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TRABALHO E JUSTIÇA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A área mais difícil de administrar em qualquer negócio? Funcionários.

Exigências relacionadas aos Recursos Humanos são um tanto complexas: salários, férias, despesas, conflitos, premiações e muitas outras. 

A Bíblia faz referências ao relacionamento ‘patrão empregado’ de modo objetivo e muito claro.  

"O salário de um trabalhador não ficará no seu poder até pela manhã". 

Também existe no Sagrado Livro um apelo evidente a não tirar proveito de um funcionário: 

“Não oprima o trabalhador pobre e necessitado dentro das suas portas, seja ele do seu país ou estrangeiro.  No mesmo dia pague seu salário antes que o sol se ponha, porque ele está contando com isso para seu sustento”.

Igualdade e justiça são as regras básicas de relacionamento entre patrão e empregados há mais de 3.300 anos. E aplicam-se a todos os níveis. Pagar salário condizente ao mercado,  cumprir obrigações legais, não fazer qualquer acepção com base no nível social, cultural, racial ou religioso, são orientações mínimas para se conseguir ordem dentro da empresa. 

Além de tudo, dizer "não" é uma das atitudes mais difíceis para qualquer patrão. Mas quando você constrói uma reputação correta e justa junto aos seus funcionários, eles o respeitam, e sabem que estão recebendo dignidade. Isto é o que faz de você um empresário confiável e honrado mesmo quando deve dar uma resposta negativa, desagradável ou dura.

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O TREINAMENTO NA EMPRESA E SEU PROPÓSITO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Fala-se muito em ‘treinamento’ nas empresas. Há um grande risco de ser este mais um de tantos conceitos que a maioria das pessoas finge saber, mas está longe de dominar.

Treinar um funcionário é muito mais que transmitir conhecimento,  procedimentos ou dar uma palestra. É antes e acima de tudo, atuar com metodologia para que ele produza resultados. 

O propósito do treinamento é elevar o nível de desempenho do colaborador e fazê-lo sentir a motivação que nasce de saber ‘o que fazer’ e ‘como fazer’. 

A etapa seguinte – obrigatória e indispensável, diga-se – é a avaliação. Refiro-me a medir o aproveitamento por meio de uma  verificação adequada e objetiva – e não subjetiva.  Trata-se de conferir o nível de incorporação das práticas treinadas ao acervo mental do colaborador, respondendo à pergunta: “Ele adquiriu a habilidade que se desejava desenvolver através do treinamento?” 

Ao final do processo, ele deverá ser capaz de assumir, com domínio, as responsabilidades que a organização espera ou determina que assuma. 

Um treinamento bem direcionado dará ao gestor condições de dedicar-se às tarefas estratégicas e aos temas que fazem diferença em seu desempenho. Isto é quase impossível com uma equipe despreparada.  

Qualquer pessoa só terá aprendido o que quer que seja quando seu comportamento mudar em relação ao que foi ensinado. Sem mudança de atitude, o treinamento não foi efetivo. Talvez apenas um razoável meio de informação.

 

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DESPEÇA O RH INCOMPETENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

A pressão para encontrar talentos na empresa faz os profissionais não capacitados do RH vulneráveis ao encanto irresistível de certos candidatos. E não fica nisso.  Eles não são capazes de enxergar talentos internos que poderiam contribuir muito ao ocupar funções de maior responsabilidade.

Francamente, é um enorme problema  ter profissionais sem aptidão na “Gestão de Pessoas” – a mais estratégica de todas as áreas.

Vou dizer sem medo: se você suspeita de que o seu RH está ruim, isto significa que a situação já é bem pior do que você calcula, e já afeta os seus lucros.

Tome providências. Construa o seu time de RH com profissionais que  tenham prática comprovada e referenciada. Refiro-me a gente que saiba claramente o que é o seu negócio ou aprenda rapidamente. Evite o perfil romântico de quem fala coisas incríveis, põe defeito em tudo e só consegue resolver problemas depois que a empresa gasta uma fortuna com consultorias – muitas delas inúteis.

