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O QUE É 'CRER' E 'TER FÉ'?

Abraham Shapiro

Muita gente confunde ‘ter fé’ com ‘acreditar’. 

Vamos analisar.

O que é crer? Nós cremos nas coisas sobre as quais temos algum conhecimento. Todas as nossas crenças situam-se em algum ponto da reta que se inicia no “total desconhecido” e termina no “conhecimento absoluto”. Isso significa que quanto mais evidências tivermos sobre determinada coisa, mais creremos nela. Por exemplo: você só acreditará no seu casamento quanto maior conhecimento tiver dos seus sentimentos por sua esposa e, igualmente, dos sentimentos dela por você. Você só terá desenvolvimento profissional efetivo quanto melhor conhecer o seu campo de atuação.

O que é ter fé. A fé não funciona como o acreditar. Não é preciso saber de nada para ter fé. A fé é um “salto no escuro”. Nós temos fé na vida, por exemplo, mesmo não conhecendo seus infinitos segredos. Temos fé no amor, ainda que nada conheçamos sobre seu funcionamento e magia.

Muitas situações da vida exigem que tenhamos fé cega. Começamos dando um passo no escuro e, depois, prosseguimos. 

As duas coisas: ter fé ‘no escuro’ e  acreditar com conhecimento são estados que sustentam o desenvolvimento humano. Necessitamos de ambos. Porém, é preciso saber usar um e outro para nos mantermos em constante movimento de conquistas.

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O MBA DO VALE DO SILÍCIO

Pedro Doria | E&N O Estado de S. Paulo

O Vale do Silício é uma vila. Uma meia dúzia de cidades espalhadas pela península, San Francisco abaixo. Poucos prédios, muitas casas, e as pessoas todas se conhecem. Se encontram nos eventos aos quais todos vão durante a semana e nos poucos restaurantes perto de casa, sábado e domingo. Alguns dos nomes mais conhecidos do Vale são repetidos nas páginas de negócios mundo afora. Mas há outras pessoas conhecidíssimas, importantes, até fundamentais para a indústria de tecnologia, cujos nomes se limitam aos bastidores. Bill Campbell, que morreu na última segunda-feira, 18, aos 75, era o mais importante destes.

Foi ele quem ensinou Steve Jobs (Apple), Jeff Bezos (Amazon), Larry Page e Sergey Brin (Google) e Marc Andreessen (Netscape) a serem CEOs. O alto comando de três gerações do Vale, fundadores de empresas nascidas entre as décadas de 1970 e 2000. Ninguém o chamava pelo nome. Era o coach. O treinador. Porque Campbell, por formação, era treinador de times universitários de futebol americano.

Em 1979, quando o Vale começava a explodir, Campbell estava encerrando sua carreira como treinador na Universidade de Columbia, uma das melhores dos EUA. Dirigiu o time ali por 16 anos, uma carreira e tanto, durante a qual bateu alguns recordes. Mas já era um executivo de médio escalão, entre os anos 1980 e 90, quando seu principal talento tornou-se óbvio.

Em um ambiente em que há muitos gênios, no qual a cultura estimula o inventor na garagem responsável por uma ideia revolucionária, a autocracia brota a toda hora. Há muitos berros nas salas de reunião do Vale, há desdém por erros dos outros, e recusa de encarar problemas de frente. Está lá, sempre, a constante esperança de que um lance de brilhantismo resolverá tudo. Muitos quebram assim.

Dirigir uma startup de tecnologia é difícil. Na primeira fase, são negócios pequenos, com pouca gente. As de sucesso entram numa segunda fase em que se contrata muita gente, muito rápido, e o crescimento repentino gera atritos e problemas de gestão que podem pôr em risco a sobrevivência do negócio.

Durante muito tempo, a estratégia dos investidores foi, através do conselho, retirar do comando o fundador problemático e contratar um executivo de carreira. E o problema, aí, é que invariavelmente a faísca que fazia daquele negócio único se esvai.

Até que começaram a contratar Bill Campbell.

