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PORQUE O ANTÔNIO NÃO FOI PROMOVIDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A história é antiga e conhecida. Mas existe gente demais que merece ouvi-la.

João entra na sala do diretor da empresa, reclamando:

— Por que não fui promovido no lugar de Antônio? Tenho quinze anos de empresa, e ele só cinco!

Ouvindo um movimento de caminhões na rua defronte ao escritório, o diretor diz:

— Por favor, verifique que barulho é esse aí na frente.

João vai até a rua, volta e diz:

— É uma fila enorme de caminhões.

O diretor pergunta:

— O que eles levam?

João vai verificar,  retorna e diz:

— São caixas de madeira.

O diretor pergunta:

— Caixas com quê?

João vai lá fora, volta e:

— Não dá para ver, estão fechados.

O diretor questiona:

— Para onde vão os caminhões?

João, de novo vai lá e retorna:

— Vão para a direção leste.

O diretor então lhe fala:

— Acho que posso dar uma resposta ao seu pedido de promoção. Aguarde aqui na minha sala.

João senta-se, radiante, enquanto o diretor pega o fone e fala:

— Antônio,  ouço um barulho aí na rua. Veja o que é, por favor.

Cinco minutos depois, Antônio entra na sala e diz ao diretor:

— São onze caminhões carregados de caixas com artefatos de ferro da Siqueira e Cia. É um pedido que a empresa que vai para São Paulo. Esta manhã passaram outros dez caminhões com a mesma cargacom as notas fiscais emitidas à construtora Zanon Ltda.

O diretor agradece Antônio e, com um sorriso, vira-se para João e limita-se a dizer:

— Entende agora por que Antônio foi promovido?

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SE FOR PRECISO, DESISTA!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

As pessoas comuns associam o verbo desistir a fracassar. Errado! São muitas as circunstâncias em que desistir é exatamente a coisa certa a fazer.

A Denise achava que uma tarefa podia ser realizada em duas horas e decidiu executá-la. Passaram-se quatro e ela havia desempenhado apenas um quarto do processo. Nesse momento, ela pensava:

- “Não posso desistir agora que já investi quatro horas nessa atividade!”

Quando acontece isso conosco, temos a forte e atraente inclinação de nos tornarmos heróis. Ficamos obcecados por fazer a coisa dar certo. Então, vestimos a nossa capa e nos isolamos do resto da Humanidade. Às vezes até dá certo. Mas a pergunta a ser feita é: “Vale a pena?” Creio que quase todos responderão: “Raramente.”

No caso da Denise, teria, sim, valido se levasse duas horas, não vinte. Nessas vinte horas, muitas outras coisas podiam ter sido realizadas, e não foram. Além disso, ela não teve a iniciativa de abrir espaço para receber um feedback, o que reforçou sua permanência no caminho errado. É bom lembrar que mesmo os super-heróis precisam de uma segunda opinião. Isso os ajuda  a calibrar o “senso de realidade”.

A lição aqui é: sempre que você sentir que algo está ocupando tempo demais para que seja executado, chame alguém confiável para dar uma olhada. Mesmo não sendo expert, ele ao menos poderá emitir um parecer diferente do seu ponto de vista e fazê-lo pensar melhor. Às vezes uma saída óbvia e viável está bem debaixo do nariz, mas você não enxerga.

Desistir pode, sim, ser a melhor opção em muitas circunstâncias. Reaver o tempo gasto é impossível. Mas ao menos podemos decidir  romper o desperdício de horas detrabalho... e de vida!

 
 

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REJEITE AS SEMENTES DA MALDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Imagine que você acordou certa manhã e sente-se tão bem que passou um longo tempo se arrumando frente ao espelho. Ao chegar ao trabalho, uma colega lhe diz: “Como você está feia! E este vestido estranho?”

Estas palavras bastaram para enviá-la ao fundo do poço emocional? Então eu tenho algumas considerações a fazer. 

Se esta pessoa agiu apenas com a intenção de lhe ferir, ela já conseguiu.  Mas você devia pensar que se trata apenas de um palpite. E tudo depende de você acolhê-lo ou não. Então desfaça-se dele assim que você ouvir.

Esta pessoa tenta semear uma mentira na sua mente. Rejeite que ela germine. Rompa com esta e qualquer outra forma de maldade. E pense em quantas vezes você talvez tenha feito o mesmo com outras pessoas – até sem perceber.

