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FOCO, PERSISTÊNCIA E SUCESSO PROFISSIONAL

Abraham Shapiro

Há cerca de vinte e cinco anos, falou-se que na Era do Conhecimento as pessoas chegariam a desempenhar quatro ou cinco papeis profissionais ao longo da vida. 

Chegamos à tal Era e já tornou-se normal a volatilidade do emprego e do trabalho. A tendência é que a remuneração passe a acontecer mais por tarefas do que por valor fixo, e assim, eu já vejo o ganho variável como realidade em mais áreas do que se imaginava no passado recente. 

Mas como consultor e orientador de carreira de muitos profissionais,  vejo-me obrigado a fazer aqui uma advertência importante aos meus leitores.

Quem constrói uma carreira partindo de um talento pessoal ou de um gosto especial por determinada área e nela persiste buscando progredir e desenvolver conhecimento e desempenho, tem maiores possibilidades de atingir sucesso, realização e ganhos satisfatórios do que aquele que pula de ‘galho em galho’. 

Existe certa suspeita em relação a quem muda de área com frequência. Tem sua lógica. Foco é o que produz habilidade e especialização – o que é excelente em qualquer profissão.

Algumas pessoas não conseguem ser focadas. Outras até sentem sabor de aventura com as muitas mudanças. Isso pode ser positivo, desde que advenha da necessidade de autodesenvolvimento, e não da simples deliberação sem propósito.

Aproveito para indicar a leitura do livro FOCO, de Daniel Golemann. Será salutar para todos. 

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NÃO É MELHOR SER VOCÊ MESMO?

Abraham Shapiro

A Ana é uma garota de classe média cujos costumes familiares envolvem as mais rigorosas regras de higiene doméstica e asseio pessoal.

Desde criança, com seus cabelos curtos, até hoje, aos 28 anos e lindos cabelos compridos, Ana mantém o hábito de lavar e secá-los todos os dias, como uma conduta de saúde.

Recentemente, Ana começou a trabalhar numa empresa onde há várias mulheres de sua idade. São bonitas, formadas e vestem-se bem. Entre todas, Ana aproximou-se de Teresa, a quem ela julga bela, rica e atraente.

Certo dia, numa roda de bate-papo no cafezinho, Tereza menciona que lava seus cabelos três vezes por semana. As colegas aprovam o costume justificando que o tratamento diário é uma rotina difícil e pouco prática. Ana discorda, revelando que lava e seca os seus todas as manhãs.

Os dias passam. A admiração de Ana por Tereza cresce e as duas estão cada vez mais próximas. Ana percebe na amiga sinais de uma reputação dinâmica e bem-sucedida.

Numa bela manhã de domingo, Ana acorda, vai ao banho e decide não lavar seus cabelos. 

- “É domingo”, ela diz para si. “Não sairei de casa, meus cabelos estão limpos e, apesar do verão, ontem não foi um dia agitado”. 

Aos poucos, ela adere ao comportamento de Teresa. Em algumas semanas, ela aderiu à mesma prática da amiga.

O que explica o comportamento de Ana? Influência.

Quando você toma por modelo alguém cujas qualidades pessoais ou competências são um padrão de virtude, esta influência pode ser positiva e elevar a qualidade das suas atitudes. 

Mas tratando-se de aspectos subjetivos, como beleza, modo de vestir-se, aparência física e outros, os resultados podem conflitar com valores pessoais, religiosos, heranças da criação e personalidade.  Pode representar uma queda no conjunto de traços individuais e na autenticidade. O que se consegue com isso é ser uma cópia ou imitação.

Pense com calma e responda: “Quem são os seus heróis pessoais?”.  “Quem são aqueles a quem você imita a fim de reduzir a dor pessoal causada pelo inconformismo em ser como você é?”.  

Sejam quem forem,  eles são ‘gente’ como você. Eles tiveram as mesmas oportunidades e riscos e  devem ter se esforçado para chegar aonde chegaram. O importante é notar que eles foram “eles mesmos”. 

A minha sugestão é simples, ainda que um tanto difícil. Em vez de imitar, por que não fortalecer os seus pontos positivos pessoais e trabalhar sobre os negativos a fim de ser um excelente “você mesmo”?