Ele tinha uma habilidade rara com pessoas. E defendia que o fundador era a principal arma de qualquer startup. É quem tem a visão do negócio e a gana de vencer. Mas, quase sempre jovens, entusiasmados com o sucesso inicial, tendem a julgar-se infalíveis.

O coach era contratado para orientá-los. Ganhava sua confiança, tornava-se um conselheiro para a lida com pessoas. Como formar um time, como orientar o caminho, como descentralizar sem perder o rumo.

Num momento em que executivos da Amazon pressionaram pela saída de Bezos, Campbell mudou-se para Seattle para aconselhá-lo por seis meses. Nos primeiros dez anos do Google, foi presença constante, semanal, para longas conversas principalmente com Larry Page. Quando retornou para a Apple, Steve Jobs tirava pelo menos uma manhã por semana para fazer suas caminhadas com o coach.

E era, também, um sujeito generoso. Morreu muito rico porque investiu em muitas empresas. Mas, para a maior parte de suas consultorias, não cobrava. Não ganhou do Google, não ganhou da Amazon. Foi pago pela Apple porque tinha cadeira no Conselho Administrativo. Era um sujeito único. Acreditava que o Vale o havia feito um homem rico e feliz. Ajudar fundadores a se tornarem grandes empresários tornou-se uma missão pessoal.

Bill Campbell foi, sozinho, um MBA ambulante. O MBA no qual quase todos os grandes nomes do Vale se formaram.

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NEM TURRÃO E NEM CABEÇUDO

Abraham Shapiro

Dois homens sentados em um morro olhavam para uma bela paisagem ao pôr do sol no horizonte quando de repente veem um animal a certa distância. Sem saber exatamente que bicho era, um deles vira-se para o outro e diz: 

- “Veja que urubu imponente!” 

O outro, contrapondo-se, diz: 

- "Está louco? Isto não é um urubu. É um coelho".

Após longa discussão em que cada um defendia arduamente sua tese, os dois tiveram uma ideia que acabaria definitivamente com a discórdia: dar um tiro para o alto. Se o animal voasse, seria um urubu, se corresse, seria um coelho. 

O primeiro toma a iniciativa e faz exatamente isso, dá um tiro para o alto. O animal sai voando.

Sentindo-se vitorioso, ele volta-se para o amigo e pergunta: 

- “E então? O que diz agora?” 

E o outro, com olhar de surpresa, responde: 

- “Que coisa incrível. É a primeira vez que vejo um coelho voar!!!”

Moral da história: Cuidado com o turrão e cabeçudo. Quando alguém não está disposto a flexibilizar e põe-se teimoso em relação a algo, nem a maior das provas mudará sua opinião.

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EMPRESA x PRIVADA

Abraham Shapiro

Eu vejo muita coisa nas minhas consultorias.  Além disso, pessoas que ouvem o meu boletim na Rádio CBN e leem os artigos no Portal Profissão Atitude, nos jornais e nos veem pela TV, trazem casos e mais casos relacionados à gestão. 

Elas falam, por exemplo, de chefes que se sentem reis – tiranos, centralizadores, mal educados – ; dos que são sentimentais a ponto de transformarem suas empresas em algo como um lar de órfãos ou uma casa de caridades. Estes últimos são protetivos e  chegam ao extremo de  manter no quadro gente que maltrata clientes, denigre a imagem da empresa e não liga para a qualidade. 

Eu calculo quanto dinheiro se perde por esses motivos.

Mais do que conhecimento técnico em administração, um dirigente de empresa deve buscar ter equilíbrio emocional, autodomínio e a dose de frieza necessária para que lidere. Isto é condição sine qua non.

Uma empresa precisa ter uma missão sobre a qual a estratégia é desenvolvida. Da mesma forma, seu dirigente deve entender e adotar princípios de sustentabilidade, como: contratar profissionais competentes, esclarecer “o que” e “como” devem atuar e “cobrá-los” disso. 

É claro que, na condição extrema,  “quem paga manda”. Mas a sabedoria que se colhe da experiência aponta outra direção, a qual ensina que “toda empresa privada poderá tornar-se mais ‘privada’ do que empresa a depender da mente de quem a conduz”.