Opiniões livres e impensadas sobre outros são como setas venenosas.  São fofocas.

Aprendemos a fofocar quando crianças. Escutávamos os adultos expressarem abertamente sua opinião sobre outras pessoas e até sobre quem nem conheciam. Eles espalhavam seu veneno emocional e nós acabamos aprendendo que isto é normal ou comum.

Foi por este caminho que a fofoca converteu-se hoje na principal forma de comunicação da sociedade humana. Ela é a ferramenta que muitos usam para se sentirem próximos dos outros, muitas vezes sem nenhuma consciência e sem noção básica de quanta destruição e desgraça ela prolifera.

Saia da fofoca. Jamais comente sobre quem não está presente. Mesmo o que for verdade. Aja assim, e você verá o seu ambiente tornar-se bom e puro.

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O BOM É BOM... SÓ ISSO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu já me cansei do perfeccionismo de tantas pessoas. Elas são risíveis e enervantes. Concebem um ideal de ser que, de cara, é incompatível à própria natureza humana; mas elas insistem. Não que devamos desprezar a perfeição. Atingi-la, contudo, é outra história. Pior quando a requerem dos outros.

Todo perfeccionista é exagerado e deseja fazer tudo ao mesmo tempo. Acontece que este é o caminho mais fácil, largo e curto para transformar coisas potencialmente boas em ruins, pois sempre há limites de recursos, de tempo, de capacidade, de foco etc. Enquanto cada uma dessas limitações não for superada criteriosamente em qualquer processo, não se chega sequer ao estado bom de qualidade – que dirá ao ótimo.

Eu observo ser difícil alcançar o sucesso até mesmo quando se executa uma tarefa de cada vez. Cinco ou doze simultaneamente deixaria em apuros Leonardo da Vinci ao tentar levá-las a cabo.

O que aprender disso? Eu penso ser o ‘ótimo’ o melhor e mais desejável de todos os resultados, concorda?   Mas para que se chegue ao ótimo é  preciso cortar muito daquilo que nos parece bom.

As coisas melhoram quando reduzidas ou cortadas. Diretores cortam boas cenas para lançar um grande filme. Músicos descartam faixas boas para fazer um CD excelente. Escritores eliminam boas páginas para publicar um livro excepcional. Resta-nos, portanto, imitá-los e seguir a experiência.

Corte, elimine, extirpe o que é apenas bom. Assim é que se chega a um status elevado sem que se pretenda a inatingível perfeição, pois, como já se constatou em tantas circunstâncias, o bom é inimigo do ótimo.

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COMO MELHORAR (MUITO) A VIDA COM O CONCEITO "MENOS É MAIS"

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Há vários anos, eu desenvolvo a atividade profissional de mentor e conselheiro de sucessores em empresas familiares, preparando-os para os desafios que certamente terão de enfrentar ao lado de seus pais e,  no futuro, em seu lugar.

Uma das coisas que mais chamam a minha atenção é quanto alguns deles se envergonham de declarar ou encarar suas limitações.

Ser limitado não é defeito. Todos nós o somos em algum aspecto particular.  

“Não tenho tempo...”

“Não tenho dinheiro...”

“Não tenho experiência suficiente.”

Sabe o que digo a eles?

- “Ei! Pare de choramingar. Nunca ouviu dizer que ‘menos é mais’? Encare as suas limitações como vantagens camulfladas. Recursos escassos ou limitados nos forçam a trabalhar com o que temos, e sem permissão para desperdícios.  As nossas restrições nos estimulam a ser criativos.”

Você sabia que as companhias aéreas em geral trabalham com diversos modelos de aeronaves? Só não a norteamericana Southwest. Ela utiliza apenas Boeings 737.  Com isso, todos seus pilotos, comissários de bordo e equipes de terra podem atuar em qualquer voo; os equipamentos e peças servem para todos aviões e muitas outras vantagens. Ou seja: os custos da Southwest são mais baixos e o negócio é mais fácil de gerir do que todas as outras empresas.

Menos é mais!

Agora falo a você, querido(a) leitor(a). Antes de começar com o mi-mi-mi do “não tenho isso, não tenho aquilo” ou “eu seria mais feliz e completo se tivesse tal e tal coisa”, pare  com a ladainha e trate de avaliar até onde você é capaz de chegar com exatamente aquilo que você já tem.

