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O QUE É O AMOR REAL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude 

O que pode ser mais grandioso do que amar alguém? Resposta: “Entendê-lo.”

Quando digo ao meu filho que eu o amo, mas recentemente eu lhe disse que a nota 9 que trouxe na prova de matemática devia ser 10, ou que ele nunca se comporta do modo como devia, eu lhe mostro na prática que não o entendo. Então o “eu te amo” que lhe disse soa negativo. E ele pensa: “Você ama quem você gostaria que eu fosse. Este ser que sou eu você não ama”.

Por outro lado, quando ele sente que eu observo seus pontos positivos e os valorizo – mesmo se corrijo suas atitudes negativas –, ele sabe que toda a expressão real de quem ele é está gravada na minha alma, e, por isso, sabe que o meu amor é real.

O que significa “entender uma pessoa”? É captar seu modo real de ser, suas ações, seus pensamentos, sua identidade... e acolhê-la. Enquanto você se incomodar com suas atitudes por serem discordantes daquelas que você reputa como corretas, a despeito do quanto ela se esforce em acertar, não existirá esse “entendimento”. E isso é indispensável à relação de mão dupla entre quaisquer duas pessoas, em toda e qualquer circunstância.

Todos nós temos uma identidade, desejamos assumi-la diante dos demais e fazemos tudo para que a aceitem como ela é. Aqueles que se esforçarem para conhecê-la a partir dos nossos pontos positivos, abrirão  condições ideais para estabelecer conosco um relacionamento sadio e frutífero.  

“Ama o próximo como a ti mesmo” é a lei de ouro da convivência e da paz entre os homens. E mesmo a Lei do Amor nos ensina que só é possível a alguém amar seu próximo  a partir do momento em que tenha amor por si, ou seja, a começar no instante em que reconheça sua própria identidade e abra-se para entender a identidade do outro.

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INSANIDADE DE TODOS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um homem foi consultar um psiquiatra.

- “Qual é o seu problema?” – o médico perguntou.

- “Eu não tenho problema nenhum, doutor”.

- “Então por que veio me procurar?”

E o homem diz:

- “a minha família insistiu que eu viesse.”

- “Bem, então o que a sua família acha que há de errado com você?” –  questiona o  médico.

- “Eles acham que há algo errado comigo só porque eu gosto de pizzas”.

- “Isso é absurdo”, exclama o psiquiatra, “Não há problema em gostar de pizza. Eu mesmo gosto muito!”.

Os olhos do homem brilham de alegria ao ouvir isso. Aí ele diz:

- “É mesmo? Então venha me visitar e você verá as centenas de caixas cheias de pizzas que tenho guardadas no porão de casa”.

Vamos entender.

A finalidade das pizzas é servir de alimento. Colecioná-las é insano.

Insanidade acontece sempre que algo que devia ser apenas um meio torna-se um fim.

Você identifica algo parecido na sua vida? Talvez não com pizzas, panquecas ou pastéis.

Mas abstraia este conceito. E depois pesquise bem.... muito bem, porque por este critério,  talvez nenhum de nós, de fato,  esteja totalmente isento.

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NÃO SAIA DERROTADO ANTES DE LUTAR

ABRAHAM SHPIRO para o Portal Profissão Atitude

O complexo de inferioridade faz o fracasso de muita gente que não merece. Elas se sentem insuficientes mesmo tendo boas condições de ser ou de realizar coisas. Então projetam a visão negativa de si mesmas à visão dos outros e depois sofrem por achar que eles as veem assim.

O indivíduo que padece do complexo de inferioridade é violentado pela imaginação nociva que cultiva de si mesmo.

Todos sabem que na disputa por um campeonato esportivo, a decisão acontece antes do jogo e dependerá, em grande parte, da condição psicológica de cada jogador.  É real! Muitos dos grandes desportistas foram derrotados por sua autovisão, mesmo estando devidamente preparados e à altura de enfrentar seus adversários.

Decorre daí uma regra à qual devíamos permanecer conectados todo o tempo. Evite pensar que você é um derrotado sem que tenha enfrentado a sua luta pessoal. Não seja rápido em reputar-se negativamente. Seja realista quanto a conhecer os seus pontos fortes e fracos. Mas aplique-se a melhorar o que não estiver bem.

Tenha coragem. Decida-se a ser melhor. Trabalhe nisso. 

