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LIVRAI-ME DA TOLICE E DA ESTUPIDEZ!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Olho para as pessoas e sinto muito por ver tolices demais. Muitas agem sem pensar nas consequências de seus atos. Agem – sem causa, nem ideia.

Com um mínimo de raciocínio e análise, dores e estragos poderiam ser evitados.  Humildade e prudência ajudariam também. Mas existe algo mais poderoso que isso: é aconselhar-se com pessoas mais velhas e confiáveis.  Quem buscou este recurso, aprendeu a superar uma montanha de tendências à estupidez na vida e tornou-se líder em sua geração ou, na pior das hipóteses, um ser humano melhor.

Hoje em dia, quem se interessa por tomar conselhos?  Acham que tiraria a liberdade de viver as próprias experiências. Acontece que nem tudo pode ou deve ser aprendido pela experiência. E há exemplos definitivos. Eu me contento em seguir o conselho dos médicos e estudiosos a não viver a experiência da Aids ou do câncer no pulmão causado pelo tabagismo.

Igualmente, evito dores e trevas quando observo, quando me informo,  quando estudo ou pesquiso. Mas nada disso supera a eficácia de uma conversa sincera e aberta com quem já viveu antes de mim e conhece coisas que eu não precisaria repetir na minha própria pele – só se eu optasse em ser um tolo.

Por que apostar todas as fichas nas minhas crenças e vieses pessoais? Eu desejo me autoaprimorar,  vencer o meu egoísmo e todas as minhas imperfeições naturais. Por isso eu me aconselho e ouço os mais velhos.

Dê você também crédito às palavras de quem está anos, ou talvez anos-luz,  à sua frente. 

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A VERGONHA DE FALAR COISAS SEM SABER

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Certa vez, um diretor chegou até mim e solicitou-me que lhe desse um feedback de 360 graus a seu respeito. Eu me surpreendi com o pedido porque demonstrava que ele não fazia ideia alguma do que me pedia.

Aliás, isso é típico na nossa sociedade, especialmente em empresas. O pessoal não estuda, mas quer parecer bem informado; ouve um fulano qualquer citando, por exemplo, feedback de 360 graus, gosta da expressão, e sai por aí cometendo dois grandes pecados –  o primeiro:  não perguntar a fim de  saber; e o segundo: não pesquisar.

Ele/ela acha que sabe, e em seguida sai por aí falando como se dominasse o tema. Um dia, cai do cavalo e passa vergonha desnecssariamente.

Em rápidas palavras, feedback de 360 graus não advém de um só personagem, mas de todos aqueles com quem a pessoa se relaciona na empesa - ou em qualquer sistema de que faça parte. Ele é a soma dos feedbacks emitidos em todos os níveis do organograma - acima, abaixo e "dos lados"  do colaborador em referência. Há empresas que acrescentam, até, fornecedores, parceiros e outras instituições externas com alguma relação com o fulano.

Agora que você já sabe, por favor, use o conhecimento mínimo corretamente. Por isso, agora e sempre será prudente pesquisar um pouco para saber mais.

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FAÇA A SORTE SORRIR PARA VOCÊ

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Como está o seu desempenho no trabalho? Não consegue deslanchar na sua função e produzir resultados?

Isto lhe faz pensar que mudar de posição, de área ou mesmo de empresa resolveria?

Eu lhe direi francamente: - Está errado!

Se este é o cenário em que você se vê, hoje, muito cuidado. Mudar de lugar ou de ambiente não resolverá! Mude, sim, de ideia, de pensamento... e depois, de comportamento.

Sinto dizer que, por ora, você “está incompetente”.

Calma! Incompetência não mata. Mas requer tratamento para que tenha cura.

Mudar de lugar ou de função só fará você  constatar que a sua incompetência irá junto, como que grudada em você.

Só se resolve  incompetência com estudo, dedicação, trabalho duro, aprimoramento,  boas práticas e todos os sinônimo destas expressões. Com palavras simples:  treinamento, capacitação e mudança de atitude.

Caso você insista em achar que  não produz resultados por falta de sorte ou pelo fato do seu chefe não gostar de você, reflita  numa máxima do grande Thomas Jefferson, importante personagem da História dos Estados Unidos: “Eu acredito muito na sorte. E quanto mais duro trabalho, mais sorte eu tenho”.

