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FALE A VERDADE, MAS FALE BEM!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Conheço pessoas que encaram opinião negativa sincera como ofensa ou grosseria. Não é.

O problema não está na opinião em si, mas no modo como se expressa.

É falta de honestidade dizer:

- “Está ótimo, mas.....” e abrir uma enxurrada de pontos negativos e observações que desdizem a parte do elogio. 

As conjunções adversativas: mas, porém, todavia, no entanto contradizem o que quer que tenha sido apresentado anteriormente. A gramática ensina que elas expressam ideia de contraste ou compensação.

Se não está bom, não está, oras!  De que adianta camulflar a opinião? É total falta de profissionalismo.

Toda situação requer franqueza, clareza e transparência.  

Por isso,  revelaria mais interesse e precisão aquele que dissesse: 

- “Gostei. Está ótimo!”. 

Ou 

- “Não gostei. Por favor, mude isso, isso e aquilo e ficará excelente!”.

Vou repetir: o problema não são as palavras, mas o modo de dizer, a expressão, a transmissão do sentimento junto daquilo que se diz.

O negativo comunicado com compaixão e interesse de melhoria é superior ao positivo falso ou dito para somente adular ou simples agrado!

Chega de querer ser “barra limpa” com todos. Seja autêntico. Seja honesto, sincero e franco. É o que o mundo inteiro espera de você.

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SUCESSO NÃO SE EMPRESTA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

O Adolfo  finalmente cedeu à pressão de seu cardiologista e inscreveu-se numa academia de ginástica.

Esta semana, ele pegou um dos monitores e disparou o protestos de cliente insatisfeito:

- “Olhe aqui, Professor. Faz três meses que eu me inscrevi. Paguei as mensalidades, vim  todo santo dia, mas ainda não perdi um só quilo”.

O monitor o questiona: 

- “Quais aulas o senhor frequenta?”

E o Adolfo:

- “Aulas? Eu não tenho tempo para aulas!”

- “Ah! Então o senhor tem malhado nos aparelhos?” – diz o monitor.

E o nosso amigo, gozador como é, declara:

- “Que nada! Eu me sento na lanchonete e enquanto tomo o meu café da manhã com suco de laranja e sanduíche,  leio o jornal e vejo o povo suar.”

O que tem de gente por aí  levando a vida nessa base...  é de arrepiar.

Olhe para o seu trabalho. Se você quer prosperar, é preciso “suar a camisa” e “carregar o pacote” de cada dia – seja qual for. Ninguém fará isto por você. Para que você produza, hoje e sempre, terá que envolver-se pessoalmente e comprometer-se com a causa. 

É como dizem os nossos irmãos portugueses: “Sabedoria emprestada não presta para nada!”

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SEJA PREVENTIVO E PREVENIDO... EM TUDO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Conta-se a história de dois prisioneiros condenados à morte que já estavam há seis meses na prisão. No dia da execução, o tenente levou-os pelo corredor até o pátio onde tudo aconteceria. 

Foram conduzidos ao paredão, receberam um trago de bebida, o padre rezou e o tenente se colocou em prontidão para comandar os soldados: 

- “Pelotão! Apontar....” 

e então, surpreendentemente, naquele instante,  um dos prisioneiros vira-se para o outro e diz: 

- “Ei amigo. Preste atenção: tenho um plano fantástico para nós!”

Serei muito franco com você, querido leitor, querida leitora, como sempre sou. Sabe de uma coisa? Eu vejo “n” situações semelhantes e tão absurdas quanto esta em muitas empresas. Gestores resolvem agir sobre grandes problemas quando já não há mais nada a fazer. Eles não tiveram interesse e visão clara enquanto o mal se alastrava. Agora é tarde. Plano algum reverte ou muda a situação.

Morrer de diabetes ou hipertensão hoje em dia é pura falta de disciplina e de obediência ao tratamento médico, concorda? Quanto antes um diagnóstico for realizado, maior chance de cura haverá, desde que seguida a prescrição médica.

Boas consultorias são também assim. Quanto mais preventivas, melhor funcionam para o cliente que as seguir. Pois então, acorde logo para os problemas da sua vida e da sua empresa  porque  “marmelada na hora da morte, mata”.

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A TABUADA SABEMOS DE COR... E QUANTO A VIVER?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Há alguns anos, um homem ganhou o prêmio da loteria nacional de seu país com um bilhete que terminava com o número 48.

Orgulhoso de sua “façanha”, ele revelou ao telejornal de maior audiência a teoria que o levou à fortuna. Ele disse:

- “Sonhei com o número 7 por 7 noites seguidas. E 7 vezes 7 é 48”.

“Ei”, você deve estar pensando. “7 x 7 não é 48!”

Calma. Isto não é uma piada. É fato verídico. Deixe-me explicar porque estou contando-o aqui.  

Todos nós criamos uma versão pessoal a respeito de tudo. E depois a utilizamos para explicar a nós mesmos o que vemos, ouvimos e tudo o que invade os nossos sentidos. Isto é o que determina o julgamento do que é certo ou errado para cada um. Entende agora porque é tão difícil mudar o mundo? A cabeça de cada indivíduo é que tem de mudar – e isso inclui a minha e a sua, só para complicar mais.

"Viver é aprender a viver", disse alguém num momento de profunda inspiração. Sabedoria deveria ser a busca central e mais importante de todo ser humano sobre a face da Terra. Mas imagine em quê a maioria esmagadora dos habitantes do planeta está pensando neste exato instante e lutando para conseguir.

Francamente, eu desejaria mil vezes ter errado a tabuada, como aquele homem, mesmo não ganhando prêmio algum, do que ter cometido os erros que cometi na  vida e ter pago as consequências amargas e difíceis que eles me fizeram pagar.

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OUSADIA: O ATRIBUTO QUE COMPLETA O PROFISSIONAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Ousadia é uma característica importante para muitas áreas profissionais.

Ser ousado não é ser invasivo ou “entrão”. Um indivíduo ousado aproxima-se daquilo que as pessoas chamam de “cara de pau”...  mas no bom sentido, é claro.