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STARTUPS: REALIDADE OU ILUSÃO NO BRASIL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Vamos refletir um pouco sobre as Startups. Elas são uma categoria especial de empresa, e  têm atraído a atenção de muitos ultimamente,  em especial do pessoal da área de tecnologia. Em Israel tem dado certo. Em muitos outros países não.

Vamos nos concentrar nas Startups brasileiras.

Quem inicia uma Startup sonha alto. Talvez por isso acabam dando a impressão de que as Startups pertencem a um mundo mágico – um mundo onde a lógica dos negócios não se aplica; um mundo em que "gastos não são problema" e aquela coisinha enervante chamada “receita financeira” nunca tem influência. Gasta-se o dinheiro de outros até que se descubra um jeito encantado de faturar milhões.

O problema é que isto é uma lenda, já que qualquer empresa é governada pelo mesmo conjunto de forças e leis do mercado e da economia: “entra receita, saem despesas” é uma dessas leis. As startups tentam ignorar tal realidade.

Geralmente seus administradores procuram empurrar para o futuro o que é inadiável. Em negócios, assumir atitude do tipo “no futuro daremos um jeito de gerar lucro” é brincar com brasa incandescente. É como construir um veículo para cruzar o deserto supondo que lá não faça calor. Pode dar certo? Nem com muita sorte.

Qualquer empresa sem um plano para dar lucro não é empresa, mas um hobby. O correto é não usar a ideia da Startup como desculpa. Faça certo: abra um negócio de verdade, especialmente porque o País não tem uma política definida de apoio.

Empresas reais lidam com situações concretas, como: contas, folha de pagamento, investimentos, balanço etc. Elas focam no lucro desde o primeiro instante e não camuflam problemas dizendo: “Somos uma startup, teremos tempo de sobra”.  

Não há outro caminho. Administrar com planejamento, organização e controle,  conforme a realidade, é a melhor e mais efetiva chance de se aproximar cada vez mais do sucesso.

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UMA DAS MAIS SUBLIMES COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu lia um Provérbio do Rei Salomão, na Bíblia,  e me deparei com a palavra “diligência”. Pensei que naquele contexto seu significado fosse “zelo, interesse ou cuidado quando se executa uma tarefa”. É o que está no dicionário.

Vou dar uma ideia prática. Imagine que você quisesse cavar um túnel subterrâneo de alguns metros de comprimento utilizando uma colher de sopa. Isto consumiria dias, semanas ou meses. Empregando uma pá ou uma escavadeira, o trabalho seria  mais diligente, reduzindo o tempo e o seu cansaço.  Este é o sentido comum.

Fui pesquisar os comentaristas da exegese Judaica e entendi que ‘diligência’ na linguagem de Salomão tem sentido especial e maravilhoso.

É da nossa natureza desejar seguir sempre o caminho que oferece menores resistências. Na prática, contudo, vemo-nos inevitavelmente obrigados a trilhar vias em que os obstáculos não são poucos. Assim, quando os Provérbios falam da diligência, comunicam um sentido ‘não natural’ no ser humano. Na linguagem profissional, ser diligente, portanto, é uma competência rara entre os traços gerais de personalidade.

Para conquistar ou desenvolver a diligência, precisamos investir esforço, pois ela envolve correção e pureza - refiro-me à pureza similar à que se obtém no tratamento do ouro.

Ser diligente,  portanto, na visão do mais sábio dos homens,  traduz-se como “investir esforço e tempo em uma tarefa, com pureza e correção, em busca do resultado.”

Isto equivale a superar o zelo e o cuidado, agregando honestidade, competência, prontidão e eficácia.

Não é mesmo maravilhoso?

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PLANEJAR, SIM, MAS ENTENDER COMO AS COISAS ACONTECEM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ouvi um diretor dizer: “Estamos indo nesta direção porque é para lá que planejamos ir.”

O lado bom de um planejamento é a tentativa de orientar o futuro a partir do passado. O problema é que isto reduz o campo de visão. Consegue entender?

Quando você se restringe demais ao planejamento, não dá espaço para a improvisação. E ainda que em nível muito baixo é preciso TER e DAR espaço para algum improviso porque oportunidades inesperadas sempre aparecem.

É certo que quem planeja, tem futuro, e quem não planeja, tem destino. É importante pensar no futuro e contemplar formas de enfrentar os obstáculos que virão pela frente. Mas depois de ter visto tantas situações, preciso dizer: não se submeta à ilusão de levar os planos fanaticamente a sério, de modo a nada fazer além do que foi previsto.

