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UMA DOENÇA CHAMADA PREGUIÇA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A preguiça é pior do que se imagina.

Salomão – o  rei sábio – disse que “o preguiçoso terá sete boas justificativas”. E acrescentou: “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, pois ele deseja, mas nada consegue”.

Compromisso? O preguiçoso arruma uma desculpa e “pula fora”. A bateria do celular acabou ou o aparelho desliga sozinho. Ele não recebeu o e-mail que você enviou. Ele se confundiu quanto à data da entrega. O computador deu pau. O despertador não tocou. Quinta-feira foi feriado, e ele emendou o fim de semana – “afinal ninguém é de ferro”. Segunda-feira é quando todos estão muito ocupados, então ele não marca agendas neste dia “complicado”. Sexta-feira? Ele não quer perturbar o fim de semana dos outros.

Você já ouviu de alguém uma dessas frases? Eu sim. Sempre de um preguiçoso.

Conforto, prazer, vida mansa é tudo o que ele quer para si – o tempo todo. Nada de problemas ou dores de cabeça.

Porém, quando ele tiver uma necessidade você o verá prometer tudo, até conseguir o que precisa.

Você deseja salvar-se da preguiça? A minha receita de três passos é a seguinte:

- Primeiro: identifique as áreas em que você mais lança mão de desculpas, pois é aí que ela “ataca”. 

- Segundo:  traia essa tendência perniciosa de se justificar.

- Por último, à medida que você vir-se vencendo este mal, respeite-se, porque você está sendo curado de algo a que a ciência já começa a classificar como doença.

Querer passar a vida na horizontal é um tremendo erro de circunstância, porque ao morrer, todos teremos tempo de sobra para descansar.

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QUAL DOS DOIS É VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Li um livro que conceituou dois tipos diferentes de personalidade:

- o “Sabe-tudo” e

- o “Aprendiz”.

O sabe-tudo é categórico, crítico, dogmático, irresponsável e arrogante. Pensa saber o tempo todo o que os outros devem fazer e não poupa críticas contra os que “não fazem o que devem”. Ele nunca tem culpa; os outros, sim. É um expectador por excelência. Não joga futebol, por exemplo, mas assiste, e sente-se seguro para dar todos os palpites. Nada faz para que seu time ganhe, porém, responsabiliza os jogadores, o técnico, o juiz, os adversários, o clima, a sorte e tudo o que for possível se seu time perder.

O “aprendiz” é diferente. Trata-se de um sujeito consciente de que existem fatores fora de seu controle e é por isso que se concentra nas variáveis que ele pode modificar. A fonte de sua autoestima está no sucesso em longo prazo. Daí ele não buscar aquela típica gratificação imediata de “ter razão”.

Se uma chuva cair sobre um sabe-tudo e um aprendiz e ambos chegarem ensopados ao escritório, o sabe-tudo dirá: “A chuva nos pegou de surpresa”. E você ouvirá o aprendiz falar: “Eu não consultei a previsão do tempo e nem pensei em trazer o guarda-chuva”. Enquanto o primeiro joga a culpa na chuva e se considera vítima das circunstâncias, o segundo assume a responsabilidade de não ter-se informado suficientemente, trazido seu guarda chuva e se enxerga como protagonista.

Eu estou lhe provocando, caro leitor ou leitora. Espero que você reflita sobre as suas atitudes pessoais  e conclua em qual dos dois perfis você se enquadra.  Depois, gostaria imensamente que você adotasse medidas para adequar-se ao comportamento “aprendiz” ou, quem sabe, para melhorar os critérios de seleção de funcionários na sua empresa, já que o mundo tem “sabe-tudo” demais – e, desgraçadamente, em todas as áreas.

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VOCÊ AGE ANTES DE PENSAR? ENTÃO VOCÊ É NORMAL!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

“Toda a infelicidade do ser humano se deve ao fato de ele não conseguir ficar tranquilo em seu quarto”. Quem disse isso não fui eu, mas o filósofo Blaise Pascal.

Parece que todo mundo instintivamente acredita haver mais recompensa no agir do que em parar para pensar melhor.

O pesquisador israelense Bar Eli avaliou milhares de situações de cobrança de pênalti no futebol e descobriu que em um terço dos casos os jogadores chutam no meio do gol, em um terço para a esquerda e em um terço para a direita.

