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SÓ INTELIGENTES FAZEM PERGUNTAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

“Uma pergunta ruim vale mais do que uma resposta boa.” – Provérbio Judaico.

Fazer perguntas é superior a responder. 

Questões dão continuidade ao pensamento. Respostas geralmente o interrompem.

Precisamos fazer perguntas e estimular os outros a isto. Muitos fracassos advêm da ausência delas.

A nossa sociedade não incentiva o questionamento. 

O aluno é mal visto pelos colegas quando questiona o professor. 

Fazer perguntas chega a ser um incômodo social. Daí fingir conhecimento torna-se uma opção, quase um hábito. Só os corajosos dirão: "Desculpe. O que isso quer dizer?"

Algumas religiões não encorajam o questionamento – talvez por medo de que os fiéis descubram as mentiras que se escondem por trás dos dogmas. Porém, a vida e os relacionamentos exigem perguntas.

Questionar problemas leva a suas causas. E é por elas que se chega à solução.

Questionar atalhos evita que se caia em armadilhas. 

Nos negócios há razões de sobra para esta prática. Antigamente os executivos administravam hierarquias organizadas, os mercados eram lentos, os funcionários seguiam um plano garantido de carreira. Hoje, nada mais é assim. E quem pode afirmar que se adaptou totalmente a este modelo? Por isso, este cenário solicita perguntas.

Nunca o sucesso dependeu tanto de questionamentos como agora. 

“Como me sinto com respeito a Deus?” 

“Qual é o significado da minha existência?”

“O que a humanidade significa para mim?”

“Como se define ‘resultado’ na minha profissão?”

Passar pela vida supondo sobre ‘o que sou’, ‘quem sou’ e o ‘meu propósito’ é um risco fatal. 

Quantos se casam ou escolhem uma profissão sem jamais ter buscado o conceito do que pretendem com quem já trilhou o caminho antes? E depois reclamam! Será que têm o direito?

A sabedoria diz: “Tome cuidado quando estiver diante de um bode, atrás de uma mula, ou a qualquer lado de um tolo que tudo aceita sem nada perguntar.”

A aqui vai um caso curioso para ilustrar a nossa ideia:

Isidor Rabi foi um físico Judeu-americano, ganhador do Nobel de Física de 1944 por ter descoberto a Ressonância Magnética. Há uma passagem em sua história de vida que pode ser de grande inspiração para muitas situações do trabalho.

Um repórter quis saber porque o Dr Rabi tornou-se cientista em vez de médico, advogado ou homem de negócios, já que estas são as profissões mais procuradas pelos Judeus. Rabi Respondeu:

- “Minha mãe me fez cientista sem saber. Qualquer mãe Judia do Brooklyn perguntaria ao filho que chegasse da escola: ‘E então? O que você aprendeu de novo hoje?'  Não a minha mãe. Ela me questionava: 'Você fez uma boa pergunta hoje?' Eu tenho certeza de que esta preocupação dela em que eu buscasse fazer sempre boas perguntas é que fez de mim um cientista."

 

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O HOMEM É A ÁRVORE DO CAMPO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Na última vez que estive em visita aos meus filhos, em Jerusalém, Israel, trouxe de lá um punhado de sementes de uma fruta.

Coloquei-as em água e logo soltaram um pequeno broto. Eu as plantei em copos plásticos, com terra orgânica e comecei a aguá-las a cada doze horas. Dias passaram e eu percebi que não progrediam. Fui pesquisar e descobri que não gostam de muita umidade. Diminuí a dose de água e em pouco tempo ficaram viçosas.

Há muitos anos, eu tive uma horta no quintal da nossa casa. Lembro-me de que  tínhamos de molhá-la bem duas vezes ao dia. Isso é que garantia verduras viçosas e legumes saborosos, de qualidade.

A planta israelense cresce em terreno seco e com sol abundante. Água demais pode matá-la. A outra precisa de muita água. Se dermos a metade do que requer, produzirá menos, e o fruto não terá sabor.

As pessoas também são assim. Exatamente. Existem as que necessitam, por exemplo, de alto nível de reconhecimento para que se sintam bem e façam resultados no trabalho, e também há outras, que não precisam de nada disso.

A arte de fazer gente frutificar consiste em conhecer sua natureza e dar-lhe  o que solicita: se reconhecimento, que seja na proporção de sua necessidade. Cada um é um. Não é em vão que uma das passagens mais intrigantes da Bíblia diz: “Pois o homem é a árvore do campo”.  

Trata-se de um segredo. Perscrutá-lo e empregá-lo bem é uma das chaves da liderança.  

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O DINHEIRO QUE VOCÊ REALMENTE GANHA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Um amigo de Minas Gerais costuma dizer: “Você ganha o dinheiro que não gasta!” O que ele diz, traduz-se como: “Saber economizar é o segredo do comportamento financeiro de sucesso – em casa, na vida pessoal ou na empresa.” 

Inexplicavelmente as pessoas por aqui agem como se a entrada de dinheiro no caixa fosse uma garantia permanente. Se as vendas estão altas, a produção em dia, o caixa suprido e o saldo na conta positivo, elas se comportam como se tudo fosse permanecer bem. Não poupam, não se importam com o investimento dos recursos e se encantam com a sensação falsa de que a vida toda será um "festival de vacas gordas”. No entanto, as crises são cíclicas – como as estações do ano –, elas se vão, mas voltam. 

Este modo de agir impõe ao sujeito a triste e desnecessária obrigação de apertar o cinto e de superar a ilusão.  E como sempre, quando isto acontece é tarde demais. 

Um empresário verdadeiramente sólido adotará o modelo administrativo do grande e sábio José do Egito –  o jovem Judeu que se tornou governador das terras do Faraó, há quase 4 mil anos, como se lê na Bíblia.  O segredo de sua sabedoria em uma palavra é: provisionamento –  guardar uma parte do lucro de hoje para quando o futuro não for próspero.

