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NÃO SOFRA EM VÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Dois amigos estavam hospedados num mesmo quarto de hotel.  Já deitados para dormir, um deles falou desde sua cama:

- “Uau, está quente aqui. Preciso de mais ar para pegar no sono”.

Levantou-se, e abriu a janela.

Minutos depois, o outro disse sentir frio. Foi e fechou-a.

Isso continuou durante algum tempo: um abria a janela e o outro fechava.

De repente, o homem que queria mais ar ficou nervoso e, no escuro,  simplesmente atirou um pé de sapato na direção da janela. O som de vidro quebrado indicou que a janela estava definitivamente aberta, e assim continuaria pelo resto da noite.  Ele logo adormeceu, satisfeito, enquanto o outro se virava de um lado para outro na cama preocupado com o frio que sentiria e amargurado pela derrota na questão, calculando que, a essa altura, nada mais podia fazer. Passou a noite acordado, frustrado e raivoso.

Quando amanheceu, ambos se surpreenderam. Não era a janela que estava quebrada,  mas o espelho que ficava ao lado. Os dois se decepcionaram.

Agora pare um instante e reflita neste caso.

Quantas situações da vida nada mais são que frutos do nosso pensamento!?! Não seria mais inteligente conhecer os fatos antes de reagir sobre eles?

Saia fora de sentir-se vítima das circunstâncias. Conheça, mensure, certifique-se de tudo o que for possível e só depois defina a sua opinião.

Sofrer é, em si mesmo, algo indesejável e muitas vezes inútil. Sofrer por mero efeito da imaginação é muito pior.

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NÃO SE PERMITA "EMBURRECER"

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Pense no ato de dirigir um carro.  O que você espera acontecer ao pisar no pedal da direita? Se o carro frear, você vai se surpreender. Este pedal devia ser o acelerador.  Você pensa assim por causa do modelo mental de carros que está gravado no seu cérebro.

Modelo mental é o que aprendemos de como as coisas são no mundo real e como funcionam.

O seu cérebro forma modelos mentais automaticamente ao observar e vivenciar padrões em todas as experiências do dia a dia.

Com frequência os modelos mentais que você e eu formamos sozinhos não são completamente precisos. É fácil entender. Somos seres humano, isto é, limitados tanto no conhecimento quanto na experiência.

A educação é uma das formas de elevar o nível dos nossos modelos mentais. Por este meio, internalizamos conhecimento e experiências que outras pessoas coletaram ao longo de suas vidas. Daí, ao ler um livro e praticá-lo, você e eu passamos a ver o mundo de um modo novo.

Um exemplo interessante. Muitos recém-formados numa faculdade, por exemplo, acreditam em ideias falsas, como: “a minha profissão não tem nada a ver com venda”.

Assim que entram no exercício prático profissional, com toda certeza são obrigados a corrigir este modelo mental, pois, venda está presente em absolutamente tudo: do amor a uma viagem espacial.

Onde quero chegar? À necessidade de se questionar. Quando questionamos os nossos modelos mentais alcançamos grande benefício. Eu aprendi a vantagem que há em fazer boas perguntas com os meus mestres. Ultimamente, não por coincidência, deparei-me com o filósofo Bertrand Russell e tudo se confirmou. É dele a frase: “Uma das coisas mais saudáveis da vida é, de vez em quando, colocar um ponto de interrogação naquilo que você naturalmente aceita como verdadeiro.”

Experimente!

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CUIDADOS EM UMA SOCIEDADE FRAUDULENTA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Esta semana eu vi um vídeo com a entrevista de um especialista em fraudes. Ele explicava que hoje em dia não há como clonar um cartão de crédito. Todos possuem um chip com informações e isso não é fácil falsificar.

Mas ele alertava que os golpes com cartões ocorrem quando o funcionário de má índole de estabelecimentos comerciais tem acesso visual e memoriza os três algarismos do código de segurança do cartão. Ele pode copiar as informações que ficaram registradas no recibo da empresa e, de posse destes dados e do código de segurança, passar a alguém que realiza “n” transações sem necessidade alguma da senha pela Internet.

Muita gente não acredita que isso possa ocorrer. Talvez você mesmo.

É da natureza humana achar improvável que seja enganado em determinada transação, pelo menos até que tenha algum motivo para acreditar no contrário. Ponderamos o risco e, em seguida, na maior parte das vezes, damos às pessoas o ‘benefício da dúvida’ acreditando que elas são boas. Muito bom! Assim são as pessoas civilizadas... pelo menos as pessoas civilizadas que nunca foram enganadas, manipuladas ou trapaceadas numa soma grande em dinheiro.

