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ASSIM É QUE SE É COERENTE DE VERDADE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em 2011, o então primeiro ministro do Japão, Naoto Kan, renunciou ao mais importante cargo daquele país. Sua declaração me impressionou. Ele veio a público, e disse: “Percebi a minha incapacidade”.

Uau! “Percebi a minha incapacidade”? É assustador ouvir isso da boca de um político.

Era fato que seu governo não conseguiu evitar a crise na usina nuclear de Fukushima como consequência do terremoto que a atingiu. Mas foi um terremoto, um fenômeno natural! Em qualquer outro canto do planeta o governo apenas se declararia chocado, choraria com o povo e tudo bem.

Não é nem um pouco comum alguém à cabeça de uma potência econômica mundial dizer: “Eu percebi a minha incapacidade”.  Mas Naoto Kan foi coerente em relação aos fatos e à ausência das soluções que estavam no centro das expectativa de seu povo.  Por isso renunciou e assumiu suas limitações.

Há mais ou menos um mês, eu vi o gestor de vendas de uma empresa ser demitido porque não atingia as metas establecidas pela diretoria para sua equipe há mais de um ano.  Encontrei-o esta semana e ele se sente injustiçado. Acha que não merecia ser mandado embora.

Eu aprendo uma enorme lição destes dois eventos.

A maior parte dos problemas mais atuais das empresas – baixo nível das vendas, perda da fatia de mercado, alta rotatividade de funcionários, e outros –  deve-se mais à incompetência e à incoerência dos gestores do que à razões externas. O mesmo se passa nos governos de  todas esferas e poderes. Eles mesmos, contudo, nunca se responsabilizam.

“Percebi a minha incapacidade” é um exemplo de nobreza e decência que lamentavelmente está reservado a pessoas conscientes de seu papel e de seus resultados, e não a gente presunçosa e arrogante.

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UM PLANO NÃO É GARANTIA ALGUMA DE SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A dona de um sítio tinha uma galinha que punha um ovo por dia.  Todas as manhãs, a senhora ia ao galinheiro certa de encontrar um lindo ovo no ninho.

Dia após dia assim era.

Com aquela regularidade toda, ela começou a imaginar um jeito de que a galinha pusesse dois ovos por dia, em vez de apenas um. Pensou, planejou e concluiu que, dando à ave o dobro de ração,  um ovo a mais apareceria lá.

No dia seguinte, havia dose dupla de comida no galinheiro.

A dona fez o investimento com certeza tal que  calculava ansiosamente o aumento da produção. Porém, não foi o que aconteceu.

De tanto comer, a galinha engordou muito e tornou-se preguiçosa a ponto de nunca mais botar ovo algum.

É uma historieta simplória, mas contém uma lição enormemente prática.

Antes de fazer planos e lançar-se em sua efetivação achando que o resultado será certo pelo simples fato de ter gasto energia num belo plano, trate de entender bem o processo de como tudo irá acontecer.

Cálculos, certeza, sonho e pensamento positivo não são garantia alguma de que você alcançará o que quer. Não deixe de conhecer, invistir tempo e recursos a fim de entender a estrutura antes de arriscar um palpite de como as coisas irão funcionar – especialmente quando há riscos de que as condições com que você conta mudem.

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A GIGANTESCA DISTÂNCIA ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Empresa nenhuma é brincadeira. Todos deviam saber disso.

Pelo contrário. Empresa é algo sério, difícil de ser mantido, complicado e exige conhecimento e clareza para tudo.

Ocorre que é lá, em cada empresa deste planeta, que todo mundo se julga apto a propor solução a problemas ou a discutir qualquer pauta.

Ouvi uma fábula sobre um grupo de ratos que vivia com medo de um gato esperto e capcioso. Eles resolveram promover uma assembléia a fim de encontrar um modo eficiente de acabar com o transtorno da constante perseguição do felino.

Vários planos foram considerados, discutidos e logo abandonados por não entusiasmar os participantes. Após horas de debates,  um jovem rato levantou-se e sugeriu dependurar uma sineta no pescoço do gato. Assim, sempre que ele se aproximasse, o som seria o aviso para fuga.

Todos vibraram e bateram palmas. A estratégia era, de fato, fabulosa.

