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IDEIA FANTÁSTICA DE NEGÓCIO

Abraham Shapiro

- "Minha ideia é única no mercado" – é um pensamento que atrapalha muito. Há um risco imenso quando o empreendedor se apaixona demais pelo próprio projeto. Ocorre que outros podem ter feito a mesma junção de informações e só não executaram a ideia porque não é tão boa assim. 

O entusiasmo por um projeto não pode ocupar tamanho espaço mental a ponto de traduzir converter-se em desprezo das possibilidades reais dele ser bem sucedido. Há outro lado. Há outro prato nesta balança. E tão importante quanto. Do que estou falando? De conhecer os riscos que colocam o negócio em possibilidade de fracasso.

Mesmo que você tenha a sorte de visualizar uma ideia genial ou original, ela se manterá assim por um tempo limitado. É claro que ela é sinal de que você tem boa visão. Mas saiba que nada neste mundo está livre de cópia ou blindado contra riscos. Aliás, é bom lembrar que só os diferenciais verdadeiros fazem o cliente gostar de um produto, de um serviço e voltar para consumir. 

Ainda que diferenciação seja um termo vulgarizado pelo uso genérico, ter diferenciais que sejam percebidos pelo cliente e que gerem preferência em lugar dos concorrentes é o que pereniza qualquer negócio e enche o caixa com lucro bom. 

Ter um negócio é ótimo e potencialmente bom. Porém, dominar a técnica de gerar demanda e fidelizar clientes é mais do que uma ciência. É uma arte. É a chave da prosperidade verdadeira, dominada por poucos, mas competentes homens de negócio. 

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UM NEGÓCIO QUE DÁ DINHEIRO

Abraham Shapiro

- "Quero abrir um negócio. O senhor sabe de algo que dá dinheiro?" – perguntou-me o jovem, herdeiro de uma grande fortuna em terras e gado.

Ele ficou decepcionado quando eu respondi que nenhum negócio é garantia de sucesso ou de fracasso, ao menos a princípio. Isso porque um empreendimento não é feito só de ideia, mas também, e acima de tudo, de execução. De muita, de muita execução, aliás. É aquilo que se diz de 1% inspiração e 99% transpiração.

O que faz um empreendedor ganhar dinheiro é como ele opera o negócio em que ele investe. Além disso, ele carece de uma estratégia que seja boa e precisa e, para completar, deve conhecer detalhadamente alguma necessidade de um grupo de pessoas as quais necessidades ele – isto é, o negócio – queira e esteja à altura de sanar.

Tudo isso significa “preparo” para entrar neste investimento, ou traduzindo, conhecer o essencial do Marketing, Finanças, gestão, Recursos Gumanos e os demais outros tópicos concernentes aos produtos ou serviços que ele irá oferecer.

A única coisa sobre a qual ele não deverá confiar com exclusividade é em pensamentos positivos, boa sorte, fé e coisas do gênero, pois, ainda que sejam fatores da equação, as variáveis de capacitação mínima é que são definitivas para se conduzir e decidir sobre os negócios. 

Anote aí: quem tem dinheiro só fará mais dinheiro se tiver preparo. Sem isso, é tão difícil quanto para o que nada tem!

 

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ABANDONE O SENSO COMUM E SALVE OS SEUS NEGÓCIOS

Abraham Shapiro

Todo negócio depende de ideias. Mas há ideias que podem ser enganosas – por mais firmemente que se acredite nelas.

Quais ideias equivocadas podem atrapalhar um empreendimento? 

Há muitas. E em todas as áreas: inovação, vendas, finanças, marketing, gestão etc. Via de regra, em todas as áreas de qualquer empresa há pessoas cujo pensamento arraigado demais pode matar o negócio. 

Recente pesquisa desenvolvida pelo Babson College, escola privada de negócios em Wellesley, Massachusetts, Estados Unidos, mostrou que o sucesso e o fracasso dependem mais da postura que o empreendedor assume do que de fatores externos. Depende de comportamento.