Quando éramos crianças, os nossos pais nos ensinaram a não confiar em estranhos. Talvez todos devêssemos adotar este princípio hoje, especialmente num país onde a maior parte das notícias falam de bandidos gentilmente libertados da prisão por altos tribunais, sem que restituam as fortunas roubadas e com reputação de inocentes perante toda a sociedade.

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COMO MUITOS CONFLITOS NASCEM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Conflito é um defeito de muitas empresas. Principalmente na familiares.

Uma das maiores fontes de conflito é o ataque à pessoa em vez da opinião que ela está dando, com a intenção de desviar a discussão e desacreditar sua proposta.

Por exemplo.

- “Você não é executivo. Por que não dá atenção aos assuntos da sua área?”

O fato de alguém não ser executivo não tem qualquer impacto no mérito de seu argumento – a não ser num caso em que somente executivos possam estar corretos sobre o assunto. Portanto, isso não reforça em nada a posição do atacante.

Certa vez, ouvi um vereador fazer considerações sobre índices de criminalidade de seu município. Ele foi cinicamente cortado por alguém que lhe disse:

- “Você não está nem um pouco preocupado em reduzir o crime na cidade. Você só quer votos.”

Mesmo que uma pessoa se beneficie – neste caso, com votos – com seu argumento, isso não significa que a ideia seja ruim ou incorreta.

Outra situação: O Carlos diz: “O Alfredo está errado porque não tem integridade; pergunte a ele por que foi demitido de seu último emprego”. Ao que Alfredo retruca: “Que tal falarmos do bônus polpudo que você recebeu ano passado, apesar dos cortes de metade do pessoal na sua empresa?”

Percebe que, em todos estes casos a discussão foi completamente desviada?

Vou resumir a conclusão. Esse tipo de saída é golpe baixo. O sujeito que lançou mão deste recurso acaba de demonstrar que não tem condições de prosseguir na lógica, por isso, apela para a grosseria como tábua desalvação!

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REJEITE AS SEMENTES DA MALDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Imagine que você acordou certa manhã e sente-se tão bem que passou um longo tempo se arrumando frente ao espelho. Ao chegar ao trabalho, uma colega lhe diz: “Como você está feia! E este vestido estranho?”

Estas palavras bastaram para enviá-la ao fundo do poço emocional? Então eu tenho algumas considerações a fazer. 

Se esta pessoa agiu apenas com a intenção de lhe ferir, ela já conseguiu.  Mas você devia pensar que se trata apenas de um palpite. E tudo depende de você acolhê-lo ou não. Então desfaça-se dele assim que você ouvir.

Esta pessoa tenta semear uma mentira na sua mente. Rejeite que ela germine. Rompa com esta e qualquer outra forma de maldade. E pense em quantas vezes você talvez tenha feito o mesmo com outras pessoas – até sem perceber.

Opiniões livres e impensadas sobre outros são como setas venenosas.  São fofocas.

Aprendemos a fofocar quando crianças. Escutávamos os adultos expressarem abertamente sua opinião sobre outras pessoas e até sobre quem nem conheciam. Eles espalhavam seu veneno emocional e nós acabamos aprendendo que isto é normal ou comum.

Foi por este caminho que a fofoca converteu-se hoje na principal forma de comunicação da sociedade humana. Ela é a ferramenta que muitos usam para se sentirem próximos dos outros, muitas vezes sem nenhuma consciência e sem noção básica de quanta destruição e desgraça ela prolifera.

Saia da fofoca. Jamais comente sobre quem não está presente. Mesmo o que for verdade. Aja assim, e você verá o seu ambiente tornar-se bom e puro.

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UMA DAS MAIS SUBLIMES COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu lia um Provérbio do Rei Salomão, na Bíblia,  e me deparei com a palavra “diligência”. Pensei que naquele contexto seu significado fosse “zelo, interesse ou cuidado quando se executa uma tarefa”. É o que está no dicionário.

Vou dar uma ideia prática. Imagine que você quisesse cavar um túnel subterrâneo de alguns metros de comprimento utilizando uma colher de sopa. Isto consumiria dias, semanas ou meses. Empregando uma pá ou uma escavadeira, o trabalho seria  mais diligente, reduzindo o tempo e o seu cansaço.  Este é o sentido comum.

