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MUDANÇAS

Abraham Shapiro

Mudança é um termo que causa palpitação cardíaca em muita gente, quando não algo bem próximo de um infarto. Mas é puro preconceito. Mudança é prova da vida. Mudança, melhor dizendo, é um atributo inerente à vida.

Nada se desenvolve sem mudar.

Observe o feto no ventre da mãe. Só mudanças a cada dia, a cada hora, a cada minuto durante os nove meses. E curiosamente depois prossegue. Até a morte.

Mudar de opinião quando se adquire mais conhecimento devia ser a coisa mais natural do mundo. Mas não é. Sabe por quê? Um tolo anônimo, certo dia, disse: palavra de rei não volta atrás.

- “Espere aí!!! De que rei estamos falando?”

Num mundo como o de hoje, quem não muda de opinião não muda nada. E deve estar morto, pois não é possível viver assim.  Thomas Watson, o fundador da IBM, disse certa vez que existia mercado para somente cinco computadores em todo o mundo. Onde estaria a IBM atualmente caso seu fundador não estivesse disposto a mudar de opinião. Ele mudou! Esse é o típico caso de que mudar de idéia conscientemente significa correção de rumo, aperfeiçoamento, visão mais clara e profunda.

Há pessoas que lutam o tempo todo para manter tudo firme e fixo. Isso indica baixíssima autoconfiança e péssima autoestima. Aderir à mudança indica rompimento com modelos mentais e pressuposições erradas. A seguir temos oportunidades.

Todo progresso se dá por ação daqueles que não se satisfazem com tudo do modo como está. Então  mudança não é inimiga. Ela é ajuda

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DESAPEGUE-SE

Abraham Shapiro

Há pessoas que, de tão apegadas, não conseguem se desfazer de estranhos objetos ou de papéis acumulados. E isto é problema. 

Elas guardam, acumulam coisas inúteis e, seus olhos já nem vêem mais estantes desordenadas e gavetas entupidas de bobagens. Talvez nem estejam conscientes de que é uma séria sobrecarga não só de espaço, mas psicológica pois seus efeitos negativos se refletem em muitas áreas da vida e do trabalho.

Lembro-me da conversa entre o empregado e seu gerente:

- Chefe, nossos arquivos estão superlotados, posso jogar fora os que têm mais de 10 anos?

- Sim –  responde o chefe. Mas não se esqueça de fazer cópia de todos eles!

Juntar coisas sem utilidade freia o desenvolvimento pessoal. Geralmente as pessoas que as guardam, o fazem  porque eles estão ligados a lembranças. É uma prisão ao passado. 

Se isto é algo presente na sua vida, o que fazer?

A coisa mais importante é sentir gratidão por tudo o que estes objetos lhe proporcionaram de bom e às pessoas ligadas a eles. Para cada uma delas, guarde uma peça de lembrança significativa. Desfaça-se ou doe o resto para os outros. 

Livre-se do excesso de coisas sem sentido e abra espaço para objetos novos, você estará trazendo para si condições de receber o futuro na sua vida.

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JULGAMENTO DEPENDE DE CONHECIMENTO

Abraham Shapiro

Julgar é fácil, porém perigoso. Nunca se deve decidir sem conhecer bem as circunstâncias. 

Imagine o seguinte cenário. Você assiste a uma corrida de cem metros rasos disputada pelos  melhores atletas do mundo. Um deles bate o recorde mundial de 9,43 segundos. O segundo só chega em 9,62 segundos.

Está claro que primeiro é um sucesso. Ele merece a medalha de ouro. 

Quanto ao segundo, apesar da prata, ele terá de suar muito para bater o novo recorde. 

Tudo está aparentemente certo e é assim que se julga normalmente.

Mas ao ver mais de perto, você descobre que o atleta que chegou em segundo lugar esteve impedido de andar até seus dez anos por conta de uma doença. Anos e anos de dores e exercícios para conseguir caminhar. Depois, dedicou cada minuto de sua existência ao sonho quase irreal de se tornar um corredor. E agora, ele é um atleta olímpico!

E agora? O que lhe parece? Você é capaz de ver o quadro por outra perspectiva, não? 

Esta mudança de visão ocorre sempre que se tem mais conhecimento sobre qualquer situação com que se defronta. Você e eu não gostamos de injustiça. Portanto, jamais devemos emitir julgamentos sobre pessoas e coisas sem antes saber tudo o que é possível a respeito. 

Conhecer todas as circunstâncias que nos é possível saber, é o que nos permitirá ter discernimento e, por consequência, fazermos um julgamento justo.

