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COMO FAZER MUDANÇAS NA VIDA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um jovem se aproximou de mim e perguntou: “O que eu devo fazer para mudar a minha vida? Não consigo ir bem nos meus estudos, e no trabalho sou muito desorganizado”.

Por um instante eu senti pena dele. Depois, lembrei-me de que já senti o mesmo desgosto comigo mesmo. Fui buscar na minha experiência de vida a resposta que lhe dei:

“Sempre que você decide qualquer coisa, isso começa a se realizar pouco a pouco até tornar-se parte do seu ser. O que você é, hoje, resultou de tudo o que você decidiu e do modo como interpretou todos os fatos à sua volta.

Não é teoria, mas experiência da minha própria vida. Posso lhe dar um exemplo. Se você vir uma pessoa fumando e achá-la bonita e atraente, este pensamento poderá empurrar você a querer provar um cigarro um dia e até tornar-se víciado.

Do mesmo modo: se você ouvir um homem inteligente falando e admirá-lo, “ser inteligente” poderá passar a ser um atributo a que você busque alcançar para si.

A ciência utiliza este recurso. Médicos dão um comprimido de farinha ou açúcar para os doentes e lhes dizem que é importante para seu tratamento. Um grande percentual deles apresenta boa recuperação porque acreditam.

Então por que não usar isso a seu favor?  Comece a pensar diferente de si mesmo. Pense que é inteligente e também organizado....  Pense que você é feliz e alegre. Isso aos poucos começará a acontecer na sua vida até tornar-se parte de você. Então será realidade.

Preste atenção. O que mais perturba e alarma você e eu não são os fatos em si, mas as opiniões, as fantasias e as imagens que nós criamos ao dar a nossa interpretação a esses fatos.  Então, quase nada no mundo tem o poder de nos fazer felizes ou infelizes, mas o modo como olhamos, sim. Tudo, tudo na vida é consequência disso.

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A BARBIE E A MULHER IDEAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um homem tem um ótimo trabalho, é um bom pai, tem saúde e atinge seus objetivos.  Mas suas pretensões são o dobro do que ele consegue. Os estudiosos dirão que sua autoestima é de 50%. Para eles, autoestima é o sucesso real dividido pela pretensão.

AUTOESTIMA = [SUCESSO REAL] / [PRETENSÃO]

Este homem não enxerga o sucesso que já possui, mas somente o que ainda pretende ter – que no caso é o dobro.   Se sua pretensão fosse próxima ao sucesso real, sua autoestima estaria equilibrada.

Na verdade, ele é o efeito do  bombardeio constante que todos nós sofremos em todas as direções a que olhamos. Tudo visa elevar as nossas pretensões individuais às estrelas. 

A boneca Barbie existe há quase sessenta anos. Bilhões de exemplares foram vendidos.  As medidas com que esta boneca foi desenhada e construída não são humanas.  Se você projetar suas dimensões para a escala de uma mulher com 1,70 m de altura, sua cintura, busto e todos demais atributos não serão compatíveis a ser humano nenhum.

Olhe para as oito ou dez “Top Models” desfilando para as grandes grifes de moda em todo o mundo. Se os quatro bilhões de mulheres deste planeta pretenderem mirar-se nelas como protótipo do corpo de seus sonhos, isto talvez  garanta a venda de mais botox, mais próteses, dietas, suplementos e uma infinidade de outros produtos e serviços que só se traduzem em efeitos especiais.  Mas também e infelizmente aumentará o consumo de drogas, de bebida alcoólica e a tendência geral à distorção e a declarações do tipo: “Você é incompetente”,  “Eu sou horrível” ou “Você não é a pessoa com que sonhei!”.

Gostar do que se tem e calibrar as pretensões às realizações pode ser mais útil e prazeroso do que todos os falsos meios que o consumismo propõe  como meios para se chegar à felicidade.

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O QUE VOCÊ SABE DA SUA BELEZA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você acha que toda mulher é vaidosa?

Uma pesquisa constatou que apenas 4% delas, em todo o mundo, se consideram belas.

Há algum tempo, a Dove –  marca de produtos de higiene pessoal pertencente à companhia Unilever – lançou um slogan:

“Você é muito mais bonita do que pensa”.

Fez enorme sucesso nas redes sociais.

