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SER GERENTE

Abraham Shapiro

Eu me cansei de gerentes idiotas.

Gerentes que um dia foram agraciados com o título por um protetor amigo e passaram a ver-se como magníficos profissionais, quando nada sabem.

Gerentes que desconhecem o mínimo requerido de sua função, e de sobra,  não estudam, não leem, são iletrados ou analfabetos. 

Gerentes que concordam com o que se lhes pede, mas ao virarem as costas jogam tudo no lixo e nada cumprem. 

Gerentes que exigem salário e comissões do montante que sua equipe realiza por si, mas não a orienta sobre o caminho seguir porque é inconsistente e não faz a menor ideia de qual caminho seguir.

Eles estão presentes em muitas empresas. São gente de pose, porém, falsos profissionais. Projetam-se por um modelo mental de propseridade, mas sua eficiência é zero e a mantêm em torno disso por toda a vida.  Fazem tão só por prolongar sua permanência na empresa a troco de dinheiro. 

Eles são parasitas, impostores.

Eu me cansei disso!

Falsos gerentes não buscam honra pelo trabalho e resultados. Não possuem valores pessoais. E por tudo isso são orgulhosos e arrogantes, mas dependentes – um paradoxo. É claro. Fazem o que fazem só pelo dinheiro. 

Ouvi a frase de um sábio que disse: "Não há nada pior neste mundo do que a dependência do dinheiro. Ela te fará levar à mesa da tua casa o indivíduo que desejarias ver morto, assim como carregar, sorrindo e com aparente prazer, o mais pesado saco às costas por alguém que te puniu dividindo o pão que te era devido com o teu inimigo!" 

Pesada esta frase, não? 

O meu apelo de hoje é: se você está gerente, faça tudo... tudo o que for possível para não mais estar,  e sim... para SER um gerente. 

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PRODUTIVIDADE ZERO

Abraham Shapiro

São duas horas da tarde e o seu dia está passando. Você não fez nada até agora e não consegue achar uma razão para a sua produtividade ZERO. A cada momento, você está distraído e inquieto.

Quando nos sentimos cansados ou bloqueados provavelmente há algo interior que não nos permite realizar o que é preciso no exterior – uma noite de sono ruim ou comida demais no almoço etc. 

O contrário também pode ocorrer, quando o ambiente externo influencia as nossas condições internas e a nossa produtividade. 

Pequenas mudanças podem resolver isto. A cadeira em que você se senta, por exemplo. Há uma lista de coisas: a sua mesa de trabalho; a luminosidade; ruídos; o cheiro; a renovação de ar;  a organização do espaço físico...  Estes e outros itens podem proporcionar excelente adaptação e suporte ao foco e à disposição que o trabalho exige. 

Observe o seu entorno. Faça uma avaliação de todas as condições sob as quais você trabalha e vive. Olhe para tudo: ao redor e dentro de você. Tome consciência da seriedade com que tudo isso deve ser encarado e depois atue para adequá-los aos seus objetivos. Importante é você ter metas e conseguir batê-las.

Cuide-se. Faça o que puder para o bem em tudo a que você se propuser. E lembre-se. Nós temos duas vidas. A segunda começa quando nos damos conta de que, neste mundo,  só temos uma! 

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O FIM DA BRINCADEIRA DO PESSOAL DO AR CONDICIONADO

Abraham Shapiro

Quando o assunto é produtividade, o que vem à mente quase sempre é o chão de fábrica. Não à minha.  

Eu vou frequentemente a escritórios de empresas e vejo quanto tempo os funcionários jogam fora com asneiras e tolices. É um circo!

Qualidade e produtividade são atributos que se referem também a burocratas e suas estruturas geralmente complicadas e lentas. (Aliás, exija que os da sua empresa sejam simples e eficientes. Mande embora quem complica.)

Em 1970, um cargueiro de madeira demandava 108 homens e 5 dias para ser descarregado. Isto se convertia em 540 homens-dias.  Hoje, aquele mesmo trabalho é executado por 8 homens em um só dia,  ou 8 homens-dias. A amplificação do uso de contêineres produziu 98 % de redução na necessidade de mão de obra. Isto é eficiência.

Chegou a vez de exigir mais daquele pessoal que passa o dia no ar condicionado.  Tudo alí precisa melhorar muito. E inclua todas as áreas da administração.

Em breve, a crise econômica vai mudar o ritmo e o cenário dessas centenas de pessoas apinhadas nos tantos escritórios por aí. Já está. Só ficarão os melhores. E quem são eles? Os ágeis, os inteligentes, os que são dóceis no atendimento e que atuam por processos, com qualidade. 

