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O MELHOR GERENTE DO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu escrevo muito sobre gerentes porque conheço gerentes ruins, bons e muito bons. 

O melhor dos que eu já conheci, dá ritmo e energia a sua equipe.  Seus funcionários se sentem importantes. Sentem fazer diferença no sucesso da organização em que atuam. E isso ocorre tanto aos que dão contribuição pequena como aos que têm sobre si responsabilidades gigantes.   

Eu também observei que aquele gerente muito bom valoriza o aprendizado e a aquisição de novas  competências.  Ele desperta vontade de aprender. E consegue. 

Ele dá feedbacks sinceros e faz aconselhamento. Mas, sobretudo, ele é, em si mesmo, um exemplo vivo de alguém que aprende e pratica. E tudo o que aprende, compartilha com seu pessoal. 

Ele estabelece metas, dirige a equipe com pulso firme, e o pessoal não o vê como  “o poderoso chefão”. Eles se sentem ‘em unidade’ com ele –  mesmo quando uns não gostam muito dos outros na equipe. Este gerente apoia todos os membros de seu time, dá acompanhamento e nunca está distante. Ele sabe fazer o trabalho de todos ser excitante sem jamais fazer as obrigações que competem a cada um.  As pessoas vêm trabalhar com gosto e estimuladas, apesar dos desafios. 

Um gerente muito bom não é nada sozinho. Ele precisa de resultados. E sabe que nunca conseguirá nenhum sem as pessoas.  

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O GESTOR QUE SÓ VÊ NÚMEROS ESTÁ "FORA" !

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

A Física chama de ‘tangível’ aquilo que é palpável ou que se percebe pelo tato. Esta é sua definição.

O gerente de uma empresa é – ou deveria ser – um profissional muito mais hábil em movimentar bens intangíveis do que tangíveis. Vou citar duas situações que ilustram a minha proposta. 

Primeira: ao conhecer e lidar com a aptidão das pessoas que trabalham em sua equipe. 

E a segunda: quando se relaciona com clientes e fornecedores.

Digamos, por exemplo, que em determinada companhia, a rotatividade do pessoal aumentou de 7% para 11% em um ano.  Este é um indicador claro de que a empresa passa por uma queda na estabilidade.  Parece ocorrer uma nítida “fuga de talentos”.  

Uma das causas disso pode ser a perda de competitividade do salário em relação ao mercado. Mas deve-se considerar também:

-  a possível insatisfação das pessoas, 

- a falta de treinamento 

- e outros tantos elementos. 

Todos estes pontos são intangíveis. Ou seja: a causa raíz do problema em questão não envolve somente números. 

Portanto, se o gestor desta área valoriza só os aspectos quantitativos, a organização vai de mal a pior, pois  seus principais e mais estratégicos resultados dependem de pessoas. Clientes são pessoas e fornecedores também. 

Quem não domina os ativos intangíveis, está fora de todas as perspectivas de negócios de qualquer empresa.

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VOCÊ SE ESQUECEU DA ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Mudanças nas empresas costumam ser difíceis de “emplacar”. Muitas são boas, inteligentes e até atraentes, mas não decolam. 

Eu vi projetos bacanas, celebrados pelos diretores e gerentes como meios para a empresa alcançar melhores resultados, naufragarem. Sabe onde? Na linha de operação.

A pergunta é “Por quê?” 

Há explicações psicológicas, filosóficas e até místicas. Mas eu vejo as coisas de modo muito simples. 

As pessoas passam a maior parte de seu tempo no trabalho. Muitas consideram os colegas sua segunda família.  Isto significa que, se estas pessoas, em todos os setores, não forem envolvidas a ponto de saberem quais mudanças ocorrerão e como devem ser implementadas, nada do que se espera delas irá acontecer. 

Portanto, o primeiro e mais fundamental passo é deixá-las saber. 

Os gestores devem falar sobre os objetivos do projeto, da mudança, do plano etc. Refiro-me especificamente a comunicar.  E não posso deixar de frisar que o principal disso é falar sobre o  propósito. 

Todo mundo reage ao que vê e ouve. Se os funcionários se sentirem integrantes do processo, haverá maior chance dele acontecer. 

