Image

SALÁRIO: ESSA PEDRA NO CAMINHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Um bem sucedido empresário de São Paulo entrevistava candidatos a uma posição de engenheiro para sua empresa. Ao final de uma entrevista, ele pergunta ao jovem autoconfiante, recém-formado numa das melhores universidades do país:

- "E qual é a sua pretensão salarial?”

O rapaz diz:

- "Algo em torno de R$ 15 mil ao mês, dependendo do pacote de benefícios".

O empresário para por uns segundos e então lhe diz:

- "O que diria de um pacote de benefícios com cinco semanas de férias, plano de saúde e odontológico completos, fundo de aposentadoria integral correspondente a 50% do salário, carro por conta da empresa e renovado a cada dois anos?”

O engenheiro move-se na cadeira, surpreso, e declara:

- "O senhor deve estar brincando".

E o empresário:

- "Sim, estou. Mas foi você quem começou!”

Tema perigoso e complicado da gestão de pessoas: salário. 

Como remunerar um profissional?  

Eu só posso responder: remunere-o do modo mais sábio e inteligente possível. Nunca abaixo do quanto ele é capaz de fazer – desde que faça –, e jamais conforme o que ele pensa merecer, pois, tratando-se de méritos, o homem sonha com as estrelas e acorda acreditando ser mais inteligente do que Einstein!

Muita gente vende ilusão. Talvez não seja tão mau! Triste, no entanto, é saber que há tolos que compram.


Acesse: http://www.profissaoatitude.com.br/blog

Ler Mais

Image

COMO LIDAR COM TALENTOS VERDADEIROS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

O que estamos fazendo com os grandes talentos que recrutamos? 

Há processos de seleção fantásticos, eu vejo.  Mas depois, os contratados  são postos num canto qualquer da empresa para executar tarefas vazias e sem nenhum propósito. Aí eles se perdem.

Então, permita-me repetir: “O que estamos fazendo com os grandes talentos que recrutamos?” 

Minha resposta é clara: dê a eles missões inspiradoras! 

Um gestor bemsucedido, para mim, é aquele que busca fazer com que sua coleção de talentos o surpreenda e encante (ou espante) ao buscar territórios inexplorados que ninguém poderia imaginar. Se esse gerente não for rotineiramente surpreendido pelos lugares aonde seus funcionários talentosos o levam, ele  não é um selecionador de talentos que valha a pena.

Em seu extraordinário livro “Os Gênios da Organização”, Warren Bennis e Patricia Ward Biederman fazem duas afirmações: 

A primeira:  

“Os grupos só se tornam grandes quando todos neles, líderes e membros igualmente, são livres para dar absolutamente o melhor de si”, 

e a segunda: 

“A melhor coisa que um líder pode fazer para um grande grupo é permitir que seus membros descubram a própria grandeza”.

Em 99% das organizações as pessoas quase nunca são “livres” para “dar absolutamente o melhor de si” e “descobrir grandeza”. 

Então restam a qualquer gerente apenas duas opções: ou transforma esta prática em seu mantra, ou aceita a desmotivação e a trivialidade. E dependendo da escolha, será bom saber que nenhuma estratégia, não importa quão inteligente ou sábia, poderá salvar sua empresa.

Ler Mais

Image

TROCAR DE EMPREGO SEMPRE FAZ BEM?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Alguém andou dizendo: “Um profissional sobe mais rápido na carreira quanto mais trocar de empresa.” E eu direi: “Muito cuidado. Isto pode ser uma ilusão.”

Vi uma pesquisa na qual a trajetória de 14 mil executivos, não presidentes, foi estudada.  Ela mostra que mudanças internas produziram uma porcentagem bem maior de promoções e a um ritmo mais rápido do que o ‘vai e vem’ entre empresas.

Uma provável razão para o desempenho melhor de candidatos internos é que a empresa sabe mais sobre eles.  Promover alguém de dentro traz menos riscos do que contratar alguém de fora – por mais extenso que seja o currículo ou mais detalhadas as referências. 

