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Como agem os gerentes excepcionais

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu conheço gerentes excepcionais. São poucos, mas eles existem.

Um deles tinha um segredo. Ele encabeçava uma equipe de vendedores. Eu nunca o vi exigir vendas de seus subordinados.  Eu o ouvia dizer a cada um:

- “Eu quero que você tenha sucesso e melhore cada dia mais. Eu vou lhe ajudar”.

Ele me disse que ficava encantado em ver seu pessoal agir por si e não precisar empurrá-los como quase todos outros gerentes fazem. Também me confessou que decidiu isso ao ver que ‘empurrar’ o grupo não funciona no médio e longo prazos.

- “Os meus resultados são medidos pelos deles”, ele completou.  

Contou-me que, com o aprofundamento da crise econômica, em 2015,  as vendas de um de seus funcionários caíram devido a clientes que fecharam as portas. Este vendedor começou a reclamar da má sorte e seu desempenho piorou ainda mais.

O que o nosso gerente fez? Veja seu relato:

- “Certo dia eu o convidei para almoçar. Não dei ênfase a seu faturamento baixo e nem mencionei que seu emprego estava em perigo. Eu apenas verbalizei que ele tinha capacidade de produzir mais, que já tinha se posto à prova no passado e era um dos melhores profissionais que eu jáconheci. Preferi que a reunião acontecesse num almoço e não no escritório para que o ambiente fosse confortável”.

O vendedor não se sentiu atacado e nos dias seguintes reagiu. Os resultados começaram a aparecer.  Dois meses depois, teve o melhor desempenho em dois anos e meio, e firmou-se em suas novas visões.

O que se aprende daqui? A questão essencial nunca é  ‘o que fazer’,  mas ‘como fazer’. O modo de se executar qualquer ação faz gigantesca diferença... a ponto de distinguir entre o medíocre do excepcional!

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Não confunda as prioridades da empresa

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

O ambiente dos negócios mudou drasticamente nos últimos vinte anos –  tanto para  as empresas quanto para os clientes.  Conceitos como: e-commerce, velocidade de comunicação, tipo de  concorrência e pressão de preços perturbam companhias de todo tamanho.

Porém, há quem ainda resista a admitir o óbvio e prossiga na busca de resultados diferentes atuando do mesmo modo como sempre atuou desde duas ou três décadas atrás. Isto chama-se teimosia. Ou loucura!

Se a empresa não voltar a face completamente para o cliente, será difícil entender o que se passa a dois ou três metros além de seu endereço próprio. É questão de vida ou morte.  E depois que souber “o que” e “como” seu cliente ou público-alvo pensa,  terá de descobrir como incorporar estes pensamentos, interesses e opiniões a seus processos – desde a produção até o ponto de venda.

As empresas mais sintonizadas estão adotando exatamente estas medidas.  E a mais, estão aumentando a produtividade e reduzindo custos, acelerando as inovações, aperfeiçoando sistemas de gestão, acentuando a presença em regiões de crescimento de demanda só para conseguir maior competitividade. Mas dentre tudo isso, o principal é a transformação da cultura empresarial.  

Todos sabem e dizem que o cliente está mais exigente. No entanto,  assegurar posicionamento e fatia de mercado são  pontos muito mais vitais, e dependem diretamente da gestão de Recursos Humanos e de processos internos. Por isso, não se iluda com tecnologia ou ferramentas que servirão só para mostrar uma cara mais moderna da empresa quando as pessoas mal sabem por que fazem o que fazem ou a razão de estarem onde estão.  

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Quem é que vence hoje?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um leão irritou-se com um pernilongo que zumbia ao redor de sua cabeça. O inseto não lhe dava a mínima, e com segurança voou até o focinho  do leão, deu-lhe uma picada ardida e declarou:

- Você acha que tenho medo por você ser o rei dos animais?

Indignado e ofendido, o leão virou uma patada em seu fucinho. Resultado: arranhou-se com as próprias garras.

O pernilongo continuou picando o felino, que depois de um tempo, já exausto, enfurecido e coberto de arranhões de seus dentes e garras, rendeu-se.