Fui pesquisar os comentaristas da exegese Judaica e entendi que ‘diligência’ na linguagem de Salomão tem sentido especial e maravilhoso.

É da nossa natureza desejar seguir sempre o caminho que oferece menores resistências. Na prática, contudo, vemo-nos inevitavelmente obrigados a trilhar vias em que os obstáculos não são poucos. Assim, quando os Provérbios falam da diligência, comunicam um sentido ‘não natural’ no ser humano. Na linguagem profissional, ser diligente, portanto, é uma competência rara entre os traços gerais de personalidade.

Para conquistar ou desenvolver a diligência, precisamos investir esforço, pois ela envolve correção e pureza - refiro-me à pureza similar à que se obtém no tratamento do ouro.

Ser diligente,  portanto, na visão do mais sábio dos homens,  traduz-se como “investir esforço e tempo em uma tarefa, com pureza e correção, em busca do resultado.”

Isto equivale a superar o zelo e o cuidado, agregando honestidade, competência, prontidão e eficácia.

Não é mesmo maravilhoso?

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CONQUISTE UM MUNDO NOVO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu presenciei uma cena recentemente. Um funcionário propôs a seu chefe um modo diferente de fazer uma abordagem de venda. A resposta foi:

- “Você está lendo ficção demais. Isso não funciona no mundo real!”

Ao sair dali, pensei na proposta do rapaz e identifiquei nela inovação bastante para funcionar e produzir ótimos resultados. Mas o gerente nem quis pensar nela.

- “Isso nunca daria certo no mundo real”, ele disse.

O que será esse “mundo real”?

Parece-me um lugar chato demais, onde ideias novas, conceitos diferentes ou pouco conhecidos nunca têm vez. As únicas coisas aceitas lá são aquelas que as pessoas já conhecem, já sabem e já fazem –  mesmo que sejam viciadas e ineficientes.

Eu lhe faço um convite. Vá além da superfície. Perceba que os habitantes do “mundo real” são  pessimistas e estressados. Eles pressupõem que pensamentos novos não podem dar certo e que a sociedade não irá aceitar mudanças.

Eles vivem no fundo do poço e querem arrastar todos nós para lá. Se você tem ambições e esperanças, eles tentarão convencê-lo de que isto é impraticável.  Dirão ser perda de tempo.

Não dê ouvidos. O mundo pode ser real para eles, mas isso não significa que você precise viver nele.

Eu já vi empresas demais que nunca passariam no teste do mundo real. Imagine se Steve Job ou Bill Gates pensassem deste modo.

O mundo real não é a verdade absoluta. É uma desculpa. É uma justificativa para não se tentar. Não permita que ele dite as suas escolhas.

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COMO CUMPRIR O NOSSO PROPÓSITO NO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Tenho uma querida amiga e cliente cuja mãe foi acometida pelo Mal de Alzheimer. Após tempo em que seus irmãos não souberam decidir como lidar com a situação, ela a trouxe para viver em sua casa.

Dia desses perguntei a ela como tem encarado um fato  que na vida de muitos seria um problema. Leia o que ela respondeu:

- “Mamãe nos fez um favor vindo morar conosco. Fomos nós os beneficiados.”

Esta pessoa tem posses bastantes para enviar sua pobre mãe a uma instituição de repouso onde, talvez, usufruísse de mais atendimento médico e cuidados. Mas ela teria se privado de algo que transformou sua vida para o bem.

Nesta busca desenfreada por dinheiro e status social, todos nós estamos expostos ao risco de perder totalmente os prazeres do sucesso no amor, na confiança e na gratidão daqueles a quem servimos.

Eu creio em que estamos neste mundo para servir, e que o nosso propósito na vida é cumprido com plenitude quando auxiliamos os nossos semelhantes. Já pensou que você e eu podemos ser a resposta para as orações e necessidade de muitas pessoas?

Alguns, como computador, seguem suas rotinas maçantes diárias  sem qualquer noção destes valores.

Outros,  fogem e só querem de divertir até seu último suspiro, alheios à existência de quem quer que seja.

Mas há aqueles que escolhem uma terceira vida e se esforçam, enquanto estiverem vivos, para cooperar mais e melhor para a felicidade de seus semelhantes.

Com a sua licença eu lhe declaro: este é o verdadeiro “trabalho” a ser feito nesta vida!

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VOCÊ DEVE "GERENCIAR" OS SEUS RELACIONAMENTOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Quando entramos em contato com outro ser humano, estamos estabelecendo uma relação. Um “bom dia”, um “muito obrigado”, as formas de tratamento que utilizamos –  como:  você, o senhor, a senhora – são ações que gerenciam estas relações com os que participam do nosso mundo.