Amplie a sua competência e você verá que, enfim, a sorte lhe sorrirá, porque a incompetência é como um incêndio – quanto mais se demora a agir, mais ela destrói.

 

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CIRURGIÃO ATRAVÉS DE LIVROS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ouvi um empresário dizer a um de seus funcionários:

- “Eu não preciso de formação alguma. Aprendo e faço qualquer coisa que eu desejar ou precisar. Se tiver de fazer uma cirurgia cardíaca, por exemplo, eu vou descobrir quais são os dez melhores livros do mundo desta área, estudá-los e  farei a tal cirurgia!”.

Eu não suportei tamanha petulância. E mesmo convicto de que nunca devo permanecer diante de um bode, atrás de um jumento, ou a qualquer lado de um tolo, dei o meu palpite:

- “Creio que, mesmo lendo todos os livros já escritos nesse planeta sobre como tocar piano, você jamais interpretaria uma sonata de Beethoven ou uma Fuga  de Bach. Nem  a mais simples delas!”

Eu acredito no autodidata – pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.

O autodidatismo é alvo de estudos acadêmicos devido especialmente à expansão dos sistemas educacionais online. Tais estudos visam a compreensão das práticas pedagógicas, a relação entre o uso de tecnologia e a concepção de conhecimento e educação envolvidas no processo.

Dentre autodidatas famosos, podem ser citados o 16º presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, os escritores Ray Bradbury, Machado de Assis e o polímata Leonardo da Vinci.

Gosto muito de ler e fui criado no meio de montanhas  de livros. Mas já vivi bastante para saber que tudo o que se faz neste mundo requer teoria, prática, sensibilidade e uma boa dose de repetição, de modo a levar os resultados desde o nível medíocre até ao da máxima expertise. É assim com o cirurgião, com o músico instrumentista, com o lapidador de diamantes, com o designer, o pedreiro, o marceneiro ou o mecânico.

E por estes comentários, acabo de declarar a razão por que não vejo com bons olhos jovens recém-formados ocuparem a posição de professores universitários. Se eles realmente forem bons, só o serão na teoria. E teoria nas áreas profissionais, como todos sabem,  é, na melhor hipótese, a terça parte de tudo o que se deve saber.

 

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DEPOIS DE GANHAR TUDO, O QUE REALMENTE IMPORTA?

TEXTO DE ABERTURA DA SÉRIE ZEITGEIST, O FILME*

Minha avó era uma pessoa maravilhosa. Ela me ensinou a jogar banco imobiliário.

Ela percebeu que o objetivo do jogo é adquirir.

Acumulava tudo o que conseguia até se tornar dona do tabuleiro. E então me dizia sempre a mesma coisa:

- “Um dia você vai aprender a jogar...”

Certo verão, joguei Banco Imobiliário quase todos os dias, o dia inteiro. E naquele verão aprendi a jogar. Percebi que só podemos ganhar se nos dedicarmos totalmente à aquisição. Percebi que o dinheiro e a propriedade são a única forma de marcar pontos. E no final daquele verão já era mais impiedoso do que a minha avó. Estava pronto para ganhar o jogo de qualquer um.

No outono, sentei-me com ela para jogar. Fiquei com tudo o que ela tinha.  Eu a vi dar-me, para o meu maior prazer, seu último dólar e desistir, totalmente derrotada.

E então ela tinha mais uma coisa para me ensinar. Ela disse:

- "Agora tudo vai voltar para caixa: todas essas casas e hotéis; todas as ferrovias e empresas públicas; todas essas propriedades e todo esse maravilhoso dinheiro vai tudo voltar pra caixa. Nada disso foi realmente seu. Você ficou todo orgulhoso por causa disso. Mas o jogo já estava aqui muito antes de você decidir jogar. E vai estar aqui depois de você partir. Jogadores vão e vêm. Casas e carros, títulos e roupas, até mesmo o seu corpo. Porque o fato é que tudo o que consigo, consumo e acumulo vai voltar para caixa e eu vou perder tudo. Por isso você tem que perguntar para si próprio quando finalmente conseguir a maior das promoções, quando comprar o maior dos bens, quando comprar a maior das casas, quando tiver acumulado segurança financeira e subido a escada do sucesso até o mais alto degrau a que lhe é possível chegar, e a emoção se acabar – e vai acabar – ...e depois? Até onde você precisa ir para perceber aonde esse caminho leva? Com certeza você compreende que nunca terá o suficiente. Por isso, terá que perguntar-se a si mesmo: o que realmente importa?”

