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NÃO TRANSFORME A SUA EMPRESA NUM INFERNO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quantas vezes você acompanhou a implantação de um Software de Sistema de Gestão? – aquela ferramenta também chamada de “ERP”... 

Eu várias vezes.  A maioria delas foi o verdadeiro Inferno de Dante.

Vi empresa pecando mortalmente por acreditar que o sistema resolveria todos seus problemas. Mentira! Pensar assim custou-lhes algumas barras de ouro cravejadas de diamante! 

Algumas quase quebraram de verdade. Vendas, faturamento, produção e outras áreas desapareceram do dia para a noite. Viram-se perdidas no meio de uma floresta, à noite, sem lanterna, sem mapa nem bússola, açoitadas pelos raios e trovoadas de uma tenebrosa tempestade. 

Em um só caso eu vi o sistema rodar desde sua implantação com eficiência e sem problemas. Foi numa empresa que anteriormente se organizou muito bem, e envolveu todos seus funcionários no processo de conhecimento e adaptação da ferramenta à realidade da organização.

Este artigo é uma advertência. 

O sucesso de um sistema de gestão não é competência exclusiva do software ou da prestadora dos serviços de implantação e manutenção. Todas elas, aliás, prometem que tudo acabará bem, mas não fazem a menor ideia de quando. E se você for estúpido, vai acreditar em tudo o que elas dizem sem buscar referências de outros que passaram pela experiência antes de você, e com o mesmo software.

O bom êxito de um Sistema de Gestão jamais dependerá exclusivamente da marca, mas da boa vontade sua e da sua equipe em arregaçar as mangas, pôr a mão na massa e suar muito.... muito mesmo até que ele seja incorporado ao modo de produção de todos. 

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O QUE FAZER COM CRÍTICAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu trabalho há muitos anos na interpretação de pesquisas de satisfação de clientes. Nesta caminhada, encontrei gestores que acatam críticas e gestores que detestam quaisquer observações negativas.

Aqueles que ouvem reclamações e trabalham sobre elas, prosperam. Os outros, invariavelmente acabam mal. Isto não é novidade. Aliás, foi previsto que assim seria por um Rei há mais de 2.500 anos. Seu nome era Salomão. Disse ele:

"Quem ama instruções, ama o conhecimento. Mas o que odeia a correção é um tolo". 

Em três palavras:  devemos ser humildes. 

Quando o orgulho entra no caminho do sucesso, o fracasso está garantido. 

Todos cometemos erros. Sempre que você acreditar estar certo o tempo todo, já estará errado desde aí. Então aceite e incentive críticas dos seus clientes e dos seus funcionários –  que podem entender do seu negócio melhor do que qualquer outro. 

As melhores ideias que já tive na vida profissional vieram de clientes. Eu tive de aprender a acatar todas as sugestões que recebo e compreendê-las com cuidado e submissão. Aqueles diretores e gerentes que não escutam sugestões e críticas estão enganados, eu posso garantir. 

Criar um ambiente que encoraje sugestões e críticas é a via de mais fácil acesso ao desenvolvimento da empresa e a seu posicionamento sólido no mercado. Os clientes e funcionários se sentirão bem quando perceberem que fazem parte disso e não vão querer trocá-lo por outro que não lhes considera e valoriza.

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GRANDES DILEMAS DOS NEGÓCIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Ser empresário nos dias de hoje significa, além de todas as situações adversas – especialmente no Brasil –, enfrentar grandes e efetivos dilemas éticos.  Alguns dos que eu mais ouvi ao longo de vinte anos de consultoria são:

- “Devemos entregar exatamente o que foi encomendado? Ou algo menor para aumentar os nossos lucros?”

- “Damos um pouco menos do que o cliente pensa estar pagando? Isto garantirá os nossos ganhos.”

- “Diminuímos a qualidade do acabamento contratado a fim de vencer a inflação do período?”

Qual é a sua visão sobre isso? Responder a estas e outras perguntas congêneres será fácil ou difícil, a depender dos seus valores éticos e do quanto os pratica, é claro.