Levaram um consultor para uma empresa de varejo. Ele iniciou seu trabalho pela leitura de um livro com os gerentes. O livro era complexo e nada tinha com a situação para a qual ele fora chamado. Todos perceberam isso, exceto o RH que insistiu em praticar as instruções da literatura. Ao final, a coisa se complicou. Foram obrigados a voltar atrás e o grupo perdeu o engajamento em outras atividades importantes que a diretoria mantinha. O tempo de recuperação foi longo e custoso. Tudo aconteceu por conta de um RH fantasioso que, inepto para resolver questões por si,  saiu em busca de um consultor caça-níquel.

Até aqui, falei do grupo de RH. Para completar, se o gestor não for muito bom – muito bom, eu disse –, dificilmente você terá uma equipe que atenda às suas necessidades. Aliás, um “gerentinho” como tantos que se consegue por aí pode destruir uma empresa com suas atitudes fora de propósito ou por nenhuma atitude.

A regra sobre o RH é clara: demita os sonhadores e os ineficientes. Na sua e em qualquer empresa, tudo precisa convergir para objetivos mensuráveis e transparentes. Não há lugar e nem recursos financeiros para intuições, especialmente quando a margem de lucro está achatada, a concorrência  enlouquecida e a exigência de clientes por qualidade na medida em que jamais esteve ao longo de toda a História da Humanidade.

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OS COMPLEXOS DETALHES DE COMPORTAMENTO DA GERAÇÃO Y

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Para os que ainda não conhecem a terminologia, chama-se  Geração Y ou “Geração Millennial” os jovens nascidos entre 1980 e 1996, cujo comportamento tem recebido estudos de toda ordem devido a um padrão nada similar a todas as demais gerações que passaram por este Planeta, desde os dias de Adão e Eva.

Símbolos importantes desta geração? O Uber...  o Airbnb...  as séries do Netflix...  e tantos aplicativos que estão mudando de modo drástico a face do capitalismo.

Os estudiosos dizem que eles não são fiéis à empresa onde trabalham.  E se eles sentem não estar crescendo e se desenvolvendo, renunciam ao cargo e saem em busca de outro local de trabalho. Este é o modelo mental dos atuais trintões  quando diante de um desafio.

Estes pesquisadores dizem que empresas devem gerenciar os funcionários mais jovens de modo coerente a seu jeito de ser. É preciso proporcionar-lhes trabalho com um propósito genuíno, com uma razão. O ambiente deve oferecer condições para aprender, crescer e evoluir na carreira. 

Também aconselham as empresas investirem no treinamento de seus gerentes mais velhos para conhecer os principais traços desta geração e aprender a se comunicar com eficiência. 

O futuro dos negócios depende de adaptação. Sempre foi assim. Mas os “tempos líquidos” de hoje exigem que todos (todos, repito!)  se coloquem na condição de aprendizes ... e semeiem cooperação mútua muito mais do que sempre se buscou conseguir.

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SALÁRIO: ESSA PEDRA NO CAMINHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Um bem sucedido empresário de São Paulo entrevistava candidatos a uma posição de engenheiro para sua empresa. Ao final de uma entrevista, ele pergunta ao jovem autoconfiante, recém-formado numa das melhores universidades do país:

- "E qual é a sua pretensão salarial?”

O rapaz diz:

- "Algo em torno de R$ 15 mil ao mês, dependendo do pacote de benefícios".

O empresário para por uns segundos e então lhe diz:

- "O que diria de um pacote de benefícios com cinco semanas de férias, plano de saúde e odontológico completos, fundo de aposentadoria integral correspondente a 50% do salário, carro por conta da empresa e renovado a cada dois anos?”

O engenheiro move-se na cadeira, surpreso, e declara:

- "O senhor deve estar brincando".

E o empresário:

- "Sim, estou. Mas foi você quem começou!”

Tema perigoso e complicado da gestão de pessoas: salário. 

Como remunerar um profissional?  

Eu só posso responder: remunere-o do modo mais sábio e inteligente possível. Nunca abaixo do quanto ele é capaz de fazer – desde que faça –, e jamais conforme o que ele pensa merecer, pois, tratando-se de méritos, o homem sonha com as estrelas e acorda acreditando ser mais inteligente do que Einstein!