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SEMPRE HÁ UMA INTENÇÃO ESCONDIDA

Abraham Shapiro

Alguém entra no seu escritório aos berros. É claro que esta não é a forma ideal de se conseguir o que quer que seja. Mas se você se perguntar o que é que ele deseja com isso, bem provavelmente irá descobrir que ele só quer chamar a sua atenção para ajudá-lo a resolver algum problema que o aflige.

Uma das coisas mais importantes da minha vida foi exercitar a descoberta das razões que motivam a ação das pessoas. E comecei por mim mesmo. Eu sempre me pergunto:  “Por que estou agindo desse modo?”,  “O que eu quero expressar?”,  “Eu conseguiria falando de outra forma ou em outro tom de voz?”.

Esse tipo de reflexão desenvolve a nossa capacidade de compreensão através da empatia e pode nos amadurecer ou nos tornar mais sábios.

Todo comportamento, mesmo aparentemente estranho ou condenável, tem sempre uma intenção positiva. E você consegue descobrir se analisar dentro do contexto e da experiência da pessoa que o exibe.

Desde que o meu mentor pessoal me ensinou que os seres humanos elevados não se concentram na aparência do que os outros fazem, eu desejei tornar-me este ser humano elevado. Não tem sido fácil, porque eu erro muito. Mas acho que tenho melhorado. Ao menos já sei que existe algo bom contido nas atitudes da maior parte dos indivíduos,  e ele só está se expressando do modo como está porque não sabe demonstrar com clareza de outra forma.

Isto é compreensão. Assim, eu tenho aprendido a evitar aceitar o primeiro julgamento que faço. Eu me demoro mais para ter uma opinião. Sempre há uma intenção bem escondida. 

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RESPOSTAS PRONTAS PARA QUE SERVEM?

Abraham Shapiro

Há uma história narrada por um professor que, certa vez, foi convocado para resolver uma disputa entre um colega e um aluno. O pupilo, nada ortodoxo em relação aos métodos educacionais que mais prevalecem nas escolas de hoje, põe em cheque uma atitude orgulhosa, nem sempre percebida por quem a possui. Algum tempo atrás, recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova de Meteorologia Física. Tratava-se de avaliar uma questão de Física na qual um aluno recebera nota zero.

O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma conspiração do sistema contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: “Mostrar como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro”.

A resposta do estudante foi a seguinte: “Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda a ele; baixe o barômetro até a calçada e, em seguida, levante-o, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício”.

Sem dúvida era uma resposta interessante e, de alguma forma, correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes, vacilei quanto ao veredicto.

Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido à questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma classificação para um curso de Física, mas a resposta não confi rmaria isso. Sugeri, então, que fizesse uma outra tentativa para responder à questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas, sim, quando o estudante resolveu encarar aquela situação que eu imaginei ser um bom desafi o a ele. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão; isso após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de Física.

Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativo para o teto da sala. Perguntei-lhe, então, se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade, tinha muitas respostas e estava justamente escolhendo a melhor delas. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte, ele escreveu esta resposta: “Vá ao alto do edifício, incline-se em uma ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo de queda desde a largada até o toque no solo. Depois, empregando a fórmula h=(1/2).g.t2, calcule a altura do edifício”. Perguntei, então, ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez de inconformismo...

Ao sair da sala, lembrei-me de que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e lhe perguntei quais seriam essas respostas.

- “Ah, sim” – disse ele –, “há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro”.

Perante minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações:

- “Por exemplo, em um belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício. Outro método básico de medida, aliás, bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas espaçadas na parede, da altura do barômetro. Contando o número de marcas, ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas. Um método mais sofi sticado seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permitiria a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação no nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. Finalmente, se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer, diz-se: ‘Caro senhor síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o senhor me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente’”.

A essa altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta esperada para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto das tentativas dos professores de controlar seu raciocínio e de cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas que resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

As dificuldades da vida têm a finalidade de amadurecer e de aperfeiçoar aqueles que as vivenciam. Hoje, a Psicologia sabe que o caráter de um indivíduo está ligado às suas experiências, à maneira como faz a leitura dos fatos que ocorrem em sua vida, às reações que ele externa frente ao imprevisível dia a dia.

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JOGAR A CULPA EM OUTROS É PRÓPRIO DOS COVARDES

Abraham Shapiro

Conta a lenda que, prestes a assumir o comando do Partido Comunista da União Soviétiva, em 1964,  Leonid Brejnev recebeu três envelopes de seu antecessor, Nikita Kruschev. A recomendação era de que um envelope fosse aberto a cada crise que viesse.

Algum tempo depois da posse, lá veio uma crise. Brejnev abriu o primeiro envelope. O conteúdo trazia a seguinte mensagem: “Ponha a culpa em mim”.

Mais alguns anos, e chegou mais uma crise.  Brejnev abriu o segundo envelope herdado de Kruschev, em que leu: “Ponha a culpa em mim de novo.”

