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EVITE DISCUSSÕES A TODO CUSTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Não discuta.  Tome atitudes que demonstrem a sua convicção em lugar de discutir.  

Sabe por quê?  Vencer uma discussão é a vitória mais enganosa que existe. O ressentimento e a má vontade que você desperta são mais fortes do que qualquer mudança momentânea de opinião.

Quando um funcionário discute com seu  superior, por exemplo,  coloca em dúvida a inteligência de alguém mais poderoso. Ele se esquece com quem está falando. Além disso, todo homem acredita estar certo.  Então, não há palavras que o convençam do contrário. Argumentar é lançar palavras em ouvidos surdos.

Em lugar de discutir, aprenda a demonstrar a convicção das suas ideias indiretamente. Julgue  os seus movimentos pelos efeitos a longo prazo sobre as outras pessoas. Porém, jamais entre na rota de provar que está certo ou de conseguir uma vitória com argumentos. Você não sabe como vai afetar as pessoas com quem está discutindo, ainda que pareçam concordar por educação.

Fazer os outros concordarem com você por suas atitudes, sem dizer nada, é mais eficaz.

Palavras custam um tostão o quilo. No calor da discussão, nós todos falamos qualquer coisa para defender a nossa causa – citamos a Bíblia, mencionamos estatísticas não averiguáveis e filosofamos. Mas isso é como palha ao vento. Portanto, escolha o melhor caminho: demonstre, não argumente.

 

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O PROBLEMA É O CLIENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Numa produtora de vídeos, o editor cometeu uma série de falhas. Quando o chefe constatou os vários defeitos, questionou o funcionário sobre o que havia acontecido. O rapaz apresentou uma avalanche de desculpas e concluiu dizendo que o problema não estava nele e nem nos demais colegas que faziam parte do projeto, mas sim no cliente.

Sem acreditar no que acabara de ouvir, o chefe pediu que repetisse. E o funcionário novamente disse:

- “O problema é o cliente!”

Não sei com você, mas isso mexe com os meus nervos.

Para quê existe qualquer negócio neste planeta? Phillip Kotler, um dos papas do Marketing, responde: “De modo bem simples, podemos dizer que um negócio supre necessidades lucrativamente”.

De quem seriam estas necessidades? Ora. São as necessidades dos clientes.

Sem clientes negócio algum existe ou subsiste. Mas aquele editor de vídeos chegou ao cúmulo de dogmatizar que “o problema é o cliente”.

Creio que, do jeito como a concorrência anda brutal, os negócios escassos e as margens apertadas, muito em breve chegará o dia em que um doido que afirme uma insanidade dessas será surrado em praça pública. E a meu ver, este aí até que merecia já.

Mas enquanto estúpidos vagueiam impunes a dizer tolices por aí, minha dica ao chefe deste pseudo-profissional  é que o demita sumariamente e lhe pague todos seus direitos, já que a lei deste país não chegou à maturidade de reconhecer que o desrespeito à “majestade do cliente” é  situação inegável e legítima de demissão por  justa causa!

 

 

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DEIXE A AMIZADE DE LADO AO FAZER NEGÓCIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Antonio devia para João R$ 300 mil quando faliu. “Quebrou no talo” – como falam por aí. João não tinha mais esperanças de receber.

Certa noite, quase à uma hora da manhã, Antonio liga para João dizendo estar interessado em acertar sua dívida.

João o recebe em casa àquela mesma hora. A conversa se estende por mais de trinta minutos e Antonio propõe um acerto do débito por 50% do total.

João pensa: - “Entre perder tudo e receber apenas a metade.... está excelente.”

Mas Antonio prossegue o debate.  Chora mais um pouco, explica sua penúria e os dois acabam fechando tudo por 60 mil, que seriam pagos às 11 hs do dia seguinte.

Chega a hora. João vai ao escritório de Antonio, ávido por receber os 20% da dívida original.  Está conformado, já que o montante já estava no prejuízo!

Antonio aparece e diz:

- Você vai me desculpar, João, mas estou sem condições de lhe pagar o que acordamos.