Vendo o cenário efusivo, um velho e experimentado rato que havia permanecido quieto o tempo todo, levantou-se de seu canto, pediu a palavra e declarou apreciar a inteligente proposta que  certamente resolveria a grande questão. Restava apenas um pequeno e definitivo detalhe. Quem iria botar o sino no pescoço do gato?

Moral da história: Teoria é apenas teoria. Se você acha que ser empreendedor ou desenvolver um plano é a coisa mais respeitável e simples que existe, espere até ver de perto o que será preciso para pô-lo em prática.

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UMA HORA PARA O PLANEJAMENTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Princípio dos mais práticos para qualquer área:

“Uma hora de planejamento economiza três horas de execução.”

Poucas pessoas acreditam nisso. Elas pensam que não têm tempo para esta “hora de planejamento”. Como consequência, perdem-se em meio aos problemas de ontem e de hoje  que, curiosamente, foram causados pela falta de planejamento. Você as verá de lá para cá no escritório reagindo à crises e ‘apagando incêndios’.

O trabalho planejado traz propósito para o que será feito. Sem ele, a pessoa sofre de uma forma estranha de falta de intenção sem saber aonde está indo nem o que, de fato, está fazendo.

Uma reunião planejada com cuidado pode eliminar um terço do tempo que se leva para solucionar os males do improviso e corrigir gambiarras.

O meu amigo Paulo Barion gerenciava a equipe de vendas de uma indústria de embalagens. Seu sucesso era modesto. Certo dia, ele descobriu o princípio do trabalho planejado e passou a aplicá-lo. Passou a  dedicar duas horas de seu fim de semana planejando a semana seguinte.

Ele me disse:

-  “Isto fez toda a diferença do mundo: aumentou o meu domínio sobre um volume de trabalho três vezes maior do que antes e  me deu mais controle sobre todas as minhas obrigações. A semana passou a ser minha.”

Eu tenho certeza disso!

Quando o trabalho tem propósito e medidas claras, é impossível ficar perdido. O trabalho planejado é o que motiva a produzir mais e a preocupar-se menos.

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SIMPLICIDADE É A SOLUÇÃO MAIS EFICAZ PARA TODAS AS SITUAÇÕES

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Pouca gente sabe explicar o que é “ser simples”.

Ser simples é ignorar todas as coisas que você poderia estar fazendo, e preocupar-se com o que deve fazer agora. É reconhecer que nem tudo é igualmente importante e descobrir o que é “mais importante”. É fazer a conexão entre a sua energia e vontade máximas com o que você está fazendo, porque os resultados mais significativos são determinados pelo quanto você é capaz de focar no que faz.

O melhor do seu trabalho só é produzido quando você é simples assim. Mas, absurdamente, a maioria das pessoas pensa o oposto disso.

Elas acham que o sucesso consome tempo, e é complicado. Então suas agendas estão sempre explodindo. Por isso, o sucesso lhes parece impossível. Aí elas passam a se contentar com cada vez menos.

No entanto, ninguém tem tempo e energia em quantidade ilimitada. Perder tempo e energia é desperdício – há quem diga ser uma forma de suicídio.

A matemática do sucesso é diferente da lógica. Se você quiser somar, terá que subtrair, ou seja,  fazer menos coisas, porém, efetivamente.

O sucesso vem quando se faz poucas coisas da melhor forma possível. Quem tenta fazer demais, ainda que aparentemente funcione, acaba com prazos não cumpridos, resultados decepcionantes, estresse, tédio, menos sono, má alimentação, nada de exercício físico e zero momentos com a família.  Vale a pena?

Deixe tudo o mais simples possível. Foque em uma coisa só. E faça o melhor que pode.

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PLANEJAR, SIM, MAS ENTENDER COMO AS COISAS ACONTECEM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ouvi um diretor dizer: “Estamos indo nesta direção porque é para lá que planejamos ir.”

O lado bom de um planejamento é a tentativa de orientar o futuro a partir do passado. O problema é que isto reduz o campo de visão. Consegue entender?

Quando você se restringe demais ao planejamento, não dá espaço para a improvisação. E ainda que em nível muito baixo é preciso TER e DAR espaço para algum improviso porque oportunidades inesperadas sempre aparecem.