O contexto econômico geral do país, por exemplo, pode, sim, afetar as empresas. Mas, se o empresário e sua equipe ficarem parados diante disso, eles certamente serão engolidos pela crise.

Outra situação pontuada na pesquisa refere-se a objetivos. É preciso afastar objetivos genéricos ao começar um negócio. É comum pensar 'vou fazer o máximo' e achar que isso basta para garantir que a empresa vá bem. Máximo em relação a quê? As pessoas confundem sonho com objetivos. A diferença é que objetivos são claros e mensuráveis. 

Finalmente, a pesquisa mostra que os empreendedores que buscam coisas novas –  ferramentas que os auxiliem na gestão e em outras áreas da empresa –, são mais versáteis e resistentes a crises.   Eles se mobilizam mais rapidamente e conseguem enxergar perspectivas positivas em situações diante das quais outros não as veem e até sucumbem. Portanto, a regra número um para se estabelecer e se manter no mercado é: abandone o senso comum e salve o seu negócio! 

É isso! 

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CARTÕES DE VISITA: NÃO COMETA ESTA GAFE!

Abraham Shapiro

Há uma expressão em inglês que migrou para o mundo corporativo. É algo relativamente novo no País. A palavra é Matchmaker e significa “casamenteiro”, pessoa que se dedica a aproximar rapazes de moças e vice-versa.  

"Matchmaking" são eventos cujo objetivo é unir empresas que se complementam ou são sinérgicas entre si.  

Construir relacionamentos não é só importante. É essencial. Especialmente porque o networking continua sendo um excelente recurso para encontrar parceiros de negócios e oportunidades. 

Há poucos dias, participei de um evento segmentado em S. Paulo. Embora visasse a troca de informações, muitos dos presentes absurda e surpreendentemente esqueceram seus cartões de visita  no escritório. 

Você iria à batalha sem uma arma? Um profissional que anda sem seus cartões de visita está exatamente nesta condição.

Um gerente de marketing representava sua empresa nesta feira. Lá encontrava-se simplesmente uma constelação de potenciais clientes seus e formadores de opinião.

No momento em que um amigo em comum o apresentou para mim, eu dei-lhe o meu cartão. Aí ele passou a mão sobre os bolsos, abriu sua carteira e dirigiu-me uma justificativa que soou como desculpa (e toda desculpaé esfarrapada): 

- “Perdoe-me! Estou sem cartões. Mas mandarei os meus contatos por e-mail”.

Um mês se passou... e nada dos contatos daquele desconectado tolo!

Qual a interpretação disso? Acidente? Não,negligência. 

Se um responsável pelo Marketing não quer lucrar com novos e poderosos contatos, como deverá ser seu desempenho profissional sobre os resultados da empresa em que trabalha? 

Minha advertência a você, leitor querido e inteligente: 

- “Não esqueça os seus cartões. Carregue suprimento extra onde você possa se socorrer. O seu network é tudo!”

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O TEOREMA DE THOMAS E O PÂNICO DO PAPEL HIGIÊNICO

Abraham Shapiro

Em 1973 o mundo enfrentou a Crise do Petróleo. Creio que a maioria dos meus leitores nem tinha nascido nessa época.

Aquela crise causou muitos problemas. Entre eles, viveu-se no Brasil o "Pânico do Papel Higiênico".  Já ouviu falar? 

Como a importação de petróleo caiu muito na ocasião,  espalhou-se um boato entre a população de que iria faltar papel higiênico nos supermercados. 

As pessoas então começaram a comprar o produto em quantidades exageradas, acima do consumo normal per capita. Consequentemente, isso causou sua escassez. E essa escassez fez as pessoas pensarem que o boato com que tudo começou era verdadeiro. 

Fenômenos comportamentais e sociais como este foram estudados pelo sociólogo britânico William Isaac Thomas,  em 1928. Ele formulou suas conclusões do seguinte modo: "Se as pessoas definem certas situações como reais, elas tornam-se reais em suas conseqüências." Traduzindo: o modo como você interpreta um fato influencia diretamente as suas atitudes posteriores. 