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A REUNIÃO PRÉ-JORNADA DE TRABALHO E SEUS RESULTADOS

Abraham Shapiro

A reunião do gestor com seus colaboradores  antes de iniciar a jornada de trabalho a fim de de alinhá-los aos objetivos do dia tem produzido comprometimento com as metas, com os clientes e com o atendimento em 100% das empresas onde sugerimos e implantamos esta prática. 

Estes  encontros podem ter vários formatos e permitem flexibilidade. Um dos mais efetivos é aquele em que o gestor e a equipe se reúnem por um tempo breve e acertam as ações do dia sem aprofundamento de detalhes, mas com instruções objetivas e  claras sobre as dificuldades mais comuns e frequentes.

O tempo de duração deve ser pré-fixado e respeitado à risca por questão de disciplina. 

Em muitos casos, é frutífero fazer a leitura de um texto cujo conteúdo seja significativo ao final do encontro. O gestor que inspira sua equipe caminha mais rápido à liderança. Evite textos de cunho religioso para que não firam as opções individuais dos integrantes.

Há livros especialmente escritos para esta finalidade. 

Se você ainda não adota esta prática e tem interesse, não deixe passar. Planeje-se, faça experiências e chegue a um formato compatível à sua equipe. Comprove o que cem por cento das empresas que a implementaram com seriedade têm alcançado e colha os benefícios.

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VOCÊ PRECISA TER UM CONSELHEIRO

Abraham Shapiro

Alguém me disse, certa vez, que eu devo ser um bom jogador de cartas porque pego todos os lixos e os transformo em canastra.

Creio ter sido um elogio. Se realmente foi, não se trata de mérito meu, mas do meu mestre e mentor que me exercitou a aprender com tudo, de tudo e de todos!

Ele costumava dizer: “Você e eu temos uma fantástica capacidade de extrair lições. Mas é preciso exercitar.” E eu pratiquei muito.

Então vamos fazer aqui um breve treinamento.

O que se aprende de uma locomotiva? Que tal isso: “Em um segundo, você pode perder tudo”.   Na prática: não despreze nem mesmo um segundo, e fique ligado!

E do telefone? É simples!  Eu penso que a melhor lição de todas é: “O que você disser aqui, alguém ouvirá lá instantaneamente”.  Então: cuide do que você fala.

Qual lição é possível extrair de um endereço de e-mail -  por exemplo, o meu: shapiro@shapiro.com.br? Uma sugestão: “Não despreze nem mesmo um ponto, pois sem ele a sua mensagem nunca chegará ao destinatário.” 

Entendeu?

Ter um mestre, um mentor, é imprescindível para a vida e para o trabalho. Nós precisamos de alguém com quem nos aconselhar – pessoa que tenha sabedoria e compreensão de ‘quem somos’ e de ‘como somos’. Uma pessoa em quem podemos confiar ao seguir orientações e que se interesse pelo nosso sucesso na superação dos desafios.

Cada indivíduo tem sua própria visão da vida. Ao trocar ideias com outro, existe a chance de que a visão e o pensamento de ambos se aliem, e assim obtém-se algo infinitamente maior do que a simples soma aritmética. Temos aí um excelente caso de sinergia. 

Aceite o meu conselho: arrume um conselheiro para si. Você sentirá gratidão por isso e descobrirá qualidades pessoais que talvez jamais soubesse existir bem aí, dentro de você. 

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FAZER É MUITO MAIS DO QUE PLANEJAR

Abraham Shapiro

O mundo em que vivemos foi chamado Planeta Terra. Mas o nome ideal seria:  “Mundo das Ações”. Isso nada tem a ver com a Bolsa de Valores, mas só com o fato de ser um lugar onde tudo acontece através do “agir”. 

Nada se concretiza sem ação: nem pensamentos, nem  idéias e nem inspirações.

Quem pensa que tudo vem pronto, como um pacote de sopa instantânea,  vive debaixo de uma ilusão fatal.

Entender isso é o que possibilita resolver  “n” problemas.

Sem prática nada acontece. Isto é o que importa. Há pessoas que se encantam com uma boa ideia ou com um projeto bonito e viável. É claro que isto é importante. Planejar é a fase que antecede a ação. Um plano é o que evita que se atue aleatoriamente. Mas o produto, o efeito, o resultado só aparece quando se sai do papel e põe-se o plano em atividade. 