O inseto saiu vitorioso e contando a todos que havia derrotado o poderoso leão.  Não demorou muito para se embaraçar numa teia e ser devorado por uma aranha menor do que ele.

Moral da história: “Os fracos desejam vencer os fortes e poderosos.  Isto foi a regra por séculos e séculos. Mas nos dias turbulentos e confusos de hoje, antigos paradigmas estão sendo  quebrados em todas as frentes. Agora, a vitória está mesmo reservada aos ágeis sobre os lentos. E ai de quem estiver na inércia dos tempos antigos”.

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NEM VOCÊ E NEM EU PRECISAMOS DE PLATITUDE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Platitude é uma palavra interessante e pouco usada. Significa “truísmo, algo banal, trivial e dispensável”.

É o caso de uma revista editada por uma empresa contando as coisas mais particulares  de seu ambiente interno. Acredito que o intuito seja promover as ações positivas que empreendem entre os funcionários. A tiragem é enorme. Mas a coisa é tão própria deles que, pra mim –  e, imagino, para a grande maioria dos que a recebem –, acaba sendo... platitude.

Essa tal de platitude está presente em muitass das declarações que se ouvem no ambiente corporativo de todos os tamanhos e segmentos. Um dos clássicos é:

- “Precisamos discutir a necessidade de uma pesquisa de satisfação entre os nossos clientes”.

Outro:

- “A nossa empresa é inovadora porque investe em treinamento dos colaboradores”.

Mais um:

-“Vamos analisar a necessidade de padronizar os nossos processos para atender melhor o mercado”.

Olhe. Treinar, padronizar, controlar, nada disso é situação a ser discutida em altas reuniões ou encontros formais. Seria platitude e total perda de tempo. 

Atribuições básicas e responsabilidades mínimas são obrigatórias.  Não cabe discutir. Têm de ser efetivadas e pronto! Assim: custos precisam ser revistos, carteira de clientes melhorada,  salários alinhados ao mercado, processos padronizados etc, tal como você e eu precisamos de alimento e água.

Mas parece que quem não tem o que fazer adora promover reuniões para discutir platitudes. Ah! Você sabe muito bem disso.  E se depois de tudo eu prosseguir falando, será, sem dúvida, platitude!

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UM GERENTE COMO QUASE NINGUÉM JAMAIS VIU

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Perguntei ao gerente de uma concessionária de veículos como ele encara as eventuais reclamações de clientes. E ele:

- “Se o cliente reclamou, é porque pretende continuar comprando de nós e usando os nossos serviços. Eu resolvo o problema, pergunto o que ele achou e depois agradeço. Se ele não reclamasse, ficaria insatisfeito, acabaria procurando outro fornecedor, e falaria mal de nós para o mundo. Por isso, eu digo ‘obrigado’ por ter reclamado”.

Louvado seja este gerente inteligente e humildade –  oposto de tantos que se acham perfeitos e nunca admitem razão ao cliente.

Há uma fábula sobre a prepotência.

Conta-se que dois galos disputavam, numa luta feroz, o direito de comando do galinheiro de um sítio. Por fim, um pôs o outro para correr. O galo derrotado afastou-se e se recolheu num lugar sossegado.

O vencedor voou até o alto de uma cerca, bateu as asas e, exultante, cantou com toda sua força.

Uma águia que pairava ali perto, lançou-se sobre ele e com um bote certeiro levou-o preso em suas poderosas garras.

Então o galo derrotado saiu de seu canto, e dali em diante reinou absoluto, livre de disputa.

Sim.  Orgulho é desgraça. E também perda clientes e vendas.

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QUANDO NEM O GÊNIO DA LÂMPADA RESOLVE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Contam a história de dois prisioneiros condenados à morte que já estavam a seis meses na prisão. No dia da execução, o tenente os leva pelo corredor até o pátio onde tudo acontecerá.

Chegam ao paredão, recebem um trago de bebida, um padre reza e o tenente se coloca em prontidão para comandar os soldados, já a postos:

- “Pelotão! Apontar....”

e então, surpreendentemente, naquele instante,  um dos prisioneiros vira-se ao outro e lhe diz:

- “Ei amigo. Preste bem atenção. Tenho um plano fantástico para nós!”