Fica a advertência! 

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TIRINHAS DO ABY # 4 - AMBIÇÃO

Abraham Shapiro

O que é ambição? 

Resposta: insatisfação com a situação pessoal atual; desejo de promover mudanças para melhor; intensificação da iniciativa pessoal; rapidez na obtenção de efeitos das ações pessoais.

Importantíssimo ter ambição moderada a fim de que o "tanque de combustível" que alimenta o autodesenvolvimento tenha o suprimento necessário para não estacionar na carreira, nos resultados, na autovisão.

Ambição é importante e faz toda diferença no desempenho de qualquer profissional.

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O VERDADEIRO VALOR DE UMA HERANÇA

Abraham Shapiro

Com a aproximação do inverno, os índios de uma tribo canadense foram ao cacique perguntar:

– Chefe, teremos um inverno rigoroso ou ameno este ano?

O chefe, moderninho e voltado para as coisas de seu tempo, não tinha aprendido os segredos de meteorologia de seus antepassados. Mas não podendo mostrar fraqueza, olhou para o céu, estendeu as mãos, sentiu o vento e, com firmeza, declarou:

– Teremos um inverno realmente frio. É bom nos prepararmos juntando muita lenha.

No dia seguinte, preocupado com o chute que havia dado sobre um tema tão sério, foi a uma cabine telefônica, chamou o Serviço de Meteorologia e ouviu como resposta à sua dúvida:

– Sim, senhor, estamos prevendo um inverno muito frio.

Lá foi ele novamente a seu povo, dizendo:

– É melhor recolhermos muita lenha. Vem aí um frio severo.

Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou novamente à Meteorologia:

– Você tem certeza de que o inverno será mesmo forte?

– Sim, temos – respondeu o técnico.

– E como vocês sabem? – o líder questionou.

– Nós nos baseamos nos costumes indígenas. E eles estão recolhendo muita lenha na floresta este ano. Bem mais do que em todos os anos passados.

Veja como é importante valorizar a herança cultural que recebemos dos nossos ancestrais. Eles  abriram o caminho para nós em muitas situações que ilusoriamente julgamos atuais ou novas. 

Se você quiser preencher a sua vida com valores verdadeiros, não despreze os costumes, os preceitos e os conceitos dos seus antepassados. Reflita sobre eles, conheça-os bem e guarde-os como um tesouro porque, de fato, eles valem mais do que muito dinheiro.

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UM MUNDO DE LOUCOS

Abraham Shapiro

“Loucura é fazer as coisas sempre da mesma maneira esperando alcançar resultado diferente”. Esta frase é atribuída a Albert Einstein.

O que devo fazer se a minha conta telefônica mensal estiver alta? 

Quebro o contrato com a operadora atual, adquiro um novo plano em outra operadora, e pronto! Está tudo resolvido! 

Errado. Isto é loucura. Na verdade, deste modo eu só conseguiria pagar menos se a nova operadora me oferecesse um imenso desconto, ou um plano 100% gratuito. 

Absurdo! 

Todas as operadoras telefônicas cobram o preço de mercado pelos serviços. No médio prazo, as propostas que vemos nas propagandas dessa e daquela acabam custando exatamante o mesmo.

Portanto, se eu quiser que a conta diminua,  eu mesmo é que tenho de mudar o comportamento quanto ao uso do telefone. Como? Curando a minha compulsão.   Isto, sim, resolveria o problema da conta porque é a causa. 

O mais triste é constatar que defeitos de conduta como este não ocorrem só com o uso do telefone. Está nos negócios, nos relacionamentos, nos cuidados com a saúde, na alimentação etc.

Enquanto as mudanças não ocorrerem dentro de nós, continuaremos fazendo tudo igual, os resultados serão sempre os mesmos  e muita gente provavelmente continuará a pensar que a culpa é de todo mundo, e nem um pouco delas. 

Diante disso, só nos resta mesmo fazer “bilu-bilu”, porque, de fato, estamos loucos!

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CHEGA DE ADIAR

Abraham Shapiro

Por que é que se insiste em dizer: “Depois eu faço isto”. “Depois eu vou...” ???