Muita gente vende ilusão. Talvez não seja tão mau! Triste, no entanto, é saber que há tolos que compram.


Acesse: http://www.profissaoatitude.com.br/blog

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COMO LIDAR COM TALENTOS VERDADEIROS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

O que estamos fazendo com os grandes talentos que recrutamos? 

Há processos de seleção fantásticos, eu vejo.  Mas depois, os contratados  são postos num canto qualquer da empresa para executar tarefas vazias e sem nenhum propósito. Aí eles se perdem.

Então, permita-me repetir: “O que estamos fazendo com os grandes talentos que recrutamos?” 

Minha resposta é clara: dê a eles missões inspiradoras! 

Um gestor bemsucedido, para mim, é aquele que busca fazer com que sua coleção de talentos o surpreenda e encante (ou espante) ao buscar territórios inexplorados que ninguém poderia imaginar. Se esse gerente não for rotineiramente surpreendido pelos lugares aonde seus funcionários talentosos o levam, ele  não é um selecionador de talentos que valha a pena.

Em seu extraordinário livro “Os Gênios da Organização”, Warren Bennis e Patricia Ward Biederman fazem duas afirmações: 

A primeira:  

“Os grupos só se tornam grandes quando todos neles, líderes e membros igualmente, são livres para dar absolutamente o melhor de si”, 

e a segunda: 

“A melhor coisa que um líder pode fazer para um grande grupo é permitir que seus membros descubram a própria grandeza”.

Em 99% das organizações as pessoas quase nunca são “livres” para “dar absolutamente o melhor de si” e “descobrir grandeza”. 

Então restam a qualquer gerente apenas duas opções: ou transforma esta prática em seu mantra, ou aceita a desmotivação e a trivialidade. E dependendo da escolha, será bom saber que nenhuma estratégia, não importa quão inteligente ou sábia, poderá salvar sua empresa.

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TROCAR DE EMPREGO SEMPRE FAZ BEM?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Alguém andou dizendo: “Um profissional sobe mais rápido na carreira quanto mais trocar de empresa.” E eu direi: “Muito cuidado. Isto pode ser uma ilusão.”

Vi uma pesquisa na qual a trajetória de 14 mil executivos, não presidentes, foi estudada.  Ela mostra que mudanças internas produziram uma porcentagem bem maior de promoções e a um ritmo mais rápido do que o ‘vai e vem’ entre empresas.

Uma provável razão para o desempenho melhor de candidatos internos é que a empresa sabe mais sobre eles.  Promover alguém de dentro traz menos riscos do que contratar alguém de fora – por mais extenso que seja o currículo ou mais detalhadas as referências. 

Head hunters e empresas de seleção de executivos também dão preferência a candidatos com mais estabilidade. Além disso, eles analisam seus indicadores de desempenho e capacidade de decisão. Para chegar à fase da entrevista, a pessoa tem de se sair bem nesses três parâmetros (1. estabilidade em empregos anteriores, 2. indicadores de desempenho e 3. capacidade de decisão) 

Eles assumem que uma estada de menos de três anos numa empresa provavelmente não basta para que a pessoa tenha dado uma contribuição relevante. Mudança frequente de emprego é um sinal de que a pessoa não é boa para tomar decisões. 

Uma curiosidade: em muitos países, a troca frequente de emprego é inaceitável. No Japão, por exemplo, deixar o emprego chega a ser visto como traição. 

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QUEM TEM SUCESSO NA CARREIRA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Os meus amigos César Paiva e Alexandre Mantovani estão à frente de uma das mais respeitadas e exitosas empresas de investimento do país, a Real Investor.

Muitos investidores têm confiado, há anos, seu capital e economias em suas mãos. E todos, absolutamente, estão satisfeitos.

A Real Investor, como muitas outras boas empresas, tem necessidade de pessoas para compôr seu quadro crescente de colaboradores. Apesar da pilha de currículos de interessados em fazer parte deste projeto  bacana,  quase todos mostram-se inaptos já na primeira questão da entrevista, cuja pergunta é: “Você pode nos expôr o que aprendeu com o último livro que leu?”.