Eu sei que você deseja fazer o seu negócio produzir todo o dinheiro que é possível e, caso consiga, parabéns! Então trabalhe com esforço e inteligência, sistematicamente. Guarde dinheiro quando tudo vai bem. Dê duro nos dias bons e produtivos para ter continuidade e suprimento quando chegarem os dias rigorosos de crise, que sempre chegam, até porque só se conserta o telhado quando não está chovendo.

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PRAZER SEM DOR E SEM PROBLEMAS: SERÁ ESTE O CONCEITO DE FELICIDADE?

Abraham Shapiro - para o blog Profissão Atitude 

 

Por que não conseguimos manter um sentimento de alegria depois de finalmente atingirmos alguma meta material? 

Eu conheci uma pessoa que tinha uma profissão curiosa. Mel Fisher era seu nome. Ele foi um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos da história e passou quatorze anos de sua vida procurando riquezas no fundo do mar. Encontrou muitas mesmo. Ele contava que depois da alegria que o invadia a cada descoberta, sentia-se deprimido e por isso tinha de sair imediatamente para uma nova caçada. 

As pessoas que atingem o topo do pico mais alto do Planeta sentem uma alegria efusiva ao chegar lá. Fincam a bandeira de seu país, gravam um vídeo com sua vibração incontida e após alguns minutos de contemplação já são obrigadas a descer para não morrerem. 

Por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e quando as conseguimos  acabamos por achar que não nos satisfazem o suficiente?


LIVRES DE PROBLEMAS

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como meta final da vida e define “ser feliz” como estar livre de qualquer dor, aflição ou problema e curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente. 

Contudo, a vida humana tem um objetivo, uma missão. Cada ser humano sobre a face da Terra tem uma razão para sua existência e possui ferramentas específicas para desempenhar seu papel.

Se ‘ficar contente’ e ‘curtir prazeres contínuos’ fossem as únicas coisas a se buscar na vida, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras capacidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto ou ratos num celeiro de cereais são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados. É exatamente por isso que procurar sentido em meramente ‘estar contente’ ou ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’ dificilmente beneficia um ser que pensa com inteligência.

Talvez você não saiba que a autoestima está diretamente relacionada com o senso de valor próprio. Para que uma pessoa tenha autoestima e senso de valor, sua vida precisa ter um significado. De fato, significado e valor são atributos inseparáveis porque a palavra ‘estima’ vem do latim e se traduz como  avaliar, medir o valor de algo ou alguém. 

Então qual é a base da autoestima? Ou melhor, quais são os critérios com que nós atribuímos valor às coisas?


AUTOAVALIAÇÃO

Se olharmos à nossa volta para todos os objetos de casa, veremos que, com exceção de alguns que têm valor sentimental, todos os outros nós escolhemos ter por uma de duas razões. A primeira razão é  estética. E a segunda: funcionalidade ou utilidade. 

Você pode ter, por exemplo, um bonito relógio de parede que foi dos seus avós mesmo que seu mecanismo esteja quebrado há muito tempo e não dê para consertar. Você o mantém ali por ser uma peça de mobília atraente e que embeleza a sua casa.

Contudo, se o abridor de latas quebrar, sem dúvida você se livrará dele imediatamente. Ele não tem nenhum valor estético e, como não funciona mais, tornou-se inútil, sem propósito. Perdeu seu valor funcional.

Apliquemos agora este critério a nós mesmos. 

Talvez existam algumas pessoas que sejam tão atraentes a ponto de ser consideradas ‘ornamentais’, mas a grande maioria de nós não pode realmente pensar em si mesmos como tendo um grande valor estético. Assim, isto nos deixa apenas com a alternativa da ‘funcionalidade’ como base para a  nossa avaliação. 

Então: “Qual é a nossa função?”, “Para quê finalidade servimos?”


O HEDONISMO

O modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida chama-se “hedonismo”.  Enquanto um hedonista pode, ao menos temporariamente, gratificar seus desejos físicos, será que ele conseguirá encontrar um sentido que o mantenha contente por toda a vida? 

O que pode esse hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida intrometer-se em sua consciência? Seu único recurso será tentar se esquivar desse pensamento, talvez entorpecendo sua mente com muitas modalidades de abuso para apagar o incômodo da insignificância.

Agora que já sabemos que o conforto e o prazer não são o sentido intrínseco da vida, como podemos então preenchê-la com um significado verdadeiro? 

Seria difícil para você responder: “Pelo quê vale a pena morrer?”. Pare um instante e veja se consegue encarar esta questão de frente e com toda a seriedade que ela requer. Assim que você tiver uma resposta para “pelo quê vale a pena morrer”, você saberá automaticamente “pelo quê vale a pena viver”. E eu aposto tudo como será uma meta ou objetivo de caráter espiritual, uma meta elevada, um propósito diferente de possuir coisas ou livrar-se de problemas e dores. 

Parabéns! Você chegou ao ponto. Agora já pode dar o seu primeiro passo para a verdadeira e ininterrupta felicidade!

 

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COMO SABER SE VOCÊ É FELIZ?

Abraham Shapiro

Por que não conseguimos manter um sentimento de alegria depois de finalmente atingirmos alguma meta material? 

Mel Fisher, um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo, passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que depois da alegria que o invadia após cada descoberta, ele sentia-se deprimido e por lançava-se imediatamente a uma nova ‘caçada’. 

Por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’. 

Mas a vida humana tem um objetivo, uma missão. Cada indivíduo sobre a face da Terra tem uma razão para sua existência e possui ferramentas específicas para desempenhar seu papel no mundo.

Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar na vida, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados. Assim, procurar sentido em meramente ‘estar contente’ dificilmente beneficia um ser que pensa com inteligência.

