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A TABUADA SABEMOS DE COR... E QUANTO A VIVER?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Há alguns anos, um homem ganhou o prêmio da loteria nacional de seu país com um bilhete que terminava com o número 48.

Orgulhoso de sua “façanha”, ele revelou ao telejornal de maior audiência a teoria que o levou à fortuna. Ele disse:

- “Sonhei com o número 7 por 7 noites seguidas. E 7 vezes 7 é 48”.

“Ei”, você deve estar pensando. “7 x 7 não é 48!”

Calma. Isto não é uma piada. É fato verídico. Deixe-me explicar porque estou contando-o aqui.  

Todos nós criamos uma versão pessoal a respeito de tudo. E depois a utilizamos para explicar a nós mesmos o que vemos, ouvimos e tudo o que invade os nossos sentidos. Isto é o que determina o julgamento do que é certo ou errado para cada um. Entende agora porque é tão difícil mudar o mundo? A cabeça de cada indivíduo é que tem de mudar – e isso inclui a minha e a sua, só para complicar mais.

"Viver é aprender a viver", disse alguém num momento de profunda inspiração. Sabedoria deveria ser a busca central e mais importante de todo ser humano sobre a face da Terra. Mas imagine em quê a maioria esmagadora dos habitantes do planeta está pensando neste exato instante e lutando para conseguir.

Francamente, eu desejaria mil vezes ter errado a tabuada, como aquele homem, mesmo não ganhando prêmio algum, do que ter cometido os erros que cometi na  vida e ter pago as consequências amargas e difíceis que eles me fizeram pagar.

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OUSADIA: O ATRIBUTO QUE COMPLETA O PROFISSIONAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Ousadia é uma característica importante para muitas áreas profissionais.

Ser ousado não é ser invasivo ou “entrão”. Um indivíduo ousado aproxima-se daquilo que as pessoas chamam de “cara de pau”...  mas no bom sentido, é claro.

Tomemos a área de vendas como exemplo. Nenhum vendedor pode ter medo ou vergonha de se aproximar respeitosamente das pessoas e de puxar conversa de modo delicado e interessante a fim de pleitear a venda. 

Há muitos e muitos anos, um homem pobre regressava de trem de uma cidade distante.  Quando chegou a seu destino, ele contou a um amigo que cada vez que o cobrador do trem passava por ele, ficava encarando-o de um modo aparentemente acusador.

- “Como assim?” – pergunta o amigo.

- “Ah! Ele me olhava como se eu estivesse viajando sem passagem” – disse o pobretão.

- “E você, o que fez?” – questionou novamente o amigo.

- “Ora, o que eu haveria de fazer? Não tinha saída.” – disse o pobre. “Eu olhava para ele como se eu realmente tivesse uma passagem”.

Piadas à parte, hoje em dia todas as profissões dependem crucialmente de relacionamentos. E um ótimo relacionamento nasce de uma boa conversa, com respeito, educação, coragem e bondade no coração.No entanto, sem uma boa dose de ousadia, tudo isso é quase impossível. 

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DEZ ATITUDES QUE FARÃO DE VOCÊ INSUBSTITUÍVEL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Aqui estão dez atitudes que farão de você um profissional de valor em qualquer área e por isso insubstituível.

1. SEJA PONTUAL: sinal de compromisso. Chegar na hora mostra que você está interessado e tem respeito pelos demais.

2. SEJA ÉTICO. Conheça os seus direitos e deveres para ser bom e justo. Trate os outros como você gostaria de ser tratado. Mas antes, calcule a desgraça que será o contrário disso.

3. ESFORCE-SE. Não seja mole... e nem indisposto.

4. CUIDE DA SUA EXPRESSÃO CORPORAL. Tenha postura ativa... positiva. Expresse-se pelas palavras certas e por gestos educados e coerentes.

5. TENHA ENERGIA. Ninguém convence sem energia. Você só terá seguidores se as pessoas perceberem que você é energizado.

6. TENHA PAIXÃO. A paixão é para o trabalho o que a alma é para o corpo. Qualquer  sucesso deve-se mais à paixão do que ao conhecimento.

7. SEJA TREINÁVEL. Não é preciso saber tudo, mas sim estar aberto a aprender e a desenvolver habilidades em quaisquer áreas. 

8. FAÇA EXTRA E DÊ UM POUCO ALÉM DO COMBINADO. Já pensou quanto poderá impactar positivamente o que você fizer a mais do que combinou?

9. ESTEJA PREPARADO. Sabe aquela reunião marcada? Que tal ter toda a pauta em mente e se preparar para o que pode surgir? A qualidade da sua participação será superior.

Finalmente:

10. TENHA ATITUDE. Ou seja: não aja só naturalmente, mas invista esforço... e tenha foco. 

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CUIDADO COM OS TRAPACEIROS DO COACHING

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

É incrível o que há de teorias, filosofias, bla-bla-blás de toda natureza inundando as mídias sociais a respeito de gestão, coaching, liderança etc. Num piscar de olhos, todo mundo virou mestre em gerenciamento e orientação de executivos. 

Acontece que a maioria astronômica desse pessoal jamais teve uma empresa. Muitos dos que trabalharam numa, não passaram do desempenho medíocre  e desprovido de resultados que contribuíssem, de fato, para seu crescimento e desenvolvimento. 