Os que fogem destes parâmetros não têm perspectiva alguma, desde já. Amanhã, provavelmente, terão de se submeter a uma função irrelevante e ganhar o salário de início de carreira para não passarem fome. E merecem isso. Eles só brincaram!

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NÃO DÊ DESCONTO

Abraham Shapiro

Pesquise os seus clientes. Neste exato momento as necessidades e os desejos deles estão instáveis.Todo mundo está e/ou sente-se sob pressão nesta crise. 

Mesmo os clientes mais centrais e que você conhece bem  estão mudando ou precisando mudar. Fique mais próximo deles do que nunca. Pesquise mais sobre o que se passa com eles agora do que nunca. Não use os velhos métodos e nem as desgastadas mensagens de marketing. 

Isto já não os sensibiliza mais.

Concentre-se no que é seguro e enfatize os valores fundamentais, porque os clientes querem ficar na zona de segurança. Eles precisam sentir a segurança da sua empresa e dos seus produtos ou serviços. Portanto, faça o possível e mais um pouco para assegurá-los de que fazer negócios com você continua a ser seguro. 

Procure vender-lhes produtos e serviços que preservem a sensação de segurança.

Não dê desconto. 

Quando você dá desconto, sinaliza duas coisas ao mercado:

1ª. Os seus preços estavam altos demais antes

2ª. Os seus produtos/serviços não voltarão a valer o mesmo no futuro, depois que o desconto acabar.

Se quiser atrair clientes preocupados em economizar, crie uma nova modalidade com preço mais baixo. Isso também irá atrair clientes focados em preço sem alienar os que são dispostos a pagar mais caro. Passada a crise, você poderá pensar em descontinuar ou não a linha de produtos ou serviços mais baratos.

É hora de dedicar-se muito mais aos seus negócios do que jamais você o fez. Por isso: estude, leia, planeje-se e atue. 

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A REGRA MUDOU

Abraham Shapiro

Até alguns anos passados, as pessoas e as empresas trabalhavam com prosperidade e eventualmente enfrentavam crises. A carreira profissional fluía tranquila. O indivíduo escolhia uma profissão, era admitido numa empresa e permanecia nela até aposentar-se.

Mas a regra mudou drasticamente.  E o que chama a atenção é que tanto os cursos de Administração como a mentalidade das pessoas ainda não se deram conta disso. Tudo continua como se prosperidade fosse a regra, tipo: ponha um negócio e o administre da maneira certa que tudo dará certo. 

Não. Não dará. 

É preciso saber que, hoje,  a regra passou a ser o caos, a incerteza e o alto risco. E isto é válido tanto para os mercados quanto para as empresas e as profissões.

Turbulência é o meio em que de todas as empresas existem. O novo ritmo dos negócios são os surtos periódicos e intermitentes de crise e prosperidade. 

Não há mais garantia alguma de que as práticas que no passado davam certo sejam bem sucedidas. Na prática, chegou a hora de repensar a gestão e os modelos. Refiro-me a todos os aspectos da gestão: vendas, marketing, finanças, RH e tudo de que se necessita para se colocar no mercado e fazer negócios.

Você vê esta realidade? Se não, pense nesta frase: “A realidade é o que ela é, e não o que você gostaria que fosse”.

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UMA HISTÓRIA DE TERROR NOS NEGÓCIOS

Abraham Shapiro

Era uma vez um empresário que ia mal em seus negócios. Ele soube de um livro que ensinava um modelo de gestão de sucesso. Comprou um exemplar e começou a ler. 

Mas ele era preguiçoso. Então, criou uma boa desculpa, e racionalizando, disse a si mesmo: 

- "Pra quê ler. Eu já sei e faço tudo isso". 

Largou mão e prosseguiu com sua preguiça. 

Meses depois, sua empresa quebrou. 

Moral da história: “Ele era um autêntico idiota!”

Esta podia ser uma história de terror empresarial. Mas, infelizmente, no mundo corporativo as histórias de terror são a regra, e não a exceção. 

Sabe por quê? As pessoas criam seus próprios modelos de negócios e querem que deem certo.

Mas não dão. Gestão  compreende duas coisas muito específicas:  

- Método e 

- Sistema. 

Método, desde 1600 é um só:  o Método Cartesiano. E Sistemas só funcionam quando adotados e as pessoas os levam a sério sua prática, com disciplina e severidade.  O problema é que estas pessoas  têm de se esforçar, suar em treinamentos,  e o RH não as seleciona eficientemente. 

Quase todo mundo quer ganhar salário de um jeito fácil. Mas você conhece algum modo legal de ganhar dinheiro fácil? 

Não. Não é de qualquer jeito. Ou se aprende a fazer certo.... ou, na base do jeitinho, nem no Brasil se chega ao sucesso.

