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POR QUE GRANDES MUDANÇAS NÃO TÊM ÊXITO NAS EMPRESAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Presidentes das 500 melhores e maiores empresas brasileiras confessaram que a grande parte dos casos de mudanças revolucionárias implantadas em suas companhias não atingiu o resultado esperado. 

Segundo o depoimento de 64% deles, as grandes mudanças agitam muito o ambiente e submetem as pessoas a pressões emocionais desnecessárias. Benefício, que é bom, dificilmente vem!

A pergunta cabível aqui é “Por que isso ocorre?”

Fácil e simples responder. Inúmeros programas de mudança buscam respostas prontas para questões e situações mal formuladas ou superficialmente analisadas.   Seus promotores querem provocar transformações positivas, sim. Mas não sabem bem o que mudar, porque tais situações requereriam longo tempo e energia para se chegar ao diagnóstico correto que determinasse onde pisar e como fazê-lo. Ou seja, aqui também estamos diante do típico caso em que a pressa é inimiga da perfeição.

Assim, o mundo corporativo converteu-se num ambiente viciado em mudanças.  Elas consomem recursos volumosos e, não raro geram alto nível de estresse nas pessoas vez que, antes mesmo da consolidação do programa atualmente em curso, novas propostas são louvadas e implantadas.

Mudar por mudar? Que valor há nisso? O melhor é tirar proveito máximo daquilo que se tem de bom; espremer a laranja para obter todo o sumo. 

Existem apenas duas atividades que jamais se deveria interromper em qualquer organização. A primeira é “conhecer o cliente a fim de fazer o melhor em atendimento à necessidade que a empresa se propõe satisfazer”; e a segunda: “trabalhar duramente para engajar todos os colaboradores na missão, visão e valores da empresa”.  O que passar disso merece cautela.

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ALTO DESEMPENHO PROFISSIONAL E COMPROMISSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Às vezes falta às pessoas uma dimensão concreta do quanto sua dedicação e engajamento fazem diferença em seu desempenho e no resultado final de seu trabalho.

Eu convivo com gerentes cuja maior parte de sua atividade diária se resume a fazer seus subordinados agirem em conformidade do compromisso que assumiram de atuar pelo bem da empresa ao serem admitidos.  Este papel é mais difícil do que o do técnico de futebol quando o time está em campo e a vitória ou derrota depende da garra de cada jogador. A razão disso pode ser explicada através de uma antiga lenda oriental.

Contam que um mestre caminhava com seu discípulo pelo campo, quando ambos avistam uma raposa correndo atrás de um coelho. O mestre diz:

– De acordo com uma antiga lenda, o coelho sempre escapa.

Estranhando a lógica enunciada, o discípulo pensa por uns instantes e depois afirma:

– Duvido que o coelho seja mais rápido.

E o mestre:

– Observe. Tenho certeza de que ele escapa! O coelho vai driblar e despistar a raposa.

Incrédulo, o discípulo observa atento e não contém sua dúvida:

– Por que o senhor acredita no coelho, mestre?

E o velho revela sua crença:

– Porque a raposa corre simplesmente por uma refeição. Mas o coelho corre por sua vida.

Eis a diferença entre as várias pessoas em um grupo: as que buscam apenas seu ‘ganho’, darão menos ou quase nada se comparadas às que lutam por cumprir honrosamente seu compromisso de resultado independente do quanto ganhem.

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POR QUE AS EMPRESAS QUASE NUNCA RESOLVEM SEUS PROBLEMAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A minha experiência em consultoria mostra que muitas empresas querem soluções rápidas para os problemas que elas acham que conhecem. É natural, porque sempre há muito dinheiro em jogo, pressão da concorrência e outras situações nada boas.

Contudo, raramente elas dedicam o tempo suficiente para refletir sobre a origem desses problemas.  Daí eu me refirir a “problemas que elas acham que conhecem”.

E para agravar, nessa hora chegam consultorias ou escolas de negócios ardentes do desejo de vender suas soluções em nada diferentes dos elixires que curavam quaisquer doenças há cem ou duzentos anos. O fato triste é que grande parte dessa gente iludida embarca numa trama que fatalmente termina num verdadeiro drama.