Seria muito diferente ouvir ou ler o que gestores experientes, administradores e empreendedores de resultados têm a dizer. Refiro-me àqueles que dão sua cara a bater pela mão forte e pesada de um mercado desordenado e assimétrico, exatamente como é o meio empresarial brasileiro.

Eu respeito um empreendedor. Eu respeito um empresário que esteja há cinco, dez, quinze anos ou mais na luta.  Eu respeito executivos que promovem número com valorização do ser humano. Certamente eles não gerenciam em conformidade com as teorias que os caça-níqueis querem fazer emplacar em vídeos da Internet ou textos mirabolantes, mas eles sabem decidir e gerir. Eles sabem manter-se em pé a despeito dos golpes violentos que lhe dão. E só não fazem melhor pelas condições  de seu contorno.

Recém-formados não têm por onde e nem como instruir nada a ninguém.  Eles receberam aulas de muitos professores que igualmente jamais trabalharam senão em salas de aula e sequer supõem ser a vida de trabalho duro do mercado.

Empresa é prática. Empresa é operação, é decisão, é “tudo ou nada”.

Esses coaches, consultores, mentores darão consultas? De quê? Palestras? Qual tema mereceria o prestígio de quem quer que seja? O que é que que eles têm a ensinar, orientar ou pelo menos contar?

Vi um sujeito que se autodenomina filósofo pregando diretrizes empresariais num vídeo.Ele só deu aulas até hoje. É um fanfarrão.

Aqui vai a diretriz mor para a contratação de qualquer pessoa para dentro da sua empresa: tome referências. Pesquise resultados anteriores. Vá ao passado deles. 

Deseja ler algo que presta? Eu recomendo “O GERENTE EFICAZ”, de Peter Drucker. É a fonte mais confiável de onde você pode e deve matar a sua sede.  

Para todos estes pistoleiros, vá por mim: feche os ouvidos e os olhos.  É trapaça!

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COMO SÃO AS DECISÕES DAS PESSOAS COMUNS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O futuro preocupa. É por isso que o adiamento de muitos compromissos traz esperança de melhoria ou renovação.  

Você se lembra de quando ia despreparado para uma prova no colégio e o professor faltava? Acendia-se uma expectativa de que lá estava a oportunidade de estudar e tirar boa nota.  A título de simples informação, pesquisas mostram e provam que menos de 5% dos alunos nessa circunstância tiram proveito real para melhorar suas notas.  Todos os demais ficam só na esperança.

O medo do futuro parece barrar os nossos sonhos ou os nossos planos.

Em 2002, um psicólogo Israelense, chamado Daniel Kahneman, ganhou o prêmio Nobel de Economia. 

Seus trabalhos provaram que na hora de escolher entre correr um risco ou evitá-lo, a nossa decisão não é guiada só pelas chances efetivas de sucesso ou fracasso. 

Ele e seu parceiro, Amos Tversky, afirmaram que, havendo  riscos, o que irá falar mais alto é o medo de perder, e não o desejo de ganhar. 

Outra explicação.

Imagine que o seu salário mensal seja de R$ 3 mil e alguém lhe dê mil reais para você apostar num jogo. Caso perca este dinheiro, o seu orçamento não estará comprometido.

Começa o jogo. Você aplica os R$ 1.000,00 e agora tem de escolher entre ganhar R$ 500 certos  ou correr um risco em que você tenha duas possibilidades:

- 50% de chances de ganhar R$ 1.000,00 ou 

- 50% de chances de perder tudo. 

Qual será a sua opção?

85% dos entrevistados escolhem os R$ 500,00 certos, e evitam o risco de não ganhar nada. 

Ganho certo é o que predomina.

Mudemos um pouco o cenário. 

Você recebe agora R$ 2.000,00. E desta vez terá de escolher entre:  perder R$ 500,00 inevitavelmente, ou correr um risco pelo qual há duas possibilidades: 

- 50% de chances de você perder R$ 1.000,00 e 

- 50% de chances de você não perder nada e ficar com os R$ 2.000,00 no bolso. 

E então?

70% preferem correr o risco de perder mais. Sabe por quê? Porque têm esperança de não perder nada. Só 30% optam pela perda inevitável de R$ 500,00.

Quando se trata de ganhar,  temos mais aversão ao risco do que quando se trata de perder. Nós estamos mais dispostos a sacrifícios para não perder do que para ganhar. Para não perder estamos dispostos a correr o risco de “perder mais”.

Muitos jogadores param quando estão ganhando. Porém, poucos conseguem parar quando estão perdendo. É difícil renunciar às perdas. Por isso seguem apostando movidos pela fé de que sua sorte irá mudar e aí ficam até esgotar sua conta e também seu crédito. 

Acontece também com o investidor que se agarra a ações que estão caindo dramaticamente porque prefere esperar por um milagre a vendê-las neste momento e barrar seu prejuízo aos níveis atuais.n

Assim, quando limitamos os nossos sonhos, estamos, na verdade, temendo deixar de lado o conforto do nosso status.  Este apego é que fala mais alto do que a perspectiva do sucesso. 

Alguém disse que não existe desejo sem perdas. Portanto, quem não aceita perder, está impedido até de desejar.

PS: Esta e outras situações são muito bem abordados no livro "Rápido e Devagar" de Daniel Kahneman.