Para que uma pessoa tenha autoestima e senso de valor, a vida precisa ter um significado. De fato, significado e valor são características inseparáveis.  A palavra ‘estima’ vem do latim e significa avaliar ou ‘medir o valor’. 

Qual é a base da autoestima? Como atribuímos valor às coisas?

Se olharmos em volta para todos os objetos de casa, veremos que, com exceção de alguns com valor sentimental, nós avaliamos as coisas por uma de duas razões: 

- Estética ou 

- Funcionalidade. 

É por isso que podemos ter um belo relógio de parede que foi dos nossos avós, mesmo que seu mecanismo esteja quebrado há muito tempo e não dá para ser consertado. Nós o mantemos ali porque é uma peça de mobília atraente e embeleza a casa.

Contudo, se o abridor de latas quebrar, sem dúvida nos livraremos dele imediatamente; não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não tem mais valor algum para nós.

Apliquemos agora este critério a nós mesmos. 

Talvez existam algumas poucas pessoas que sejam tão atraentes a ponto de ser consideradas ‘ornamentais’. Mas a maioria de nós não pode realmente pensar em si próprios como tendo um grande valor estético. Isto nos deixa apenas com a ‘funcionalidade’ como base para a nossa avaliação. 

Então: “Qual é a nossa função?”, “Para que servimos?”

Hedonismo é o modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida.  Assim, enquanto um hedonista pode, ao menos temporariamente, gratificar seus desejos físicos, será que ele conseguirá encontrar um sentido que o mantenha contente por toda sua vida? O que pode um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida intrometer-se em sua consciência? Seu único recurso será tentar se esquivar destes pensamentos talvez entorpecendo sua mente com várias modalidades de abuso em vista de esquecer este incômodo sentimento de insignificância.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado? 

Uma das respostas é: se nos perguntarmos “pelo que vale a pena morrer?” teremos um melhor entendimento de “pelo que vale a pena viver”. 

E tenho certeza absoluta que a resposta será uma meta espiritual.

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O PARADOXO DA FELICIDADE

Blog Profissão Atitude - Abraham Shapiro

Por que não conseguimos manter um sentimento de alegria depois de finalmente atingirmos alguma meta material? 

Mel Fisher, um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo, passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que depois da alegria que o invadia após cada descoberta, ele sentia-se deprimido e por lançava-se imediatamente a uma nova ‘caçada’. 

Por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’. 

Mas a vida humana tem um objetivo, uma missão. Cada indivíduo sobre a face da Terra tem uma razão para sua existência e possui ferramentas específicas para desempenhar seu papel no mundo.

Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar na vida, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados. Assim, procurar sentido em meramente ‘estar contente’ dificilmente beneficia um ser que pensa com inteligência.

Para que uma pessoa tenha autoestima e senso de valor, a vida precisa ter um significado. De fato, significado e valor são características inseparáveis.  A palavra ‘estima’ vem do latim e significa avaliar ou ‘medir o valor’. 

Qual é a base da autoestima? Como atribuímos valor às coisas?

Se olharmos em volta para todos os objetos de casa, veremos que, com exceção de alguns com valor sentimental, nós avaliamos as coisas por uma de duas razões: 

- Estética ou 

- Funcionalidade. 

É por isso que podemos ter um belo relógio de parede que foi dos nossos avós, mesmo que seu mecanismo esteja quebrado há muito tempo e não dá para ser consertado. Nós o mantemos ali porque é uma peça de mobília atraente e embeleza a casa.

Contudo, se o abridor de latas quebrar, sem dúvida nos livraremos dele imediatamente; não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não tem mais valor algum para nós.

Apliquemos agora este critério a nós mesmos. 

Talvez existam algumas poucas pessoas que sejam tão atraentes a ponto de ser consideradas ‘ornamentais’. Mas a maioria de nós não pode realmente pensar em si próprios como tendo um grande valor estético. Isto nos deixa apenas com a ‘funcionalidade’ como base para a nossa avaliação. 

Então: “Qual é a nossa função?”, “Para que servimos?”

Hedonismo é o modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida.  Assim, enquanto um hedonista pode, ao menos temporariamente, gratificar seus desejos físicos, será que ele conseguirá encontrar um sentido que o mantenha contente por toda sua vida? O que pode um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida intrometer-se em sua consciência? Seu único recurso será tentar se esquivar destes pensamentos talvez entorpecendo sua mente com várias modalidades de abuso em vista de esquecer este incômodo sentimento de insignificância.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado? 

Uma das respostas é: se nos perguntarmos “pelo que vale a pena morrer?” teremos um melhor entendimento de “pelo que vale a pena viver”. 

E tenho certeza absoluta que a resposta será uma meta espiritual.

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FAZER É MUITO MAIS DO QUE PLANEJAR

Abraham Shapiro

O mundo em que vivemos foi chamado Planeta Terra. Mas o nome ideal seria:  “Mundo das Ações”. Isso nada tem a ver com a Bolsa de Valores, mas só com o fato de ser um lugar onde tudo acontece através do “agir”. 

Nada se concretiza sem ação: nem pensamentos, nem  idéias e nem inspirações.

Quem pensa que tudo vem pronto, como um pacote de sopa instantânea,  vive debaixo de uma ilusão fatal.

Entender isso é o que possibilita resolver  “n” problemas.

Sem prática nada acontece. Isto é o que importa. Há pessoas que se encantam com uma boa ideia ou com um projeto bonito e viável. É claro que isto é importante. Planejar é a fase que antecede a ação. Um plano é o que evita que se atue aleatoriamente. Mas o produto, o efeito, o resultado só aparece quando se sai do papel e põe-se o plano em atividade. 

A ação é definitiva.  Pôr a mão na massa é o que faz o pão. 

Talvez tenhamos nos acostumado demais a esperar que o governo faça e nós fiquemos na condição de críticos ou reclamantes. Mas pense em quanto é possível fazer e resolver sem a interferência  de governo algum, só por simples iniciativa e liderança de pessoas com alguma visão e a cabeça no lugar.