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NEUROCIÊNCIA E CHARLATANISMO

Abraham Shapiro

Um tema de que você já deve ter ouvido ou lido em revistas: Neurociência! Trata-se do estudo científico do sistema nervoso.  

Entretanto, atualmente é uma ciência interdisciplinar que colabora com outros campos do conhecimento humano como  educação, computação, química, engenharia, antropologia, matemática, filosofia, física e também a psicologia.

Acontece que, de um momento para outro começamos a ver pessoas sem qualquer credencial profissional colocar-se como especialistas em neurociência. Elas vêm a público como quem domina sua aplicação seja no marketing, no  coaching executivo, na nutrição etc. Há muitos desses tais rodando o país vendendo palestras até de neurociência aplicada à propaganda. Outros aproveitam a moda e ensinam como ganhar fortunas no Youtube. Tudo com neurociência.

Você confia? Eu absolutamente não! E mais uma vez venho aqui para adverti-lo: não caia na conversa de oportunistas. Tome referências do que quer que tenham feito de concreto antes deles se apresentarem como palestrantes. Papel e Power Point aceitam tudo.

Neurociência, na prática, é uma área complexíssima e restringe-se a poucos  especialistas e estudiosos em redor do mundo. Esteja certo de que não é com o conhecimento de livretos e revistas que se habilitam pessoas a divulgar suas aplicações práticas!

Agora, por favor, informe isso aos seus funcionários porque  está nascendo mais uma onda de encantamento da parte de gente fraca. Refiro-me àqueles estúpidos que acreditam em palestras de piadas como motivação e outras balelas. Eles é que fazem o caixa dos caça-níqueis e oportunistas enriquecer.

E quanto a você, aceite os meus votos de que não entre em mais esta “gelada”. 

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SERVIÇOS É COISA PARA GENTE SÉRIA

Abraham Shapiro

Serviços. Isso é coisa pra gente séria. 

Num país cheio de corrupção e ladroagem como o Brasil – o que não é segredo nem para as crianças do maternal –  os serviços, em geral, são um verdadeiro abuso.

Por quê? Não há consequências! Nem responsáveis. Então, os fornecedores “nadam de braçada” e ganham muito dinheiro. 

Os noticiários, vira e mexe, anunciam que esta ou aquela  Agência Reguladora irá tomar providências para disciplinar a bandalheira. E o povo pensa: “Agora vai!”.  

Mas nada acontece. Normal no Brasil.

Eu creio que isso deva funcionar assim: o presidente da Reguladora usa a mídia para fazer ameaças de que entrará em ação. Então os fornecedores o procuram, eles se acertam por lá e, como diz a música: “Tudo fica igual como era antes”.

Tem aí uma companhia que vende serviços de Internet e outros. Você a contrata confiando nas vantagens de uma marca de amplitude nacional. Certo dia, você se programa para remeter importante arquivo por email a um cliente com quem fará um bom negócio e constata que a sua Internet encontra-se limitada às 8hs da manhã. Liga para a Central de Atendimento e uma gravação diz:  “Você deve estar com algum problema técnico na Internet. Estamos fazendo tudo para que os serviços retornem ao normal o mais rápido possível, com previsão para as 12h30m”.

Você se sente um idiota. A quem recorrer? Dane-se você com o seu negócio importante!

E se acaso reclamar, haverá alguma consequência contra este autêntico estupro ao consumidor?

Trate de conformar-se. Afinal, você é brasileiro... e brasileiro é bonzinho!

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FERIADOS DURANTE A SEMANA

Abraham Shapiro

Feriado no meio da semana é estupidez. E quem mais gosta disso geralmente são os indivíduos que fogem de trabalho, detestam as segundas-feiras,  ou aqueles que só levam trabalho a sério às terças, quartas e quintas-feiras, “já que ninguém é de ferro”, como eles mesmos dizem. 

Um país em crise econômica com as proporções da atual, como é o Brasil, devia repensar sua logística de feriados. 

Paradas no meio da semana prejudicam o fluxo de caixa e os resultados das organizações – quando não, inclusive, o set-up de máquinas e equipamentos no dia seguinte. 

Mas há outros pontos a se considerar.  

Por exemplo, o Brasil é um país  sem religião oficial de estado. Os feriados religiosos, como dias de padroeiros, Corpus Christi e outros, deviam restringir-se a interessados pela prática da religião correspondente, e não generalizar-se como data nacional ou local. 

Outro ponto é o civismo. Feriados nacionais, como, a Independência, são importantes para a construção do espírito cívico de crianças e jovens. Estes devem ser mantidos e até reforçados. Aliás, vai aqui um desabafo: nunca entendi porque se celebra Tiradentes e nada se fala sobre 22 de Abril, já que é a data oficial do Descobrimento do Brasil.  