 

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DEIXE O MEDO FORA DA EQUAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

“Na hora da decisão, ter medo equivale a falhar”. Ouvi isso de um empresário grande o bastante para não deixar dúvida do que diz. Conheço vários que têm este mesmo mérito.

Um gestor competente toma “n” decisões por hora. Se tiver medo, ele certamente não decidirá e os problemas se acumularão sem solução. Ou, se decidir o que quer que seja, não será firme e nem consistente.

Por isso, ao promover um colaborador a um cargo de gestão, não o faça se ele tiver medo, ainda que medo, em certo nível, seja um atributo natural no ser humano.

Toda promoção requer um levantamento do perfil e das principais competências dos candidatos envolvidos. O medo é fator importante nesta investigação psicológica.

Quando o medo provém do fato da pessoa não se achar habilitada o suficiente, isto é contornável.  Resolve-se com sucesso.

Mas medo sem motivo é fraqueza de personalidade. O fato do indivíduo não saber controlá-lo mostra ser ingovernável para ele. Neste caso, trata-se de ponto fraco e pode indicar que seu desempenho será tanto mais fraco quanto maior for o risco envolvido na decisão.

A verdade é que só erra quem faz. Mas, as pessoas que fazem são aquelas que não têm medo de errar. 

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TEM CERTEZA DE QUE UM CONSULTOR VAI RESOLVER?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O empresário pergunta ao consultor:
- “Quanto você cobra pela consultoria?”
E o consultor:
- “Primeiro encaminho uma proposta. Depois cobro 5 mil reais para responder a três perguntas”.
- “Mas isto não é muito caro?” – questiona o empresário.
- “Pode ser. E qual é a sua terceira pergunta?” – responde o consultor.

A consultoria, como todas as outras profissões, tem bons e maus profissionais. 

Como selecionar um consultor competente?

Primeiro: conheça exatamente o problema para o qual deseja a ajuda e as várias opções para sua solução. 

Teste o candidato a consultor. Faça perguntas com e sem sentido. Se ele criar respostas “forçadas”, agradeça, e depois o despeça. Não aceite “eu acho” como resposta. Noel Rosa dia: "Quem acha, vive se perdendo!"

Todos os resultados milagrosos de que o consultor se gaba são suspeitos.  Peça, então, casos comprovados para a sua averiguação. Se não tiver, tudo o que ele disser é duvidoso.

Não engula termos exóticos em inglês. Isto é fuga. 

Peça que ele se explique com simplicidade. Se continuar falando idiotices, você saberá que é isso o que ele sabe fazer bem. Desista já.

E quando ele recitar aquela impressionante lista de clientes a quem "salvou da desgraça ou da morte", peça que dê o contato de apenas um deles. Se gaguejar, ou der desculpa... novamente: agradeça e “Bye, bye, Mané!” 

Busque um consultor referenciado, porque os outros talvez só sirvam mesmo para dar palestras de motivação.

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A MAIS EFICAZ HISTÓRIA DE VENDA DE TODOS OS TEMPOS: "O SEGREDO DE SAM"

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Pela primeira vez, publicamos no nosso blog um conto espetacular sobre vendas. É uma história engraçada e espirituosa, escrita por Bill Murray, que retrata nitidamente a realidade nua e crua de qualquer equipe de vendas, usando personagens que são facilmente identificáveis no dia a dia.

Se você atua direta ou indiretamente numa equipe comercial, irá identificar cada uma das situações e conseguirá, enfim, compreender qual o segredo do sucesso inexplicável daquele vendedor que, sem nenhuma expressão atrativa, atinge sempre as metas e cumpre os objetivos de crescimento que lhe são determinados independentemente de crises, baixas de mercado ou mudança de tabela de preço dos produtos.

Temos certeza que você vai amar esta forma delicada e divertida de aprendizagem e remetê-la aos seus melhores amigos e colegas. Fique a vontade e boa leitura!

Era uma vez um vendedor chamado Sam.

Sam gostava de vender. Ele encarava cada visita como uma nova aventura e conseguia resultados fora do comum.

Sam era o vencedor de todos os concursos ou campanhas de vendas de sua empresa, tendo recebido mais canetas, mais relógios e mais viagens para Trinidad para duas pessoas do que todos os seus colegas juntos.

Eles não conseguiam entender o sucesso de Sam. Será que ele descobriu alguma fórmula mágica?

Qual seria o segredo de Sam? Afinal ele não tinha aparência bela e viril que faz alguém se destacar dos demais, como era o caso de seu colega Zé Bonitão, que ainda lamentava não ter coberto a cota de vendas dos últimos três meses.

Sam também não tinha a mesma etiqueta e ar de dignidade de Elmo Pisamacio, cuja preocupação com o baixo índice de vendas o levava a procurar todo tipo de remédio.

Sam também não tinha a mesma percepção e inteligência de João Sabetuto, que precisava ouvir sermões periódicos do gerente de vendas para adquirir coragem de vender.

E Sam não era lá essas coisas como orador, sendo muito menos capaz de fascinar sua audiência do que João Falante, cuja verbosidade era admirada por todos da empresa, muito embora poucas vezes conseguira fechar um negócio importante.

O Sam também não sabia contar anedotas com a mesma perspicácia e senso de humor que seu colega Tom Gargalhada. O Tom realmente arrancava risos de seus clientes, muito embora quase nunca arrancasse um pedido.