O que fazem os goleiros? Metade das vezes defendem o lado esquerdo e, na outra metade, o lado direito. Raramente eles permanecem no meio. Sabe por quê? Eles acham ser mais impressionante aos torcedores e se sentem menos constrangidos pulando do lado errado do que parados como tontos vendo a bola entrar pela esquerda ou pela direita.

O que se aprende disso?

Nós temos uma poderosa preocupação em parecermos ativos, mesmo quando de nada adianta.  E por esta razão a sociedade prefere a ação impensada à espera prudente. É natural, pois nunca vimos alguém ser homenageado por ficar refletindo, e sim por ter demonstrado determinação e agir rápido – ainda que a situação tenha melhorado por puro acaso.

A raiz deste comportamento talvez esteja nos nossos acestrais, para quem ter uma reação rápida ao ver surgir a silhueta de um leão na floresta, e não ficar pensando muito, era questão de sobrevivência.

No entanto,  o nosso mundo é bem diferente daquela da Pré-história.  Qualquer coisa que se faça, hoje, exige reflexão – o que é difícil, em particular para quem está pouco disposto a se submeter ao treinamento e à disciplina que isto requer.

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OS PREJUÍZOS DO EXCESSO DE OTIMISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Há um defeito nas pessoas que superestimam a perspectiva de sucesso daquilo que elas fazem ou planejam.

Um jovem de 20 anos navega na Internet. Ele  observa uma dúzia de Youtubers com milhões de visualizações em seus vídeos e que ganham uma fortuna. Descobre, então,  que são pessoas comuns, sem nenhuma formação, e que simplesmente começaram produzindo seus vídeos em casa; alguns moram em sua cidade. Estes caras, inclusive, têm ganhado grande projeção na mídia nacional. Animado com este sucesso, ele compra uma câmera, começa a gravar vídeos pessoais e os posta na Rede Mundial.

Quais são as chances dele conseguir o sucesso que almeja?

Os cálculos mostram que esta probabilidade orbita em torno de 0,00000001%. Isto é um átomo maior que zero.

Como tantos e tantos neste País, este rapaz irá gastar o dinheiro que talvez não  tenha e não possa, e após todos os gastos, o que ele fizer será um absoluto "nada".

Mas ele tem otimismo implantado em sua mente. Seus pais e todos à sua volta repetem um mantra de que as pessoas têm de ser positivas e que este é o segredo da felicidade e da conquista. E para agravar,  o sucesso produz maior visibilidade do que o fracasso no dia a dia.

Por estas razões, ele superestima sua perspectiva de realizar seus sonhos. Ele alimenta uma poderosa ilusão e se esquece de que por trás de todo Youtuber que deu certo se escondem outros milhares cujos vídeos são vistos por não mais que uma dezena de pessoas. E por trás de cada um desses milhares, estão outros milhares que não conseguiram nem que os próprios colegas de sala vissem suas postagens. Isso vale também para fotógrafos, artistas, designers, esportistas, arquitetos, cientistas e... desafortunadamente, empresários.

Você pensa que estou dizendo que não se devem correr riscos? Eu nunca diria isso. Mas é bom corrê-los tendo consciência de que o excesso de otimismo deforma as probabilidades tal como um oleiro faz com o barro.

Então o que fazer?

Eu sugiro uma visita ao cemitério dos projetos, carreiras, ideias e investimentos que um dia foram promissores, antes de tomar a sua decisão de entrar de cabeça em qualquer projeto. É um passeio triste e talvez indigesto,  porém,  saudável. 

Pare de ser incrivelmente positivo. Nem tudo funciona conforme as pessoas acham. Coloque sempre uma pitada de tristeza na muita alegria, e não se esqueça da alegria em tempos que as coisas não estiverem exatamente no padrão de sucesso com que você sonhava.

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INTELIGÊNCIA NÃO É DOM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Todos nós nascemos com um ímpeto gigantesco de aprender. Os bebês conquistam novas aptidões a cada hora –  e não são coisas simples. Aprender a caminhar e a falar são as habilidades mais difíceis da vida. Eles não acham difícil e nunca pensam que não vale a pena o esforço. Também não se preocupam em errar ou se humilhar: caminham, caem, levantam-se e simplesmente seguem adiante.