Eles contrataram um especialista em retratos falados do FBI e convidaram algumas mulheres para descreverem o próprio rosto a este profissional desde uma câmara fechada para que ele não as visse.

Após isto, o especialista fazia o segundo retrato da mesma mulher, só que desta seguindo as descrições de um estranho que tivesse sido apresentado e conversado com ela pelo tempo suficiente para gravar seus traços.

O resultado foi impressionante.

O desenho feito pelas descrições do estranho mostrava um rosto muito mais bonito e real do que a autodescrição das mulheres.

Em geral, as pessoas sofrem com a baixa autoestima pela falta de aceitação pessoal. Muitas devido ao corpo e seus atributos físicos. Outras preferem odiar sua estrutura natural – que é única –  e tentar adequar-se a padrões estéticos ditados pela moda.  Contudo, a autoconfiança e a satisfação pessoal produzem mais beleza e autorrealização do que a ansiedade ou o desejo de agradar aos outros.

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MEDO E ANSIEDADE - COMO SUPERAR?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ansiedade é quando a pessoa reage irracionalmente a um mero galho de árvore como se fosse uma cobra venenosa. Medo é quando ela reage a uma cobra venenosa como se ela fosse exatamente isso, venenosa. Sigmund Freud disse isto.
A ansiedade é prejudicial. 
O medo pode ser bom. Ele ajuda a nos proteger de coisas perigosas — como assumir riscos. 
Uma das ideias que ajudam um empresário consciente a equilibrar o medo do fracasso é aceitar o fato de que fracasso é parte natural da atividade empresarial. 
Em países hiperempreendedores – como Israel, China e Islândia –  é comum um negócio que ainda engatinha errar. E eles costumam dizer: “O fracasso vem cedo; o sucesso é que leva tempo”. 
Errar logo no início é importante porque produz um aprendizado sistêmico sobre onde estão – ou não –  as oportunidades, e como lidar com elas.  
É errado achar que os insucessos de uma empresa em fase inicial sejam um indicador de que não dará certo. Pelo contrário. Estes são os erros que, sendo suas causas bem trabalhadas, produzirão os músculos necessários para superar desafios futuros.
Até onde eu sei, empreendedores desenvolvem um saudável medo daquilo que pode dar errado. Os que têm sucesso, no entanto, são aqueles que não se deixam paralisar e enfrentam, sem ansiedade, todos seus medos.

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APRENDER COM ERROS É FÁCIL (NA TEORIA)

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude
 

Eu me encontrei com um empresário paulistano do setor industrial num voo Londrina-S.Paulo. Há quatro anos ele venceu uma recuperação judicial que, por pouco, não varreu a empresa e seus 600 funcionários do mapa. Eu não podia perder a oportunidade. Perguntei como foi sua luta. 

Leia o que ele me disse: 

“O mais difícil foi superar a decepção, a culpa, entender o que aconteceu e por que aconteceu. Era importante saber o que erramos e o que mudar. 

Os erros que eu cometi mexeram demais comigo. Hoje, eles fazem parte do meu crescimento e desenvolvimento. Um líder não tem razão nem permissão de parar de se desenvolver e crescer. Eu aprendi a não parar de aprender.

Olhei para times consagrados nos esportes. Suas maiores lições vêm das perdas mais duras. 

Os meus erros foram uma dádiva. Esta visão é muito discutida na teoria, mas pouco aplicada na prática. Não basta assumir a responsabilidade. Além de descobrir as causas e focar nelas, eu lutei para criar uma cultura que transformasse o erro em aprendizado e levasse todo o meu pessoal a uma melhoria contínua. Sem isso, não teríamos vencido. E eu sei que funciona, porque, ao sairmos da nossa crise individual, veio a crise econômica nacional e não sofremos dano algum. Valeu o exercício. Hoje estamos prontos para situações piores.”

Moral da história: Mantenha a calma em momentos de crise e abra o caminho para as oportunidades que ela contém. 

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TER PENA DE SI MESMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Em tempos de crise econômica, parece que o número de pessoas com autopiedade cresce exponencialmente. Ter pena de si mesmo às vezes é até confortante. Mas há um perigo por trás disso. 

O que, de fato, é a autopiedade? 

É um consolo disfarçado. Chega devagar, nos coloca como vítimas de uma situação, agrada o nosso ego, exalta as nossas qualidades, estampa os defeitos dos outros e camufla os nossos próprios.