Talvez o mais misterioso de tudo fosse o comportamento anti-social de Sam. Quando terminava a reunião de vendas e a turma zarpava imediatamente para o “salão de negócios”, o Sam ia direto para casa, perdendo, assim, importantes e secretas conversações de bar – conselhos íntimos e precisos sobre estratégias de vendas que só as pessoas “bem temperadas” são capazes de fornecer.

O tempo ia passando e Simão Cheiravendas, o dinâmico gerente regional, enfrentava um sério problema. O Sam fazia tanto sucesso que estava destruindo qualquer ambição ou esperança dos demais vendedores que tinham que viver sem canetas, sem relógios e nem sequer sonhavam com uma viagem para Trinidad para dois. O enorme sucesso de Sam não poderia compensar o fracasso dos outros. Então convidou Sam a compartilhar com seus colegas o que seria o seu segredo na venda, em uma reunião especial em horário fora do expediente.

- “Aham!!!” – pensou Zé Bonitão que, embora soubesse que a chave do sucesso é ter um belo físico e o discreto uso de desodorantes sofisticados, se juntasse a isso o segredo de Sam, ficaria irresistível.

Com o segredo de Sam, o João Sabetudo estava certo que em breve ganharia troféus e até prêmios.

Enquanto João Falante – o eterno otimista – já pensava em como viajar para Trinidad sem que sua esposa soubesse que a viagem era para dois. É claro que o segredo de Sam o faria um campeão.

- “Afinal fizeram o campeão se revelar” – foi o comentário de Tom Garagalhada. Ele já imaginava como as suas famosas piadas somadas ao Segredo de Sam o tornariam um imbatível campeão.

Elmo Pisamacio não achou que era muito dignificante expressar as suas reações, embora estivesse intimamente eufórico. Com sua etiqueta, seu ar de dignidade e "O Segredo de Sam", ele estava certo que ninguém o superaria.

Simão Cheiravendas, o dinâmico gerente, apresentou Sam com palavras elogiosas e paternais. E, modestamente, assumiu a maior parte do crédito pelo sucesso de Sam, enquanto os demais tentavam ocultar sua inveja e nervosismo. Dispostos a anotar o segredo de Sam, eles usavam o verso de velhos talões de pedidos, já muito amarrotados para serem usados com os clientes.

Sempre alerta à reação dos demais, Sam estava a par do clima de grande tensão que reinava naquela sala. Mas nunca se deixando vencer pela falta de calor humano quando reconhece a importância do que tem a oferecer, Sam assumiu com determinação a sua tarefa:

- “Primeiro” – disse Sam – “PREPARE-SE”. E descreveu coisas tais como planejar o trabalho e trabalhar o plano; a importância do conhecimento dos seus produtos; e também porque devemos planejar em vez de decorar a apresentação de vendas.

Os outros anotavam com cuidado. A seguir, ele passou para:

- “PROMETA BENEFÍCIOS” – cobrindo as técnicas básicas de relacionar os atributos e vantagens aos benefícios do produto e às necessidades do cliente.

- “Tenho a impressão” – cochichou João Falante – “que já ouvi essa história antes. Mas não me atreveria...”

- “Shhhhhh” – interrompeu o gerente regional.

E mais uma vez houve um profundo silêncio quando Sam passou para:

- “PROVE O QUE DISSER”.

Ele explicou como alguém pode usar demonstrações, documentos escritos, histórias de sucesso e depoimentos de clientes satisfeitos em favor de seu produto.

Elmo Pisamacio começou a se sentir incomodado e inseguro.

- “ILUSTRE OS BENEFÍCIOS.” – continuou Sam.

Então explicou como colocar o cliente em cena levando-o a sentir, por si mesmo, os benefícios do produto. Nesse ponto, Sam parou de falar ao pressentir um ambiente de ira e antagonismo.

- “O segredo é...” – resmungou João Falante – “ ... que Sam está tentando adular o chefe mostrando aquilo que aprendeu no Manual de Vendas”.

Ele não queria que seus comentários fossem ouvidos por Simão Cheiravendas, o dinâmico gerente regional.

Agora, um tanto nervoso, Sam passou para:

- “PROMOVA A AÇÃO”.

E disse como devemos estar sempre a procura da primeira oportunidade para fechar a venda, e também de superar objeções.

Simão Cheiravendas, convencido de que Sam marchava no caminho certo, deixou a sala para que os rapazes se sentissem mais à vontade.

- “Ora essa, Sam!” – disse Zé Bonitão – “Você está nos levando na conversa”.

- “Nada de rodeios!” – gritou Tom Gargalhada, que não podia tolerar as piadas de outras pessoas.

- “Esses seus conselhos me deixam indignado” – admoestou Elmo Pisamacio, que se sentia muito perturbado e impaciente.

Sam não entendia mais nada. Se eles queriam aprender seu segredo, por que interrompiam justamente quando ele preparava o terreno para fazer a revelação.

- “Muito bem, Sam” – advertiu João Sabetudo – “chega de conversa mole. Diga a verdadeira fórmula”.

- “Sim, a dica!”

- “A chave.”

- “Era isso que eu ia fazer” – disse Sam – “E agora o verdadeiro segredo do sucesso das vendas.”

- “Vamos, Sam, saia da frente. Não podemos ver!” – grunhiu Tom Gargalhada.