Head hunters e empresas de seleção de executivos também dão preferência a candidatos com mais estabilidade. Além disso, eles analisam seus indicadores de desempenho e capacidade de decisão. Para chegar à fase da entrevista, a pessoa tem de se sair bem nesses três parâmetros (1. estabilidade em empregos anteriores, 2. indicadores de desempenho e 3. capacidade de decisão) 

Eles assumem que uma estada de menos de três anos numa empresa provavelmente não basta para que a pessoa tenha dado uma contribuição relevante. Mudança frequente de emprego é um sinal de que a pessoa não é boa para tomar decisões. 

Uma curiosidade: em muitos países, a troca frequente de emprego é inaceitável. No Japão, por exemplo, deixar o emprego chega a ser visto como traição. 

Ler Mais

Image

QUEM TEM SUCESSO NA CARREIRA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Os meus amigos César Paiva e Alexandre Mantovani estão à frente de uma das mais respeitadas e exitosas empresas de investimento do país, a Real Investor.

Muitos investidores têm confiado, há anos, seu capital e economias em suas mãos. E todos, absolutamente, estão satisfeitos.

A Real Investor, como muitas outras boas empresas, tem necessidade de pessoas para compôr seu quadro crescente de colaboradores. Apesar da pilha de currículos de interessados em fazer parte deste projeto  bacana,  quase todos mostram-se inaptos já na primeira questão da entrevista, cuja pergunta é: “Você pode nos expôr o que aprendeu com o último livro que leu?”.

Os que dizem ter lido algo, não sabem explicar o que aprenderam. Os demais, não leram nada. Talvez se saíssem bem se questionados sobre churrasco, cerveja ou baladas. Mas ao serem requisitados sobre seu autodesenvolvimento, a “coisa pega”, a “porca torce o rabo” e eles engasgam aí mesmo.

Este cenário nos permite visualizar duas atitudes. A primeira é lamentar. A segunda? Os profissionais que se dedicarem a aprimorar seu conhecimento irão superar uma plêiade de outros que só têm desejo de sucesso, porém nenhuma disposição de esforço por alcançá-lo.

O que ninguém poderá negar são as gigantescas oportunidades de ótima colocação e de carreira no mercado de trabalho aberta a todos. Mas estão restritas a quem faz  uso de sua massa encefálica. Todos os demais padecerão no subemprego. 

Ler Mais

Image

UM ELOGIO TRAZ VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quando foi a última vez que você elogiou um funcionário por seu bom desempenho? 

Quando foi a última vez que você louvou o seu filho, filha, marido ou esposa por tê-lo ou tê-la visto fazer algo importante? 

Você não calcula a diferença que isto faz para eles.

Não se preocupe. Não é preciso que você passe o dia todo elogiando pessoas. No entanto, um feedback sincero faz milagres. 

Enquanto um feedback negativo pode orientar e ensinar, um elogio faz a pessoa que o recebe desistir de desistir – principalmente quando a frustração destrói o ânimo. 

Aqui vai um exemplo.

Há um jovem que trabalha ao lado do pai.  O objetivo desta proximidade é que ele aprenda e pratique o que é necessário para suceder o pai na empresa.

O pai é preocupado em pontuar tudo o que observa para que o filho torne-se  um grande profissional. 

Dia desses, o rapaz me disse: 

- “O meu pai é duro demais comigo. Ele só vê as minhas fraquezas. Nunca diz ter observado um ponto positivo meu. E eu tenho qualidades.”

Dois ou três dias depois, o pai assistiu a uma apresentação do filho frente a um treinamento de funcionários. Após o evento, chegou ao moço e lhe disse: 

- “Estou orgulhoso em vê-lo falando com segurança. Você está indo bem.”

Após este momento, a vida do filho mudou. Ele tornou-se mais eficiente e objetivo.

A  lição é evidente: “Um feedback positivo, dado com franqueza e verdade, vale mais do que muitas repreensões.”

Ler Mais

Image

PROFISSIONALISMO É SERIEDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

- Um palhaço triste não atrai público ao circo. 

- Um juiz piadista  deixará dúvidas sobre suas decisões.

O valor de um profissional se constrói com conhecimento, coerência e seriedade. E isto se mostra através do comportamento, em qualquer ocasião.