Sobretudo, convença-se de que você pode aprender e conquistar o que lhe falta. Esforce-se!

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VOCÊ OUVE A SUA INTUIÇÃO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Algo que sempre deixa as pessoas em dúvida é aquela voz interior que recebe o nome de intuição.

Muitos acham que ela seja independente de qualquer processo de raciocínio. Não é!

Estudiosos acreditam que a intuição seja um processo de associação inconsciente e contínuo, como um quebra-cabeça mental. Você observa algo, aí o cérebro vai até seus arquivos e faz a combinação entre o que você observou e as suas memórias, conhecimentos e experiências lá registrados. A partir de então, isto se transforma na voz que você passará a ouvir no seu pensamento quando se deparar com outras observações posteriores.

Às vezes, a intuição nos diz o que desejamos saber.

Outras vezes ela apenas informa que precisamos de mais dados ou de mais raciocínio e análise. Este último caso nunca nos agrada porque tudo o que queremos é ter a certeza e a garantia de uma resposta segura senão ficamos com medo. Na ausência desta resposta do modo como nos agrada, saímos em busca da confirmação dos outros – seja para dividir responsabilidade ou culpa. A verdade é que ninguém se dá bem com o fato de não saber.

Lembre-se, portanto, que nem sempre a intuição dará respostas.  Ela poderá dizer que você não sabe o bastante para decidir sem que investigue mais.

Se isto vier a aconteça, adquira mais conhecimento e aprenda o que falta. Aprimore-se e a sua voz interior será cada vez mais confiável em vez de silenciar.

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COMO LIBERTAR-SE UM MODELO MENTAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Pense no ato de dirigir um carro.  O que você espera acontecer ao pisar no pedal da direita? Se o carro frear, você vai se surpreender. Este pedal devia ser o acelerador.  Sabe por que você tem tanta certeza? Por causa do modelo mental de carros que está gravado no seu cérebro.

Modelo mental é o que aprendemos de como as coisas são no mundo real e como elas funcionam.

O seu cérebro forma modelos mentais automaticamente quando observa e vivencia padrões em todas as experiências do dia a dia. Com frequência estes modelos mentais não são completamente precisos porque somos seres humano limitados tanto no conhecimento quanto na experiência.

A educação é uma das formas de reduzir as nossas limitações e consequentemente elevar o nível dos nossos modelos mentais. É pela educação que internalizamos conhecimento e experiências que outras pessoas coletaram ao longo de suas vidas. Então quando leio um livro e pratico seus ensinamentos, eu passo a ver o mundo de um modo novo.

Um exemplo interessante. Muitos recém-formados em um curso superior acreditam em ideias falsas, como: “A minha profissão não tem nada a ver com venda”.

Tão logo entram no exercício profissional prático, com toda certeza são obrigados a corrigir este modelo mental, pois, venda é um quesito presente em absolutamente tudo: do amor a uma viagem espacial, e condição básica de sobrevivência.

Aonde quero chegar? À necessidade de questionar.

Sempre que questionamos os nossos modelos mentais, alcançamos benefícios. Eu aprendi a fazer boas perguntas com os meus mestres, e ultimamente deparei-me com uma obra do filósofo Bertrand Russell  que dizia: “Uma das coisas mais saudáveis da vida é, de vez em quando, colocar um ponto de interrogação naquilo que você naturalmente aceita como verdadeiro”. Não foi coincidência.

Experimente!

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O LADO POSITIVO DA AMBIÇÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu gosto de pensar na ambição como a insatisfação que sinto com a minha situação atual  e o desejo de melhorar por iniciativa própria.

Você deve aspirar ir além do patamar que já conseguiu alcançar. Não há mal algum nisso porque estar satisfeito com a sua situação atual pode ser comodismo.

Pense como é importante investir esta energia que se renova a cada dia dentro de nós para irmos um pouco mais adiante, para conquistar novas fronteiras e superar o que já conseguimos ser  como profissionais, como pessoas de negócios, como seres humanos!

Isto não é uma crítica ao status quo. Pessoas passivas ou acomodadas gostam de seu estado atual. Elas já criaram raízes, não desejam sair de onde estão e não questionam absolutamente nada de sua condição:

- Fazem uma faculdade porque os outros esperam isso delas, e não por querer aprender algo. 

- Não tentam aprender outra língua. 

- Pensam em abrir um negócio, porém nunca decidem realizá-lo.