O necessário a se considerar é que  a maioria dos  consultores não percebe que suas propostas mudam pouco ou quase nada a dinâmica que gerou os problemas para os quais eles foram contratados. O tempo passa, tudo volta a ser como era antes, e as pessoas que esperavam mudanças frustram-se mediante a constatação de que a consultoria de nada valeu.

Definitivamente, a maior lição a se aprender sobre a solução de problemas é que eles só podem ser resolvidos, de fato, quando suas causas são atacadas e resolvidas, e não seus sintomas ou “o que as pessoas acham e sentem”.

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ABRA O SEU CAMINHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você, que está iniciando um negócio, preste atenção.
Remova obstáculos a fim de reduzir os riscos objetivos do seu empreendimento dar errado. 
Não se puna por erros básicos.  Transforme os seus erros em lições úteis. 
Contrarie o velho mito de que o empreendedor é um jogador inconsequente.  Não é verdade.
Correr riscos é um aspecto natural da inovação. É importante saber que cometer erros pequenos logo cedo é normal. Cuide apenas para que eles sejam baratos porque, sendo baratos, não causam constrangimento ou vergonha. 
Para que as coisas deem certo, procure ajuda especializada e não se oriente apenas pela intuição ou sentimentos. Intuição é importante. Mas o que dará corpo ao seu negócio é a base técnica e o posicionamento no mercado em que você vai atuar: 
- produto, 
- praça, 
- preço, 
- promoção e... 
- pessoas. 
Não enfrente o mundo dos negócios só com certezas emocionais ou pensamento positivo. Busque ajuda referenciada de gente experiente e de entidades que podem fazer algo efetivo além de tirar dinheiro do seu caixa. 
Aprenda uma lição tão antiga quanto as Pirâmides do Egito:  “O arquiteto imagina. O engenheiro descobre como fazer. O construtor executa. Grandes estruturas surgem somente quando há trabalho conjunto e cooperação.”

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O ELIXIR DA EFICÁCIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu me espanto com a frequência com que ouço a palavra ‘motivação’. No casamento, nos estudos, no trabalho, nas relações em geral. E o contexto de sempre é que falta motivação.

Mas será que isso é verdade?

Em 99% dos casos não é.

Antigamente, todo mundo tinha em casa um remédio milagroso. Os químicos que estudavam ervas criavam chás combinando várias delas e os vendiam como solução definitiva para todos os problemas mais simples e frequentes de saúde: dores de cabeça, indigestão etc. Mas as pessoas tendem sempre a aderir à moda. E querem benefícios.  Por isso, elas usavam essas drogas para absolutamente tudo, até para resolver problemas sentimentais e paixões não correspondidas. Ilusão? Ou estupidez?

Acontece que a medicina desenvolveu muito. E também a tecnologia. Mas não tanto o bom senso dos homens.

Motivação é só mais uma daquelas palavras que, por seu uso indiscriminado e sentido ignorado, acabam fazendo papel similar ao “elixir cura-tudo”. Muitos acham que ela resolverá qualquer dificuldade na empresa e na vida.

Mas toda vez que se vão diagnosticar os problemas a que os gerentes, coordenadores e até diretores atribuem à falta de motivação, o que se descobre invariavelmente é gente mal treinada ou sem treinamento algum, com escasso conhecimento das funções para as quais foi contratada, confusa a respeito de como deve exercê-las e ignorante de todos os padrões de desempenho que esperam dela.

Não poucas vezes, elas sabem, de fato, o que têm de fazer, e o declaram corretamente. Porém, quase nunca sabem “como fazê-lo” com eficiência e produtividade. Nestas horas: fé, esperança e boas intenções fazem tanto quanto uma boa injeção de água destilada na veia.

É que havia um gerente que saiu. Veio outro, ficou alguns meses e já se foi. O atual ainda não está bem ajustado. E como nenhum deles descreveu o processo de sua área, ele mesmo e seus funcionários estão mais por fora que as pessoas que trabalhavam na Torre de Babel. O pior é que em algum lugar desta empresa há alguém acreditando que, a qualquer hora, os resultados planejados vão acontecer.

E você? O que acha?