- “É isso!” – apontou Sam para o que escreveu no quadro – “Trabalhe duro!!!”

- “Trabalhe duro?” – gemeu Zé Bonitão.

- “Trabalhe duro?” – rosnou João Falante

- “Trabalhe duro?” – exclamou Elmo Pisamacio

- “Trabalhe duro?” – gemeu João Sabetudo

- “Trabalhe duro?” – chiou Tom Gargalhada.

- “É!” – retrucou Sam – “Basta pegar os princípios básicos contidos no manual e trabalhar duro! Trabalhar. Trabalhar. Trabalhar duro!!! E este, senhores, é o meu segredo! A única forma que conheço de obter sucesso nas vendas.”

Então Sam permaneceu imóvel esperando modestamente a expressão de gratidão de seus colegas.

- “Fora!!!”

- “Fora!!!”

- “Fora com ele!!!” – todos gritaram. E transformando-se numa violenta multidão, eles pegaram o Sam, esfregaram cola, cobriram sua pele de penas e o expulsaram para muito além dos limites da cidade.

.....................

No mês seguinte, Zé Bonitão ganhou uma caneta. Elmo Pisamacio ganhou um lindo relógio. E Tom Gargalhada ganhou uma...

- “Esperem” – berrou uma voz lá na porta. Era o Sam com os braços cheio de pedidos.
Simão Cheiravendas, o dinâmico gerente regional correu para receber o Sam.

- “Sam, meu rapaz. Por onde você esteve?”

- “Trabalhando duro” – respondeu Sam – “Lá fora, trabalhando”.

- “Continue esse bom trabalho, Sam” – disse Simão Cheiravendas com grande sorriso – “No mês que vem você pode até vender melhor”.

E assim, embora os outros vendedores, hoje, conheçam o segredo de Sam, é bem provável que não entenderam o recado.

FIM

 

PS: Você pode adquirir o vídeo do desenho animado "O SEGREDO DE SAM" no seguinte link:

http://www.lojasiamar.com.br/treinamento/o-segredo-de-sam

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AUTODOMÍNIO: O QUE SE GANHA COM ISSO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O que fazer na hora do desespero. Como agir quando tudo parece perdido aos nossos olhos? 

A psicologia daria uma resposta. A religião, outra. A tática militar, uma terceira. E daí por diante. 

O bom senso, entretanto, diz: “Não perca a calma. E use o seu autocontrole ao máximo.”

Será possível ter algum autocontrole em condições extremas, perigosas ou de alto risco pessoal?

Bem, eu francamente não sou um mestre nisso. Sou apenas um humilde aprendiz. As notas que eu mereceria nas provas a que já fui submetido não seriam altas. Mas eu estou lutando e prosseguindo.

Há uma história que certa vez ouvi cuja reflexão me ajuda muito a compreender a base deste princípio.  

Havia um pobre homem que ganhava a vida extraindo argila de escavações do solo e a vendia para construtores de casas.

Um dia, enquanto escavava, encontrou uma pedra preciosa de rara beleza. Era muito grande e brilhante, parecia de valor incalculável. Como ignorava seu real valor, foi a uma joalheria para avaliá-la. O joalheiro declarou que naquele país não havia ninguém capacitado a fazer uma avaliação à altura do preço provável da pedra, muito menos a pagar por ela. Somente em Londres seria possível.

O homem era pobre. Não podia pagar uma viagem dessas. Decidiu vender tudo o que possuía, mendigou de porta em porta, mas tudo o que conseguiu foi reunir dinheiro para chegar até o porto de seu país. Precisava embarcar em um navio, porém, não tinha recursos para o bilhete.

Dirigiu-se ao capitão e mostrou a ele sua pedra preciosa. Este ficou atônito com a beleza daquela gema e convidou-o a subir a bordo: “O senhor é um homem digno de confiança”, disse o capitão ao homem a quem conferiu todas as honras. Ofereceu a ele uma cabine de primeira classe com conforto de milionário. A cabine tinha uma escotilha que dava para o mar. Nosso herói passava longo tempo deleitando-se e regozijando-se com o seu diamante enquanto absorvia a brisa fresca do mar que penetrava em sua cabine.

Durante as refeições, seu coração enchia-se de alegria em pensar no diamante e todos sabem que um coração alegre é garantia de boa digestão. Tanto que, certo dia, adormeceu profundamente após o almoço tendo deixado sobre a mesa de sua cabine a fantástica gema.

Nesse ínterim, o marinheiro que limpava as cabines entrou, recolheu a toalha de sobre a mesa e sacudiu-a afora da escotilha para jogar as migalhas e não percebeu o diamante. Tudo foi lançado ao mar.

Quando nosso herói despertou e compreendeu o que tinha ocorrido, aborreceu-se tanto que quase enlouqueceu.

O que fazer? O capitão era um interesseiro. Poderia matá-lo pelo preço do seu bilhete.

Foi neste momento que ele resolveu não perder a calma, parecer contente, como se nada tivesse acontecido. Manteve a mesma postura satisfeita e tranqüila que adotara até que acontecesse sua pessoal tragédia.

Naquele dia, subiu ao convés para a costumeira conversa que tinha durante horas com o capitão. Fez tudo como nos dias anteriores. Fingiu tão bem, que o capitão não observou nenhuma diferença.