Tenho visto gente que ocupa cargos importantes em empresas portando-se como crianças. Gastam seu tempo com brincadeiras, enviam e leem e-mails de piada no ambiente de trabalho, e vários outros absurdos.

A pergunta “por que fazem isso?” tem uma resposta. Pessoas com desvios de comportamento demonstram necessidade de se autoafirmar.  Por isso elas fazem tudo para atrair a atenção dos  demais.  E fazem qualquer coisa mesmo e tornam-se desprezíveis.

A verdade é que o modo particular de agir de cada um é mais importante do que o cumprimento de qualquer código de conduta escrito. 

Uma empresa resolveu o problema da espontaneidade mal educada de seus funcionários criando um sistema eficiente e objetivo de avaliação de desempenho. Eles passaram a mensurar o comportamento a fim de recompensar e punir em função da pontuação. 

A ideia  é interessante, ainda que difícil de implantar.   Porém, eu não abro mão do velho recurso da demissão sumária de  empregados e gestores que confundem colegas com familiares e o ambiente de trabalho com clube de campo. A razãoda minha política nada agradável de resolver o caso é que, mesmo não sendo laranjas, essa gente acaba “estragando” todos à sua volta. E isso basta como justificativa para afastá-los.

Ler Mais

Image

COMPROMISSO COM A CAUSA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você sabe quem é o funcionário comprometido com a sua empresa e sua missão? É aquele que tem prazer com o que faz. 

Ele sente orgulho ao falar do trabalho que realiza e não o vê apenas como meio de ganhar a vida, ou como um “emprego”. Talvez até não esteja completamente satisfeito com as políticas da empresa, mas não deixa que isso influencie negativamente seu desempenho. 

Conclua o que digo através de um fato ocorrido há poucos dias.

Era véspera de um importante treinamento na empresa, marcado há dias. O vendedor chega a seu gerente e diz:

- Seu Luis, estou com um problema. Amanhã à noite é a decisão do campeonato de futebol e eu não perdi nenhum jogo do meu time nessa temporada. O senhor me dispensa do treinamento? 

O gerente, mais que rapidamente, pontua ao vendedor uma possível solução:

- Bem, meu caro, use a tecnologia. Grave um vídeo e assista depois.

Ao que o vendedor lhe responde:

-  Muito obrigado, senhor! É ótimo saber que posso pedir para alguém gravar o treinamento.

Definitivamente confie no que direi: é importante avaliar os seus colaboradores quanto ao comprometimento com a causa porque vocês lutam. E tão logo você saiba, verá a relação diretamente proporcional entre esta competência e os resultados alcançados até então.

Ler Mais

Image

O QUE SIGNIFICA BANHEIRO SUJO NA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Banheiro sujo na empresa é sinal de gente mal educada na área. Muitos dos usuários pensam ou dizem: 

- “Imagine como não será a casa desse porco!”. 

Quem tem cabeça boa não faz aos outros o que não deseja que lhe façam. Não é preciso ser religioso para agir assim. Bom senso basta. Mas cabeça que pensa, hoje em dia, é algo raro. Onde estarão as mentes 100% sãs?

Na empresa de um conhecido havia um banheiro de funcionários sempre limpo. Uma reforma no prédio fez os diretores usarem temporariamente este banheiro. Não deu outra! A limpeza sumiu. Por quê? Alguns funcionários viram aí sua chance de protesto.

A verdade é que empregados revoltados às vezes tornam-se vândalos e influenciam outros. Causam danos a processos, equipamentos e também ao patrimônio da empresa. 

Existem os que chegam a ponto de inserir dados falsos no sistema de gestão para confundir ou provocar decisões erradas. Outros desviam recursos financeiros, pagam fornecedores em duplicidade, perdem propositalmente a data de entrega de pedidos a clientes e muito mais!

Chegou-me o caso do gerente comercial de uma empresa que provocou queda nas vendas por meses consecutivos com o intuito de fazer prevalecer sua opinião sobre a de seu diretor. 

Para mim, uma empresa tornar-se refém de funcionários como estes é caso de polícia!  