Bem, depois disso, eu espero que você faça uma autoanálise franca e olhe com os olhos da  realidade as tantas desculpas de “falta de motivação” com que o pessoal justifica baixa venda, má qualidade de produtos e o atendimento infernal que a sua telefonista dá aos que ligam para a empresa.

 

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FALE AO MENOS DUAS VEZES SE QUISER VER UMA TAREFA REALIZADA

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude

 

Para que um trabalhador cumpra uma tarefa, o chefe precisa pedir pelo menos duas vezes. Se não é assim com você, os seus colaboradores são os melhores do mundo... ou há algo errado.

Uma equipe encabeçada pelos professores Paul Leonard e Tsedal Neeley, de uma universidade americana, passou mais de 250 horas observando a rotina de 13 gerentes em 6 empresas, registrando toda comunicação enviada ou recebida por eles.

Eles descobriram que, de cada sete comunicações emitidas pelos gerentes, uma era totalmente redundante com alguma comunicação anterior.

Também viram que gerentes deliberadamente redundantes faziam um projeto avançar com mais rapidez e menos atropelos.

Talvez você pergunte: “Se eu me comunico com clareza, será preciso repetir o que digo?”

A pesquisa mostra que houve gerentes que soltaram três ou quatro comunicações além da explicação verbal e menciona um gerente que passou 20 minutos escrevendo um e-mail imediatamente após uma conversa em que explicou o que queria ao funcionário. Ele estava ciente desta redundância, mas fez questão de que as duas comunicações dissessem o mesmo.

A conclusão:  gerentes eficazes acreditam ser necessário dizer aos outros o que fazer não apenas uma vez e também creem que uma mensagem redundante ajuda muito a evitar a falta de resposta adequada.

É uma lição importante.  Nem sempre a explicação verbal garante a execução. Então repita o que disser através de um email, esquemas ou outros canais de comunicação para que a coisa aconteça. Só não vale desistir por intolerância ou ansiedade, pois todos demoram muito para entender o seu pensamento!

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NÃO TRANSFORME A SUA EMPRESA NUM INFERNO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quantas vezes você acompanhou a implantação de um Software de Sistema de Gestão? – aquela ferramenta também chamada de “ERP”... 

Eu várias vezes.  A maioria delas foi o verdadeiro Inferno de Dante.

Vi empresa pecando mortalmente por acreditar que o sistema resolveria todos seus problemas. Mentira! Pensar assim custou-lhes algumas barras de ouro cravejadas de diamante! 

Algumas quase quebraram de verdade. Vendas, faturamento, produção e outras áreas desapareceram do dia para a noite. Viram-se perdidas no meio de uma floresta, à noite, sem lanterna, sem mapa nem bússola, açoitadas pelos raios e trovoadas de uma tenebrosa tempestade. 

Em um só caso eu vi o sistema rodar desde sua implantação com eficiência e sem problemas. Foi numa empresa que anteriormente se organizou muito bem, e envolveu todos seus funcionários no processo de conhecimento e adaptação da ferramenta à realidade da organização.

Este artigo é uma advertência. 

O sucesso de um sistema de gestão não é competência exclusiva do software ou da prestadora dos serviços de implantação e manutenção. Todas elas, aliás, prometem que tudo acabará bem, mas não fazem a menor ideia de quando. E se você for estúpido, vai acreditar em tudo o que elas dizem sem buscar referências de outros que passaram pela experiência antes de você, e com o mesmo software.

O bom êxito de um Sistema de Gestão jamais dependerá exclusivamente da marca, mas da boa vontade sua e da sua equipe em arregaçar as mangas, pôr a mão na massa e suar muito.... muito mesmo até que ele seja incorporado ao modo de produção de todos. 

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O QUE FAZER COM CRÍTICAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu trabalho há muitos anos na interpretação de pesquisas de satisfação de clientes. Nesta caminhada, encontrei gestores que acatam críticas e gestores que detestam quaisquer observações negativas.

Aqueles que ouvem reclamações e trabalham sobre elas, prosperam. Os outros, invariavelmente acabam mal. Isto não é novidade. Aliás, foi previsto que assim seria por um Rei há mais de 2.500 anos. Seu nome era Salomão. Disse ele:

"Quem ama instruções, ama o conhecimento. Mas o que odeia a correção é um tolo". 