Será isso bom?

A autopiedade é prima-irmã da autodestruição. E sabe de que modo ela fala com a pessoa?  

- “Você é assim. Olhe como tudo vai mal. Você está pior do que qualquer outro no mundo.  Tudo está tão ruim para você que é impossível mudar. E como não há nada a fazer, você está livre da responsabilidade de limpar ou arrumar a situação. Ninguém poderá culpá-lo por nada”.

Isso é o que a autopiedade faz. Ela mente, porque todo ser humano tem o poder de “arrumar sua própria bagunça”, desde que tente e se esforce. E além de tudo, ela rouba os dias que você poderia viver com plenitude e alegria.

Vá para longe deste sentimento. Mude a sua situação. Não tenha pena de si.   Se não conseguir sozinho, busque ajuda, mas prospere. Melhore cada dia mais.

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AGIR PELA PRÓPRIA DECISÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Jean Henri Fabre foi um pesquisador  francês que estudou uma espécie de lagarta que se move em fileira, com a cabeça de uma colada  à extremidade da outra. Por isso elas se chamam “lagartas processionárias”.

Fabre induziu um grupo dessas lagartas a se movimentar em torno de um grande círculo. 

Colocou uma porção de comida ao lado desse círculo de movimento, de modo que, para que pudessem comer,  elas precisariam sair do círculo.

Ele imaginava que depois de algum tempo elas perceberiam o percurso vicioso, ficariam cansadas da marcha inútil e sairiam da rota para uma nova direção. Mas não é o que aconteceu. 

Por instinto ou por hábito, elas continuaram andando noite e dia. Passou uma semana inteira, e por fim elas morreram. 

Mais que uma descoberta científica, a experiência de Fabre tem um significado importante.  Vivências passadas têm domínio poderoso sobre o homem. Podem gerar impulso  e bravura, ou medo e paralisia:  sentimentos de vitória ou derrota. 

Quantos seres humanos estarão agindo como lagartas processionárias neste momento? Seguem outros por simples desistência de dar a volta por cima e vencer suas fraquezas, erros ou insuficiências. Determinam sua vida e decisões desde experiências passadas e pressupostos que nunca foram questionados.

Feliz de quem questiona o que acredita e se renova. Estes ao menos dão a si mesmos a oportunidade permanente de agir por razão e lógica, e nunca por instinto. São verdadeiros seres humanos e não lagartas processionárias disfarçadas de gente. 

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O LEÃO OU A HIENA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


O profissionalismo de qualquer pessoa está em cheque-mate quando, diante de um problema, ela diz:  “Não tem jeito!”

Eu cresci ouvindo que “só não há jeito para a morte”. Esta não é uma frase de para-choque de caminhão, mas um pensamento que expressa disposição para lutar. O sujeito que, de cara, conclui não ter solução para uma questão, enquadra-se em uma de quatro possíveis alternativas:  preguiça,  falta de interesse, incompetência ou as três combinadas.

Você se lembra do desenho animado “O Leão da Montanha” na tevê? Aquilo era uma verdadeira lição de comportamento em meio à rebeldia do rock-em-roll e da efervescência cultural da década de 1960.

Lippy, o leão, e Hardy, a hiena, viajam pelo mundo em busca de vida fácil, sucesso e fortuna. Lippy é um otimista nato. Acredita que tudo vai dar certo e que o vento sempre sopra a favor. Hardy é um pessimista que espera o fracasso e a tragédia.  Ele diz o tempo todo:  “Oh vida! Oh céus! isso não vai dar certo!”. Talvez ele sofra de depressão crônica. Seu nome, Hardy, significa ‘pesado’. E pesado é todo indivíduo negativo, que acha que nada tem jeito.

Sabe com qual dos dois eu fico? Com a sua licença, tomo a liberdade de dizer: nem Lippy e nem Hardy. Excesso de otimismo não é bom. E negativismo permanente é mau. Bom é ser realista com autoconfiança, fé em Deus e coragem para enfrentar os desafios – mesmo sem garantias de vencer.

Se você concorda com esta visão, esforce-se para convertê-la em prática. Eu comecei há muito tempo. Prossigo insistindo,  ainda que não mereça nota 10  em desempenho.