A ação é definitiva.  Pôr a mão na massa é o que faz o pão. 

Talvez tenhamos nos acostumado demais a esperar que o governo faça e nós fiquemos na condição de críticos ou reclamantes. Mas pense em quanto é possível fazer e resolver sem a interferência  de governo algum, só por simples iniciativa e liderança de pessoas com alguma visão e a cabeça no lugar.

E sabe por que eu insisto em dizer isso? É que eu acredito ser você alguém assim: com poder e muita vontade de fazer.  Então faça. Tome iniciativa. Nós precisamos. Este país precisa. 

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POR ONDE COMEÇAR UMA GRANDE MUDANÇA NA VIDA?

Abraham Shapiro

Sempre que você define ou decide qualquer situação, ela passa a se realizar pouco a pouco. 

Leia a frase acima novamente, por favor. Ela é muito séria.

As definições da sua vida influenciaram e influenciam gradualmente a sua personalidade. 

Isto não é mais uma das tantas besteiras encontradas em livros de autoajuda.  Foi objeto de estudo de dois grandes sociólogos americanos do século XX – William e Dorothy Thomas –  e ficou conhecido como “O Teorema de Thomas”.  

Vaja o que eles disseram:  “Se as pessoas definem uma situação como real para si, ela se torna real em suas consequências.” 

Graças à tendência natural que o ser humano tem de interpretar tudo de modo subjetivo, as nossas atitudes acabam sempre afetadas por essa interpretação.  Seria diferente se fôssemos mais objetivos frente aos fatos e ocorrências.

Sabe o que acontece com pessoas doentes que recebem um comprimido de açúcar ou farinha em lugar de remédio e são informadas que aquilo é importante para seu tratamento? Muitas delas apresentam curas espetaculares. Isto, aliás,  faz  parte do método de pesquisa de produtos farmacêuticos e chama-se “Efeito Placebo”.

Outro exemplo vem da crise do petróleo de 1973, chamado "Pânico do Papel Higiênico". O boato de uma súbita escassez de papel higiênico devido à queda na importação de petróleo levou as pessoas a estocarem este produto em suas casas. A corrida logicamente causou sua escassez. E a escassez levou todo mundo a validar o boato.

Em última análise, o que perturba e alarma as pessoas não são os fatos em si, mas as opiniões e as fantasias que elas mesmas criam ao interpretá-los. 

Não é o que as coisas objetivamente são que nos faz felizes ou infelizes,  e sim a maneira como as olhamos. Tudo o mais é consequência disso.

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INTERROMPA A MALDADE

Abraham Shapiro

- “Sabia que o marido dela é um chato?”, 

- “Ela não sabe se vestir“, 

- “Ele não é especialista coisa nenhuma!”, 

Você e eu já ouvimos expressões dessa categoria muitas vezes – sobre conhecidos, amigos, parentes, colegas de trabalho etc. 

Pesquisas mostram que 80% da conversa de gente comum são depreciativas em relação a outras pessoas.

Então cabe perguntar: por que é tão gostoso fazer fofoca?

Os psicólogos apontam como motivo o desejo de estabelecer vínculos sociais de modo mais rápido e fácil.  Funciona assim:  José descobre que a antipatia que sente por João, o Antonio também sente. Então José calcula que conseguirá trazer o Antonio para seu lado mencionando o sentimento pelo João. E isso é como lançar fogo em capim seco. 

Além do mais, é excitante conhecer informações confidenciais sobre terceiros. As pessoas comuns sentem prazer em saber os atributos negativos alheios porque isso as faz sentirem-se mais inteligentes e imaginam que não cometem e nem cometerão os mesmos erros.

Se você deseja afastar esse mal da sua vida, siga a instrução que lhe darei a seguir.

Quando alguém tentar envolver você numa conversa negativa sobre outro, faça apenas a seguinte pergunta a ele: "Por que você está me contando isso?"

Esta pequena questão é eficaz. Primeiro, ela frustra o motivo egoísta do fofoqueiro. E segundo,  deixa claro que você não está interessado em ser seu cúmplice. 

Toda fofoca é destrutiva: destrói quem fala, quem ouve e a pessoa de quem se fala.  