E tem mais. Redigir um planejamento extenso é a maneira mais garantida de nunca mais voltar a olhar para ele. Planos com muitas páginas acabam esquecidos em alguma gaveta.

Não pretenda ser adivinho. Decida o que vai realizar esta semana, este mês, nos próximos dois ou três meses....  mas não este ano todo.

Descubra qual é a próxima coisa mais importante a fazer. E faça. Tome decisões antes de implantar algo, mas não com muita antecedência. Os cenários mudam e com eles, somos obrigados a adaptar os nossos planos.

Trabalhar sem planejamento é, de fato, assustador.  Mas seguir cegamente um plano sem constante alinhamento à realidade é pior. Talvez um terror.

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POR QUE DEIXAR DE FAZER ALGUMAS TAREFAS AUMENTA A PRODUTIVIDADE PESSOAL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Alguns clientes meus confessam não conseguir administrar bem as atividades centrais de suas vidas e negócios.  Eles sentem haver tempo improdutivo demais.

Eu menciono a eles um importante princípio do planejamento: “Você pode ter o que quiser, mas jamais ter tudo ao mesmo tempo.”

Para ser capaz de dedicar a maior parte do seu tempo aos projetos e atividades que aprecia, você deve saber abandonar, com determinação, várias outras atividades.

Uma excelente maneira de parar de perder tempo com distrações é elaborar uma “lista de coisas para deixar de fazer”. Ela é melhor que  a típica “lista de afazeres”, porque ajuda a  enxergar o que está nos puxando para baixo.

Esta nada popular “lista de coisas para deixar de fazer” é exatamente o que o nome sugere: uma lista das coisas que você simplesmente não quer mais fazer por ter visto que lança o seu tempo no ralo sem nada produzir de bom ou útil.

Antes de tudo, coloque nela as tarefas estéreis e que drenam a sua energia. Procure bem e você encontrará  três ou cinco coisas que você atualmente faz e que, além de tomar tempo, o desviam de tarefas mais importantes. Depois destas, a sua visão ficará mais seletiva e observará outras.

Quando elaborei a minha primeira “lista de coisas para deixar de fazer”, percebi que gastava cerca de  cinco horas por semana em coisas que não traziam resultado e não adicionavam valor algum. Foi ótimo.

Apesar de a vida ser repleta de itens que não gostamos de fazer, muitos deles podem simplesmente deixar de ser feitos sem grandes repercussões ou arrependimento.

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CONQUISTE UM MUNDO NOVO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu presenciei uma cena recentemente. Um funcionário propôs a seu chefe um modo diferente de fazer uma abordagem de venda. A resposta foi:

- “Você está lendo ficção demais. Isso não funciona no mundo real!”

Ao sair dali, pensei na proposta do rapaz e identifiquei nela inovação bastante para funcionar e produzir ótimos resultados. Mas o gerente nem quis pensar nela.

- “Isso nunca daria certo no mundo real”, ele disse.

O que será esse “mundo real”?

Parece-me um lugar chato demais, onde ideias novas, conceitos diferentes ou pouco conhecidos nunca têm vez. As únicas coisas aceitas lá são aquelas que as pessoas já conhecem, já sabem e já fazem –  mesmo que sejam viciadas e ineficientes.

Eu lhe faço um convite. Vá além da superfície. Perceba que os habitantes do “mundo real” são  pessimistas e estressados. Eles pressupõem que pensamentos novos não podem dar certo e que a sociedade não irá aceitar mudanças.

Eles vivem no fundo do poço e querem arrastar todos nós para lá. Se você tem ambições e esperanças, eles tentarão convencê-lo de que isto é impraticável.  Dirão ser perda de tempo.

Não dê ouvidos. O mundo pode ser real para eles, mas isso não significa que você precise viver nele.

Eu já vi empresas demais que nunca passariam no teste do mundo real. Imagine se Steve Job ou Bill Gates pensassem deste modo.

O mundo real não é a verdade absoluta. É uma desculpa. É uma justificativa para não se tentar. Não permita que ele dite as suas escolhas.

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BRASIL: UM PAÍS DE ESTRATEGISTAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Planejamento Estratégico. Esta parece ser uma das mais cobiçadas competências da maioria astronômica dos profissionais. É o que eu concluo após uma visita às mídias que se prestam a ser vitrines de currículos e carreiras.