Serei muito franco com você, querido leitor, querida leitora. Sabe de uma coisa? Eu vejo diariamente “n” situações semelhantes e tão absurdas quanto esta em muitas empresas. Gestores resolvem agir sobre grandes problemas quando já não há mais nada a fazer. Não tiveram interesse e visão clara enquanto o mal se alastrava. Agora, que  é tarde, acham que terão algum domínio ou controle quando plano algum reverte ou modifica a situação.

Mas eles acreditam. E eu pergunto: “De que adianta?”

Morrer de diabetes ou hipertensão, hoje em dia, é pura falta de disciplina e obediência a um  tratamento médico. Quanto antes um diagnóstico for realizado, maior chance de cura haverá, desde que seguida a prescrição médica. Boas consultorias são também assim. Quanto mais preventivas, melhor funcionam para o cliente que as seguir.

Pois então, acorde logo para os problemas da sua vida,  da sua empresa,  dos seus relacionamentos e tudo o mais, porque, como diz a sabedoria caipira:  “marmelada na hora da morte, mata o moribundo de congestão”.

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ASSIM É QUE SE É COERENTE DE VERDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em 2011, o então primeiro ministro do Japão, Naoto Kan, renunciou ao mais importante cargo daquele país. Sua declaração me impressionou. Ele veio a público, e disse: “Percebi a minha incapacidade”.

Uau! “Percebi a minha incapacidade”? É assustador ouvir isso da boca de um político.

Era fato que seu governo não conseguiu evitar a crise na usina nuclear de Fukushima como consequência do terremoto que a atingiu. Mas foi um terremoto, um fenômeno natural! Em qualquer outro canto do planeta o governo apenas se declararia chocado, choraria com o povo e tudo bem.

Não é nem um pouco comum alguém à cabeça de uma potência econômica mundial dizer: “Eu percebi a minha incapacidade”.  Mas Naoto Kan foi coerente em relação aos fatos e à ausência das soluções que estavam no centro das expectativa de seu povo.  Por isso renunciou e assumiu suas limitações.

Há mais ou menos um mês, eu vi o gestor de vendas de uma empresa ser demitido porque não atingia as metas establecidas pela diretoria para sua equipe há mais de um ano.  Encontrei-o esta semana e ele se sente injustiçado. Acha que não merecia ser mandado embora.

Eu aprendo uma enorme lição destes dois eventos.

A maior parte dos problemas mais atuais das empresas – baixo nível das vendas, perda da fatia de mercado, alta rotatividade de funcionários, e outros –  deve-se mais à incompetência e à incoerência dos gestores do que à razões externas. O mesmo se passa nos governos de  todas esferas e poderes. Eles mesmos, contudo, nunca se responsabilizam.

“Percebi a minha incapacidade” é um exemplo de nobreza e decência que lamentavelmente está reservado a pessoas conscientes de seu papel e de seus resultados, e não a gente presunçosa e arrogante.

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UM PLANO NÃO É GARANTIA ALGUMA DE SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A dona de um sítio tinha uma galinha que punha um ovo por dia.  Todas as manhãs, a senhora ia ao galinheiro certa de encontrar um lindo ovo no ninho.

Dia após dia assim era.

Com aquela regularidade toda, ela começou a imaginar um jeito de que a galinha pusesse dois ovos por dia, em vez de apenas um. Pensou, planejou e concluiu que, dando à ave o dobro de ração,  um ovo a mais apareceria lá.

No dia seguinte, havia dose dupla de comida no galinheiro.

A dona fez o investimento com certeza tal que  calculava ansiosamente o aumento da produção. Porém, não foi o que aconteceu.

De tanto comer, a galinha engordou muito e tornou-se preguiçosa a ponto de nunca mais botar ovo algum.

É uma historieta simplória, mas contém uma lição enormemente prática.

Antes de fazer planos e lançar-se em sua efetivação achando que o resultado será certo pelo simples fato de ter gasto energia num belo plano, trate de entender bem o processo de como tudo irá acontecer.