Espalhar  fofocas, mentiras ou boatos afeta reputações e a saúde emocional de todos os envolvidos. 

“Pessoas baixas falam de pessoas. Pessoas médias, de coisas. Pessoas elevadas falam de ideias.”  

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FALTA DE ENTENDIMENTO E CONFUSÃO

Abraham Shapiro

Quem nunca esteve ao vivo diante de um canguru, talvez tenha visto num filme ou numa foto. 

Quando o famoso explorador inglês James Cook desembarcou na Austrália, em 1770, ele ficou admirado ao se deparar com esse estranho animal jamais visto em outros lugares. 

Então buscou um nativo da região e lhe perguntou qual era o nome do bicho. O nativo ficou em silêncio. Então James Cook fez mímica.  O nativo olhou-o firmemente e depois de alguns segundos disse: 

- “Canguru”.

O britânico ficou feliz e satisfeito com o que ouviu e proclamou a todos seus subordinados que, em respeito à cultura daquele continente, o nome do animal seria  mantido na língua original de seus habitantes, a saber: Canguru. 

Foi somente anos depois, quando o dialeto dos indígenas foi traduzido para o inglês, que se descobriu que a palavra “canguru” significa: "Não entendo o que você está dizendo!". 

E era exatamente isso que o pobre índio australiano tentava dizer ao capitão britânico.

Moral da história: Bom desempenho e entendimento têm como obstáculo a pressa de interpretar as coisas. Nem mesmo a boa sorte tem o poder de consertar aquilo que se avalia sem compreensão.

Na falta entendimento, o dito fica por “não dito” e o resultado quase sempre é horroroso. É o pior dos mundos dentro da realidade já conturbada em que vivemos!

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MUDANÇAS

Abraham Shapiro

Mudança é um termo que causa palpitação cardíaca em muita gente, quando não algo bem próximo de um infarto. Mas é puro preconceito. Mudança é prova da vida. Mudança, melhor dizendo, é um atributo inerente à vida.

Nada se desenvolve sem mudar.

Observe o feto no ventre da mãe. Só mudanças a cada dia, a cada hora, a cada minuto durante os nove meses. E curiosamente depois prossegue. Até a morte.

Mudar de opinião quando se adquire mais conhecimento devia ser a coisa mais natural do mundo. Mas não é. Sabe por quê? Um tolo anônimo, certo dia, disse: palavra de rei não volta atrás.

- “Espere aí!!! De que rei estamos falando?”

Num mundo como o de hoje, quem não muda de opinião não muda nada. E deve estar morto, pois não é possível viver assim.  Thomas Watson, o fundador da IBM, disse certa vez que existia mercado para somente cinco computadores em todo o mundo. Onde estaria a IBM atualmente caso seu fundador não estivesse disposto a mudar de opinião. Ele mudou! Esse é o típico caso de que mudar de idéia conscientemente significa correção de rumo, aperfeiçoamento, visão mais clara e profunda.

Há pessoas que lutam o tempo todo para manter tudo firme e fixo. Isso indica baixíssima autoconfiança e péssima autoestima. Aderir à mudança indica rompimento com modelos mentais e pressuposições erradas. A seguir temos oportunidades.

Todo progresso se dá por ação daqueles que não se satisfazem com tudo do modo como está. Então  mudança não é inimiga. Ela é ajuda

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DICAS FANTÁSTICAS DE USO DAS PALAVRAS

Abraham Shapiro

O nosso pensamento orienta a nossa comunicação.  A comunicação, por sua vez,  modela as nossas ações e ajuda a criar a realidade de cada momento da nossa vida. 

E se obervarmos bem, saberemos que o nosso modo de comunicar evidencia os nossos pontos fortes ou fracos. Daí ser possível entender a personalidade de uma pessoa pelo modo como ela se comunica, além de vários aspectos de seu caráter. 

A habilidade de se comunicar é essencial para o relacionamento interpessoal.

Vou dar algumas dicas sobre o uso de palavras que poderão ajudar o seu posicionamento pessoal. 

1.   Cuidado com a palavra não. Uma frase que contém a palavra ‘não’ traz à mente o que está junto com ela, ou melhor, o ‘não’ só existe na linguagem e inexiste no pensamento. Ninguém é capaz de pensar ‘não. Por exemplo: “Não pense na cor vermelha”. Eu pedi para você não pensar. Mas é bem provável que tenha pensado. Portanto, procure falar somente o que você quer, e não o que não quer.