Os que dizem ter lido algo, não sabem explicar o que aprenderam. Os demais, não leram nada. Talvez se saíssem bem se questionados sobre churrasco, cerveja ou baladas. Mas ao serem requisitados sobre seu autodesenvolvimento, a “coisa pega”, a “porca torce o rabo” e eles engasgam aí mesmo.

Este cenário nos permite visualizar duas atitudes. A primeira é lamentar. A segunda? Os profissionais que se dedicarem a aprimorar seu conhecimento irão superar uma plêiade de outros que só têm desejo de sucesso, porém nenhuma disposição de esforço por alcançá-lo.

O que ninguém poderá negar são as gigantescas oportunidades de ótima colocação e de carreira no mercado de trabalho aberta a todos. Mas estão restritas a quem faz  uso de sua massa encefálica. Todos os demais padecerão no subemprego. 

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UM ELOGIO TRAZ VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quando foi a última vez que você elogiou um funcionário por seu bom desempenho? 

Quando foi a última vez que você louvou o seu filho, filha, marido ou esposa por tê-lo ou tê-la visto fazer algo importante? 

Você não calcula a diferença que isto faz para eles.

Não se preocupe. Não é preciso que você passe o dia todo elogiando pessoas. No entanto, um feedback sincero faz milagres. 

Enquanto um feedback negativo pode orientar e ensinar, um elogio faz a pessoa que o recebe desistir de desistir – principalmente quando a frustração destrói o ânimo. 

Aqui vai um exemplo.

Há um jovem que trabalha ao lado do pai.  O objetivo desta proximidade é que ele aprenda e pratique o que é necessário para suceder o pai na empresa.

O pai é preocupado em pontuar tudo o que observa para que o filho torne-se  um grande profissional. 

Dia desses, o rapaz me disse: 

- “O meu pai é duro demais comigo. Ele só vê as minhas fraquezas. Nunca diz ter observado um ponto positivo meu. E eu tenho qualidades.”

Dois ou três dias depois, o pai assistiu a uma apresentação do filho frente a um treinamento de funcionários. Após o evento, chegou ao moço e lhe disse: 

- “Estou orgulhoso em vê-lo falando com segurança. Você está indo bem.”

Após este momento, a vida do filho mudou. Ele tornou-se mais eficiente e objetivo.

A  lição é evidente: “Um feedback positivo, dado com franqueza e verdade, vale mais do que muitas repreensões.”

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PROFISSIONALISMO É SERIEDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

- Um palhaço triste não atrai público ao circo. 

- Um juiz piadista  deixará dúvidas sobre suas decisões.

O valor de um profissional se constrói com conhecimento, coerência e seriedade. E isto se mostra através do comportamento, em qualquer ocasião.

Tenho visto gente que ocupa cargos importantes em empresas portando-se como crianças. Gastam seu tempo com brincadeiras, enviam e leem e-mails de piada no ambiente de trabalho, e vários outros absurdos.

A pergunta “por que fazem isso?” tem uma resposta. Pessoas com desvios de comportamento demonstram necessidade de se autoafirmar.  Por isso elas fazem tudo para atrair a atenção dos  demais.  E fazem qualquer coisa mesmo e tornam-se desprezíveis.

A verdade é que o modo particular de agir de cada um é mais importante do que o cumprimento de qualquer código de conduta escrito. 

Uma empresa resolveu o problema da espontaneidade mal educada de seus funcionários criando um sistema eficiente e objetivo de avaliação de desempenho. Eles passaram a mensurar o comportamento a fim de recompensar e punir em função da pontuação. 

A ideia  é interessante, ainda que difícil de implantar.   Porém, eu não abro mão do velho recurso da demissão sumária de  empregados e gestores que confundem colegas com familiares e o ambiente de trabalho com clube de campo. A razãoda minha política nada agradável de resolver o caso é que, mesmo não sendo laranjas, essa gente acaba “estragando” todos à sua volta. E isso basta como justificativa para afastá-los.

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COMPROMISSO COM A CAUSA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você sabe quem é o funcionário comprometido com a sua empresa e sua missão? É aquele que tem prazer com o que faz. 

Ele sente orgulho ao falar do trabalho que realiza e não o vê apenas como meio de ganhar a vida, ou como um “emprego”. Talvez até não esteja completamente satisfeito com as políticas da empresa, mas não deixa que isso influencie negativamente seu desempenho. 