O resto do tempo, devemos  trabalhar, gente! Trata-se da maior lição e herança a serem deixadas às futuras gerações: amor ao trabalho, apego ao compromisso e obsessão pela responsabilidade.

Dia desses, eu conversava com uma pessoa por quem tinha grande consideração. Perdi por razões semelhantes à narrada neste episódio. Disse-me ela que feriados no meio da semana são um “respiro” merecido aos trabalhadores brasileiros que são explorados e ganham muito mal!

Poucas vezes ouvi algo tão vil. Também pudera. A psicologia demonstra ser comum o indivíduo julgar causas externas adotando seus próprios padrões internos. É perfeito, pois neste caso,  trata-se de um tolo medindo o mundo pela régua de sua tolice.  

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SEM TEMPO PARA DECIDIR

Abraham Shapiro

Vou dar mais uma dica do que você deve fazer nesta hora de crise. 

Mantenha os seus negócios e a sua empresa com o mínimo necessário. Mas faça tudo para aumentar o seu orçamento de marketing.

Imagine, por exemplo, que os seus concorrentes estejam aproveitando o momento para promover campanhas agressivas de marketing a fim de atingir os seus clientes principais.  Seria  terrível!

Logo, essa é a pior hora para se considerar qualquer corte no orçamento de propaganda e comunicação com a sua base de clientes. Ao contrário. Reforce a estratégia e as ações. Proteja a sua casa.

E não há tempo para se preparar. É agir ou perder a fatia de mercado que você já tem. 

Há uma figura que certamente lhe fará entender.

Quando uma pessoa pede um táxi, o motorista concede um tempo razoável a ela para recolher seus pertences e vestir o casaco. 

Mas quando ela aguarda o metrô, não há margem para isso. Ou ela encontra-se na estação e preparada para embarcar tão logo o vagão chegue, ou ela irá perdê-lo.

Quando o consumo estava alto e as pessoas compravam impulsivamente, você podia pensar duas ou dez vezes antes de investir em marketing.  Mas hoje, entenda que não há outra opção além de estar pronto,  já que o metrô chegou. Não há tempo para pensar. Caminhe e entre no vagão à sua frente, porque as portas vão se fechar e e ele vai partir. 

Invista em marketing. Faça propaganda e comunique-se com o seu cliente já, antes que ele pense que você se entregou ou já desapareceu!

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TURBULÊNCIA É O HORIZONTE DOS PRÓXIMOS ANOS

Abraham Shapiro

A crise econômica que os Estados Unidos e a Europa enfrentaram em 2008-2009 fez europeus e norte-americanos mudarem suas práticas de gestão.

Eles aprenderam a severa e dispendiosa lição de que ‘turbulência’ passou a ser a norma, pontuada por surtos periódicos e intermitentes de prosperidade e crise. E pilotar uma aeronave em grandes áreas de turbulência para quem foi treinado somente em ‘céu de brigadeiro’ é morte certa.

Baseado no que eles passaram, é possível inferir que a crise brasileira de 2014 é forte o bastante para demonstrar que as práticas de gestão, marketing e vendas que antes produziam resultado não funcionarão mais doravante. E o espectro desta conclusão abrange todos os segmentos de negócios.

A primeira ação que você deve e pode implementar no seu modelo de gestão é garantir a sua participação de mercado. Agarre com firmeza o segmento de negócio em que você atua e prepare-se para defender-se dos ataques dos seus concorrentes. Eles estão de olho nos seus clientes mais fiéis e lucrativos. Seja agressivo e abocanhe uma parcela da participação dos seus concorrentes.

A crise fragiliza todo mundo. Aproveite para expandir a sua base de clientes centrais e incorpore parcelas dos concorrentes, começando pelos mais fracos.

Como identificar os mais fracos? 

Resposta  fácil e simples: são aqueles que estão reduzindo investimentos em marketing. Este é um sinal claro e definido.  Outro sinal: corte de despesas de viagem da equipe de vendas.

Pare, olhe e escute. Aos que estiverem reduzindo investimentos nestas áreas, Peter Drucker ou Theodor Levitt ressuscitados seriam um recurso tardio para reverter a iminente extinção!

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VENDEDOR SEM AMBIÇÃO

Abraham Shapiro

O meu cliente estava nervoso quando me questionou com o seguinte pensamento:

- “O que há com os jovens que empregamos nas nossas empresas?  Muitos deles são inertes. Não estão dispostos a se esforçar. Concentram-se nos finais de semana, em festas, diversão... e querem sossego. O senhor acha que é falta de ambição?”