Cálculos, certeza, sonho e pensamento positivo não são garantia alguma de que você alcançará o que quer. Não deixe de conhecer, invistir tempo e recursos a fim de entender a estrutura antes de arriscar um palpite de como as coisas irão funcionar – especialmente quando há riscos de que as condições com que você conta mudem.

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A GIGANTESCA DISTÂNCIA ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Empresa nenhuma é brincadeira. Todos deviam saber disso.

Pelo contrário. Empresa é algo sério, difícil de ser mantido, complicado e exige conhecimento e clareza para tudo.

Ocorre que é lá, em cada empresa deste planeta, que todo mundo se julga apto a propor solução a problemas ou a discutir qualquer pauta.

Ouvi uma fábula sobre um grupo de ratos que vivia com medo de um gato esperto e capcioso. Eles resolveram promover uma assembléia a fim de encontrar um modo eficiente de acabar com o transtorno da constante perseguição do felino.

Vários planos foram considerados, discutidos e logo abandonados por não entusiasmar os participantes. Após horas de debates,  um jovem rato levantou-se e sugeriu dependurar uma sineta no pescoço do gato. Assim, sempre que ele se aproximasse, o som seria o aviso para fuga.

Todos vibraram e bateram palmas. A estratégia era, de fato, fabulosa.

Vendo o cenário efusivo, um velho e experimentado rato que havia permanecido quieto o tempo todo, levantou-se de seu canto, pediu a palavra e declarou apreciar a inteligente proposta que  certamente resolveria a grande questão. Restava apenas um pequeno e definitivo detalhe. Quem iria botar o sino no pescoço do gato?

Moral da história: Teoria é apenas teoria. Se você acha que ser empreendedor ou desenvolver um plano é a coisa mais respeitável e simples que existe, espere até ver de perto o que será preciso para pô-lo em prática.

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UMA HORA PARA O PLANEJAMENTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Princípio dos mais práticos para qualquer área:

“Uma hora de planejamento economiza três horas de execução.”

Poucas pessoas acreditam nisso. Elas pensam que não têm tempo para esta “hora de planejamento”. Como consequência, perdem-se em meio aos problemas de ontem e de hoje  que, curiosamente, foram causados pela falta de planejamento. Você as verá de lá para cá no escritório reagindo à crises e ‘apagando incêndios’.

O trabalho planejado traz propósito para o que será feito. Sem ele, a pessoa sofre de uma forma estranha de falta de intenção sem saber aonde está indo nem o que, de fato, está fazendo.

Uma reunião planejada com cuidado pode eliminar um terço do tempo que se leva para solucionar os males do improviso e corrigir gambiarras.

O meu amigo Paulo Barion gerenciava a equipe de vendas de uma indústria de embalagens. Seu sucesso era modesto. Certo dia, ele descobriu o princípio do trabalho planejado e passou a aplicá-lo. Passou a  dedicar duas horas de seu fim de semana planejando a semana seguinte.

Ele me disse:

-  “Isto fez toda a diferença do mundo: aumentou o meu domínio sobre um volume de trabalho três vezes maior do que antes e  me deu mais controle sobre todas as minhas obrigações. A semana passou a ser minha.”

Eu tenho certeza disso!

Quando o trabalho tem propósito e medidas claras, é impossível ficar perdido. O trabalho planejado é o que motiva a produzir mais e a preocupar-se menos.

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SIMPLICIDADE É A SOLUÇÃO MAIS EFICAZ PARA TODAS AS SITUAÇÕES

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Pouca gente sabe explicar o que é “ser simples”.

Ser simples é ignorar todas as coisas que você poderia estar fazendo, e preocupar-se com o que deve fazer agora. É reconhecer que nem tudo é igualmente importante e descobrir o que é “mais importante”. É fazer a conexão entre a sua energia e vontade máximas com o que você está fazendo, porque os resultados mais significativos são determinados pelo quanto você é capaz de focar no que faz.

O melhor do seu trabalho só é produzido quando você é simples assim. Mas, absurdamente, a maioria das pessoas pensa o oposto disso.