2.   Tenha cautela ao usar as conjunções ‘mas’, ‘no entato’, todavia e todas as adversativas. Elas negam tudo que veio antes delas na frase.  Por exemplo: "O Pedro é um rapaz inteligente e esforçado, mas...". Percebeu? Nesta frase o ‘mas’ anulou a inteligência e o esforço do Pedro. O que fazer então? Substitua ‘mas’ por ‘e’. “Carlinhos, você é um ótimo funcionário e eu gostaria de lhe dar uma dica poderosa para aumentar a sua eficiência: escute mais o cliente!” 

Viu só? Simples e fácil. Mas tem de praticar. Caso você pratique lições como estas e as ponha em prática no seu dia a dia, eu lhe garanto um desempenho pessoal muito superior à média.

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SALVAÇÃO OU DESGRAÇA - DO QUE DEPENDE?

Abraham Shapiro

Um peixe foi submetido a uma experiência científica e colocado num aquário com muita comida a sua volta. Depois de se acostumar com este ambiente os pesquisadores puseram um vidro separando-o do alimento. Quando sentia fome, ele tentava comer, mas batia com a cabeça no vidro. Sua busca por comida era cada vez mais intensa, até que desistiu. Quando os cientistas retiraram a separação de vidro, havia novamente alimento de sobra, mas o peixe achava que tomaria novas pancadas na cabeça e, por isso, não comeu mais. Acabou morrendo de fome num ambiente farto de alimento. 

Isso pode acontecer conosco.

Dependendo de como estamos, é possível perceber a mesma realidade de modo bom ou de modo ruim. 

Nessa experiência do peixe, ele atuou conforme sua percepção da realidade, e não como ela realmente era. Assim também os fatos da vida são a realidade objetiva, mas a maneira como os encaramos é sempre subjetiva, isto é, depende da nossa interpretação individual.  

Então cabe aqui uma pergunta. Olhe para o que você está sentindo agora frente à sua vida. Será que o seu sentimento não resulta de algo parecido ao que ocorreu com aquele peixe? Se sim, o que pode ser feito? 

Interpretar os fatos de outra forma é uma oportunidade muito positiva, porque na maior parte das situações, a desgraça ou a salvação pode só estar no jeito como você enxerga. 

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DESAPEGUE-SE

Abraham Shapiro

Há pessoas que, de tão apegadas, não conseguem se desfazer de estranhos objetos ou de papéis acumulados. E isto é problema. 

Elas guardam, acumulam coisas inúteis e, seus olhos já nem vêem mais estantes desordenadas e gavetas entupidas de bobagens. Talvez nem estejam conscientes de que é uma séria sobrecarga não só de espaço, mas psicológica pois seus efeitos negativos se refletem em muitas áreas da vida e do trabalho.

Lembro-me da conversa entre o empregado e seu gerente:

- Chefe, nossos arquivos estão superlotados, posso jogar fora os que têm mais de 10 anos?

- Sim –  responde o chefe. Mas não se esqueça de fazer cópia de todos eles!

Juntar coisas sem utilidade freia o desenvolvimento pessoal. Geralmente as pessoas que as guardam, o fazem  porque eles estão ligados a lembranças. É uma prisão ao passado. 

Se isto é algo presente na sua vida, o que fazer?

A coisa mais importante é sentir gratidão por tudo o que estes objetos lhe proporcionaram de bom e às pessoas ligadas a eles. Para cada uma delas, guarde uma peça de lembrança significativa. Desfaça-se ou doe o resto para os outros. 

Livre-se do excesso de coisas sem sentido e abra espaço para objetos novos, você estará trazendo para si condições de receber o futuro na sua vida.

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O PIOR DA VIDA E DO TRABALHO

Abraham Shapiro

Quando o Vampeta jogou no flamengo, o time passava por uma crise financeira. Certo dia, o jogador declarou à imprensa algo que fez muita gente rir:

- "Eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo".

A frase aparentemente é simples e sem propósito. Mas, tudo nesta vida tem essência. Por isso,  seu  sentido mais interior é sério e demais grave.