O que lhe parece? A mim soa natural. O problema é que a grande maioria das interpretações que fazemos dos fatos objetivos do dia a dia é subjetiva e, por isso, tornam-se perigosas, já que atuam diretamente  sobre o nosso modo de agir. 

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MINHA HOMENAGEM PESSOAL A TODOS OS VENDEDORES

Abraham Shapiro

Contam que vários profissionais foram para o céu após a morte. Lá chegando, o anjo encarregado da triagem começou a encaminhá-los para áreas específicas:

- “Você que foi médico, vá para a sala 10.”

- “Você que foi engenheiro, sala 15.”

- “A senhora, dentista, sala 3.”

E então um dos que estavam na fila, perguntou:

- “E eu? Para onde vou?”

O anjo olha uma ficha e ao ver que se tratava de um profissional de vendas, vai logo dizendo:

- “O senhor foi vendedor. Entre nesta sala de espera e vá tomando um cafezinho enquanto aguarda a sua vez.” 

Essa anedota reflete algumas verdades lamentáveis e incômodas. 

O profissional de vendas é um lutador, um guerreiro, um ser humano forjado nas situações psicológicas mais radicais.

Sua vida não é nada fácil, e nem simples. Os compradores o tratam como inimigo. Não lhe demonstram simpatia, mas lhe dizem ser parceiros. Não hesitam usar argumentos falsos para deixá-lo instável. Muitas vezes o ameaçam de romper a negociação a qualquer momento como forma de pressão sobre sua política de preços. 

A tática mais tradicional e degradante, no entanto, consiste em submetê-lo a longos períodos de espera.  Os compradores marcam um horário, mas não o cumprem. Fazem outro vendedor passar a sua frente; ameaçam remover seus produtos da empresa, e ultrapassam muito os níveis mínimos de trato humano.

Mas sobretudo o que faz-me respeitar o vendedor profissional é sua imensa capacidade de absorver inúmeros “nãos” a cada dia e ainda assim sentir-se motivado a carregar sua maleta de pedidos no dia seguinte numa nova peregrinação na busca por seu sustento, às vezes mirrado, eu sei.

Eu o observo e absorvo seus exemplos. São fantásticas lições! 

Querido profissional de vendas, eu o saúdo. Que você prospere pelo esforço do seu trabalho. 

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ENERGIA É O FATOR DECISIVO DA PRODUTIVIDADE

Abraham Shapiro

A preguiça impede qualquer um de ir adiante. 

Os animais usam suas melhores ferramentas e recursos físicos de modo efetivo: asas, garras, bico. O ser humano, porém, quase sempre fracassa em utilizar a mente –  seu ‘instrumento’ mais importante. As pessoas são capazes de fazer qualquer quantidade de trabalho para evitar pensar! Horas e horas lendo um extenso jornal de domingo, por exemplo, e alguns minutos depois:  nada...  branco mental total. E alguém poderia questionar:

- “Para quê tudo isso? O que ela aprendeu com o gasto de toda esta energia?”

Seriam realmente boas perguntas!

Tudo o que toma algum tempo seu – ler uma revista, ver um filme, um bate-papo, um passeio –consome a sua energia. Por isso deve ser útil. Quero dizer: devíamos definir sempre o objetivo antes de fazer qualquer coisa. “O que desejo atingir?”;  “Onde quero chegar?” 

Ou você determina o que quer da vida e com que parâmetro de desempenho irá buscá-lo, ou você nunca passará de um peso morto, ou uma boca a mais no mundo.

Você e eu precisamos de energia – de muita energia. A nossa energia é a força com que contamos para a realização dos nossos projetos,  dos pensamentos,  ideias etc. Direto ao ponto, aqui vai a dica: preocupe-se em aprender a gerenciar a sua energia pessoal. 

Conheça, constate, veja por si mesmo quanta energia você tem a cada dia, a cada hora,  para, logo após isto, começar a dar passos importantes e mensuráveis na melhoria da sua produtividade

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O ENGODO DOS SISTEMAS DE GESTÃO

Abraham Shapiro

Venda é o que dá sustentação a qualquer empresa. Mesmo às desorganizadas. 