Elas acham que o sucesso consome tempo, e é complicado. Então suas agendas estão sempre explodindo. Por isso, o sucesso lhes parece impossível. Aí elas passam a se contentar com cada vez menos.

No entanto, ninguém tem tempo e energia em quantidade ilimitada. Perder tempo e energia é desperdício – há quem diga ser uma forma de suicídio.

A matemática do sucesso é diferente da lógica. Se você quiser somar, terá que subtrair, ou seja,  fazer menos coisas, porém, efetivamente.

O sucesso vem quando se faz poucas coisas da melhor forma possível. Quem tenta fazer demais, ainda que aparentemente funcione, acaba com prazos não cumpridos, resultados decepcionantes, estresse, tédio, menos sono, má alimentação, nada de exercício físico e zero momentos com a família.  Vale a pena?

Deixe tudo o mais simples possível. Foque em uma coisa só. E faça o melhor que pode.

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PLANEJAR, SIM, MAS ENTENDER COMO AS COISAS ACONTECEM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ouvi um diretor dizer: “Estamos indo nesta direção porque é para lá que planejamos ir.”

O lado bom de um planejamento é a tentativa de orientar o futuro a partir do passado. O problema é que isto reduz o campo de visão. Consegue entender?

Quando você se restringe demais ao planejamento, não dá espaço para a improvisação. E ainda que em nível muito baixo é preciso TER e DAR espaço para algum improviso porque oportunidades inesperadas sempre aparecem.

É certo que quem planeja, tem futuro, e quem não planeja, tem destino. É importante pensar no futuro e contemplar formas de enfrentar os obstáculos que virão pela frente. Mas depois de ter visto tantas situações, preciso dizer: não se submeta à ilusão de levar os planos fanaticamente a sério, de modo a nada fazer além do que foi previsto.

E tem mais. Redigir um planejamento extenso é a maneira mais garantida de nunca mais voltar a olhar para ele. Planos com muitas páginas acabam esquecidos em alguma gaveta.

Não pretenda ser adivinho. Decida o que vai realizar esta semana, este mês, nos próximos dois ou três meses....  mas não este ano todo.

Descubra qual é a próxima coisa mais importante a fazer. E faça. Tome decisões antes de implantar algo, mas não com muita antecedência. Os cenários mudam e com eles, somos obrigados a adaptar os nossos planos.

Trabalhar sem planejamento é, de fato, assustador.  Mas seguir cegamente um plano sem constante alinhamento à realidade é pior. Talvez um terror.

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POR QUE DEIXAR DE FAZER ALGUMAS TAREFAS AUMENTA A PRODUTIVIDADE PESSOAL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Alguns clientes meus confessam não conseguir administrar bem as atividades centrais de suas vidas e negócios.  Eles sentem haver tempo improdutivo demais.

Eu menciono a eles um importante princípio do planejamento: “Você pode ter o que quiser, mas jamais ter tudo ao mesmo tempo.”

Para ser capaz de dedicar a maior parte do seu tempo aos projetos e atividades que aprecia, você deve saber abandonar, com determinação, várias outras atividades.

Uma excelente maneira de parar de perder tempo com distrações é elaborar uma “lista de coisas para deixar de fazer”. Ela é melhor que  a típica “lista de afazeres”, porque ajuda a  enxergar o que está nos puxando para baixo.

Esta nada popular “lista de coisas para deixar de fazer” é exatamente o que o nome sugere: uma lista das coisas que você simplesmente não quer mais fazer por ter visto que lança o seu tempo no ralo sem nada produzir de bom ou útil.

Antes de tudo, coloque nela as tarefas estéreis e que drenam a sua energia. Procure bem e você encontrará  três ou cinco coisas que você atualmente faz e que, além de tomar tempo, o desviam de tarefas mais importantes. Depois destas, a sua visão ficará mais seletiva e observará outras.

Quando elaborei a minha primeira “lista de coisas para deixar de fazer”, percebi que gastava cerca de  cinco horas por semana em coisas que não traziam resultado e não adicionavam valor algum. Foi ótimo.

Apesar de a vida ser repleta de itens que não gostamos de fazer, muitos deles podem simplesmente deixar de ser feitos sem grandes repercussões ou arrependimento.