Um dos padrões que eu adoto como base para a vida e o trabalho é uma herança que recebi da Torá, a Lei de Moisés, que diz: “Tenha balanças justas e pesos justos”. Seu significado prático? Mesmo que os seus clientes nunca descubram, não os engane. Não se aproveite quando a outra parte não sabe ou não vê o que está sendo feito. Cumpra o combinado, opte pelo benefício moral impalpável e renuncie ao enganoso lucro imediato.

Acontece que o mundo à nossa volta está repleto de gente cujas elevadas ideias de honestidade e justiça figuram em quadros dependurados na recepção de suas empresas,  mas não saem dali. Eles realizam o oposto do que escrevem e pregam. E justificam seus atos. Eles dirão: “Por que não aumentar o lucro usando um material mais barato ou enviando um produto usado quando os impostos que pagamos são tão altos?”. “Utilizem componentes de menor qualidade, mesmo que o cliente acredite que usamos os melhores, pois, as vendas caíram demais nesta crise”. “Faça de qualquer jeito; o cliente já pagou, não  verá os detalhes e ele é mais rico do que nós”. São estas racionalizações que os fazem sentir-se justos, éticos e de consciência limpa.

Não trapaceie os seus clientes, parceiros, fornecedores, funcionários ou quem quer que seja – mesmo que não saibam. Isto será uma fonte de energia invisível que se converterá em honra e dignidade, pois, ao final das contas, fazer o certo – a despeito de quaisquer perdas potenciais – é o que, de fato, faz os seus negócios irem bem. Hoje e sempre.

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UM CONCEITO PERFEITO PARA O TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu ouço discursos em muitas empresas – inaugurações, homenagens, lançamento de produtos etc. Em todos eles, sempre há algum louvor ao trabalho em equipe.

Todo mundo tem alguma definição pessoal de equipe. Mas a que eu aprendi de um mestre com quem estudei é definitivamente a melhor de todas. 

“Equipe é um grupo de pessoas que precisam umas das outras para agir”. 

Não é perfeita? 

As equipes são as unidades-chaves dentro de qualquer organização. O futebol precisa de equipe; voos espaciais; trapezistas num circo; a lista é tão grande quantas são as atividades humanas.

Eu confio num grupo que se esforça até chegar a ser uma equipe segundo o conceito do meu mestre.

Organizações onde não existe o espírito de equipe estão perdendo muito nesse momento. Elas são ineficientes e improdutivas. E isto vai aparecer no demonstrativo de resultados. 

Uma orquestra com os melhores músicos possivelmente poderá não interpretar bem a partitura. Mas o maestro que conseguir fazer desaparecer a individualidade de cada músico e obtiver a unidade do trabalho em equipe fará, sem dúvida, um só ritmo, uma só harmonia, e consequentemente a melhor interpretação.

Juntar pessoas é fácil. Pô-las na mesma página e convencê-las a buscar, juntas, o interesse comum é a prova dos nove de um verdadeiro líder.

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O AMBIENTE DE NEGÓCIOS E A CULTURA EMPRESARIAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O ambiente dos negócios mudou drasticamente nos últimos vinte anos –  tanto para  empresas quanto para clientes.  Conceitos como: e-commerce, velocidade de comunicação, tipo de  concorrência e pressão de preços perturbam empresas de todo tamanho.

Mas há quem ainda resista a admitir o óbvio e prossiga na busca de resultados diferentes atuando do modo como sempre atuou duas ou três décadas atrás. Isto é perigoso. Chama-se teimosia... ou loucura! 

Se a empresa não voltar sua face completamente para o cliente, será difícil entender o que se passa a dois ou três metros além de seu endereço. É questão de vida ou morte.  E depois que souber “o que” e “como” seu cliente ou público-alvo pensa,  terá de incorporar estes pensamentos , interesses e opiniões a seus processos – da produção até o ponto de venda.