E como tem empresa desorganizada neste Brasil: pessoal trabalhando sem processos, alta demanda de tempo e o dia a dia de cada um muito parecido ao trabalho de um bombeiro: só para apagar incêndios.

Este é um cenário muito comum. Tanto é que 60% das empresas quebram até o 2º ano de sua implantação no Brasil.

Mas não faltam mágicos e oportunistas que se aproveitam disso. 

Certo dia, chega alguém com uma proposta fantástica: comprar um Sistema de Gestão – um programa para integrar as áreas e que custa algumas centenas de milhares de reais. O apelo é chocante: trocar dinheiro por uma empresa organizada. Fofo! Mas não é o que acontece.  

Quantas vezes já vi o antes, o durante e o depois da implantação de Sistemas em empresas nesse estado. Não foi muito diferente do inferno de Dante, como li na Divina Comédia.

O erro estúpido dessas empresas situa-se em pensar que Sistema organiza bagunça. E eu lhes digo: “tanto quanto um sofá novo salva um casamento infeliz.”

Uma empresa necessita de processos. Processos eficientes que funcionem, primeiro, manualmente. Só depois disso é que ela estará apta a implantar um Sistema de Gestão.

Sistema algum é o salvador da pátria; e nem da lavoura.  Sistema é, antes de tudo, uma cultura organizacional que requer planejamento, preparo, investimento forte na educação de todos  antes, durante e depois de qualquer um achar ou pensar ser esta a a mais genial das ideias.

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TIRINHAS DO ABY # 5 - PERDA DE MERCADO

Abraham Shapiro

Quando o consumo estava alto e as pessoas compravam impulsivamente, você podia pensar duas ou dez vezes antes de investir em marketing.  

Mas hoje, entenda que não há outra opção além de estar pronto,  já que o metrô chegou. Não há tempo para pensar. Caminhe e entre no vagão à sua frente, porque as portas vão se fechar e e ele vai partir. 

Invista em marketing. Faça propaganda e comunique-se com o seu cliente já, antes que ele pense que você se entregou ou já desapareceu!

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NÃO INVERTA A ORDEM

Abraham Shapiro

Aquele jovem decidido chega à secretaria da faculdade para fazer sua matrícula no primeiro dia de aula e, antes de qualquer coisa, diz para a atendente:

- "Eu gostaria de saber quando é que vou começar a receber o meu pagamento?"

E a moça, sem entender:

- "Do que você está falando? Você é quem tem que nos pagar!"

E o rapaz: 

- "Pera aí. Eu vim aqui para ser engenheiro e ganhar muito dinheiro. Quero começar já!"

...........................

Este fulano precisava, mesmo, é de ir direto a um hospício. 

Quem quer ser um engenheiro de sucesso deve primeiro cursar a faculdade e aprender tudo o que concerne a esta profissão e é necessário. Qualquer área exige isso.

Se você quer ser eficiente e produtivo, cuide primeiro da sua autoconfiança. Mas depois, corra para aprender o que você ainda não sabe e é requerido no exercício da sua função.

Então você se torna hábil e desenvolve a sua aptidão. Depois, assume um compromisso profissional, desempenha-o bem, planeja e busca resultados e, como consequência de tê-los alcançado, ganha dinheiro.

Querer reconhecimento e recompensa sem profissionalização, sem a capacitação devida ou sem afiar o machado – atualizando o conhecimento – é o que fez aquele rapaz na secretaria da faculdade.

Inverter esta ordem é o pior dos mundos. Aliás, não seria inversão, mas perversão. E isso é mau!

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A POLÍTICA CERTA ADVÉM DA CULTURA CERTA

Abraham Shapiro

Os funcionários da sua empresa acham que atendimento a cliente é tarefa de responsabilidade do departamento de vendas ou do marketing?

A sua empresa tem um programa de treinamento para criar e desenvolver uma "cultura interna de cliente”? 

A sua empresa incentiva e reconhece os funcionários que dão tratamento satisfatório ou excepcional ao cliente?