E sabe por que eu insisto em dizer isso? É que eu acredito ser você alguém assim: com poder e muita vontade de fazer.  Então faça. Tome iniciativa. Nós precisamos. Este país precisa. 

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DICAS FANTÁSTICAS DE USO DAS PALAVRAS

Abraham Shapiro

O nosso pensamento orienta a nossa comunicação.  A comunicação, por sua vez,  modela as nossas ações e ajuda a criar a realidade de cada momento da nossa vida. 

E se obervarmos bem, saberemos que o nosso modo de comunicar evidencia os nossos pontos fortes ou fracos. Daí ser possível entender a personalidade de uma pessoa pelo modo como ela se comunica, além de vários aspectos de seu caráter. 

A habilidade de se comunicar é essencial para o relacionamento interpessoal.

Vou dar algumas dicas sobre o uso de palavras que poderão ajudar o seu posicionamento pessoal. 

1.   Cuidado com a palavra não. Uma frase que contém a palavra ‘não’ traz à mente o que está junto com ela, ou melhor, o ‘não’ só existe na linguagem e inexiste no pensamento. Ninguém é capaz de pensar ‘não. Por exemplo: “Não pense na cor vermelha”. Eu pedi para você não pensar. Mas é bem provável que tenha pensado. Portanto, procure falar somente o que você quer, e não o que não quer.

2.   Tenha cautela ao usar as conjunções ‘mas’, ‘no entato’, todavia e todas as adversativas. Elas negam tudo que veio antes delas na frase.  Por exemplo: "O Pedro é um rapaz inteligente e esforçado, mas...". Percebeu? Nesta frase o ‘mas’ anulou a inteligência e o esforço do Pedro. O que fazer então? Substitua ‘mas’ por ‘e’. “Carlinhos, você é um ótimo funcionário e eu gostaria de lhe dar uma dica poderosa para aumentar a sua eficiência: escute mais o cliente!” 

Viu só? Simples e fácil. Mas tem de praticar. Caso você pratique lições como estas e as ponha em prática no seu dia a dia, eu lhe garanto um desempenho pessoal muito superior à média.

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EU LHE DIREI COMO SER REALMENTE GRANDE

Abraham Shapiro

Sabe que você tem infinitas potencialidades internas? Se ainda não, devia saber. 

Quase todo mundo sabe disso. Mas ficam só no saber e nunca agem a respeito.  Este, aliás, é um dos grandes problemas da nossa época, responsável inclusive pela carênciade talentos. 

E para piorar, além de não termos aprendido como usar as nossas potencialidades, damos abertura a que as pessoas interfiram negativamente no nosso modo de ser. Não devíamos. Porque nos distancia da grandeza que podíamos acessar naturalmente ou por esforço. 

É empolgante ver, por exemplo, como um vendedor vai do fracasso ao sucesso em vendas quando deixa de crer numa besteira que um ex-chefe  lhe tenha incutido no pensamento em algum momento do passado. 

Dar ouvidos a palavras que diminuem ou desvalorizam é um péssimo feito contra si próprio. É um autoflagelo sem nenhum propósito que só nos põe no total prejuízo. 

Um rapaz, certa vez, procurou um sábio e lhe disse:

- Sei que sou um tolo, mestre, mas não imagino o que fazer a respeito. O que o senhor me aconselha?

- Meu  filho – respondeu o sábio – se você sabe que é um tolo, isto, com toda certeza, é a prova de que você não é.

Mas o rapaz prosseguiu:

- Então por que é que todo mundo diz que eu o sou?

O mestre o olhou profundamente, e respondeu:

- Bem. Até que você pense ser um tolo, nada há de errado.  Mas quando passa a dar ouvidos aos outros quando lhe chamam de tolo, então também eu não o negarei. Realmente você é um tolo!

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MUDE O RECHEIO E COMA O SEU SANDUÍCHE COM SATISFAÇÃO

Abraham Shapiro

Numa visita de rotina, o presidente da companhia chega ao setor de produção e pergunta para o encarregado: 

- Quantos funcionários estão trabalhando neste setor? 

Depois de pensar por alguns segundos, o encarregado responde: 

- Ah! Mais ou menos a metade do pessoal que o senhor vê aqui.

Isto parece piada. Mas é a realidade de muitas, muitas empresas. 

Uns são comprometidos e engajados. Outros são estáticos e só expressam descaso. 

Nem todo mundo trabalha com foco. E com whatsapp, viber, facebook etc... a coisa tende a ser bem pior. O que não falta são elementos que dispersam a atenção. 

Um dos maiores inimigos do foco no trabalho é a reclamação. Reclamar constantemente e de tudo converte-se em vício, além de ser a principal justificativa para a baixa produtividade. 

Há um caso curioso a esse respeito. 

Um pedreiro em seu primeiro dia numa nova obra, abre a lancheira à hora do almoço e tira de dentro um sanduíche. Antes de comê-lo, resmunga em voz alta: 

- “Sanduíche de mortadela? Detesto mortadela”. 

No dia seguinte a mesma coisa. 

Quando, no terceiro dia, ele repete a ladainha, um colega o interpela: 

- “Por que você não pede à sua mulher que faça um sanduíche diferente?” 

Ao que o rapaz responde: 

- “Impossível, amigo. Porque sou eu quem prepara os meus sanduíches todos os dias”.

É sempre assim. Reclamar é fácil. Mas quase sempre somos nós que criamos as situações de que reclamamos. Nós é que preparamos o sanduíche. Portanto, mudar o recheio está sob o nosso poder... e nunca na conta da reclamação!

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A DECISÃO NOBEL DE MUDANÇA DE VALOR

Abraham Shapiro

Alfred Nobel foi um químico sueco que fez fortuna ao inventar explosivos mais poderosos do que os que existiam então. Ele vendeu sua fórmula a países interessados em fabricar armas. 