- Desejam escrever um livro, mas jamais o escrevem.

E assim vão ‘existindo’ em vez de ‘viver’.

É certo que o acomodado está livre de desafios e de riscos. Mas ele experimenta um desespero silencioso que o deixa frequentemente diante das inquietantes perguntas: “Isso é tudo o que eu posso? Será que não estou perdendo alguma coisa?”

Por favor, entenda! Não há nada de errado com a ambição – desde que seja um sentimento que se converta na luta para ser melhor.

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SE FOR PRECISO, DESISTA!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

As pessoas comuns associam o verbo desistir a fracassar. Errado! São muitas as circunstâncias em que desistir é exatamente a coisa certa a fazer.

A Denise achava que uma tarefa podia ser realizada em duas horas e decidiu executá-la. Passaram-se quatro e ela havia desempenhado apenas um quarto do processo. Nesse momento, ela pensava:

- “Não posso desistir agora que já investi quatro horas nessa atividade!”

Quando acontece isso conosco, temos a forte e atraente inclinação de nos tornarmos heróis. Ficamos obcecados por fazer a coisa dar certo. Então, vestimos a nossa capa e nos isolamos do resto da Humanidade. Às vezes até dá certo. Mas a pergunta a ser feita é: “Vale a pena?” Creio que quase todos responderão: “Raramente.”

No caso da Denise, teria, sim, valido se levasse duas horas, não vinte. Nessas vinte horas, muitas outras coisas podiam ter sido realizadas, e não foram. Além disso, ela não teve a iniciativa de abrir espaço para receber um feedback, o que reforçou sua permanência no caminho errado. É bom lembrar que mesmo os super-heróis precisam de uma segunda opinião. Isso os ajuda  a calibrar o “senso de realidade”.

A lição aqui é: sempre que você sentir que algo está ocupando tempo demais para que seja executado, chame alguém confiável para dar uma olhada. Mesmo não sendo expert, ele ao menos poderá emitir um parecer diferente do seu ponto de vista e fazê-lo pensar melhor. Às vezes uma saída óbvia e viável está bem debaixo do nariz, mas você não enxerga.

Desistir pode, sim, ser a melhor opção em muitas circunstâncias. Reaver o tempo gasto é impossível. Mas ao menos podemos decidir  romper o desperdício de horas detrabalho... e de vida!

 
 

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UMA DOENÇA CHAMADA PREGUIÇA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A preguiça é pior do que se imagina.

Salomão – o  rei sábio – disse que “o preguiçoso terá sete boas justificativas”. E acrescentou: “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, pois ele deseja, mas nada consegue”.

Compromisso? O preguiçoso arruma uma desculpa e “pula fora”. A bateria do celular acabou ou o aparelho desliga sozinho. Ele não recebeu o e-mail que você enviou. Ele se confundiu quanto à data da entrega. O computador deu pau. O despertador não tocou. Quinta-feira foi feriado, e ele emendou o fim de semana – “afinal ninguém é de ferro”. Segunda-feira é quando todos estão muito ocupados, então ele não marca agendas neste dia “complicado”. Sexta-feira? Ele não quer perturbar o fim de semana dos outros.

Você já ouviu de alguém uma dessas frases? Eu sim. Sempre de um preguiçoso.

Conforto, prazer, vida mansa é tudo o que ele quer para si – o tempo todo. Nada de problemas ou dores de cabeça.

Porém, quando ele tiver uma necessidade você o verá prometer tudo, até conseguir o que precisa.

Você deseja salvar-se da preguiça? A minha receita de três passos é a seguinte:

- Primeiro: identifique as áreas em que você mais lança mão de desculpas, pois é aí que ela “ataca”. 

- Segundo:  traia essa tendência perniciosa de se justificar.

- Por último, à medida que você vir-se vencendo este mal, respeite-se, porque você está sendo curado de algo a que a ciência já começa a classificar como doença.

Querer passar a vida na horizontal é um tremendo erro de circunstância, porque ao morrer, todos teremos tempo de sobra para descansar.

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QUAL DOS DOIS É VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Li um livro que conceituou dois tipos diferentes de personalidade:

- o “Sabe-tudo” e

- o “Aprendiz”.