- “Como assim?” – responde o credor, indignado.  “Você aparece em casa à uma da manhã, falamos por longo tempo, negociamos, fazemos um acordo e agora você diz que não irá pagar? Por que fez tudo isso, então?”

E Antonio conclui:

-  “Sabe o que é? Eu não consiguia dormir enquanto devia 300 mil reais a um amigo. Mas já com uma dívida de R$ 60 mil foi mais fácil pegar no sono.”

A lição? Amigos, amigos; negócios à parte!

Ao fazer qualquer negócio, ancore-o sobre uma base segura. Tenha critérios para conceder crédito. Se não os tiver, você acabará vítima de todas as circunstâncias e exceções.... e não terá a quem reclamar.

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JAMAIS DESISTA DA VIDA E DE CLIENTES

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Fui analisar a carteira de clientes inativos de uma empresa. Sabe o que encontrei?

Não havia nenhum que estivesse definitivamente rompido. Na verdade, quase todos os nomes daquela lista eram clientes de quem os vendedores da empresa, sim,  haviam desistido.

Eis aqui uma das principais causas de perda de clientes nas empresas: os vendedores os visitam – uma, duas, três vezes –, e por receberem sucessivos “nãos”, simplesmente desistem de prosseguir visitando-os.

A regra de ouro da venda enuncia: “Nunca desista de um cliente!”

Se o seu produto ou serviço é de boa qualidade, os processos de entrega são pontuais e os preços competitivos, não há motivo algum para abandonar um cliente – mesmo quando ele não compra de você por meses ou anos.

Ao contrário. Prossiga a rotina de visitá-lo.  Mostre a ele as suas vantagens, benefícios e  acima de tudo, a excelente oportunidade que ele terá quando tiver acesso ao valor que a sua empresa transfere a quem faz negócios com ela. E também os valores do seu atendimento e acompanhamento.

Só não desista.

Marque nova agenda. Fale de diferentes maneiras o que precisa ser dito e busque persuadi-lo através da oferta de uma oportunidade a ele. Você e a sua empresa são as oportunidades que estão sendo oferecidas. Nada de “pedir uma oportunidade” – isto é mendicância e negócio não é caridade.

Um excelente vendedor caracteriza-se pela persistência. E você deve ter esta competência como a sua principal marca – custe o que custar!

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LOGOTIPO OU LOGOMARCA? QUAL A PALAVRA CORRETA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Logotipo? Ou logomarca?

Muita gente – e até profissionais – hesitam na hora de escolher a palavra certa.

Pela etimologia, logotipo é a forma correta, porque “logo” também se traduz por símbolo, e “tipo” é forma, objeto.

Tudo bem. Mas se é simples assim, de onde vem a palavra logomarca, tão amplamente usada?

A profissão de Designer está em pleno desenvolvimento no Brasil.  Existem muitos profissionais atuando nesta área e eles usam várias palavras ao descrever seu trabalho. Duas delas, por exemplo, são:  layout  e  mockup. 

Eles criaram a palavra logomarca e ela foi se infiltrando no vocabulário. Hoje é usada livremente, mesmo durante o processo de criação de logotipos.

Há quem argumente que logomarca é o que devia ser usado por causa da junção do nome da empresa ao símbolo na identidade visual, como é o caso da Coca-Cola.

O que mais importa, no entanto, é que logotipo não é apenas um desenho fofo que o seu sobrinho, que mexe com essas coisas de computador, sabe fazer muito bem.

Um logotipo é a cara que a sua empresa vai mostrar na rua. É o primeiro contato do seu cliente com o seu negócio. Então, todo cuidado estético, técnico e mercadológico é mais que necessário para que a sua mensagem seja transmitida e desperte o interesse no público ao qual ela se dirige.

E, finalmente, não posso deixar de lembrar um pequeno, porém, importante detalhe. Em se tratando de design: rápido, bom e barato são três atributos que dificilmente andarão juntos.