É certo que quem planeja, tem futuro, e quem não planeja, tem destino. É importante pensar no futuro e contemplar formas de enfrentar os obstáculos que virão pela frente. Mas depois de ter visto tantas situações, preciso dizer: não se submeta à ilusão de levar os planos fanaticamente a sério, de modo a nada fazer além do que foi previsto.

E tem mais. Redigir um planejamento extenso é a maneira mais garantida de nunca mais voltar a olhar para ele. Planos com muitas páginas acabam esquecidos em alguma gaveta.

Não pretenda ser adivinho. Decida o que vai realizar esta semana, este mês, nos próximos dois ou três meses....  mas não este ano todo.

Descubra qual é a próxima coisa mais importante a fazer. E faça. Tome decisões antes de implantar algo, mas não com muita antecedência. Os cenários mudam e com eles, somos obrigados a adaptar os nossos planos.

Trabalhar sem planejamento é, de fato, assustador.  Mas seguir cegamente um plano sem constante alinhamento à realidade é pior. Talvez um terror.

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POR QUE DEIXAR DE FAZER ALGUMAS TAREFAS AUMENTA A PRODUTIVIDADE PESSOAL?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Alguns clientes meus confessam não conseguir administrar bem as atividades centrais de suas vidas e negócios.  Eles sentem haver tempo improdutivo demais.

Eu menciono a eles um importante princípio do planejamento: “Você pode ter o que quiser, mas jamais ter tudo ao mesmo tempo.”

Para ser capaz de dedicar a maior parte do seu tempo aos projetos e atividades que aprecia, você deve saber abandonar, com determinação, várias outras atividades.

Uma excelente maneira de parar de perder tempo com distrações é elaborar uma “lista de coisas para deixar de fazer”. Ela é melhor que  a típica “lista de afazeres”, porque ajuda a  enxergar o que está nos puxando para baixo.

Esta nada popular “lista de coisas para deixar de fazer” é exatamente o que o nome sugere: uma lista das coisas que você simplesmente não quer mais fazer por ter visto que lança o seu tempo no ralo sem nada produzir de bom ou útil.

Antes de tudo, coloque nela as tarefas estéreis e que drenam a sua energia. Procure bem e você encontrará  três ou cinco coisas que você atualmente faz e que, além de tomar tempo, o desviam de tarefas mais importantes. Depois destas, a sua visão ficará mais seletiva e observará outras.

Quando elaborei a minha primeira “lista de coisas para deixar de fazer”, percebi que gastava cerca de  cinco horas por semana em coisas que não traziam resultado e não adicionavam valor algum. Foi ótimo.

Apesar de a vida ser repleta de itens que não gostamos de fazer, muitos deles podem simplesmente deixar de ser feitos sem grandes repercussões ou arrependimento.

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TENHA OUSADIA PARA REALIZAR GRANDEZAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

“Alguém tem alguma sugestão?”

Quem já não ouviu isso durante uma reunião? O dirigente – ou moderador –  está falando sério.  Ele realmente quer saber se o grupo tem alguma ideia nova ou insight para compartilhar.

E a resposta? Quase em 100% dos casos: silêncio, troca de olhares, mãos mexendo nos papéis e, ainda assim, silêncio!

Eu observo isso em muitos lugares. Em todos os casos, pensei: “Toda essa gente respeitada, com excelente formação, cargos e altos salários, e ninguém disposto a contribuir de alguma maneira?! Duvido que não saibam!”

No entanto,  quando o dirigente da reunião conquista ao menos um pouco de confiança, alguém se manifesta. E após este "alguém",  os demais acabarão se pronunciando até que, finalmente, a sala estará cheia de uma energia geralmente positiva e percebida por todos. 

Sabe o que se passou aí? Todos tiveram a chance de ser humanos, de quebrar o silêncio e compartilhar ideias e visões. O resultado será muito superior.

De repente, todos os participantes se tornaram capazes de ver, analisar e de resolver as coisas. Sim, porque todos são capazes de ter paixão. Todos podem se importar o bastante para fazer alguma proposta, desde que joguem fora o freio ou a auto-censura que os mantém em um nível  de baixa cooperação.

Por que ninguém se manifestou antes? Por que aquele silêncio mortal?