Tomemos a área de vendas como exemplo. Nenhum vendedor pode ter medo ou vergonha de se aproximar respeitosamente das pessoas e de puxar conversa de modo delicado e interessante a fim de pleitear a venda. 

Há muitos e muitos anos, um homem pobre regressava de trem de uma cidade distante.  Quando chegou a seu destino, ele contou a um amigo que cada vez que o cobrador do trem passava por ele, ficava encarando-o de um modo aparentemente acusador.

- “Como assim?” – pergunta o amigo.

- “Ah! Ele me olhava como se eu estivesse viajando sem passagem” – disse o pobretão.

- “E você, o que fez?” – questionou novamente o amigo.

- “Ora, o que eu haveria de fazer? Não tinha saída.” – disse o pobre. “Eu olhava para ele como se eu realmente tivesse uma passagem”.

Piadas à parte, hoje em dia todas as profissões dependem crucialmente de relacionamentos. E um ótimo relacionamento nasce de uma boa conversa, com respeito, educação, coragem e bondade no coração.No entanto, sem uma boa dose de ousadia, tudo isso é quase impossível. 

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DEZ ATITUDES QUE FARÃO DE VOCÊ INSUBSTITUÍVEL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Aqui estão dez atitudes que farão de você um profissional de valor em qualquer área e por isso insubstituível.

1. SEJA PONTUAL: sinal de compromisso. Chegar na hora mostra que você está interessado e tem respeito pelos demais.

2. SEJA ÉTICO. Conheça os seus direitos e deveres para ser bom e justo. Trate os outros como você gostaria de ser tratado. Mas antes, calcule a desgraça que será o contrário disso.

3. ESFORCE-SE. Não seja mole... e nem indisposto.

4. CUIDE DA SUA EXPRESSÃO CORPORAL. Tenha postura ativa... positiva. Expresse-se pelas palavras certas e por gestos educados e coerentes.

5. TENHA ENERGIA. Ninguém convence sem energia. Você só terá seguidores se as pessoas perceberem que você é energizado.

6. TENHA PAIXÃO. A paixão é para o trabalho o que a alma é para o corpo. Qualquer  sucesso deve-se mais à paixão do que ao conhecimento.

7. SEJA TREINÁVEL. Não é preciso saber tudo, mas sim estar aberto a aprender e a desenvolver habilidades em quaisquer áreas. 

8. FAÇA EXTRA E DÊ UM POUCO ALÉM DO COMBINADO. Já pensou quanto poderá impactar positivamente o que você fizer a mais do que combinou?

9. ESTEJA PREPARADO. Sabe aquela reunião marcada? Que tal ter toda a pauta em mente e se preparar para o que pode surgir? A qualidade da sua participação será superior.

Finalmente:

10. TENHA ATITUDE. Ou seja: não aja só naturalmente, mas invista esforço... e tenha foco. 

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COMO SÃO AS DECISÕES DAS PESSOAS COMUNS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O futuro preocupa. É por isso que o adiamento de muitos compromissos traz esperança de melhoria ou renovação.  

Você se lembra de quando ia despreparado para uma prova no colégio e o professor faltava? Acendia-se uma expectativa de que lá estava a oportunidade de estudar e tirar boa nota.  A título de simples informação, pesquisas mostram e provam que menos de 5% dos alunos nessa circunstância tiram proveito real para melhorar suas notas.  Todos os demais ficam só na esperança.

O medo do futuro parece barrar os nossos sonhos ou os nossos planos.

Em 2002, um psicólogo Israelense, chamado Daniel Kahneman, ganhou o prêmio Nobel de Economia. 

Seus trabalhos provaram que na hora de escolher entre correr um risco ou evitá-lo, a nossa decisão não é guiada só pelas chances efetivas de sucesso ou fracasso. 

Ele e seu parceiro, Amos Tversky, afirmaram que, havendo  riscos, o que irá falar mais alto é o medo de perder, e não o desejo de ganhar. 

Outra explicação.

Imagine que o seu salário mensal seja de R$ 3 mil e alguém lhe dê mil reais para você apostar num jogo. Caso perca este dinheiro, o seu orçamento não estará comprometido.

Começa o jogo. Você aplica os R$ 1.000,00 e agora tem de escolher entre ganhar R$ 500 certos  ou correr um risco em que você tenha duas possibilidades:

- 50% de chances de ganhar R$ 1.000,00 ou 

- 50% de chances de perder tudo. 

Qual será a sua opção?

85% dos entrevistados escolhem os R$ 500,00 certos, e evitam o risco de não ganhar nada. 

Ganho certo é o que predomina.

Mudemos um pouco o cenário. 

Você recebe agora R$ 2.000,00. E desta vez terá de escolher entre:  perder R$ 500,00 inevitavelmente, ou correr um risco pelo qual há duas possibilidades: 

- 50% de chances de você perder R$ 1.000,00 e 

- 50% de chances de você não perder nada e ficar com os R$ 2.000,00 no bolso. 

E então?

70% preferem correr o risco de perder mais. Sabe por quê? Porque têm esperança de não perder nada. Só 30% optam pela perda inevitável de R$ 500,00.

Quando se trata de ganhar,  temos mais aversão ao risco do que quando se trata de perder. Nós estamos mais dispostos a sacrifícios para não perder do que para ganhar. Para não perder estamos dispostos a correr o risco de “perder mais”.

Muitos jogadores param quando estão ganhando. Porém, poucos conseguem parar quando estão perdendo. É difícil renunciar às perdas. Por isso seguem apostando movidos pela fé de que sua sorte irá mudar e aí ficam até esgotar sua conta e também seu crédito. 

Acontece também com o investidor que se agarra a ações que estão caindo dramaticamente porque prefere esperar por um milagre a vendê-las neste momento e barrar seu prejuízo aos níveis atuais.n

Assim, quando limitamos os nossos sonhos, estamos, na verdade, temendo deixar de lado o conforto do nosso status.  Este apego é que fala mais alto do que a perspectiva do sucesso. 

Alguém disse que não existe desejo sem perdas. Portanto, quem não aceita perder, está impedido até de desejar.

PS: Esta e outras situações são muito bem abordados no livro "Rápido e Devagar" de Daniel Kahneman.