Um dia, seu irmão morreu e por engano um jornal publicou o obituário de Alfred identificando-o como o homem que fizera fortuna possibilitando que os exércitos alcançassem novos níveis de capacidade de destruição em massa. 

Nobel teve a oportunidade única de ler a notícia de sua própria morte e constatar as razões pelas quais seria lembrado por todos.

Ele ficou chocado ao pensar que sua vida se resumiria em ser o mercador da morte e da destruição. Decidiu então usar sua fortuna para criar o prêmio que distinguiria as conquistas em vários campos de atividade benéficos à humanidade – e é por isto, não por seus explosivos, que hoje as pessoas o conhecem. Estou falando do Prêmio Nobel da Medicina, da Química, da Física etc.  

No auge do ‘sucesso’, Nobel trabalhava contra a vida e contra a união dos homens.  Quando descobriu que isto é o que ele deixaria para o mundo, dedicou a última parte de sua vida a uma causa que desse outro sentido à sua existência.

Você já parou para pensar que os seus negócios e a sua carreira também podem ser conduzidos com um propósito que não seja só o de ganhar dinheiro e fazer fortuna?

Sim, isto é possível, sem comprometer a eficiência do seu negócio e dos seus resultados. Depende de uma decisão... e de compartilhar isso com as pessoas.

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COERÊNCIA - UM ATRIBUTO EXTRAORDINÁRIO

Quer ouvir? Clique aqui: https://soundcloud.com/profissaoatitude/coerencia-um-atributo-extraordinario

 

Abraham Shapiro

Uma raposa era perseguida por caçadores, quando viu um lenhador e suplicou-lhe que a escondesse. O homem permitiu que ela entrasse em sua cabana.

Logo chegaram os caçadores e perguntaram ao lenhador se havia visto a raposa.

Com a voz ele disse que não, mas com sua mão, disfarçadamente, ele apontava aonde ela havia se escondido.

Sem compreender os sinais do lenhador, os caçadores confiaram apenas no que ele dissera e se foram.

Assim que a raposa os viu ir embora, saiu da casa, sem nada dizer. 

O lenhador a reprovou por ter saído sem agradecer, já que ele a salvara. Ao que a raposa respondeu: 

— Eu te seria eternamente grata se as tuas mãos e a tua boca tivessem dito o mesmo.

Esta é uma fábula sobre a coerência.

No dicionário, coerência significa: “harmonia entre o que se fala e faz; uniformidade no proceder”.

Ser coerente é uma necessidade absoluta – tanto na carreira profissional quanto na vida empresarial.

O que é preciso para ser coerente? Caráter firme, educação e disciplina. 

O incoerente carece de educar-se e ser rigoroso para não trair-se para não fazer coisas que não correspondam a seus princípios e valores. 

Evite parecer-se com aquele lenhador da fábula da raposa.

Mais do que vender, comprar, ganhar dinheiro ou ter uma grande empresa,  preocupe-se antes em ser coerente, pois, do contrário, as pessoas farão negócio uma vez só com você. E cliente, por definição, é aquele que volta.

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VOCÊ ACHA QUE TERÁ UM ANO NOVO FELIZ?

Abraham Shapiro

Como é fácil falar coisas sem pensar. Um exemplo? Todos nós desejamos a felicidade. Mas quase ninguém sabe defini-la.  Veja o que acontece na virada de cada ano. Um diz ao outro:  "Feliz Ano Novo" sem que mal saibamos o que é felicidade.

Felicidade não é ter coisas. Nossa sociedade ensina que quanto mais se tem, e quanto mais caro é o que se tem, melhor. Mas a felicidade não acontece por se viver numa mansão de luxo, ter os melhores carros, jóias e roupas finas. Quem aumenta suas posses, multiplica suas preocupações.

Felicidade não é diversão. Quem está infeliz e vai viajar a fim de “se resolver” irá se decepcionar. Ao chegar lá, encontrará na bagagem tudo o que o fazia infeliz. E na volta? Os mesmos motivos estarão entre os souvenirs, compras e contas a pagar.

Felicidade não é produto do prestígio, do sucesso ou da fama. Quantos milionários ou famosos disputados por paparazzis foram infelizes a ponto de se entregar aos vícios e levar vida abjeta? Muitos se suicidaram.

Será a felicidade ausência de sofrimento e de problemas?

Ao que me consta só os mortos não têm problemas.

Viver machuca de algum modo – perdas, mágoas, fracassos etc. Ausência de dor não é felicidade. Feliz não é quem nunca levou um tombo, mas aquele que consegue levantar-se e prosseguir depois da queda. Este, aliás, tem de si uma boa imagem e curiosamente sente-se feliz por tê-lo conseguido.

Bem, já sabemos o que a felicidade não é. Mas haverá algo que possamos fazer a fim de que 2017 seja feliz? Eu penso que sim.

A minha primeira sugestão é parar de correr atrás da felicidade. Ela é estranha. Quanto mais a buscamos, mais ela foge. Buscá-la, portanto, parece inútil.

Não há nada errado em querer ser feliz. O problema começa na idéia fixa de que temos de ser felizes a qualquer custo. Temos, sim, o direito à felicidade. Mas creio que o nosso modelo de vida nos empurra a criar um desenho para descrevê-la que não passa de um sonho mirabolante e surreal.

Outra sugestão para um ano novo feliz é parar de se perguntar: "será que eu sou feliz?".  Em vez disso, é melhor ter uma ocupação – na loja,  no escritório, na cozinha, na comunidade –  e ver-se fazendo algo útil. Sabe-se que o sentimento de realização traz felicidade. Quando você se esforça por uma causa significativa, a sensação decorrente é a autorrealização, independente do resultado. Só o esforço investido já faz muito.