Mas à medida que nós crescemos, a educação e as experiências que vivemos formam o modelo mental pelo qual interpretamos tudo à nossa volta. Isso divide a população deste planeta em dois grupos diferentes de seres humanos, a saber:

- os que acreditam poder se tornar mais inteligentes através do autodesenvolvimento

- e os que creem ser sua inteligência um dom imutável, fixo.

Uma experiência com crianças de quatro a seis anos ofereceu a elas refazer um quebra-cabeça fácil ou tentar outro mais difícil. Muitas delas escolhiam a alternativa mais segura e diziam: “crianças inteligentes não erram, por isso eu quero o quebra-cabeça que já sei como se faz”.

Quem acredita ter a inteligência fixa, mostra um terrível medo de errar e de arriscar-se em qualquer situação. Por conta disso, este indivíduo já perdeu excelentes oportunidades na vida. Ele acredita que pessoas inteligentes têm sucesso sempre, e não podem errar. Então ele nada fará se não tiver certeza do sucesso.

As outras crianças daquela experiência escolhiam o quebra-cabeça mais difícil. Uma delas disse: “Estou louca para descobrir a solução deste novo quebra-cabeça!”. Pessoas assim sabem que o sucesso é fruto de esforço e desenvolvimento. Elas creem poder ser mais inteligentes através de novas descobertas.

É por esta via que a sua vida pode ser diferente. Você pode errar. E caso erre, poderá se corrigir,  ou simplesmente dizer: “Não sei”. Então, peça que lhe expliquem e aprenda. 

Sempre existe a possibilidade de mudar substancialmente o seu e o meu nível de inteligência – desde que sejamos como crianças corajosas e sem medo de nos envergonhar.

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UM PROBLEMA SÉRIO CHAMADO 'PERFECCIONISMO'

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um dos grandes livros da administração da minha biblioteca ensina o seguinte:

“Quando se delega e tudo funciona bem, duas coisas acontecem simultaneamente. Primeiro, os seus funcionários assumem parte de seu trabalho e, por sua vez, desenvolvem as habilidades e o potencial deles. Segundo, ao delegar, você reserva tempo e espaço para se dedicar a aspectos mais importantes do seu trabalho, a fim de realizá-lo com sucesso.”

Todo gerente sabe que é preciso delegar tarefas aos subordinados. Muitos, no entanto, não conseguem. As causas são várias. Uma delas é a principal: é uma fraqueza de personalidade destes gestores. E o nome desta fraqueza é perfeccionismo.

Não! Ser perfeccionista não é virtude e nem é bom – na maioria das situações.

Todo perfeccionista vive inseguranças emocionais e tem visão fraca de si mesmo.

Em quase todos os casos, um perfeccionista seleciona e implementa processos com excesso de detalhes e age como controlador desconfiado não por razões técnicas, mas porque isso o faz sentir-se útil e importante.

Ele teme que seus funcionários duvidem de sua competência. Então terá a sua volta funcionários que o admiram, porque tentarão agradá-lo o tempo todo.

Por agir assim, você o verá demitir injustamente colaboradores valiosos e qualificados para a empresa pelo simples fato de não corresponderem a seus padrões. E o pior é que eles irão  correndo para atuar nos concorrentes,  com grandes chances de promoverem acusações de assédio moral ou constrangimentos.

Se você se identifica com esta descrição, busque rápido um tratamento,  pois, como ensina a sabedoria, perfeição, neste mundo, é uma jornada, e não um destino ou ponto de parada específico.

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PARADIGMAS: ENTENDA DEFINITIVAMENTE O QUE É

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu ouço pessoas usarem a  palavra “paradigma” a esmo. Será que sabem o que estão falando?

Paradigma significa “padrão ou modelo de pensamento que influencia o modo como nos comportamos”. É como um mapa que nos ajuda a decidir qual direção seguir. Este mapa determina o que fazemos. E a atitude que tomamos determina os nossos resultados. Logo, se mudarmos os paradigmas, o nosso comportamento mudará e, como efeito, também os resultados.

Stephen Covey em seu livro “A Terceira Alternativa” dá um exemplo interessante de paradigma. Conta ele que, quando o tomate foi levado das Américas para a Europa pela primeira vez, um botânico francês identificou-o como o temido “fruto proibido” do qual falavam os antigos estudiosos. Comer um tomate, segundo aquele botânico, causaria espasmos, espumação pela boca e morte.