Pense, por exemplo, em quantas pessoas são obrigadas a tolerar torturas emocionais impostas por um patrão tresloucado e estão impossibilitadas de deixar o emprego,  já que nem sempre isto é apenas questão de escolha. E sabe o que elas farão numa circunstância como esta? Elas fingem.

Nas relações interpessoais, como a que existe entre chefe e funcionário, a verdade e a franqueza são os atributos mais importantes. Isto faz o ambiente tornar-se favorável à confiança mútua e afasta a humilhação. Fica mais fácil comprometer-se com o trabalho e com o padrão de desempenho esperado. Com clareza na relação, todos ganham.

Se isto  ocorre em algum nível ou circunstância da sua vida,  saia do fingimento. Assuma vez por todas  a verdade e a transparência na sua conduta, pois, se assim não for, quando menos esperar, você será prisioneiro de situações que não lhe permitirão sequer agir em favor de si mesmo.

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EU LHE DIREI COMO SER REALMENTE GRANDE

Abraham Shapiro

Sabe que você tem infinitas potencialidades internas? Se ainda não, devia saber. 

Quase todo mundo sabe disso. Mas ficam só no saber e nunca agem a respeito.  Este, aliás, é um dos grandes problemas da nossa época, responsável inclusive pela carênciade talentos. 

E para piorar, além de não termos aprendido como usar as nossas potencialidades, damos abertura a que as pessoas interfiram negativamente no nosso modo de ser. Não devíamos. Porque nos distancia da grandeza que podíamos acessar naturalmente ou por esforço. 

É empolgante ver, por exemplo, como um vendedor vai do fracasso ao sucesso em vendas quando deixa de crer numa besteira que um ex-chefe  lhe tenha incutido no pensamento em algum momento do passado. 

Dar ouvidos a palavras que diminuem ou desvalorizam é um péssimo feito contra si próprio. É um autoflagelo sem nenhum propósito que só nos põe no total prejuízo. 

Um rapaz, certa vez, procurou um sábio e lhe disse:

- Sei que sou um tolo, mestre, mas não imagino o que fazer a respeito. O que o senhor me aconselha?

- Meu  filho – respondeu o sábio – se você sabe que é um tolo, isto, com toda certeza, é a prova de que você não é.

Mas o rapaz prosseguiu:

- Então por que é que todo mundo diz que eu o sou?

O mestre o olhou profundamente, e respondeu:

- Bem. Até que você pense ser um tolo, nada há de errado.  Mas quando passa a dar ouvidos aos outros quando lhe chamam de tolo, então também eu não o negarei. Realmente você é um tolo!

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CAMINHE EM DIREÇÃO À SUA META. CAMINHE!

Abraham Shapiro

É importante estabelecer objetivos para a carreira profissional. Mas se você estiver buscando novos alvos, não mire nas estrelas. 

Eu sei que grandes lucros implicam grandes riscos. Mas lembre-se das histórias de fortunas que viraram poeira por causa da ganância por lucros estelares. Elas estão por aí. 

Um atleta não pode pensar em quebrar o recorde mundial cada vez que se põe a treinar. Seu objetivo de hoje deve ser: superar o resultado conseguido ontem.

Na carreira profissional também é assim. 

Uma profissão deve ser construída como um barco para enfrentar fortes tempestades em alto mar. Isto se traduz em necessidades como estudo constante, economia e foco. 

Há momentos de apertos, mas eles não devem causar perda de foco ou desvio de atenção da meta.

Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo. E não foi com herança que ele fez fortuna, mas com inteligência e expertise. Certa vez ele falou: “Eu não tento saltar barreiras de dois metros de altura. Prefiro as de trinta centímetros porque eu as transponho com um simples passo”.

Não complique a sua carreira. Seja simples. Caminhe dia a dia, passo a passo, sem parar, e fique atento a oportunidades. Se você vai por uma estrada sabendo aonde quer chegar, não pare para admirar a beleza de uma árvore ou uma montanha. Siga na direção. Só assim você chegará ao lugar.

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MUDE O RECHEIO E COMA O SEU SANDUÍCHE COM SATISFAÇÃO

Abraham Shapiro

Numa visita de rotina, o presidente da companhia chega ao setor de produção e pergunta para o encarregado: 

- Quantos funcionários estão trabalhando neste setor? 