O que é “depois”?  Você está aqui, agora.  Pretender fazer depois é vago e sem sentido concreto. 

O fato real é que “depois” é um tempo que não existe.

Acaso você deseja chegar “além do arco-íris” e lá encontrar um mundo encantado? Se sim, “depois” é nada mais que uma parte desta fantasia. E a hora que você acordar verá que nada aconteceu senão “perda de tempo”. 

É bom parar de sonhar com o futuro, porque enquanto você se ilude, um cachorrinho faz xixi no seu sapato e vai cheirar mal.

O futuro ainda não existe. Jamais se console com a fuga da realidade. 

Parece que virou moda ninguém querer estar aqui. Efeito do videogame? Ou dos filmes de ficção? 

O agora parece ser a coisa menos importante. No entanto, “agora” é o único momento concreto da vida. Só “agora” é possível influenciar alguém, mudar o que é preciso em nós mesmos e fazer atos de valor. Só “agora”, por exemplo, você e eu podemos amadurecer e nos tornarmos mais úteis.

Se você está no seu carro agora, será possível pensar: “Isto não é um carro. É  uma nave espacial rumo a Marte”? E caso pensasse assim, conseguiria mudar alguma coisa? Você continuaria bem aí, no seu carro!

Então, por favor, pare de negar a realidade. Enfrente o que tem de ser feito, os seus desafios e busque uma meta para atingir. Faça disso a sua missão...  e mãos à obra!

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O PATÉTICO PARADOXO DA RIQUEZA

Abraham Shapiro

“Tenho muito!”

“Tenho tudo!”

Se estas expressões fossem ditas por duas pessoas ricas, você saberia dizer qual delas é a “verdadeira rica”?

Eu sim.

“Tenho muito” traduz a ideia de que, “mesmo tendo milhões, eu ainda quero mais".

“Tenho tudo” é um segundo modo de dizer “nada me falta”.

O primeiro quer mais, enquanto o segundo sente-se satisfeito com o que tem.

A vida moderna constrói-se sobre o argumento de que é preciso buscar acréscimos, independente do que já se conseguiu ou da necessidade. Este modelo requer cuidados. Não por coincidência os índices de ansiedade, frustração e suicídio, hoje, são os mais elevados em décadas.

Há dois mil anos, um sábio perguntou: “Quem é rico?”. E ele mesmo respondeu: “Quem extrai alegria de sua porção”. Não se trata de conformismo ou comodismo, mas de olhar, ver e levar em conta o que já se tem, com gratidão.

Conseguir mais pelo simples ter é um direito, de fato. Mas há consequências. E quase sempre danosas.

Se com esforço e propósito você luta por buscar mais do que tem, fundado em valores elevados, isso é bom. A sua conquista terá proveito. E caso não o alcance,  calma e serenidade estarão asseguradas. De sobra,  os seus valores e a sua dignidade permanecerão intactos. Ao olhar-se no espelho você não verá a imagem de um derrotado, pois não houve derrota alguma. Não ter atingido o alvo será apenas o sinal de que, para o seu bem, aquela busca não se converteu no que você almejava.

Felicidade, portanto, é olhar o que você já possui e sentir-se grato.

Miserável é o indivíduo sem valores que investe toda sua energia em obsessões enganosas. Por séculos de História ele tem sido a inspiração de tragédias e dramas cujo final é invariavelmente previsível e infeliz!

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TIRINHAS DO ABY # 3 - TER TEMPO

Abraham Shapiro

Certa vez um homem muito rico aproximou-se de um sábio e perguntou-lhe o que fazer para adquirir sabedoria. 

O sábio lhe aconselhou a dedicar uma hora de cada dia ao estudo de um livro. 

O rico parou, pensou e disse que não era possível, pois não tinha tempo. 

Então o sábio indagou: 

- Se você não tem tempo, o que, de fato, você tem?

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NÃO JULGUE E NEM CONFIE SEM PROVAS

Abraham Shapiro

A abelha e a formiga eram boas amigas. A abelha gostava dos alimentos que a formiga armazenava durante o verão, e a formiga era louca por mel. Elas sempre trocavam presentes, e mantinham a convivência saudável.