Empresas sintonizadas estão adotando exatamente essas medidas.  Estão aumentando a produtividade e reduzindo custos  para conseguirem competir. Estão  acelerando as inovações, aperfeiçoando sistemas de gestão, acentuando a presença em regiões de crescimento de demanda,  mas principalmente  transformando a cultura empresarial.  

Todos sabem e dizem que o cliente está mais exigente. No entanto,  assegurar posicionamento e fatia de mercado são  questões muito mais vitais e dependem diretamente da gestão de Recursos Humanos e de processos internos. Portanto, não se iluda com tecnologia ou recursos que sirvirão só para mostrar uma cara mais moderna. 

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APOIAR! MELHOR DO QUE EMPURRAR!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Eu conheço gerentes excepcionais. Um deles tinha um segredo. Ele encabeçava uma equipe de vendedores. Eu nunca o vi exigir vendas de seus subordinados.  Eu o ouvia dizer a cada um: 

- “Eu quero que você tenha sucesso e melhore. Eu vou lhe ajudar”. 

Ele me disse que ficava encantado em ver seu pessoal agir por si e não empurrá-los como fazem outros gerentes. Decidiu isso ao ver que ‘empurrar’ o grupo não funciona no médio e longo prazos.

- “Os meus resultados são medidos pelos deles”, ele completou.  

Contou-me que, com o aprofundamento da crise econômica, em 2015,  as vendas de um de seus funcionários caíram devido a clientes que fecharam as portas. Este vendedor começou a reclamar da má sorte, e seu desempenho piorou ainda mais.

O que o nosso gerente fez? Veja seu relato:

- “Eu o convidei para almoçar. Não dei ênfase a seu faturamento baixo e nem disse que seu emprego estava em perigo. Qualquer gerente falaria isso. Eu disse que ele tinha capacidade de produzir mais, que já tinha se posto à prova no passado e que era um dos melhores profissionais que eu jáconheci. Preferi que a reunião acontecesse num almoço e não no escritório para que o ambiente fosse confortável”.

O vendedor não se sentiu atacado. Nos dias seguintes reagiu. Os resultados foram imediatos.  Dois meses depois, teve o melhor desempenho em dois anos e meio, e firmou-se em suas novas visões.

O que se aprende daqui? A questão essencial nunca é  ‘o que fazer’,  mas ‘como fazer’. O modo de se executar qualquer ação faz, incrivelmente, uma gigantesca diferença. 

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COMO É A AUTORIDADE DE UM GERENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Os melhores gestores sabem quando e como afirmar sua autoridade. Eles perceberam que ASSERTIVIDADE é a espinha dorsal da liderança.  

Gente pouco incisiva não se torna bom gerente. E jamais líder.  Quem não vive princípios elevados e não sabe defender objetivos não pode sequer esperar que alguém o siga. 

Há pouco tempo, tive de confrontar um gerente que não dedicava tempo suficiente a seus vendedores  subordinados. Ele vivia o drama de consciência de querer passar mais tempo com a família. O combinado com sua diretoria, no entanto, era que ele dedicaria 80% de sua jornada à sua equipe. Mas ele reduzia o combinado por conta própria.

A empresa entendia a importância da família, mas o lembrava de que o pouco tempo para a vida pessoal é parte da natureza do trabalho.  Assim, ele tinha duas opções: ir a campo com os vendedores para orientá-los a que tivessem sucesso ou assumir um cargo administrativo. 

Ele entendeu o recado e atualmente ele faz sem reclamar o que foi tratado no começo.

O que estou tentando dizer? É preciso ser firme quando a situação exige – não querer ‘dar jeito’ e nem agradar. E isso se consegue sendo direto na abordagem do que é importante. Sem rodeios. 

Enfrentar problemas de frente é o caminho  para a verdadeira autoridade. E autoridade não se consegue com baixo nível de educação ou grosseria, mas com gentileza e firmeza. Acontece que gentileza e firmeza são dois atributos que somente grandes seres humanos conseguem dosar.

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AS ÚNICAS PESSOAS NORMAIS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Alfred Adler, psicólogo Judeu-austríaco do Século XX, disse uma frase que roda a Internet mundo afora: “As únicas pessoas normais são aquelas que você não conhece bem”.