É óbvio que o dirigente pode despertar o entusiasmo e o desejo de cooperação através do desenvolvimento daquela “confiança” a que me referi acima. No entanto, eu lhe aconselho a  tomar consciência definitiva de um fato: você pode fazer a diferença. Você pode ser ousado(a) e mudar o estado das coisas muito mais do que está disposto(a) a admitir. Você é capaz de pensar, sugerir, participar, colaborar e, por fim, fazer arte – com educação, respeito e  contentamento pessoal.

Então ouse ... e realize!

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VOCÊ ACHA SIMPLES APRENDER COM OS ERROS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Aprender com os erros é uma sabedoria indiscutível.  Na maioria das empresas que conheço, os gestores querem francamente ajudar a organização a aprender com os erros a fim de se ter um desempenho cada vez melhor. Mas por que quase nunca funciona?

Os executivos com quem falei acham que aprender com o erro é simples: basta pedir aos outros que refletitam sobre o que fizeram de errado e exortá-los a evitar erros semelhantes no futuro. Pode-se ainda analisá-lo, redigir um relatório sobre o ocorrido e, em seguida, distribuí-lo por toda a empresa.

Mas esse algoritmo não funciona. Por quê?

Primeiro, porque aprender com um erro organizacional é tudo, menos simples, já que as empresas mal conseguem detectar os erros que ocorrem. E se elas nem os detectam, que dirá analisá-los ou descobrir suas causas a fim de se chegar à correta aprendizagem!?!

O segundo motivo é que na maioria das famílias, organizações e culturas, o erro e a culpa são duas situações que andam juntas.  A certa altura, toda criança descobre que admitir um erro significa pagar por ele. É por isso que tão poucas organizações migraram para uma cultura de segurança psicológica em que seja possível colher o benefício de aprender com o erro. Ao mesmo tempo em que se deseja aprender com os erros, aquele que errou tem de pagar pelo que fez. Isto gera evasão, fuga ou mesmo a famosa “operação abafa” para que o chefe não saiba.

Portanto, a oportunidade encontra-se na coragem. Refiro-me a coragem para encarar as nossas falhas e as dos outros. Isto é crucial.

Como fazer isto?

O gestor deve pedir ao pessoal que seja corajoso e “abra o jogo” — e não reagir com fúria ou reprovação àquilo que, à primeira vista, pode parecer incompetência.  Aquele que criar atmosfera de diálogo, detectar, corrigir e gerar aprendizagem real com o erro antes dos demais irá triunfar. Já, quem ficar chafurdando na lama da culpa, jamais colherá benefício algum e será enganado a vida toda! 

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O FUTURO DA PROFISSÃO DE ADVOGADO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu  estou convencido de que a maioria dos advogados opta pelo exercício da advocacia com o mais nobre dos ideais, com amor pela justiça e pelo estado de direito, com desejo de prosperar financeiramente e proporcionar uma vida plena de oportunidades para si mesmos e suas famílias, além de um desejo sincero de servir à humanidade.

Muitos obtêm sucesso ao trabalhar ancorados nesses ideais e desfrutam de carreiras notáveis. Muitos socorrem e apresentm soluções criativas para os clientes.

No entanto, à medida que jovens advogados são sugados pelas turbulências do escritório, da sociedade e das disputas com a parte adversária, muitos se desconectam destes ideais. Eles separam sua vida profissional de sua vida privada e, muitas vezes, se sentem emocional, mental e espiritualmente vazios.

Eu acredito na transformação destas e outras situações negativas da profissão do advogado pela “resolução alternativa de litígios” em que pessoas se reúnem com um mediador ou um árbitro, em vez de irem aos tribunais.

Estes mediadores estão mais interessados em como resolver o problema do que em quem ganha ou quem perde. Eles também trabalham para preservar o relacionamento entre as partes.

Um mediador habilidoso pode transformar um divórcio difícil em um arranjo possível, a partir do qual as partes possam seguir com suas vidas e cooperar quanto à guarda dos filhos, à partilha de bens e assim por diante.

Minha sugestão aos interessados neste tema é que leiam sobre os trabalhos de Mahatma Ganhi, um dos maiores mediadores em grandes causas da História.