Além disso, reconhecimento e gratificações devem ser motivadores da adesão à mudança, assim como afastar as pessoas que estejam atrapalhando. Atitudes assim fortalecem o compromisso da organização.

Mas vou repetir: o principal é comunicar. De nada adianta os gestores gostarem ou até abençoarem as intenções do projeto. Se a linha de frente não se engajar, nada ocorre. 

Então vá e conte a eles!

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E COMO FICA A COERÊNCIA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A sua empresa tem um Conselho de Administração? Ou ela é administrada por uma diretoria que delibera com gerentes de área?

Não importa. O que eu gostaria de saber é: “Estas pessoas são tão ‘descoladas’ quanto as propagandas e a comunicação de produtos ou serviços que vocês divulgam? Elas têm cabeça aberta? Ou só estão lá para dizer “sim” ao que um Poderoso Chefão propõe?”

Gary Hamel é um dos gurus mais respeitáveis e respeitados na área de Estratégia empresarial. Ele diz algo realmente interessante a esse respeito:

“Onde é mais provável encontrar pessoas com a menor diversidade de experiência, maior apego ao passado e o mais elevado índice de suposições não comprovadas?”

A resposta que ele dá é: “No topo do organograma”.

Peço desculpas aos meus leitores, mas eu só consigo dizer: “Amém!”.

O conselho de administração ou a diretoria da empresa deveria ter pelo menos alguma semelhança, nem que discreta, com o mercado que pretende atender. Como pode, por exemplo, querer vender para mulheres e não ter ao menos uma mulher que participe do processo decisório? Incoerência? Eu prefiro chamar de inconsistência!

Então, chega de maquiagem e blá-blá-blá. Pare de sonhar que a sua empresa é a melhor do mundo quando a verdade é que as pessoas dentro dela só pensam em si mesmas. Gente sem missão pessoal jamais cumprirá a missão de uma organização.

Fica o aviso. Se você faz parte das decisões, vacine-se contra cegueira. Ouse e abra-se para ideias que libertem o seu negócio, porque ‘o gargalo fica na parte de cima da garrafa’.

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CAPACIDADE DE INOVAR NÃO É PARA QUALQUER UM. SERÁ PRA VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Vou escrever aqui para que todos leiam: 

“Estamos vivendo dias que exigem de todos que criemos uma cultura que favoreça, acima de tudo, a inovação na empresa.” 

Inovação, não imitação!

O meu colega consultor  Seth Godin disse em um de seus textos: 

“Você não consegue ser notável quando imita alguém notável.” E ele prossegue: “O que todas as empresas inovadoras têm em comum é que não possuem nada em comum. São super-rápidas ou superlentas. Muito exclusivas ou muito baratas. Extremamente grandes ou extremamente pequenas.” 

Aliás, este é o motivo de ser tão difícil seguir o líder. Um líder só é o líder exatamente porque fez algo notável. Essa coisa notável já tem dono. Por isso,  deixará de ser notável no instante em que qualquer um decidir imitá-la.

A ‘sociedade do excesso’ tem um excesso de empresas semelhantes, que empregam pessoas semelhantes, com bagagens educacionais semelhantes, que vêm com ideias semelhantes, produzem coisas semelhantes, com preços e qualidade semelhantes. Acontece que para termos sucesso, precisamos parar com essa porcaria de ser normais. E a razão é esta:  

“Num mundo onde o vencedor leva tudo, ser normal é igual a nada. 

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O PROFUNDO SENTIDO DO TRABALHO EM EQUIPE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Um homem estava acampado com amigos numa floresta. De longe, usando um par de binóculos, avistou uma fruta exótica no topo de uma árvore. Caminhou até ela e, por mais que tentasse, não tinha como escalar seu tronco. Escada não havia nas redondezas.

O que fez então? Chamou seus amigos e, juntos, fizeram uma escada humana – um sobre o ombro do outro –, o que permitiu que ele subisse. 

Chegando lá em cima, ele apanhou a fruta.

Embora os amigos o tivessem ajudado, eles não sabiam nada sobre a tal fruta. No entanto, sem eles, o nosso amigo não teria conseguido chegar a seu objetivo.