 

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ANTIPATIA DE GRAÇA: SUPERAR FAZ DIFERENÇA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

A funcionária me abordou dizendo:  

- “Eu sei que a minha nova gerente não gosta de mim”.  

E eu respondi: 

- “Você nem a conhece. Como pode saber?”.

É difícil para qualquer indivíduo encarar seu “lado obscuro”. E todos nós temos um. Você também. É aquela área interna onde reside o modo de ser e de reagir que não nos agrada. Por isso nós o negamos ou o escondemos dos outros...  e até de nós mesmos. 

Quando nos deparamos com alguém que se parece conosco, sentimos um súbito desconforto. Começa com a sensação de ameaça. Então tendemos a rejeitá-lo. Depois vem o medo e a perda da espontaneidade porque fazemos tudo para não sermos revelados, julgados e criticados. 

E o momento seguinte? Nós o julgamos e o criticamos. Fizemos contra ele o que pensamos ter ele feito contra nós. Algo como:

- “Ele é a minha cara. E eu não gosto de ninguém que se pareça comigo”. 

Já passou por isso? Se você disser que não, é mentira. Apenas não tem consciência. Deseja superar? Vamos a uma receita prática e eficaz.

Primeiro: observe o que foi que você mais detestou nessa pessoa. 

Segundo: vasculhe em si até descubrir que você também possui aquela característica. 

Terceiro: trabalhe para transformar esse atributo negativo em  positivo. Ao conseguir, você verá que o ‘jeito dele ser’ já não o incomoda tanto. 

"Antipatia gratuita" ou "repulsão entre pessoas semelhantes" é, no fim das contas, uma excelente oportunidade de autoaperfeiçoamento.

No dia em que você for capaz de dizer: - “Este fulano é a minha cara e por isso não gostei dele”, então você estará maduro para ser seu colega de trabalho ou talvez até um grande amigo dele. 

O mais importante, contudo, é você sair disso melhor do que entrou.

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O QUE OS COMPETENTES JAMAIS DIRÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

É muito difícil definir um profissional competente. Ele não obedece a um padrão.  

Eu não saberia identificar o que os competentes falam como característica ou identidade de sua competência. Mas creio ser perfeitamente possível saber o que eles nunca falam e nem falariam.

Quer saber o que um competente jamais diz? 

– “Do meu jeito é melhor!” Quem diz isso é o individualista.

O acomodado dirá: – “Eu não pensei que era urgente”. 

– “Este problema não é da minha conta!”? Aí está o fulano que não tem espírito de equipe.

E o puxa-saco? Ele diz: – “Eu só faço o que o chefe manda”. 

Desinteressados dirão: – “Não podia adivinhar que era para fazer desse jeito!” 

O interesseiro: – “Eu não ganho nada para fazer isso”. 

Um irresponsável: – “Fale com o responsável, não comigo”. 

– “Eu estou cheio de serviço agora, vamos deixar para outra hora?” – Este é o desorganizado.

Finalmente, o rei dos incompetentes o que diz? – “É melhor não fazer nada disso. Vai dar o maior trabalho!” Quem ele é? O vagabundo.

Ok. Talvez você questione: – “E que é que o RH não observa e detecta isso na hora da seleção?”

É que há algo em que os incompetentes são bastante competentes em fazer. Sabe o que? Eles sabem enganar muito bem.

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DINHEIRO NO LIXO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todo mundo sabe o que é desperdício e que é preciso evitá-lo.

Desperdiçar é esbanjar. É gasto que nada produz. É o papel sem uso que vai para o lixo. A caneta que ainda tem carga e já foi substituída. A lâmpada deixada acesa sem ninguém no ambiente. A água da mangueira que a mulher usa em lugar de uma vassoura. Enfim: desperdícios!

Eu me lembro de quando as construções civis perdiam enormes quantidades de material. Hoje, as construtoras fazem um trabalho intenso e o minimizam a próximo de zero. 

Você evita desperdício de energia, de comida, de material de limpeza porque o desperdício custa dinheiro. Ele reduz o seu ganho. E se esconde em pequenos detalhes.

Mas ele também está presente na vida profissional não apenas nas coisas. Quanto tempo e energia humana se desperdiçam no dia a dia? 

E sabe o que é ainda pior? São as pessoas sem consciência e sem educação. As que poupam o que é delas, mas “pisam fundo” no que é dos outros. 

O que se espera de qualquer indivíduo – pobre ou rico –, hoje,  é postura íntegra tanto com seus recursos, quanto com os de outros. Não importa de quem sejam. 

Cuidar bem e evitar desperdício são atitudes que revelam respeito e consciência. 

Então, por favor, faça a sua parte. E que seja um exemplo. 

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JÁ RESOLVEU OS SEUS PROBLEMAS DE HOJE?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Um professor me disse, certa vez: “Os meus pais, mestres e colegas me ensinaram muito. Mas foi dos meus alunos que eu mais aprendi”.

Eu adorei ouvir isso. 

Dos mestres e dos pais é normal aprender. Mas um professor se defronta com desafios inesperados e surpreendentes das perguntas e dúvidas de seus alunos. Esses desafios não estão em livros. Causam desconforto e às vezes até embaraço, mas são oportunidades gigantes para que o professor suba novos degraus na escada do conhecimento e da sabedoria de como ensinar. Ele agora pode chear aonde nunca havia chegado até então.  Foi o apertoe a dificuldade daqueles questões que produziram isso.

Na vida, na empresa e na carreira profissional todos nós nos deparamos com problemas. Alguns são simples, mas difíceis. Outros, complicados.  E incomodam. Tanto é que muita gente que os detesta e até desejariam que não existissem. Talvez tenham medo de que o fracasso em superá-los arranhe sua imagem ou status.

Mas as pessoas de caráter e que entendem o propósito de viver não fogem dos problemas. Elas sabem que não há vida sem eles e por isso dedicam-se a conhecer suas causas e tomar decisões para resolvê-los. E aprendem com cada um. 

As crises e os problemas são importantes. Eles desenvolvem as habilidades e a visão de consequências.   Conseguir um diploma hoje em dia é fácil. Contudo, graduação nenhuma habilita o ser humano a superar desafios.  Só pessoas persistentes que conseguem, porque  se esforçam.  Isto é a vida real.  