O sabe-tudo é categórico, crítico, dogmático, irresponsável e arrogante. Pensa saber o tempo todo o que os outros devem fazer e não poupa críticas contra os que “não fazem o que devem”. Ele nunca tem culpa; os outros, sim. É um expectador por excelência. Não joga futebol, por exemplo, mas assiste, e sente-se seguro para dar todos os palpites. Nada faz para que seu time ganhe, porém, responsabiliza os jogadores, o técnico, o juiz, os adversários, o clima, a sorte e tudo o que for possível se seu time perder.

O “aprendiz” é diferente. Trata-se de um sujeito consciente de que existem fatores fora de seu controle e é por isso que se concentra nas variáveis que ele pode modificar. A fonte de sua autoestima está no sucesso em longo prazo. Daí ele não buscar aquela típica gratificação imediata de “ter razão”.

Se uma chuva cair sobre um sabe-tudo e um aprendiz e ambos chegarem ensopados ao escritório, o sabe-tudo dirá: “A chuva nos pegou de surpresa”. E você ouvirá o aprendiz falar: “Eu não consultei a previsão do tempo e nem pensei em trazer o guarda-chuva”. Enquanto o primeiro joga a culpa na chuva e se considera vítima das circunstâncias, o segundo assume a responsabilidade de não ter-se informado suficientemente, trazido seu guarda chuva e se enxerga como protagonista.

Eu estou lhe provocando, caro leitor ou leitora. Espero que você reflita sobre as suas atitudes pessoais  e conclua em qual dos dois perfis você se enquadra.  Depois, gostaria imensamente que você adotasse medidas para adequar-se ao comportamento “aprendiz” ou, quem sabe, para melhorar os critérios de seleção de funcionários na sua empresa, já que o mundo tem “sabe-tudo” demais – e, desgraçadamente, em todas as áreas.

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VOCÊ AGE ANTES DE PENSAR? ENTÃO VOCÊ É NORMAL!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

“Toda a infelicidade do ser humano se deve ao fato de ele não conseguir ficar tranquilo em seu quarto”. Quem disse isso não fui eu, mas o filósofo Blaise Pascal.

Parece que todo mundo instintivamente acredita haver mais recompensa no agir do que em parar para pensar melhor.

O pesquisador israelense Bar Eli avaliou milhares de situações de cobrança de pênalti no futebol e descobriu que em um terço dos casos os jogadores chutam no meio do gol, em um terço para a esquerda e em um terço para a direita.

O que fazem os goleiros? Metade das vezes defendem o lado esquerdo e, na outra metade, o lado direito. Raramente eles permanecem no meio. Sabe por quê? Eles acham ser mais impressionante aos torcedores e se sentem menos constrangidos pulando do lado errado do que parados como tontos vendo a bola entrar pela esquerda ou pela direita.

O que se aprende disso?

Nós temos uma poderosa preocupação em parecermos ativos, mesmo quando de nada adianta.  E por esta razão a sociedade prefere a ação impensada à espera prudente. É natural, pois nunca vimos alguém ser homenageado por ficar refletindo, e sim por ter demonstrado determinação e agir rápido – ainda que a situação tenha melhorado por puro acaso.

A raiz deste comportamento talvez esteja nos nossos acestrais, para quem ter uma reação rápida ao ver surgir a silhueta de um leão na floresta, e não ficar pensando muito, era questão de sobrevivência.

No entanto,  o nosso mundo é bem diferente daquela da Pré-história.  Qualquer coisa que se faça, hoje, exige reflexão – o que é difícil, em particular para quem está pouco disposto a se submeter ao treinamento e à disciplina que isto requer.

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OS PREJUÍZOS DO EXCESSO DE OTIMISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Há um defeito nas pessoas que superestimam a perspectiva de sucesso daquilo que elas fazem ou planejam.

Um jovem de 20 anos navega na Internet. Ele  observa uma dúzia de Youtubers com milhões de visualizações em seus vídeos e que ganham uma fortuna. Descobre, então,  que são pessoas comuns, sem nenhuma formação, e que simplesmente começaram produzindo seus vídeos em casa; alguns moram em sua cidade. Estes caras, inclusive, têm ganhado grande projeção na mídia nacional. Animado com este sucesso, ele compra uma câmera, começa a gravar vídeos pessoais e os posta na Rede Mundial.

Quais são as chances dele conseguir o sucesso que almeja?

Os cálculos mostram que esta probabilidade orbita em torno de 0,00000001%. Isto é um átomo maior que zero.