Depois de pensar por alguns segundos, o encarregado responde: 

- Ah! Mais ou menos a metade do pessoal que o senhor vê aqui.

Isto parece piada. Mas é a realidade de muitas, muitas empresas. 

Uns são comprometidos e engajados. Outros são estáticos e só expressam descaso. 

Nem todo mundo trabalha com foco. E com whatsapp, viber, facebook etc... a coisa tende a ser bem pior. O que não falta são elementos que dispersam a atenção. 

Um dos maiores inimigos do foco no trabalho é a reclamação. Reclamar constantemente e de tudo converte-se em vício, além de ser a principal justificativa para a baixa produtividade. 

Há um caso curioso a esse respeito. 

Um pedreiro em seu primeiro dia numa nova obra, abre a lancheira à hora do almoço e tira de dentro um sanduíche. Antes de comê-lo, resmunga em voz alta: 

- “Sanduíche de mortadela? Detesto mortadela”. 

No dia seguinte a mesma coisa. 

Quando, no terceiro dia, ele repete a ladainha, um colega o interpela: 

- “Por que você não pede à sua mulher que faça um sanduíche diferente?” 

Ao que o rapaz responde: 

- “Impossível, amigo. Porque sou eu quem prepara os meus sanduíches todos os dias”.

É sempre assim. Reclamar é fácil. Mas quase sempre somos nós que criamos as situações de que reclamamos. Nós é que preparamos o sanduíche. Portanto, mudar o recheio está sob o nosso poder... e nunca na conta da reclamação!

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A DECISÃO NOBEL DE MUDANÇA DE VALOR

Abraham Shapiro

Alfred Nobel foi um químico sueco que fez fortuna ao inventar explosivos mais poderosos do que os que existiam então. Ele vendeu sua fórmula a países interessados em fabricar armas. 

Um dia, seu irmão morreu e por engano um jornal publicou o obituário de Alfred identificando-o como o homem que fizera fortuna possibilitando que os exércitos alcançassem novos níveis de capacidade de destruição em massa. 

Nobel teve a oportunidade única de ler a notícia de sua própria morte e constatar as razões pelas quais seria lembrado por todos.

Ele ficou chocado ao pensar que sua vida se resumiria em ser o mercador da morte e da destruição. Decidiu então usar sua fortuna para criar o prêmio que distinguiria as conquistas em vários campos de atividade benéficos à humanidade – e é por isto, não por seus explosivos, que hoje as pessoas o conhecem. Estou falando do Prêmio Nobel da Medicina, da Química, da Física etc.  

No auge do ‘sucesso’, Nobel trabalhava contra a vida e contra a união dos homens.  Quando descobriu que isto é o que ele deixaria para o mundo, dedicou a última parte de sua vida a uma causa que desse outro sentido à sua existência.

Você já parou para pensar que os seus negócios e a sua carreira também podem ser conduzidos com um propósito que não seja só o de ganhar dinheiro e fazer fortuna?

Sim, isto é possível, sem comprometer a eficiência do seu negócio e dos seus resultados. Depende de uma decisão... e de compartilhar isso com as pessoas.

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PODER NÃO É PARA QUEM QUER

Abraham Shapiro

Em 2016 eu tive a oportunidade de participar e acompanhar a elaboração de vários planejamentos estratégicos de empresas.

Alguns me chamaram a atenção. Vi empresas que ficaram todo o tempo centradas em quanto dinheiro querem fazer.  Também vi outras que tiveram seu alvo ?fixado ?em estabelecer metas de margem de ganho, mas destinaram previamente a parcela de investimento com que irão fortalecer seus valores sociais.

Não há nada errado com? ?lucros. Tenho como princípio pessoal – e diretriz nas minhas consultorias – que ?R?esultado ?F?inanceiro é o indicador ?mais realista e completo ?da satisfação de todas as entidades envolvidas em qualquer empresa.

Também não há problema algum em lutar pelo sucesso, assim como pelo poder de influenciar acontecimentos e pessoas.  Ao contrário. ?Os indivíduos que se sentem impotentes e frustra?m-se por isso?? são mais perigos?o?s para a sociedade do que ?o?s que conhecem os efeitos de sua influência,  pois serão capazes de, no desespero, fazerem coisas terríveis para obrigar os demais a levá-los a sério.