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SOMOS O QUE ACREDITAMOS SER

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Nós somos o que acreditamos ser.

Os sucessos da minha vida se devem àquilo em que eu acredito. 

Se creio ser capaz de treinar um esporte e eu o fizer com instrução correta e assiduidade, vou alcançar resultados.

Se acredito numa dieta para perder peso,  e eu me dedicar  a ela com disciplina e conformidade às regras o tempo todo, eu consigo emagrecer.

Se eu acreditar ser um fraco ou inútil,  um zero à esquerda, decerto eu não chegarei a bons resultados nunca. A menos que a sorte seja uma fatalidade irrefutável. 

Imagine uma criança cujos pais dizem ser ela inteligente  e que seu futuro será brilhante. 

Pense agora noutra que cresce ouvindo ser burra, incompetente e feia. 

Qual das duas terá maiores chances de vencer na vida?

Então: o que fazer a respeito? 

Questione-se. Não tome as suas crenças como definitivas para si. Pergunte-se sobre cada uma delas: “de onde veio?”,  “o que faz por você?”, “ela ajuda ou atrapalha a viver a vida com alegria e entusiasmo?”   

Descubra quais são as suas crenças mais sólidas.  Analise-as  desde outros pontos de vista.  

Conheça as razões profundas das suas convicções e se for preciso, mude-as. Eu lhe garanto que muitas coisas serão diferentes a partir daí... para melhor!


ACESSE: http://www.profissaoatitude.com.br/blog

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SÓ OS GRANDES PERMITEM QUE OUTROS PENSEM DIFERENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Há uma história narrada por um professor que, certa vez, foi convocado para resolver uma disputa entre um colega e um aluno. O pupilo, nada ortodoxo em relação aos métodos educacionais que mais prevalecem nas escolas de hoje, põe em cheque uma atitude orgulhosa, nem sempre percebida por quem a possui.

Algum tempo atrás, recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova de Meteorologia Física. Tratava-se de avaliar uma questão de Física na qual um aluno recebera nota zero.

O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma conspiração do sistema contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.

Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: “Mostrar como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro”.

A resposta do estudante foi a seguinte:

“Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda a ele; baixe o barômetro até a calçada e, em seguida, levante-o, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício”.

Sem dúvida era uma resposta interessante e, de alguma forma, correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes, vacilei quanto ao veredicto.

Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido à questão completa e corretamente.

Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma classificação para um curso de Física, mas a resposta não confi rmaria isso. Sugeri, então, que fizesse uma outra tentativa para responder à questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas, sim, quando o estudante resolveu encarar aquela situação que eu imaginei ser um bom desafi o a ele. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão; isso após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de Física.

Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativo para o teto da sala. Perguntei-lhe, então, se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade, tinha muitas respostas e estava justamente escolhendo a melhor delas. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte, ele escreveu esta resposta:

“Vá ao alto do edifício, incline-se em uma ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo de queda desde a largada até o toque no solo. Depois, empregando a fórmula:

h=(1/2).g.t

calcule a altura do edifício”. 

Perguntei, então, ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez de inconformismo...

Ao sair da sala, lembrei-me de que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e lhe perguntei quais seriam essas respostas.

“Ah, sim” – disse ele –, “há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro”. Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações: 

“Por exemplo, em um belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício. Outro método básico de medida, aliás, bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas espaçadas na parede, da altura do barômetro. Contando o número de marcas, ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas”.

“Um método mais sofisticado seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permitiria a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação no nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença”.

“Finalmente”, concluiu,“se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer, diz-se: ‘Caro senhor síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o senhor me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente’”.

A essa altura, perguntei ao rapaz se ele não sabia qual era a resposta esperada para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto das tentativas dos professores de controlar seu raciocínio e de cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas que resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

Ser , pensar e agir de modo diferente quase sempre é mais fácil do que aceitar a diferença do outro - seja qual for. Esta, porém, é a maior prova de tolerância e respeito que se pode dar ao próximo. Mais que isso. A meu ver, é o caminho que conduz à paz perene!