Como tantos e tantos neste País, este rapaz irá gastar o dinheiro que talvez não  tenha e não possa, e após todos os gastos, o que ele fizer será um absoluto "nada".

Mas ele tem otimismo implantado em sua mente. Seus pais e todos à sua volta repetem um mantra de que as pessoas têm de ser positivas e que este é o segredo da felicidade e da conquista. E para agravar,  o sucesso produz maior visibilidade do que o fracasso no dia a dia.

Por estas razões, ele superestima sua perspectiva de realizar seus sonhos. Ele alimenta uma poderosa ilusão e se esquece de que por trás de todo Youtuber que deu certo se escondem outros milhares cujos vídeos são vistos por não mais que uma dezena de pessoas. E por trás de cada um desses milhares, estão outros milhares que não conseguiram nem que os próprios colegas de sala vissem suas postagens. Isso vale também para fotógrafos, artistas, designers, esportistas, arquitetos, cientistas e... desafortunadamente, empresários.

Você pensa que estou dizendo que não se devem correr riscos? Eu nunca diria isso. Mas é bom corrê-los tendo consciência de que o excesso de otimismo deforma as probabilidades tal como um oleiro faz com o barro.

Então o que fazer?

Eu sugiro uma visita ao cemitério dos projetos, carreiras, ideias e investimentos que um dia foram promissores, antes de tomar a sua decisão de entrar de cabeça em qualquer projeto. É um passeio triste e talvez indigesto,  porém,  saudável. 

Pare de ser incrivelmente positivo. Nem tudo funciona conforme as pessoas acham. Coloque sempre uma pitada de tristeza na muita alegria, e não se esqueça da alegria em tempos que as coisas não estiverem exatamente no padrão de sucesso com que você sonhava.

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INTELIGÊNCIA NÃO É DOM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Todos nós nascemos com um ímpeto gigantesco de aprender. Os bebês conquistam novas aptidões a cada hora –  e não são coisas simples. Aprender a caminhar e a falar são as habilidades mais difíceis da vida. Eles não acham difícil e nunca pensam que não vale a pena o esforço. Também não se preocupam em errar ou se humilhar: caminham, caem, levantam-se e simplesmente seguem adiante.

Mas à medida que nós crescemos, a educação e as experiências que vivemos formam o modelo mental pelo qual interpretamos tudo à nossa volta. Isso divide a população deste planeta em dois grupos diferentes de seres humanos, a saber:

- os que acreditam poder se tornar mais inteligentes através do autodesenvolvimento

- e os que creem ser sua inteligência um dom imutável, fixo.

Uma experiência com crianças de quatro a seis anos ofereceu a elas refazer um quebra-cabeça fácil ou tentar outro mais difícil. Muitas delas escolhiam a alternativa mais segura e diziam: “crianças inteligentes não erram, por isso eu quero o quebra-cabeça que já sei como se faz”.

Quem acredita ter a inteligência fixa, mostra um terrível medo de errar e de arriscar-se em qualquer situação. Por conta disso, este indivíduo já perdeu excelentes oportunidades na vida. Ele acredita que pessoas inteligentes têm sucesso sempre, e não podem errar. Então ele nada fará se não tiver certeza do sucesso.

As outras crianças daquela experiência escolhiam o quebra-cabeça mais difícil. Uma delas disse: “Estou louca para descobrir a solução deste novo quebra-cabeça!”. Pessoas assim sabem que o sucesso é fruto de esforço e desenvolvimento. Elas creem poder ser mais inteligentes através de novas descobertas.

É por esta via que a sua vida pode ser diferente. Você pode errar. E caso erre, poderá se corrigir,  ou simplesmente dizer: “Não sei”. Então, peça que lhe expliquem e aprenda. 

Sempre existe a possibilidade de mudar substancialmente o seu e o meu nível de inteligência – desde que sejamos como crianças corajosas e sem medo de nos envergonhar.

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UM PROBLEMA SÉRIO CHAMADO 'PERFECCIONISMO'

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um dos grandes livros da administração da minha biblioteca ensina o seguinte:

“Quando se delega e tudo funciona bem, duas coisas acontecem simultaneamente. Primeiro, os seus funcionários assumem parte de seu trabalho e, por sua vez, desenvolvem as habilidades e o potencial deles. Segundo, ao delegar, você reserva tempo e espaço para se dedicar a aspectos mais importantes do seu trabalho, a fim de realizá-lo com sucesso.”