Todo relacionamento tem um poder particular e útil. A capacidade de iniciar uma conversa é importante, ainda que muitos não a valorizem. Diálogos aparentemente comuns, como aquilo que se fala num elevador, fazem diferença.

Apesar da aviação a jato, da internet e das mídias sociais terem diminuido muito as distâncias que nos separavam no passado,  temos a tendência de querer fazer a vida cada vez mais rápida e prática, o que faz nascer o paradoxo de não querermos mostrar aos demais como realmente somos.

No entanto, é bom lembrar que a tecnologia não mudou uma verdade absoluta: “ninguém é feliz sozinho”.  Então, criar relacionamentos e mantê-los,  foi, é e será  um dos itens mais valiosos da vida e do trabalho. Falamos sobre futebol, política, economia, comida, mas é preciso vencer o temor de revelar um pouco sobre os nossos pensamentos.

Para que uma relação prospere para o bem comum é indispensável vermos cada pessoa como um novo mundo a ser explorado. Temos de arriscar!

Resta um ponto importantíssimo. Lembre-se: nós nunca estamos diante de pessoas completas. Nós mesmos não estamos prontos. Ao contrário. Todos estamos em construção. E é no relacionamento com o outro que nós descobrimos e conquistamos sempre novas condições de desenvolvimento.

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"ENTENDER" É A CHAVE PARA O SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Quem nunca esteve ao vivo diante de um canguru talvez tenha visto num filme ou numa foto. 

Quando o famoso explorador inglês James Cook desembarcou na Austrália, em 1770, ele ficou admirado ao se deparar com esse estranho animal, jamais visto em outros lugares. 

Buscou um nativo da região e lhe perguntou qual era o nome do bicho. O nativo ficou em silêncio. Então James Cook fez mímica.  O nativo olhou-o firmemente e depois de alguns segundos disse: 

- “Canguru”.

O britânico ficou feliz e satisfeito com o que ouviu e proclamou a todos seus subordinados que, em respeito à cultura daquele continente, o nome do animal seria  mantido na língua original de seus habitantes, isto é: Canguru. 

Foi somente anos depois, quando o dialeto dos indígenas foi traduzido para o inglês, que se descobriu que a palavra “canguru” significa: "Não entendo o que você está dizendo!".  E era exatamente isso que o índio australiano tentava dizer ao capitão britânico.

Moral da história: Bom desempenho e entendimento têm como obstáculo a pressa de interpretar as coisas. Nem mesmo a boa sorte tem o poder de consertar aquilo que se avalia sem compreensão. Na falta entendimento, o dito fica por 'não dito',  e o resultado quase sempre é horroroso. É o pior dos mundos dentro da realidade já conturbada em que vivemos!

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DESAFIOS: COMO ALCANÇAR MELHORES RESULTADOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Quantas vezes você já ouviu a palavra “resultado”? Remuneração por resultados, gestão por resultados, resultado financeiro, resultado das vendas etc.

Agora pense: "O que, de fato,  é 'resultado'?"

Resultado é a resposta a um desafio.

Imagine qualquer desafio imposto sobre si. A resposta a ele - boa ou não - irá produz um resultado.  Qualquer um: bom ou não. 

Se este desafio for maior do que a sua habilidade de resposta, o resultado produzido negativo.

Por outro lado,  se a sua resposta for maior que o desafio, o resultado será positivo.

Não havendo resposta, é óbvio, o resultado será nenhum.

Uma meta de crescimento nas vendas de 50% sobre o mês anterior em meio a uma economia em recessão é, sem dúvida, um desafio normalmente maior do que a capacidade de resposta dos vendedores. Provavelmente o resultado será negativo – a menos que algo seja feito para alinhar a capacidade de resposta ao desafio, por exemplo, reduzir o preço do produto ou aumentar o prazo de pagamento.

Todas as pessoas mentalmente normais desejam produzir resultados positivos. É da natureza humana almejar o sucesso. Para que isso seja possível só há duas possibilidades.  Ou se reduzem os desafios, ou se aumenta a habilidade de dar resposta.

Suponha que você  tenha um compromisso marcado para as 9 hs e deseje chegar a tempo.  O seu desafio poderá ser o trânsito caótico por volta das oito e meia. Portanto, responder à altura deste desafio consiste em sair mais cedo de casa. Outra posssibilidade bem mais cara seria alugar um helicóptero.