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TENHA OUSADIA PARA REALIZAR GRANDEZAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

“Alguém tem alguma sugestão?”

Quem já não ouviu isso durante uma reunião? O dirigente – ou moderador –  está falando sério.  Ele realmente quer saber se o grupo tem alguma ideia nova ou insight para compartilhar.

E a resposta? Quase em 100% dos casos: silêncio, troca de olhares, mãos mexendo nos papéis e, ainda assim, silêncio!

Eu observo isso em muitos lugares. Em todos os casos, pensei: “Toda essa gente respeitada, com excelente formação, cargos e altos salários, e ninguém disposto a contribuir de alguma maneira?! Duvido que não saibam!”

No entanto,  quando o dirigente da reunião conquista ao menos um pouco de confiança, alguém se manifesta. E após este "alguém",  os demais acabarão se pronunciando até que, finalmente, a sala estará cheia de uma energia geralmente positiva e percebida por todos. 

Sabe o que se passou aí? Todos tiveram a chance de ser humanos, de quebrar o silêncio e compartilhar ideias e visões. O resultado será muito superior.

De repente, todos os participantes se tornaram capazes de ver, analisar e de resolver as coisas. Sim, porque todos são capazes de ter paixão. Todos podem se importar o bastante para fazer alguma proposta, desde que joguem fora o freio ou a auto-censura que os mantém em um nível  de baixa cooperação.

Por que ninguém se manifestou antes? Por que aquele silêncio mortal?

É óbvio que o dirigente pode despertar o entusiasmo e o desejo de cooperação através do desenvolvimento daquela “confiança” a que me referi acima. No entanto, eu lhe aconselho a  tomar consciência definitiva de um fato: você pode fazer a diferença. Você pode ser ousado(a) e mudar o estado das coisas muito mais do que está disposto(a) a admitir. Você é capaz de pensar, sugerir, participar, colaborar e, por fim, fazer arte – com educação, respeito e  contentamento pessoal.

Então ouse ... e realize!

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VOCÊ ACHA SIMPLES APRENDER COM OS ERROS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Aprender com os erros é uma sabedoria indiscutível.  Na maioria das empresas que conheço, os gestores querem francamente ajudar a organização a aprender com os erros a fim de se ter um desempenho cada vez melhor. Mas por que quase nunca funciona?

Os executivos com quem falei acham que aprender com o erro é simples: basta pedir aos outros que refletitam sobre o que fizeram de errado e exortá-los a evitar erros semelhantes no futuro. Pode-se ainda analisá-lo, redigir um relatório sobre o ocorrido e, em seguida, distribuí-lo por toda a empresa.

Mas esse algoritmo não funciona. Por quê?

Primeiro, porque aprender com um erro organizacional é tudo, menos simples, já que as empresas mal conseguem detectar os erros que ocorrem. E se elas nem os detectam, que dirá analisá-los ou descobrir suas causas a fim de se chegar à correta aprendizagem!?!

O segundo motivo é que na maioria das famílias, organizações e culturas, o erro e a culpa são duas situações que andam juntas.  A certa altura, toda criança descobre que admitir um erro significa pagar por ele. É por isso que tão poucas organizações migraram para uma cultura de segurança psicológica em que seja possível colher o benefício de aprender com o erro. Ao mesmo tempo em que se deseja aprender com os erros, aquele que errou tem de pagar pelo que fez. Isto gera evasão, fuga ou mesmo a famosa “operação abafa” para que o chefe não saiba.

Portanto, a oportunidade encontra-se na coragem. Refiro-me a coragem para encarar as nossas falhas e as dos outros. Isto é crucial.

Como fazer isto?

O gestor deve pedir ao pessoal que seja corajoso e “abra o jogo” — e não reagir com fúria ou reprovação àquilo que, à primeira vista, pode parecer incompetência.  Aquele que criar atmosfera de diálogo, detectar, corrigir e gerar aprendizagem real com o erro antes dos demais irá triunfar. Já, quem ficar chafurdando na lama da culpa, jamais colherá benefício algum e será enganado a vida toda! 