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COMODISMO JAMAIS!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Certa vez, fiz um processo de seleção de vendedor. Consegui um candidato com boa experiência e perfil. Vestia-se bem, boa comunicação e mostrava clareza de entendimento a tudo o que eu propunha. 

A empresa o contratou.

Em poucos meses sua carteira de clientes já era satisfatória e havia grandes oportunidades para crescer. Só que o patamar de vendas que ele atingira já lhe dava o ganho que ele desejava. Então não tinha ambição de prosseguir crescendo. 

Ele estava acomodado!

Comodismo é uma doença. Para manter-se vivo ninguém pode se acomodar.  Não estou falando de ganância, mas de ambição: desejo de mudar a condição atual para melhor sem pisar em ninguém. 

Se uma pessoa tiver fortuna que lhe garanta subsistência pelo resto da vida, ainda assim ela deve fazer um esforço para conseguir seu sustento de cada dia. É que esforço produz autorrespeito. 

Quem quer colher frutos, tem de plantar uma semente e cultivá-la até a colheita. Por qualquer outro modo, o fruto será só uma bonita e boa intenção, porém inútil. 

Todo efeito requer uma causa. Ação e reação. Descansar antes de cansar-se não é digno de quem quer, de fato, atingir o propósito deste mundo, já que a prova da vida é a ação, é o  movimento, é a  atitude.

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COMO JULGAMOS AS PESSOAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Uma mulher pede uma xícara de capuccino e cinco biscoitos de nata em um Café do shopping e  senta-se por alguns instantes para comê-los. Logo à sua frente está um senhor que lê uma revista enquanto toma sua xícara de chá.  

A moça prova o capuccino e tira um biscoito da pequena embalagem sobre a mesa. Assim que o come, o homem estende a mão e tira para si um biscoito do mesmo pacote.

Incrédula no que acabara de ver, ela  está indignada com a ousadia. Curiosa, pega um segundo biscoito. O homem faz o mesmo. Ela se controla para não reagir mal a quem julga ser o maior cara-de-pau do mundo.

Com apenas um biscoito sobrando, ela vai novamente ao pacote, mas o homem é mais rápido. Com semblante cordial e nenhuma palavra, ele quebra o único biscoito que sobrou ao meio e oferece o pedaço a ela.

Inconformada, ela se levanta, pega sua bolsa e dirige-se rapidamente à saída, rumo a seu carro. Já no estacionamento até deixa escapar uma ofensa contra aquele rapaz petulante. Enquanto procura as chaves na bolsa, seus dedos tocam o pacotinho dos biscoitos que ela havia comprado no café. Está fechado, bem ao lado do molho de chaves, exatamente do jeito que a atendente lhe entregou no balcão!

Os biscoitos que ela comeu pertenciam ao homem. Não eram os dela.

A régua com que medimos as pessoas em todas as circunstâncias não é outra senão aquela que construímos com o nosso próprio modo de interpretar, entender e enxergar o que se passa ao nosso redor. É a somatória das experiências pessoais, do conhecimento que adquirimos e, consequentemente, produto da sabedoria individual que desenvolvemos – ou não – ao longo da vida.

Observe como o nosso ponto de vista sobre quaisquer eventos pode mudar drasticamente tão logo tenhamos informações que até então desconhecemos. Imagine  qual não terá sido o choque que a mulher viveu ao encontrar seus próprios biscoitos na bolsa. Seu vizinho de mesa passou de vilão a gentil cavalheiro em pouco menos de um segundo.

A lição aqui é:  cuidado com os seus julgamentos. Se julgar não for opcional, recomendo antes de tudo conceder o benefício da dúvida. No entanto, superior a julgar bem é não julgar.?

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ATITUDE PRÁTICA: COMO ADQUIRIR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

- “O que é isso?”

- “E como vamos saber se funcionou?”

Um amigo empresário tem usado estas duas perguntas para se tornar mais eficiente e prático. 

Leia-as novamente:

- “O que é isso?

- “E como vamos saber se funcionou?”

Há uma filosofia por trás delas. “Se uma coisa vale a pena ser feita, então vale a pena conhecê-la antes de sair fazendo”.

Como isso é correto! Porque não há nada mais terrível do que alguém tentando fazer coisas que imagina saber ou efetivamente não sabe.  E depois que começa, é preciso de um critério que indique se aquilo está atingindo os objetivos ou não.

Pense num martelo, por exemplo. Sua finalidade é  fixar pregos na madeira.  Após usá-lo, é fácil dizer se desempenhou ou não sua função. Aliás, o simples fato de todo mundo ter clareza sobre a utilidade de qualquer martelo é a razão porque existem  tantos bons martelos no mercado. Já pensou nisso antes? 

Então adote esta prática em todos os âmbitos possíveis da sua vida.

- “O que é isso?”

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O SUCESSO QUE SE ESCONDE POR TRÁS DOS DESAFIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todas as pessoas bem sucedidas que eu conheço sofreram algum revés que tiveram de superar com autoconfiança e  esforço – muitas vezes sem recursos financeiros e sem ajuda alguma. Outros indivíduos em lugar delas teriam desistido para sempre. Mas elas persistiram, enfrentaram o desgaste, o cansaço e não viram a luz no fim do túnel durante a maior parte de seu percurso. 

Foi exatamente assim com J.K. Rowling,  autora de um dos maiores bestsellers de todos os tempos – um fenômeno que gerou uma fortuna significativa.

Ela disse de si mesma que se sentia o maior fracasso que jamais existiu ou conheceu, e atribui grande parte de seu sucesso ao efeito deste fracasso. Estava sem dinheiro, não se saía bem em emprego algum e acabou decidindo fazer a única coisa que amava: escrever uma história que sempre teve em mente:  Harry Potter. 