Assim, os primeiros colonos europeus na América não chegavam nem perto de tomates, embora os cultivassem em suas hortas como plantas decorativas. Ao mesmo tempo, uma das doenças mais perigosas enfrentadas pelos colonos foi o escorbuto, provocado pela falta de vitamina C — abundante nos tomates.  A cura estava bem ali, em seus quintais, mas eles morriam por conta de um paradigma errado.

Lá pelo século XVII, novas informações surgiram e o paradigma mudou. Os italianos e espanhóis começaram a comer tomate, o que tornou-o popular e saudável.

Como visto,  muitos séculos antes de os italianos fazerem molhos de massas e pizzas o tomate já era consumido nas Américas.

Tudo pode mudar sempre, principalmente os nossos modelos mentais. E na verdade, é isso o que faz a maior diferença na História pessoal de cada ser humano e no mundo.

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QUEM NÃO QUER SER ASSIM?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em um mundo atormentado pelo estresse e pelas lutas pessoais, todos –  de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais a religiosos e pesquisadores – querem saber por que e como algumas pessoas são melhores do que outras em se recuperar das dificuldades.

Nós queremos compreender por que algumas pessoas conseguem lidar com estresse e trauma de um modo que lhes permite seguir adiante na vida enquanto outras parecem ser mais afetadas e paralisadas.

Desde a década de 1970,  este tema tem merecido a atenção de estudiosos que deram nome a esta capacidade de Resiliência.

Pessoas resilientes têm o poder de permanecer conscientes e autênticas sob grande estresse e nervosismo. 

As pesquisas mais recentes mostram os cinco fatores mais comuns deste atributo de personaliadde. Elas são habilidosas em resolver problemas, apresentam maior tendência a procurar ajuda, acreditam que podem controlar seus sentimentos e emoções, possuem mecanismos de apoio social e mantêm conexão forte com amigos, colegas e familiares.

É claro que há outros fatores, dependendo do pesquisador, mas por estes  vê-se que os resilientes não são orgulhosos e nem arrogantes,  porém mantêm consciência de que precisam de outros indivíduos e se dispõem a ajudá-los quando necessitam deles.  Não é maravilhoso?

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ESTE INIMIGO CHAMADO COMODISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

As pessoas  se acomodam. Elas se conformam em ser “mais ou menos”. A maior parte das vezes elas são “menos”, mas acreditam em que poderão vencer na vida de uma hora para outra e se tornarem “mais”.

E eu, realista como sou, lhes pergunto:

- “Será? Como? Ou... de que jeito?”

Elas mesmas não sabem. Apenas têm fé em que as coisas vão mudar.

Na prática, as situações não mudam apenas com fé ou uma crença poderosa. Tudo neste mundo requer atitude, esforço.

Olhe para a crise econômica que ainda sacode o Brasil. Estamos – cada um de nós – sendo intimados a desenvolver muitas e novas competências em todas as áreas da vida. Para conseguirmos isso, precisamos  melhorar a nossa situação pessoal individual e ajudar os outros também a mudarem – de acordo com a necessidade.

Esforço!

Esforço para alcançar objetivos!  É disso que estamos falando. 

Cada minuto é um novo tempo; é o início de um ano novo. E enquanto eu falo, ele chegou, já está aqui;  já é fato. E este fato só é real para aqueles que têm consciência e o assumem com verdade e coragem.

Quer mudar a sua vida? Descruze os braços e não leve as mãos aos bolsos –  use-as para fazer algo de valor, e canse-se muito antes de pensar em descanso e feriados.

É tempo de se esforçar.

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O SUCESSO DE UM MODO COMO NUNCA SE VIU

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Sabe o que a sociedade lhe diz a toda hora e talvez já tenha se tornado verdade absoluta na sua mente? Que você só será um sucesso quando tiver coisas para mostrar aos outros. Enquanto estes itens palpáveis e caros não estiverem na sua posse, você não é nada e nada vale.

É trágico! O cenário em que se desenrola a vida daqueles que professam este credo é triste e infernal. Enquanto não conseguem ter o que mostrar aos outros, eles se julgam vítimas do azar e desprezíveis.