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UM PROBLEMA SÉRIO CHAMADO 'PERFECCIONISMO'

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um dos grandes livros da administração da minha biblioteca ensina o seguinte:

“Quando se delega e tudo funciona bem, duas coisas acontecem simultaneamente. Primeiro, os seus funcionários assumem parte de seu trabalho e, por sua vez, desenvolvem as habilidades e o potencial deles. Segundo, ao delegar, você reserva tempo e espaço para se dedicar a aspectos mais importantes do seu trabalho, a fim de realizá-lo com sucesso.”

Todo gerente sabe que é preciso delegar tarefas aos subordinados. Muitos, no entanto, não conseguem. As causas são várias. Uma delas é a principal: é uma fraqueza de personalidade destes gestores. E o nome desta fraqueza é perfeccionismo.

Não! Ser perfeccionista não é virtude e nem é bom – na maioria das situações.

Todo perfeccionista vive inseguranças emocionais e tem visão fraca de si mesmo.

Em quase todos os casos, um perfeccionista seleciona e implementa processos com excesso de detalhes e age como controlador desconfiado não por razões técnicas, mas porque isso o faz sentir-se útil e importante.

Ele teme que seus funcionários duvidem de sua competência. Então terá a sua volta funcionários que o admiram, porque tentarão agradá-lo o tempo todo.

Por agir assim, você o verá demitir injustamente colaboradores valiosos e qualificados para a empresa pelo simples fato de não corresponderem a seus padrões. E o pior é que eles irão  correndo para atuar nos concorrentes,  com grandes chances de promoverem acusações de assédio moral ou constrangimentos.

Se você se identifica com esta descrição, busque rápido um tratamento,  pois, como ensina a sabedoria, perfeição, neste mundo, é uma jornada, e não um destino ou ponto de parada específico.

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CRIATIVIDADE E SIMPLICIDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em várias das minhas palestras, peço às pessoas que se consideram criativas que levantem a mão. Nunca o número de mãos levantadas corresponde a um quarto dos participantes.

Depois pergunto quantas, quando crianças, eram capazes de inventar coisas como: nomes para suas bonecas, uma brincadeira nova ou até uma boa história para os pais quando não tinham coragem de dizer a verdade.

E agora todas as mãos se levantam.

Isso me faz pensar. Qual é a diferença?

Como é que você “fazia de conta” quando era pequeno, mas não consegue ser um adulto criativo?

A resposta é que nós colocamos um peso gigantesco sobre a palavra “criativo”, como se fosse algo extraordinário e inatingível. “Picasso e John Lenon eram criativos.  Roberto Carlos é criativo. Mas eu?”

Uma das formas de começar a criar metas e planos de ação para a vida e para o trabalho é simplesmente inventá-los, do jeito como você fazia quando criança.

Pense no ato de criar como sendo simples, como algo que todos os seres humanos fazem com a maior facilidade por ser sua natureza. Siga a orientação do psicólogo francês Émile Coué: “Sempre considere fácil o que você precisa fazer, e assim será”, porque a nossa semelhança com D-us consiste exatamente nisso: em sermos criativos!

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PROBLEMAS SÃO BÊNÇÃOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

 

Para toda solução há um problema. Você já deve ter ouvido isso antes. Mas por que as pessoas dizem  que detestam problemas? Por que desejamos uma existência sem obstáculos?

Lá no fundo, onde mora a nossa sabedoria, sabemos que os problemas são benéficos para nós.  De algum modo também entendemos que eles fazem bem para os nossos filhos.  Mas nós nos comportamos de forma tão irracional diante deles que tendemos a fugir em vez de lutar para resolver e superá-los. E com isso, eles passam a nos parecer monstros vivendo embaixo da cama.

Problemas não são maldições. Não precisamos temê-los. Eles são como jogos difíceis para a mente. E você sabe que mesmo os grandes mestres do xadrez, por exemplo, sempre ficam ansiosos por uma partida.

O Dr. Andrew Weil foi um dos maiores estudiosos sobre a cura natural e considerado um guru dos médicos americanos. Ele sugeriu que encarássemos até mesmo a doença como uma dádiva. Em um de seus textos, ele escreve: “A doença pode ser um estímulo tão poderoso à mudança que às vezes é a única coisa capaz de forçar algumas pessoas a resolverem seus conflitos mais profundos.”