Outra crise não demorou a chegar, e Brejnev, mais uma vez lançou mão da sapiência do líder anterior. E o que a última mensagem dizia? 

- “Prepare três envelopes”.

Mesmo sendo atitude desprezível e baixa, pôr a culpa em alguém é prática corriqueira no mundo político e no ambiente do crime – organizado ou não.

Mas a vida corporativa requer ética para que seja longeva. A regra é: “Não se preocupe com quem você elogia. Mas cuidado sobre quem você atira a culpa.”

Você e eu podemos cair muitas vezes no percurso da nossa carreira. Mas isto só será um fracasso real e humilhante quando dissermos que outra pessoa nos empurrou. 

Quem erra e dá desculpas acaba de cometer duplo erro. A raposa, arrogante e malvada em todas as fábulas, diz que a armadilha a apanhou, e não sua imprudência.

Desculpa é fraqueza. Desculpa é recurso negativo, é covardia.

O que você faria com a mensagem dos envelopes de Kruschev?

Assuma os seus erros. Depois, aprenda a superá-los. Só não dê boas explicações para livrar a sua cara. É horroroso.  

Eu desejo e espero, francamente, que o seu sucessor – seja ele quem for –  tenha razões suficientes para se orgulhar de você. E que descubra exemplos com que se inspirar cada vez que souber das suas atitudes, decisões e superações de desafios.

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SE TUDO É DUVIDOSO PRA QUE SE PREOCUPAR?

Abraham Shapiro

Ceticismo. Você sabe o que é? É o modo de ser e pensar das pessoas para quem não se pode ter certeza de nada e que duvidam de tudo. Eles são chamados “céticos”.

Houve um filósofo grego a quem é atribuída a criação formal do ceticismo como escola. Seu nome é Pirro de Élida.

Pirro tinha um modo bastante estranho de encarar a vida. Ele dizia que não devemos confiar totalmente nos nossos sentidos porque geralmente nos enganam. Por exemplo, é fácil achar que ouvimos vozes quando o som não passa do vento soprando entre os galhos de uma árvore.

Para ele, tudo na vida se resume a opiniões, todo mundo pensa ter razão e as aparências enganam. “Será possível ter alguma certeza?, dizia Pirro. “Quem pode descobrir a verdade? Ninguém” – ele respondia.  “Então, será que vale a pena se aborrecer? Não, não vale.  Muitas das nossas certezas e convicções são irracionais e roubam a paz de espírito.” 

“É um erro a facilidade de aceitar coisas sem questionar” prossegue o discurso do filósofo.  “É por isso que as pessoas estão sempre infelizes. Portanto, fique longe das crenças fortes e dos pontos de vista inflexíveis: eles só causam prejuízos.”

Pirro também achava que os nossos desejos nascem da convicção cega de que uma coisa é melhor do que a outra. E já que nunca conseguimos o que queremos, pra quê se preocupar?

Sabe o que? Gostei muito desse mestre pensador grego. Afinal, por que jogar a nossa qualidade de vida fora a troco de preocupações e problemas que nunca serão resolvidos?

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SORTE? AZAR? OU A MINHA ESCOLHA?

Abraham Shapiro

A linda jovem viajou para o casamento da amiga. Minutos antes de sair para a cerimônia, ela entorna um cálice de vinho sobre a mesa sem querer e espirra no vestido. Transtornada, ela pensa nas possíveis medidas: encontrar uma lavanderia a jato, pedir um vestido emprestado a alguém ou  ir ao casamento com o vestido como está.

Ela decide ir assim mesmo.  

Se alguém lhe perguntasse, ela conclui que sua resposta seria: “Foi um acidente. Mas não me importo. Eu quero é estar aqui e me alegrar com o casamento da minha melhor amiga”.  A outra resposta possível seria: “Eu sou azarada!” – e passar o resto do tempo queixando-se por seu infortúnio.

Este episódio me ensina uma lição bombástica.

Quando eu decido que o mundo é um desastre ou que é horrível estar aqui, a minha vida passa a ficar determinada por esta decisão. No entanto, existe também a opção de olhar para o que é bom, e viver por causa disso.

O problema é que quase nunca sabemos escolher entre estas duas alternativas e acabamos nos deixando levar pela pressão social ou pelo engano das aparências. Os resultados? Perda da qualidade de vida, da autoconfiança, da motivação etc.

Neste oceano de potenciais que existe dentro de nós, muita gente passa a existência viciada nas opções de baixa qualidade e empregando os recursos mais pobres a sua volta.

E qual é o seu caso?