Isto se aplica  a inúmeras situações. Exemplo?

O empresário tem pessoas competentes em sua própria empresa. Elas têm conhecimento amplo, prática e versatilidade. Mas ele se esquece disso e vai procurar fora.   E sabe o que ele encontra? Obviedades vestidas de bela aparência - drasticamente inferiores em qualidade e conhecimento àqueles profissionais da casa.

Isto é uma infelicidade. Inda mais quando as pessoas ‘de dentro’ percebem, e se ressentem disso.  Então elas se fecham e cai seu rendimento individual.

Eu vejo frequentemente enormes talentos ignorados, substituídos por consultorias dispensáveis ou suprimidos por falta de ambiente interno para que se expressem e colaborem com a missão!

Recentemente perguntei a um executivo por que age deste modo e gasta uma fortuna com soluções externas. A resposta foi:

- “O pessoal da empresa eu já conheço bem.”

Aí é que entra Adler.  Aquele executivo acredita que as únicas pessoas que podem mudar a empresa são as que prometem coisas fantásticas e cobram caro. Sabe por quê? Ele não as conhece. O que, de fato, ele quer dizer é que normais, bons, competentes, eficientes e bonitos são as pessoas que você não conhece bem.

Por isso, eu lhe respondi:

- “Ah é? Vá acompanhar de perto essa gente que lhe envia folders bem produzidos, e websites incríveis. Vá medir sua eficiência. Veja de perto sua coerência, consistência, eficácia e outras competências. Observe como são eles em família,  como se desempenham em seus negócios próprios e relacionamentos.  Talvez então, e só então, você constate serem eles apenas bons vendedores de si mesmos, e você um provável trouxa.” 

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E A LINHA DE FRENTE? SABE O QUE FAZER?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quem gosta de futebol sabe que os melhores resultados somente são possíveis quando os jogadores  são uma equipe, e não apenas  um grupo. A diferença é imensa.  

Você pode juntar os melhores jogadores do mundo e não será suficiente para ganhar a partida. Foi o que aconteceu naquela decisão da Copa do Mundo em que o Brasil apanhou de 7 a 1 da Alemanha.

Na empresa é igual. 

Quando o diretor e seus gerentes decidem coisas – por melhores que sejam – sua execução sempre depende de que todos os demais – não presentes na sala do planejamento –  conheçam e tenham disposição para executá-las.

Eu conheço planos e estratégias realmente  fantásticos, verdadeiras obras de arte.  Mas lá no chão de fábrica, ou no balcão de atendimento, os funcionários nem imaginam quais sejam. E eles é que serão cobrados da execução.

Gerentes –  ou gestores, ou líderes, ou seja lá como você queira chamá-los –  só terão sucesso quando transformarem seu grupo de trabalho numa equipe. E a comunicação dos planos é a essência dessa fabulosa conquista. 

Este é o desafio, vez que equipe é sinônimo de  cooperação,  ajuda mútua, compartilhamento –  atitudes e posturas tão distantes do individualismo,  da competição  e do estrelato quanto o céu dista da terra.

Você quer resultados? Quem não quer? Envolva-se com todos os níveis de pessoas da empresa.  Fale com elas. Venda-lhes as ideias e convide-as a fazer parte de um projeto bacana. Até porque obrigados, ninguém fará nada. Nem elas!


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VOCÊ SABE ENGAJAR PESSOAS A UMA CAUSA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A pergunta que eu mais ouvi em vinte anos de consultoria foi: “Como faço para engajar os meus funcionários?”

É terrível. Na empresa onde os empregados não se importam, não participam, e não vestem a camisa, até o mais eficiente dos gestores não subsiste e desiste.

Aqui vão três dicas que podem ajudar. São simples. Mas exigem esforço para que funcionem.

A primeira é: seja modesto.  Não se envaideça do seu próprio valor e êxitos pessoais. Quando as pessoas virem que você é tão “mortal” como elas, estarão dispostas a se aliar a você em busca dos mesmos objetivos.