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Filme de 2007 produzido por Peter Joseph que aborda temas como cristianismo, os ataques de 11 de setembro e a fundação do Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).  Foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007. 

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TEM CERTEZA DE QUE VOCÊ É FELIZ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo é o norteamericano Mel Fisher. Ele passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que após cada descoberta, ele sentia-se extremamente feliz, mas depois vinha uma depressão que o lançava uma nova ‘caçada’.

Lendo sua história, eu pensei: por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’.

Mas a nossa vida humana tem um propósito. Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados.

Para que uma pessoa tenha autoestima. A palavra ‘estima’ vem do latim. Significa avaliar ou ‘medir o valor’.

Já observou como atribuímos valor às coisas?

Eu tenho um belo relógio de parede. Seu mecanismo está quebrado há muito tempo e não tem conserto. Mas eu o mantenho ali porque é uma peça que tem valor estético. Combina com a mobília da minha sala.

Mas quando o  meu abridor de latas quebra, eu me livro dele imediatamente. Não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não vale mais nada para mim.

Eu acho que maioria de nós não pode realmente pensar em si próprio como tendo um grande valor estético. Assim, só temos a oportunidade de sermos ‘funcionais’ para que façamos a nossa autoavaliação.

Então: “Qual é a nossa função?” “Para que servimos?”

O modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida chama-se Hedonismo.  Será que alguém conseguiria gratificar seus desejos físicos de modo a que isso fosse o sentido de sua existência por toda a vida?

Em outras palavras, o que poderia um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida se intrometesse em sua consciência? Seu único recurso seria tentar se esquivar destes pensamentos, talvez usando algum entorpecente, álcool etc.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado?

Eu tenho para mim que uma das respostas encontra-se numa questão. E ela é: “pelo que vale a pena morrer?” Só quando sabemos isso é que temos claro e inequivocamente “pelo que vale a pena viver”.

E a minhca convicção é de a única meta que preenche esta inquietante pergunta é espiritual.

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MINDFULNESS: NOVA MODA CORPORATIVA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Estamos novamente convivendo com mais uma moda corporativa.  E ela se chama:  mindfulness. Seus ferrenhos pregadores dizem ser a via rápida para uma liderança melhor.

Mindfulness é um método para mudar o foco da atenção “para dentro” do ser humano a fim de observar pensamentos, sentimentos e ações sem julgamento ou interpretação. A tradução da palavra inglesa seria: “atenção total”. É uma forma de “meditação”.

Mas será que isso traz tantos benefícios quanto os fanáticos da novidade querem nos fazer acreditar?

Para começar, é preciso entender que a tal mindfulness não é milagre. É óbvio que mais foco no trabalho aumenta a produtividade, melhora resultados em projetos e facilita as condições de gerenciar crises com mais confiança. Ou seja, qualquer pessoa que faça o que quer que seja com a consciência máxima de seu propósito terá grandes benefícios como resultado, inevitavelmente. Sim, especialmente nos dias de hoje quando as pessoas, em geral, trabalham sem concentração. Portanto,  atitudes muito simples e práticas farão por qualquer indivíduo o que todos esses livros e artigos em revistas querem comunicar como uma nova religião.

Quer saber?  Novamente fuja da moda. Caminhe contra a manada.  Busque aprender o que você ainda não sabe, praticar, aperfeiçoar-se naquilo que você faz implementando valores elevados e seriedade.

Alcance metas e cumpra os seus compromissos. Isto sempre funcionou e jamais deixará de ser a base da eficácia de qualquer profissional.

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ABSURDOS DE TODOS OS TEMPOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

"Voar com máquinas mais pesadas do que o ar é inviável e insignificante, se não impossível". Simon Newcomb disse isso em 1902. Ele era astrônomo convencido a visionário.

"Mulher responsável e sensível não deseja votar". Esta frase foi dita por Grover Cleveland, o 22º presidente dos Estados Unidos, em 1905.

A Federação Americana dos Transportes publicou uma nota, em 1913, em que se lia: "É um sonho patético imaginar que automóveis irão tomar o lugar das ferrovias em viagens de longa distância".