Em três palavras:  devemos ser humildes. 

Quando o orgulho entra no caminho do sucesso, o fracasso está garantido. 

Todos cometemos erros. Sempre que você acreditar estar certo o tempo todo, já estará errado desde aí. Então aceite e incentive críticas dos seus clientes e dos seus funcionários –  que podem entender do seu negócio melhor do que qualquer outro. 

As melhores ideias que já tive na vida profissional vieram de clientes. Eu tive de aprender a acatar todas as sugestões que recebo e compreendê-las com cuidado e submissão. Aqueles diretores e gerentes que não escutam sugestões e críticas estão enganados, eu posso garantir. 

Criar um ambiente que encoraje sugestões e críticas é a via de mais fácil acesso ao desenvolvimento da empresa e a seu posicionamento sólido no mercado. Os clientes e funcionários se sentirão bem quando perceberem que fazem parte disso e não vão querer trocá-lo por outro que não lhes considera e valoriza.

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GRANDES DILEMAS DOS NEGÓCIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Ser empresário nos dias de hoje significa, além de todas as situações adversas – especialmente no Brasil –, enfrentar grandes e efetivos dilemas éticos.  Alguns dos que eu mais ouvi ao longo de vinte anos de consultoria são:

- “Devemos entregar exatamente o que foi encomendado? Ou algo menor para aumentar os nossos lucros?”

- “Damos um pouco menos do que o cliente pensa estar pagando? Isto garantirá os nossos ganhos.”

- “Diminuímos a qualidade do acabamento contratado a fim de vencer a inflação do período?”

Qual é a sua visão sobre isso? Responder a estas e outras perguntas congêneres será fácil ou difícil, a depender dos seus valores éticos e do quanto os pratica, é claro.

Um dos padrões que eu adoto como base para a vida e o trabalho é uma herança que recebi da Torá, a Lei de Moisés, que diz: “Tenha balanças justas e pesos justos”. Seu significado prático? Mesmo que os seus clientes nunca descubram, não os engane. Não se aproveite quando a outra parte não sabe ou não vê o que está sendo feito. Cumpra o combinado, opte pelo benefício moral impalpável e renuncie ao enganoso lucro imediato.

Acontece que o mundo à nossa volta está repleto de gente cujas elevadas ideias de honestidade e justiça figuram em quadros dependurados na recepção de suas empresas,  mas não saem dali. Eles realizam o oposto do que escrevem e pregam. E justificam seus atos. Eles dirão: “Por que não aumentar o lucro usando um material mais barato ou enviando um produto usado quando os impostos que pagamos são tão altos?”. “Utilizem componentes de menor qualidade, mesmo que o cliente acredite que usamos os melhores, pois, as vendas caíram demais nesta crise”. “Faça de qualquer jeito; o cliente já pagou, não  verá os detalhes e ele é mais rico do que nós”. São estas racionalizações que os fazem sentir-se justos, éticos e de consciência limpa.

Não trapaceie os seus clientes, parceiros, fornecedores, funcionários ou quem quer que seja – mesmo que não saibam. Isto será uma fonte de energia invisível que se converterá em honra e dignidade, pois, ao final das contas, fazer o certo – a despeito de quaisquer perdas potenciais – é o que, de fato, faz os seus negócios irem bem. Hoje e sempre.

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UM CONCEITO PERFEITO PARA O TRABALHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu ouço discursos em muitas empresas – inaugurações, homenagens, lançamento de produtos etc. Em todos eles, sempre há algum louvor ao trabalho em equipe.

Todo mundo tem alguma definição pessoal de equipe. Mas a que eu aprendi de um mestre com quem estudei é definitivamente a melhor de todas. 

“Equipe é um grupo de pessoas que precisam umas das outras para agir”. 

Não é perfeita? 

As equipes são as unidades-chaves dentro de qualquer organização. O futebol precisa de equipe; voos espaciais; trapezistas num circo; a lista é tão grande quantas são as atividades humanas.

Eu confio num grupo que se esforça até chegar a ser uma equipe segundo o conceito do meu mestre.

Organizações onde não existe o espírito de equipe estão perdendo muito nesse momento. Elas são ineficientes e improdutivas. E isto vai aparecer no demonstrativo de resultados. 