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AMPLIE O TAMANHO DO SEU QUADRADO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Pofissão Atitude

Era uma vez, a diretora de uma empresa que conseguia ser o máximo da incompetência. Todos sabiam que ela só estava lá por ser herdeira da empresa de sua família e nada mais.  Porém, ela adorava sentir-se no topo do poder e, por isso, repetia chavões como se a voz da sabedoria fosse. Um dos que ele gritava nos corredores era: “Saiam do chiqueiro, pessoal! Pensem fora do quadrado”.

Deixemos a nossa personagem de lado e pensemos na inútil sabedoria contida em seu pensamento, até porque ela já fez muito como argumento deste breve texto.

Você acredita que alguém nesse mundo sabe, de fato, ‘pensar fora do quadrado’?  Eu mal sei o que isso significa.

Eu nunca dei trela para ideias prontas.  Tenho o hábito de dialogar e discutir a respeito. Adoro ouvir e tratar  grandes propostas porque acredito que sem isso não há avanço. 

Para mim é essencial questionar.  Perguntas fomentam a  busca de soluções melhores, o que acaba sendo um ganho para todos.

Dizem que Einstein certa vez afirmou: “Se eu tivesse uma hora para resolver o problema do mundo, passaria 59 minutos definindo o problema e 1 minuto procurando a solução.”

E quanto a nós, mortais comuns? Quantos não querem resolver seus problemas sem sequer saber “quais  são” ou “o que são”. Pior são aqueles que gastam os 60 minutos de sua hora definitiva procurando a resposta para questões sem nenhuma importância ou que talvez nem existas.

Desafios bem definidos orientam os esforços, diminuem as limitações e, no fim das contas, ampliam a capacidade de pensar. 

Creio que aumentar o quadrado é bem melhor do que pensar fora dele.


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CARO OU BARATO? ISSO É RELATIVO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Dinheiro é relativo. 

Uma pessoa de classe média verá um rico achar barato um objeto caro, e um pobre julgar caro algo reles.

Um cliente meu sentou-se junto ao diretor de uma empresa para falar de negócios da ordem de 500 mil reais. De repente, o diretor rompeu a conversa e solicitou que desocupassem a sala porque deviam dar lugar a outra reunião.  

Foi um choque! 

O meu desapontado cliente pensava estar fazendo um negócio imenso, já que sua empresa dificilmente fatura este montante. Mas viu que para o homem do outro lado da mesa, quinhentos mil eram irrisórios.

Sempre há uma dose de irracionalidade nas decisões financeiras. Por isso, só conseguimos medir o valor de uma coisa quando a comparamos com outra.

Imagine um grupo de indivíduos numa fila para comprar ingressos do jogo da decisão de um campeonato de futebol. Alguns conseguem, e pagam R$ 100,00.  Outros não encontram mais lugar.

Quando se pergunta aos que não conseguiram quanto estariam dispostos a pagar por um ingresso, eles respondem: “R$ 100!”.  Mas a mesma pergunta feita aos que conseguiram o bilhete, eles decerto responderão: “R$ 2000!” Sabe por quê? Eles estão simplesmente apaixonados por aquilo que conseguiram. 

Depois que sentimos o gostinho de possuir algo, dificilmente abrimos mão de tê-lo.

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O MUNDO ESTÁ ALÉM DAS APARÊNCIAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Nós estamos habituados a perceber somente a aparência. De tudo. Focamos sobre aquilo que os nossos sentidos captam e confiamos em que isto seja tudo. 

Começa já no ensino fundamental.  

Somos condicionados a pensar sem questionar. Quem não se lembra daquele clássico problema de matemática: “Joãozinho comprou 6 maçãs. Chegou em casa com duas. Quantas maçãs ele perdeu?”. O objetivo era ensinar que 6 menos 2 é 4.  No entanto, não aprendemos a questionar a informação de que Joãozinho pode não ter perdido maçã alguma. Ele pode tê-las comido, vendido, trocado por outro objeto, etc. Isso teria desenvolvido a nossa capacidade de pensar além do literal, além da aparente. 

Fixar-se na aparência é um ato de redução. E “reduzir” nos empurra a pensar que o que vemos é o que é. Mentira! A vida – em todas suas facetas – mostra que existe muito além do óbvio e da aparência, a cada instante.  E sempre há bem mais do que enxergamos. A ciência o comprova.