Harry Warner foi um dos fundadores da Warner Brothers Pictures. Sabe o que ele considerou sobre colocar voz nos filmes mudos em 1927? Leia você mesmo: "Quem, diabos, vai querer ouvir um ator falar?"

“A energia produzida pela desintegração de um átomo é algo muito insignificante. Quem espera obter uma fonte de energia da fissão desses átomos está dizendo bobagem.” Ernest Rutherford, descobridor do núcleo do átomo e Prêmio Nobel de Química.

A frase campeã deste ranking foi dita por Thomas Watson, o grande presidente da IBM mundial:  "Creio que no mundo exista mercado para apenas uns cinco computadores."

Lendo isso, talvez a gente pense que essas pessoas eram estúpidas.  Não, em absoluto. Elas eram grandes especialistas em suas áreas. A explicação está no quanto seus modelos mentais eram sólidos. Assim, o mesmo pode ocorrer com você e comigo sempre que acharmos estar certos ou ter razão a respeito do que sabemos, já que até a igreja católica matou pessoas inocentes pelo crime de simplesmente questionar seus dogmas e crenças - o caso de Giordano Bruno é um dos exemplos mais emblemáticos.

Sócrates, o filósofo, nos ensinou a sair em busca de situações ou contextos em que as nossas crenças não sejam verdadeiras, pois, estar enganado é uma possibilidade sempre presente na maior parte das convicções que mantemos. Daí o benefício da pesquisa, do conhecimento e, mais que tudo, de ouvir com calma o que os outros dizem e pensam, sem pressa de julgar ou condenar.

À procura da verdade, questionar é superior a ter respostas e fiar-se em crenças que excluem de cara o novo e o diferente.

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MOTIVO E SENTIDO DA VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Em 1967, paraquedistas israelenses capturaram a Cidade Velha de Jerusalém e abriram caminho até o Muro das Lamentações.  Este lugar é o ponto focal da fé judaica. É a muralha cujas pedras compuseram o local mais sagrado de seu povo, o Templo de Salomão. 
Muitos dos soldados religiosos daquele pelotão, tomados de emoção poderosa, encostaram-se no Muro e começaram a rezar e a chorar. Um pouco afastado deles havia um soldado não religioso que também chorava. Seus colegas acharam estranho que um não observante das leis estivesse aparentemente na mesma sintonia dos religiosos, e lhe perguntaram: 
- “Por que você está chorando?” 
E o soldado respondeu: 
- “Eu choro por não saber por quê eu devia chorar!”

Uma das situações com que mais me deparo na orientação e aconselhamento de executivos é a dissonância entre vida e trabalho. Mesmo com evidente sucesso profissional e financeiro, alguns olham pela janela de seus jatos particulares e se perguntam: “Para que serve tudo isso?”. Outros, após horas em reunião, dizem: "O que estou fazendo aqui? Onde foi parar a esperança que eu sentia antes?"
O que eu lhes mostro é que, sem significado ou propósito que traga grandeza a seu destino,  os problemas que enfrentam ao deparar-se consigo mesmos e com as questões existenciais serão sempre maiores e mais difíceis do que traçar uma estratégia para seus negócios. E não por acaso, quando encontram esta razão,  tornam-se  mais eficientes como executivos e como seres humanos também. 
Aquela cena do paraquedista em Jerusalém é uma realidade intrigante e simbólica. Sem razão e sentido de viver, o homem chora pelo simples fato de não saber sequer se a vida tem ou não motivos porque chorar.

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A PARÁBOLA DA VERDADE E A MENTIRA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Parábola que recebi de um querido amigo.

Certa vez, a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade: 
- Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva e havia pássaros cantando. Ao ver que realmente tratava-se de um bom dia, respondeu à  mentira:
- Bom dia, dona mentira. 
A mentira prosseguiu:
- Está muito calor hoje.
E a verdade percebendo que a mentira estava certa pela segunda vez, relaxou. 
A mentira então convidou a verdade para um banho no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
- Venha Verdade, a água está uma delícia. 
E assim que a verdade, sem suspeitar, tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água,  vestiu-se com as roupas da verdade e foi-se embora.
A verdade, por sua vez, recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira. E por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar pelas ruas e vilas. 
E desde então, é por isso que, aos olhos de muita gente, é mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.

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DUAS HISTÓRIAS QUE FAZEM PENSAR... OU CHORAR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude 

História Número 1

Há muitos anos, Al Capone “possuía” Chicago. Possuía, sim, sem exagero. 