Uma orquestra com os melhores músicos possivelmente poderá não interpretar bem a partitura. Mas o maestro que conseguir fazer desaparecer a individualidade de cada músico e obtiver a unidade do trabalho em equipe fará, sem dúvida, um só ritmo, uma só harmonia, e consequentemente a melhor interpretação.

Juntar pessoas é fácil. Pô-las na mesma página e convencê-las a buscar, juntas, o interesse comum é a prova dos nove de um verdadeiro líder.

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O AMBIENTE DE NEGÓCIOS E A CULTURA EMPRESARIAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O ambiente dos negócios mudou drasticamente nos últimos vinte anos –  tanto para  empresas quanto para clientes.  Conceitos como: e-commerce, velocidade de comunicação, tipo de  concorrência e pressão de preços perturbam empresas de todo tamanho.

Mas há quem ainda resista a admitir o óbvio e prossiga na busca de resultados diferentes atuando do modo como sempre atuou duas ou três décadas atrás. Isto é perigoso. Chama-se teimosia... ou loucura! 

Se a empresa não voltar sua face completamente para o cliente, será difícil entender o que se passa a dois ou três metros além de seu endereço. É questão de vida ou morte.  E depois que souber “o que” e “como” seu cliente ou público-alvo pensa,  terá de incorporar estes pensamentos , interesses e opiniões a seus processos – da produção até o ponto de venda.

Empresas sintonizadas estão adotando exatamente essas medidas.  Estão aumentando a produtividade e reduzindo custos  para conseguirem competir. Estão  acelerando as inovações, aperfeiçoando sistemas de gestão, acentuando a presença em regiões de crescimento de demanda,  mas principalmente  transformando a cultura empresarial.  

Todos sabem e dizem que o cliente está mais exigente. No entanto,  assegurar posicionamento e fatia de mercado são  questões muito mais vitais e dependem diretamente da gestão de Recursos Humanos e de processos internos. Portanto, não se iluda com tecnologia ou recursos que sirvirão só para mostrar uma cara mais moderna. 

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APOIAR! MELHOR DO QUE EMPURRAR!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Eu conheço gerentes excepcionais. Um deles tinha um segredo. Ele encabeçava uma equipe de vendedores. Eu nunca o vi exigir vendas de seus subordinados.  Eu o ouvia dizer a cada um: 

- “Eu quero que você tenha sucesso e melhore. Eu vou lhe ajudar”. 

Ele me disse que ficava encantado em ver seu pessoal agir por si e não empurrá-los como fazem outros gerentes. Decidiu isso ao ver que ‘empurrar’ o grupo não funciona no médio e longo prazos.

- “Os meus resultados são medidos pelos deles”, ele completou.  

Contou-me que, com o aprofundamento da crise econômica, em 2015,  as vendas de um de seus funcionários caíram devido a clientes que fecharam as portas. Este vendedor começou a reclamar da má sorte, e seu desempenho piorou ainda mais.

O que o nosso gerente fez? Veja seu relato:

- “Eu o convidei para almoçar. Não dei ênfase a seu faturamento baixo e nem disse que seu emprego estava em perigo. Qualquer gerente falaria isso. Eu disse que ele tinha capacidade de produzir mais, que já tinha se posto à prova no passado e que era um dos melhores profissionais que eu jáconheci. Preferi que a reunião acontecesse num almoço e não no escritório para que o ambiente fosse confortável”.

O vendedor não se sentiu atacado. Nos dias seguintes reagiu. Os resultados foram imediatos.  Dois meses depois, teve o melhor desempenho em dois anos e meio, e firmou-se em suas novas visões.

O que se aprende daqui? A questão essencial nunca é  ‘o que fazer’,  mas ‘como fazer’. O modo de se executar qualquer ação faz, incrivelmente, uma gigantesca diferença. 

ACESSE: http://www.profissaoatitude.com.br/blog

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COMO É A AUTORIDADE DE UM GERENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Os melhores gestores sabem quando e como afirmar sua autoridade. Eles perceberam que ASSERTIVIDADE é a espinha dorsal da liderança.  

Gente pouco incisiva não se torna bom gerente. E jamais líder.  Quem não vive princípios elevados e não sabe defender objetivos não pode sequer esperar que alguém o siga. 