Que tal fazer um exercício diferente? Veja algo em que talvez nunca você tenha prestado a atenção.  Observe bem o que se passa dentro de você em relação a isso.  Então saiba: o que irá determinar a qualidade da visão que você acaba de enquadrar é exatamente o que você sentiu, e não o contrário! A razão disso é que nós não vemos as coisas como elas são. Nós as vemos como nós somos. 

Calibre-se em relação a isso. Opte por julgamentos e visões mais favoráveis e inteligentes do que aqueles destrutivos advindos da sua falta de boa vontade e desmotivação. Depende de você e está sob o seu inteiro controle.

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DESACELERE URGENTE!

Abraham Shapiro

Alguém tem reclamado da sua ansiedade? E da velocidade com que você exige que as coisas sejam feitas?  Aposto que uma das suas características é ter sempre ideias prontas para argumentar,  independentemente do que os outros digam.

Se isso o descreve, ouça o que tenho a dizer.

É certo que a sua vida e a de quase todos os habitantes do planeta estão espantosamente rápidas. Estamos ocupados o tempo todo com prazos...  trabalhos e compromissos.

Mas quais as consequências deste ritmo que nunca muda? Penso em consequências nada boas, infelizmente!

Você se lembra das placas que existiam nas passagens de nível sobre linhas de trens? Elas tinham a inscrição: "Pare, olhe, escute!"

Pense na mensagem contida ali. Ela é significativa para o nosso tempo.

Pare um pouco. Baixe o ritmo. Este é um desafio incrível e nada fácil, eu sei. Mas é essencial. E existe um bônus reservado para quem o fizer. Prove!

Separe um tempo só para desacelerar...   Que tal observar o que acontece ao seu redor...  abrir a visão para o que ficou invisível até hoje aos seus olhos?

Pense, por exemplo, em como será importante ouvir melhor, entender e compreender as pessoas, fazer boas perguntas aos colegas, aos familiares!

Ver melhor também é possível. Nada de apenas dar uma olhada rápida. Fixe a visão. Tente enxergar detalhes. Calcule quantas descobertas você fará, além de encontrar a resposta a tantos desafios!

Fixe para si uma nova meta. E ela é: desacelerar. Quando foi que você fez isso? E conseguiu? Tenha consciência e convicção desta vez. Pare. Olhe. Escute. E com mais clareza, você verá que vale a pena prosseguir.

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MANTENHA A ESPERANÇA

Abraham Shapiro

Em grego, a palavra “Pandora” significa ‘aquela que possui tudo’. Segundo a mitologia grega este foi o nome dado à primeira mulher, criada por Zeus como castigo ao homem por ele ter roubado o segredo do fogo. 

Contam que Pandora era graciosa, bela, muitíssimo inteligente, dançava bem e hábil nos trabalhos manuais. Mas ela era também curiosa. E, preconceituosamente talvez, a lenda conta que as sementes da traição e da mentira foram lançadas em seu coração. 

Tão logo o primeiro homem viu Pandora, tomou-a como esposa. Ele possuía uma caixa mística. E nesta caixa jaziam todos os males ainda desconhecidos na Terra. Mesmo tendo advertido a mulher que jamais a abrisse, ela não resistiu. No momento em que a abriu, um vórtice de mentira, doenças, inveja, pragas, vingança, guerra, ódio, morte e muitas outras desgraças saíram de dentro da caixa de modo que, acometida por terrível medo, Pandora teve o ímpeto de fechar sua tampa antes que o último deles saísse. Ali ficou o último mal. E o que era ele?  Era o poder de destruir a esperança. 

Dali em diante, os seres humanos foram afligidos por todos os males que se conhecem. Contudo, mesmo frente ao pior da vida, D-us nos livre, “a esperança é a última que morre”. Desde então, não há, absolutamente, poder externo que destrua a esperança do homem.  Somente ele mesmo. 

O meu recado é objetivo. Seja lá por que você esteja lutando ou pretenda lutar, tenha esperança. Alimente o pensamento com coisas boas. Aja bem. E mantenha a esperança, porque, de fato, ela é sempre viva. 

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POR QUE PREOCUPAR-SE?

Abraham Shapiro

Preocupação é palavra de origem latina. Significa: “ter opinião antecipada, ou a primeira impressão que uma coisa fez no seu ânimo”.

- Por que nós nos preocupamos? 

- E por que hoje em dia parece que nos preocupamos tanto mais do que em outros tempos?

- Qual é a utilidade de antecipar sofrimentos sobre uma situação que ainda não se definiu? 

Isto é paralisante. 

Tenho um cliente querido que costuma dizer: “Preocupação é medo da moita. E isto pode ser inútil.” E completa: “Não se desgaste antes de saber o que fez a moita mexer. Vai que é só um coelhinho!  Confira,  primeiro. Depois aja!” 