Ocorre que, por mais absurdo que pareça, só aqueles que incrementam esta competência é que alcançam a excelência na criatividade e no propósito de tudo o que faz e vive. Talvez dizer que “o essencial é invisível” aos olhos seja muito pouco. Não só o essencial é invisível aos olhos de quem não se esforça para ver além, como tudo o mais se torna invisível a ele. Porém, com toda certeza, só os olhos não bastam para ver por completo o que quer que seja. 

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UMA PALAVRA INTERESSANTE E QUE MERECE CUIDADO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Uma palavra interessante: criticismo. Qualquer forma de crítica ou julgamento leva este nome.

Eu conheço pessoas que em seu estado natural não conseguem olhar para nada sem tecer alguma crítica. E geralmente negativa. Isto carece de cuidado. 

O fato é que, principalmente no ambiente das empresas, saber olhar para as situações, identificar e depois reconhecer sua faceta positiva não é só importante, mas fundamental. Críticas severas desanimam e, com o tempo, envenenam o clima.

Alguém me disse certa vez que, quando o gerente maltrata seus subordinados, eles o tratam falsamente bem para assegurar seus empregos, mas se vingam sobre osclientes.  O que poderia ser pior?

É preciso, sim, levantar pontos fracos. Isto faz parte de qualquer modelo de gestão de pessoas. Porém, viver a vida sem nunca reconhecer os pontos positivos e o valor delas quanto ao esforço  que dedicam na busca dos objetivos da empresa é desumano.

Pare por um momento e pense. Se você se sente condicionado a criticar negativamente mais do que a ver o que há de bom, recomendo a leitura urgente e o estudo do grande livro de Dale Carneghie “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”. 

Aprendendo e cumprindo as regras desta obra com foco e desejo de mudança, não tenho dúvida alguma de que a sua passagem na vida das pessoas será fantástica e memorável. 

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COMO LIDAR COM AS DIFERENÇAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Olhe detidamente para qualquer assunto. Busque tudo quanto já se falou a respeito dele. Quando você se convencer de que nada mais pode-se acrescentar a ele, aparecerá alguém que o avalia sob outra ótica. E agora tudo poderá mudar!

As pessoas são diferentes entre si. Elas agem diferente, pensam diferente umas das outras, variam em produtividade, habilidade, talento e muito mais. 

Bons relacionamentos só nascem quando existe a compreensão mútua das condições e das limitações, porque todos têm defeitos e qualidades. Isso é o que nos faz únicos. O mundo só é bom devido à diversidade. As diferenças são a garantia de criatividade e inovação.

O problema começa quando eu desejo que os outros sejam iguais a mim, e os que não forem são piores ou inferiores.

Um sujeito colocava flores no túmulo de um parente, quando viu um oriental colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele dá uma risada, vira-se para o oriental e pergunta:

- Você acha mesmo que o seu defunto virá comer esse arroz?

O oriental pensa um pouco, e responde:

- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

Sem nenhuma dúvida, respeitar o ser e as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das mais elevadas virtudes que qualquer ser humano pode ter.

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COMO ADQUIRIR UMA ATITUDE POSITIVA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Um sábio disse: "Aprenda primeiro o que é mau para evitá-lo, e depois o que é bom para fazê-lo". 

A pergunta mais óbvia que se faz é: “por que é necessário primeiro aprender o que é mau"?

Toda boa atitude de um indivíduo é vulnerável e sensível a influências negativas com poder de destruí-la. 

Por exemplo: imagine uma pessoa esforçando-se para se comunicar com paciência e que não tenha refletido antes sobre como controlar sua ansiedade. Quando posta à prova, suas emoções negativas provavelmente irão abalar todo o trabalho que ela tiver feito para ser mais paciente. 

Vendo de outro ângulo, se primeiro ela conhecer e dominar suas emoções e tendências negativas, será mais fácil agir com calma, equilíbrio e, assim, com paciência. 

De modo geral, sempre que você conhecer as características negativas que prejudicam a sua boa conduta, saberá como evitá-las.

Por isso, saiba e mentalize que o segredo do sucesso em melhorar  qualquer uma das nossas características tem como primeiro passo a intenção resoluta de melhorar e depois, com humildade, conhecer e assumir a fraqueza que desejamos retificar na nossa personalidade. É um trabalho. É um esforço sério, mas que sempre produz como resultado um indivíduo melhor. 

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EU QUERO ME DESENVOLVER

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Crescer ou desenvolver? O que é melhor? 