Ocorre que o nosso sistema interior está programado para funcionar diferente disso. Ao contrário, eu diria. E você precisa saber disso antes que seja tarde.

O respeito que você e qualquer ser humano necessita ter por si próprio –  e que se chama autorrespeito – só existe quando você se vê realizando um ideal. Quanto mais tiver consciência de que está se esforçando por um  propósito e, com isso, desenvolvendo-se como ser humano, mais você encontrará prazer em viver.

Então, em vez de preocupar-se em juntar coisas, tenha um ideal e lute por ele. Dê o melhor que pode. E não se esqueça de que mantendo o foco nisso você já é um sucesso! Mesmo que as coisas não funcionem exatamente como espera, saiba “o que” você está fazendo e “por que” o faz para não se desviar da meta. Saiba e conscientize-se.

A única coisa sobre a qual você e eu realmente temos algum poder de controle é o esforço que investimos nas nossas buscas.  Daí, quanto mais esforço pusermos em realizar o nosso ideal, mais respeito teremos por nós próprios. Isto, sim, é sucesso.

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VÁ PARA BEM LONGE DO NEGATIVISMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ter pessoas negativas num grupo de trabalho quase sempre é sinônimo de perdas ou déficit. Não é preconceito. É constatação.

O motivo é óbvio. Quem pensa negativo e só enxerga obstáculos sem fazer a contrapartida positiva, não faz fluir a criatividade e nem a imaginação. Esta pessoa terá problemas de desempenho e de comprometimento em tudo o que fizer. Olhe para a vida dela e você não encontrará área alguma em que se saia bem. Vê o perigo que isso representa?

Os antigos tinham uma forma muito interessante de expressar este raciocínio. Eles diziam que “a Divindade não repousa sobre quem é negativo”. Pensando por esta ótica, o negativismo não produz alegria.  Por isso, é bem provável que o indivíduo negativo tenha uma vida mais sofrida e desolada, porque tende à tristeza.

O problema é que a energia e os pensamentos negativos são muito mais “pesados” do que o pensamento positivo. Daí ser preciso o dobro de força para ser negativo do que para ser positivo. E é por isso que passar algum tempo junto de alguém que vive pelo modo negativo de ser causa mais cansaço. Você se sentirá extenuado como se tivesse passado horas carregando pedras. Estudos feitos pela neurocientista Tali Sharot, da Universidade de Londres, mostraram que uma pessoa que pensa negativamente nas chances de vir a ter câncer, tem funcionamento dos lobos frontais do cérebro de maneira completamente diferente, como que em alerta; e quando encara a situação com mais positivismo e esperança, o cérebro trabalha melhor e consome menos energia.

Saia fora do negativismo. Isto é paralisante. Equilibre-se e dê força ao positivo dentro dos seus pensamentos, porque as pessoas negativas são aqueles que sempre têm um problema para cada solução.

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COMO FAZER MUDANÇAS NA VIDA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um jovem se aproximou de mim e perguntou: “O que eu devo fazer para mudar a minha vida? Não consigo ir bem nos meus estudos, e no trabalho sou muito desorganizado”.

Por um instante eu senti pena dele. Depois, lembrei-me de que já senti o mesmo desgosto comigo mesmo. Fui buscar na minha experiência de vida a resposta que lhe dei:

“Sempre que você decide qualquer coisa, isso começa a se realizar pouco a pouco até tornar-se parte do seu ser. O que você é, hoje, resultou de tudo o que você decidiu e do modo como interpretou todos os fatos à sua volta.

Não é teoria, mas experiência da minha própria vida. Posso lhe dar um exemplo. Se você vir uma pessoa fumando e achá-la bonita e atraente, este pensamento poderá empurrar você a querer provar um cigarro um dia e até tornar-se víciado.

Do mesmo modo: se você ouvir um homem inteligente falando e admirá-lo, “ser inteligente” poderá passar a ser um atributo a que você busque alcançar para si.

A ciência utiliza este recurso. Médicos dão um comprimido de farinha ou açúcar para os doentes e lhes dizem que é importante para seu tratamento. Um grande percentual deles apresenta boa recuperação porque acreditam.

Então por que não usar isso a seu favor?  Comece a pensar diferente de si mesmo. Pense que é inteligente e também organizado....  Pense que você é feliz e alegre. Isso aos poucos começará a acontecer na sua vida até tornar-se parte de você. Então será realidade.