Todo gerente sabe que é preciso delegar tarefas aos subordinados. Muitos, no entanto, não conseguem. As causas são várias. Uma delas é a principal: é uma fraqueza de personalidade destes gestores. E o nome desta fraqueza é perfeccionismo.

Não! Ser perfeccionista não é virtude e nem é bom – na maioria das situações.

Todo perfeccionista vive inseguranças emocionais e tem visão fraca de si mesmo.

Em quase todos os casos, um perfeccionista seleciona e implementa processos com excesso de detalhes e age como controlador desconfiado não por razões técnicas, mas porque isso o faz sentir-se útil e importante.

Ele teme que seus funcionários duvidem de sua competência. Então terá a sua volta funcionários que o admiram, porque tentarão agradá-lo o tempo todo.

Por agir assim, você o verá demitir injustamente colaboradores valiosos e qualificados para a empresa pelo simples fato de não corresponderem a seus padrões. E o pior é que eles irão  correndo para atuar nos concorrentes,  com grandes chances de promoverem acusações de assédio moral ou constrangimentos.

Se você se identifica com esta descrição, busque rápido um tratamento,  pois, como ensina a sabedoria, perfeição, neste mundo, é uma jornada, e não um destino ou ponto de parada específico.

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PARADIGMAS: ENTENDA DEFINITIVAMENTE O QUE É

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu ouço pessoas usarem a  palavra “paradigma” a esmo. Será que sabem o que estão falando?

Paradigma significa “padrão ou modelo de pensamento que influencia o modo como nos comportamos”. É como um mapa que nos ajuda a decidir qual direção seguir. Este mapa determina o que fazemos. E a atitude que tomamos determina os nossos resultados. Logo, se mudarmos os paradigmas, o nosso comportamento mudará e, como efeito, também os resultados.

Stephen Covey em seu livro “A Terceira Alternativa” dá um exemplo interessante de paradigma. Conta ele que, quando o tomate foi levado das Américas para a Europa pela primeira vez, um botânico francês identificou-o como o temido “fruto proibido” do qual falavam os antigos estudiosos. Comer um tomate, segundo aquele botânico, causaria espasmos, espumação pela boca e morte.

Assim, os primeiros colonos europeus na América não chegavam nem perto de tomates, embora os cultivassem em suas hortas como plantas decorativas. Ao mesmo tempo, uma das doenças mais perigosas enfrentadas pelos colonos foi o escorbuto, provocado pela falta de vitamina C — abundante nos tomates.  A cura estava bem ali, em seus quintais, mas eles morriam por conta de um paradigma errado.

Lá pelo século XVII, novas informações surgiram e o paradigma mudou. Os italianos e espanhóis começaram a comer tomate, o que tornou-o popular e saudável.

Como visto,  muitos séculos antes de os italianos fazerem molhos de massas e pizzas o tomate já era consumido nas Américas.

Tudo pode mudar sempre, principalmente os nossos modelos mentais. E na verdade, é isso o que faz a maior diferença na História pessoal de cada ser humano e no mundo.

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QUEM NÃO QUER SER ASSIM?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em um mundo atormentado pelo estresse e pelas lutas pessoais, todos –  de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais a religiosos e pesquisadores – querem saber por que e como algumas pessoas são melhores do que outras em se recuperar das dificuldades.

Nós queremos compreender por que algumas pessoas conseguem lidar com estresse e trauma de um modo que lhes permite seguir adiante na vida enquanto outras parecem ser mais afetadas e paralisadas.

Desde a década de 1970,  este tema tem merecido a atenção de estudiosos que deram nome a esta capacidade de Resiliência.

Pessoas resilientes têm o poder de permanecer conscientes e autênticas sob grande estresse e nervosismo. 

As pesquisas mais recentes mostram os cinco fatores mais comuns deste atributo de personaliadde. Elas são habilidosas em resolver problemas, apresentam maior tendência a procurar ajuda, acreditam que podem controlar seus sentimentos e emoções, possuem mecanismos de apoio social e mantêm conexão forte com amigos, colegas e familiares.

É claro que há outros fatores, dependendo do pesquisador, mas por estes  vê-se que os resilientes não são orgulhosos e nem arrogantes,  porém mantêm consciência de que precisam de outros indivíduos e se dispõem a ajudá-los quando necessitam deles.  Não é maravilhoso?