A segunda dica é: mostre que você está ouvindo. Quando uma pessoa fala com você, ela observa todos os seus gestos. Cuide do que faz enquanto ela fala. Concentre-se e ela saberá que você está ligado.

A terceira dica: não pretenda ser dono de todas as repostas. O papel de um gestor é ajudar a encontrar a solução dos problemas. Ajudar,  e não ser o sabe-tudo. Admita que você não tem a resposta e coopere com a equipe até encontrar.

E agora direi um pouco sobre como penso. Não se assuste. Eu aprendo muito com os vilões das histórias. E o que mais me ensinam é sobre engajamento! Observe. Eles sempre têm um plano e um objetivo – não importa quão distorcido ou malvado seja –, e eles estão sempre motivados a atingi-los com a máxima eficiência.

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O MELHOR GERENTE DO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu escrevo muito sobre gerentes porque conheço gerentes ruins, bons e muito bons. 

O melhor dos que eu já conheci, dá ritmo e energia a sua equipe.  Seus funcionários se sentem importantes. Sentem fazer diferença no sucesso da organização em que atuam. E isso ocorre tanto aos que dão contribuição pequena como aos que têm sobre si responsabilidades gigantes.   

Eu também observei que aquele gerente muito bom valoriza o aprendizado e a aquisição de novas  competências.  Ele desperta vontade de aprender. E consegue. 

Ele dá feedbacks sinceros e faz aconselhamento. Mas, sobretudo, ele é, em si mesmo, um exemplo vivo de alguém que aprende e pratica. E tudo o que aprende, compartilha com seu pessoal. 

Ele estabelece metas, dirige a equipe com pulso firme, e o pessoal não o vê como  “o poderoso chefão”. Eles se sentem ‘em unidade’ com ele –  mesmo quando uns não gostam muito dos outros na equipe. Este gerente apoia todos os membros de seu time, dá acompanhamento e nunca está distante. Ele sabe fazer o trabalho de todos ser excitante sem jamais fazer as obrigações que competem a cada um.  As pessoas vêm trabalhar com gosto e estimuladas, apesar dos desafios. 

Um gerente muito bom não é nada sozinho. Ele precisa de resultados. E sabe que nunca conseguirá nenhum sem as pessoas.  

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O GESTOR QUE SÓ VÊ NÚMEROS ESTÁ "FORA" !

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

A Física chama de ‘tangível’ aquilo que é palpável ou que se percebe pelo tato. Esta é sua definição.

O gerente de uma empresa é – ou deveria ser – um profissional muito mais hábil em movimentar bens intangíveis do que tangíveis. Vou citar duas situações que ilustram a minha proposta. 

Primeira: ao conhecer e lidar com a aptidão das pessoas que trabalham em sua equipe. 

E a segunda: quando se relaciona com clientes e fornecedores.

Digamos, por exemplo, que em determinada companhia, a rotatividade do pessoal aumentou de 7% para 11% em um ano.  Este é um indicador claro de que a empresa passa por uma queda na estabilidade.  Parece ocorrer uma nítida “fuga de talentos”.  

Uma das causas disso pode ser a perda de competitividade do salário em relação ao mercado. Mas deve-se considerar também:

-  a possível insatisfação das pessoas, 

- a falta de treinamento 

- e outros tantos elementos. 

Todos estes pontos são intangíveis. Ou seja: a causa raíz do problema em questão não envolve somente números. 

Portanto, se o gestor desta área valoriza só os aspectos quantitativos, a organização vai de mal a pior, pois  seus principais e mais estratégicos resultados dependem de pessoas. Clientes são pessoas e fornecedores também. 

Quem não domina os ativos intangíveis, está fora de todas as perspectivas de negócios de qualquer empresa.

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VOCÊ SE ESQUECEU DA ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Mudanças nas empresas costumam ser difíceis de “emplacar”. Muitas são boas, inteligentes e até atraentes, mas não decolam. 