Capone não era famoso por algum ato heróico. Foi notório por empastar a cidade com contrabando, bebida, prostituição, assassinatos e toda sorte de crimes.

Capone tinha um advogado cujo apelido era "Easy Eddie". Eddie era um profissional muito bom! Sua habilidade em manobrar as brechas da lei foi a razão de Al Capone manter-se fora da prisão por muito tempo.

Para mostrar apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Ele e a família, por exemplo, moravam em uma mansão super protegida e dotada de todas as conveniências possíveis. A propriedade ocupava um quarteirão inteiro de Chicago.

Eddie vivia a vida social da alta roda da cidade, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta. No entanto, tinha um ponto fraco: um filho a quem amava intensamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada poupava pelo rapaz. Preço nunca foi impedimento. E, apesar de seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou ensinar o certo e o errado ao filho. Queria que seu filho se tornasse um homem melhor do que ele. Assim mesmo, com toda riqueza e influência, ele estava consciente de que não podia dar duas coisas ao filho: um bom nome e bons exemplos.

Certo dia, Easy Eddie chegou a uma difícil decisão pela qual acreditou corrigir as injustiças de que tinha participado. Decidiu que iria às autoridades e contaria toda a verdade sobre Al ‘Scarface’ Capone, limpando seu nome manchado e oferecendo ao filho algo próximo da integridade. Para isso, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria alto. Ainda assim, ele testemunhou.

Poucos dias após, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio numa rua de Chicago. A seus próprios olhos, porém, ele dera ao filho o maior de todos os presentes que podia, ao  mais elevado preço. 

A polícia encontrou em seus bolsos um rosário, uma medalha religiosa e um poema recortado de uma revista que dizia: "O relógio de vida recebe corda apenas uma vez, e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão –  se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento".


História Número 2

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Certo dia, seu esquadrão foi enviado a uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém havia esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio.

O líder do voo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutante, ele saiu da formação e iniciou o percurso de volta à frota. 

Quando voltava ao navio-mãe, viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana.

Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do inimigo.

Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira. Afastando todos os pensamentos sobre  sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50 mm, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro.

Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios a voar.

Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção. 

Profundamente aliviado, Butch O'Hare e  seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada, ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.

Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942.  

Por aquela ação, Butch se tornou o primeiro ás da Marinha Americana na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo, com apenas 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste autêntico herói da 2ª Guerra desaparecesse. Hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.

Assim, se por ventura você passar pelo  O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e sua Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que estas duas histórias têm em comum? Butch O'Hare era o amado filho de Easy Eddie. Ou seja: somos o espelho para os nossos filhos. Somos, na verdade,  o exemplo para todos com quem lideramos e influenciamos através dos nossos atos.

 

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MÃO NA MASSA É A RESPOSTA

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude


Contam que durante uma entrevista, o repórter perguntou a Bill Gates, fundador da Microsoft, como ele ficou rico e importante. Gates deu uma resposta clichê ou politicamente correta, do tipo :"Fiz a coisa certa, no lugar certo e na hora certa." Depois de alguns segundos, no entanto, ele refletiu e completou sua resposta, dizendo:

- “Quando eu tive as minhas ideias e visões, havia centenas de pessoas em todo o mundo que pensavam e desejavam fazer o mesmo que eu. Mas a minha energia me impulsionou a tomar uma atitude rápida, e o meu entusiasmo me fez agir na prática. Eu acredito ser esta a explicação mais real do meu sucesso”.

Energia elevada pode não ser tudo na solução dos problemas, mas somada ao entusiasmo e depois canalizados à ação é a única receita de como realizar coisas incríveis neste mundo.

Nós somos facilmente induzidos a pensar que um bom plano ou estratégia é o que faz tudo acontecer. Não. Isso não é verdade. E pensar assim faz mal.

O planejamento é parte importante de muitas coisas da vida e do trabalho. Mas a concretização depende de agir, de pôr esforço em efetivar o que se planejou. E me permita a insistência, refiro-me a muito esforço.

Lembro-me da história de certa pessoa que chegou a um fazendeiro cujas vacas leiteiras eram campeãs de produtividade em seu estado, e lhe perguntou:

- “Quantos litros de leite, em média, as suas vacas dão por dia?”