Conclua o que digo através de um fato ocorrido há poucos dias.

Era véspera de um importante treinamento na empresa, marcado há dias. O vendedor chega a seu gerente e diz:

- Seu Luis, estou com um problema. Amanhã à noite é a decisão do campeonato de futebol e eu não perdi nenhum jogo do meu time nessa temporada. O senhor me dispensa do treinamento? 

O gerente, mais que rapidamente, pontua ao vendedor uma possível solução:

- Bem, meu caro, use a tecnologia. Grave um vídeo e assista depois.

Ao que o vendedor lhe responde:

-  Muito obrigado, senhor! É ótimo saber que posso pedir para alguém gravar o treinamento.

Definitivamente confie no que direi: é importante avaliar os seus colaboradores quanto ao comprometimento com a causa porque vocês lutam. E tão logo você saiba, verá a relação diretamente proporcional entre esta competência e os resultados alcançados até então.

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O QUE SIGNIFICA BANHEIRO SUJO NA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Banheiro sujo na empresa é sinal de gente mal educada na área. Muitos dos usuários pensam ou dizem: 

- “Imagine como não será a casa desse porco!”. 

Quem tem cabeça boa não faz aos outros o que não deseja que lhe façam. Não é preciso ser religioso para agir assim. Bom senso basta. Mas cabeça que pensa, hoje em dia, é algo raro. Onde estarão as mentes 100% sãs?

Na empresa de um conhecido havia um banheiro de funcionários sempre limpo. Uma reforma no prédio fez os diretores usarem temporariamente este banheiro. Não deu outra! A limpeza sumiu. Por quê? Alguns funcionários viram aí sua chance de protesto.

A verdade é que empregados revoltados às vezes tornam-se vândalos e influenciam outros. Causam danos a processos, equipamentos e também ao patrimônio da empresa. 

Existem os que chegam a ponto de inserir dados falsos no sistema de gestão para confundir ou provocar decisões erradas. Outros desviam recursos financeiros, pagam fornecedores em duplicidade, perdem propositalmente a data de entrega de pedidos a clientes e muito mais!

Chegou-me o caso do gerente comercial de uma empresa que provocou queda nas vendas por meses consecutivos com o intuito de fazer prevalecer sua opinião sobre a de seu diretor. 

Para mim, uma empresa tornar-se refém de funcionários como estes é caso de polícia!  

A prática infalível consiste em adotar a objetividade como conduta em todas as áreas, decisões e relacionamentos. Direi de modo muito simples: livre-se das emoções no ambiente de trabalho. Seja correto, justo e assertivo.  Remunere o que é devido e legal, sem exceção. Cumpra o que for combinado e jamais permita que as pessoas se sintam em família. O modelo empresa-família é nocivo e enganoso.

Empresa não é lugar para se ter amigos. Amizade implica em cumplicidade. E o fruto da cumplicidade quase sempre é bandidagem.  

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NÃO DEIXE OS SEUS FUNCIONÁRIOS PASSAREM DO PONTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todo funcionário recém-contratado é como uma fruta verde – dá esperança de que será bom e doce. Porém, muitos quando caem na rotina, tornam seu dia-a-dia improdutivo e inútil. Seus resultados estabilizam ou até reduzem. E neste ponto, eles ainda parecem frutas. Parecem frutas passadas. 

Na minha casa fomos educados a não desperdiçar comida. Nossa origem vem de lugares onde não há abundância de alimentos, por isso, minha mãe separava as frutas mais maduras para a fabricação caseira de geléia ou compota. Ela as descascava, punha numa panela com água, acrescia açúcar e levava ao fogo. A água evaporava lentamente, a massa ficava livre de microorganismos e o produto final era guardado em potes de vidro esterilizados. Assim, não tínhamos prejuízo e as frutas ganhavam vida nova como alimento por longo tempo. 

Trazendo aquela experiência doméstica para o ambiente corporativo, a primeira sugestão para tratamento de funcionários maduros é: dê-lhes respeito e consideração. Isto equivale à água e ao açúcar na receita da minha mãe. Quero dizer: não deixe sua autoestima baixar e ajude-os a manterem a motivação. Integre-os a um plano importante da empresa e dê-lhes uma missão envolvente. 