Certo dia, a formiga precisou viajar e deixou a chave de sua casa com a abelha.

Passados alguns dias de ausência da formiga, a abelha sentiu a tentação de entrar na casa para se servir de um pouco de alimento. Mas seus princípios contiveram seu desejo.

Meses depois, foi a vez da abelha ter de se ausentar por algum tempo. Naturalmente, deixou a chave com a formiga, que não se fez de rogada. Entrou na casa da abelha e comeu o que pôde. Sabe por que? A formiga pensou:  

– Tenho certeza de que, enquanto deixei a chave de casa com a dona abelha, ela assaltou a minha despensa de modo tão perfeito que, até agora não achei marca alguma de seu furto. Chegou a minha vez. E, para descontar, farei um banquete.

Que história terrível. 

Veja que muitas das nossas pressuposições podem não só estar erradas como induzir a falhas graves. 

Quantas vezes você e eu agimos acreditando que fulano é isso ou aquilo, sem prova alguma, apenas por intuição ou pressuposição? 

O que vem depois é só uma coisa: problemas.

É claro que o excesso de confiança ou a falta dela pode estragar tudo. No entanto, pior do que isto, é julgar sem evidências ou provas e agir injustamente pensando estar certo.

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O PROBLEMA É O CLIENTE

Abraham Shapiro

Aconteceu numa agência produtora de vídeos para propaganda.  O editor cometeu uma série de falhas e o filme saiu com defeitos.

Quando o chefe o questionou, além de um caminhão de desculpas, o editor concluiu dizendo que o problema não estava nele e nem nos demais colegas que haviam feito parte do projeto. 

- “O problema é o cliente”, ele disse.

Descrente do que acabara de ouvir, o chefe pediu que repetisse. E novamente ele falou sem nenhum pudor:

- O problema é o cliente!

Vamos refletir só um pouco a respeito.

Para quê existe qualquer negócio na face deste planeta? O professor Phillip Kotler diz: “De modo bem simples, podemos dizer que um negócio supre necessidades lucrativamente”.

- Professor Kotler, por gentileza: um negócio supre necessidades de quem?

E o mestre responde: 

- As necessidades do cliente.

Sem clientes negócio algum existe. Mas aquele editor de vídeos chegou ao cúmulo de verbalizar que O PROBLEMA É O CLIENTE. 

Creio irrefutavelmente que, do jeito que a economia anda, muito em breve chegará o dia em que um doido que afirme uma indignidade dessas será surrado em praça pública. E este bem que devia.

Mas enquanto estúpidos desse naipe vagueiam impunes a dizer asneiras por aí, oriento ao chefe deste pseudo-profissional que o demita sumariamente e que pague todos seus direitos, já que a lei deste país não chegou à maturidade de reconhecer que o desrespeito à “majestade do cliente” constitui-se situação inegável e legítima de demissão por  justa causa!

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O FANTÁSTICO PARADOXO DO TEMPO

Abraham Shapiro

Num reino distante, um homem foi condenado à morte sem que tivesse culpa por seu monarca. No desespero, fez uma proposta ao nobre. Se lhe desse um ano de graça, ele ensinaria o cachorro da corte a falar. Se fracassasse, então poderiam executá-lo. 

Surpreso com o estranho projeto, o  rei aceitou.

Ao visitá-lo, os amigos do condenado acharam que ele estivesse louco quando souberam da mirabolante ideia. Então, ele lhes revelou sua estratégia:

– Meus amigos. Um ano é muito tempo. O rei pode morrer. Eu posso morrer. O cachorro pode morrer. E se ninguém morrer, vai que o cachorro aprenda a falar!

Há uma poderosa lição nessa história. E muito prática. 

Tempo é o bem mais precioso à disposição das pessoas vivas. Você concorda? Já pensou nisso? 

Quantas pessoas desprezam um dia! Mas, para uma diarista que tem de alimentar cinco crianças, um dia significa sustento. 

Um segundo é o tempo em que muitos acidentes fatais acontecem.