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ESTE INIMIGO CHAMADO COMODISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

As pessoas  se acomodam. Elas se conformam em ser “mais ou menos”. A maior parte das vezes elas são “menos”, mas acreditam em que poderão vencer na vida de uma hora para outra e se tornarem “mais”.

E eu, realista como sou, lhes pergunto:

- “Será? Como? Ou... de que jeito?”

Elas mesmas não sabem. Apenas têm fé em que as coisas vão mudar.

Na prática, as situações não mudam apenas com fé ou uma crença poderosa. Tudo neste mundo requer atitude, esforço.

Olhe para a crise econômica que ainda sacode o Brasil. Estamos – cada um de nós – sendo intimados a desenvolver muitas e novas competências em todas as áreas da vida. Para conseguirmos isso, precisamos  melhorar a nossa situação pessoal individual e ajudar os outros também a mudarem – de acordo com a necessidade.

Esforço!

Esforço para alcançar objetivos!  É disso que estamos falando. 

Cada minuto é um novo tempo; é o início de um ano novo. E enquanto eu falo, ele chegou, já está aqui;  já é fato. E este fato só é real para aqueles que têm consciência e o assumem com verdade e coragem.

Quer mudar a sua vida? Descruze os braços e não leve as mãos aos bolsos –  use-as para fazer algo de valor, e canse-se muito antes de pensar em descanso e feriados.

É tempo de se esforçar.

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O SUCESSO DE UM MODO COMO NUNCA SE VIU

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Sabe o que a sociedade lhe diz a toda hora e talvez já tenha se tornado verdade absoluta na sua mente? Que você só será um sucesso quando tiver coisas para mostrar aos outros. Enquanto estes itens palpáveis e caros não estiverem na sua posse, você não é nada e nada vale.

É trágico! O cenário em que se desenrola a vida daqueles que professam este credo é triste e infernal. Enquanto não conseguem ter o que mostrar aos outros, eles se julgam vítimas do azar e desprezíveis.

Ocorre que o nosso sistema interior está programado para funcionar diferente disso. Ao contrário, eu diria. E você precisa saber disso antes que seja tarde.

O respeito que você e qualquer ser humano necessita ter por si próprio –  e que se chama autorrespeito – só existe quando você se vê realizando um ideal. Quanto mais tiver consciência de que está se esforçando por um  propósito e, com isso, desenvolvendo-se como ser humano, mais você encontrará prazer em viver.

Então, em vez de preocupar-se em juntar coisas, tenha um ideal e lute por ele. Dê o melhor que pode. E não se esqueça de que mantendo o foco nisso você já é um sucesso! Mesmo que as coisas não funcionem exatamente como espera, saiba “o que” você está fazendo e “por que” o faz para não se desviar da meta. Saiba e conscientize-se.

A única coisa sobre a qual você e eu realmente temos algum poder de controle é o esforço que investimos nas nossas buscas.  Daí, quanto mais esforço pusermos em realizar o nosso ideal, mais respeito teremos por nós próprios. Isto, sim, é sucesso.

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VÁ PARA BEM LONGE DO NEGATIVISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ter pessoas negativas num grupo de trabalho quase sempre é sinônimo de perdas ou déficit. Não é preconceito. É constatação.

O motivo é óbvio. Quem pensa negativo e só enxerga obstáculos sem fazer a contrapartida positiva, não faz fluir a criatividade e nem a imaginação. Esta pessoa terá problemas de desempenho e de comprometimento em tudo o que fizer. Olhe para a vida dela e você não encontrará área alguma em que se saia bem. Vê o perigo que isso representa?

Os antigos tinham uma forma muito interessante de expressar este raciocínio. Eles diziam que “a Divindade não repousa sobre quem é negativo”. Pensando por esta ótica, o negativismo não produz alegria.  Por isso, é bem provável que o indivíduo negativo tenha uma vida mais sofrida e desolada, porque tende à tristeza.

O problema é que a energia e os pensamentos negativos são muito mais “pesados” do que o pensamento positivo. Daí ser preciso o dobro de força para ser negativo do que para ser positivo. E é por isso que passar algum tempo junto de alguém que vive pelo modo negativo de ser causa mais cansaço. Você se sentirá extenuado como se tivesse passado horas carregando pedras. Estudos feitos pela neurocientista Tali Sharot, da Universidade de Londres, mostraram que uma pessoa que pensa negativamente nas chances de vir a ter câncer, tem funcionamento dos lobos frontais do cérebro de maneira completamente diferente, como que em alerta; e quando encara a situação com mais positivismo e esperança, o cérebro trabalha melhor e consome menos energia.