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O FUTURO DA PROFISSÃO DE ADVOGADO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu  estou convencido de que a maioria dos advogados opta pelo exercício da advocacia com o mais nobre dos ideais, com amor pela justiça e pelo estado de direito, com desejo de prosperar financeiramente e proporcionar uma vida plena de oportunidades para si mesmos e suas famílias, além de um desejo sincero de servir à humanidade.

Muitos obtêm sucesso ao trabalhar ancorados nesses ideais e desfrutam de carreiras notáveis. Muitos socorrem e apresentm soluções criativas para os clientes.

No entanto, à medida que jovens advogados são sugados pelas turbulências do escritório, da sociedade e das disputas com a parte adversária, muitos se desconectam destes ideais. Eles separam sua vida profissional de sua vida privada e, muitas vezes, se sentem emocional, mental e espiritualmente vazios.

Eu acredito na transformação destas e outras situações negativas da profissão do advogado pela “resolução alternativa de litígios” em que pessoas se reúnem com um mediador ou um árbitro, em vez de irem aos tribunais.

Estes mediadores estão mais interessados em como resolver o problema do que em quem ganha ou quem perde. Eles também trabalham para preservar o relacionamento entre as partes.

Um mediador habilidoso pode transformar um divórcio difícil em um arranjo possível, a partir do qual as partes possam seguir com suas vidas e cooperar quanto à guarda dos filhos, à partilha de bens e assim por diante.

Minha sugestão aos interessados neste tema é que leiam sobre os trabalhos de Mahatma Ganhi, um dos maiores mediadores em grandes causas da História.

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EFICIÊNCIA: NÃO JOGUE NA LOTERIA

ABRAHAM SHAPRO para o Portal Profissão Atitude

Um gerente eficiente é “aquele que faz certo as coisas que têm de ser feitas”. Não é difícil.  Exige dedicação. E esforço.

Nas empresas, muitos funcionários desejam ser eficientes e acreditam que serão. Mas muitas vezes eles se deparam com um problema: a falta de clareza de seus gerentes sobre o papel que têm de cumprir.

Quando perguntamos ao funcionário o que é que ele faz e repetimos a mesma pergunta a seu chefe, não raramente conseguimos duas diferentes listas de encargos. Em muitos casos, o fato do colaborador pensar o mesmo que o chefe é mera coincidência. Por isso é comum que o funcionário se meta em enrascadas.   Ele não faz ideia clara e objetiva tanto de suas reais obrigações quanto dos resultados que deve alcançar.  Então ele supõe e age por esta suposição.

O efeito é desastroso.

Mas pensemos o contrário. Quanto se poderia conseguir investindo o devido tempo em esclarecer o que se espera do empregado? Quanta eficiência se obteria disso? E também produtividade.

Fala-se tanto em atendimento para a satisfação do cliente! Mas como conseguir sem que, antes, o colaborador saiba o que é este atendimento, o que fazer, como e quando fazer? E no momento em que souber, as chances de desempenhá-lo serão grandes, porque pessoas normais querem atingir resultados por aquilo que fazem.

Não é mágica. É só  entender que se o funcionário não receber instruções, ele fará qualquer coisa que achar certo. Aí, caro leitor, se você tiver sorte de que ele faça exatamente o que se espera dele, melhor seria jogar na loteria.

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FRASES MEMORÁVEIS DE GERENTES TONTOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Os gerentes de empresas sa~o, em geral, uma ótima fonte de citac¸o~es memora´veis. Eu destaco algumas que tenho ouvido nas minhas consultorias.
 
- “A partir de amanha~, os funciona´rios so´ podera~o ter acesso ao pre´dio usando o cracha´ individual de seguranc¸a. As fotos sera~o tiradas na pro´xima quarta-feira, e cada funcionário receberá sua identificac¸ão dentro de duas semanas.”
 
Incrível, não? 
 
Outra:
 
- “O que eu preciso e´ de uma lista dos problemas desconhecidos que temos de enfrentar.”
 
E que tal esta: 
 
- “E-mails na~o devem ser usados para transmitir informac¸o~es ou dados. Devem ser usados apenas para os nego´cios da empresa.”
 