A prática infalível consiste em adotar a objetividade como conduta em todas as áreas, decisões e relacionamentos. Direi de modo muito simples: livre-se das emoções no ambiente de trabalho. Seja correto, justo e assertivo.  Remunere o que é devido e legal, sem exceção. Cumpra o que for combinado e jamais permita que as pessoas se sintam em família. O modelo empresa-família é nocivo e enganoso.

Empresa não é lugar para se ter amigos. Amizade implica em cumplicidade. E o fruto da cumplicidade quase sempre é bandidagem.  

Ler Mais

Image

NÃO DEIXE OS SEUS FUNCIONÁRIOS PASSAREM DO PONTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todo funcionário recém-contratado é como uma fruta verde – dá esperança de que será bom e doce. Porém, muitos quando caem na rotina, tornam seu dia-a-dia improdutivo e inútil. Seus resultados estabilizam ou até reduzem. E neste ponto, eles ainda parecem frutas. Parecem frutas passadas. 

Na minha casa fomos educados a não desperdiçar comida. Nossa origem vem de lugares onde não há abundância de alimentos, por isso, minha mãe separava as frutas mais maduras para a fabricação caseira de geléia ou compota. Ela as descascava, punha numa panela com água, acrescia açúcar e levava ao fogo. A água evaporava lentamente, a massa ficava livre de microorganismos e o produto final era guardado em potes de vidro esterilizados. Assim, não tínhamos prejuízo e as frutas ganhavam vida nova como alimento por longo tempo. 

Trazendo aquela experiência doméstica para o ambiente corporativo, a primeira sugestão para tratamento de funcionários maduros é: dê-lhes respeito e consideração. Isto equivale à água e ao açúcar na receita da minha mãe. Quero dizer: não deixe sua autoestima baixar e ajude-os a manterem a motivação. Integre-os a um plano importante da empresa e dê-lhes uma missão envolvente. 

O próximo procedimento é submetê-los ao “fogo”. Faça uma clara e franca avaliação de desempenho. Dê-lhes um feedback real. Em seguida, exponha-os ao desafio de uma reciclagem de conhecimento e de comportamento concernente à necessidade apresentada neste feedback. 

O vício de colaboradores bitolados só os leva a perder a consciência da função, a visão de qualidade e da produtividade pessoal. Uma sacudida mental renovará suas perspectivas, e isto é melhor do que perdê-los. 

Frutas passadas só servem mesmo para adubo. Faça tudo para que os seus funcionários jamais cheguem a esse ponto.

Ler Mais

Image

O FENÔMENO AMBEV DE GESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Qualquer um pode conhecer a gestão da Ambev – famosa por seu rigor na busca de resultados financeiros. Está em jornais, revistas e livros que escancaram o modelo reputado como  “sucesso” na condução de uma empresa mundial. 

Para conseguir isso, a Ambev adota ações de recursos humanos bastante agressivas – primeiro na busca e seleção de talentos, depois no treinamento para enquadrá-los a suas diretrizes.  E eles não param nisso. Estabelecem alvos de resultados crescentes e ousados para cada colaborador, e um prazo para que sejam atingidos. Quem não os alcançar, estará automaticamente demitido. 

- “Então” –  muitos pensam – “basta copiar!”

Sim. Qualquer bom empresário almeja entender e até cobiçar esta façanha. Mas reproduzi-la não é fácil e nem simples. 

A Ambev disponibiliza uma fração considerável de seus lucros em incentivos a seus empregados. Todos lá trabalham para vencer desafios e ganhar dinheiro – alvos definitivos em afiná-los aos princípios da organização.

Existe muita coisa a se aprender com a Ambev, é óbvio. Porém, se você não tem recursos e nem margem de lucro suficiente para compartilhar com o seu pessoal e insiste em imitar este modelo, o produto disso poderá ser frustrante e contrário aos seus objetivos.  

Primeiro, os seus empregados se sentirão pressionados. Em seguida, dirão que a empresa os sobrecarrega injustamente. Por fim, a desmotivação será tamanha que outros profissionais rejeitarão as vagas que o seu RH disponibilizar  ao mercado – ainda que você decida comprar um desses títulos de “melhor lugar para se trabalhar do planeta” à venda por tantas e tantas instituições por aí.