Há pouco tempo, tive de confrontar um gerente que não dedicava tempo suficiente a seus vendedores  subordinados. Ele vivia o drama de consciência de querer passar mais tempo com a família. O combinado com sua diretoria, no entanto, era que ele dedicaria 80% de sua jornada à sua equipe. Mas ele reduzia o combinado por conta própria.

A empresa entendia a importância da família, mas o lembrava de que o pouco tempo para a vida pessoal é parte da natureza do trabalho.  Assim, ele tinha duas opções: ir a campo com os vendedores para orientá-los a que tivessem sucesso ou assumir um cargo administrativo. 

Ele entendeu o recado e atualmente ele faz sem reclamar o que foi tratado no começo.

O que estou tentando dizer? É preciso ser firme quando a situação exige – não querer ‘dar jeito’ e nem agradar. E isso se consegue sendo direto na abordagem do que é importante. Sem rodeios. 

Enfrentar problemas de frente é o caminho  para a verdadeira autoridade. E autoridade não se consegue com baixo nível de educação ou grosseria, mas com gentileza e firmeza. Acontece que gentileza e firmeza são dois atributos que somente grandes seres humanos conseguem dosar.

ACESSE: http://www.profissaoatitude.com.br/blog

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AS ÚNICAS PESSOAS NORMAIS

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Alfred Adler, psicólogo Judeu-austríaco do Século XX, disse uma frase que roda a Internet mundo afora: “As únicas pessoas normais são aquelas que você não conhece bem”.

Isto se aplica  a inúmeras situações. Exemplo?

O empresário tem pessoas competentes em sua própria empresa. Elas têm conhecimento amplo, prática e versatilidade. Mas ele se esquece disso e vai procurar fora.   E sabe o que ele encontra? Obviedades vestidas de bela aparência - drasticamente inferiores em qualidade e conhecimento àqueles profissionais da casa.

Isto é uma infelicidade. Inda mais quando as pessoas ‘de dentro’ percebem, e se ressentem disso.  Então elas se fecham e cai seu rendimento individual.

Eu vejo frequentemente enormes talentos ignorados, substituídos por consultorias dispensáveis ou suprimidos por falta de ambiente interno para que se expressem e colaborem com a missão!

Recentemente perguntei a um executivo por que age deste modo e gasta uma fortuna com soluções externas. A resposta foi:

- “O pessoal da empresa eu já conheço bem.”

Aí é que entra Adler.  Aquele executivo acredita que as únicas pessoas que podem mudar a empresa são as que prometem coisas fantásticas e cobram caro. Sabe por quê? Ele não as conhece. O que, de fato, ele quer dizer é que normais, bons, competentes, eficientes e bonitos são as pessoas que você não conhece bem.

Por isso, eu lhe respondi:

- “Ah é? Vá acompanhar de perto essa gente que lhe envia folders bem produzidos, e websites incríveis. Vá medir sua eficiência. Veja de perto sua coerência, consistência, eficácia e outras competências. Observe como são eles em família,  como se desempenham em seus negócios próprios e relacionamentos.  Talvez então, e só então, você constate serem eles apenas bons vendedores de si mesmos, e você um provável trouxa.” 

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E A LINHA DE FRENTE? SABE O QUE FAZER?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quem gosta de futebol sabe que os melhores resultados somente são possíveis quando os jogadores  são uma equipe, e não apenas  um grupo. A diferença é imensa.  

Você pode juntar os melhores jogadores do mundo e não será suficiente para ganhar a partida. Foi o que aconteceu naquela decisão da Copa do Mundo em que o Brasil apanhou de 7 a 1 da Alemanha.

Na empresa é igual. 

Quando o diretor e seus gerentes decidem coisas – por melhores que sejam – sua execução sempre depende de que todos os demais – não presentes na sala do planejamento –  conheçam e tenham disposição para executá-las.

Eu conheço planos e estratégias realmente  fantásticos, verdadeiras obras de arte.  Mas lá no chão de fábrica, ou no balcão de atendimento, os funcionários nem imaginam quais sejam. E eles é que serão cobrados da execução.