Enquanto você encarar os seus problemas como maldições, será difícil encontrar a motivação que você procura na vida. Por outro lado, aprendendo a amar as oportunidades que os seus problemas lhe apresentam, a sua energia motivacional certamente vai aumentar e será mais fácil você atingir os seus objetivos.

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A MISSÃO DA EMPRESA E A SIMPLICIDADE QUE ELA REQUER

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em 1998, Larry Page e Sergey Brin eram alunos de doutorado na Universidade de Stanford. Eles fundaram uma empresa de busca na Internet à qual deram o nome Google. Para quem não sabe, o nome desta empresa brinca com um termo matemático, o googol que significa o número 1 seguido por 100 zeros. Este nome foi dado como referência à enorme quantidade de dados online que a empresa ajuda os usuários a encontrar. 

A razão por eu estar falando sobre o Google tem menos a ver com a empresa em si do que com todas as demais à nossa volta, especialmente aquelas que escrevem longos e complicados discursos em sua MISSÃO CORPORATIVA, e que acabam desconhecidos por seus funcionários. 

Você sabe qual é a missão do Google? “Organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”. 

Não é incrível? Você e eu, que utilizamos esta ferramenta “n” vezes ao dia, sabemos que esta missão é a mais autêntica e transparente verdade.

Desde o início, o Google tem se esforçado em ser um dos “mocinhos” no mundo corporativo, apoiando um ambiente de trabalho sensível, fortemente ético, e um famoso slogan que diz: “Não seja mau”.

Grandeza e simplicidade são dois atributos que andam juntos sempre. Aliás, quando uma empresa é complicada, ainda que pareça grande no tamanho, sua complexidade é o sinal ou prova de que não há ali grandeza alguma. Muito pelo contrário. 

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FRASES MEMORÁVEIS DE GERENTES TONTOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Os gerentes de empresas sa~o, em geral, uma ótima fonte de citac¸o~es memora´veis. Eu destaco algumas que tenho ouvido nas minhas consultorias.
 
- “A partir de amanha~, os funciona´rios so´ podera~o ter acesso ao pre´dio usando o cracha´ individual de seguranc¸a. As fotos sera~o tiradas na pro´xima quarta-feira, e cada funcionário receberá sua identificac¸ão dentro de duas semanas.”
 
Incrível, não? 
 
Outra:
 
- “O que eu preciso e´ de uma lista dos problemas desconhecidos que temos de enfrentar.”
 
E que tal esta: 
 
- “E-mails na~o devem ser usados para transmitir informac¸o~es ou dados. Devem ser usados apenas para os nego´cios da empresa.”
 
Tenho uma espetacular.  Aqui vai: 
 
- “Este projeto e´ ta~o importante que na~o podemos deixar que coisas mais importantes o atrapalhem.”
 
E finalmente: 
 
- “Sabemos que ha´ um problema de comunicac¸a~o, mas a empresa na~o vai discutir isso com os funciona´rios.”
 
E sabe o é pior?  Muitos dos que verbalizam incoerências como estas – ou até piores –, acham-se as criaturas mais importantes e insubstituíveis do planeta. 
 
Um pouco só de humildade já lhes faria bem demais e salvaria suas empresas. 
 
 

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O VENDEDOR BONZINHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Existem vendedores de todo tipo, creia-me. Um deles é o “gente boa”, que cria amizade profunda com o cliente e acha que pode fazer tudo por ele – o que deve e o que não deve.

Amizade é coisa complicada. Não dá para ter mesmo nível com todos. Que dirá se você atende 60 ou 100 clientes por mês!?!

O vendedor “gente boa” é criativo, interessante, comunicativo e encantador quando está junto do cliente. Promete muito, compromete-se com tudo e é flexível. Mas, geralmente não cumpre, não faz e não acompanha.

O cliente suporta a primeira e a segunda vez. Mas na terceira, já não confia mais.

Este vendedor é como aquela garota bonita, mas namoradeira. Você se apaixona e quer casar-se.  Mas quando chega, ela já está com outro e você descobre que nunca foi séria e não serve para casar.