Se um dos homens mudasse de ideia e tirasse o corpo fora, todos cairiam, e o sujeito que desejava a fruta não só falharia em seu intento, como podia acidentar-se gravemente numa queda.

Esta é a descrição mais significativa e verdadeira do trabalho em equipe. 

Uma empresa organizada funciona exatamente assim. 

Importante é ter a consciência de que todos nós dependemos de outros para realizar as nossas necessidades e responsabilidades. Mesmo uma meta alcançada individualmente terá se utilizado direta ou indiretamente da cooperação de muitos. 

Feliz de quem sabe considerar este pequeno detalhe. 

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NEM TANTO À CHUVA, NEM TANTO AO SOL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Cassandra foi uma jovem profetisa belíssima que, como conta a mitologia grega,  negou-se a dormir com Apolo. Por vingança, este deus lançou-lhe a maldição de que ninguém mais acreditaria em suas previsões. Cassandra tornou-se, assim, a representação daquela gente que adora prever a desgraça dos planos, das ideias e dos projetos. É aquela pessoa que só vê desgraças e o lado negativo das coisas – independente de terem ou não pontos positivos.

O oposto desta personalidade é Pollyanna – personagem de um livro clássico da literatura juvenil que personifica o otimismo a despeito de qualquer adversidade. Os ingleses a admiram tanto que criaram a expressão: ‘to be a Pollyanna about something‘, ou ‘ser uma Pollyanna a respeito de algo’.

Na vida real,  contudo, a visão requerida sobre as questões do dia a dia é o caminho do meio entre Cassandra e Pollyanna, isto é,  a realidade com assertividade e objetividade. Sem isso, tende-se a resolver problemas por impulso, e não por suas causas reais. 

Sucesso não é fruto apenas de ser otimista, assim como derrota não é função só de pessimismo. Até porque problemas geralmente não explodem. Eles são como sorvetes: derretem!

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A ESCOLHA DE QUE O SUCESSO DEPENDE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O segredo da vida é: “não pare de respirar”. E o segredo de qualquer negócio é:  “tenha atitude  e faça acontecer”.

Toda empresa depende do trabalho conjugado de pessoas. 

Ideia se cria. Projeto se desenha. Dinheiro se capta. No entanto, juntar pessoas para fazer resultados é uma ciência oculta, reservada a poucos. Talvez seja uma arte.

Qualquer estagiário de RH contrata gente para trabalhar. Ele junta pessoas, treina-as e põe-nas para desempenhar atividades. Mas o que se vê quando a coisa para por aí é uma autêntica e quase insolvível confusão. 

O que falta para que isso dê certo? O complemento desse esforço consiste em conduzir as pessoas à percepção de que suas limitações pessoais só serão superadas através da cooperação mútua junto de seus colegas.  Isso é que irá transformar, enfim, o grupo numa equipe. 

Você se lembra de quantos grandes técnicos passaram pela seleção brasileira de futebol desde 2014, quando o Brasil  levou de 7 a 1 da Alemanha? Só recentemente vimos um técnico transformar aquele  grupo de bons jogadores individuais  improdutivos  numa equipe de resultados. O nome dele é Tite.

Surpreender o cliente, cumprir processos, respeitar data de entrega e, como consequência disso,  ver o cliente comprar novamente são alvos que só atinge quem tem uma equipe movida por paixão e responsabilidade. E isto não é, absolutamente, trabalho do RH. É desafio do gestor mediante diretrizes claras e missão perfeitamente alinhadas às funções de cada um e do grupo, como um todo. Ótimo. Mas quem está disposto a enfrentar um desafio desta magnitude? Não me admira o caos e o baixo nível de produtividade que se registram em quase todas as empresas brasileiras.
 

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O QUE PÕE UMA EMPRESA SOBRE OS TRILHOS DO SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Ter o foco e o cuidado de que a empresa necessita para se fortalecer é difícil. 

Permita-me explicar:

Quando os negócios estão difíceis, o gestor vê-se afetado por problemas demais. Então ele busca atividades extras para espairecer e desviar-se das preocupações – o que é justo.

Quando os negócios começam a melhorar, ele se sente bastante eficiente para também desempenhar atividades paralelas. (Conheço um desses que tinha enorme êxito na área de supermercados quando resolveu investir seus lucros no segmento de imóveis de luxo. Perdeu os dois negócios de modo trágico. Virou exemplo de mau gestor.)