Em seu discurso, na Universidade Harvard, ela declarou: 

“As nossas falhas existem para arrancar fora de nós tudo o que é dispensável, mas não temos coragem de fazê-lo até vivermos uma crise. Eu parei de fingir que era mais do que realmente era. Concentrei toda a minha energia no único trabalho que importava para mim. Se eu tivesse tido sucesso em outra coisa, talvez nunca teria tido determinação para a área à qual eu realmente pertencia. Eu me libertei do meu maior medo. Então vi que eu ainda estava viva, que tinha uma filha a quem adorava, uma velha máquina de escrever e uma ideia que me atraía. E então, o fundo do poço se tornou um piso sólido desde onde eu reconstruí a minha vida”.

É claro que alguns lutaram e não conseguiram alcançar o sucesso. Mas tiveram a dignidade de lutar e deixaram o exemplo.  Por isso é perfeitamente possível afirmar que todo aquele que procura a saída mais fácil quando desafiado, não alcança os melhores resultados. Será, no máximo, medíocre.

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A ARTE DE SABER DIZER O QUE É PRECISO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Talvez você nunca tenha parado para avaliar quanta diferença faz na vida pessoal e profissional saber dizer “não”. 

Ouço queixas de executivos em empresas por suas vidas estarem dispersas e sem rumo. Eu sei o que acontece. Eles se sentem drenados pelos pedidos de tantas pessoas que aparecem à porta dizendo: “Tem um minuto?” É assim que um dia inteiro vai-se embora sem produzir fruto nenhum. 

Alguém, certa vez, fez menção a uma frase do Rei Salomão dizendo que a diferença entre o homem e o animal é nula. Quando eu fui pesquisar o texto original, em hebraico, descobri algo maravilhoso. Ao pé da letra, o mais sábio de todos os homens disse: “Pois a diferença entre o homem e o animal é ‘não’”. 

Então entendi a sabedoria por trás disso. Só o homem possui a faculdade de dizer “não”. Um animal diabético, por exemplo, não recusará comer doces. Um homem, se quiser, sim. 

Observe uma turma de estudantes colegiais. Aqueles que dizem “não” ao comportamento de manada do grupo são os que se tornarão líderes no futuro. Dizer não com consciência do que se quer ou do que se busca é poder. 

Aprenda a dizer “não”. E quando aprender, ensine aos demais à sua volta.

Disso depende a concentração no trabalho e nas demais tarefas que se empreende com uma finalidade. Quem se utiliza desta vantagem estará sempre pronto para as situações precárias que vão e vêm.

Você sabe que na vida é preciso saber o que se quer. Ter foco ao mesmo tempo em que se pretende atender tudo e todos quando lhes convém é impossível. Ou se diz “não” para as situações paralelas e difusas, ou tudo estará comprometido e, muitas vezes, sem chance alguma de recuperação ou reciclagem.

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TECNOLOGIA: BEM OU MAL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Sei que você poderá protestar contra esta ideia ou até julgar-me antiquado, mas o que direi a seguir é resultado de um grande incômodo e de uma reflexão.

Por quanto tempo mais você acha que nós aguentaremos as novas tecnologias na velocidade em que são oferecidas? Outro iPhone.  Aplicativos que produzem sensações físicas. Novo sistema disso e daquilo. Um site que promete fazer as pessoas mais felizes. Um Youtuber revolucionário que atrai milhões de adolescentes. Mais e mais modernidades.

Será que só há benefícios nisso?                                  

Eu gosto de tecnologia e a emprego sistematicamente. Mas vejo indivíduos se perderem, casais se destruírem, crianças e adolescente completamente fora do mundo e da realidade por causa dela.

É preocupante considerar que a maioria astronômica dos pais não faz ideia alguma do que seus filhos veem, vivem e fazem ao celular, ao computador e em outros meios de acesso ao universo virtual.

Então cabe perguntar: “Qual será o resultado disso? Que tipo de seres humanos sairá daí?”

Há alguns dias, durante minha consultoria para herdeiros e sucessores a uma grande empresa, um jovem me revelou: “Eu estou perdido, professor! Não consigo mais viver a minha vida. Passo o dia e noite ao celular com os  meus grupos. Não tenho vontade de ir à faculdade, de ler um livro, de comer ou ir à piscina.” E concluiu dizendo: “Uma coisa que farei no futuro é não dar aos meus filhos a liberdade total que os meus pais me dão, porque sei o lixo que eu vi, vejo e o quanto isto me estragou”.

Este moço teve consciência. Mas quantos de nós temos?

Como tudo na vida, tecnologia tem, sim, dois lados. Por isso a necessidade de discernimento no uso e em seu domínio – nunca o contrário.

Pense nisso. E comece a tomar uma atitude – ao menos consigo mesmo.

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CRÍTICAS: COMO E QUANTO ELAS PODEM AJUDAR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todos nós queremos fazer a coisa certa. Ninguém acorda de manhã e diz: “Eu quero ser mau”. Mesmo um criminoso tentará justificar seu comportamento como sendo ‘bom e correto’. 

Há muita gente que tem prazer em achar defeitos nos outros – ou por serem perfeccionistas, ou para tentar aumentar seu poder pessoal. Seria preciso que eles aprendessem a ver o lado bom do próximo – seja quem for.

Como você se sente sob críticas? A maioria interpreta crítica como ataque pessoal e faz desencadear todo tipo de defesa. Não devia ser assim.

Empresas pagam muito dinheiro a consultores que lhes dizem o que estão fazendo de errado! Algumas têm caixas de sugestões. E se isto representar uma chance de mais negócios, até o que o zelador disser será considerado com cuidado e transformado em Plano de Ação pelo presidente da companhia.

Ótimo!

Então, o que explica aquele mesmo presidente ficar zangado quando chega em casa e ouve sugestões de sua esposa?

Eu explico. Ganhar dinheiro é o maior interesse dele. Já, tornar-se uma pessoa melhor, não.

Que valores são estes?

Um amigo de verdade lhe dirá se você estiver com um pedaço de alface preso entre os dentes.  Um inimigo irá rir e dizer que você está ótimo! "A crítica de um amigo é melhor do que o beijo de um inimigo”.

Eu e você não somos perfeitos. Mas se quiser alcançar todo o seu potencial, peça a alguém que tenha sabedoria que o critique. Refiro-me a quem você confie. Se você estiver empenhado em alcançar uma meta de vida, um objetivo de ser melhor, tenho certeza de que irá suportar as doses mais intensas de irritação, hostilidade e insultos. Sabe como sei? Basta olhar para um atleta olímpico e observar o que ele voluntariamente aguenta de seus treinadores! 