“Eu sei muito bem” – disse o capitão – “que o senhor é um homem honesto e sensato. Meu navio leva uma grande carga de trigo que comprei especialmente para revendê-lo em Londres. Posso ganhar muito dinheiro com isso, mas temo ser acusado de ter desviado a reserva real. Portanto, façamos a compra em seu nome. Eu posso pagar-lhe muito bem por este serviço e favor”. O homem aceitou a proposta e eles fecharam o negócio.

Na chegada a Londres, o capitão teve um mal-estar e faleceu repentinamente. Nosso homem herdou todos os seus bens, pois, aceitara assinar com ele um contrato de propriedade sobre o navio e sua carga. Isso valia duas ou três vezes o valor do diamante.

Vamos às conclusões. 

Primeira: o diamante não pertencia ao homem. A prova é que ele o perdeu. O trigo, sim, era para ser dele. A prova? Ficou com ele.

A segunda – e mais importante.  Ele manteve o domínio de si próprio a tal ponto que conseguiu dominar o desespero que naturalmente sentiu após constatar a perda de seu tesouro. Isto lhe possibilitou raciocinar de modo claro e lhe  permitiu atingir sua grande meta.

O desespero causa confusão e turbulência mental. Com o cérebro agitado não conseguimos ser lógicos. Portanto, algo crucial a ser trabalhado a fim de atingirmos maturidade é o autodomínio.

Finalizo lembrando uma belíssima máxima: "Quem é forte? Aquele que consegue controlar suas paixões". 

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A MODA DO MOMENTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Muita coisa vira mania de tempo em tempo. Nas ampresas também. 

A moda do momento é inovação. Eu soube de uma empresa que concedeu três horas diárias livres aos funcionários para pesquisarem à vontade na Internet e trazer propostas de novos projetos. Seis meses se passaram, e nada. Ninguém levou o objetivo a sério. Só brincaram.

Já ouviu falar no que os matemáticos chamam de “Teorema dos Macacos”? Eles dizem que, se um macaco digitar aleatoriamente o teclado de um editor de texto por tempo infinito, ele certamente irá acabar criando uma obra como “Crime e Castigo”, de Dostoiévsky.

Absurda ou não, a atitude daquele empresário tolo não ficou muito longe deste Teorema. Ele acreditou que bastava dar tempo e oportunidade aos empregados e eles fatalmente encontrariam a próxima grande inovação, na internet.

Ingenuidade. E essa custou bem caro, creia.  

Se você lê numa revista a história de como o Post It foi inventado na 3M, de nada irá resolver incentivar os seus funcionários para que o mesmo ou algo similar aconteça na sua empresa.

Inspire-se, sim, pela leitura de bons livros, revistas, assista a vídeos de grandes palestras e faça o que puder para inovar. Mas mantenha os seus pés no chão e não se iluda achando que tudo seja tão simples quanto os palestrantes e contadores de histórias lhe fazem pensar.

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NÃO CONFUNDA AS COISAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você tem uma empresa? Parabéns. Você é empreendedor!

Mas permita-me perguntar: você pensa do modo ‘empresa’ ou do modo ‘pessoa’? 

Explico. Se você vê o movimento do caixa como ‘o seu dinheiro’, a sua empresa está em apuros. Creia-me. 

Do mesmo modo, se você interpreta as várias situações do dia a dia como problemas seus, você está longe de ser profissional. Você ainda é amador!

Muitas vezes eu ouço expressões como: “Assim você me mata”, ou “Com isso você me quebra!”

 “Me mata?”. “Me quebra?” Um profissional jamais diria isso.

Aí está o indicativo de uma típica confusão entre a pessoa e o negócio.

Uma empresa é uma entidade feita por pessoas, estrutura física e dinheiro. Se você é seu criador, ela poderá prosseguir existindo mesmo após a sua morte! Portanto, são duas entidades independentes – por mais que ela dependa do seu esforço atual.  No entanto, cada funcionário auxilia seu desenvolvimento e consolidação. 

Não complique as coisas. Seja um empreendedor sábio. Vá em busca de pessoas capacitadas para decidirem junto de você. Lidere-as e mostre o rumo para a realização das necessidades da sua organização. Contudo, saiba e jamais esqueça que a empresa não é você. A sua parte é só uma parte. 

Construa uma empresa ao lado de outros bons construtores, e assim, todos serão parceiros em levar adiante sua continuidade.

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COMO GANHAR UM DIA POR SEMANA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todo mundo deseja mais horas no dia.  Impossível. 

E que tal seria liberar 20% do seu tempo?

Como?

Elimine ou delegue tarefas sem importância a fim de substituí-las por outras que adicionem valor à sua vida e ao seu trabalho.

É bem provável que você esteja gastando algo em torno de 40% do seu tempo em atividades não importantes. Refiro-me a tarefas que não produzem resultado e que podiam ser realizadas por outra pessoa, mas  você continua fazendo. Sabe por quê? Não é tão fácil delegar. 

Normalmente nós nos agarramos instintivamente a tarefas que nos causam a sensação de sermos ocupados ou importantes e prosseguimos vivendo embaraçados numa teia de compromissos que pouco ou nada fazem de efetivo por nós.  

Então comece a investir algum tempo em analisar como é gasto o seu tempo. Será o princípio da sua eficiência.