Qualquer atividade consome energia e tempo. Aquela força boa que gera ideias, perde-se em ocupações superficiais como fumaça ao vento.  Mas quando concentrada sobre o assunto central, é sempre eficaz.

A verdade sobre isso é que, assim como o pai é responsável pelo filho até que ele esteja apto a cuidar de si mesmo e obter seu próprio sustento, uma empresa carece de seu dirigente em igual proporção, até que suas áreas, processos e gestão, em si, produzam a sustentabilidade para que ela prossiga sob a batuta de outros.  

Sem as diretrizes do pai, o filho se perde. Sem a presença e o direcionamento do empreendedor, dificilmente outro profissional – por mais competente – terá paixão, intuição e  senso na medida precisa para levar a empresa ao patamar de resultados requeridos para navegar  no oceano das oportunidades. Depois disso, tudo se torna delegável a quem reunir conhecimento e responsabilidade para prosseguir.

Para quem não sabe, o poder do raio laser consiste em luz concentrada no mesmo sentido. É foco, portanto. O tempo todo.

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PARA ELEVAR A QUALIDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Como elevar o padrão atual de qualidade da sua empresa? Invista em educação. Interna e contínua. Treinamentos. Grupos de estudo de livros que tenham a ver com o seu negócio. 

O resultado aparece. E dá para medir. 

Há empresas investindo em língua portuguesa para melhorar a comunicação. Ótimo! 

Pense nas vezes em que as pessoas lhe disseram ter compreendido uma instrução sua e não haviam entendido nada! 

E existem outros agravantes. 

A nossa sociedade condena veladamente as pessoas que dizem: “não sei” ou “não entendi”. Por isso, quase todo mundo finge ter entendido, quando na verdade está “boiando”.

Vai aqui uma experiência prática. Da próxima vez que você explicar uma tarefa a um funcionário, por exemplo, peça que ele diga com suas palavras o que entendeu. Por este caminho você não dependerá da sorte, mas terá tempo de reexplicar o comando de modo e salvar a situação.

Tente comunicar-se de modo positivo, sem provocações nem críticas, mas com didática. Nada de jogar com culpa. Isto semeia fraqueza e discórdia.

Confie mais e crie amplas condições de um ambiente de confiança. Demonstre isso às pessoas que à sua volta. Mas acima de tudo desenvolva conhecimento. Quanto mais você o fizer,  mais qualidade o seu grupo terá. E eles prosperarão ao status de equipe. E seguindo as suas orientações, farão de você, enfim, um líder de resultados.

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QUEM TEM MEDO DE AUDITORIA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Auditoria contábil e financeira é expressão corriqueira em qualquer ambiente de negócio. Mais hoje em dia. Consiste na revisão das demonstrações contábeis e transações financeiras de qualquer entidade – pública ou privada – efetuada por profissionais contadores. Normalmente as auditorias visam assegurar a fidelidade dos registros e proporcionar credibilidade e probidade fiscal à administração. Ela identifica deficiências no sistema de controle interno e nos processos financeiros para, então, apresentar correções, recomendações e melhorias.

Conheci uma empresa metalúrgica de médio porte que tinha três sócios. O negócio cresceu e desenvolveu muito. O movimento financeiro tornou-se robusto e consequentemente os riscos se ampliaram.

Acontece que seus gerentes de área lá estavam há muitos anos.  A relação de amizade entre eles e os sócios causava a todos uma sólida sensação de segurança, confiança e estabilidade.

Certo dia, um dos acionistas desejou realizar uma auditoria com o objetivo de conhecer a real situação dos negócios e planejar melhor o futuro.

A proposta de trazer um auditor independente e externo caiu como uma bomba entre os gerentes. E você é bem capaz de adivinhar qual deles mostrou-se mais preocupado, 'mexendo os pauzinhos' internamente para afastar a eventual ameaça.

Não deu outra.

A auditoria foi realizada. Escancarou um esquema de desvio que lá estava sabe-se lá desde quando. O tal gerente – homem religioso e cheio de discursos éticos – foi sumariamente demitido. Por piedade dos acionistas não acabou criminalmente responsabilizado.