Ouça o que fez o Francisco, um vendedor muito “gente boa”. Ele demitiu-se de uma empresa e levou consigo sua carteira de atendimentos para a outra onde ia trabalhar, acreditando que os clientes eram seus amigos e lhe dariam preferência na compra.  Mas tomou um banho de água fria quando não conseguiu pedidos, mesmo com preço menor e prazo maior.  Os clientes queriam comprar da empresa anterior,  e lhe diziam:

-  “Chico, você é meu amigo. Mas o que importa em vendas é o resultado. O seu produto é mais barato. Mas o outro tem giro e agrada mais o público. Sinto muito, mas não vou fechar com você. Vamos tomar um cafezinho?”

Quase sempre é isto o que se passa com o vendedor “gente boa”. Fala demais, acha demais, porém, quando se analisa os resultados, seu esforço deixa a desejar por falta de planejamento e principalmente de atitude assertiva em relação a negócios.

 

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COMO AS MUDANÇAS ACONTECEM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Muita gente imagina que a revolução da Tecnologia da Informação ocorreu com o microchip. Não é verdade.  Foi com a invenção da imprensa por tipos móveis, de Johannes Gutenberg, em 1440. Isto é o que causou a maior explosão de ideias de todos os tempos.

Já existiam livros antes de Gutenberg. Mas eram itens de luxo da nobreza e do clero. Os escribas produziam um exemplar de cada vez.  Na época, pagava-se aproximadamente 1 florim de ouro por cada cinco páginas reproduzidas de um único manuscrito. Em valores atuais, esta moeda valeria cerca de 200 dólares. 

Assim, um livro de 500 páginas chegava a custar 20 mil dólares.  E vinha com uma série de erros de transcrição porque seria a cópia da cópia de uma cópia. Oos erros se multiplicavam e mudavam a cada geração.

A invenção do tipo móvel mudou isso drasticamente.  De uma hora para outra o custo de produção de um livro diminuiu quase trezentas vezes caindo de 20 mil dólares em valores atuais para 70 dólares.

A prensa de Gutenberg aumentou também a demanda de óculos, já que a nova prática de leitura fez muitos europeus perceberem que não enxergavam de perto.  E o negócio de óculos incentivou as experiências com lentes, levando à invenção do microscópio e do telescópio – responsáveis pelas revoluções na Biologia e na Astronomia.

Quem podia imaginar que a impressão em papeis tivesse tanto a ver com a ciência e a tecnologia? É como a  queda de peças de dominó enfileiradas. É exatamente assim que as grandes mudanças acontecem.

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NÃO CACE COM GATO! (NEM COM GATA)

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu fui atender a um empresário cujo interesse era que eu orientasse seu filho herdeiro para ser seu sucessor. Ele é dono de um grupo de empresas e de um poderoso patrimônio.

Seu desejo era conhecer o meu método de trabalho. Assim que eu expliquei, ele revelou que havia sido visitado por uma consultora que prometeu fazer de seu filho tudo quanto o pai desejasse.

Com a máxima delicadeza, mostrei que isto é obsolutamente impossível e considerei que a tarefa que eu realizo através do coaching consiste em ajudar a pessoa a expressar seu “eu original”. O que faço é explorar suas potencialidades e características próprias, e jamais moldá-la segundo o gabarito de terceiros.

Eu também lhe disse que orientar um ser humano solicita cuidados imensos. Existem pseudo-profissionais que prometem o impossível e não entregam nada, pois não sabem como trazer à realidade o imaginário que vendem.

Luís Fernando Veríssimo escreveu a história de um pobre cego que não tinha conseguido encontrar um cão para guiá-lo pelas ruas da cidade e, inspirado pelo provérbio “quem não tem cão caça com gato”, arrumou ele um gato.

Depois de certo tempo, via-se o cego passeando com o gato não só pelas ruas,  mas também por cima dos muros, por sobre os telhados e outros lugares insólitos  usualmente frequentados por esses felinos.