Uma cliente minha livrou-se de reuniões e tarefas não importantes e começou a fazer breves reuniões individuais com seus subordinados em que estudaram um livro juntos. A produtividade de cada um aumentou em cerca de 30% nos indicadores de desempenho.

Avalie o seu tempo. Com 20% de melhoria a cada dia, você ganhará um dia inteiro por semana.  Isto já não ajuda?

PS: Se você quiser aprofundar-se neste assunto e criar um plano de recontextualização do seu tempo a partir daanálise real de como você atua hoje, leia e pratique "A TRÍADE DO TEMPO", cujo autor é Christian Barbosa. Eu recomendo!

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ANTIPATIA DE GRAÇA: SUPERAR FAZ DIFERENÇA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

A funcionária me abordou dizendo:  

- “Eu sei que a minha nova gerente não gosta de mim”.  

E eu respondi: 

- “Você nem a conhece. Como pode saber?”.

É difícil para qualquer indivíduo encarar seu “lado obscuro”. E todos nós temos um. Você também. É aquela área interna onde reside o modo de ser e de reagir que não nos agrada. Por isso nós o negamos ou o escondemos dos outros...  e até de nós mesmos. 

Quando nos deparamos com alguém que se parece conosco, sentimos um súbito desconforto. Começa com a sensação de ameaça. Então tendemos a rejeitá-lo. Depois vem o medo e a perda da espontaneidade porque fazemos tudo para não sermos revelados, julgados e criticados. 

E o momento seguinte? Nós o julgamos e o criticamos. Fizemos contra ele o que pensamos ter ele feito contra nós. Algo como:

- “Ele é a minha cara. E eu não gosto de ninguém que se pareça comigo”. 

Já passou por isso? Se você disser que não, é mentira. Apenas não tem consciência. Deseja superar? Vamos a uma receita prática e eficaz.

Primeiro: observe o que foi que você mais detestou nessa pessoa. 

Segundo: vasculhe em si até descubrir que você também possui aquela característica. 

Terceiro: trabalhe para transformar esse atributo negativo em  positivo. Ao conseguir, você verá que o ‘jeito dele ser’ já não o incomoda tanto. 

"Antipatia gratuita" ou "repulsão entre pessoas semelhantes" é, no fim das contas, uma excelente oportunidade de autoaperfeiçoamento.

No dia em que você for capaz de dizer: - “Este fulano é a minha cara e por isso não gostei dele”, então você estará maduro para ser seu colega de trabalho ou talvez até um grande amigo dele. 

O mais importante, contudo, é você sair disso melhor do que entrou.

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O QUE OS COMPETENTES JAMAIS DIRÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

É muito difícil definir um profissional competente. Ele não obedece a um padrão.  

Eu não saberia identificar o que os competentes falam como característica ou identidade de sua competência. Mas creio ser perfeitamente possível saber o que eles nunca falam e nem falariam.

Quer saber o que um competente jamais diz? 

– “Do meu jeito é melhor!” Quem diz isso é o individualista.

O acomodado dirá: – “Eu não pensei que era urgente”. 

– “Este problema não é da minha conta!”? Aí está o fulano que não tem espírito de equipe.

E o puxa-saco? Ele diz: – “Eu só faço o que o chefe manda”. 

Desinteressados dirão: – “Não podia adivinhar que era para fazer desse jeito!” 

O interesseiro: – “Eu não ganho nada para fazer isso”. 

Um irresponsável: – “Fale com o responsável, não comigo”. 

– “Eu estou cheio de serviço agora, vamos deixar para outra hora?” – Este é o desorganizado.

Finalmente, o rei dos incompetentes o que diz? – “É melhor não fazer nada disso. Vai dar o maior trabalho!” Quem ele é? O vagabundo.

Ok. Talvez você questione: – “E que é que o RH não observa e detecta isso na hora da seleção?”

É que há algo em que os incompetentes são bastante competentes em fazer. Sabe o que? Eles sabem enganar muito bem.

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NÃO É POSSÍVEL? OU IMPOSSÍVEL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Nem todo sonho que se julga impossível  é impossível. Talvez ainda não seja possível, porém, eu não direi ser impossível.

Nesta situação aparentemente comum o conceito pode fazer toda a diferença.

Possível você sabe é aquilo que está ao alcance de ser feito. Mas confundir ‘o que não é possível’ com ‘impossível’ é um erro. 

Impossível, por exemplo, é ser eterno nesta vida. Impossível é uma pessoa voar batendo os braços.  Impossível é você se levantar do chão puxando os próprios cabelos.

Já, se você não tem os recursos para comprar o seu carro novo hoje, isto ainda não é possível. Mas poderá ser,  tão logo você junte o dinheiro necessário. Então, não é impossível.

Se você tem o sonho de ter uma empresa, já planejou, mas ainda falta o capital, está claro que não é possível implantá-la neste momento. Contudo, não é impossível.  Com esforço, visão de viabilidade e relacionamentos, você poderá fazer dos seus planos de empreendedor algo perfeitamente possível. 

Cuide do uso das palavras. Elas determinam o jeito como você pensa. Então, empregue-as de modo a facilitar a vida, e não a complicá-la além do que já é.

‘O que não é possível’ é bem diferente e distante de ‘impossível’. 

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CONTE ÀS PESSOAS O QUE VOCÊ FAZ

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Meu amigo abriu uma casa de massas num ponto interessante da cidade. Provei alguns de seus produtos e adorei.