Eu vi projetos bacanas, celebrados pelos diretores e gerentes como meios para a empresa alcançar melhores resultados, naufragarem. Sabe onde? Na linha de operação.

A pergunta é “Por quê?” 

Há explicações psicológicas, filosóficas e até místicas. Mas eu vejo as coisas de modo muito simples. 

As pessoas passam a maior parte de seu tempo no trabalho. Muitas consideram os colegas sua segunda família.  Isto significa que, se estas pessoas, em todos os setores, não forem envolvidas a ponto de saberem quais mudanças ocorrerão e como devem ser implementadas, nada do que se espera delas irá acontecer. 

Portanto, o primeiro e mais fundamental passo é deixá-las saber. 

Os gestores devem falar sobre os objetivos do projeto, da mudança, do plano etc. Refiro-me especificamente a comunicar.  E não posso deixar de frisar que o principal disso é falar sobre o  propósito. 

Todo mundo reage ao que vê e ouve. Se os funcionários se sentirem integrantes do processo, haverá maior chance dele acontecer. 

Além disso, reconhecimento e gratificações devem ser motivadores da adesão à mudança, assim como afastar as pessoas que estejam atrapalhando. Atitudes assim fortalecem o compromisso da organização.

Mas vou repetir: o principal é comunicar. De nada adianta os gestores gostarem ou até abençoarem as intenções do projeto. Se a linha de frente não se engajar, nada ocorre. 

Então vá e conte a eles!

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E COMO FICA A COERÊNCIA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A sua empresa tem um Conselho de Administração? Ou ela é administrada por uma diretoria que delibera com gerentes de área?

Não importa. O que eu gostaria de saber é: “Estas pessoas são tão ‘descoladas’ quanto as propagandas e a comunicação de produtos ou serviços que vocês divulgam? Elas têm cabeça aberta? Ou só estão lá para dizer “sim” ao que um Poderoso Chefão propõe?”

Gary Hamel é um dos gurus mais respeitáveis e respeitados na área de Estratégia empresarial. Ele diz algo realmente interessante a esse respeito:

“Onde é mais provável encontrar pessoas com a menor diversidade de experiência, maior apego ao passado e o mais elevado índice de suposições não comprovadas?”

A resposta que ele dá é: “No topo do organograma”.

Peço desculpas aos meus leitores, mas eu só consigo dizer: “Amém!”.

O conselho de administração ou a diretoria da empresa deveria ter pelo menos alguma semelhança, nem que discreta, com o mercado que pretende atender. Como pode, por exemplo, querer vender para mulheres e não ter ao menos uma mulher que participe do processo decisório? Incoerência? Eu prefiro chamar de inconsistência!

Então, chega de maquiagem e blá-blá-blá. Pare de sonhar que a sua empresa é a melhor do mundo quando a verdade é que as pessoas dentro dela só pensam em si mesmas. Gente sem missão pessoal jamais cumprirá a missão de uma organização.

Fica o aviso. Se você faz parte das decisões, vacine-se contra cegueira. Ouse e abra-se para ideias que libertem o seu negócio, porque ‘o gargalo fica na parte de cima da garrafa’.

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CAPACIDADE DE INOVAR NÃO É PARA QUALQUER UM. SERÁ PRA VOCÊ?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Vou escrever aqui para que todos leiam: 

“Estamos vivendo dias que exigem de todos que criemos uma cultura que favoreça, acima de tudo, a inovação na empresa.” 

Inovação, não imitação!

O meu colega consultor  Seth Godin disse em um de seus textos: 

“Você não consegue ser notável quando imita alguém notável.” E ele prossegue: “O que todas as empresas inovadoras têm em comum é que não possuem nada em comum. São super-rápidas ou superlentas. Muito exclusivas ou muito baratas. Extremamente grandes ou extremamente pequenas.” 

Aliás, este é o motivo de ser tão difícil seguir o líder. Um líder só é o líder exatamente porque fez algo notável. Essa coisa notável já tem dono. Por isso,  deixará de ser notável no instante em que qualquer um decidir imitá-la.