Eu aprendi do meu mestre que “toda preocupação é uma forma de auto-humilhação”. Sim!  E ele explicou: “Preocupar-se é o oposto de  ser confiante”. Ele referiu-se à confiança em si mesmo, em D-us, em que o bem e a justiça sempre vencem o mal.  

Está certíssimo, pois, confiança é o estado mais genuíno de dignidade.  Portanto,  quem se preocupa já está de antemão humilhado por si mesmo.

Quanto mais olharmos para os nossos desafios acreditando que os venceremos, mais progredimos como seres humanos e nos tornamos competentes.

Em vez de se preocupar, não será melhor agir dentro das possibilidades? E caso nada pareça possível, não será inteligente lutar ou mesmo esperar que o melhor aconteça? Isto é muito superior a preocupar-se e render-se à imaginação ou à dúvida, não acha?

Guarde para si: “A preocupação faz qualquer pessoa cair de joelhos frente a efeitos que talvez nem existam como fruto único e exclusivo de fantasias que sua mente criou.” 

Confie! Levante os seus olhos e fixe-os na altitude que alcançaram.

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PERDOE-SE

Abraham Shapiro

Todas as religiões ensinam o perdão: pedir perdão e perdoar. Desde criança aprendemos isso e observamos que as pessoas que compreendem o perdão e o praticam vivem melhor.

Ingrid Bergman, a atriz,  disse que “felicidade é ter boa saúde e memória ruim”. O perdão é o que apaga os maus pensamentos ou julgamentos que só desgastam o nosso "psicológico" e bem-estar.

Como consultor, dentro das empresas, eu me deparo constantemente com algo importante relacionado ao perdão e que as pessoas esquecem ou desprezam pela dificuldade de desempenhar. É o perdão a si mesmo. É o ato de “perdoar-se”.

Perdoe-se por não ser o mais rico, por não ser o mais fino, o mais forte, o que tem a casa no melhor condomínio ou o carro dos sonhos. Perdoe-se por não ser mais bem-sucedido, por não ter estudado no exterior, por não falar várias línguas e não ter lido todos os livros que devia. 

Perdoe-se por não ser o mais destacado ou o mais rápido ou por não ganhar todas as rodadas do "jogo" da vida.

Perdoe-se por ter medo. Perdoe-se por não ser desportista, palestrante ou não saber distinguir entre um vinho de 20 reais a garrafa e um de 1000 dólares. Perdoe-se. Só isso.

E tão logo você tenha se dado esse perdão, então será hora de recomeçar. Só que desta vez, contando com os recursos que você tem de verdade. Com todos eles. Não com os que faltam. Você fará o melhor e dará o melhor de si assim – com este “você” que você é! 

Prossiga a sua jornada, a sua carreira com foco sobre isso, e deixe para trás o inconformismo com o que você não é e não alcançou até aqui. 

Perdoe-se! Apenas e suficientemente isso!

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EU DEVERIA

Abraham Shapiro

Todo mundo vive com algum “deveria”. 

Muita gente é afetada por seus “deveria” de modo satisfatório e positivo. São aqueles que os cumprem e depois se sentem bem consigo mesmos.  Quando fazemos as coisas certas, nós nos sentimos bem e percebemos que a vida tem sentido e propósito. 

Mas há aqueles que não têm uma boa relação com seus “deveria. Eles se sentem pressionados e afogados.  Para eles, os “eu deveria” são uma fonte interior de sofrimento emocional que não para de jorrar.  Por exemplo:  “Eu deveria estar feliz sempre”. “Eu deveria me sentir forte e no controle”. “Nunca deveria me enganar”. “Não deveria sentir raiva”. “Nunca deveria perder tempo”. “Sempre deveria sentir-me produtivo”. “Deveria amar mais”. “Deveria estudar mais”. “Deveria ganhar mais dinheiro”. 

Eu o convido a fazer a sua própria lista de “deveria”.

Os “deveria” geralmente tornam-se “tiranos destrutivos” sobre nós, especialmente quando se transformam em exigências impossíveis de se realizar. A tirania do “eu deveria” é  um sentimento ou obrigação de ser perfeito e, portanto, é como a ordem dada por um ditador opressivo que exige cruelmente só perfeição. “Você nunca devia ser fraco” é uma dessas exigências impossíveis. 

Os “deveria” são inflexíveis, rígidos, inabaláveis e carentes de compaixão por nossas limitações e fraquezas. Ele nunca deixa o indivíduo relaxar porque a pressão de ser perfeito é implacável o tempo todo. E quando reforçados pela pressão social, os “deveria” tornam-se mais intolerantes ainda. Sob o peso destes “decretos”, o nosso comportamento vê-se pressionado, forçado e obsessivo. 


COMO É?