Gerentes –  ou gestores, ou líderes, ou seja lá como você queira chamá-los –  só terão sucesso quando transformarem seu grupo de trabalho numa equipe. E a comunicação dos planos é a essência dessa fabulosa conquista. 

Este é o desafio, vez que equipe é sinônimo de  cooperação,  ajuda mútua, compartilhamento –  atitudes e posturas tão distantes do individualismo,  da competição  e do estrelato quanto o céu dista da terra.

Você quer resultados? Quem não quer? Envolva-se com todos os níveis de pessoas da empresa.  Fale com elas. Venda-lhes as ideias e convide-as a fazer parte de um projeto bacana. Até porque obrigados, ninguém fará nada. Nem elas!


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VOCÊ SABE ENGAJAR PESSOAS A UMA CAUSA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A pergunta que eu mais ouvi em vinte anos de consultoria foi: “Como faço para engajar os meus funcionários?”

É terrível. Na empresa onde os empregados não se importam, não participam, e não vestem a camisa, até o mais eficiente dos gestores não subsiste e desiste.

Aqui vão três dicas que podem ajudar. São simples. Mas exigem esforço para que funcionem.

A primeira é: seja modesto.  Não se envaideça do seu próprio valor e êxitos pessoais. Quando as pessoas virem que você é tão “mortal” como elas, estarão dispostas a se aliar a você em busca dos mesmos objetivos.

A segunda dica é: mostre que você está ouvindo. Quando uma pessoa fala com você, ela observa todos os seus gestos. Cuide do que faz enquanto ela fala. Concentre-se e ela saberá que você está ligado.

A terceira dica: não pretenda ser dono de todas as repostas. O papel de um gestor é ajudar a encontrar a solução dos problemas. Ajudar,  e não ser o sabe-tudo. Admita que você não tem a resposta e coopere com a equipe até encontrar.

E agora direi um pouco sobre como penso. Não se assuste. Eu aprendo muito com os vilões das histórias. E o que mais me ensinam é sobre engajamento! Observe. Eles sempre têm um plano e um objetivo – não importa quão distorcido ou malvado seja –, e eles estão sempre motivados a atingi-los com a máxima eficiência.

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O MELHOR GERENTE DO MUNDO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu escrevo muito sobre gerentes porque conheço gerentes ruins, bons e muito bons. 

O melhor dos que eu já conheci, dá ritmo e energia a sua equipe.  Seus funcionários se sentem importantes. Sentem fazer diferença no sucesso da organização em que atuam. E isso ocorre tanto aos que dão contribuição pequena como aos que têm sobre si responsabilidades gigantes.   

Eu também observei que aquele gerente muito bom valoriza o aprendizado e a aquisição de novas  competências.  Ele desperta vontade de aprender. E consegue. 

Ele dá feedbacks sinceros e faz aconselhamento. Mas, sobretudo, ele é, em si mesmo, um exemplo vivo de alguém que aprende e pratica. E tudo o que aprende, compartilha com seu pessoal. 

Ele estabelece metas, dirige a equipe com pulso firme, e o pessoal não o vê como  “o poderoso chefão”. Eles se sentem ‘em unidade’ com ele –  mesmo quando uns não gostam muito dos outros na equipe. Este gerente apoia todos os membros de seu time, dá acompanhamento e nunca está distante. Ele sabe fazer o trabalho de todos ser excitante sem jamais fazer as obrigações que competem a cada um.  As pessoas vêm trabalhar com gosto e estimuladas, apesar dos desafios. 

Um gerente muito bom não é nada sozinho. Ele precisa de resultados. E sabe que nunca conseguirá nenhum sem as pessoas.  

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O GESTOR QUE SÓ VÊ NÚMEROS ESTÁ "FORA" !

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

A Física chama de ‘tangível’ aquilo que é palpável ou que se percebe pelo tato. Esta é sua definição.

O gerente de uma empresa é – ou deveria ser – um profissional muito mais hábil em movimentar bens intangíveis do que tangíveis. Vou citar duas situações que ilustram a minha proposta. 

Primeira: ao conhecer e lidar com a aptidão das pessoas que trabalham em sua equipe. 

E a segunda: quando se relaciona com clientes e fornecedores.