A ‘sociedade do excesso’ tem um excesso de empresas semelhantes, que empregam pessoas semelhantes, com bagagens educacionais semelhantes, que vêm com ideias semelhantes, produzem coisas semelhantes, com preços e qualidade semelhantes. Acontece que para termos sucesso, precisamos parar com essa porcaria de ser normais. E a razão é esta:  

“Num mundo onde o vencedor leva tudo, ser normal é igual a nada. 

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O PROFUNDO SENTIDO DO TRABALHO EM EQUIPE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Um homem estava acampado com amigos numa floresta. De longe, usando um par de binóculos, avistou uma fruta exótica no topo de uma árvore. Caminhou até ela e, por mais que tentasse, não tinha como escalar seu tronco. Escada não havia nas redondezas.

O que fez então? Chamou seus amigos e, juntos, fizeram uma escada humana – um sobre o ombro do outro –, o que permitiu que ele subisse. 

Chegando lá em cima, ele apanhou a fruta.

Embora os amigos o tivessem ajudado, eles não sabiam nada sobre a tal fruta. No entanto, sem eles, o nosso amigo não teria conseguido chegar a seu objetivo.

Se um dos homens mudasse de ideia e tirasse o corpo fora, todos cairiam, e o sujeito que desejava a fruta não só falharia em seu intento, como podia acidentar-se gravemente numa queda.

Esta é a descrição mais significativa e verdadeira do trabalho em equipe. 

Uma empresa organizada funciona exatamente assim. 

Importante é ter a consciência de que todos nós dependemos de outros para realizar as nossas necessidades e responsabilidades. Mesmo uma meta alcançada individualmente terá se utilizado direta ou indiretamente da cooperação de muitos. 

Feliz de quem sabe considerar este pequeno detalhe. 

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NEM TANTO À CHUVA, NEM TANTO AO SOL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Cassandra foi uma jovem profetisa belíssima que, como conta a mitologia grega,  negou-se a dormir com Apolo. Por vingança, este deus lançou-lhe a maldição de que ninguém mais acreditaria em suas previsões. Cassandra tornou-se, assim, a representação daquela gente que adora prever a desgraça dos planos, das ideias e dos projetos. É aquela pessoa que só vê desgraças e o lado negativo das coisas – independente de terem ou não pontos positivos.

O oposto desta personalidade é Pollyanna – personagem de um livro clássico da literatura juvenil que personifica o otimismo a despeito de qualquer adversidade. Os ingleses a admiram tanto que criaram a expressão: ‘to be a Pollyanna about something‘, ou ‘ser uma Pollyanna a respeito de algo’.

Na vida real,  contudo, a visão requerida sobre as questões do dia a dia é o caminho do meio entre Cassandra e Pollyanna, isto é,  a realidade com assertividade e objetividade. Sem isso, tende-se a resolver problemas por impulso, e não por suas causas reais. 

Sucesso não é fruto apenas de ser otimista, assim como derrota não é função só de pessimismo. Até porque problemas geralmente não explodem. Eles são como sorvetes: derretem!

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A ESCOLHA DE QUE O SUCESSO DEPENDE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O segredo da vida é: “não pare de respirar”. E o segredo de qualquer negócio é:  “tenha atitude  e faça acontecer”.

Toda empresa depende do trabalho conjugado de pessoas. 

Ideia se cria. Projeto se desenha. Dinheiro se capta. No entanto, juntar pessoas para fazer resultados é uma ciência oculta, reservada a poucos. Talvez seja uma arte.

Qualquer estagiário de RH contrata gente para trabalhar. Ele junta pessoas, treina-as e põe-nas para desempenhar atividades. Mas o que se vê quando a coisa para por aí é uma autêntica e quase insolvível confusão. 

O que falta para que isso dê certo? O complemento desse esforço consiste em conduzir as pessoas à percepção de que suas limitações pessoais só serão superadas através da cooperação mútua junto de seus colegas.  Isso é que irá transformar, enfim, o grupo numa equipe. 