É tanta, mas tanta gente que se autodenomina competente nesta área que, de duas, uma: ou não sabem o que, de fato, significa, ou pensam que basta escrever qualquer coisa ali e todos acreditarão. Não eu!

Eu suspeito de qualquer currículo até que seja feita a mais severa averiguação e entrevista com seu dono.  No papel, na tela do computador e nas mídias sociais todo mundo é bonito, magro e canta bem.

Vamos aos conceitos. Planejar é estabelecer um caminho a seguir até o objetivo desejado na execução de uma tarefa ou projeto. Estratégia é a arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe e demais condições visando ao alcance de determinada meta.

Para qualquer indivíduo ser bom em Planejamento Estratégico, ele terá, antes, de ter alto nível de organização, execução, direção e controle.

O que acontece é que, tão logo as empresas começaram a solicitar a competência do Planejamento Estratégico aos possíveis candidatos,  todos os currículos passaram a apresentá-la como especialidade. Tal comportamento lembra crianças peraltas  listando suas boas qualidades na cartinha ao Papai Noel a fim de conseguirem o sonhado presente de Natal.

Haverá tanta gente que domine este raro e complexo conhecimento?

Todos sabem que não, posto que se fossem tantos os estrategistas, os grandes problemas da sociedade e do Planeta já estariam resolvidos... há décadas. E quando nem os deles mesmos estão... como crer no que declaram saber?

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NEGUE-SE A FRACASSAR

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Já observou que no mundo dos negócios o fracasso se tornou um “ritual de passagem”?

Eu ouço o tempo todo que nove entre dez empresas novas não vingam ou que as chances de certo projeto dar certo são quase zero. E o anexo deste mau agouro traz de brinde-surpresa aquela filosofia de boteco, que diz: “o fracasso molda o caráter”.

Sim, o insucesso está em alta. E eu lamento por todos os que se deixam levar por esta droga de pensamento.

Leia bem o que venho a dizer hoje: Não dê bola para estatísticas.

O fracasso dos outros é apenas isto: o fracasso dos outros. Se eles não conseguem vender, isso não tem nada a ver com você. Se eles são incapazes de formar uma equipe, cobrar bom valor pelos serviços que prestam e ganhar mais do que gastam, o problema é deles, não seu.

Outra coisa que falam a torto e a direito é que devemos aprender com os erros.  Não direi estar errado. O problema é que faz pensar ser o fracasso um pré-requisito do sucesso. E não é. Sabe o que devemos aprender inequivocamente dos nossos erros? Não fazê-los de novo.

Um estudo da Harvard Business School constatou que empreendedores bem-sucedidos têm 34% de chances de acertar novamente. Já, aqueles cujos negócios fracassaram da primeira vez, terão na próxima empreitada quase o mesmo índice de sucesso que aqueles  que nunca abriram uma empresa, a saber: 23%. 

Portanto, a experiência que importa é a experiência do sucesso.

Aprenda com os seus acertos e bons resultados. Neles é que se encontra a sabedoria de que você mais carece. Repita-os.  E, desta vez, tente fazer melhor.

E se você estiver revoltado ou contrariado com o que levanto na coluna de hoje, largue mão de ser ranzinza, pois é exatamente assim que a natureza funciona. A evolução não se presta a examinar fracassos passados, mas a desenvolver aquilo que deu certo. Siga este exemplo!

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DECIDA SOBRE AS RESPONSABILIDADES DA SUA VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você tem uma reunião daquelas que fazem pensar: - “Por que eu deveria ir?” 

Pois bem. - “O que acontecerá se você não comparecer?”

Nada? Então talvez você não deva ir mesmo.

- “Alguém vai ficar irritado ou achar que você é vagabundo? Ou, pior ainda, você corre o risco de ser demitido?”

Nestes casos, engula o sapo e enfrente essa tal reunião!

Mas sabe o que aconteceu ao fazer estas perguntas?

Algo espetacular. Você deu a si mesmo a oportunidade de pensar e decidir sobre “o que fazer na sua vida”.

Tente fazer isto sempre: pensar.

É claro que vai exigir que você seja uma pessoa resoluta, um tanto difícil nos dias de hoje em meio a  duas mil mensagens instantâneas por hora, trabalho inútil imposto por outros ou por nós mesmos; regras imbecis sobre o tempo – como aquela de que  precisamos trabalhar tantas horas por dia sem considerar o quê, de fato, é feito ao longo desse tempo –  e muito mais.