O próximo procedimento é submetê-los ao “fogo”. Faça uma clara e franca avaliação de desempenho. Dê-lhes um feedback real. Em seguida, exponha-os ao desafio de uma reciclagem de conhecimento e de comportamento concernente à necessidade apresentada neste feedback. 

O vício de colaboradores bitolados só os leva a perder a consciência da função, a visão de qualidade e da produtividade pessoal. Uma sacudida mental renovará suas perspectivas, e isto é melhor do que perdê-los. 

Frutas passadas só servem mesmo para adubo. Faça tudo para que os seus funcionários jamais cheguem a esse ponto.

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O FENÔMENO AMBEV DE GESTÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Qualquer um pode conhecer a gestão da Ambev – famosa por seu rigor na busca de resultados financeiros. Está em jornais, revistas e livros que escancaram o modelo reputado como  “sucesso” na condução de uma empresa mundial. 

Para conseguir isso, a Ambev adota ações de recursos humanos bastante agressivas – primeiro na busca e seleção de talentos, depois no treinamento para enquadrá-los a suas diretrizes.  E eles não param nisso. Estabelecem alvos de resultados crescentes e ousados para cada colaborador, e um prazo para que sejam atingidos. Quem não os alcançar, estará automaticamente demitido. 

- “Então” –  muitos pensam – “basta copiar!”

Sim. Qualquer bom empresário almeja entender e até cobiçar esta façanha. Mas reproduzi-la não é fácil e nem simples. 

A Ambev disponibiliza uma fração considerável de seus lucros em incentivos a seus empregados. Todos lá trabalham para vencer desafios e ganhar dinheiro – alvos definitivos em afiná-los aos princípios da organização.

Existe muita coisa a se aprender com a Ambev, é óbvio. Porém, se você não tem recursos e nem margem de lucro suficiente para compartilhar com o seu pessoal e insiste em imitar este modelo, o produto disso poderá ser frustrante e contrário aos seus objetivos.  

Primeiro, os seus empregados se sentirão pressionados. Em seguida, dirão que a empresa os sobrecarrega injustamente. Por fim, a desmotivação será tamanha que outros profissionais rejeitarão as vagas que o seu RH disponibilizar  ao mercado – ainda que você decida comprar um desses títulos de “melhor lugar para se trabalhar do planeta” à venda por tantas e tantas instituições por aí.

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A PALESTRA DO MOTORISTA E O BAIXO NÍVEL DOS PROFISSIONAIS DE HOJE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Depois de receber o Prêmio Nobel de Física, em 1918, Max Planck viajou por toda a Alemanha. Sempre que era convidado para dar uma palestra, apresentava o mesmo texto sobre a recém-descoberta Mecânica Quântica. Com o tempo, seu motorista já sabia a palestra de cor.

- “Deve ser monótono, professor Planck, proferir sempre o mesmo discurso” – disse-lhe o motorista. “Que tal se eu o substituir na próxima palestra e o senhor ficar sentado na primeira fila com meu quepe de chofer? Assim, nos revezamos um pouco.”

Planck achou a proposta divertida e concordou. O motorista deu a longa palestra sobre Mecânica Quântica para um público de bom nível. Após alguns minutos da preleção, um professor de Física levanta a mão e faz uma pergunta. O motorista, sem pestanejar, respondeu:

- “Nunca poderia imaginar que numa cidade importante como esta alguém fizesse uma pergunta tão simples. Vou pedir ao meu motorista que a responda.”

Acredito que isto seja uma lenda. No entanto, a historieta ilustra algo que acontece intensamente no atual mundo das profissões.

Muita gente está agindo do mesmo modo que aquele motorista. São superficiais e detêm minguado conhecimento e prática em determinado campo, mas são ousados o bastante para se candidatar a vagas de profissionais plenos em empresas privadas ou a cargos públicos.

O resultado é desastroso. As empresas lhes confiam atividades e responsabilidades movidas pela fé de que eles terão desempenho positivo. Contudo, como pseudoprofissionais que são, eles trabalham por tentativa e erro. Se acertarem, puxarão para si os louros. E quando errarem, saberão transferir a culpa para o ombro de outros. Esta é a regra!