Preste atenção. O que mais perturba e alarma você e eu não são os fatos em si, mas as opiniões, as fantasias e as imagens que nós criamos ao dar a nossa interpretação a esses fatos.  Então, quase nada no mundo tem o poder de nos fazer felizes ou infelizes, mas o modo como olhamos, sim. Tudo, tudo na vida é consequência disso.

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A BARBIE E A MULHER IDEAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um homem tem um ótimo trabalho, é um bom pai, tem saúde e atinge seus objetivos.  Mas suas pretensões são o dobro do que ele consegue. Os estudiosos dirão que sua autoestima é de 50%. Para eles, autoestima é o sucesso real dividido pela pretensão.

AUTOESTIMA = [SUCESSO REAL] / [PRETENSÃO]

Este homem não enxerga o sucesso que já possui, mas somente o que ainda pretende ter – que no caso é o dobro.   Se sua pretensão fosse próxima ao sucesso real, sua autoestima estaria equilibrada.

Na verdade, ele é o efeito do  bombardeio constante que todos nós sofremos em todas as direções a que olhamos. Tudo visa elevar as nossas pretensões individuais às estrelas. 

A boneca Barbie existe há quase sessenta anos. Bilhões de exemplares foram vendidos.  As medidas com que esta boneca foi desenhada e construída não são humanas.  Se você projetar suas dimensões para a escala de uma mulher com 1,70 m de altura, sua cintura, busto e todos demais atributos não serão compatíveis a ser humano nenhum.

Olhe para as oito ou dez “Top Models” desfilando para as grandes grifes de moda em todo o mundo. Se os quatro bilhões de mulheres deste planeta pretenderem mirar-se nelas como protótipo do corpo de seus sonhos, isto talvez  garanta a venda de mais botox, mais próteses, dietas, suplementos e uma infinidade de outros produtos e serviços que só se traduzem em efeitos especiais.  Mas também e infelizmente aumentará o consumo de drogas, de bebida alcoólica e a tendência geral à distorção e a declarações do tipo: “Você é incompetente”,  “Eu sou horrível” ou “Você não é a pessoa com que sonhei!”.

Gostar do que se tem e calibrar as pretensões às realizações pode ser mais útil e prazeroso do que todos os falsos meios que o consumismo propõe  como meios para se chegar à felicidade.

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O QUE VOCÊ SABE DA SUA BELEZA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você acha que toda mulher é vaidosa?

Uma pesquisa constatou que apenas 4% delas, em todo o mundo, se consideram belas.

Há algum tempo, a Dove –  marca de produtos de higiene pessoal pertencente à companhia Unilever – lançou um slogan:

“Você é muito mais bonita do que pensa”.

Fez enorme sucesso nas redes sociais.

Eles contrataram um especialista em retratos falados do FBI e convidaram algumas mulheres para descreverem o próprio rosto a este profissional desde uma câmara fechada para que ele não as visse.

Após isto, o especialista fazia o segundo retrato da mesma mulher, só que desta seguindo as descrições de um estranho que tivesse sido apresentado e conversado com ela pelo tempo suficiente para gravar seus traços.

O resultado foi impressionante.

O desenho feito pelas descrições do estranho mostrava um rosto muito mais bonito e real do que a autodescrição das mulheres.

Em geral, as pessoas sofrem com a baixa autoestima pela falta de aceitação pessoal. Muitas devido ao corpo e seus atributos físicos. Outras preferem odiar sua estrutura natural – que é única –  e tentar adequar-se a padrões estéticos ditados pela moda.  Contudo, a autoconfiança e a satisfação pessoal produzem mais beleza e autorrealização do que a ansiedade ou o desejo de agradar aos outros.