E eu respondi:

- “Bem. A falta de ambição é uma hipótese. Mas a pergunta seria: qual a raiz disso?”

Ele é dono de uma grande empresa comercial cuja equipe de vendas comercializa produtos em alta escala. E então ele prosseguiu

- “Os meus vendedores mais jovens não querem pegar a estrada às segundas-feiras e estão de volta a suas casas na sexta-feira logo de manhã.  Eles não têm a garra que eu vejo nos profissionais mais velhos.”

Eu desconheço as estatísticas de como tem sido o comportamento dos jovens da Geração Y, ou Geração do Milênio, quanto aos índices de ambição. Mas creio ser importante recordar este conceito. 

Ambição, na prática, é a insatisfação com a situação atual; é o desejo de promover mudanças para melhor e de  intensificar a iniciativa pessoal.

Quando um funcionário não tem ambição, pode não lutar por bater metas ou mesmo satisfazer-se com o patamar de ganho a que tenha chegado. Em algumas áreas talvez seja interessante ter pessoas assim. Mas não em vendas. Com toda certeza. 

Isto seria o caos para a equipe e para a empresa. Troque o seu vendedor de terças, quartas e quintas  por alguém que vibre com resultados e com maiores chances de vender mais. Do contrário, você terá de aumentar seus benefícios a título de patrocínio de suas baladas e festinhas com os amigos.

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FIQUE LONGE DE NOTÍCIAS RUINS

Abraham Shapiro

Não deixe tomar conta de você o hábito de cultivar assuntos que o deixem “pra baixo”. Pare de se conectar a tragédias, assassinatos, roubos, crises... Por que envolver-se com isso?

Se puder fazer algo para melhorar a situação, faça. Mas em vez de absorver o veneno da notícia ou da fofoca, opte pelo que é bom. Escolha temas bons. 

Concentre-se no que é bom e lhe faz bem.

O mundo passa por sérios problemas políticos e econômicos. O Brasil, então, nem diga. Nessa hora, todos nós devemos ter consciência de que é preciso ter boa cabeça. Então, não imagine que tudo vai acabar mal.

Se a sua situação pessoal está difícil, lembre-se que para muita gente está igual ou pior. Lute! Tenha paciência e bom senso para agir bem. Faça um planejamento e pratique o que estiver estritamente dentro das suas possibilidades. 

Adote atitudes de economia. Não desperdice energia elétrica, água, o seu salário; poupe mais, trabalhe mais, esforce-se mais. 

Tenha lucidez de pensamento e calma nas ações em vez de pânico e medo. Você precisa estar em perfeitas condições mentais, emocionais e em prontidão para decidir coisas certas e boas o tempo todo. E eu posso garantir que vendo e ouvindo notícias ruins você fará as piores escolhas. Confira!

E como  se diz em Yiddish: “TraHt gut und vet zayn gut”; traduzindo: “Pense em coisas boas, e tudo será bom.”

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NÃO FAÇA PIADA DO SEU CHEFE

Abraham Shapiro

Nos ambientes de descontração entre colegas de trabalho, muitos confundem alegria com irreverência e tomam a liberdade de usar o nome das pessoas, seus traços pessois ou jeito de ser para fazer piadas e brincadeiras que terminam, sempre, em algum tipo de tragédia pessoal ou coletiva na empresa.

Cuidado com isso. 

Jamais use o seu chefe ou qualquer outro como núcleo de assunto ou piadinha com colegas. Na hora, todo mundo ri. Você acha que é um cara importante e que está abafando em popularidade. Mas as palavras voam e as paredes ouvem.

Alguém – que você jamais saberá quem é – sempre informa os ausentes a respeito do que se passa, com detalhes de repórter. Nenhum chefe irá gostar de saber que foi centro de uma piadinha inocente ou inteligente que você andou fazendo. Se isto acontecer, você poderá ser alvo da “ira dos deuses”.

Não entre em uma de querer divertir todo mundo. Não é a sua função. Fique “na sua”. 

Ria e divirta-se com alegria, mas sem jamais falar da vida dos outros. Saiba que no meio dessas plateias que vibram e aplaudem no cafezinho, escondem-se muitos dos que torcem o tempo todo para ver você chorar.

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CONHEÇA AS MULHERES DA GERAÇÃO MILÊNIO

Ana Malvestio

 

Nascidas entre 1980 e 1995, as mulheres da geração Y, ou geração Milênio, têm levado novas demandas ao mundo empresarial. Criadas num mundo constantemente conectado às tecnologias e cada vez mais globalizado, elas promovem mudanças de comportamento e novas expectativas em termos de carreira e mercado de trabalho. Para atrair e reter esses talentos, empresas no mundo todo têm percebido a necessidade de rever aspectos culturais e empreender mudanças na sociedade no que diz respeito a postura e benefícios.