A mensagem que eu desejo transmitir é: não perca a oportunidade de raciocinar sobre como você vai usar o seu tempo. Enquanto não souber ao certo quais responsabilidades assumir e seus reais efeitos, aplique o filtro das duas perguntas-chave:

- “Por que eu deveria fazer isso?” e

- “O que acontecerá se eu não fizer?”.

Assim você aprenderá, aos poucos, a discernir entre obrigações necessárias e desnecessárias. Só então estará apto a dizer “não” ao maior número possível de obrigações inúteis ou improdutivas.

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COMO CUMPRIR O NOSSO PROPÓSITO NO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Tenho uma querida amiga e cliente cuja mãe foi acometida pelo Mal de Alzheimer. Após tempo em que seus irmãos não souberam decidir como lidar com a situação, ela a trouxe para viver em sua casa.

Dia desses perguntei a ela como tem encarado um fato  que na vida de muitos seria um problema. Leia o que ela respondeu:

- “Mamãe nos fez um favor vindo morar conosco. Fomos nós os beneficiados.”

Esta pessoa tem posses bastantes para enviar sua pobre mãe a uma instituição de repouso onde, talvez, usufruísse de mais atendimento médico e cuidados. Mas ela teria se privado de algo que transformou sua vida para o bem.

Nesta busca desenfreada por dinheiro e status social, todos nós estamos expostos ao risco de perder totalmente os prazeres do sucesso no amor, na confiança e na gratidão daqueles a quem servimos.

Eu creio em que estamos neste mundo para servir, e que o nosso propósito na vida é cumprido com plenitude quando auxiliamos os nossos semelhantes. Já pensou que você e eu podemos ser a resposta para as orações e necessidade de muitas pessoas?

Alguns, como computador, seguem suas rotinas maçantes diárias  sem qualquer noção destes valores.

Outros,  fogem e só querem de divertir até seu último suspiro, alheios à existência de quem quer que seja.

Mas há aqueles que escolhem uma terceira vida e se esforçam, enquanto estiverem vivos, para cooperar mais e melhor para a felicidade de seus semelhantes.

Com a sua licença eu lhe declaro: este é o verdadeiro “trabalho” a ser feito nesta vida!

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O QUE EU PROCURO, ACHO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Alguns dirão que é Psicologia. Mas é uma simples  e óbvia constatação da vida que agora divido com você.

Quando eu estou feliz, vejo felicidade nos outros.

Quando sinto compaixão, vejo o mesmo nas outras pessoas.  E se eu estiver cheio de energia e esperança, verei muitas oportunidades à minha volta.

O azar é que o contrário também é verdade. Se eu estiver com raiva, tudo me irrita de graça.  E quando deprimido, vejo tristeza nos olhos de quem me rodeia.

Desânimo torna o mundo um lugar chato e sem atrativos aos nossos olhos.

Se eu for de carro a Campinas e disser: “Que lugar mais apinhado, bagunçado, que trânsito caótico!”, estarei na verdade expressando quanto eu estou interiormente apinhado, bagunçado e congestionado naquele momento. Se estivesse motivado, poderia tranquilamente me pegar dizendo: “Uau! Como esta cidade progride! Já é uma metrópole!”  Novamente eu estaria descrevendo a minha paisagem interior, não a de Campinas.

Quero dizer que a nossa automotivação depende da forma como escolhemos ver as circunstâncias da nossa vida. Sabe por quê? Nós não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.

Em qualquer situação, podemos ir em busca do ouro ou tentar encontrar a sujeira. Isto é o que significa a frase: “Quem procura acha.”

Então opte por oportunidades boas.  A escolha é sua.  As nossas oportunidades irão se multiplicar muito  a partir do momento em que nós dois decidirmos enxergá-las.

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UMA DOENÇA CHAMADA PREGUIÇA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A preguiça é pior do que se imagina.

Salomão – o  rei sábio – disse que “o preguiçoso terá sete boas justificativas”. E acrescentou: “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, pois ele deseja, mas nada consegue”.