Ler Mais

Image

A PALESTRA DO MOTORISTA E O BAIXO NÍVEL DOS PROFISSIONAIS DE HOJE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Depois de receber o Prêmio Nobel de Física, em 1918, Max Planck viajou por toda a Alemanha. Sempre que era convidado para dar uma palestra, apresentava o mesmo texto sobre a recém-descoberta Mecânica Quântica. Com o tempo, seu motorista já sabia a palestra de cor.

- “Deve ser monótono, professor Planck, proferir sempre o mesmo discurso” – disse-lhe o motorista. “Que tal se eu o substituir na próxima palestra e o senhor ficar sentado na primeira fila com meu quepe de chofer? Assim, nos revezamos um pouco.”

Planck achou a proposta divertida e concordou. O motorista deu a longa palestra sobre Mecânica Quântica para um público de bom nível. Após alguns minutos da preleção, um professor de Física levanta a mão e faz uma pergunta. O motorista, sem pestanejar, respondeu:

- “Nunca poderia imaginar que numa cidade importante como esta alguém fizesse uma pergunta tão simples. Vou pedir ao meu motorista que a responda.”

Acredito que isto seja uma lenda. No entanto, a historieta ilustra algo que acontece intensamente no atual mundo das profissões.

Muita gente está agindo do mesmo modo que aquele motorista. São superficiais e detêm minguado conhecimento e prática em determinado campo, mas são ousados o bastante para se candidatar a vagas de profissionais plenos em empresas privadas ou a cargos públicos.

O resultado é desastroso. As empresas lhes confiam atividades e responsabilidades movidas pela fé de que eles terão desempenho positivo. Contudo, como pseudoprofissionais que são, eles trabalham por tentativa e erro. Se acertarem, puxarão para si os louros. E quando errarem, saberão transferir a culpa para o ombro de outros. Esta é a regra!

Eles sempre ficarão a dever metas e objetivos, mas saberão construir desculpas que livrem sua pele de quaisquer ônus.

Na hora da seleção de pessoas, suspeite da aparência e do currículo. Boa apresentação pessoal pode ser ilusória, e currículo farto de cursos e realizações, tão real quanto ser rico no jogo do Banco Imobiliário. Submeta-as a uma avaliação prática para averiguar se, de fato, detêm o conhecimento que declaram. E não tire o olho delas no período de experiência.

Você ainda vai me agradecer por esta dica.?

Ler Mais

Image

MANDE EMBORA QUEM SÓ QUER EMPREGO

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Corte os funcionários “meia-bocas” da sua empresa.  Demita todos os que dão desculpas quando não conseguem entregar resultados. E aproveite para juntar a estes as pessoas que choram pelos corredores afetando o positivismo ou tirando o foco dos colegas.

Demita todos os que precisam de palestras motivacionais para sair da zona de conforto em que vivem o todo tempo. Gente negativa é rançosa. Estraga e apodrece as outras. 

Quem manter? Só os que fazem diferença – que têm brilho nos olhos, que são engajados, comprometidos e têm responsabilidade sobre o que fazem. 

Você tem pena de usar a guilhotina? Faça caridade a uma instituição apropriada. Uma empresa é local de objetivos assertivos e claros relacionados a resultados financeiros. A sua inclusive!

E direi algo que talvez não goste de ouvir: “Você não é a empresa! E a sua empresa não é você.”

Qualquer organização de negócios, independente do tamanho, é uma entidade que visa lucros. Não é uma família. E vou revelar um segredo: todos os que desejam dar conotação de família à empresa estão agindo por segundas intenções. É mentira. É falso. É técnica para enganar trouxas. Não vá por este caminho.  

Não insista em manter no quadro de funcionários quem pensa e age como derrotado. Eles só querem emprego e salário, não trabalho. E você não precisa de “simples empregados”,  mas de colaboradores! São os que cooperam ou que trabalham em conjunto pela busca de resultados. 

Os que não estiverem em sintonia com estas ideias, está fora desde já. Acerte suas contas e deixe-os ir!

Ler Mais

Image

SEM ESSA DE PUBLICAR SONHOS FANTÁSTICOS

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude

Alguém chega e lhe diz: “Eu sou o cara mais legal do mundo. Sou perfeito e você tem que ser meu amigo!” Que interpretação você faria disso? 