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COMO RESOLVER PROBLEMAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Permita-me dizer algo sobre erros e falhas. Eles estão presentes na vida e no trabalho de todo mundo.

O que fazer com eles? Bom seria se pudéssemos tratá-los como nos desenhos animados.

Errar é humano, sim. O problema é que todo erro tem consequências.

Como você se comporta quando falha? Grita?  Entra em depressão? Isto só piora o cenário. É a minha experiência própria.

Se o início de um incêndio na casa de alguém ocorreu devido à problemas na instalação elétrica, e esta pessoa se contenta em somente apagar o fogo, eu e você somos capazes de prever que um novo incêndio irá ocorrer a qualquer momento. A instalação continua a mesma. Ela é a causa. E se a causa não for removida ou resolvida, não se soluciona o problema.

Se a comida não deu certo, de que adianta discutir sobre isso na sala de jantar? Os ingredientes, os utensílios, o forno e a receita estão na cozinha. É lá que a coisa precisa ser analisada e resolvida! Em vão será imaginar coisas na sala de jantar.

Os japoneses são um povo que tradicionalmente enfrenta os problemas de modo corajoso e busca resolvê-los pelas causas. Eles sabem que a perda de tempo com paliativos é um engano e compromete frontalmente a produtividade de todos, inclusive a do país.

Uma das filosofias da Toyota, por exemplo, é “Vá e veja!” Eles descobriram que a compreensão mais profunda possível a respeito dos problemas encontra-se onde ocorrem os processos que os geraram.  Lá é o local onde se acha a solução, e não nas salas conforáveis da alta administração, com poltronas estofadas e ar condicionado.

“Vá e veja”. Vá ao lugar onde o problema aconteceu.

Faça um cartaz e fixe-o onde seja visível: “Só se resolve problema por sua causa!”

Investigue, confira, cheque as causas reais, e só depois aja!

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O CÍRCULO DE COMPETÊNCIA E SEU SIGNIFICADO MAIS SIMPLES

ABRAHAM SHAPIRO - para o Blog Profissão Atitude

 

 

O que você responderia se lhe perguntassem: “Qual exatamente é o seu círculo de competência?”

Conhecer o círculo de competência pessoal é o fator determinante para o seu sucesso ou fracasso. Sem este autoconhecimento, você ou qualquer outro indivíduo acabará vagando por áreas que não são “suas praias” ou segmentos e setores em que não se sairá bem, ou seja, com dificuldade extrema para produzir resultados.

O QUE É O CÍRCULO DE COMPETÊNCIA?

Warren Buffet foi quem criou o conceito do Círculo de Competência. A pessoa que atua dentro deste círculo é profissional.  A pessoa que atua fora dele ou não é profissional ou o é parcialmente.

O lema de Buffet é: “Conheça o seu círculo de competência e permaneça dentro dele. O tamanho do seu círculo não é importante. Mas é vital saber onde precisamente está sua fronteira”.

O Círculo de Competência é um conceito simples: cada um de nós, através da experiência ou de estudos, construiu conhecimento útil em alguma área da vida. Algumas dessas áreas são comuns à maioria das pessoas. Já outras exigem maior nível de especialização tanto para avaliar quanto para atuar.

Por exemplo, qual é o nível de compreensão em negócios exigido para se ter um restaurante? Você aluga ou compra uma área física, investe em móveis e equipamentos e depois contrata funcionários para cozinhar, servir e limpar. E, talvez você seja o gerente.

Duas questões a serem respondida são “como gerar movimento suficiente”; e a outra: “quais os preços adequados para  ter lucro depois de todas as despesas operacionais pagas”?

Embora o cardápio, o ambiente e os preços variem muito de restaurante para restaurante, basicamente todos têm de  seguir a mesma fórmula para implantação e continuidade.

Este conhecimento somado a alguma compreensão de contabilidade, marketing e aspectos técnicos em gastronomia que ajudem no cálculo dos custos, permitiriam a você avaliar e investir em negócios de restaurantes e até mesmo em fazer o negócio evoluir ao nível de uma cadeia de filiais. Não é tão complicado, ainda que exija muita dedicação.

No entanto, muitas pessoas terão dificuldades de entender o funcionamento de uma empresa de microchips ou de biotecnologia. Isto solicita conhecimento especializado e competências muito diferentes das de um restaurante.

Portanto,  o círculo de competências requerido por um profissional que gerencia uma empresa de tecnologia deve ser  bem maior do que o de um restaurante.

No livro A Arte da Guerra, lê-se: “Se você conhece o seu inimigo e conhece a si mesmo, você não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você também sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem você e nem o seu inimigo, você irá sucumbir em todas as batalhas.”

Você deseja melhorar as suas chances de sucesso na vida e negócios? Defina com verdade e sem nenhuma presunção a fronteira do seu círculo de competência e opere estritamente dentro dele. Com o tempo, você deve trabalhar para expandi-lo. Porém jamais se engane ou se iluda sobre onde se situa suas fronteiras hoje. E nunca tenha medo de dizer “Eu não sei”.

ELEMENTOS REGULADORES

Muitos de nós fazemos as coisas não para ter sucesso, mas para não errar e evitar falhas. Estudiosos chamam a isso “Síndrome dos Elementos Reguladores”. Eles afirmam que, por causa da crítica destrutiva na primeira infância e dos erros que as pessoas cometem na juventude e fase adulta, o medo de errar leva as pessoas à paralisia e à estagnação. Isso compromete frontalmente sua capacidade de assumir riscos, seu arrojo e seu desenvolvimento humano e intelectual, mesmo quando existem excelentes oportunidades.

O medo do fracasso cria na mente todo tipo de motivos para não agir: falta de tempo, visão insuficiente de recursos que seriam bastantes para investir, preguiça, falsa humildade e muito mais. Assim, as pessoas acometidas por este mal se privam de adquirir conhecimentos e habilidades necessárias para seu bom desempenho.