A melhor resposta aos grandes desafios da vida e do trabalho é a nossa capacitação. Quanto mais nos dedicarmos a melhorar as nossas competências individuais, mas prontos estaremos a dar respostas à altura ou superiores aos problemas e adversidades que nos sobrevierem. Isto é o que nos fará, enfim, realizar e acumular os melhores resultados.

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LIVRAI-ME DA TOLICE E DA ESTUPIDEZ!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Olho para as pessoas e sinto muito por ver tolices demais. Muitas agem sem pensar nas consequências de seus atos. Agem – sem causa, nem ideia.

Com um mínimo de raciocínio e análise, dores e estragos poderiam ser evitados.  Humildade e prudência ajudariam também. Mas existe algo mais poderoso que isso: é aconselhar-se com pessoas mais velhas e confiáveis.  Quem buscou este recurso, aprendeu a superar uma montanha de tendências à estupidez na vida e tornou-se líder em sua geração ou, na pior das hipóteses, um ser humano melhor.

Hoje em dia, quem se interessa por tomar conselhos?  Acham que tiraria a liberdade de viver as próprias experiências. Acontece que nem tudo pode ou deve ser aprendido pela experiência. E há exemplos definitivos. Eu me contento em seguir o conselho dos médicos e estudiosos a não viver a experiência da Aids ou do câncer no pulmão causado pelo tabagismo.

Igualmente, evito dores e trevas quando observo, quando me informo,  quando estudo ou pesquiso. Mas nada disso supera a eficácia de uma conversa sincera e aberta com quem já viveu antes de mim e conhece coisas que eu não precisaria repetir na minha própria pele – só se eu optasse em ser um tolo.

Por que apostar todas as fichas nas minhas crenças e vieses pessoais? Eu desejo me autoaprimorar,  vencer o meu egoísmo e todas as minhas imperfeições naturais. Por isso eu me aconselho e ouço os mais velhos.

Dê você também crédito às palavras de quem está anos, ou talvez anos-luz,  à sua frente. 

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A VERGONHA DE FALAR COISAS SEM SABER

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Certa vez, um diretor chegou até mim e solicitou-me que lhe desse um feedback de 360 graus a seu respeito. Eu me surpreendi com o pedido porque demonstrava que ele não fazia ideia alguma do que me pedia.

Aliás, isso é típico na nossa sociedade, especialmente em empresas. O pessoal não estuda, mas quer parecer bem informado; ouve um fulano qualquer citando, por exemplo, feedback de 360 graus, gosta da expressão, e sai por aí cometendo dois grandes pecados –  o primeiro:  não perguntar a fim de  saber; e o segundo: não pesquisar.

Ele/ela acha que sabe, e em seguida sai por aí falando como se dominasse o tema. Um dia, cai do cavalo e passa vergonha desnecssariamente.

Em rápidas palavras, feedback de 360 graus não advém de um só personagem, mas de todos aqueles com quem a pessoa se relaciona na empesa - ou em qualquer sistema de que faça parte. Ele é a soma dos feedbacks emitidos em todos os níveis do organograma - acima, abaixo e "dos lados"  do colaborador em referência. Há empresas que acrescentam, até, fornecedores, parceiros e outras instituições externas com alguma relação com o fulano.

Agora que você já sabe, por favor, use o conhecimento mínimo corretamente. Por isso, agora e sempre será prudente pesquisar um pouco para saber mais.

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FAÇA A SORTE SORRIR PARA VOCÊ

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Como está o seu desempenho no trabalho? Não consegue deslanchar na sua função e produzir resultados?

Isto lhe faz pensar que mudar de posição, de área ou mesmo de empresa resolveria?

Eu lhe direi francamente: - Está errado!

Se este é o cenário em que você se vê, hoje, muito cuidado. Mudar de lugar ou de ambiente não resolverá! Mude, sim, de ideia, de pensamento... e depois, de comportamento.

Sinto dizer que, por ora, você “está incompetente”.

Calma! Incompetência não mata. Mas requer tratamento para que tenha cura.

Mudar de lugar ou de função só fará você  constatar que a sua incompetência irá junto, como que grudada em você.

Só se resolve  incompetência com estudo, dedicação, trabalho duro, aprimoramento,  boas práticas e todos os sinônimo destas expressões. Com palavras simples:  treinamento, capacitação e mudança de atitude.