Uma empresa lançou uma campanha caça-talentos para seu RH por meio de anúncios nas mídias sociais com o seguinte título: “Este é um dos nossos vencedores”. Segue-se a foto e o depoimento de um funcionário testemunhando ser lá o Paraíso.

Eu me incomodo com esse tipo de comunicação – mesmo entendendo seu propósito. Fazem um apelo emocional e vago apostando que isso basta para o resultado que buscam. Não mencionam nem traços da realidade e supõem que os que estão à frente da tela são simples sentimentais que não pensam e não questionam. 

Interessante seria: “Aqui existem oportunidades reais de carreira” e mostrar o depoimento de alguém que esteja, de fato, subindo na carreira interna? Não! Mas eles decidem dizer: “Vencedor”. E eu penso: “Vencedor de que? Estamos falando de trabalho ou sacrifício?”

E há um agravante. Eu os observo há meses. A procura de novos funcionários não para. Alta rotatividade?  Se sim, a propaganda realmente é falsa.

No meio de tudo isso, há algo que me intriga muito mais. 

Vejo o RH de outras empresas fazerem exatamente o mesmo, ipsis litteris. É o reino encantado do Ctrl C + Ctrl V resolvendo todos os problemas e salvando a pele de quem não usa, ou não tem, massa encefálica para criar algo novo e respeitável ao público-alvo.

E acresço que se os culpados ficarem zangados com esta crítica, que me desculpem desde já porque a minha iniciativa visa o bem de todos, incluindo o deles para que deixem de ser ridículos. 

Há pessoas bem pagas nessas empresas, eu sei. Elas deviam fazer jus a seus postos pela produção de algo autêntico e real. 

Ler Mais

Image

A REUNIÃO PRÉ-JORNADA DE TRABALHO E SEUS RESULTADOS

Abraham Shapiro

A reunião do gestor com seus colaboradores  antes de iniciar a jornada de trabalho a fim de de alinhá-los aos objetivos do dia tem produzido comprometimento com as metas, com os clientes e com o atendimento em 100% das empresas onde sugerimos e implantamos esta prática. 

Estes  encontros podem ter vários formatos e permitem flexibilidade. Um dos mais efetivos é aquele em que o gestor e a equipe se reúnem por um tempo breve e acertam as ações do dia sem aprofundamento de detalhes, mas com instruções objetivas e  claras sobre as dificuldades mais comuns e frequentes.

O tempo de duração deve ser pré-fixado e respeitado à risca por questão de disciplina. 

Em muitos casos, é frutífero fazer a leitura de um texto cujo conteúdo seja significativo ao final do encontro. O gestor que inspira sua equipe caminha mais rápido à liderança. Evite textos de cunho religioso para que não firam as opções individuais dos integrantes.

Há livros especialmente escritos para esta finalidade. 

Se você ainda não adota esta prática e tem interesse, não deixe passar. Planeje-se, faça experiências e chegue a um formato compatível à sua equipe. Comprove o que cem por cento das empresas que a implementaram com seriedade têm alcançado e colha os benefícios.

Ler Mais

Image

O PIOR DA VIDA E DO TRABALHO

Abraham Shapiro

Quando o Vampeta jogou no flamengo, o time passava por uma crise financeira. Certo dia, o jogador declarou à imprensa algo que fez muita gente rir:

- "Eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo".

A frase aparentemente é simples e sem propósito. Mas, tudo nesta vida tem essência. Por isso,  seu  sentido mais interior é sério e demais grave.

Pense, por exemplo, em quantas pessoas são obrigadas a tolerar torturas emocionais impostas por um patrão tresloucado e estão impossibilitadas de deixar o emprego,  já que nem sempre isto é apenas questão de escolha. E sabe o que elas farão numa circunstância como esta? Elas fingem.

Nas relações interpessoais, como a que existe entre chefe e funcionário, a verdade e a franqueza são os atributos mais importantes. Isto faz o ambiente tornar-se favorável à confiança mútua e afasta a humilhação. Fica mais fácil comprometer-se com o trabalho e com o padrão de desempenho esperado. Com clareza na relação, todos ganham.