Eu gosto de dinheiro e também me afeiçoo do Capitalismo. Em contrapartida, sinto haver muita coisa que não cai bem à perseguição obstinada por faturamento e lucro. Uma delas é afastar empresas e negócios de seu “porque” e não proporcionar ao cliente uma experiência emocional de consumo – o que é vital para a manutenção de muitos negócios.

Buscar exclusivamente lucro e poder sem responsabilidade e valores pode deixar quem os almeja numa posição em que a única coisa pior do que não atingi-los seja alcançá-los.?

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PERDIDO NA FLORESTA

Abraham Shapiro

Muitos empresários creem existir soluções prontas e certas para os problemas de seu dia a dia. Talvez por isso deixem ao segundo plano a meta de formar uma equipe de trabalho que, com eles, fortaleça seu negócio e o solidifiquem no médio e longo prazos.

Pouquíssimos homens de negócios se preocupam em identificar pessoas com caráter e  competências  suficientes para trilharem junto deles a rota rumo ao sucesso.   Todo mundo quer isso, mas não sabe como fazer.

Ouvi uma história que se aplica à compreensão do que eu desejo comunicar aqui.

Um homem saiu para uma caminhada na floresta e se perdeu. Andou horas e horas tentando vários caminhos, porém nenhum o levava à saída. De repente, ele vê outro homem ao longe e pensa: "Graças a D-us, uma pessoa por aqui!" Então ele grita: 

- "Ei! Você pode me mostrar o caminho de volta para a cidade? 

E o outro responde: 

- “Não. Eu também estou perdido. Mas podemos nos ajudar um ao outro. Eu lhe mostro os rumos que já tomei sem sucesso e você me mostra os seus. Isto vai nos auxiliar a encontrar o caminho da saída juntos".

Hoje eu estou convencido sem qualquer dúvida que é assim que se forma uma equipe: 

1º. Reconhecendo que ninguém tem resposta a todas as perguntas – por mais experiência e conhecimento que tenha juntado, e 

2º. Ouvindo com humildade e simplicidade as boas e más experiências dos demais a fim de colocar tudo no “liquidificador de ideias” e obter o consenso útil e viável à superação dos obstáculos. 

3º. Identificando pessoas dispostas a um trabalho sistemático ao bom e velho estilo: “a prática traz a perfeição” ou “é trabalhando duro que se chega lá.” 

Se você acredita nisso, pense a respeito e aja.

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VOCÊ ESTÁ NA PRISÃO... E NÃO SABE!

Abraham Shapiro

Reportagem em edição recente da revista Veja entrevistou um especialista em inovações digitais. Seu nome: Tristan Harris –  32 anos, da área de tecnologia nos Estados Unidos, atuou na Apple, no Google e outras gigantes. 

Há três anos ele se dedica a uma análise detalhada de como os produtos das empresas do Vale do Silício são desenvolvidos e descobriu que eles não têm como prioridade auxiliar as pessoas a ganharem mais tempo para si. Pelo contrário. Eles visam sequestrar o tempo dos usuários. 

Após ler a matéria, classifiquei o tema como de alta gravidade e importância por tratar-se de um alerta sobre os perigos destas inovações e, como mostrado na entrevista, há riscos comprometedores por trás de ferramentas como o Facebook e outras chamadas mídas sociais.

Isso explica a baixa produtividade e a má gestão idividual das pessoas e dos grupos de trabalho, a exemplo de um vendedor com quem convivi por todo um dia a fim de orientá-lo a estabelecer regras de planejamento de suas metas e o vi preocupado o tempo todo em dar respostas a mensagens que chegavam minuto a minuto. 

Conheço outros que, sob a desculpa de usarem o Whatsapp para a comunicação de baixo custo, gastam mais de 50% de seu tempo de trabalho dedicados a grupos de conversas fúteis, de humor, de situações aleatórias, quando não de promiscuidades e temas moralmente questionáveis.

E o pior de tudo isso é que, ao fechar o mês, eles se lamentam e choram por ganharem mal. 

Talvez esta seja a situação ideal em que se encaixe perfeitamente aquela célebre pergunta: “Qual é o problema verdadeiro a ser resolvido?”, ou talvez: “Por que, de fato, não se alcança resultados?”

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