Eles sempre ficarão a dever metas e objetivos, mas saberão construir desculpas que livrem sua pele de quaisquer ônus.

Na hora da seleção de pessoas, suspeite da aparência e do currículo. Boa apresentação pessoal pode ser ilusória, e currículo farto de cursos e realizações, tão real quanto ser rico no jogo do Banco Imobiliário. Submeta-as a uma avaliação prática para averiguar se, de fato, detêm o conhecimento que declaram. E não tire o olho delas no período de experiência.

Você ainda vai me agradecer por esta dica.?

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MANDE EMBORA QUEM SÓ QUER EMPREGO

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Corte os funcionários “meia-bocas” da sua empresa.  Demita todos os que dão desculpas quando não conseguem entregar resultados. E aproveite para juntar a estes as pessoas que choram pelos corredores afetando o positivismo ou tirando o foco dos colegas.

Demita todos os que precisam de palestras motivacionais para sair da zona de conforto em que vivem o todo tempo. Gente negativa é rançosa. Estraga e apodrece as outras. 

Quem manter? Só os que fazem diferença – que têm brilho nos olhos, que são engajados, comprometidos e têm responsabilidade sobre o que fazem. 

Você tem pena de usar a guilhotina? Faça caridade a uma instituição apropriada. Uma empresa é local de objetivos assertivos e claros relacionados a resultados financeiros. A sua inclusive!

E direi algo que talvez não goste de ouvir: “Você não é a empresa! E a sua empresa não é você.”

Qualquer organização de negócios, independente do tamanho, é uma entidade que visa lucros. Não é uma família. E vou revelar um segredo: todos os que desejam dar conotação de família à empresa estão agindo por segundas intenções. É mentira. É falso. É técnica para enganar trouxas. Não vá por este caminho.  

Não insista em manter no quadro de funcionários quem pensa e age como derrotado. Eles só querem emprego e salário, não trabalho. E você não precisa de “simples empregados”,  mas de colaboradores! São os que cooperam ou que trabalham em conjunto pela busca de resultados. 

Os que não estiverem em sintonia com estas ideias, está fora desde já. Acerte suas contas e deixe-os ir!

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SEM ESSA DE PUBLICAR SONHOS FANTÁSTICOS

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude

Alguém chega e lhe diz: “Eu sou o cara mais legal do mundo. Sou perfeito e você tem que ser meu amigo!” Que interpretação você faria disso? 

Uma empresa lançou uma campanha caça-talentos para seu RH por meio de anúncios nas mídias sociais com o seguinte título: “Este é um dos nossos vencedores”. Segue-se a foto e o depoimento de um funcionário testemunhando ser lá o Paraíso.

Eu me incomodo com esse tipo de comunicação – mesmo entendendo seu propósito. Fazem um apelo emocional e vago apostando que isso basta para o resultado que buscam. Não mencionam nem traços da realidade e supõem que os que estão à frente da tela são simples sentimentais que não pensam e não questionam. 

Interessante seria: “Aqui existem oportunidades reais de carreira” e mostrar o depoimento de alguém que esteja, de fato, subindo na carreira interna? Não! Mas eles decidem dizer: “Vencedor”. E eu penso: “Vencedor de que? Estamos falando de trabalho ou sacrifício?”

E há um agravante. Eu os observo há meses. A procura de novos funcionários não para. Alta rotatividade?  Se sim, a propaganda realmente é falsa.

No meio de tudo isso, há algo que me intriga muito mais. 

Vejo o RH de outras empresas fazerem exatamente o mesmo, ipsis litteris. É o reino encantado do Ctrl C + Ctrl V resolvendo todos os problemas e salvando a pele de quem não usa, ou não tem, massa encefálica para criar algo novo e respeitável ao público-alvo.

E acresço que se os culpados ficarem zangados com esta crítica, que me desculpem desde já porque a minha iniciativa visa o bem de todos, incluindo o deles para que deixem de ser ridículos. 

Há pessoas bem pagas nessas empresas, eu sei. Elas deviam fazer jus a seus postos pela produção de algo autêntico e real. 