Se isto  ocorre em algum nível ou circunstância da sua vida,  saia do fingimento. Assuma vez por todas  a verdade e a transparência na sua conduta, pois, se assim não for, quando menos esperar, você será prisioneiro de situações que não lhe permitirão sequer agir em favor de si mesmo.

Ler Mais

Image

CAMINHE EM DIREÇÃO À SUA META. CAMINHE!

Abraham Shapiro

É importante estabelecer objetivos para a carreira profissional. Mas se você estiver buscando novos alvos, não mire nas estrelas. 

Eu sei que grandes lucros implicam grandes riscos. Mas lembre-se das histórias de fortunas que viraram poeira por causa da ganância por lucros estelares. Elas estão por aí. 

Um atleta não pode pensar em quebrar o recorde mundial cada vez que se põe a treinar. Seu objetivo de hoje deve ser: superar o resultado conseguido ontem.

Na carreira profissional também é assim. 

Uma profissão deve ser construída como um barco para enfrentar fortes tempestades em alto mar. Isto se traduz em necessidades como estudo constante, economia e foco. 

Há momentos de apertos, mas eles não devem causar perda de foco ou desvio de atenção da meta.

Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo. E não foi com herança que ele fez fortuna, mas com inteligência e expertise. Certa vez ele falou: “Eu não tento saltar barreiras de dois metros de altura. Prefiro as de trinta centímetros porque eu as transponho com um simples passo”.

Não complique a sua carreira. Seja simples. Caminhe dia a dia, passo a passo, sem parar, e fique atento a oportunidades. Se você vai por uma estrada sabendo aonde quer chegar, não pare para admirar a beleza de uma árvore ou uma montanha. Siga na direção. Só assim você chegará ao lugar.

Ler Mais

Image

MUITOS FUNCIONÁRIOS SÃO ASSIM. NEM TODOS!

Prefere ouvir? Clique aqui: https://soundcloud.com/profissaoatitude/muitos-funcionarios-sao-assim-nem-todos

 

Abraham Shapiro

Não se confunda.

Quando o funcionário quer aumento de salário, ele diz que está sem motivação.

Quando o funcionário quer que o chefe não questione falhas em seu desempenho, diz que está sem motivação.

Quando o funcionário quer que seu superior não descubra lacunas de qualidade nos deveres junto ao cliente, ele diz que está sem motivação.

Quando o funcionário é incompetente, mas tem vergonha de admitir que detesta treinamentos, ele diz que está sem motivação.

Definitivamente é preciso que se saiba: não há como motivar alguém de verdade através de meios externos – inclui-se aí: dinheiro, benefícios, piadas, palestras de palhaços motivadores etc.

As pessoas só se motivam de dentro para fora, do interior para o exterior, e só quando permitem  ou desejam que isso aconteça. Quando elas não querem, nem um sinal nos Céus o fará.

Antes de recorrer ao velho e fracassado método da  tentativa e erro, convém lembrar o funcionário de que ele tem um contrato de trabalho com a sua empresa. E ele deve ser cumprido à risca por ambas as partes. Exija isso! Pague-o devidamente e dê-lhe treinamentos que esclareçam “o que” deve desempenhar, “como” e o padrão de qualidade que é exigido.

Não permita sentimentalismo nesta relação e jamais dê coisas a ele esperando gratidão. O ser humano não é naturalmente grato.  Além disso, doações frequentes tendem a se tornar “direito adquirido”.

Falta de motivação, na maior parte das vezes, é desculpa ou malandragem de gente que não é séria. É como diz o velho ditado: “Quando o fulano não sabe dançar, diz que a banda é desafinada ou que o chão está  torto”.

Ler Mais

Image

MAS E SE ELES FOREM EMBORA?

Abraham Shapiro

Conversa entre dois diretores. O primeiro diz: 

- “O que acontecerá se investirmos em treinamento para os nossos colaboradores e eles nos deixarem para se empregar em outra empresa?”

O segundo diretor responde:

- “Não sei exatamente. Mas garanto que será pior se eles não forem treinados  e continuarem conosco!"