E o produtor respondeu:

- “Elas não dão nem um litro. Eu é que tenho de acordar muito cedo - esteja frio, chovendo ou fazendo calor - e ordenhar uma por uma. Se não a produção é zero”.

Creio incondicionalmente em que tudo na vida enquadra-se à resposta deste produtor leiteiro.  

Se você pensa que realização e sucesso são um presente do destino, desfaça-se deste viés agora mesmo. É o que eu disse: um viés. E pernicioso. Você é quem terá de lutar por sucesso em tudo o que imaginar e fizer, com energia, entusiasmo, suor e persistência. Haverá quedas e você terá de levantar-se depois de cada queda. Terá de acordar cedo, dormir tarde, planejar, refazer os planos nas etapas que não derem certo etc. Não sendo assim, nada acontecerá. 

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NINGUÉM PENSA EM VOCÊ... ENTÃO VIVA!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Acabo de ler um livro que clareou muitas dificuldades pessoais e de clientes com as quais me defronto como consultor. 

O livro diz: 

“O que quer que aconteça com você, não tome como pessoal. Se eu o vir na rua e disser: ‘Você é um estúpido’ sem conhecê-lo, não estarei falando de você. Na verdade estou falando de mim mesmo. Se você levar para o lado pessoal, talvez acredite ser estúpido e diga a si mesmo: ‘Como ele sabe? Será que todos percebem que sou estúpido?’.

Quando você concorda com o que lhe dizem, você o confirma. 

Saiba de uma coisa definitivamente: nada do que os outros fazem é motivado por você, e sim por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio mundo, em sua nuvem mental pessoal. Elas estão num universo completamente diferente daquele no qual você e eu vivemos. Quando leva algo para o lado pessoal, você presume que os outros sabem o que se passa no seu universo e tenta impor o seu universo ao deles.

Mesmo quando uma situação parece pessoal ou que os outros o insultem diretamente, não tem nada a ver com você. O que eles dizem, o que fazem e as opiniões que emitem, estão de acordo com os pensamentos e desejos deles.”

O livro se chama: Os Quatro Acordos, e o autor é Miguel Ruiz.

Se me permite, vou concluir: levar as coisas para o lado pessoal é tomar o lixo emocional de outrem para si. Não se permita intoxicar-se.  

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QUER QUE TODOS ENTENDAM? ABRA CAMINHO NA FLORESTA MENTAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Há poucos dias participei de uma reunião na qual o diretor comunicou a todos os presentes que certo gerente apresentaria um plano. O tal gerente chegou, sentou-se à mesa, e para surpresa geral não tinha conhecimento algum da incumbência mencionada.  Estava completamente por fora. 

Quantas vezes isso acontece em muitas empresas!

Eu me sentiria desconfortável se tivesse de ensinar a um diretor os passos recomendados para a transmissão de uma ideia a seu staff. Isso é coisa muito básica que ele devia saber com maestria. Mas desgraçadamente não é assim. O fato de ser um diretor muitas vezes nada diz sobre competência.

É infeliz e triste constatar que o sujeito pensa, e no instante seguinte, imagina que suas ideias foram transmitidas por telepatia aos demais, como em bons filmes de ficção. Não é assim. Nunca foi. 

Por favor, conheça a seguir uma sabedoria maravilhosa, e você jamais incorrerá nessa tola ilusão. A sua mente, assim como a da maioria dos seres humanos, é uma nuvem de pensamentos onde mais de mil vozes falam ao mesmo tempo. Imagine, então, como será com indivíduos que não têm objetividade, nem interesse e nem foco!  

Se você deseja ser ouvido em qualquer ocasião, antes de tudo abra caminho na densa floresta mental do seu interlocutor.  A ferramenta ideal para isso chama-se clareza. E depois prepare-se para talvez ter que repetir mais uma ou duas vezes absolutamente tudo o que tiver dito. 

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VAIAS OU APLAUSOS? COMO DECIDIR?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Na entrada, todo mundo aplaude. E ao final? (Isso é o que ineressa.)

Foi ministrado um treinamento na empresa. Todos os funcionários adoraram. Mas depois, nada mudou. 

Deixemos claro um detalhe. O objetivo de um treinamento é “mudar o comportamento de quem será treinado”.  Sem mudança de atitude, nada foi abstraído ou aprendido. Logo, este treinamento foi nulo. O que vale é o resultado. E mensurável!