Certa vez, um jornal de Londres ofereceu um prêmio às três pessoas mais felizes da cidade. Os vencedores foram: um artesão que trabalhava assobiando, uma jovem mãe que cantarolava à noite, depois de dar banho em seu bebê, e um cirurgião que ria enquanto relaxava após uma operação bem-sucedida. Curiosamente, os três não tinham preocupação em ser feliz. Eles estavam absortos em suas tarefas e as fazia com amor. Talvez isso é o que abre uma fresta na porta para a felicidade entrar de mansinho. Ela gosta de  se mover sem ser notada, sem alarde.

Por que não tornar a vida útil para as outras pessoas em vez de buscar  obsessivamente a felicidade para si próprio?  Este seria o mais benéfico e efetivo meio de começar um ano que vale a pena. E ao atingirmos esta meta a cada dia, faríamos de cada dia um item de riqueza real.

Eu não vejo coerência em desejar  “Feliz Ano Novo”!  Ainda prefiro “Um Ano Bom e Doce”. A felicidade é uma construção de “tijolo por tijolo”, de pedra sobre pedra. Ela provém do esforço em ter uma vida valorosa e de doação pessoal ao que supera as nossas necessidades particulares. E prêmio é a contaminação dos indivíduos à nossa volta com este ideal.

Então deixo aqui os meus votos mais sinceros: “Que 2017 seja um ano bom e doce para você e todos os seus!”

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COMO FAZER UM BOM ANO EM 2017?

Abraham Shapiro

Como é fácil falar coisas sem pensar. Um exemplo? Todos nós desejamos a felicidade. Mas quase ninguém sabe defini-la.  Veja o que acontece na virada de cada ano. Um diz ao outro:  "Feliz Ano Novo" sem que mal saibamos o que é felicidade.

Felicidade não é ter coisas. Nossa sociedade ensina que quanto mais se tem, e quanto mais caro é o que se tem, melhor. Mas a felicidade não acontece por se viver numa mansão de luxo, ter os melhores carros, jóias e roupas finas. Quem aumenta suas posses, multiplica suas preocupações.

Felicidade não é diversão. Quem está infeliz e vai viajar a fim de “se resolver” irá se decepcionar. Ao chegar lá, encontrará na bagagem tudo o que o fazia infeliz. E na volta? Os mesmos motivos estarão entre os souvenirs, compras e contas a pagar.

Felicidade não é produto do prestígio, do sucesso ou da fama. Quantos milionários ou famosos disputados por paparazzis foram infelizes a ponto de se entregar aos vícios e levar vida abjeta? Muitos se suicidaram.

Será a felicidade ausência de sofrimento e de problemas?

Ao que me consta só os mortos não têm problemas.

Viver machuca de algum modo – perdas, mágoas, fracassos etc. Ausência de dor não é felicidade. Feliz não é quem nunca levou um tombo, mas aquele que consegue levantar-se e prosseguir depois da queda. Este, aliás, tem de si uma boa imagem e curiosamente sente-se feliz por tê-lo conseguido.

Bem, já sabemos o que a felicidade não é. Mas haverá algo que possamos fazer a fim de que 2017 seja feliz? Eu penso que sim.

A minha primeira sugestão é parar de correr atrás da felicidade. Ela é estranha. Quanto mais a buscamos, mais ela foge. Buscá-la, portanto, parece inútil.

Não há nada errado em querer ser feliz. O problema começa na idéia fixa de que temos de ser felizes a qualquer custo. Temos, sim, o direito à felicidade. Mas creio que o nosso modelo de vida nos empurra a criar um desenho para descrevê-la que não passa de um sonho mirabolante e surreal.

Outra sugestão para um ano novo feliz é parar de se perguntar: "será que eu sou feliz?".  Em vez disso, é melhor ter uma ocupação – na loja,  no escritório, na cozinha, na comunidade –  e ver-se fazendo algo útil. Sabe-se que o sentimento de realização traz felicidade. Quando você se esforça por uma causa significativa, a sensação decorrente é a autorrealização, independente do resultado. Só o esforço investido já faz muito.

Certa vez, um jornal de Londres ofereceu um prêmio às três pessoas mais felizes da cidade. Os vencedores foram: um artesão que trabalhava assobiando, uma jovem mãe que cantarolava à noite, depois de dar banho em seu bebê, e um cirurgião que ria enquanto relaxava após uma operação bem-sucedida. Curiosamente, os três não tinham preocupação em ser feliz. Eles estavam absortos em suas tarefas e as fazia com amor. Talvez isso é o que abre uma fresta na porta para a felicidade entrar de mansinho. Ela gosta de  se mover sem ser notada, sem alarde.

Por que não tornar a vida útil para as outras pessoas em vez de buscar  obsessivamente a felicidade para si próprio?  Este seria o mais benéfico e efetivo meio de começar um ano que vale a pena. E ao atingirmos esta meta a cada dia, faríamos de cada dia um item de riqueza real.

Eu não vejo coerência em desejar  “Feliz Ano Novo”!  Ainda prefiro “Um Ano Bom e Doce”. A felicidade é uma construção de “tijolo por tijolo”, de pedra sobre pedra. Ela provém do esforço em ter uma vida valorosa e de doação pessoal ao que supera as nossas necessidades particulares. E prêmio é a contaminação dos indivíduos à nossa volta com este ideal.

Então deixo aqui os meus votos mais sinceros: “Que 2017 seja um ano bom e doce para você e todos os seus!”

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PODE NÃO SER UMA MONTANHA

Abraham Shapiro

Uma das histórias mais curiosas que ouvi, conta de um jovem saía da Europa para viver na América em busca de oportunidades. Antes de partir, no entanto, movido pelo desejo de levar consigo um pensamento significativo, encontrou-se com seu professor e perguntou-lhe:

- “Mestre, o que é a vida?”

O professor convictamente respondeu:

- “A vida é como uma montanha, meu filho!”.

O rapaz partiu, e pelos dez anos seguintes, dia após dia, esforçou-se para entender aquelas palavras.  