Todos os empresários que eu conheço dizem coisas bonitas e fofas como: “Treinamento é algo de que toda empresa necessita como o ar que se respira”, e também: “Sem treinamentos negócio algum subsiste”.

Estão certíssimos!

Entretanto, há inúmeros deles que se recusam a investir em treinamento de funcionários por receio de que o montante se perca quando eles eventualmente rescindirem o contrato de trabalho e forem para outra empresa.

Mas existe saída melhor para os problemas de produtividade e qualidade do que treinar e capacitar a mão de obra interna?

Ou você habilita o pessoal para dar resposta à altura que o seu público espera, ou não faz nada e potencializa prejuízos letais pela perda de clientes ou pelo mal que eles sairão falando de vocês.

Faça valer o seu talento de empreendedor: treine, treine bem e treine muito. Marque positivamente a vida das pessoas que trabalham com você como “o patrão que mais me ajudou a ser profissional”. Todos jamais esquecerão desse benefício, pois ele é real.

A outra opção é deixá-los criar seu próprio modo de fazer e de atender. O que você acha disso?

Ler Mais

Image

FUNCIONÁRIOS MAL VALORIZADOS

Abraham Shapiro

Uma empresa que não oferece a seus funcionários condições de crescimento na função ou de melhoria de salário por produtividade, assim como aquela que os remunera abaixo da realidade do mercado, os verá fazerem uma dessas três coisas:

- Constante prospecção por outra vaga,

- Busca de um segundo emprego,

- Atividade paralela tipo “bico” para complementar seus ganhos, como: a venda de cosméticos, roupas e outros.

As pessoas geralmente têm ambição. Muitas delas estão insatisfeitas com sua situação atual e desejam mudar para melhor.

Quando a empresa oferece condições de mobilidade de função ou de ganhos, os funcionários tendem a se engajar mais porque visam novos patamares.

Em oposição, quando os lucros escoam somente para o bolso do patrão  e não existe gestão de pessoas que valorize a mão de obra, os funcionários tendem a oferecer mínimo esforço e se comportam ao velho modelo  de “um olho no peixe e o outro no gato”.

Quanto custa perder um bom funcionário? Eu direi: custa a perda da expertise e do know how que ele adquiriu com recursos da empresa. Não seria muito mais viável investir num sistema de gestão que superasse estas lacunas?

E sabe o que mais? Se a sua opção é substituí-lo, você encontrará muitos candidatos piores, pouquíssimos iguais, e quase nenhum melhor do que ele ao preço que você já o remunera. Então, pense bem antes de manter condições adversas aos seus recursos humanos e favoráveis só aos lucros em seu favor.

Ler Mais

Image

QUEM É O PROFISSIONAL REALIZADO?

Abraham Shapiro

Um homem caminhava pelo campo quando avistou dois camponeses que davam duro debaixo do sol escaldante de verão.  Quando se aproximou,  viu que eles faziam algo esquisito. O primeiro abria um buraco na terra e o outro imediatamente o tapava;  ambos davam um passo calculado, e então repetiam a tarefa. 

Sem entendender o propósito daquele procedimento exaustivo, o homem perguntou o que estavam fazendo. Um deles respondeu: 

- “Sabe o que é? Eu sou o João. Esse aqui é o Pedro. Nós trabalhamos em três, todo dia. Eu abro uma cova, o Zé joga a semente e o Pedro cobre com terra.  Acontece que o Zé não veio hoje. Como a gente não queria ficar parado, tamo fazendo a nossa parte”.

Um trabalho sem propósito é vão. Para ter valor, é preciso que tenha uma finalidade e seja claro para quem o executa. Daí aprende-se que a realização em uma profissão depende mais de “como” ela é desempenhada da parcela de esforço dedicado do que da atividade em si. 

Pense em alguém que ama o trabalho que faz.  Vá observá-lo e você verá que ele tem disposição, aceita as tarefas e as executa até vê-las concluídas, e não se importa quando há necessidade de trabalho além das horas da jornada regular. 

E sabe o que mais? Ele entende o que faz.

Isto é um profissional de verdade; alguém que inevitavelmente terá realização.

Ler Mais