Existem palestras que realmente injetam energia, alegria e entusiasmo na audiência. Todavia, logo depois todos estes efeitos passam, evaporam ou saem no suor.  Melhor seria assistir a um filme.  Há tantos que ajudam a mudar pontos de vista e deixam as pessoas alegres. E custam bem mais barato.

Treinamentos devem ser formulados de acordo com a necessidade e a realidade das pessoas que deles carecem a fim de ser melhores. As mudanças que eles deverão promover são seu propósito –   seja uma simples prática de atendimento ao telefone ou balcão até o pilotar de uma nave espacial.  Se após o treino não houver essas mudanças, tudo não passou de mais uma inútil sessão de bla bla bla.

O que importa não são os aplausos na entrada - isso é comum e gentil da parte de todos.   De meus vinte anos em consultoria, raros foram os palestrantes e treinadores que mereceram, de fato, aplausos por efetivamente mudar comportamentos. A grande e massacrante maioria deles devia, sim, ter sido vaiada ao final.  

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EPIFANIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


O que você sabe sobre um termo bastante em uso ultimamente? Você o ouvirá em filmes, séries de tevê, textos de filosofia de negócios e outras situações. Estou falando de ‘epifania’.

Não entrarei no sentido religioso da palavra, mas em sua utilidade para o dia a dia, especialmente para pessoas que se interessam por falar a coisa certa no momento certo – que é o seu e o meu caso, não?

Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Indica que alguém encontrou finalmente ‘a última peça do quebra-cabeça’ e agora pode ver a imagem no todo. De um modo simples: é quando um pensamento inspirador e iluminante acontece.

Na língua inglesa, você ouvirá alguém dizer: "I just had an epiphany", ou: “Eu acabo de ter uma epifania”, indicando que nesse instante ocorreu à pessoa um pensamento considerado único, de uma natureza quase sobrenatural.

E se você deseja aumentar as suas chances de viver não uma, mas várias epifanias, compartilho a experiência pessoal.

Eu aprendi com os meus acertos e erros – que são muitos – que nós somos o que pensamos. Desde então, mudei a mensagem interior da minha mente por algo constantemente energizante e inspirador. Abandonei a tendência ao negativo.  Foi difícil no começo, mas consegui.  

Um excelente começo consiste em  apreciar as coisas boas e positivas que tivemos ao longo da vida. Nem tudo foi bom, eu sei. Porém, os melhores momentos não servem só para deixar saudades, mas são grandes mestres para o tempo presente.

Adicione a isso a leitura de livros inspiradores, palestras –  há tantas excelentes no Youtube –, bons programas de tevê, rezar, conversar com pessoas sábias, tudo isso são engrenagens de um mesmo sistema que, juntas, produzirão uma pessoa melhor em cada um de nós – se fizermos disso um hábito. Em resumo, pare de sofrer com ideias negativas.

Pois bem. Agora que você já sabe o que é epifania, resta-me apenas  desejar que ela não falte a cada decisão que você desejar ou precisar tomar – seja na vida ou nos negócios.

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A RELATIVIDADE ESTÁ EM TUDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Tudo, realmente, é relativo. Mas frequentemente nós não consideramos  a relatividade das situações e julgamos de acordo com o nosso ponto de vista particular, como se fôssemos absolutos.

Um mecânico está desmontando o cabeçote do motor de uma moto, quando chega à oficina um famoso cirurgião cardiologista para tratar de um serviço em sua própria moto. 

Curioso pelo trabalho do mecânico, o médico o observa atento, quando o rapaz lhe diz:

- “Doutor? O senhor me permite fazer uma pergunta?" 

O cirurgião, surpreso, consente e lhe dá atenção. O mecânico então diz: 

- "Veja este motor. Eu o abro, tiro as válvulas, retifico as paredes, restauro, monto tudo, fecho e ele fica novinho. Porém, eu ganho bem menos do que o senhor consegue em uma única cirurgia. O nosso trabalho é praticamente o mesmo! Por que essa diferença?”

O cirurgião sorri, inclina-se e fala baixo para só o mecânico escutar: 

- "É fácil entender. Tente fazer tudo o que você disse com o motor funcionando!"

Conclusão: "Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a sabedoria da vida e muda todas as perguntas".

