Nós temos duas vidas. A segunda começa quando nos damos conta de que, neste mundo,  só temos uma! 

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A REGRA MUDOU

Abraham Shapiro

Até alguns anos passados, as pessoas e as empresas trabalhavam com prosperidade e eventualmente enfrentavam crises. A carreira profissional fluía tranquila. O indivíduo escolhia uma profissão, era admitido numa empresa e permanecia nela até aposentar-se.

Mas a regra mudou drasticamente.  E o que chama a atenção é que tanto os cursos de Administração como a mentalidade das pessoas ainda não se deram conta disso. Tudo continua como se prosperidade fosse a regra, tipo: ponha um negócio e o administre da maneira certa que tudo dará certo. 

Não. Não dará. 

É preciso saber que, hoje,  a regra passou a ser o caos, a incerteza e o alto risco. E isto é válido tanto para os mercados quanto para as empresas e as profissões.

Turbulência é o meio em que de todas as empresas existem. O novo ritmo dos negócios são os surtos periódicos e intermitentes de crise e prosperidade. 

Não há mais garantia alguma de que as práticas que no passado davam certo sejam bem sucedidas. Na prática, chegou a hora de repensar a gestão e os modelos. Refiro-me a todos os aspectos da gestão: vendas, marketing, finanças, RH e tudo de que se necessita para se colocar no mercado e fazer negócios.

Você vê esta realidade? Se não, pense nesta frase: “A realidade é o que ela é, e não o que você gostaria que fosse”.

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UMA HISTÓRIA DE TERROR NOS NEGÓCIOS

Abraham Shapiro

Era uma vez um empresário que ia mal em seus negócios. Ele soube de um livro que ensinava um modelo de gestão de sucesso. Comprou um exemplar e começou a ler. 

Mas ele era preguiçoso. Então, criou uma boa desculpa, e racionalizando, disse a si mesmo: 

- "Pra quê ler. Eu já sei e faço tudo isso". 

Largou mão e prosseguiu com sua preguiça. 

Meses depois, sua empresa quebrou. 

Moral da história: “Ele era um autêntico idiota!”

Esta podia ser uma história de terror empresarial. Mas, infelizmente, no mundo corporativo as histórias de terror são a regra, e não a exceção. 

Sabe por quê? As pessoas criam seus próprios modelos de negócios e querem que deem certo.

Mas não dão. Gestão  compreende duas coisas muito específicas:  

- Método e 

- Sistema. 

Método, desde 1600 é um só:  o Método Cartesiano. E Sistemas só funcionam quando adotados e as pessoas os levam a sério sua prática, com disciplina e severidade.  O problema é que estas pessoas  têm de se esforçar, suar em treinamentos,  e o RH não as seleciona eficientemente. 

Quase todo mundo quer ganhar salário de um jeito fácil. Mas você conhece algum modo legal de ganhar dinheiro fácil? 

Não. Não é de qualquer jeito. Ou se aprende a fazer certo.... ou, na base do jeitinho, nem no Brasil se chega ao sucesso.

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FERIADOS DURANTE A SEMANA

Abraham Shapiro

Feriado no meio da semana é estupidez. E quem mais gosta disso geralmente são os indivíduos que fogem de trabalho, detestam as segundas-feiras,  ou aqueles que só levam trabalho a sério às terças, quartas e quintas-feiras, “já que ninguém é de ferro”, como eles mesmos dizem. 

Um país em crise econômica com as proporções da atual, como é o Brasil, devia repensar sua logística de feriados. 

Paradas no meio da semana prejudicam o fluxo de caixa e os resultados das organizações – quando não, inclusive, o set-up de máquinas e equipamentos no dia seguinte. 

Mas há outros pontos a se considerar.  

Por exemplo, o Brasil é um país  sem religião oficial de estado. Os feriados religiosos, como dias de padroeiros, Corpus Christi e outros, deviam restringir-se a interessados pela prática da religião correspondente, e não generalizar-se como data nacional ou local. 