Dependendo das respostas que você der a essas três perguntas, terei de admitir que as coisas andam realmente difíceis por lá. 

Na verdade, este questionário é o que mede o potencial da sua organização reagir positivamente a esta e a qualquer outra crise que lhe sobrevier. 

Ter o pessoal da contabilidade lidando com balanços, os engenheiros criando projetos e os da fábrica produzindo, pressupõe que atender clientes seja uma tarefa devida a vendas e marketing.

Porém, já que qualquer um desses departamentos pode efetivamente prejudicar a relação da empresa com os clientes, o atendimento torna-se tarefa não exclusiva dos vendendores e da turma do marketing. Ora, se o cliente fica furioso quando o produto sai com defeito, com atrasos na entrega ou quando a fatura é emitida com erros, logo,  todos são igualmente responsáveis pelo atendimento.

Vamos pelo caminho da paz e da ordem. 

Conheça bem o seu cliente. 

Desenvolva essa cultura aí dentro da sua empresa. E trate de envolver todo mundo. 

Apesar do baita trabalho que isso poderá dar e do investimento, saiba desde agora que nunca vocês terão feito algo mais saudável e definitivo para atingir resultados....  resultados que talvez, há anos, vocês não conseguiram fazer.

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SER GERENTE

Abraham Shapiro

Eu me cansei de gerentes idiotas.

Gerentes que um dia foram agraciados com o título por um protetor amigo e passaram a ver-se como magníficos profissionais, quando nada sabem.

Gerentes que desconhecem o mínimo requerido de sua função, e de sobra,  não estudam, não leem, são iletrados ou analfabetos. 

Gerentes que concordam com o que se lhes pede, mas ao virarem as costas jogam tudo no lixo e nada cumprem. 

Gerentes que exigem salário e comissões do montante que sua equipe realiza por si, mas não a orienta sobre o caminho seguir porque é inconsistente e não faz a menor ideia de qual caminho seguir.

Eles estão presentes em muitas empresas. São gente de pose, porém, falsos profissionais. Projetam-se por um modelo mental de propseridade, mas sua eficiência é zero e a mantêm em torno disso por toda a vida.  Fazem tão só por prolongar sua permanência na empresa a troco de dinheiro. 

Eles são parasitas, impostores.

Eu me cansei disso!

Falsos gerentes não buscam honra pelo trabalho e resultados. Não possuem valores pessoais. E por tudo isso são orgulhosos e arrogantes, mas dependentes – um paradoxo. É claro. Fazem o que fazem só pelo dinheiro. 

Ouvi a frase de um sábio que disse: "Não há nada pior neste mundo do que a dependência do dinheiro. Ela te fará levar à mesa da tua casa o indivíduo que desejarias ver morto, assim como carregar, sorrindo e com aparente prazer, o mais pesado saco às costas por alguém que te puniu dividindo o pão que te era devido com o teu inimigo!" 

Pesada esta frase, não? 

O meu apelo de hoje é: se você está gerente, faça tudo... tudo o que for possível para não mais estar,  e sim... para SER um gerente. 

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PRODUTIVIDADE ZERO

Abraham Shapiro

São duas horas da tarde e o seu dia está passando. Você não fez nada até agora e não consegue achar uma razão para a sua produtividade ZERO. A cada momento, você está distraído e inquieto.

Quando nos sentimos cansados ou bloqueados provavelmente há algo interior que não nos permite realizar o que é preciso no exterior – uma noite de sono ruim ou comida demais no almoço etc. 

O contrário também pode ocorrer, quando o ambiente externo influencia as nossas condições internas e a nossa produtividade. 

Pequenas mudanças podem resolver isto. A cadeira em que você se senta, por exemplo. Há uma lista de coisas: a sua mesa de trabalho; a luminosidade; ruídos; o cheiro; a renovação de ar;  a organização do espaço físico...  Estes e outros itens podem proporcionar excelente adaptação e suporte ao foco e à disposição que o trabalho exige. 