A conclusão é que, em matéria de consultoria e coaching  eu me obrigo a dizer:  se você não tem cão, o melhor é não caçar, porque nesta situação, um gato – ou mesmo uma gata –  só trará mais problemas!

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A REVOLTA DA VACINA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Poucos brasileiros conhecem a Revolta da Vacina. Foi uma rebelião popular de quatro dias no Rio de Janeiro em novembro de 1904, quando Oswaldo Cruz, diretor da Saúde Pública do governo Rodrigues Alves, quis vacinar a população da cidade contra a febre amarela.

As pessoas imaginavam que a doença seria inoculada em cada uma delas E entraram em pânico. Dizem que inclusive Rui Barbosa posicionou-se contra a medida, alegando constrangimento das mulheres em expor o braço nu para os enfermeiros. Os cariocas, inflamados, levantaram barricadas, destruíram a iluminação pública e incendiaram bondes.

Sabe qual a causa real desta reação histórica? Foi o conjunto de crenças de todas as classes sociais que forma a opinião pública, chama-se “senso comum” e é um fato presente no dia após dia de cada indivíduo por todas as gerações, desde a Criação do mundo.

Um exemplo atual? Tanto a pessoa humilde e analfabeta quanto o executivo graduado estão dizendo que os políticos, em geral, são corruptos. Isto advém do grande volume de notícias sobre fraudes de alguns políticos, que leva a população a projetar para todos os demais.

O senso comum tem o poder de dar sentido à vida cotidiana e de manter o status vigente. Mas ele também pode ser negativo e polarizado, gerando radicalismo. Uma dessas consequências negativas é a  resistência às inovações – como ocorreu com a campana de vacinação contra a febre amarela.

Enquanto não formos capazes de quebrar a resistência que o senso comum impõe contra o novo, nada de novo acontecerá. E isto, vá por mim, muitas vezes se traduz em prejuízo para todos!

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PARADIGMAS: ENTENDA DEFINITIVAMENTE O QUE É

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu ouço pessoas usarem a  palavra “paradigma” a esmo. Será que sabem o que estão falando?

Paradigma significa “padrão ou modelo de pensamento que influencia o modo como nos comportamos”. É como um mapa que nos ajuda a decidir qual direção seguir. Este mapa determina o que fazemos. E a atitude que tomamos determina os nossos resultados. Logo, se mudarmos os paradigmas, o nosso comportamento mudará e, como efeito, também os resultados.

Stephen Covey em seu livro “A Terceira Alternativa” dá um exemplo interessante de paradigma. Conta ele que, quando o tomate foi levado das Américas para a Europa pela primeira vez, um botânico francês identificou-o como o temido “fruto proibido” do qual falavam os antigos estudiosos. Comer um tomate, segundo aquele botânico, causaria espasmos, espumação pela boca e morte.

Assim, os primeiros colonos europeus na América não chegavam nem perto de tomates, embora os cultivassem em suas hortas como plantas decorativas. Ao mesmo tempo, uma das doenças mais perigosas enfrentadas pelos colonos foi o escorbuto, provocado pela falta de vitamina C — abundante nos tomates.  A cura estava bem ali, em seus quintais, mas eles morriam por conta de um paradigma errado.

Lá pelo século XVII, novas informações surgiram e o paradigma mudou. Os italianos e espanhóis começaram a comer tomate, o que tornou-o popular e saudável.

Como visto,  muitos séculos antes de os italianos fazerem molhos de massas e pizzas o tomate já era consumido nas Américas.

Tudo pode mudar sempre, principalmente os nossos modelos mentais. E na verdade, é isso o que faz a maior diferença na História pessoal de cada ser humano e no mundo.

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O FABULOSO MERCADO DOS MAIORES DE 50

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A faixa etária dos maiores de 50 anos tem crescido consideravelmente no Brasil. Já se constitui um mercado poderoso e ainda mal atendido.

Uma recente pesquisa foi realizada pelo Instituto MindMiners com 870 pessoas desta classe etária. Mostrou que, para 57% dos entrevistados, a atual oferta de produtos e serviços não atende sua expectativa de consumo. Aponta que eles se veem obrigados a consumir produtos e serviços não pensados para eles, mas para uma faixa etária genérica.