 

O número de mulheres da geração Milênio que entram no mercado de trabalho está em constante elevação. Essas jovens já atingem escolaridade superior à de seus colegas homens e, cada vez mais, estudam e se capacitam a fim de galgar espaços em todas as camadas organizacionais.

Com 50% de profissionais mulheres e 80% de profissionais da geração Milênio, a PwC promoveu, em parceria com o Instituto Optimum Research, uma pesquisa intitulada “The female millennial — A new era of talent”.

 

Anualmente, a PwC contrata cerca de 20 mil profissionais dessa geração, metade composta de mulheres, razão pela qual é estratégico e prioritário entender melhor como atrair, engajar, desenvolver e reter esses talentos femininos.

 

A pesquisa global atingiu mais de 10 mil pessoas em 75 países, todas com idade entre 20 e 35 anos. Em torno de 86% eram mulheres, e o Brasil foi o terceiro país com maior número de respondentes, apresentando um padrão de respostas bastante similar ao padrão de respostas global.

 

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A pesquisa aponta que as mulheres da geração do Milênio configuram uma nova era do talento nas organizações: elas têm alta escolaridade, confiança, ambição e objetivos claros em relação à carreira.

 

A confiança é algo bastante característico dessa geração e demonstra empoderamento. As mulheres do milênio no Brasil (76%), Índia (76%) e Portugal (68%) são as mais confiantes em relação à carreira, enquanto suas congêneres no Japão (11%) e Alemanha (19%) são as menos confiantes.

 

Oportunidades de progresso na carreira foram classificadas por 53% das mulheres respondentes como a característica mais atraente em relação à empresa. E a falta de oportunidades de aprendizagem e progressão na carreira foi apontada como a principal razão para deixarem o emprego, o que desmente a opção de se dedicar à família como o principal motivo de demissão.


O estudo revela, contudo, que 71% das mulheres entrevistadas não sentem que as oportunidades são realmente iguais para todos.

 

Com uma visão muito clara da importância de uma experiência internacional, 71% das mulheres da geração Milênio gostariam de trabalhar fora de seu país de origem. O interesse das mulheres nunca foi tão alto: 69% buscam essa experiência e 63% sentem que essa é uma questão crítica para o desenvolvimento de sua carreira. Ao longo da última década, dobrou o número de mulheres que vivem fora de seu país de origem, mas mesmo assim elas constituem apenas 20% dos expatriados.Portanto, oferecer a possibilidade de trabalhar em outros países às mulheres é um diferencial competitivo para os empregadores.

 

Os resultados da pesquisa levaram a mais uma descoberta sobre as mulheres da geração Milênio: elas verbalizam claramente que querem um trabalho que tenha propósito, querem contribuir de alguma maneira para com o mundo e querem ter orgulho de seu empregador; por isso, ambos os gêneros demonstram não ter interesse em alguns setores da economia, por conta da imagem — principalmente serviços financeiros e óleo e gás.

 

Embora as mulheres constituam hoje 60% dos empregados em serviços financeiros e 19% dos senior managers, 22% das mulheres da geração Milênio dizem não ter interesse nesse segmento.


O setor de óleo e gás é predominantemente masculino, da universidade (só 27% dos alunos de ciências, tecnologia, engenharia e matemática são mulheres nos países do G20) à empresa — as empresas, por sinal, terão de valorizar as mulheres se quiserem atraí-las.

 

A reputação é outro ponto que influencia suas decisões. As empresas devem se comunicar melhor e ser mais transparentes para atrair os talentos da geração do milênio, pois 57% das entrevistadas revelaram que evitariam trabalhar em determinados setores, como serviços financeiros e área de óleo e gás, por acreditarem que eles projetam uma imagem negativa.


Outro aspecto que a pesquisa revelou é que as mulheres da geração Milênio têm preferência por receber pessoalmente feedbacks de alta qualidade, em tempo real e com foco no futuro, em vez de retornos por meios digitais.

 

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Por fim, a pesquisa revelou, contudo, que não há diferenças entre as mulheres e os homens da geração Milênio quanto ao equilíbrio entre o aspecto profissional e o aspecto pessoal: no total, 97% responderam que querem uma vida equilibrada.

 

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A possibilidade de uma agenda de trabalho flexível foi o terceiro item mais valorizado pelas respondentes da pesquisa. Essa abertura traz para as empresas uma mudança na forma de medição trabalho: os resultados produzidos são mais importantes do que o número de horas trabalhadas. Além disso, a liberdade/flexibilidade de seus profissionais é fator motivador e, consequentemente, gerador de bons resultados.