Observe o seu entorno. Faça uma avaliação de todas as condições sob as quais você trabalha e vive. Olhe para tudo: ao redor e dentro de você. Tome consciência da seriedade com que tudo isso deve ser encarado e depois atue para adequá-los aos seus objetivos. Importante é você ter metas e conseguir batê-las.

Cuide-se. Faça o que puder para o bem em tudo a que você se propuser. E lembre-se. Nós temos duas vidas. A segunda começa quando nos damos conta de que, neste mundo,  só temos uma! 

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O FIM DA BRINCADEIRA DO PESSOAL DO AR CONDICIONADO

Abraham Shapiro

Quando o assunto é produtividade, o que vem à mente quase sempre é o chão de fábrica. Não à minha.  

Eu vou frequentemente a escritórios de empresas e vejo quanto tempo os funcionários jogam fora com asneiras e tolices. É um circo!

Qualidade e produtividade são atributos que se referem também a burocratas e suas estruturas geralmente complicadas e lentas. (Aliás, exija que os da sua empresa sejam simples e eficientes. Mande embora quem complica.)

Em 1970, um cargueiro de madeira demandava 108 homens e 5 dias para ser descarregado. Isto se convertia em 540 homens-dias.  Hoje, aquele mesmo trabalho é executado por 8 homens em um só dia,  ou 8 homens-dias. A amplificação do uso de contêineres produziu 98 % de redução na necessidade de mão de obra. Isto é eficiência.

Chegou a vez de exigir mais daquele pessoal que passa o dia no ar condicionado.  Tudo alí precisa melhorar muito. E inclua todas as áreas da administração.

Em breve, a crise econômica vai mudar o ritmo e o cenário dessas centenas de pessoas apinhadas nos tantos escritórios por aí. Já está. Só ficarão os melhores. E quem são eles? Os ágeis, os inteligentes, os que são dóceis no atendimento e que atuam por processos, com qualidade. 

Os que fogem destes parâmetros não têm perspectiva alguma, desde já. Amanhã, provavelmente, terão de se submeter a uma função irrelevante e ganhar o salário de início de carreira para não passarem fome. E merecem isso. Eles só brincaram!

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NÃO DÊ DESCONTO

Abraham Shapiro

Pesquise os seus clientes. Neste exato momento as necessidades e os desejos deles estão instáveis.Todo mundo está e/ou sente-se sob pressão nesta crise. 

Mesmo os clientes mais centrais e que você conhece bem  estão mudando ou precisando mudar. Fique mais próximo deles do que nunca. Pesquise mais sobre o que se passa com eles agora do que nunca. Não use os velhos métodos e nem as desgastadas mensagens de marketing. 

Isto já não os sensibiliza mais.

Concentre-se no que é seguro e enfatize os valores fundamentais, porque os clientes querem ficar na zona de segurança. Eles precisam sentir a segurança da sua empresa e dos seus produtos ou serviços. Portanto, faça o possível e mais um pouco para assegurá-los de que fazer negócios com você continua a ser seguro. 

Procure vender-lhes produtos e serviços que preservem a sensação de segurança.

Não dê desconto. 

Quando você dá desconto, sinaliza duas coisas ao mercado:

1ª. Os seus preços estavam altos demais antes

2ª. Os seus produtos/serviços não voltarão a valer o mesmo no futuro, depois que o desconto acabar.

Se quiser atrair clientes preocupados em economizar, crie uma nova modalidade com preço mais baixo. Isso também irá atrair clientes focados em preço sem alienar os que são dispostos a pagar mais caro. Passada a crise, você poderá pensar em descontinuar ou não a linha de produtos ou serviços mais baratos.

É hora de dedicar-se muito mais aos seus negócios do que jamais você o fez. Por isso: estude, leia, planeje-se e atue. 

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A REGRA MUDOU

Abraham Shapiro

Até alguns anos passados, as pessoas e as empresas trabalhavam com prosperidade e eventualmente enfrentavam crises. A carreira profissional fluía tranquila. O indivíduo escolhia uma profissão, era admitido numa empresa e permanecia nela até aposentar-se.