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NÃO É POSSÍVEL? OU IMPOSSÍVEL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Nem todo sonho que se julga impossível  é impossível. Talvez ainda não seja possível, porém, eu não direi ser impossível.

Nesta situação aparentemente comum o conceito pode fazer toda a diferença.

Possível você sabe é aquilo que está ao alcance de ser feito. Mas confundir ‘o que não é possível’ com ‘impossível’ é um erro. 

Impossível, por exemplo, é ser eterno nesta vida. Impossível é uma pessoa voar batendo os braços.  Impossível é você se levantar do chão puxando os próprios cabelos.

Já, se você não tem os recursos para comprar o seu carro novo hoje, isto ainda não é possível. Mas poderá ser,  tão logo você junte o dinheiro necessário. Então, não é impossível.

Se você tem o sonho de ter uma empresa, já planejou, mas ainda falta o capital, está claro que não é possível implantá-la neste momento. Contudo, não é impossível.  Com esforço, visão de viabilidade e relacionamentos, você poderá fazer dos seus planos de empreendedor algo perfeitamente possível. 

Cuide do uso das palavras. Elas determinam o jeito como você pensa. Então, empregue-as de modo a facilitar a vida, e não a complicá-la além do que já é.

‘O que não é possível’ é bem diferente e distante de ‘impossível’. 

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UMA HISTÓRIA SOBRE A LIBERDADE DO AMOR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Certa vez, o índio guerreiro Sioux 'Touro Valente' e a bela 'Nuvem Branca' chegaram à tenda do pajé da tribo e lhe pediram: 

- “Nós nos amamos e queremos nos casar. Buscamos o seu conselho para que sejamos felizes.”

O velho, emocionado, ao vê-los ansiosos por sua palavra, lhes diz: 

- “Há algo a ser feito, sim, em favor de vocês, ainda que difícil. Você, Nuvem Branca, suba  ao monte do norte e, no prazo de três dias, capture o falcão mais forte. Traga-o aqui, com vida. E você, Touro Valente, escale a montanha ao sul. No topo dela encontrará o ninho das águias. Apanhe uma delas e traga-a viva para mim também em três dias!”

Os jovens se abraçaram e partiram para sua missão. 

No dia estabelecido, os dois chegaram à tenda do pajé. 

- “Aqui estão as aves” – disseram eles. 

E o velho ordenou: 

- “Amarrem uma das patas de cada ave entre si com esta fita de couro e depois soltem-nas para que voem livres”. 

Eles fizeram o que foi ordenado. Porém, a águia e o falcão não conseguiam levantar voo. Irritadas, elas se bicavam como que pudindo a outra pelo insucesso de seu voo. 

Então o velho disse: 

- “Jamais esqueçam o que vocês viram agora. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão se arrastando, como culpando-se mutuamente por não voar.” 

Então o pajé cortou a fita de couro e liberou as aves:

- “Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, porém nunca amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela voe com as próprias asas”.

Moral da história: Respeitar o direito que todas as pessoas têm de voar rumo ao próprio sonho é a principal lição a ser aprendida quando se busca saber que somente livres elas são verdadeiramente capazes de amar. 

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VIRE ESPECIALISTA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você gosta de ler? Busca conhecimentos na Internet, em jornais, revistas?

Que ótimo! 

Você me permite compartilhar uma experiência pessoal? Então pense nisso. Após ler tudo o que o(a)  atrai ou parece importante, não pare aí. Questione-se sobre algo fundamental: - Entendi bem?. - Como aplicar? - Como pôr em prática? 

A etapa mais difícil de qualquer estudo é entendimento e depois praticar. Sabe por quê? É aí que está o poder da transformação de conhecimento em desenvolvimento real e sólido, em transformação. 

Normalmente as pessoas acham que o fato de ler já é grande coisa. Não há dúvida de que, havendo compreensão, a leitura instrui e abre a mente; cria e amplia o acervo mental. Mas é o efeito prático disso que produz frutos. 

E para chegar à prática, qualquer um deve conscientizar-se de que converter conhecimento teórico em "utilidade" é o que promove mudança de hábitos, quebra modelos mentais viciados e aumenta a produtividade. Efetivamente!

Eu penso de verdade e me arrisco a dizer que o mais eficiente e rápido atalho para tornar-se um expert e ter valor profissional referenciado é: estude e pratique tudo o que o(a) atrair. 

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