Tenho uma espetacular.  Aqui vai: 
 
- “Este projeto e´ ta~o importante que na~o podemos deixar que coisas mais importantes o atrapalhem.”
 
E finalmente: 
 
- “Sabemos que ha´ um problema de comunicac¸a~o, mas a empresa na~o vai discutir isso com os funciona´rios.”
 
E sabe o é pior?  Muitos dos que verbalizam incoerências como estas – ou até piores –, acham-se as criaturas mais importantes e insubstituíveis do planeta. 
 
Um pouco só de humildade já lhes faria bem demais e salvaria suas empresas. 
 
 

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DETALHES QUE FAZEM DIFERENÇA REAL EM QUALQUER NEGÓCIO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Na Era Digital em que vivemos, todos falam tanto em inovações, ferramentas tecnológicas de comunicação, que é quase obsessão investir nestes recursos e estar a par de tudo o que aparece por aí.

Eu, por minha vez, preocupo-me com detalhes – tanto na vida quanto no trabalho junto aos meus clientes nas consultorias que presto. E é desde a ótica destes detalhes que eu observei algo imperceptível à visão de grande parte das pessoas e que revelarei aqui e agora.

Sabe o que mais faz diferença no dia a dia dos negócios de hoje? São as atitudes mais simples e, por isso, desvalorizadas. Sim, quase ninguém lhes dá valor devido à falta de foco que as ferramentas e recursos tecnológicos causam.

Um exemplo? Dar retorno telefônico antes de ir direto à resposta de um e-mail cujo assunto é delicado. Até porque as pessoas, em geral, não sabem plenamente como se expressar por escrito – uma falha terrível. Esta deficiência amplifica as chances de conflitos e desentendimentos quando se utilizam somente emails ou Whatsapp.

Outra atitude importante é chamar as pessoas pelo nome e lembrar-se nos próximos contatos.

Mais uma? Cumprir prazos.  Apesar de todos os avanços, o primeiro quesito para o bom atendimento continua sendo “agilidade”. Então, atender uma solicitação ou pedido em tempo ou antes do combinado é excepcionalmente positivo.

Você e eu temos todo o direito e talvez até obrigação de utilizar recursos de ponta para fazer a nossa empresa destacar-se no mercado. Mas é um dever recordarmos sempre dos princípios de boa educação, ética e consideração aos nossos clientes, porque no frigir dos ovos, isso é o que fará diferença na continuidade dos nossos negócios.

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PARE DE CHUTAR E SEJA CONSISTENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

- “Muitos clientes estão reclamando.” – diz a gerente de controle de qualidade na  reunião de diretoria.

E o diretor lhe pergunta:

- “Muitos? Quantos?”

E a gerente não faz a menor ideia.  

Foi vergonhoso para ela!

Existe na gente uma tendência natural de elevar as situações negativas ao extremo, ao cume da montanha.  E as positivas também. Daí tornarem-se comuns expressões do tipo: ‘muita gente’,  ‘todo mundo’, ‘nunca mais’, ‘o povo todo’, ‘a cidade inteira’  etc.

Para começar, isto não é verdade.

Para que se possa tomar qualquer atitude, é preciso conhecer parâmetros. E eles são: quanto, quem, onde, quando, ou seja, deve-se precisar a quantidade, a localização e outros pontos para que se tenha noção real do tamanho ou do impacto seja lá do que for.

Você e eu sabemos que todo e qualquer plano de ação requer dados específicos e medidas para que seja construído. Sem saber de onde tem-se que partir e aonde se quer chegar, levando em conta também o máximo de informação sobre o que haverá pela frente,  nada se consegue além de bla, bla bla e boas intenções. E isto não produz resultado nenhum.

Fuja das situações genéricas. Localize o alvo a fim de tentar acertá-lo. Quero dizer: busque a contagem, a dimensão.  E depois, eduque as pessoas à sua volta sobre este bom hábito.

- “Muitos?  Quanto? Todo mundo?  Quem?”

Você estará prestando um excelente serviço à cultura da sua empresa.

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