E quanto à sua empresa? Como andam as operações? Não importa a sua impressão ou sentimento. Vá por mim: audite. Será um bem para a “saúde”  da organização e de todos os envolvidos!  

Mas não posso deixar de registrar a advertência que digo e repito em todas as ocasiões: "Empresa não é lugar para se ter amigos. Amizade suscita cumplicidade. Daí para a bandidagem a distância é de um passo bem pequeno."

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CUIDADO COM OS TRAPACEIROS DO COACHING

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

É incrível o que há de teorias, filosofias, bla-bla-blás de toda natureza inundando as mídias sociais a respeito de gestão, coaching, liderança etc. Num piscar de olhos, todo mundo virou mestre em gerenciamento e orientação de executivos. 

Acontece que a maioria astronômica desse pessoal jamais teve uma empresa. Muitos dos que trabalharam numa, não passaram do desempenho medíocre  e desprovido de resultados que contribuíssem, de fato, para seu crescimento e desenvolvimento. 

Seria muito diferente ouvir ou ler o que gestores experientes, administradores e empreendedores de resultados têm a dizer. Refiro-me àqueles que dão sua cara a bater pela mão forte e pesada de um mercado desordenado e assimétrico, exatamente como é o meio empresarial brasileiro.

Eu respeito um empreendedor. Eu respeito um empresário que esteja há cinco, dez, quinze anos ou mais na luta.  Eu respeito executivos que promovem número com valorização do ser humano. Certamente eles não gerenciam em conformidade com as teorias que os caça-níqueis querem fazer emplacar em vídeos da Internet ou textos mirabolantes, mas eles sabem decidir e gerir. Eles sabem manter-se em pé a despeito dos golpes violentos que lhe dão. E só não fazem melhor pelas condições  de seu contorno.

Recém-formados não têm por onde e nem como instruir nada a ninguém.  Eles receberam aulas de muitos professores que igualmente jamais trabalharam senão em salas de aula e sequer supõem ser a vida de trabalho duro do mercado.

Empresa é prática. Empresa é operação, é decisão, é “tudo ou nada”.

Esses coaches, consultores, mentores darão consultas? De quê? Palestras? Qual tema mereceria o prestígio de quem quer que seja? O que é que que eles têm a ensinar, orientar ou pelo menos contar?

Vi um sujeito que se autodenomina filósofo pregando diretrizes empresariais num vídeo.Ele só deu aulas até hoje. É um fanfarrão.

Aqui vai a diretriz mor para a contratação de qualquer pessoa para dentro da sua empresa: tome referências. Pesquise resultados anteriores. Vá ao passado deles. 

Deseja ler algo que presta? Eu recomendo “O GERENTE EFICAZ”, de Peter Drucker. É a fonte mais confiável de onde você pode e deve matar a sua sede.  

Para todos estes pistoleiros, vá por mim: feche os ouvidos e os olhos.  É trapaça!

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NÃO CONFUNDA AS COISAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você tem uma empresa? Parabéns. Você é empreendedor!

Mas permita-me perguntar: você pensa do modo ‘empresa’ ou do modo ‘pessoa’? 

Explico. Se você vê o movimento do caixa como ‘o seu dinheiro’, a sua empresa está em apuros. Creia-me. 

Do mesmo modo, se você interpreta as várias situações do dia a dia como problemas seus, você está longe de ser profissional. Você ainda é amador!

Muitas vezes eu ouço expressões como: “Assim você me mata”, ou “Com isso você me quebra!”

 “Me mata?”. “Me quebra?” Um profissional jamais diria isso.

Aí está o indicativo de uma típica confusão entre a pessoa e o negócio.

Uma empresa é uma entidade feita por pessoas, estrutura física e dinheiro. Se você é seu criador, ela poderá prosseguir existindo mesmo após a sua morte! Portanto, são duas entidades independentes – por mais que ela dependa do seu esforço atual.  No entanto, cada funcionário auxilia seu desenvolvimento e consolidação. 

Não complique as coisas. Seja um empreendedor sábio. Vá em busca de pessoas capacitadas para decidirem junto de você. Lidere-as e mostre o rumo para a realização das necessidades da sua organização. Contudo, saiba e jamais esqueça que a empresa não é você. A sua parte é só uma parte. 