Compromisso? O preguiçoso arruma uma desculpa e “pula fora”. A bateria do celular acabou ou o aparelho desliga sozinho. Ele não recebeu o e-mail que você enviou. Ele se confundiu quanto à data da entrega. O computador deu pau. O despertador não tocou. Quinta-feira foi feriado, e ele emendou o fim de semana – “afinal ninguém é de ferro”. Segunda-feira é quando todos estão muito ocupados, então ele não marca agendas neste dia “complicado”. Sexta-feira? Ele não quer perturbar o fim de semana dos outros.

Você já ouviu de alguém uma dessas frases? Eu sim. Sempre de um preguiçoso.

Conforto, prazer, vida mansa é tudo o que ele quer para si – o tempo todo. Nada de problemas ou dores de cabeça.

Porém, quando ele tiver uma necessidade você o verá prometer tudo, até conseguir o que precisa.

Você deseja salvar-se da preguiça? A minha receita de três passos é a seguinte:

- Primeiro: identifique as áreas em que você mais lança mão de desculpas, pois é aí que ela “ataca”. 

- Segundo:  traia essa tendência perniciosa de se justificar.

- Por último, à medida que você vir-se vencendo este mal, respeite-se, porque você está sendo curado de algo a que a ciência já começa a classificar como doença.

Querer passar a vida na horizontal é um tremendo erro de circunstância, porque ao morrer, todos teremos tempo de sobra para descansar.

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VOCÊ TEM CERTEZA DE QUE SABE O QUE DIZ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

“Produto é algo que as pessoas compram. Se não o compram, não é produto, é peça de museu. Uma empresa não é uma empresa se não consegue funcionar. E não pode funcionar se não atrai nem mantém um número suficiente de clientes que pagam o que devem”. Este é o pensamento de Theodore Levitt, um dos papas do Marketing.

Phillip Kotler, outro guru da área, postula ser Marketing “tudo o que pode ser feito para facilitar o processo da venda, de tal modo que, se for perfeito, o esforço para que a venda aconteça será próximo de zero, senão zero.”

Eu gosto de conceitos. Tenho especial atração por eles porque esclarecem e facilitam a minha vida e a dos meus clientes.

Escolhi Marketing como exemplo neste breve artigo por ser um dos termos menos entendidos e mais usados nas conversas de negócios. As pessoas falam sobre ele sem jamais ter investido sequer alguns minutos em ler a respeito. E prosseguem repetindo este comportamento em outras áreas, movidas sempre pela crença de que sabem – já que ninguém verifica. Se a qualquer momento alguém se puser a averiguar, humilhação e vergonha serão inevitáveis sobre elas.

Se você for ao médico e lhe disser estar sentindo forte dor de cabeça, ele não indicará remédio algum sem antes fazer “n”perguntas  a fim de conhecer os seus verdadeiros sintomas. Após identificá-los, ele então poderá iniciar o processo de diagnóstico da sua dor. Só após todas as etapas é que estará em condições de determinar o tratamento adequado.

Na prática, qualquer situação exige que se conheça primeiro o conceito do assunto – vale consulta ao Google, a dicionários,  livros, periódicos etc. Em seguida,  tente correlacionar o conceito à situação ao qual ele se aplica. Depois destes dois passos, sim, você estará pronto para optar por “o que fazer”.

Eu o convido a viver a aventura de descobrir o significado das palavras. Conheça mais sobre as expressões com que você convive em todos os meios. Leia mais e alcance níveis elevados de clareza mental e discernimento. Por este caminho, muito em breve você colherá resultados cada vez melhores sobre os seus esforços.

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QUAL DOS DOIS É VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Li um livro que conceituou dois tipos diferentes de personalidade:

- o “Sabe-tudo” e

- o “Aprendiz”.

O sabe-tudo é categórico, crítico, dogmático, irresponsável e arrogante. Pensa saber o tempo todo o que os outros devem fazer e não poupa críticas contra os que “não fazem o que devem”. Ele nunca tem culpa; os outros, sim. É um expectador por excelência. Não joga futebol, por exemplo, mas assiste, e sente-se seguro para dar todos os palpites. Nada faz para que seu time ganhe, porém, responsabiliza os jogadores, o técnico, o juiz, os adversários, o clima, a sorte e tudo o que for possível se seu time perder.

O “aprendiz” é diferente. Trata-se de um sujeito consciente de que existem fatores fora de seu controle e é por isso que se concentra nas variáveis que ele pode modificar. A fonte de sua autoestima está no sucesso em longo prazo. Daí ele não buscar aquela típica gratificação imediata de “ter razão”.