 

Acima da flexibilidade, os itens mais valorizados por esses jovens, segundo a pesquisa, são as oportunidades de ascensão profissional e os salários competitivos. Há quase três anos, a PwC Brazil introduziu o programa FlexMenu. A iniciativa veio para atender à demanda crescente dos funcionários, principalmente os da geração Milênio, por equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (ver quadro “FlexMenu: trata-se de trabalhar de forma diferente”).

 

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Ainda que o caminho para a igualdade de gêneros seja longo e de muita mudança cultural, as mulheres da geração Milênio não encontram mais o mesmo ambiente profissional do qual fizeram parte suas mães e avós. Mais bem qualificadas, mais confiantes e ambiciosas, elas fortalecem a demanda por novas estratégias de mercado e mudanças culturais em ambientes já considerados engessados. Para manter a competitividade num mercado de constantes e rápidas mudanças, a adaptação das empresas acaba por ser inevitável.

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A FARSA DO TRABALHO DURO

Abraham Shapiro

Eu cheguei àquela empresa e o diretor, muito educado, logo me atendeu. Eu elogiei o ambiente de trabalho e disse ter tido impressão de que todos ali trabalhavam muito comprometidos. 

Pra minha surpresa, ele começou a rir e falou: 

- “Não se impressione, Sr. Shapiro. Muita gente aqui não faz nada, mas engana bem. Estamos prestes a uma ‘limpeza’ em todo o quadro”.

Então, ele ligou um gravador e me mostrou o que os funcionários mais velhos ensinavam aos recém-contratados durante o cafezinho. Eis algumas das pérolas daquela bizarra gravação:

• Caminhe sempre com um documento nas mãos. Isto faz você parecer ocupado, e todos acham que você está indo a uma reunião importante. De mãos vazias, pensam que você vai tomar cafezinho. Segurando uma revista, pensarão que você vai ao banheiro.

• Olhe seriamente para o computador o tempo todo. Todos imaginarão que você está ocupado. Não importa se está lendo uma piada ou conversando por mensagens instantâneas. 

• Deixe a sua mesa sempre bagunçada porque assim parece que você está trabalhando duro. É o volume que conta.

Eu realmente lamentei. Porém,  sei que coisas assim acontecem demais. E o azar é do patrão, dos colegas que trabalham sério e, ao fim das contas, do cliente. 

Se você que me lê é funcionário, nunca dê ouvidos a conselhos dessa natureza. Recorde-se de que o sucesso depende de princípios e de honestidade. Se não por este caminho, você nunca terá real valor profissional.

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RENUNCIE ÀS PERDAS E ÀS FALHAS

Abraham Shapiro

Aqui vou eu compartilhar mais uma experiência daquelas que vivo na consultoria e na orientação a executivos. “Não se deixe abater por erros ou perdas do passado.”

Quantas pessoas estão, neste preciso momento, flagelando seus sentimentos e pensamentos, acusando-se e impondo castigos severos sobre si por causa de perdas ou falhas? Negócio malfeito, decisões erradas, confiança em quem não merecia, a lista é realmente enorme.

Elas estão atormentadas. Em alguns casos até apavoradas.

Se isto se passa com você, faça-se uma pergunta que poderá ajudar. Você conseguiria trazer de volta o que perdeu? Ou conseguiria refazer o que falhou?

Se “sim”, não perca tempo. Corra atrás disso agora mesmo. 

Se “não”, deixe claro a si mesmo que não há mais o que fazer. Está perdido. Renuncie interiormente ao que você perdeu e prossiga a sua jornada. 

Só não morra por causa disso. Levante o queixo, confie e vá. 

Faça novos planos e avance. Porém, a partir de agora, sem culpa e nem sofrimento.

Quando você renuncia ao que perdeu, abre uma porta para o novo que virá. Pode não ser igual, é fato. Mas será uma nova oportunidade! Aproveite!

Este mundo foi criado com abundância para todos, em qualquer sentido que você pensar. Deixe aquilo que você perdeu e assuma para sempre o seu direito à alegria plena e abundante.

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COMO CHEGAR AO SUCESSO PELO FRACASSO

Abraham Shapiro

Que tal rever o seu modo de analisar as situações?  Há uma história que se passa durante a Segunda Guerra Mundial.

Um mecânico estudava as áreas mais frágeis da blindagem de aviões de combate. O objetivo  era reduzir as baixas de soldados e aeronaves norte-americanas, é claro.

Ao examinar os aviões que retornavam à base, ele observou que as áreas atingidas obedeciam a um padrão. O sinistro normalmente se localizava numa área que, com raras exceções, pouco variava de um avião para outro. 

O mecânico, cujo nome era Abraham Wald, determinou este padrão e formulou um novo modelo de blindagem. 