A principal característica de alguém que vive controlado por esta força tirânica é que se sente conduzido e jamais se vê como condutor de sua própria vida. Ocorre uma perda da persoanalidade, da criatividade e da autenticidade. 

E como se isso fosse pouco, os “deveria” também são punitivos. Eles impõem uma mensagem no cérebro, do tipo: “Se você não faz com perfeição, é uma pessoa má”. Sentindo-se um fracasso, a pessoa cai inevitavelmente presa da frustração e da vergonha. O indivíduo odeia a si mesmo e se sente deprimido, frustrado e desprovido de ânimo e vitalidade. 

Mas graças a D-us, há esperança.


O QUE FAZER?

  • O primeiro passo é conscientizar-se dos seus próprios “deveria”. Faça a sua lista. Quando começar a escrevê-los, você verá que são muitos. Alguns óbvios, outros bastante sutis. Mas você deve olhá-los atentamente. 
  • O segundo passo é reconhecer que alguns “deveria” são mentira, uma grande mentira disfarçada em algo lógico.  Por exemplo: posso escutar a mim mesmo dizer que sempre  “deveria” estar feliz. Isto é verdadeiro ou falso? Com certeza é uma mentira, porque estar feliz constantemente, sem jamais provar o mau humor, é humanamente impossível.
  • O terceiro passo é identificar a verdade. Neste mesmo exemplo, a verdade seria: “Tudo bem. De vez em quando me sinto infeliz e de mau humor. Ninguém está feliz o tempo todo”. Ao aceitar a verdade, você sentirá uma mudança perceptível, uma espécie de libertação ou sensação de leveza.  
  • O quarto passo é reconhecer que você não é uma má pessoa. “Não estar feliz todo o tempo não me converte em uma pessoa má, tampouco significa que eu tenha algo mau nem um problema social.” Acreditar nisso seria uma falsidade.
  • O quinto passo é aceitar que você é uma boa pessoa, que tem limitações e é imperfeita. E quando não existe a necessidade de ser perfeito, você então pode começar a descobrir e assumir a verdade sobre si. Viver como uma pessoa imperfeita e limitada requer que abandonemos aquela imagem idealizada ou “inventada” de nós mesmos. E encarar a realidade sempre é doloroso.

Ao darmo-nos conta de que estamos sendo realistas a respeito dos nossos sentimentos e ideias, teremos na prática um indício importante de que começamos a nos libertar da tirania do “eu deveria”. 

À medida que se afrouxa o domínio deste “reino do terror”, você começará a sentir-se mais vitalizado,  sua vida mais dinâmica, e menos como alguém dominado e dirigido.
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Abraham Shapiro é consultor de empresas e diretor do portal profissaoatitude.com.br

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ESTRESSE INSUPORTÁVEL

Abraham Shapiro

Os negócios estão cada vez mais apertados. Haja saúde psicológica para aguentar tanta pressão. 

Na pré-história, fomos geneticamente determinados a suportar estresse. Mas isto se restringe a poucos minutos. É fácil entender. Com um tigre à porta da caverna, os nossos antepassados tinham suas funções cárdio-respiratórias e outras alteradas somente pelo tempo de que precisavam para uma entre duas alternativas: matar o bicho ou ser devorados por ele. Isto quase nunca levava mais de dez minutos. Hoje, o estresse dura dias, quando não semanas e meses. 

Além disso, existe ainda o fato de que, em muitas empresas, as metas são estabelecidas mais para satisfazer o desejo de determinado superior do que  para estimular a verdadeira produtividade ou a conquista de mercado.

Havia uma empresa, por exemplo, cuja decisão por abolir exigências de qualidade na linha de produção partiu do próprio diretor-presidente, que agia assim para prevalecer-se sobre seus irmãos, diretores, numa competição familiar muito próxima a uma guerra. 

A consequência não podia ser outra: gerentes burlando programas, planejamentos e metas. Tudo com ótimas desculpas. 

É preciso entender que, assim como as pessoas trazem para dentro da empresa suas capacidades e competências, no mesmo pacote também vêm suas neuroses e outras mazelas –  que influenciam decisões e a vida de todos os envolvidos.  

Um ser humano só é, de fato, saudável, quando sua mante é saudável. E uma empresa sã faz-se com mentes sãs. De qualquer outro modo é simplesmente impossível.

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OTIMISMO SUPERESTIMADO OU O VIÉS DA SOBREVIVÊNCIA

Abraham Shapiro

Viés da sobrevivência. De que se trata? É o que faz superestimar a perspectiva de sucesso daquilo que as pessoas fazem.

Imagine um jovem de 20 anos que navegue na Internet e conheça uma dúzia de Youtubers com milhões de visualizações em seus vídeos e ganhando uma fortuna. Ele descobre que são pessoas comuns, sem nenhuma formação, que começaram produzindo seus vídeos em casa e moram na mesma cidade que ele. Estes caras inclusive se tornaram astros na mídia.