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EFICIÊNCIA: NÃO JOGUE NA LOTERIA

ABRAHAM SHAPRO para o Portal Profissão Atitude

Um gerente eficiente é “aquele que faz certo as coisas que têm de ser feitas”. Não é difícil.  Exige dedicação. E esforço.

Nas empresas, muitos funcionários desejam ser eficientes e acreditam que serão. Mas muitas vezes eles se deparam com um problema: a falta de clareza de seus gerentes sobre o papel que têm de cumprir.

Quando perguntamos ao funcionário o que é que ele faz e repetimos a mesma pergunta a seu chefe, não raramente conseguimos duas diferentes listas de encargos. Em muitos casos, o fato do colaborador pensar o mesmo que o chefe é mera coincidência. Por isso é comum que o funcionário se meta em enrascadas.   Ele não faz ideia clara e objetiva tanto de suas reais obrigações quanto dos resultados que deve alcançar.  Então ele supõe e age por esta suposição.

O efeito é desastroso.

Mas pensemos o contrário. Quanto se poderia conseguir investindo o devido tempo em esclarecer o que se espera do empregado? Quanta eficiência se obteria disso? E também produtividade.

Fala-se tanto em atendimento para a satisfação do cliente! Mas como conseguir sem que, antes, o colaborador saiba o que é este atendimento, o que fazer, como e quando fazer? E no momento em que souber, as chances de desempenhá-lo serão grandes, porque pessoas normais querem atingir resultados por aquilo que fazem.

Não é mágica. É só  entender que se o funcionário não receber instruções, ele fará qualquer coisa que achar certo. Aí, caro leitor, se você tiver sorte de que ele faça exatamente o que se espera dele, melhor seria jogar na loteria.

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FRASES MEMORÁVEIS DE GERENTES TONTOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Os gerentes de empresas sa~o, em geral, uma ótima fonte de citac¸o~es memora´veis. Eu destaco algumas que tenho ouvido nas minhas consultorias.
 
- “A partir de amanha~, os funciona´rios so´ podera~o ter acesso ao pre´dio usando o cracha´ individual de seguranc¸a. As fotos sera~o tiradas na pro´xima quarta-feira, e cada funcionário receberá sua identificac¸ão dentro de duas semanas.”
 
Incrível, não? 
 
Outra:
 
- “O que eu preciso e´ de uma lista dos problemas desconhecidos que temos de enfrentar.”
 
E que tal esta: 
 
- “E-mails na~o devem ser usados para transmitir informac¸o~es ou dados. Devem ser usados apenas para os nego´cios da empresa.”
 
Tenho uma espetacular.  Aqui vai: 
 
- “Este projeto e´ ta~o importante que na~o podemos deixar que coisas mais importantes o atrapalhem.”
 
E finalmente: 
 
- “Sabemos que ha´ um problema de comunicac¸a~o, mas a empresa na~o vai discutir isso com os funciona´rios.”
 
E sabe o é pior?  Muitos dos que verbalizam incoerências como estas – ou até piores –, acham-se as criaturas mais importantes e insubstituíveis do planeta. 
 
Um pouco só de humildade já lhes faria bem demais e salvaria suas empresas. 
 
 

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DETALHES QUE FAZEM DIFERENÇA REAL EM QUALQUER NEGÓCIO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Na Era Digital em que vivemos, todos falam tanto em inovações, ferramentas tecnológicas de comunicação, que é quase obsessão investir nestes recursos e estar a par de tudo o que aparece por aí.

Eu, por minha vez, preocupo-me com detalhes – tanto na vida quanto no trabalho junto aos meus clientes nas consultorias que presto. E é desde a ótica destes detalhes que eu observei algo imperceptível à visão de grande parte das pessoas e que revelarei aqui e agora.

Sabe o que mais faz diferença no dia a dia dos negócios de hoje? São as atitudes mais simples e, por isso, desvalorizadas. Sim, quase ninguém lhes dá valor devido à falta de foco que as ferramentas e recursos tecnológicos causam.

Um exemplo? Dar retorno telefônico antes de ir direto à resposta de um e-mail cujo assunto é delicado. Até porque as pessoas, em geral, não sabem plenamente como se expressar por escrito – uma falha terrível. Esta deficiência amplifica as chances de conflitos e desentendimentos quando se utilizam somente emails ou Whatsapp.