Construa uma empresa ao lado de outros bons construtores, e assim, todos serão parceiros em levar adiante sua continuidade.

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COMO GANHAR UM DIA POR SEMANA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Todo mundo deseja mais horas no dia.  Impossível. 

E que tal seria liberar 20% do seu tempo?

Como?

Elimine ou delegue tarefas sem importância a fim de substituí-las por outras que adicionem valor à sua vida e ao seu trabalho.

É bem provável que você esteja gastando algo em torno de 40% do seu tempo em atividades não importantes. Refiro-me a tarefas que não produzem resultado e que podiam ser realizadas por outra pessoa, mas  você continua fazendo. Sabe por quê? Não é tão fácil delegar. 

Normalmente nós nos agarramos instintivamente a tarefas que nos causam a sensação de sermos ocupados ou importantes e prosseguimos vivendo embaraçados numa teia de compromissos que pouco ou nada fazem de efetivo por nós.  

Então comece a investir algum tempo em analisar como é gasto o seu tempo. Será o princípio da sua eficiência.

Uma cliente minha livrou-se de reuniões e tarefas não importantes e começou a fazer breves reuniões individuais com seus subordinados em que estudaram um livro juntos. A produtividade de cada um aumentou em cerca de 30% nos indicadores de desempenho.

Avalie o seu tempo. Com 20% de melhoria a cada dia, você ganhará um dia inteiro por semana.  Isto já não ajuda?

PS: Se você quiser aprofundar-se neste assunto e criar um plano de recontextualização do seu tempo a partir daanálise real de como você atua hoje, leia e pratique "A TRÍADE DO TEMPO", cujo autor é Christian Barbosa. Eu recomendo!

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FUNCIONÁRIOS ESTÚPIDOS E GRANDES PREJUÍZOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Quantos funcionários estúpidos estão no quadro da sua empresa?  Estúpido significa  pouco inteligente ou burro. 

Se você não sabe, devia. E se pensa não haver nenhum, continue lendo, por favor. 

Eu e um amigo estávamos num famoso café da cidade. Fiquei no cafezinho espresso enquanto ele pediu um sanduíche de queijo, tomate e folhas de alface em pão de forma -  detalhe : sem presunto. 

Então perguntei ao garçom: 

- “Você não vai anotar o pedido?”

Ele apontou sua cabeça com o dedo indicador, alegando, por mímica, que sua memória dispensa anotações. 

Resultado: veio o presunto. É claro. É a receita que estava no cardápio e a cozinha só o tiraria se houvesse uma anotação clara.

Meu amigo mandou trocar.  De novo o mesmo erro. Só no terceiro sanduíche o pedido veio certo. 

Tudo podia ser diferente se o estúpido garçon não confiasse em sua memória de pernilongo ou percevejo.

Agora pense comigo. Se este garçom sozinho faz isto, imagine quanto prejuízo não causam todos juntos. Inclua cozinha, caixa, atendimento telefônico...

Há alguém na sua empresa que contabilize os erros que os funcionários cometem? 

O futuro de qualquer negócio depende do valor que se dá a cada coisa, a cada procedimento e atitude. É uma somatória. 

Quando os funcionários sabem que é importante melhorar o desempenho porque lhes foi insistentemente falado e ensinado, isso se incorpora na vida deles. Então saberão que nesta empresa é assim  e passarão a filosofia aos novatos como sobreaviso. Torna-se uma cultura.  

No entanto, quando ninguém jamais se preocupa com melhorias, nem se toca no assunto, a lição subliminar que fica é que “tanto faz”. E eles pensarão: “Por que fazer melhor?”  

Existem mais razões porque eventualmente o seu negócio não esteja indo bem do que todas aquelas suposições místicas que você imagina ou cria. Pense mais e melhor nisso.

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PALHAÇADA QUE CUSTOU CARO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Um vendedor de refrigerantes de Minas Gerais participou de uma palestra motivacional de vendas em que foi convidado a rebolar em público. Após isto, ele moveu uma ação jurídica contra a empresa. Vai receber uma indenização por danos morais. Tive conhecimento do episódio numa nota da assessoria do Tribunal Superior do Trabalho. Ele alega que após o evento, passou a sofrer bullying a ponto de seu chefe fazer chacota em público sobre sua opção sexual.