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MEDO E ANSIEDADE - COMO SUPERAR?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ansiedade é quando a pessoa reage irracionalmente a um mero galho de árvore como se fosse uma cobra venenosa. Medo é quando ela reage a uma cobra venenosa como se ela fosse exatamente isso, venenosa. Sigmund Freud disse isto.
A ansiedade é prejudicial. 
O medo pode ser bom. Ele ajuda a nos proteger de coisas perigosas — como assumir riscos. 
Uma das ideias que ajudam um empresário consciente a equilibrar o medo do fracasso é aceitar o fato de que fracasso é parte natural da atividade empresarial. 
Em países hiperempreendedores – como Israel, China e Islândia –  é comum um negócio que ainda engatinha errar. E eles costumam dizer: “O fracasso vem cedo; o sucesso é que leva tempo”. 
Errar logo no início é importante porque produz um aprendizado sistêmico sobre onde estão – ou não –  as oportunidades, e como lidar com elas.  
É errado achar que os insucessos de uma empresa em fase inicial sejam um indicador de que não dará certo. Pelo contrário. Estes são os erros que, sendo suas causas bem trabalhadas, produzirão os músculos necessários para superar desafios futuros.
Até onde eu sei, empreendedores desenvolvem um saudável medo daquilo que pode dar errado. Os que têm sucesso, no entanto, são aqueles que não se deixam paralisar e enfrentam, sem ansiedade, todos seus medos.

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APRENDER COM ERROS É FÁCIL (NA TEORIA)

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude
 

Eu me encontrei com um empresário paulistano do setor industrial num voo Londrina-S.Paulo. Há quatro anos ele venceu uma recuperação judicial que, por pouco, não varreu a empresa e seus 600 funcionários do mapa. Eu não podia perder a oportunidade. Perguntei como foi sua luta. 

Leia o que ele me disse: 

“O mais difícil foi superar a decepção, a culpa, entender o que aconteceu e por que aconteceu. Era importante saber o que erramos e o que mudar. 

Os erros que eu cometi mexeram demais comigo. Hoje, eles fazem parte do meu crescimento e desenvolvimento. Um líder não tem razão nem permissão de parar de se desenvolver e crescer. Eu aprendi a não parar de aprender.

Olhei para times consagrados nos esportes. Suas maiores lições vêm das perdas mais duras. 

Os meus erros foram uma dádiva. Esta visão é muito discutida na teoria, mas pouco aplicada na prática. Não basta assumir a responsabilidade. Além de descobrir as causas e focar nelas, eu lutei para criar uma cultura que transformasse o erro em aprendizado e levasse todo o meu pessoal a uma melhoria contínua. Sem isso, não teríamos vencido. E eu sei que funciona, porque, ao sairmos da nossa crise individual, veio a crise econômica nacional e não sofremos dano algum. Valeu o exercício. Hoje estamos prontos para situações piores.”

Moral da história: Mantenha a calma em momentos de crise e abra o caminho para as oportunidades que ela contém. 

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TER PENA DE SI MESMO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Em tempos de crise econômica, parece que o número de pessoas com autopiedade cresce exponencialmente. Ter pena de si mesmo às vezes é até confortante. Mas há um perigo por trás disso. 

O que, de fato, é a autopiedade? 

É um consolo disfarçado. Chega devagar, nos coloca como vítimas de uma situação, agrada o nosso ego, exalta as nossas qualidades, estampa os defeitos dos outros e camufla os nossos próprios.

Será isso bom?

A autopiedade é prima-irmã da autodestruição. E sabe de que modo ela fala com a pessoa?  

- “Você é assim. Olhe como tudo vai mal. Você está pior do que qualquer outro no mundo.  Tudo está tão ruim para você que é impossível mudar. E como não há nada a fazer, você está livre da responsabilidade de limpar ou arrumar a situação. Ninguém poderá culpá-lo por nada”.

Isso é o que a autopiedade faz. Ela mente, porque todo ser humano tem o poder de “arrumar sua própria bagunça”, desde que tente e se esforce. E além de tudo, ela rouba os dias que você poderia viver com plenitude e alegria.

Vá para longe deste sentimento. Mude a sua situação. Não tenha pena de si.   Se não conseguir sozinho, busque ajuda, mas prospere. Melhore cada dia mais.

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AGIR PELA PRÓPRIA DECISÃO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Jean Henri Fabre foi um pesquisador  francês que estudou uma espécie de lagarta que se move em fileira, com a cabeça de uma colada  à extremidade da outra. Por isso elas se chamam “lagartas processionárias”.

Fabre induziu um grupo dessas lagartas a se movimentar em torno de um grande círculo. 

Colocou uma porção de comida ao lado desse círculo de movimento, de modo que, para que pudessem comer,  elas precisariam sair do círculo.