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A REUNIÃO PRÉ-JORNADA DE TRABALHO E SEUS RESULTADOS

Abraham Shapiro

A reunião do gestor com seus colaboradores  antes de iniciar a jornada de trabalho a fim de de alinhá-los aos objetivos do dia tem produzido comprometimento com as metas, com os clientes e com o atendimento em 100% das empresas onde sugerimos e implantamos esta prática. 

Estes  encontros podem ter vários formatos e permitem flexibilidade. Um dos mais efetivos é aquele em que o gestor e a equipe se reúnem por um tempo breve e acertam as ações do dia sem aprofundamento de detalhes, mas com instruções objetivas e  claras sobre as dificuldades mais comuns e frequentes.

O tempo de duração deve ser pré-fixado e respeitado à risca por questão de disciplina. 

Em muitos casos, é frutífero fazer a leitura de um texto cujo conteúdo seja significativo ao final do encontro. O gestor que inspira sua equipe caminha mais rápido à liderança. Evite textos de cunho religioso para que não firam as opções individuais dos integrantes.

Há livros especialmente escritos para esta finalidade. 

Se você ainda não adota esta prática e tem interesse, não deixe passar. Planeje-se, faça experiências e chegue a um formato compatível à sua equipe. Comprove o que cem por cento das empresas que a implementaram com seriedade têm alcançado e colha os benefícios.

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O PIOR DA VIDA E DO TRABALHO

Abraham Shapiro

Quando o Vampeta jogou no flamengo, o time passava por uma crise financeira. Certo dia, o jogador declarou à imprensa algo que fez muita gente rir:

- "Eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo".

A frase aparentemente é simples e sem propósito. Mas, tudo nesta vida tem essência. Por isso,  seu  sentido mais interior é sério e demais grave.

Pense, por exemplo, em quantas pessoas são obrigadas a tolerar torturas emocionais impostas por um patrão tresloucado e estão impossibilitadas de deixar o emprego,  já que nem sempre isto é apenas questão de escolha. E sabe o que elas farão numa circunstância como esta? Elas fingem.

Nas relações interpessoais, como a que existe entre chefe e funcionário, a verdade e a franqueza são os atributos mais importantes. Isto faz o ambiente tornar-se favorável à confiança mútua e afasta a humilhação. Fica mais fácil comprometer-se com o trabalho e com o padrão de desempenho esperado. Com clareza na relação, todos ganham.

Se isto  ocorre em algum nível ou circunstância da sua vida,  saia do fingimento. Assuma vez por todas  a verdade e a transparência na sua conduta, pois, se assim não for, quando menos esperar, você será prisioneiro de situações que não lhe permitirão sequer agir em favor de si mesmo.

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CAMINHE EM DIREÇÃO À SUA META. CAMINHE!

Abraham Shapiro

É importante estabelecer objetivos para a carreira profissional. Mas se você estiver buscando novos alvos, não mire nas estrelas. 

Eu sei que grandes lucros implicam grandes riscos. Mas lembre-se das histórias de fortunas que viraram poeira por causa da ganância por lucros estelares. Elas estão por aí. 

Um atleta não pode pensar em quebrar o recorde mundial cada vez que se põe a treinar. Seu objetivo de hoje deve ser: superar o resultado conseguido ontem.

Na carreira profissional também é assim. 

Uma profissão deve ser construída como um barco para enfrentar fortes tempestades em alto mar. Isto se traduz em necessidades como estudo constante, economia e foco. 

Há momentos de apertos, mas eles não devem causar perda de foco ou desvio de atenção da meta.

Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo. E não foi com herança que ele fez fortuna, mas com inteligência e expertise. Certa vez ele falou: “Eu não tento saltar barreiras de dois metros de altura. Prefiro as de trinta centímetros porque eu as transponho com um simples passo”.

Não complique a sua carreira. Seja simples. Caminhe dia a dia, passo a passo, sem parar, e fique atento a oportunidades. Se você vai por uma estrada sabendo aonde quer chegar, não pare para admirar a beleza de uma árvore ou uma montanha. Siga na direção. Só assim você chegará ao lugar.

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