Há empresas demais para quem motivação é sinônimo de palhaçada e algazarra durante uma convenção.

Levam os funcionários a um bom hotel, contratam palestrantes que se aproveitam desta crença maluca e, com dinâmicas questionáveis – e às vezes até imorais –, cobram uma fortuna para promover gritarias e piadas com que imaginam provocar mais vendas.

Motivação não é isso, mas algo interior ao ser humano. O que motiva funcionários é o ambiente de trabalho respeitoso, psicologicamente saudável e ações objetivas, como treinamentos e orientações que visem à produtividade. Ensine “o que” eles devem fazer, “como” fazer e “o padrão de desempenho” que é esperado. Depois, remunere-os por méritos mensuráveis.

O entusiasmo que provoca uma palestra destrambelhada de gritos e farra é instável e desaparece em poucas horas. É estupidez! Aquela empresa de Minas com certeza aprendeu esta lição.

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NÃO ESTÁ TUDO BEM

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Um jornalista me perguntou qual o maior problema que enfrento nas minhas consultorias. Eu lhe disse:

- “São as pessoas que acham estar tudo bem com o fato de suas empresas ainda não serem as melhores em seu segmento”.

- “Por quê?”, ele quis saber.

- “Isto é comodismo”, eu respondi. “As pessoas se acomodam. Elas se conformam em ser mais ou menos.  E a maior parte das vezes elas são ‘menos’, porém,  cheias de fé em que poderão vencer a competitividade de uma hora para outra. Então eu lhes digo que a fé nada fará por isso, já que não há uma causa clara porque estejam lutando.”

Sempre que me deparo com gente que acredita em sua vitória no que quer que seja, porém, sem um plano, eu pergunto:  “Como você fará isto?” E obviamente elas não sabem explicar. Fica explícito que só têm fé, e nada mais.

Situações de negócio requerem ação, atitude!

Não me conformo com empresários que aguardam a volta do consumo aos patamares de cinco ou sete anos atrás. Será possível?  A crise econômica está aí, de cara lavada e feia, em todos os setores. Há empresas imensas quebrando. O mundo à nossa volta está sendo sacudido e mostrando que é preciso despertar antigas competências para sobreviver.

Fé é importante. Mas sem esforço não se alcança objetivo.  

As pessoas estão comprando menos, é verdade. Mas continua existindo um bolo de consumo a ser dividido.  E até que os acomodados entendam que suas fatias só estão diminuindo, os rápidos e inteligentes se fartarão de comer bolo, mais do que antes, pois estes últimos  entendem que esta é a oportunidade de mercado a ser explorada em tempos de crise.

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QUEM É O PATRÃO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Uma dica especial: passe tempo com as pessoas “menos graduadas” da sua empresa. Uma pequena atenção pode ter um grande resultado.

Um presente especial que você pode oferecer ao seu pessoal interno é levá-los para conhecer clientes.

As pessoas nas bases de finanças, logística, produção, controle de qualidade, call-center têm o poder de fazer milagres acontecerem. Mas elas só os farão se estiverem com a mente voltada para isso.

Tipicamente, os vendedores tratam os funcionários subalternos como primos pobres de segundo grau, ou ainda pior, como “barreiras para ganhar a venda”. Não é de surpreender que aqueles funcionários humildes dificilmente se encontrem dispostos a ajudar o pessoal das vendas.

Clientes são o maior benefício de qualquer empresa, inclusive da sua. Você não acha interessante, portanto, que TODOS os membros da organização os conheçam?

Comece a falar dos clientes nos ambientes onde eles nunca são sequer mencionados. Diga como eles são, como pensam, o que fazem em suas empresas, como estão realizando negócios... enfim, transforme os clientes naquilo que eles realmente são: a parte mais importante do seu negócio. 

Fale deles exatamente para aqueles funcionários que nunca sequer imaginam que eles existem. Fale para aqueles que pensam estar trabalhando para você. Mostre a eles que NÃO É VOCÊ, mas os clientes que são os patrões. E como sempre, aconselho que comece pelo conceito da palavra “cliente”. Uma sugestão bastante sensibilizadora pode ser: “O pão nosso de cada dia".