Você se lembra de quantos grandes técnicos passaram pela seleção brasileira de futebol desde 2014, quando o Brasil  levou de 7 a 1 da Alemanha? Só recentemente vimos um técnico transformar aquele  grupo de bons jogadores individuais  improdutivos  numa equipe de resultados. O nome dele é Tite.

Surpreender o cliente, cumprir processos, respeitar data de entrega e, como consequência disso,  ver o cliente comprar novamente são alvos que só atinge quem tem uma equipe movida por paixão e responsabilidade. E isto não é, absolutamente, trabalho do RH. É desafio do gestor mediante diretrizes claras e missão perfeitamente alinhadas às funções de cada um e do grupo, como um todo. Ótimo. Mas quem está disposto a enfrentar um desafio desta magnitude? Não me admira o caos e o baixo nível de produtividade que se registram em quase todas as empresas brasileiras.
 

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O QUE PÕE UMA EMPRESA SOBRE OS TRILHOS DO SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Ter o foco e o cuidado de que a empresa necessita para se fortalecer é difícil. 

Permita-me explicar:

Quando os negócios estão difíceis, o gestor vê-se afetado por problemas demais. Então ele busca atividades extras para espairecer e desviar-se das preocupações – o que é justo.

Quando os negócios começam a melhorar, ele se sente bastante eficiente para também desempenhar atividades paralelas. (Conheço um desses que tinha enorme êxito na área de supermercados quando resolveu investir seus lucros no segmento de imóveis de luxo. Perdeu os dois negócios de modo trágico. Virou exemplo de mau gestor.)

Qualquer atividade consome energia e tempo. Aquela força boa que gera ideias, perde-se em ocupações superficiais como fumaça ao vento.  Mas quando concentrada sobre o assunto central, é sempre eficaz.

A verdade sobre isso é que, assim como o pai é responsável pelo filho até que ele esteja apto a cuidar de si mesmo e obter seu próprio sustento, uma empresa carece de seu dirigente em igual proporção, até que suas áreas, processos e gestão, em si, produzam a sustentabilidade para que ela prossiga sob a batuta de outros.  

Sem as diretrizes do pai, o filho se perde. Sem a presença e o direcionamento do empreendedor, dificilmente outro profissional – por mais competente – terá paixão, intuição e  senso na medida precisa para levar a empresa ao patamar de resultados requeridos para navegar  no oceano das oportunidades. Depois disso, tudo se torna delegável a quem reunir conhecimento e responsabilidade para prosseguir.

Para quem não sabe, o poder do raio laser consiste em luz concentrada no mesmo sentido. É foco, portanto. O tempo todo.

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PARA ELEVAR A QUALIDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Como elevar o padrão atual de qualidade da sua empresa? Invista em educação. Interna e contínua. Treinamentos. Grupos de estudo de livros que tenham a ver com o seu negócio. 

O resultado aparece. E dá para medir. 

Há empresas investindo em língua portuguesa para melhorar a comunicação. Ótimo! 

Pense nas vezes em que as pessoas lhe disseram ter compreendido uma instrução sua e não haviam entendido nada! 

E existem outros agravantes. 

A nossa sociedade condena veladamente as pessoas que dizem: “não sei” ou “não entendi”. Por isso, quase todo mundo finge ter entendido, quando na verdade está “boiando”.

Vai aqui uma experiência prática. Da próxima vez que você explicar uma tarefa a um funcionário, por exemplo, peça que ele diga com suas palavras o que entendeu. Por este caminho você não dependerá da sorte, mas terá tempo de reexplicar o comando de modo e salvar a situação.

Tente comunicar-se de modo positivo, sem provocações nem críticas, mas com didática. Nada de jogar com culpa. Isto semeia fraqueza e discórdia.

Confie mais e crie amplas condições de um ambiente de confiança. Demonstre isso às pessoas que à sua volta. Mas acima de tudo desenvolva conhecimento. Quanto mais você o fizer,  mais qualidade o seu grupo terá. E eles prosperarão ao status de equipe. E seguindo as suas orientações, farão de você, enfim, um líder de resultados.

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