Ao apresentá-lo a seus superiores, todos esperavam que ele segeriria mais proteção às áreas constantemente atingidas pelos ataques inimigos. Mas ele os surpreendeu. Ao expor os resultados de seu estudo, mostrou ter tido a um insight fantástico. 

Ele sugeriu que fossem feitos reforço e blindagem em diversas áreas das aeronaves, exceto nas que eram atingidas com mais frequência pela artilharia inimiga. Sabe por quê? Se os aviões eram atingidos quase sempre no mesmo lugar e conseguiam voltar para a base, não eram essas avarias que os derrubavam, e sim buracos de bala em áreas distintas àquelas dos aviões que retornavam.

E ele justificou. Quase sempre temos a falsa percepção de enxergar o que deve ser feito pelo viés do que é certo e não consideramos que o erro adota o mesmíssimo padrão, e pode vir no mesmo pacote.

Creio que devemos olhar mais para os fracassos e aprender com eles do que apenas tentar acertar. Este também é um caminho inteligente para o sucesso.

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LIVRE, SIM, MAS NUNCA CONVENIENTE

Abraham Shapiro

Como seria se houvesse um eclipse total da lua na segunda-feira às 3 da madrugada, mas só fosse conveniente para você assisti-lo na quarta-feira, às 4 da tarde? Eu tenho certeza que você NÃO perderia o espetáculo ao vivo por nada, não é mesmo? 

O que aprender disso? O “momento” é tudo! 

Há certas coisas na vida que só podem ser sentidas e vividas no instante em que ocorrem.

Mesmo nos negócios, algumas situações são inadiáveis e, se foremtratadas como especiais, podem se converter em vantagens diferenciadas numa negociação.

Vou dar um exemplo bem simples. 

Se você marcou para que alguém venha ao seu escritório, faça tudo para recebê-lo e dar-lhe toda a atenção que ele merece. Não mude a situação em curso por mera conveniência sua. Há uma imagem a ser cultivada: a sua, e também uma reputação.  Ignorar os efeitos desta atitude inconsequente seria uma certidão declarada de amadorismo.

Profissionais valorizam sua palavra, seu compromisso, consideram o tempo do outro, as palavras do outro, enfim, são responsáveis.

Você é livre, eu sei. Mas será que liberdade é fazer o que bem quiser, sem embaraços e sem consequências? Isto é libertinagem, não liberdade. É só pensar que James Bond, o Agente 007, tem ‘licença para matar’, e não liberdade para matar. 

Portanto, liberdade significa poder usar o livre-arbítrio para desenvolver-se e realizar boas coisas por si e pelos outros, já que a confiança surge quando temos a sensação de que a outra pessoa move-se por razões que não apenas seu próprio benefício.

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O QUE HÁ, AFINAL, COM OS NEGÓCIOS?

Abraham Shapiro

Tenho certeza  que você está trabalhando duro para fazer da sua empresa um negócio próspero. Porém, se ela não tem nada de especial ou parece-se com todas as outras, você ganhará cada vez menos até ficar obsoleto e não valer nada. Pode escrever isso.

A principal característica do mundo de hoje é a diferença. Não importa se você está em S. Paulo,  Tel Aviv ou Hong Kong. 

A realidade “mais real do que o rei” é: mude ou você vai morrer! Traduzindo: o prazo de validade de tudo está cada vez mais curto... e o tempo passa rápido!

Apesar da crise econômica, não há como sobreviver sem o estabelecimento de um modelo de gestão consistente, que gere caixa com resultados financeiros reais. Não há como imaginar qualquer empreendimento sem a prática da satisfação do cliente, sem orientar-se por princípios e valores, sem uma estratégia que cumpra missão e visão, e sem o alicerce de  “fazer certo as coisas”.

É claro. Concorrência já não consiste no “forte” dominando “o fraco”, mas no “ágil” que supera “o lento”.

Comprar melhor, vender melhor, relacionar-se com base em valores, surpreender e tratar com exclusividade o cliente, ter métricas para tudo, conhecer a causa raiz dos problemas e criar planos de ação factíveis são apenas alguns dos muitos atributos deste tempo que se chama “hoje”.

Restam somente duas opções por uma das quais é possível apresentar-se ao mercado. Ou você se mostra como uma proposta memorável, ou como uma novela dessas cujo capítulo de ontem todo mundo já esqueceu e o de hoje qualquer um sabe predizer como será.  É “continuar na vala comum” até a morte, ou “tornar-se ímpar” e ser longevo.

O que eu quero dizer de modo breve e objetivo é:  se a sua empresa vai mal, verifique os conceitos e preconceitos sobre os quais você tem determinado o caminho a seguir.  

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