Já rico pelo sucesso de seu trabalho, não conteve sua inquietação. Comprou uma passagem e, com o fim de entender aquela definição indecifrável, buscou seu mestre na cidadezinha de onde saíra. 

- “Mestre, por todos os dez anos passados, tudo o que fiz foi refletir sobre as suas palavras.  Isso me perturbou. Receio não estar à altura de entender o significado de: ‘A vida é como uma montanha’!

Vendo a ansiedade do jovem, o professor pensou em silêncio, calculou, e, após alisar suas longas barbas, voltou-se a ele e respondeu:

- “Bem, meu filho, talvez a vida não seja como uma montanha!”

Não sei o que você está pensando neste momento. Mas a mensagem que eu identifico nessa história remete-me a romper com as minhas suposições.

Toda suposição que imaginamos ser verdadeira sem que seja provada, tem em seu interior o risco de não ser. Portanto, se as utilizarmos nas nossas decisões, talvez venhamos colher resultados terríveis.

“Talvez a vida não seja como uma montanha” é uma possibilidade que não deve ser desprezada. Repensar as crenças, avaliá-las e, se preciso for, mudar o rumo, não é opcional, mas imperativo.

Quando o que pensamos de nada serve, por que não mudar? Aí poderá estar a nossa libertação!

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O VALOR DO SEU TEMPO

Abraham Shapiro

Um homem foi injustamente condenado à morte por um príncipe. Ele propôs ao nobre que, se lhe desse um ano de tolerância, ele ensinaria o cachorro da corte a falar. Caso  conseguisse, estaria livre. Se fracassasse, seria morto como o julgamento determinava. 

Curioso diante da proposta, o nobre aceitou. 

Quando os amigos do condenado vieram visitá-lo, acharam que estivesse louco em negociar dessa forma. Como seria possível ensinar um cachorro a falar?

O homem, então, lhes revelou sua estratégia: 

- “Amigos, pensem comigo.  Um ano é muito tempo. O príncipe pode morrer. Eu posso morrer de morte natural. O cachorro pode morrer. E se nada disso acontecer, vai que eu consiga fazer o cachorro falar!”.

Eu adoro essa história. Ela ensina muito, principalmente que tempo é um bem preciosíssimo; é fortuna real, é riqueza!

Quanto vale um dia? Pergunte a uma diarista e talvez você a ouça dizer: “Eu tenho três crianças. Um dia é o sustento dos meus filhos.”

Em apenas um segundo quantos acidentes graves acontecem e vidas se perdem?

Décimos de segundo para um atleta nas Olimpíadas é o tempo que separa a prata do ouro.

Aquele homem que foi injustamente condenado, na nossa história, mostra que, em um ano, qualquer cenário pode mudar e trazer  grandes e importantes transformações.

No entanto, o sucesso na relação com o tempo consiste em encurtar a visão da realização dos compromissos de médio ou longo prazo assumidos.  Você sempre errará menos quando for capaz de antecipar mentalmente uma agenda assumida para o próximo mês  para daqui dois ou três dias.  Esta redução da distância temporal tem o poder de lhe fazer sentir desde já potenciais adversidades que só apareceriam às vésperas de colocá-lo em prática.   

Valorize o seu tempo, porque a um momento desses ele vai acaba sem que você sequer possa fazer conta. 

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OS DEZ MANDAMENTOS DE LIBERTAÇÃO DA POBREZA E DA DESGRAÇA

Abraham Shapiro

Mandamento 1.    Corte o contato de Whatsapp de quem só rouba o seu tempo. Saia de grupos que não respeitam horário. Nada de visitar Facebook durante o horário de trabalho. Desligue esse aplicativo do seu celular para não ser tentado porque é sempre um caminho sem volta. Basta começar... e o seu tempo vai todo embora.

Mandamento 2.    Seja assertivo. Faça o caminho direto ao alvo, à meta, sem rodeios, sem desculpas, sem conversas, sem explicações desnecessárias, com lógica e disciplina inquestionáveis.

Mandamento 3.    Seja objetivo. Saiba com clareza ‘o que fazer’, ‘como fazer’, ‘quando’, ‘o nível de expectativa de qualidade na entrega’. Agora vá e faça. Se o resultado não for bom, refaça o plano  e implemente nova tentativa. Só não perca o seu objetivo.

Mandamento 4.    Se não é possível, diga NÃO. Se vai lhe tirar da rota, diga NÃO. Se vai consumir recursos que já estão destinados para o cumprimento das suas metas, diga NÃO. 

Mandamento 5.    Ao almoçar e em horários não comerciais, não atenda ao telefone. Tenha disciplina e autogerenciamento. Combine com o chefe e colegas critérios de necssidade para que esta regra seja quebrada. 

Mandamento 6.    Família e religião são prioridades intocáveis. 

Mandamento 7.    Não queira agir para agradar pessoas e fazer que todos o vejam como bonzinho ou ‘boa praça’. Faça o que tem de ser feito com dedicação e esforço. Não exceda e nem queira abraçar o mundo em busca da apreciação das pessoas,  pois elas não lhe darão nada por isso.  Os seus objetivos e metas estão acima de querer ficar bem com os demais. 

Mandamento 8.    Promova uma seleção nos seus relacionamentos atuais. Todos os “amigos” e “colegas” que não somam, subtraem. Livre-se deles antes de constatar isso, pois é só questão de tempo para que você saiba que eu estou certo e lhe diga: “Eu não disse? E avisei, não avisei?” 

Mandamento 9.    Saia definitivamente do futuro. Venha para o presente e construa uma morada sólida nele.  Pare de querer começar tudo na segunda-feira. Isso é desculpa de vagabundo. Esforce-se para fazer o máximo hoje. Escreva um cartaz e cole em frente à sua cama: “A minha oportunidade é agora! Amanhã ela terá ido embora!”