Parece pergunta sem sentido, já que as duas  palavras são próximas no uso comum,  inclusive no dicionário. Mas na prática, crescimento e desenvolvimento são coisas diferentes. 

Olhe para os lixões. Olhe para os aterros sanitários. Eles estão crescendo. Os cemitérios também. No entanto, Einstein, Beethoven e Leonardo da Vinci são exemplos de pessoas que se desenvolveram e continuaram a se desenvolver muito, mesmo depois que pararam de crescer. 

Crescer é aumentar o tamanho, o número. É quantitativo. 

Desenvolver é diferente. É qualitativo. É, por exemplo, aumentar a capacidade, melhorar a habilidade e o conteúdo, corrigir a rota para alcançar um alvo superior. De outro modo: desenvolver é aumentar o potencial do futuro, otimizar a  visão, e consequentemente, as realizações. 

Uma empresa cheia de dinheiro pode tornar-se mais rica do que já é, porém, não mais desenvolvida. Outra empresa, passando por dificuldades, não necessariamente é ou será menos desenvolvida. 

Um ser humano pode crescer demais. Uma empresa também pode. Mesmo assim, desenvolver é superior a crescer. 

Desenvolver é maior, é mais elevado e, por isso, mais saudável para a pessoa, para a empresa, para os colaboradores e para toda a sociedade.

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DEIXE O MEDO FORA DA EQUAÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

“Na hora da decisão, ter medo equivale a falhar”. Ouvi isso de um empresário grande o bastante para não deixar dúvida do que diz. Conheço vários que têm este mesmo mérito.

Um gestor competente toma “n” decisões por hora. Se tiver medo, ele certamente não decidirá e os problemas se acumularão sem solução. Ou, se decidir o que quer que seja, não será firme e nem consistente.

Por isso, ao promover um colaborador a um cargo de gestão, não o faça se ele tiver medo, ainda que medo, em certo nível, seja um atributo natural no ser humano.

Toda promoção requer um levantamento do perfil e das principais competências dos candidatos envolvidos. O medo é fator importante nesta investigação psicológica.

Quando o medo provém do fato da pessoa não se achar habilitada o suficiente, isto é contornável.  Resolve-se com sucesso.

Mas medo sem motivo é fraqueza de personalidade. O fato do indivíduo não saber controlá-lo mostra ser ingovernável para ele. Neste caso, trata-se de ponto fraco e pode indicar que seu desempenho será tanto mais fraco quanto maior for o risco envolvido na decisão.

A verdade é que só erra quem faz. Mas, as pessoas que fazem são aquelas que não têm medo de errar. 

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AUTODOMÍNIO: O QUE SE GANHA COM ISSO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O que fazer na hora do desespero. Como agir quando tudo parece perdido aos nossos olhos? 

A psicologia daria uma resposta. A religião, outra. A tática militar, uma terceira. E daí por diante. 

O bom senso, entretanto, diz: “Não perca a calma. E use o seu autocontrole ao máximo.”

Será possível ter algum autocontrole em condições extremas, perigosas ou de alto risco pessoal?

Bem, eu francamente não sou um mestre nisso. Sou apenas um humilde aprendiz. As notas que eu mereceria nas provas a que já fui submetido não seriam altas. Mas eu estou lutando e prosseguindo.

Há uma história que certa vez ouvi cuja reflexão me ajuda muito a compreender a base deste princípio.  

Havia um pobre homem que ganhava a vida extraindo argila de escavações do solo e a vendia para construtores de casas.

Um dia, enquanto escavava, encontrou uma pedra preciosa de rara beleza. Era muito grande e brilhante, parecia de valor incalculável. Como ignorava seu real valor, foi a uma joalheria para avaliá-la. O joalheiro declarou que naquele país não havia ninguém capacitado a fazer uma avaliação à altura do preço provável da pedra, muito menos a pagar por ela. Somente em Londres seria possível.

O homem era pobre. Não podia pagar uma viagem dessas. Decidiu vender tudo o que possuía, mendigou de porta em porta, mas tudo o que conseguiu foi reunir dinheiro para chegar até o porto de seu país. Precisava embarcar em um navio, porém, não tinha recursos para o bilhete.