Mas a regra mudou drasticamente.  E o que chama a atenção é que tanto os cursos de Administração como a mentalidade das pessoas ainda não se deram conta disso. Tudo continua como se prosperidade fosse a regra, tipo: ponha um negócio e o administre da maneira certa que tudo dará certo. 

Não. Não dará. 

É preciso saber que, hoje,  a regra passou a ser o caos, a incerteza e o alto risco. E isto é válido tanto para os mercados quanto para as empresas e as profissões.

Turbulência é o meio em que de todas as empresas existem. O novo ritmo dos negócios são os surtos periódicos e intermitentes de crise e prosperidade. 

Não há mais garantia alguma de que as práticas que no passado davam certo sejam bem sucedidas. Na prática, chegou a hora de repensar a gestão e os modelos. Refiro-me a todos os aspectos da gestão: vendas, marketing, finanças, RH e tudo de que se necessita para se colocar no mercado e fazer negócios.

Você vê esta realidade? Se não, pense nesta frase: “A realidade é o que ela é, e não o que você gostaria que fosse”.

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UMA HISTÓRIA DE TERROR NOS NEGÓCIOS

Abraham Shapiro

Era uma vez um empresário que ia mal em seus negócios. Ele soube de um livro que ensinava um modelo de gestão de sucesso. Comprou um exemplar e começou a ler. 

Mas ele era preguiçoso. Então, criou uma boa desculpa, e racionalizando, disse a si mesmo: 

- "Pra quê ler. Eu já sei e faço tudo isso". 

Largou mão e prosseguiu com sua preguiça. 

Meses depois, sua empresa quebrou. 

Moral da história: “Ele era um autêntico idiota!”

Esta podia ser uma história de terror empresarial. Mas, infelizmente, no mundo corporativo as histórias de terror são a regra, e não a exceção. 

Sabe por quê? As pessoas criam seus próprios modelos de negócios e querem que deem certo.

Mas não dão. Gestão  compreende duas coisas muito específicas:  

- Método e 

- Sistema. 

Método, desde 1600 é um só:  o Método Cartesiano. E Sistemas só funcionam quando adotados e as pessoas os levam a sério sua prática, com disciplina e severidade.  O problema é que estas pessoas  têm de se esforçar, suar em treinamentos,  e o RH não as seleciona eficientemente. 

Quase todo mundo quer ganhar salário de um jeito fácil. Mas você conhece algum modo legal de ganhar dinheiro fácil? 

Não. Não é de qualquer jeito. Ou se aprende a fazer certo.... ou, na base do jeitinho, nem no Brasil se chega ao sucesso.

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NEUROCIÊNCIA E CHARLATANISMO

Abraham Shapiro

Um tema de que você já deve ter ouvido ou lido em revistas: Neurociência! Trata-se do estudo científico do sistema nervoso.  

Entretanto, atualmente é uma ciência interdisciplinar que colabora com outros campos do conhecimento humano como  educação, computação, química, engenharia, antropologia, matemática, filosofia, física e também a psicologia.

Acontece que, de um momento para outro começamos a ver pessoas sem qualquer credencial profissional colocar-se como especialistas em neurociência. Elas vêm a público como quem domina sua aplicação seja no marketing, no  coaching executivo, na nutrição etc. Há muitos desses tais rodando o país vendendo palestras até de neurociência aplicada à propaganda. Outros aproveitam a moda e ensinam como ganhar fortunas no Youtube. Tudo com neurociência.

Você confia? Eu absolutamente não! E mais uma vez venho aqui para adverti-lo: não caia na conversa de oportunistas. Tome referências do que quer que tenham feito de concreto antes deles se apresentarem como palestrantes. Papel e Power Point aceitam tudo.

Neurociência, na prática, é uma área complexíssima e restringe-se a poucos  especialistas e estudiosos em redor do mundo. Esteja certo de que não é com o conhecimento de livretos e revistas que se habilitam pessoas a divulgar suas aplicações práticas!