Mandamento 10.    Desligue o modo "piloto automático" da sua existência e acione definitivamente a consciência. Mostre o seu caráter com coerência, e  no momento seguinte você saberá, enfim, o que é viver. 

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SOCIEDADE: CUIDADOS E RISCOS

Abraham Shapiro – de Jerusalém, Israel

Jamais se associe a alguém mais poderoso do que você. Uma sociedade é algo que exige, de cara, uma lista prévia bastante grande de cuidados especiais. Se, além disso, as diferenças entre os parceiros forem muito distantes, a aliança estará exposta a riscos e distorções ainda maiores, e o produto final poderá ser crise e conflito insolúveis.

É um filósofo que há mais de 2.500 anos contou uma fábula que, após uma pequena adaptação que eu fiz, ilustra perfeitamente este tema. O filósofo a que me refiro é o sábio Esopo.

Uma novilha, uma cabra e uma ovelha se aliaram ao rei leão a fim de aumentarem o abastecimento de madeiras na área onde viviam. 

Implantaram o negócio e conseguiram grande lucro. 

Chegou o dia da partilha. Os lucros foram divididos em quatro porções iguais, como rezava o contrato da sociedade.

Chegou o leão diante dos sócios e pô-se a considerar: 

- “A primeira parte dos lucros cabe-me por direito, pois sou o rei da floresta e todas as primícias a mim pertencem. A segunda também é minha, pois sou um bravo e corajoso animal, capaz de fazer tremer grandes feras apenas com o meu rugido. A terceira, eu não hesitarei tomar, porque entre vocês sou o mais forte e poderoso. E com respeito à quarta parte, ai daquele que nela tocar.”

Em latim, a moral é apresentada como: “Societas cum potente numquam est fidelis”, ou: “A sociedade com o poderoso nunca é confiável”.

Você pretende entrar numa sociedade? A sabedoria diz: “Conheça o caráter do candidato ou candidatos a sócios.” Lembre-se do ensinamento de Esopo e garanta com isso não só a sua paz futura, como também o bom funcionamento do seu fígado hoje.

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ESQUENTA OU ESFRIA? DEPENDE DO PONTO DE VISTA

Abraham Shapiro

Imagine a seguinte cena. 

Um índio da Floresta Amazônica, que passou toda a vida em sua tribo, é subitamente tirado de lá e trazido à Avenida Paulista, em São Paulo. 

Ele se assusta com todo o movimento e quando olha para uma janela próxima, vê uma caixa retangular de metal ou um tubo por onde sai ar quente. Ele ouve o barulho. Levanta os olhos e se depara com centenas de prédios de concreto até os céus. São muitos. Em todas as janelas há uma caixa ou um tubo parecido com aquele. Todos estão cuspindo ar quente em pleno verão tórrido paulistano. 

O que ele pensa? Talvez:

- "Que gente louca! Um dia tão  quente como este e eles colocam essas coisas em na janela para aquecer mais a rua?" 

Os nossos maiores obstáculos para entenderde qualquer situação são as nossas suposições. 

Nós criamos pensamentos, concluímos coisas por nós mesmos e depois passamos a acreditar que aquilo está cem por cento certo.  

Todas as coisas que solicitam o nosso julgamento exigem a nossa máxima busca pelo conhecimento antes que cheguemos a uma conclusão. O que não for possível saber, não pode ser julgado. 

Veja como algumas pessoas parecem tão modestas. Interiormente elas podem não ser nada disso. E o contrário também é válido. Muitas e muitas vezes as coisas não são como nos dão impressão de serem. 

Um ar-condicionado muito eficiente e que proporciona ar fresco e conforto a um ambiente, visto do lado de dentro, pode parecer um aquecedor que cospe ar quente,  quando visto do lado de fora. Só após conhecer o funcionamento em seus detalhes é que tona-se possível fazer qualquer consideração a respeito. Antes disso, são apenas suposições.

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NÃO BASTA SIMPLESMENTE FAZER...

Abraham Shapiro

O cachorro e o cavalo eram os animais mais próximos à casa do fazendeiro. O cachorro, é claro, o melhor amigo do dono. O cavalo era também querido, mas a seu modo e natureza.

Com o tempo, no entanto, nasceu uma pontinha de inveja no cavalo, pois, o cachorro ganhava mais carinho, mais comida e brincadeiras. O cavalo, por sua vez, só era procurado para montaria e transporte, e de sobra, levava alguns golpes no lombo. Certo dia tomou coragem, e, num momento de descontração, perguntou ao cão:

- “O que é que você faz para ser o mais querido entre todos os animais pelo nosso dono?”

Humilde e companheiro como só o cachorro é, discordou do amigo cavalo. Mas diante de tanta insistência, abriu o coração para o que imaginava ser seu segredo.

- “É muito simples” – disse o cãozinho. “Sempre que o nosso dono chega à casa, eu pulo sobre ele e o cubro com as minhas lambidas”.

O cavalo gostou disso, e achando-se capaz, naquele mesmo dia e sem cerimônias, ao fazendeiro chegar de uma ida à cidade, disparou em sua direção, saltou sobre  ele e começou a lambê-lo com toda dedicação.

O homem, atônito, julgou que o cavalo tivesse enlouquecido e reagiu de pronto: pegou seu chicote e o enquadrou.

Quando o cavalo encontrou o cachorro, pôs-se a reclamar:

- “Que negócio é esse? Você é meu amigo ou ‘amigo da onça’? Eu saltei sobre o nosso dono, comecei a lambê-lo, e ele pegou seu chicote e me surrou tanto que nem consigo deitar-me direito. Meu corpo todo dói”.

Ao que piedosamente o cachorro lhe respondeu:

- “Querido amigo, eu fiz o que pude. Mas ouça uma lição que eu demorei-me a aprender. Nesta vida, fazer não é tudo. O que faz diferença é saber fazer”.

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