Caçadores profissionais lançam um facho de luz contra os olhos das feras do campo porque  elas “se congelam” pelo efeito da luminosidade intensa durante a noite. Com as pessoas,  o temor do fracasso faz o mesmo e elas não tomam atitudes.

Todavia, a maioria das fortunas nos Estados Unidos, por exemplo,  iniciou pela venda de serviços pessoais. Aqueles homens e mulheres ousados não tinham dinheiro, mas consciência de sua capacidade de trabalhar duro, disposição para adquirir novas habilidades a fim de se tornarem cada vez mais valiosos. Como produto disso, mais e mais oportunidades se abriam para eles. Por quê? Pela ampliação das fronteiras de seu Círculo de Competências. Eles se fizeram crescentemente capazes, independentemente do quão inteligentes ou vocacionados eram. Tinham bravura e coragem para superar seus temores e assumir riscos. E assim agiram.

O medo da crítica e da desaprovação converte-se automaticamente em busca por aprovação. Quem busca aprovação e aceitação dos demais tem maior probabilidade de pensar de modo convencional e, por isso, não obtém resultados acima da média. A razão disso é que não suportam ser diferentes e, por consequência, criam dificuldades próprias para aprender e se desenvolver acima de seus limites.

Thomas Edison era considerado imbecil por seus professores porque era pêgo constantemente distraído. Isso, porém,  não o impediu de ser um dos inventores que mais contribuíram para o progresso da humanidade.

"Eu vou estudar e me preparar. Um dia a minha chance virá”, disse  Abraham Lincoln.

COMO MUDAR?

A regra prática de ouro é: "Para conseguir algo que você nunca conseguiu antes, você deve aprender e praticar algo que você nunca fez antes."

Alguém perguntou a Charlie Munger, o sócio de Warren Buffet: “Como devemos dedicar o nosso limitado tempo de vida a ter o maior sucesso possível?”

E a resposta de Munger: “Você tem que descobrir quais são os seus talentos. Quando você joga um jogo em que os adversários têm as aptidões necessárias e você não, a sua derrota é certa.  Este resultado, aliás, é perfeitamente previsível. Tudo mais na vida também é assim. Você tem que descobrir em que área possui vantagem competitiva e jogar dentro dela. Nós chamamos a isto Círculo de Competência. Se quiser se tornar um astro do tênis mundial, você pode começar experimentando.  Tão logo descubra que não leva jeito, saberá que ninguém vai prestar atenção em você. Entretanto, se quiser ser o melhor encanador da cidade, isto já é atingível por provavelmente dois terços de você: a sua vontade e a sua inteligência. Nesse momento, estará faltando a habilidade - que você ainda não tem. Após um tempo de estudo e dedicação prática à técnica, você irá conhecer gradualmente tudo sobre este ramo de negócios e irá dominá-lo. É lógico que vai requerer disciplina e dedicação. Assim, você e todas as outras pessoas que jamais ganhariam um torneio de xadrez ou de tênis podem subir muito na vida quando desenvolverem, aos poucos, seu círculo de competência em alguma área. Comece com as qualidades que nasceram com você e prossiga com o desenvolvimento de todos os pontos você ainda não sabe, mas pode aprender com boa dedicação e foco.”

O resumo da resposta de Munger, em duas palavras, é: aprender e praticar. E eu acrescento: aprender e praticar muitas vezes e sistematicamente, isto é, segundo um método, de modo organizado e progressivo.

Acontece que muita gente não está disposta a se sacrificar para ter sucesso. Quer encontrar o bolo pronto e comê-lo sozinho. E acha que merece - ainda que nunca tenha parado para uma autocrítica ou autoavaliação. 

Todas as pessoas bem sucedidas que eu conheço sofreram algum revés que tiveram de superar com autoconfiança e  esforço - muitas vezes sem recursos financeiros, sem ajuda ou empurrão. Outras em seu lugar teriam desistido para sempre. Mas não aquelas. Ao contrário. Elas persistiram apesar do desgaste, do cansaço e de não verem a luz no fim do túnel na maior parte de seu percurso. Venceram o medo e a busca da aprovação dos demais.Também há indivíduos que lutaram e não conseguiram sucesso. Porém, estes conquistaram a dignidade da autovalorização e legaram exemplo importante de vida a muitos.  No entanto, é perfeitamente possível afirmar que todo o que procura a saída mais fácil quando desafiado, não alcança resultados elevados e nem plausíveis. Serão, no máximo, medíocres.

J.K. Rowling disse de si mesma que se sentia o maior fracasso que jamais existiu. Ela atribui grande parte de seu sucesso a ter sentido este fracasso. Estava sem dinheiro, não se saía bem em emprego algum e acabou decidindo fazer a única coisa que amava: escrever uma história que tinha em mente –  Harry Potter. Em seu discurso, na Universidade Harvard, ela declarou: “As nossas falhas existem para arrancar fora de nós tudo o que é dispensável, mas não temos coragem de fazê-lo até vivermos uma crise. Eu parei de fingir que era mais do que eu realmente era. Comecei a concentrar toda a minha energia ao único trabalho que importava para mim. Se eu tivesse tido sucesso em alguma outra coisa, provavelmente nunca teria encontrado determinação para ser bem sucedida na área à qual eu realmente pertencia. Eu me tornei livre desde que me defrontei com o meu maior medo. Foi quando vi que eu ainda estava viva, que tinha uma filha a quem adorava, uma velha máquina de escrever e uma ideia que me atraía. Foi quando o fundo do poço se tornou um piso sólido desde onde eu reconstruí a minha vida”.

COMO MUDAR O SEU MODELO MENTAL

O primeiro passo para mudar um modelo mental derrotista ou amarrado ao medo é adquirir a seguinte consciência: “Você não sabe absolutamente nada se os seus conhecimentos são isolados ou esparsos”. Enquanto você não for capaz de juntar os conhecimentos já adquiridos e formar uma estrutura sistemática e organizada de “causa e efeito” e de “correlação”, tudo o que eventualmente você aprendeu não se encontra no modo “utilizável”. Isso explica as pessoas que sabem muito, mas não conseguem  pôr em prática o que sabem. É semelhante a ter ótimos e deliciosos ingredientes de alta qualidade, mas não ter a habilidade de combiná-los para fazer uma torta.