Aquele homem da nossa história estava certo. Um ano é tempo demais. Pode mudar o cenário de uma vida, quando não de uma nação inteira.

Certa vez um homem muito rico aproximou-se de um sábio e perguntou-lhe o que fazer para adquirir entendimento. O sábio lhe aconselhou a dedicar uma hora de cada dia ao estudo de um livro. O rico parou, pensou e disse que não era possível, pois não tinha tempo. Então o sábio lhe indagou: 

- Se você não tem tempo, o que, de fato, você tem?

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CONHEÇA AS REGRAS DO NEGÓCIO ANTES DE ENTRAR NUM NEGÓCIO

Abraham Shapiro

Conta uma história que certa vez um pai procurou  seu conselheiro pessoal para consultá-lo se devia casar a filha com certo pretendente. O conselheiro respondeu: 

- Esse rapaz é uma boa pessoa. Ele tem apenas um defeito: não sabe jogar cartas.

O pai estranhou a resposta e indagou:

– Mas, me desculpe,  não saber jogar cartas é um defeito?

E o homem sábio respondeu:

– Para alguém que não joga cartas, não saber jogar pode até ser uma virtude. Mas se ele joga cartas e não sabe jogar, isso, sim, é um defeito, ou melhor, um grande problema.

Eu tive um amigo que lutou com grande esforço para vencer na vida. Na juventude não conseguiu passar no vestibular. Começou a trabalhar como funcionário de uma indústria e foi subindo degraus difíceis até chegar a gerente. 

Certo dia, ele ganhou a oportunidade de ter sua própria distribuidora dos produtos que a indústria produzia. Era sua grande chance de se tornar empresário. 

Mas havia um problema.  Ele detestava correr riscos. 

Eu lhe disse que qualquer homem de negócios passará toda sua vida diante de situações arriscadas e terá de decidir mesmo assim.

Para alguém que não dirige um negócio, não ter conhecimentos empresariais  não faz a menor diferença.  Contudo, se você quer ser um empresário e não sabe o que é uma empresa, os atributos de um líder empresarial e as regras do jogo dos negócios, isto,  de fato, é um sério defeito e, com toda certeza, vai tornar-se um problema talvez sem solução.

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QUEM TEM MUITO A DIZER...

Abraham Shapiro

Você conhece o Bill Gates? Ele é o fundador da Microsoft, um dos homens mais ricos do mundo e realiza uma gigantesca obra social em vários países. 

Há alguns anos, ele foi convidado a fazer o discurso numa formatura universitária e aceitou. 

Todo mundo achava que seria um discurso quilométrico,  daqueles típicos de formaturas e que no dia seguinte ninguém lembra, senão que foi chato. 

Nada disso. Gates foi objetivo, falou por apenas cinco minutos e, ao concluir, foi aplaudido por mais tempo do que usou para discursar. 

Eu selecionei alguns pontos que merecem ser reproduzidos. Ouça:

- “Você não vai sair da faculdade ganhando 20 mil dólares por mês. Não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenha conseguido comprar o seu próprio carro e seu próprio telefone”.

- “Se você acha seu professor exigente, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você”.

- “Trabalhar como garçom freelance durante as férias ou os finais de semana não está abaixo da sua posição social. Seus avós teriam uma palavra diferente para isso, e essa palavra é: oportunidade”.

- “No cinema e na tevê não existe vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar duro”.

Eu imagino que Bill Gates realmente marcou a vida de todos os ouvintes com seu discurso. 

É assim. Quem tem muito a dizer, fala pouco.

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ABANDONE A INSEGURANÇA

Abraham Shapiro 

Neste momento, quantas pessoas padecem de inveja dos colegas de trabalho, ciúme do cônjuge... Quantos não estarão sofrendo profunda dor por achar-se inferior a alguém – seja na beleza da face, nas medidas do corpo, do cabelo,  do desempenho profissional e demais situações da vida?

Tudo isso tem a mesma raiz. É a insegurança. 

Sempre que você se comparar a outra pessoa, acabará por encontrar atributos em que ela é melhor. 

Mas comparar-se a outros é um erro. 