Agora, por favor, informe isso aos seus funcionários porque  está nascendo mais uma onda de encantamento da parte de gente fraca. Refiro-me àqueles estúpidos que acreditam em palestras de piadas como motivação e outras balelas. Eles é que fazem o caixa dos caça-níqueis e oportunistas enriquecer.

E quanto a você, aceite os meus votos de que não entre em mais esta “gelada”. 

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SERVIÇOS É COISA PARA GENTE SÉRIA

Abraham Shapiro

Serviços. Isso é coisa pra gente séria. 

Num país cheio de corrupção e ladroagem como o Brasil – o que não é segredo nem para as crianças do maternal –  os serviços, em geral, são um verdadeiro abuso.

Por quê? Não há consequências! Nem responsáveis. Então, os fornecedores “nadam de braçada” e ganham muito dinheiro. 

Os noticiários, vira e mexe, anunciam que esta ou aquela  Agência Reguladora irá tomar providências para disciplinar a bandalheira. E o povo pensa: “Agora vai!”.  

Mas nada acontece. Normal no Brasil.

Eu creio que isso deva funcionar assim: o presidente da Reguladora usa a mídia para fazer ameaças de que entrará em ação. Então os fornecedores o procuram, eles se acertam por lá e, como diz a música: “Tudo fica igual como era antes”.

Tem aí uma companhia que vende serviços de Internet e outros. Você a contrata confiando nas vantagens de uma marca de amplitude nacional. Certo dia, você se programa para remeter importante arquivo por email a um cliente com quem fará um bom negócio e constata que a sua Internet encontra-se limitada às 8hs da manhã. Liga para a Central de Atendimento e uma gravação diz:  “Você deve estar com algum problema técnico na Internet. Estamos fazendo tudo para que os serviços retornem ao normal o mais rápido possível, com previsão para as 12h30m”.

Você se sente um idiota. A quem recorrer? Dane-se você com o seu negócio importante!

E se acaso reclamar, haverá alguma consequência contra este autêntico estupro ao consumidor?

Trate de conformar-se. Afinal, você é brasileiro... e brasileiro é bonzinho!

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FERIADOS DURANTE A SEMANA

Abraham Shapiro

Feriado no meio da semana é estupidez. E quem mais gosta disso geralmente são os indivíduos que fogem de trabalho, detestam as segundas-feiras,  ou aqueles que só levam trabalho a sério às terças, quartas e quintas-feiras, “já que ninguém é de ferro”, como eles mesmos dizem. 

Um país em crise econômica com as proporções da atual, como é o Brasil, devia repensar sua logística de feriados. 

Paradas no meio da semana prejudicam o fluxo de caixa e os resultados das organizações – quando não, inclusive, o set-up de máquinas e equipamentos no dia seguinte. 

Mas há outros pontos a se considerar.  

Por exemplo, o Brasil é um país  sem religião oficial de estado. Os feriados religiosos, como dias de padroeiros, Corpus Christi e outros, deviam restringir-se a interessados pela prática da religião correspondente, e não generalizar-se como data nacional ou local. 

Outro ponto é o civismo. Feriados nacionais, como, a Independência, são importantes para a construção do espírito cívico de crianças e jovens. Estes devem ser mantidos e até reforçados. Aliás, vai aqui um desabafo: nunca entendi porque se celebra Tiradentes e nada se fala sobre 22 de Abril, já que é a data oficial do Descobrimento do Brasil.  

O resto do tempo, devemos  trabalhar, gente! Trata-se da maior lição e herança a serem deixadas às futuras gerações: amor ao trabalho, apego ao compromisso e obsessão pela responsabilidade.

Dia desses, eu conversava com uma pessoa por quem tinha grande consideração. Perdi por razões semelhantes à narrada neste episódio. Disse-me ela que feriados no meio da semana são um “respiro” merecido aos trabalhadores brasileiros que são explorados e ganham muito mal!

Poucas vezes ouvi algo tão vil. Também pudera. A psicologia demonstra ser comum o indivíduo julgar causas externas adotando seus próprios padrões internos. É perfeito, pois neste caso,  trata-se de um tolo medindo o mundo pela régua de sua tolice.  

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