Outro ponto é o civismo. Feriados nacionais, como, a Independência, são importantes para a construção do espírito cívico de crianças e jovens. Estes devem ser mantidos e até reforçados. Aliás, vai aqui um desabafo: nunca entendi porque se celebra Tiradentes e nada se fala sobre 22 de Abril, já que é a data oficial do Descobrimento do Brasil.  

O resto do tempo, devemos  trabalhar, gente! Trata-se da maior lição e herança a serem deixadas às futuras gerações: amor ao trabalho, apego ao compromisso e obsessão pela responsabilidade.

Dia desses, eu conversava com uma pessoa por quem tinha grande consideração. Perdi por razões semelhantes à narrada neste episódio. Disse-me ela que feriados no meio da semana são um “respiro” merecido aos trabalhadores brasileiros que são explorados e ganham muito mal!

Poucas vezes ouvi algo tão vil. Também pudera. A psicologia demonstra ser comum o indivíduo julgar causas externas adotando seus próprios padrões internos. É perfeito, pois neste caso,  trata-se de um tolo medindo o mundo pela régua de sua tolice.  

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TURBULÊNCIA É O HORIZONTE DOS PRÓXIMOS ANOS

Abraham Shapiro

A crise econômica que os Estados Unidos e a Europa enfrentaram em 2008-2009 fez europeus e norte-americanos mudarem suas práticas de gestão.

Eles aprenderam a severa e dispendiosa lição de que ‘turbulência’ passou a ser a norma, pontuada por surtos periódicos e intermitentes de prosperidade e crise. E pilotar uma aeronave em grandes áreas de turbulência para quem foi treinado somente em ‘céu de brigadeiro’ é morte certa.

Baseado no que eles passaram, é possível inferir que a crise brasileira de 2014 é forte o bastante para demonstrar que as práticas de gestão, marketing e vendas que antes produziam resultado não funcionarão mais doravante. E o espectro desta conclusão abrange todos os segmentos de negócios.

A primeira ação que você deve e pode implementar no seu modelo de gestão é garantir a sua participação de mercado. Agarre com firmeza o segmento de negócio em que você atua e prepare-se para defender-se dos ataques dos seus concorrentes. Eles estão de olho nos seus clientes mais fiéis e lucrativos. Seja agressivo e abocanhe uma parcela da participação dos seus concorrentes.

A crise fragiliza todo mundo. Aproveite para expandir a sua base de clientes centrais e incorpore parcelas dos concorrentes, começando pelos mais fracos.

Como identificar os mais fracos? 

Resposta  fácil e simples: são aqueles que estão reduzindo investimentos em marketing. Este é um sinal claro e definido.  Outro sinal: corte de despesas de viagem da equipe de vendas.

Pare, olhe e escute. Aos que estiverem reduzindo investimentos nestas áreas, Peter Drucker ou Theodor Levitt ressuscitados seriam um recurso tardio para reverter a iminente extinção!

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EMPRESA x PRIVADA

Abraham Shapiro

Eu vejo muita coisa nas minhas consultorias.  Além disso, pessoas que ouvem o meu boletim na Rádio CBN e leem os artigos no Portal Profissão Atitude, nos jornais e nos veem pela TV, trazem casos e mais casos relacionados à gestão. 

Elas falam, por exemplo, de chefes que se sentem reis – tiranos, centralizadores, mal educados – ; dos que são sentimentais a ponto de transformarem suas empresas em algo como um lar de órfãos ou uma casa de caridades. Estes últimos são protetivos e  chegam ao extremo de  manter no quadro gente que maltrata clientes, denigre a imagem da empresa e não liga para a qualidade. 

Eu calculo quanto dinheiro se perde por esses motivos.