Cada ser humano é único.  Isto inclui. Então jamais compare-se a ninguém. 

Olhe para as suas múltiplas capacidades e infinitas condições de desenvolvimento.  Depois, esforce-se para ser bom no uso delas. Seja fiel a si próprio.

Se você hoje consegue ser uma pessoa melhor do que foi ontem, este é o bom caminho.

E se alguém se sai melhor do que você, fique feliz por ele ou ela.  Não o inveje. Inspire-se com a vida dele e lute pelo seu próprio sucesso,  mediante as condições reais de que você dispõe.

Cuide de carregar o seu próprio pacote e deixe que a vida do outro seja vivida por ele.

Compita somente com a pessoa que você é até aqui e agora. Depois, trate de melhorar.

Cada coisa tem seu lugar e todo ser humano tem sua hora. Aproveite o seu tempo para se autodesenvolver e dedicar-se a superar os seus desafios e limites pessoais.

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QUER ACERTAR SEMPRE O ALVO? ISSO É POSSÍVEL

Abraham Shapiro

Certa vez, um caçador encontrou alvos desenhados nas árvores de uma floresta e em cada um deles havia uma flecha cravada exatamente no centro. O caçador, surpreso, resolveu procurar quem seria o talentoso arqueiro autor da façanha. Seria uma honra conhecê-lo.

Quando o encontrou, congratulou-o e foi logo perguntando o que tinha feito para se tornar tão perfeito na pontaria da flecha. Seria treino insistente? 

O arqueiro fez um silêncio e então respondeu: 

- “Para mim é muito fácil. Primeiro eu atiro a flecha. E depois, onde ela acertar, vou até lá e pinto um alvo em volta, com todo o cuidado”.

Sabe? Essa história me ensina algo!

As coisas nem sempre são como a gente imagina. E se, além disso, tivermos o pensamento complicado, tudo será ainda mais difícil.

No dia em que aprendermos a ser simples e práticos, a nossa vida será melhor. Mas, para isso, a primeira coisa a fazer é vencer o antigo vício de achar que estamos sempre certos. 

Questionar essa e outras convicções que caminham conosco fará tão bem para a saúde física quanto mental de cada um de nós.

Um dia, Cristóvão Colombo duvidou de que a Terra fosse plana como todos acreditavam... até em nome de D-us. Em resposta a isso, ele desenvolveu um projeto que lhe valeu a descoberta da América.

Pense agora  em quantas conquistas você conseguirá a partir do instante em que vencer as suas maiores pressuposições e vícios mentais!

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SAIBA PORQUÊ VOCÊ CONTINUA VIVO

Abraham Shapiro

Atenção, pessoas que atuam em vendas. 

É essencial procurar novas possibilidades na sua área de atuação. Não, não. É vital!

Como? 

Estude novos meios de fazer o que você já faz. Recrie-se. Desenvolva novas formas de abordagem a clientes. Versatilize outros assuntos durante as suas visitas e mostre mais maturidade. Aprenda uma nova técnica de apresentar os seus produtos e de expôr o que ele irá ganhar de fato com o que você vende. 

Não peça uma oportunidade. Ofereça.

Isto o colocará em um novo ponto de vista e eliminará os dois inimigos mortais de qualquer profissional que já se familiarizou com suas ferramentas de trabalho: a monotonia e o tédio.

Já foram descobertos muitos ótimos clientes que no espaço de três anos não haviam sido visitados por nenhum vendedor! Você acredita? Então, esteja certo de que há um cliente desses na sua região. E foi você, sim,  você que não o visitou!

E, por favor,  não negue. Se você for um profissional de vendas verdadeiro e positivo, você apenas irá procurar e vai achar este cliente! Com certeza! E depois, irá se admirar com a quantidade de bons negócios que ainda vai realizar. É só conduzir-se bem. 

Deixe-se dominar por uma boa ideia de sucesso e mude o seu ponto de vista. Fuja dos pressupostos antigos. 

Você é muito, muito mais do que conseguiu ser até hoje. Então lute por esta missão. É exatamente para isso que você continua vivo!

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