Se uma chuva cair sobre um sabe-tudo e um aprendiz e ambos chegarem ensopados ao escritório, o sabe-tudo dirá: “A chuva nos pegou de surpresa”. E você ouvirá o aprendiz falar: “Eu não consultei a previsão do tempo e nem pensei em trazer o guarda-chuva”. Enquanto o primeiro joga a culpa na chuva e se considera vítima das circunstâncias, o segundo assume a responsabilidade de não ter-se informado suficientemente, trazido seu guarda chuva e se enxerga como protagonista.

Eu estou lhe provocando, caro leitor ou leitora. Espero que você reflita sobre as suas atitudes pessoais  e conclua em qual dos dois perfis você se enquadra.  Depois, gostaria imensamente que você adotasse medidas para adequar-se ao comportamento “aprendiz” ou, quem sabe, para melhorar os critérios de seleção de funcionários na sua empresa, já que o mundo tem “sabe-tudo” demais – e, desgraçadamente, em todas as áreas.

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VOCÊ AGE ANTES DE PENSAR? ENTÃO VOCÊ É NORMAL!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

“Toda a infelicidade do ser humano se deve ao fato de ele não conseguir ficar tranquilo em seu quarto”. Quem disse isso não fui eu, mas o filósofo Blaise Pascal.

Parece que todo mundo instintivamente acredita haver mais recompensa no agir do que em parar para pensar melhor.

O pesquisador israelense Bar Eli avaliou milhares de situações de cobrança de pênalti no futebol e descobriu que em um terço dos casos os jogadores chutam no meio do gol, em um terço para a esquerda e em um terço para a direita.

O que fazem os goleiros? Metade das vezes defendem o lado esquerdo e, na outra metade, o lado direito. Raramente eles permanecem no meio. Sabe por quê? Eles acham ser mais impressionante aos torcedores e se sentem menos constrangidos pulando do lado errado do que parados como tontos vendo a bola entrar pela esquerda ou pela direita.

O que se aprende disso?

Nós temos uma poderosa preocupação em parecermos ativos, mesmo quando de nada adianta.  E por esta razão a sociedade prefere a ação impensada à espera prudente. É natural, pois nunca vimos alguém ser homenageado por ficar refletindo, e sim por ter demonstrado determinação e agir rápido – ainda que a situação tenha melhorado por puro acaso.

A raiz deste comportamento talvez esteja nos nossos acestrais, para quem ter uma reação rápida ao ver surgir a silhueta de um leão na floresta, e não ficar pensando muito, era questão de sobrevivência.

No entanto,  o nosso mundo é bem diferente daquela da Pré-história.  Qualquer coisa que se faça, hoje, exige reflexão – o que é difícil, em particular para quem está pouco disposto a se submeter ao treinamento e à disciplina que isto requer.

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PRECISA-SE DE VENDEDORES

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Talvez você não saiba, mas o mercado atual de trabalho demonstra grande necesidade de  pessoas com especialidade na área comercial. Precisa-se de vendedores.

O problema é que o perfil do vendedor tornou-se um tanto confuso ultimamente.

Durante os anos de alto nível de consumo de bens no País, muitos segmentos de negócios não careciam de esforço para que a venda acontecesse. Bastava “tirar pedidos”. 

Com o declínio da economia, a maioria dos personagens que atuavam naquele cenário  passou a ter dificuldade em realizar a mesma tarefa. Muitos foram demitidos por baixos resultados e falta de domínio das técnicas da venda.

O fato espantoso é que um imenso contingente desses vendedores não buscou capacitação que suprisse suas deficiências. Prosseguem achando que o problema está só no mercado, quando eles mesmos são fracos – quando não raquíticos.

Além de uma grande habilidade de absorver conhecimento teórico e prático sobre produto ou serviço, um profissional de vendas TEM QUE saber:

- criar planos de ação e seguir o plano,

- ter objetivos definidos e saber como atingi-los,

- ter métodos e métricas para mensurar o seu desempenho,

- além de foco, assertividade, determinação e baixíssima conformidade à situação atual.

Estas são características técnicas passíveis de identificação objetiva e que requerem estudo e aprofundamento progressivo para se adquirir.  Sorte ou “jeitinho” não irá resolver. Só mesmo no caso em que, de um momento para outro, as empresas descubram que dispensaram incompetentes demais... e voltem a contratá-los apenas por sentir falta deles. 

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