Caso você insista em achar que  não produz resultados por falta de sorte ou pelo fato do seu chefe não gostar de você, reflita  numa máxima do grande Thomas Jefferson, importante personagem da História dos Estados Unidos: “Eu acredito muito na sorte. E quanto mais duro trabalho, mais sorte eu tenho”.

Amplie a sua competência e você verá que, enfim, a sorte lhe sorrirá, porque a incompetência é como um incêndio – quanto mais se demora a agir, mais ela destrói.

 

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CIRURGIÃO ATRAVÉS DE LIVROS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ouvi um empresário dizer a um de seus funcionários:

- “Eu não preciso de formação alguma. Aprendo e faço qualquer coisa que eu desejar ou precisar. Se tiver de fazer uma cirurgia cardíaca, por exemplo, eu vou descobrir quais são os dez melhores livros do mundo desta área, estudá-los e  farei a tal cirurgia!”.

Eu não suportei tamanha petulância. E mesmo convicto de que nunca devo permanecer diante de um bode, atrás de um jumento, ou a qualquer lado de um tolo, dei o meu palpite:

- “Creio que, mesmo lendo todos os livros já escritos nesse planeta sobre como tocar piano, você jamais interpretaria uma sonata de Beethoven ou uma Fuga  de Bach. Nem  a mais simples delas!”

Eu acredito no autodidata – pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.

O autodidatismo é alvo de estudos acadêmicos devido especialmente à expansão dos sistemas educacionais online. Tais estudos visam a compreensão das práticas pedagógicas, a relação entre o uso de tecnologia e a concepção de conhecimento e educação envolvidas no processo.

Dentre autodidatas famosos, podem ser citados o 16º presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, os escritores Ray Bradbury, Machado de Assis e o polímata Leonardo da Vinci.

Gosto muito de ler e fui criado no meio de montanhas  de livros. Mas já vivi bastante para saber que tudo o que se faz neste mundo requer teoria, prática, sensibilidade e uma boa dose de repetição, de modo a levar os resultados desde o nível medíocre até ao da máxima expertise. É assim com o cirurgião, com o músico instrumentista, com o lapidador de diamantes, com o designer, o pedreiro, o marceneiro ou o mecânico.

E por estes comentários, acabo de declarar a razão por que não vejo com bons olhos jovens recém-formados ocuparem a posição de professores universitários. Se eles realmente forem bons, só o serão na teoria. E teoria nas áreas profissionais, como todos sabem,  é, na melhor hipótese, a terça parte de tudo o que se deve saber.

 

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DEPOIS DE GANHAR TUDO, O QUE REALMENTE IMPORTA?

TEXTO DE ABERTURA DA SÉRIE ZEITGEIST, O FILME*

Minha avó era uma pessoa maravilhosa. Ela me ensinou a jogar banco imobiliário.

Ela percebeu que o objetivo do jogo é adquirir.

Acumulava tudo o que conseguia até se tornar dona do tabuleiro. E então me dizia sempre a mesma coisa:

- “Um dia você vai aprender a jogar...”

Certo verão, joguei Banco Imobiliário quase todos os dias, o dia inteiro. E naquele verão aprendi a jogar. Percebi que só podemos ganhar se nos dedicarmos totalmente à aquisição. Percebi que o dinheiro e a propriedade são a única forma de marcar pontos. E no final daquele verão já era mais impiedoso do que a minha avó. Estava pronto para ganhar o jogo de qualquer um.

No outono, sentei-me com ela para jogar. Fiquei com tudo o que ela tinha.  Eu a vi dar-me, para o meu maior prazer, seu último dólar e desistir, totalmente derrotada.

E então ela tinha mais uma coisa para me ensinar. Ela disse:

- "Agora tudo vai voltar para caixa: todas essas casas e hotéis; todas as ferrovias e empresas públicas; todas essas propriedades e todo esse maravilhoso dinheiro vai tudo voltar pra caixa. Nada disso foi realmente seu. Você ficou todo orgulhoso por causa disso. Mas o jogo já estava aqui muito antes de você decidir jogar. E vai estar aqui depois de você partir. Jogadores vão e vêm. Casas e carros, títulos e roupas, até mesmo o seu corpo. Porque o fato é que tudo o que consigo, consumo e acumulo vai voltar para caixa e eu vou perder tudo. Por isso você tem que perguntar para si próprio quando finalmente conseguir a maior das promoções, quando comprar o maior dos bens, quando comprar a maior das casas, quando tiver acumulado segurança financeira e subido a escada do sucesso até o mais alto degrau a que lhe é possível chegar, e a emoção se acabar – e vai acabar – ...e depois? Até onde você precisa ir para perceber aonde esse caminho leva? Com certeza você compreende que nunca terá o suficiente. Por isso, terá que perguntar-se a si mesmo: o que realmente importa?”