Eles sentem falta, por exemplo, de cursos livres para sua idade, alimentos específicos, produtos de beleza e de vestuário entre outros.

Os analistas indicam que o “consumidor maduro” está antenado e busca marcas e serviços que se encaixem a sua vida. Hoje ele está à margem do consumo e não se sente representado nas empresas e nem na publicidade.

O levantamento ainda pontua que o serviço de TV paga é o que os maduros mais compram, mas varia conforme a faixa de idade. Entre 50 e 59 anos, serviços de entretenimento, como Spotify e Netflix são os mais consumidos. Já entre os que estão acima dos 60, os serviços mais consumidos são de mobilidade e saúde.

A  pesquisa é a primeira dedicada à categoria e tem objetivo de abrir uma discussão sobre como atender o consumidor de mais idade. As empresas que, sem preconceito e estereótipos,  acordarem para a oferta de atendimento a essa camada de consumidores comerão, sem dúvida,  a melhor fatia do bolo deste mercado. E ainda há tempo de agir antes que as grandes corporações monopolizem.

 

 

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VOCÊ NÃO VAI ABRAÇAR O MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Vou partilhar um fato óbvio e pouco percebido que descobri durante os meus vinte anos de acompanhamento de gestores e líderes em treinamento e aconselhamento. 

A maior parte do stress que as pessoas vivenciam é proveniente de compromissos mal administrados que assumem ou aceitam.

Mesmo quem não está conscientemente estressado, mas sente-se aquém de seu potencial, há de experimentar um relaxamento maior, uma concentração melhor e uma energia produtiva cada vez mais poderosa à medida que aprender a controlar com eficiência progressiva os “veios abertos” de sua vida.

Observe o volume de coisas sobre as quais você sente ter mínima incumbência de  transformar, concluir, cuidar ou fazer. Você está comprometido, por exemplo, em atuar de alguma maneira sobre as mensagens que chegam à sua caixa de  e-mails ou pelo seu  Whatsapp. E com certeza há vários projetos que você tem de conduzir, assim como diretrizes a esclarecer e metas a atingir. Além de tudo, resta a sua carreira a ser administrada e, mais importante,  a vida – a ser mantida em equilíbrio.

Não é assim?

Para lidar com tudo isso, você precisa, primeiro, identificar os itens sobre os quais você tem real compromisso. Em segundo lugar, eu sugiro que planeje como irá prosseguir trabalhando com eles, aprendendo a definir as prioridades com que irá se preocupar realmente.

Este breve algoritmo tem o poder de pôr ordem no seu dia a dia e de organizar a sequência de necessidades a cumprir na mente. É melhor contar com esta organização do que ser vítima de uma avalanche de situações descontroladas sobre si.

Pare de encarar tudo com preocupação e ansiedade, porque é impossível abraçar o mundo. Ou você elege prioridades e trabalha séria e organizadamente sobre elas, ou acabará tragado pelas urgências e eventualidades que ninguém, neste planeta, é capaz de controlar. Inclusive você!

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UM MUNDO SEM COMPLICADORES

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Imagine um mundo sem mediadores, sem chefes, sem colegas de recursos humanos, sem ninguém dizendo o que você não pode fazer.

Se vivesse em um mundo assim, o que você faria?

Vamos, tente imaginar.

A verdade é que exatamente agora, na China,  há uma fábrica que faz as mesmas peças que a sua por um décimo do preço.

Descendo a rua, tem lá um restaurante copiando o seu menu e a sua carta de vinhos, mas cobrando 20% menos que você.

O último agente de viagens de que se tem notícia deve ter viajado para bem longe, porque ninguém mais o viu.

Os editores de revistas deixaram seu crescimento para os blogueiros.

A Wikipédia não teve de pedir autoização alguma à Encyclopædia Britannica para ocupar o maior espaço de que já se ouviu falar sobre conteúdo gratuito. Colaboradores simplesmente apareceram e fizeram o trabalho. E os funcionários da Britannica apenas assistiram.