Saia fora do negativismo. Isto é paralisante. Equilibre-se e dê força ao positivo dentro dos seus pensamentos, porque as pessoas negativas são aqueles que sempre têm um problema para cada solução.

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COMO FAZER MUDANÇAS NA VIDA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um jovem se aproximou de mim e perguntou: “O que eu devo fazer para mudar a minha vida? Não consigo ir bem nos meus estudos, e no trabalho sou muito desorganizado”.

Por um instante eu senti pena dele. Depois, lembrei-me de que já senti o mesmo desgosto comigo mesmo. Fui buscar na minha experiência de vida a resposta que lhe dei:

“Sempre que você decide qualquer coisa, isso começa a se realizar pouco a pouco até tornar-se parte do seu ser. O que você é, hoje, resultou de tudo o que você decidiu e do modo como interpretou todos os fatos à sua volta.

Não é teoria, mas experiência da minha própria vida. Posso lhe dar um exemplo. Se você vir uma pessoa fumando e achá-la bonita e atraente, este pensamento poderá empurrar você a querer provar um cigarro um dia e até tornar-se víciado.

Do mesmo modo: se você ouvir um homem inteligente falando e admirá-lo, “ser inteligente” poderá passar a ser um atributo a que você busque alcançar para si.

A ciência utiliza este recurso. Médicos dão um comprimido de farinha ou açúcar para os doentes e lhes dizem que é importante para seu tratamento. Um grande percentual deles apresenta boa recuperação porque acreditam.

Então por que não usar isso a seu favor?  Comece a pensar diferente de si mesmo. Pense que é inteligente e também organizado....  Pense que você é feliz e alegre. Isso aos poucos começará a acontecer na sua vida até tornar-se parte de você. Então será realidade.

Preste atenção. O que mais perturba e alarma você e eu não são os fatos em si, mas as opiniões, as fantasias e as imagens que nós criamos ao dar a nossa interpretação a esses fatos.  Então, quase nada no mundo tem o poder de nos fazer felizes ou infelizes, mas o modo como olhamos, sim. Tudo, tudo na vida é consequência disso.

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A BARBIE E A MULHER IDEAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um homem tem um ótimo trabalho, é um bom pai, tem saúde e atinge seus objetivos.  Mas suas pretensões são o dobro do que ele consegue. Os estudiosos dirão que sua autoestima é de 50%. Para eles, autoestima é o sucesso real dividido pela pretensão.

AUTOESTIMA = [SUCESSO REAL] / [PRETENSÃO]

Este homem não enxerga o sucesso que já possui, mas somente o que ainda pretende ter – que no caso é o dobro.   Se sua pretensão fosse próxima ao sucesso real, sua autoestima estaria equilibrada.

Na verdade, ele é o efeito do  bombardeio constante que todos nós sofremos em todas as direções a que olhamos. Tudo visa elevar as nossas pretensões individuais às estrelas. 

A boneca Barbie existe há quase sessenta anos. Bilhões de exemplares foram vendidos.  As medidas com que esta boneca foi desenhada e construída não são humanas.  Se você projetar suas dimensões para a escala de uma mulher com 1,70 m de altura, sua cintura, busto e todos demais atributos não serão compatíveis a ser humano nenhum.

Olhe para as oito ou dez “Top Models” desfilando para as grandes grifes de moda em todo o mundo. Se os quatro bilhões de mulheres deste planeta pretenderem mirar-se nelas como protótipo do corpo de seus sonhos, isto talvez  garanta a venda de mais botox, mais próteses, dietas, suplementos e uma infinidade de outros produtos e serviços que só se traduzem em efeitos especiais.  Mas também e infelizmente aumentará o consumo de drogas, de bebida alcoólica e a tendência geral à distorção e a declarações do tipo: “Você é incompetente”,  “Eu sou horrível” ou “Você não é a pessoa com que sonhei!”.

Gostar do que se tem e calibrar as pretensões às realizações pode ser mais útil e prazeroso do que todos os falsos meios que o consumismo propõe  como meios para se chegar à felicidade.

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