Dirigiu-se ao capitão e mostrou a ele sua pedra preciosa. Este ficou atônito com a beleza daquela gema e convidou-o a subir a bordo: “O senhor é um homem digno de confiança”, disse o capitão ao homem a quem conferiu todas as honras. Ofereceu a ele uma cabine de primeira classe com conforto de milionário. A cabine tinha uma escotilha que dava para o mar. Nosso herói passava longo tempo deleitando-se e regozijando-se com o seu diamante enquanto absorvia a brisa fresca do mar que penetrava em sua cabine.

Durante as refeições, seu coração enchia-se de alegria em pensar no diamante e todos sabem que um coração alegre é garantia de boa digestão. Tanto que, certo dia, adormeceu profundamente após o almoço tendo deixado sobre a mesa de sua cabine a fantástica gema.

Nesse ínterim, o marinheiro que limpava as cabines entrou, recolheu a toalha de sobre a mesa e sacudiu-a afora da escotilha para jogar as migalhas e não percebeu o diamante. Tudo foi lançado ao mar.

Quando nosso herói despertou e compreendeu o que tinha ocorrido, aborreceu-se tanto que quase enlouqueceu.

O que fazer? O capitão era um interesseiro. Poderia matá-lo pelo preço do seu bilhete.

Foi neste momento que ele resolveu não perder a calma, parecer contente, como se nada tivesse acontecido. Manteve a mesma postura satisfeita e tranqüila que adotara até que acontecesse sua pessoal tragédia.

Naquele dia, subiu ao convés para a costumeira conversa que tinha durante horas com o capitão. Fez tudo como nos dias anteriores. Fingiu tão bem, que o capitão não observou nenhuma diferença.

“Eu sei muito bem” – disse o capitão – “que o senhor é um homem honesto e sensato. Meu navio leva uma grande carga de trigo que comprei especialmente para revendê-lo em Londres. Posso ganhar muito dinheiro com isso, mas temo ser acusado de ter desviado a reserva real. Portanto, façamos a compra em seu nome. Eu posso pagar-lhe muito bem por este serviço e favor”. O homem aceitou a proposta e eles fecharam o negócio.

Na chegada a Londres, o capitão teve um mal-estar e faleceu repentinamente. Nosso homem herdou todos os seus bens, pois, aceitara assinar com ele um contrato de propriedade sobre o navio e sua carga. Isso valia duas ou três vezes o valor do diamante.

Vamos às conclusões. 

Primeira: o diamante não pertencia ao homem. A prova é que ele o perdeu. O trigo, sim, era para ser dele. A prova? Ficou com ele.

A segunda – e mais importante.  Ele manteve o domínio de si próprio a tal ponto que conseguiu dominar o desespero que naturalmente sentiu após constatar a perda de seu tesouro. Isto lhe possibilitou raciocinar de modo claro e lhe  permitiu atingir sua grande meta.

O desespero causa confusão e turbulência mental. Com o cérebro agitado não conseguimos ser lógicos. Portanto, algo crucial a ser trabalhado a fim de atingirmos maturidade é o autodomínio.

Finalizo lembrando uma belíssima máxima: "Quem é forte? Aquele que consegue controlar suas paixões". 

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LIVRE-SE DAS INUTILIDADES

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Há pessoas apegadas a coisas das quais não conseguem se desfazer de modo algum. Juntam, guardam e acumulam a ponto de não perceberem. Os efeitos são negativos, com reflexos em muitas áreas da vida e do trabalho.

Lembro-me de uma conversa entre um funcionário e seu gerente:

- Chefe, os nossos arquivos estão superlotados. Posso me desfazer dos que têm mais de 10 anos?

- Sim –  responde o chefe. Mas não se esqueça de fazer cópia de todos eles!

Juntar coisas inúteis freia o desenvolvimento pessoal. Geralmente estas pessoas o fazem porque os objetos as ligam a lembranças e pessoas. Estão presas a um passado que muito lhes vale. 

O sentimento de gratidão por tudo o que estes objetos proporcionaram de bom e às pessoas a eles ligadas pode ser o princípio da cura.  Guardar uma peça de lembrança significativa de cada pessoa ou momento importante seria um passo importante.  O restante pode ser doado. 

Livre-se de coisas inúteis e sem propósito. Abra espaço para o novo. Talvez  esta seja a condição para acesso a um novo futuro na vida. 

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