Mais do que conhecimento técnico em administração, um dirigente de empresa deve buscar ter equilíbrio emocional, autodomínio e a dose de frieza necessária para que lidere. Isto é condição sine qua non.

Uma empresa precisa ter uma missão sobre a qual a estratégia é desenvolvida. Da mesma forma, seu dirigente deve entender e adotar princípios de sustentabilidade, como: contratar profissionais competentes, esclarecer “o que” e “como” devem atuar e “cobrá-los” disso. 

É claro que, na condição extrema,  “quem paga manda”. Mas a sabedoria que se colhe da experiência aponta outra direção, a qual ensina que “toda empresa privada poderá tornar-se mais ‘privada’ do que empresa a depender da mente de quem a conduz”.

Fica a advertência! 

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CONHEÇA AS REGRAS DO NEGÓCIO ANTES DE ENTRAR NUM NEGÓCIO

Abraham Shapiro

Conta uma história que certa vez um pai procurou  seu conselheiro pessoal para consultá-lo se devia casar a filha com certo pretendente. O conselheiro respondeu: 

- Esse rapaz é uma boa pessoa. Ele tem apenas um defeito: não sabe jogar cartas.

O pai estranhou a resposta e indagou:

– Mas, me desculpe,  não saber jogar cartas é um defeito?

E o homem sábio respondeu:

– Para alguém que não joga cartas, não saber jogar pode até ser uma virtude. Mas se ele joga cartas e não sabe jogar, isso, sim, é um defeito, ou melhor, um grande problema.

Eu tive um amigo que lutou com grande esforço para vencer na vida. Na juventude não conseguiu passar no vestibular. Começou a trabalhar como funcionário de uma indústria e foi subindo degraus difíceis até chegar a gerente. 

Certo dia, ele ganhou a oportunidade de ter sua própria distribuidora dos produtos que a indústria produzia. Era sua grande chance de se tornar empresário. 

Mas havia um problema.  Ele detestava correr riscos. 

Eu lhe disse que qualquer homem de negócios passará toda sua vida diante de situações arriscadas e terá de decidir mesmo assim.

Para alguém que não dirige um negócio, não ter conhecimentos empresariais  não faz a menor diferença.  Contudo, se você quer ser um empresário e não sabe o que é uma empresa, os atributos de um líder empresarial e as regras do jogo dos negócios, isto,  de fato, é um sério defeito e, com toda certeza, vai tornar-se um problema talvez sem solução.

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SEM METAS CLARAS VOCÊ SEMPRE ESTARÁ POR BAIXO

Abraham Shapiro

Uma meta não é um desejo. É completamente diferente. 

Toda meta é clara, objetiva e específica. Pode ser descrita com rapidez e facilidade para qualquer pessoa. Pode também ser medida. E você é capaz de saber se a alcançou ou não.

Um dos problemas porque as pessoas não estabelecem metas para suas vidas é o fato de ser absurdamente possível formar-se em muitas importantes universidades do país sem ter recebido uma hora de aula sequer sobre o tema “estabelecimento de metas”. 

Parece que as pessoas que elaboram as grades curriculares são completamente cegas para a importância de se ter metas para conseguir sucesso. E se você não ouve falar de metas até chegar à idade adulta, como acontece com tantos, esteja certo de que não terá a menor idéia da importância que elas têm em tudo o que faz.

"Você estabeleceu metas claras, por escrito, para o seu futuro e fez planos para concretizá-las?" Esta pergunta foi feita aos formandos do programa de MBA de Harvard em 1979. 

Descobriu-se que apenas 3% dos formandos tinham meta escrita eum plano para atingi-las. 13% efetivamente tinham metas, mas não as haviam escrito. E 84% não tinham qualquer meta específica, a não ser terminar o ano letivo e curtir o verão.

Dez anos depois, os pesquisadores voltaram a entrevistar aquelas mesmas pessoas. 

Os 13% que tinham metas não escritas estavam ganhando, em média, o dobro dos 84% de estudantes que não tinham meta alguma. 