Todos nós precisamos de modelos mentais e, de um jeito ou de outro, nós os temos. Eles se formaram como consequência do processo cognitivo ao longo do nosso desenvolvimento físico e mental. Cognição é a soma de tudo o que aprendemos e vivemos desde a infância  através dos nossos pais, com as outras pessoas, experimentando o resultado de cada ação do dia a dia, depois na escola, com os livros, revistas, rádio, tevê e todas as demais fontes a que fomos expostos nos ambientes que frequentamos.

Mas para ter utilidade, os conhecimentos e as experiências que você e eu adquirimos precisam ser combinados como os fios de uma trama de tecido para que sejam úteis. O saber exclusivamente teórico quase nunca gera prática. É por isso que grande parte do que aprendemos na escola caiu no esquecimento. 

A aprendizagem genuína envolve teoria e prática. E depois aprofundamento e especialização para que se diferencie, se eleve e se transforme numa habilidade. É o que fazem os instrumentistas, artistas, artesãos, atletas, cirurgiões etc.

É assim que os modelos mentais de sucesso se formam. As pessoas que assim se dedicam a fazer superam a natureza da psicologia humana dos modelos mentais desconectados. À medida que encaixam seus conhecimentos num sistema organizada de “causa e efeito” e de “correlação”, o resultado é a conversão de seu esforço em capacidade, aptidão e habilidade.

O segredo, portanto, é não fazer da aprendizagem algo como uma loja de departamentos, com áreas separadas,  mas um “oceano de conhecimentos conjugados e interligados” que atue em função de cada necessidade e demanda.

É isso o que explica o fato de um bom engenheiro tornar-se conselheiro comportamental, um médico, excelente administrador, e um indivíduo sem qualquer formação universitária gerir uma fazenda agropecuária, uma indústria e outros negócios com excelência. Eles uniram seus conhecimentos específicos e pontuais  de maneira organizada, e hoje conseguem desempenhar suas atividades empregando-os simultaneamente. E se você for observá-los de perto, verá que eles questionam, pesquisam, param para pensar, não respondem subitamente e, por isso,desenvolvem novos conhecimentos úteis num mecanismo de moto-perpétuo.

ABAIXO O CONHECIMENTO VAGO

Há um ditado que diz: “Para o homem que só tem  um martelo, todo problema é um prego.” Uma história ilustra bem o sentido desta frase.

Depois de receber o Prêmio Nobel de Física, em 1918, Max Planck viajou por toda a Alemanha. Sempre que era convidado para dar uma palestra, apresentava o mesmo texto sobre a Mecânica Quântica, recém-descoberta. Com o tempo, seu motorista já sabia a palestra de cor.

- “Deve ser monótono, professor Planck, proferir sempre o mesmo discurso” – disse-lhe o motorista, certo dia. “Que tal se eu o substituir na próxima palestra e o senhor ficar sentado na primeira fila com meu quepe de motorista? Assim, nos revezamos um pouco.”

Planck achou a proposta divertida e concordou. E o motorista deu a longa palestra sobre Mecânica Quântica para um público de bom nível. Após alguns minutos da preleção, um professor de Física levanta a mão e faz uma pergunta. O motorista, sem pestanejar, respondeu:

- “Nunca poderia imaginar que numa cidade tão importante como esta alguém fizesse uma pergunta tão simples. Vou pedir ao meu motorista que a responda.”

Lenda ou não, é assim que um motorista se imagina capaz de dar uma palestra de Física. Ele conhece o script básico e o declama - como um papagaio. Este é um modo desgraçado de operar neste mundo. E o pior é que hoje em dia muitas pessoas estão fazendo o mesmo que aquele motorista e convencendo-se de que são grandes palestrantes de Física.

Elas são superficiais e detêm minguado conhecimento e prática em determinado campo. Mas são ousadas o suficiente para se candidatarem a vagas de profissionais plenos em empresas, cargos públicos e outras instituições. O resultado é desastroso, pois confiam a elas atividades e responsabilidades desde a fé de que elas terão o desempenho que se espera. Mas não. Estes pseudo-profissionais trabalharão por tentativa e erro. Se acertarem, trarão para si os méritos. E quando errarem, saberão transferir a culpa para o ombro de outros.

Isto nos coloca frente a uma verdade incontestável. Há dois tipos de conhecimento. Um é o autêntico – provém de pessoas que investiram muito tempo, energia, trabalho mental e prática para obtê-lo. O outro é o vago – conhecimento de pessoas que agem como se o tivessem. Elas aprenderam a se apresentar bem, têm discurso convincente e bela aparência, mas seu conhecimento é oco. São eloquentes e desperdiçam palavras vazias causando impacto impressionante.

Infelizmente está cada vez mais difícil separar o conhecimento autêntico do conhecimento vago no mundo.

Por outro lado, o ingresso ao sucesso é simples, mas não é fácil. Pesquisadores dizem que cerca de 80 modelos mentais importantes construirão 90% de tudo o que um indivíduo precisa para sair-se bem no mundo profissional e na vida.

Portanto, finalizemos esta reflexão com um resumo das principais ações.

Dedique-se a algo que você goste de fato ou que seja a sua necessidade. Esforce-se: pesquise a respeito, aprenda, desenvolva a habilidade e o conhecimento de maneira sistematizada, com sequência e frequência e persista com base na sabedoria de que “a prática faz a perfeição”. Faça perguntas: “Por quê?”, “Como?”, “O que se deve fazer nesse caso?” etc.

Progrida até tornar-se uma referência,  sem preconceitos ou pressuposições não provadas.

Escolha as áreas  de que você mais necessita para dedicar-se a elas e busque interligá-las, sempre.

Não queira ser bom em tudo. Foco e dedicação devem ser as suas palavras de ordem.

Acorde cedo, invista energia no que fará você competente. Deteste ser medíocre. Apague da mente todos aqueles a quem você se preocupa em agradar ou obter aprovação. E uma última dica: delegue o máximo daquilo que você não domina a alguém que o faça melhor do que você.

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