Dias depois, passei para comprar a massa que gosto. Não havia em estoque. 

Passado um tempo, eu retornei e o encontrei desanimado. Disse-me que os clientes não voltavam.  Então eu o informei:

- “Da última vez que estive aqui, não tinha ravioli”.

- “Eu soube”, – respondeu – “Eu produzi no dia seguinte”.

- “Mas você não me avisou?” –  eu disse. “Se tivesse ao menos passado um Whatsapp, eu viria apanhar.”

- “Pois é! Eu me esqueci!” – foi sua resposta.

Você atua em vendas? Carros, materiais para construção, imóveis, bebidas, comida? Aqui vai uma dica simples, mas não fácil. 

Imagine quem possa comprar os seus produtos. Vá até eles. Fale com eles. E àqueles que comprarem, solicite que recomendem a seus amigos. Crie parceiros – pessoas para quem nada custe falar bem de você e do seu produto.

Tem gente demais oferecendo de tudo no mundo. Então faça o possível para mostrar conhecimento prático e o que você tem de melhor às pessoas especiais que desejam consumir. Só assim elas se lembrarão de você. 

Não espere que elas venham por si, porque até que isso aconteça você poderá ter morrido de fome.

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COMO VENDER TUDO MELHOR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Vou contar a história de um leilão em Nova Iorque em que chega a vez de um violino italiano do Século XVII. Os lances estão bem abaixo de seu valor estimado. 

Então, um jovem bem trajado interrompe o evento, pede permissão ao leiloeiro, afina o instrumento e interpreta uma melodia com maestria. Todos se encantam. Após isto, o montante dos lances se multiplica. O arremate da peça supera as expectativas.

Valor depende da percepção das pessoas. Não é suficiente falar o quanto qualquer coisa vale.  

Percepção é experiência. Se o cliente não percebe o valor, dificilmente ele compra. 

Quando um laticínio lança um novo iogurte, distribui pequenas amostras nos supermercados para que o público o prove e constate seu sabor. Todos avaliam o produto ali mesmo. E ao constatar que é gostoso, a venda acontece automaticamente  e não dependerá tanto do preço quanto do valor do produto instantaneamente comprovado pelo paladar do consumidor.

O rapaz que tocou aquele violino mudou o rumo do leilão. Os investidores presentes, que até então viam só uma caixa de madeira com cordas, tornaram-se capazes de enxergar muito além do que sabiam. Porém, só depois de ouvirem a música.

Vender é isto. É desenvolver percepções!  

Toque o seu violino. Venda muito mais e melhor!

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COMO FAZER PROPAGANDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você sabe investir em propaganda? 

Há uma loja de roupas masculinas no meu caminho habitual. Semana passada, precisei comprar algumas peças. Fui ao shopping e resolvi tudo por lá. Ao retornar para casa,  passei em frente àquela loja e pensei: “por que não me lembrei dela?” A resposta é que eles não fazem propaganda. Então não estão na minha mente.

A principal regra da propaganda é “faça sempre”. É como andar de bicicleta. Se parar, você cai.

A segunda regra é: planeje-se.  Conheça o seu público-alvo e descubra como falar com ele do modo mais objetivo possível ao mostrar soluções reais para seus problemas reais.

Só não vale querer “empurar coisas”, ou vender por vender. Tenha um propósito claro.

Propagandas eventuais são quase nada. Podem ajudar em situações sazonais de interesse imediato das pessoas. 

Evite entrar na fria de anunciar nas Mídias Sociais daquela moça bonitinha só porque ela tem mil ou dez mil likes ou curtições. É fofo, mas sem consistência. 

Perdoe-me por ser rude, mas deixe de ver-se como “o gênio do Marketing”. Você não é. A sua empresa, a sua marca são importantes demais para cair em mãos não-profissionais. 

E em relação a propaganda, mova-se por aquele antigo provérbio: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”! 

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NEM TUDO SEGUE A ARITMÉTICA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Quanto é 1 + 1? Muitos dirão que é igual a 2.

Nem sempre! Quando se adiciona um litro de álcool a um litro de água, a mistura final  não será 2 litros. Será um pouco menos.

Assim, é um grande erro achar que uma decisão só é boa se for perfeita. Planejamentos, por exemplo, mudam o tempo todo. E é bom que mudem. Isso mostra que há uma dinâmica na busca por resultados.

Um Plano de Ação é apenas uma declaração de intenções, e não uma camisa de força. Deve ser revisto muitas vezes durante sua execução prática porque cada sucesso cria oportunidades novas, assim como cada falha.

Napoleão Bonaparte dizia que nenhuma de suas batalhas bem-sucedidas seguiu seu plano. No entanto, ele planejou cada uma delas muito mais meticulosamente do que qualquer outro general antes dele.

Eu aprendi que 1 + 1,  se Deus quiser, é igual a dois. Mais do que fé religiosa, esta é a crença em que existem infinitas possibilidades além da resposta aritmética, afinal, a vida não é tão precisa quanto a matemática. E os negócios também não.

Perfeição é uma meta à qual alguns se aproximam à custa de muito esforço, prática e conhecimento. Porém, jamais alguém a alcançou plenamente. Entender que este mundo foi construído sobre tal premissa é, na verdade, o que torna a vida interessante e, por que não, divertida!

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