Animado por este sucesso, ele compra uma câmera e começa a gravar e postar vídeos pessoais na Rede Mundial. Será que vai conseguir o sucesso que almeja? 

A probabilidade é algo em torno de 0,00000001%. Infinitesimalmente maior que zero. Como tantos e tantos nesse País, ele irá gastar dinheiro. E após gastá-lo, o que ele fizer será nada. 

Mas o viés da sobrevivência está implantado em sua mente. E para agravar,  no dia a dia o sucesso produz maior visibilidade do que o fracasso. Assim, ele superestima sua perspectiva de sucesso. Ele alimenta uma poderosa ilusão e se esquece de que por trás de todo Youtuber que deu certo escondem-se outros mil cujos vídeos são vistos por não mais que uma dezena de pessoas. E por trás de cada um desses mil, estão outros milhares que não conseguiram nem que os próprios colegas de sala vissem suas postagens. Isso também vale para fotógrafos, artistas, designers, esportistas, arquitetos, cientistas e... empresários.

Acha que estou dizendo que não se devem correr riscos? Jamais eu diria isso. Mas é bom corrê-los tendo consciência de que o “viés da sobrevivência” deforma as probabilidades como um oleiro faz com o barro. 

O que fazer?

Meu conselho: visite o cemitério dos projetos, das carreiras, das ideias e dos investimentos que um dia foram promissores antes de tomar a sua decisão de entrar de cabeça em qualquer área. É um passeio triste, mas saudável.  

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O TEOREMA DE THOMAS E O PÂNICO DO PAPEL HIGIÊNICO

Abraham Shapiro

Em 1973 o mundo enfrentou a Crise do Petróleo. Creio que a maioria dos meus leitores nem tinha nascido nessa época.

Aquela crise causou muitos problemas. Entre eles, viveu-se no Brasil o "Pânico do Papel Higiênico".  Já ouviu falar? 

Como a importação de petróleo caiu muito na ocasião,  espalhou-se um boato entre a população de que iria faltar papel higiênico nos supermercados. 

As pessoas então começaram a comprar o produto em quantidades exageradas, acima do consumo normal per capita. Consequentemente, isso causou sua escassez. E essa escassez fez as pessoas pensarem que o boato com que tudo começou era verdadeiro. 

Fenômenos comportamentais e sociais como este foram estudados pelo sociólogo britânico William Isaac Thomas,  em 1928. Ele formulou suas conclusões do seguinte modo: "Se as pessoas definem certas situações como reais, elas tornam-se reais em suas conseqüências." Traduzindo: o modo como você interpreta um fato influencia diretamente as suas atitudes posteriores. 

O que lhe parece? A mim soa natural. O problema é que a grande maioria das interpretações que fazemos dos fatos objetivos do dia a dia é subjetiva e, por isso, tornam-se perigosas, já que atuam diretamente  sobre o nosso modo de agir. 

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FIQUE LONGE DE NOTÍCIAS RUINS

Abraham Shapiro

Não deixe tomar conta de você o hábito de cultivar assuntos que o deixem “pra baixo”. Pare de se conectar a tragédias, assassinatos, roubos, crises... Por que envolver-se com isso?

Se puder fazer algo para melhorar a situação, faça. Mas em vez de absorver o veneno da notícia ou da fofoca, opte pelo que é bom. Escolha temas bons. 

Concentre-se no que é bom e lhe faz bem.

O mundo passa por sérios problemas políticos e econômicos. O Brasil, então, nem diga. Nessa hora, todos nós devemos ter consciência de que é preciso ter boa cabeça. Então, não imagine que tudo vai acabar mal.

Se a sua situação pessoal está difícil, lembre-se que para muita gente está igual ou pior. Lute! Tenha paciência e bom senso para agir bem. Faça um planejamento e pratique o que estiver estritamente dentro das suas possibilidades. 

Adote atitudes de economia. Não desperdice energia elétrica, água, o seu salário; poupe mais, trabalhe mais, esforce-se mais. 

Tenha lucidez de pensamento e calma nas ações em vez de pânico e medo. Você precisa estar em perfeitas condições mentais, emocionais e em prontidão para decidir coisas certas e boas o tempo todo. E eu posso garantir que vendo e ouvindo notícias ruins você fará as piores escolhas. Confira!

E como  se diz em Yiddish: “TraHt gut und vet zayn gut”; traduzindo: “Pense em coisas boas, e tudo será bom.”

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RENUNCIE ÀS PERDAS E ÀS FALHAS

Abraham Shapiro

Aqui vou eu compartilhar mais uma experiência daquelas que vivo na consultoria e na orientação a executivos. “Não se deixe abater por erros ou perdas do passado.”