Sabe o que vai acontecer depois disso? Quem sabe o milagre da multiplicação dos pães. E isto não é uma metáfora!!!

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COMO VAI A LINHA DE FRENTE DA SUA EMPRESA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

É difícil fazer as metas decididas na alta administração chegarem à linha de frente da empresa. Diretores, gerentes e colaboradores quase nunca estão na mesma página. Assumem que as metas serão comunicadas e entendidas, mas ao longo do tempo isto não se confirma. Então, quando acordam, já é tarde. E o que se vê é todo mundo correndo em todas as direções sem trabalho conjugado e nem organizado.

É lindo ter uma estratégia. Mas aqueles que a que a idealizam se esquecem de traduzi-la em ação. Ter estratégias e metas é uma coisa; executá-las é outra.

A consultoria americana Harris Polling fez um estudo sobre as razões das falhas na execução das estratégias. Estudou “por que as metas não se traduzem em ação para os funcionários  da linha de frente”. 

Descobriu que somente 15% destes funcionários identificam a meta mais importante ou as prioridades de suas empresas. Por quê? São três as possibilidades: 

- Ou existem metas demais, 

- Ou elas mudam frequentemente, 

- Ou simplesmente não existem metas.

O mais lamentável, no entanto, é constatar que, em muitos casos as metas não são sequer comunicadas. A linha de frente é que produz os resultados finais e que, por isso, devia conhecer “o que se espera alcançar” e “como alcançar”.

Outro dado daquela pesquisa mostra que apenas 19% dos funcionários se sentem comprometidos com as metas da organização. Isto é um em cada cinco. Sabe o que? Eles não se sentem parte das decisões. E sem envolvimento, não há compromisso. 

Funcionários podem conhecer as metas. Mas se eles não  não as compram, eles não as cumprem.

Então comunique! Cuide que todos saibam os mínimos detalhes de tudo. E veja, em decorrência disso,  a energia que a sua empresa irá liberar na busca por resultados!

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A BÍBLIA DO LÍDER

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Dia desses, um amigo veio com uma tal de Bíblia do Líder, produzida por uma editora protestante. Ela contém comentários de todos os textos bíblicos relacionando-os ao exercício da liderança corporativa. Ele queria saber a minha visão pessoal sobre uma determinada situação.

Eu fui franco com ele. Disse-lhe que os comentários se aplicavam, sim, à liderança. E então perguntei qual ou quais líderes ele tinha em mente quanto ao alcance daquela mensagem? 

Deixe-me explicar para que você entenda: ele é um gestor e está lutando para resolver questões cruciais de sua empresa há anos. Teve progressos. Mas não os superou definitivamente. Ele poderá tornar-se líder um dia. Quando? Ao atingir as metas, ao desenvolver sua equipe e obter  aderência consistente de todos os membros  a seu modelo de gestão e às ações.  Portanto, ele não é um líder hoje, e não existe líder nenhum em sua empresa que se enquadre neste conceito de liderança. 

Concluí o meu diálogo com ele dizendo: “Fique em paz. Não se incomode com as observações contidas na sua Bíblia porque elas não concernem a você.” 

O ambiente corporativo de hoje insere uma confusão na mente das pessoas. Elas desejam ser líderes sem que sequer tenham conseguido resultados enquanto gerentes. Está errado. Quem não chegou à alta performance da gestão e não domina o conhecimento do caráter das pessoas e suas personalidades, não está pronto a dar nem o primeiro passo rumo à liderança.

Eu, particularmente, nunca vi com bons olhos essa tendência de se substituir a palavra gerente por líder. É um modismo sem necessidade, um erro tolo e absurdo. O que toda empresa necessita - como os seres aeróbicos carecem de ar -  é de profissionais que façam “o que tem de ser feito” para que as coisas certas aconteçam. Não se trata de gente com curso superior nas melhores faculdades ou que tenham feito MBA no exterior. Podem perfeitamente ser ‘medíocres competentes’ que realizam ‘trabalho competente’ com seu time. 

Então durma tranquilo porque a sua responsabilidade como gerente, ainda que gigantesca, é bem menor do que a de um líder. 

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