Intermediários, secretários e investidores nunca foram tão pouco importantes. Ano passado, 90 novos negócios na internet foram fundados em São Francisco e em Nova York pelo valor equivalente ao que se gasta para fundar um terço disso no Vale do Silício.

Sendo assim, se dinheiro, acesso e poder organizacional não são mais as bases da economia conectada, então, o que é?

Eu vou dizer, mesmo sabendo que poderei ser julgado como louco.

O mundo dos negócios hoje depende se um só atributo para que as coisas aconteçam. E ele é: iniciativa – atitude ousada. Refiro-me a começar, passar do ponto em que não há mais volta. Dar o salto. Comprometer-se. Fazer acontecer.

É isso! Não tão simples, não tão fácil, mas objetivo e assertivo assim!

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DE ONDE NASCE A FRAUDE?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Li sobre a desonestidade nos últimos meses. Aprendi muito sobre as possíveis causas daquilo que lamentavelmente tem sido o desenho do cenário nacional dos últimos anos.

O que sabemos sobre as causas da desonestidade?

Na economia racional, o conceito de fraude vem de um economista chamado Gary Becker, da Universidade de Chicago. Ele foi ganhador do Prêmio Nobel quando sugeriu que as pessoas cometem crimes com base numa análise racional de cada situação. O modo como a teoria nasceu é curioso.

Um dia, Gary Becker estava atrasado para uma reunião e, graças à escassez de vagas no estacionamento, decidiu estacionar ilegalmente e se arriscar a receber uma multa. Becker analisou o próprio processo de raciocínio nessa situação e observou que sua decisão havia sido inteiramente uma questão de avaliar o possível custo de ser pego, multado e eventualmente guinchado contra o benefício de chegar à reunião a tempo. Ele também observou que, ao pesar custos versus benefícios, não havia lugar para considerações sobre certo ou errado; tratava-se apenas da comparação de possíveis resultados positivos e negativos.

Se pensarmos bem, todos nós nos comportamos de forma bastante parecida à de Becker.  No entanto, não acredito que isso explique completamente a desonestidade.

Becker estaria correto se fôssemos perfeitamente racionais. Mas há outras componentes na equação do comportamento humano.  Emoções, por exemplo,  e capacidade de desenvolver valores a partir da convivência em comunidade.  Isto, porém, é produto de educação e espiritualidade.

Quero dizer que acredito na educação como meio para o desenvolvimento do ser humano. Mas preciso declarar que sem o valor da Fé no Criador, todo esforço é inconsistente e vazio.

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A MALDIÇÃO DO VENCEDOR

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Acabo de ler um livro em que o autor narra um fato curioso. Aqui vai:

“Meu apartamento precisava de uma pintura nova. Em vez de ligar para o melhor pintor em Lucerna, anunciei minha necessidade na internet, onde trinta candidatos da Suíça inteira e da Alemanha brigavam pelo encargo. A melhor oferta era tão baixa que, por compaixão, não aceitei — para poupar o pobre pintor da maldição do vencedor.”

Você leu? “A Maldição do Vencedor”. Geralmente o vencedor em um leilão é um perdedor.

Ok. Mas por que isso acontece?

Há duas respostas.

A primeira: porque num leilão o verdadeiro valor de um bem é indeterminado. Quanto mais partidos, tanto maior a probabilidade de um lance superotimista.

E a segunda: porque queremos superar os concorrentes.

Tudo isto é emocional, não racional.

Você conhece uma dinâmica de grupo em que uma nota de 100 reais é leiloada?  Seria razoável pensar que até 99 reais valeria a pena adquirir uma nota de 100. Mas não é o que ocorre na prática.  Tão logo alguém ofereça 110 reais por ela, aparece alguém que oferece mais. A coisa prossegue e pode chegar a 150 reais ou mais se os concorrentes continuarem fazendo lances.

Warren Buffett diz: “Nunca participe de leilões.” Mas, se você tem uma empresa que depende disso, estabeleça um preço máximo e desconte dele 20% a fim de não atrair sobre si a Maldição do Vencedor.  É a sua única chance de ganhar.  

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