Quantas pessoas estão, neste preciso momento, flagelando seus sentimentos e pensamentos, acusando-se e impondo castigos severos sobre si por causa de perdas ou falhas? Negócio malfeito, decisões erradas, confiança em quem não merecia, a lista é realmente enorme.

Elas estão atormentadas. Em alguns casos até apavoradas.

Se isto se passa com você, faça-se uma pergunta que poderá ajudar. Você conseguiria trazer de volta o que perdeu? Ou conseguiria refazer o que falhou?

Se “sim”, não perca tempo. Corra atrás disso agora mesmo. 

Se “não”, deixe claro a si mesmo que não há mais o que fazer. Está perdido. Renuncie interiormente ao que você perdeu e prossiga a sua jornada. 

Só não morra por causa disso. Levante o queixo, confie e vá. 

Faça novos planos e avance. Porém, a partir de agora, sem culpa e nem sofrimento.

Quando você renuncia ao que perdeu, abre uma porta para o novo que virá. Pode não ser igual, é fato. Mas será uma nova oportunidade! Aproveite!

Este mundo foi criado com abundância para todos, em qualquer sentido que você pensar. Deixe aquilo que você perdeu e assuma para sempre o seu direito à alegria plena e abundante.

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CHEGA DE ADIAR

Abraham Shapiro

Por que é que se insiste em dizer: “Depois eu faço isto”. “Depois eu vou...” ???

O que é “depois”?  Você está aqui, agora.  Pretender fazer depois é vago e sem sentido concreto. 

O fato real é que “depois” é um tempo que não existe.

Acaso você deseja chegar “além do arco-íris” e lá encontrar um mundo encantado? Se sim, “depois” é nada mais que uma parte desta fantasia. E a hora que você acordar verá que nada aconteceu senão “perda de tempo”. 

É bom parar de sonhar com o futuro, porque enquanto você se ilude, um cachorrinho faz xixi no seu sapato e vai cheirar mal.

O futuro ainda não existe. Jamais se console com a fuga da realidade. 

Parece que virou moda ninguém querer estar aqui. Efeito do videogame? Ou dos filmes de ficção? 

O agora parece ser a coisa menos importante. No entanto, “agora” é o único momento concreto da vida. Só “agora” é possível influenciar alguém, mudar o que é preciso em nós mesmos e fazer atos de valor. Só “agora”, por exemplo, você e eu podemos amadurecer e nos tornarmos mais úteis.

Se você está no seu carro agora, será possível pensar: “Isto não é um carro. É  uma nave espacial rumo a Marte”? E caso pensasse assim, conseguiria mudar alguma coisa? Você continuaria bem aí, no seu carro!

Então, por favor, pare de negar a realidade. Enfrente o que tem de ser feito, os seus desafios e busque uma meta para atingir. Faça disso a sua missão...  e mãos à obra!

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O PODER DA PERCEPÇÃO

Abraham Shapiro

A percepção é a mais importante ferramenta de que o homem dispõe para se desenvolver. É ela que permite ter uma nova maneira de entender algo que sempre foi sentido de certo modo. 

O que é a história da humanidade senão a luta obsessiva para melhorar sua “visão de mundo”? 

Quase tudo o que conhecemos baseia-se em “olhar e ver” as coisas. Dizemos: “Venha e veja”; “É preciso ver para crer”.  

Inventamos o microscópio para ver microrganismos; o telescópio para ver coisas distantes; os meios de transporte para nos levarem aonde possamos ver novos territórios. 

Cremos que as coisas que vemos são uma boa aproximação da realidade. A Lei fundamenta-se no testemunho visual.

Os outros sentidos existem. Mas o principal é “olhar e tirar conclusões a partir do que vemos”. 

Isso tanto é bom quanto confuso. 

Para começar, ver é diferente de olhar. Olhar consiste no simples uso dos olhos, nosso aparelho visual. Ver é “saber interpretar” o que se olha. 

É perfeitamente possível olhar e nada entender, o que significaria “não ter visto o que se olhou”. 

Ver exige que se tenha um acervo mental que discirna e forme uma decisão a respeito de “o que” se olhou e, em seguida, possibilite concluir-se algo.

Certo dia, o mundo inteiro achou que a Terra fosse plana. Era o único modelo mental que se encaixava à aparência das coisas. A percepção sobre isso só mudou quando alguém pegou um barco e saiu velejando por aí  a fim de “ver” melhor. 

Fazer experiências e ver melhor para se aproximar da verdade é desenvolver a percepção.

Eu e você necessitamos continuar a desenvolver as nossas percepções se quisermos ser gente melhor. E o nosso único limite é a morte.  

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