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Filme de 2007 produzido por Peter Joseph que aborda temas como cristianismo, os ataques de 11 de setembro e a fundação do Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).  Foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007. 

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TEM CERTEZA DE QUE VOCÊ É FELIZ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um dos mais famosos caçadores de tesouros submersos do mundo é o norteamericano Mel Fisher. Ele passou quatorze anos de sua vida procurando tesouros no fundo do mar e encontrou muitos. Ele contava que após cada descoberta, ele sentia-se extremamente feliz, mas depois vinha uma depressão que o lançava uma nova ‘caçada’.

Lendo sua história, eu pensei: por que nos esforçamos para conseguir mais e mais coisas na vida e mesmo quando as conseguimos  acabamos por achar que não são satisfatórias ou suficientes?

A Cultura Ocidental parece considerar a felicidade como a meta final da vida, e define felicidade como ‘estar livre de qualquer aflição ou problema’ e ‘curtir todos os prazeres que aparecerem pela frente’.

Mas a nossa vida humana tem um propósito. Se ‘ficar contente’ fosse a única coisa a se buscar, uma pessoa dotada de inteligência e inúmeras potencialidades seria contraprodutiva, já que vacas num pasto são, com certeza, mais contentes do que seres humanos sofisticados.

Para que uma pessoa tenha autoestima. A palavra ‘estima’ vem do latim. Significa avaliar ou ‘medir o valor’.

Já observou como atribuímos valor às coisas?

Eu tenho um belo relógio de parede. Seu mecanismo está quebrado há muito tempo e não tem conserto. Mas eu o mantenho ali porque é uma peça que tem valor estético. Combina com a mobília da minha sala.

Mas quando o  meu abridor de latas quebra, eu me livro dele imediatamente. Não tem nenhum valor estético e, como não serve para seu propósito funcional, não vale mais nada para mim.

Eu acho que maioria de nós não pode realmente pensar em si próprio como tendo um grande valor estético. Assim, só temos a oportunidade de sermos ‘funcionais’ para que façamos a nossa autoavaliação.

Então: “Qual é a nossa função?” “Para que servimos?”

O modo de vida que determina o prazer como bem supremo ou finalidade e fundamento da vida chama-se Hedonismo.  Será que alguém conseguiria gratificar seus desejos físicos de modo a que isso fosse o sentido de sua existência por toda a vida?

Em outras palavras, o que poderia um hedonista fazer quando a questão de encontrar um propósito na vida se intrometesse em sua consciência? Seu único recurso seria tentar se esquivar destes pensamentos, talvez usando algum entorpecente, álcool etc.

Portanto, se não existe um significado ou sentido intrínseco no conforto, como podemos preencher a nossa vida com um verdadeiro significado?

Eu tenho para mim que uma das respostas encontra-se numa questão. E ela é: “pelo que vale a pena morrer?” Só quando sabemos isso é que temos claro e inequivocamente “pelo que vale a pena viver”.

E a minhca convicção é de a única meta que preenche esta inquietante pergunta é espiritual.

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MINDFULNESS: NOVA MODA CORPORATIVA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Estamos novamente convivendo com mais uma moda corporativa.  E ela se chama:  mindfulness. Seus ferrenhos pregadores dizem ser a via rápida para uma liderança melhor.

Mindfulness é um método para mudar o foco da atenção “para dentro” do ser humano a fim de observar pensamentos, sentimentos e ações sem julgamento ou interpretação. A tradução da palavra inglesa seria: “atenção total”. É uma forma de “meditação”.

Mas será que isso traz tantos benefícios quanto os fanáticos da novidade querem nos fazer acreditar?

Para começar, é preciso entender que a tal mindfulness não é milagre. É óbvio que mais foco no trabalho aumenta a produtividade, melhora resultados em projetos e facilita as condições de gerenciar crises com mais confiança. Ou seja, qualquer pessoa que faça o que quer que seja com a consciência máxima de seu propósito terá grandes benefícios como resultado, inevitavelmente. Sim, especialmente nos dias de hoje quando as pessoas, em geral, trabalham sem concentração. Portanto,  atitudes muito simples e práticas farão por qualquer indivíduo o que todos esses livros e artigos em revistas querem comunicar como uma nova religião.