Digamos, por exemplo, que em determinada companhia, a rotatividade do pessoal aumentou de 7% para 11% em um ano.  Este é um indicador claro de que a empresa passa por uma queda na estabilidade.  Parece ocorrer uma nítida “fuga de talentos”.  

Uma das causas disso pode ser a perda de competitividade do salário em relação ao mercado. Mas deve-se considerar também:

-  a possível insatisfação das pessoas, 

- a falta de treinamento 

- e outros tantos elementos. 

Todos estes pontos são intangíveis. Ou seja: a causa raíz do problema em questão não envolve somente números. 

Portanto, se o gestor desta área valoriza só os aspectos quantitativos, a organização vai de mal a pior, pois  seus principais e mais estratégicos resultados dependem de pessoas. Clientes são pessoas e fornecedores também. 

Quem não domina os ativos intangíveis, está fora de todas as perspectivas de negócios de qualquer empresa.

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VOCÊ SE ESQUECEU DA ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Mudanças nas empresas costumam ser difíceis de “emplacar”. Muitas são boas, inteligentes e até atraentes, mas não decolam. 

Eu vi projetos bacanas, celebrados pelos diretores e gerentes como meios para a empresa alcançar melhores resultados, naufragarem. Sabe onde? Na linha de operação.

A pergunta é “Por quê?” 

Há explicações psicológicas, filosóficas e até místicas. Mas eu vejo as coisas de modo muito simples. 

As pessoas passam a maior parte de seu tempo no trabalho. Muitas consideram os colegas sua segunda família.  Isto significa que, se estas pessoas, em todos os setores, não forem envolvidas a ponto de saberem quais mudanças ocorrerão e como devem ser implementadas, nada do que se espera delas irá acontecer. 

Portanto, o primeiro e mais fundamental passo é deixá-las saber. 

Os gestores devem falar sobre os objetivos do projeto, da mudança, do plano etc. Refiro-me especificamente a comunicar.  E não posso deixar de frisar que o principal disso é falar sobre o  propósito. 

Todo mundo reage ao que vê e ouve. Se os funcionários se sentirem integrantes do processo, haverá maior chance dele acontecer. 

Além disso, reconhecimento e gratificações devem ser motivadores da adesão à mudança, assim como afastar as pessoas que estejam atrapalhando. Atitudes assim fortalecem o compromisso da organização.

Mas vou repetir: o principal é comunicar. De nada adianta os gestores gostarem ou até abençoarem as intenções do projeto. Se a linha de frente não se engajar, nada ocorre. 

Então vá e conte a eles!

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E COMO FICA A COERÊNCIA?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A sua empresa tem um Conselho de Administração? Ou ela é administrada por uma diretoria que delibera com gerentes de área?

Não importa. O que eu gostaria de saber é: “Estas pessoas são tão ‘descoladas’ quanto as propagandas e a comunicação de produtos ou serviços que vocês divulgam? Elas têm cabeça aberta? Ou só estão lá para dizer “sim” ao que um Poderoso Chefão propõe?”

Gary Hamel é um dos gurus mais respeitáveis e respeitados na área de Estratégia empresarial. Ele diz algo realmente interessante a esse respeito:

“Onde é mais provável encontrar pessoas com a menor diversidade de experiência, maior apego ao passado e o mais elevado índice de suposições não comprovadas?”

A resposta que ele dá é: “No topo do organograma”.

Peço desculpas aos meus leitores, mas eu só consigo dizer: “Amém!”.

O conselho de administração ou a diretoria da empresa deveria ter pelo menos alguma semelhança, nem que discreta, com o mercado que pretende atender. Como pode, por exemplo, querer vender para mulheres e não ter ao menos uma mulher que participe do processo decisório? Incoerência? Eu prefiro chamar de inconsistência!

Então, chega de maquiagem e blá-blá-blá. Pare de sonhar que a sua empresa é a melhor do mundo quando a verdade é que as pessoas dentro dela só pensam em si mesmas. Gente sem missão pessoal jamais cumprirá a missão de uma organização.

Fica o aviso. Se você faz parte das decisões, vacine-se contra cegueira. Ouse e abra-se para ideias que libertem o seu negócio, porque ‘o gargalo fica na parte de cima da garrafa’.

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