Mas o mais surpreendente foi que os 3% de formandos que tinham metas claras e por escrito ao deixarem Harvard estavam ganhando, em média, dez vezes mais que os outros 97% juntos. A única diferença era a clareza das metas que haviam estabelecido para si mesmos ao se formarem.

E então? Que tal estudar este assunto mais de perto, e depois pô-lo em prática para tomar novos rumos?

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EM BUSCA DA PERFEIÇÃO NO DESEMPENHO

Abraham Shapiro

É engraçado. Sabe onde eu observo maior expectativa de perfeição? Nas empresas onde não existem alinhamento e convergência das ideias operacionais entre as áreas. Parece um paradoxo. 

Havia uma diretora que cometia todas as falhas imagináveis nos negócios de sua companhia, mas reclamava desempenho perfeito de seus gerentes. 

E so que ela conseguia? Confusão e baixa eficiência.

Aliás, enquanto ela punha-se a pregar como todos deviam agir para ter sucesso, o dia a dia mostrava que ninguém cumpria nada do que ela exigia. Parece que todos a ouviam para fazer o contrário.

A psicologia explica. O indivíduo não cumpre seus princípios, mas os projeta no formato de obrigação sobre as pessoas a sua volta. E então, o que ele consegue nunca é mais do que desvios compulsórios de seu objetivo, já que todos reagem contrariamente e ninguém suporta o modelo “faça o que mando, mas não faça o que eu faço”.

O que fazer? Minha sugestão. O mais apropriado é definir PROCESSOS. Ao escrevê-los, envolva todos os que já o desempenham. Deixe-os opinar e participar. Depois: treine-os todos para que se alinhem e se engajem a cumpri-los – inclusive a diretoria. Uma metáfora desta etapa é a afinação dos instrumentos de uma orquestra.

Ponha-os a executar. 

Se o desempenho for checado a cada ciclo de realização e as devidas correções forem implantadas, as eventuais falhas começarão a reduzir. Deste modo,  não posso afirmar que a perfeição será alcançada, mas sei que vocês,juntos, estarão cada vez mais próximos dela. 

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CONTROLE TOTAL É IMPOSSÍVEL

Abraham Shapiro

Em muitas áreas da vida e do trabalho as pessoas no comando pretendem exercer controle total sobre as demais. Pais querem controlar totalmente seus filhos. Gerentes, os subordinados. Vendedores, seus clientes... e por aí vai. 

Uma das prerrogativas da administração é o controle. 

Mas somos obrigados a levantar uma questão  importante: será possível exercer controle ao nível  que estas pessoas pretendem?  

A resposta categórica é “não”!

O único controle total possível a um ser humano é o que ele deve exercer sobre si mesmo a fim de ser cada vez melhor. Isto se chama autocontrole com melhoria contínua. É um modelo de “qualidade total” como já dizia o escritor da Roma antiga, Públio Siro: “Vis habere honorem? Dabo tibi magnum imperium: impera tibi”, traduzindo: “Você quer ter honra? Vou dar-lhe um grande império: impere a si mesmo”.

Pois bem. Voltemos ao foco inicial. O que fazer para ter o controle ao nível que a Administração preconiza e também é possível?

Primeiro, estabeleça exatamente “o que” cada membro da equipe deve fazer, “como” fazer e “o padrão de desempenho esperado”. 

Depois, treine-os bem. 

Aí, deixe-os executar o que aprenderam sob o seu acompanhamento até que atinjam o padrão de qualidade desejada com segurança e domínio de conhecimento.

O mais importante é dizer que chegará um momento em que você terá de confiar neles. 

É claro que você terá mecanismos de correção das falhas e consequências para cada ação, sem dúvida.

No entanto, se o seu desejo é muito maior e mais do que isso, desista de trabalhar com pessoas. Você se dará bem com robôs. 

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