Quer saber?  Novamente fuja da moda. Caminhe contra a manada.  Busque aprender o que você ainda não sabe, praticar, aperfeiçoar-se naquilo que você faz implementando valores elevados e seriedade.

Alcance metas e cumpra os seus compromissos. Isto sempre funcionou e jamais deixará de ser a base da eficácia de qualquer profissional.

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ABSURDOS DE TODOS OS TEMPOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

"Voar com máquinas mais pesadas do que o ar é inviável e insignificante, se não impossível". Simon Newcomb disse isso em 1902. Ele era astrônomo convencido a visionário.

"Mulher responsável e sensível não deseja votar". Esta frase foi dita por Grover Cleveland, o 22º presidente dos Estados Unidos, em 1905.

A Federação Americana dos Transportes publicou uma nota, em 1913, em que se lia: "É um sonho patético imaginar que automóveis irão tomar o lugar das ferrovias em viagens de longa distância".

Harry Warner foi um dos fundadores da Warner Brothers Pictures. Sabe o que ele considerou sobre colocar voz nos filmes mudos em 1927? Leia você mesmo: "Quem, diabos, vai querer ouvir um ator falar?"

“A energia produzida pela desintegração de um átomo é algo muito insignificante. Quem espera obter uma fonte de energia da fissão desses átomos está dizendo bobagem.” Ernest Rutherford, descobridor do núcleo do átomo e Prêmio Nobel de Química.

A frase campeã deste ranking foi dita por Thomas Watson, o grande presidente da IBM mundial:  "Creio que no mundo exista mercado para apenas uns cinco computadores."

Lendo isso, talvez a gente pense que essas pessoas eram estúpidas.  Não, em absoluto. Elas eram grandes especialistas em suas áreas. A explicação está no quanto seus modelos mentais eram sólidos. Assim, o mesmo pode ocorrer com você e comigo sempre que acharmos estar certos ou ter razão a respeito do que sabemos, já que até a igreja católica matou pessoas inocentes pelo crime de simplesmente questionar seus dogmas e crenças - o caso de Giordano Bruno é um dos exemplos mais emblemáticos.

Sócrates, o filósofo, nos ensinou a sair em busca de situações ou contextos em que as nossas crenças não sejam verdadeiras, pois, estar enganado é uma possibilidade sempre presente na maior parte das convicções que mantemos. Daí o benefício da pesquisa, do conhecimento e, mais que tudo, de ouvir com calma o que os outros dizem e pensam, sem pressa de julgar ou condenar.

À procura da verdade, questionar é superior a ter respostas e fiar-se em crenças que excluem de cara o novo e o diferente.

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MOTIVO E SENTIDO DA VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Em 1967, paraquedistas israelenses capturaram a Cidade Velha de Jerusalém e abriram caminho até o Muro das Lamentações.  Este lugar é o ponto focal da fé judaica. É a muralha cujas pedras compuseram o local mais sagrado de seu povo, o Templo de Salomão. 
Muitos dos soldados religiosos daquele pelotão, tomados de emoção poderosa, encostaram-se no Muro e começaram a rezar e a chorar. Um pouco afastado deles havia um soldado não religioso que também chorava. Seus colegas acharam estranho que um não observante das leis estivesse aparentemente na mesma sintonia dos religiosos, e lhe perguntaram: 
- “Por que você está chorando?” 
E o soldado respondeu: 
- “Eu choro por não saber por quê eu devia chorar!”

Uma das situações com que mais me deparo na orientação e aconselhamento de executivos é a dissonância entre vida e trabalho. Mesmo com evidente sucesso profissional e financeiro, alguns olham pela janela de seus jatos particulares e se perguntam: “Para que serve tudo isso?”. Outros, após horas em reunião, dizem: "O que estou fazendo aqui? Onde foi parar a esperança que eu sentia antes?"
O que eu lhes mostro é que, sem significado ou propósito que traga grandeza a seu destino,  os problemas que enfrentam ao deparar-se consigo mesmos e com as questões existenciais serão sempre maiores e mais difíceis do que traçar uma estratégia para seus negócios. E não por acaso, quando encontram esta razão,  tornam-se  mais eficientes como executivos e como seres humanos também. 
Aquela cena do paraquedista em Jerusalém é uma realidade intrigante e simbólica. Sem razão e sentido de viver, o homem chora pelo simples fato de não saber sequer se a vida tem ou não motivos porque chorar.

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