Ele imaginava que depois de algum tempo elas perceberiam o percurso vicioso, ficariam cansadas da marcha inútil e sairiam da rota para uma nova direção. Mas não é o que aconteceu. 

Por instinto ou por hábito, elas continuaram andando noite e dia. Passou uma semana inteira, e por fim elas morreram. 

Mais que uma descoberta científica, a experiência de Fabre tem um significado importante.  Vivências passadas têm domínio poderoso sobre o homem. Podem gerar impulso  e bravura, ou medo e paralisia:  sentimentos de vitória ou derrota. 

Quantos seres humanos estarão agindo como lagartas processionárias neste momento? Seguem outros por simples desistência de dar a volta por cima e vencer suas fraquezas, erros ou insuficiências. Determinam sua vida e decisões desde experiências passadas e pressupostos que nunca foram questionados.

Feliz de quem questiona o que acredita e se renova. Estes ao menos dão a si mesmos a oportunidade permanente de agir por razão e lógica, e nunca por instinto. São verdadeiros seres humanos e não lagartas processionárias disfarçadas de gente. 

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O LEÃO OU A HIENA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


O profissionalismo de qualquer pessoa está em cheque-mate quando, diante de um problema, ela diz:  “Não tem jeito!”

Eu cresci ouvindo que “só não há jeito para a morte”. Esta não é uma frase de para-choque de caminhão, mas um pensamento que expressa disposição para lutar. O sujeito que, de cara, conclui não ter solução para uma questão, enquadra-se em uma de quatro possíveis alternativas:  preguiça,  falta de interesse, incompetência ou as três combinadas.

Você se lembra do desenho animado “O Leão da Montanha” na tevê? Aquilo era uma verdadeira lição de comportamento em meio à rebeldia do rock-em-roll e da efervescência cultural da década de 1960.

Lippy, o leão, e Hardy, a hiena, viajam pelo mundo em busca de vida fácil, sucesso e fortuna. Lippy é um otimista nato. Acredita que tudo vai dar certo e que o vento sempre sopra a favor. Hardy é um pessimista que espera o fracasso e a tragédia.  Ele diz o tempo todo:  “Oh vida! Oh céus! isso não vai dar certo!”. Talvez ele sofra de depressão crônica. Seu nome, Hardy, significa ‘pesado’. E pesado é todo indivíduo negativo, que acha que nada tem jeito.

Sabe com qual dos dois eu fico? Com a sua licença, tomo a liberdade de dizer: nem Lippy e nem Hardy. Excesso de otimismo não é bom. E negativismo permanente é mau. Bom é ser realista com autoconfiança, fé em Deus e coragem para enfrentar os desafios – mesmo sem garantias de vencer.

Se você concorda com esta visão, esforce-se para convertê-la em prática. Eu comecei há muito tempo. Prossigo insistindo,  ainda que não mereça nota 10  em desempenho.

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SOMOS O QUE ACREDITAMOS SER

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Nós somos o que acreditamos ser.

Os sucessos da minha vida se devem àquilo em que eu acredito. 

Se creio ser capaz de treinar um esporte e eu o fizer com instrução correta e assiduidade, vou alcançar resultados.

Se acredito numa dieta para perder peso,  e eu me dedicar  a ela com disciplina e conformidade às regras o tempo todo, eu consigo emagrecer.

Se eu acreditar ser um fraco ou inútil,  um zero à esquerda, decerto eu não chegarei a bons resultados nunca. A menos que a sorte seja uma fatalidade irrefutável. 

Imagine uma criança cujos pais dizem ser ela inteligente  e que seu futuro será brilhante. 

Pense agora noutra que cresce ouvindo ser burra, incompetente e feia. 

Qual das duas terá maiores chances de vencer na vida?

Então: o que fazer a respeito? 

Questione-se. Não tome as suas crenças como definitivas para si. Pergunte-se sobre cada uma delas: “de onde veio?”,  “o que faz por você?”, “ela ajuda ou atrapalha a viver a vida com alegria e entusiasmo?”   

Descubra quais são as suas crenças mais sólidas.  Analise-as  desde outros pontos de vista.  

Conheça as razões profundas das suas convicções e se for preciso, mude-as. Eu lhe garanto que muitas coisas serão diferentes a partir daí... para melhor!


ACESSE: http://www.profissaoatitude.com.br/blog

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