Outra atitude importante é chamar as pessoas pelo nome e lembrar-se nos próximos contatos.

Mais uma? Cumprir prazos.  Apesar de todos os avanços, o primeiro quesito para o bom atendimento continua sendo “agilidade”. Então, atender uma solicitação ou pedido em tempo ou antes do combinado é excepcionalmente positivo.

Você e eu temos todo o direito e talvez até obrigação de utilizar recursos de ponta para fazer a nossa empresa destacar-se no mercado. Mas é um dever recordarmos sempre dos princípios de boa educação, ética e consideração aos nossos clientes, porque no frigir dos ovos, isso é o que fará diferença na continuidade dos nossos negócios.

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PARE DE CHUTAR E SEJA CONSISTENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

- “Muitos clientes estão reclamando.” – diz a gerente de controle de qualidade na  reunião de diretoria.

E o diretor lhe pergunta:

- “Muitos? Quantos?”

E a gerente não faz a menor ideia.  

Foi vergonhoso para ela!

Existe na gente uma tendência natural de elevar as situações negativas ao extremo, ao cume da montanha.  E as positivas também. Daí tornarem-se comuns expressões do tipo: ‘muita gente’,  ‘todo mundo’, ‘nunca mais’, ‘o povo todo’, ‘a cidade inteira’  etc.

Para começar, isto não é verdade.

Para que se possa tomar qualquer atitude, é preciso conhecer parâmetros. E eles são: quanto, quem, onde, quando, ou seja, deve-se precisar a quantidade, a localização e outros pontos para que se tenha noção real do tamanho ou do impacto seja lá do que for.

Você e eu sabemos que todo e qualquer plano de ação requer dados específicos e medidas para que seja construído. Sem saber de onde tem-se que partir e aonde se quer chegar, levando em conta também o máximo de informação sobre o que haverá pela frente,  nada se consegue além de bla, bla bla e boas intenções. E isto não produz resultado nenhum.

Fuja das situações genéricas. Localize o alvo a fim de tentar acertá-lo. Quero dizer: busque a contagem, a dimensão.  E depois, eduque as pessoas à sua volta sobre este bom hábito.

- “Muitos?  Quanto? Todo mundo?  Quem?”

Você estará prestando um excelente serviço à cultura da sua empresa.

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VOCÊ É QUEM REALMENTE É?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Uma das situações mais saudáveis em qualquer empresa é saber aonde se quer chegar. Aliás, não é só saudável, como é também a base de qualquer planejamento.

Por ora, tente, por gentileza,  responder à questão que farei. “Você é o que é? Ou se acha muito mais?”

Na empresa,  existirá um problema grave e difícil de resolver quando alguém – especialmente da alta administração – pensa que a organização encontra-se  em patamar mais elevado do que realmente está, e passa a exigir que todos pensem igual. Isto gera uma dissonância.

É o que ocorre, por exemplo, quando você acredita estar vendo algo e aponta o dedo na direção para que alguém a seu lado também veja, e a pessoa não vendo nada se sente mal pela sua  insistência em que a coisa está lá. Ela pode acabar achando ser uma alucinação sua e até concorde “de boca para fora” só para lhe agradar.

Na empresa este problema causa estragos. Aquele diretor não conseguirá pôr as pessoas na mesma página porque acredita em algo que ninguém mais crê. E se as pessoas não creem, elas se sentem enganadas. O atendimento e a qualidade dos serviços ou produtos ficarão comprometidos, a postura dos funcionários em todo o organograma não obedecerá a um padrão e a tendência geral será o caos ou a discordância.

Firme-se na realidade de o que a sua empresa realmente é. E se quiser fazer isto de modo muito bem feito, conheça a ótica do seu cliente, já que é para ele que tudo isso existe.

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COMO CONDUZIR REUNIÕES NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um roteiro racional sobre como conduzir uma reunião de diretrizes na empresa. Sugestão: a frequência poderá ser semanal ou, no máximo, quinzenal. Importante: estabeleça um tempo de duração da reunião para que não se torne enfadonha.

1. Abertura:  Um tema concernente ao momento poderá ser colocado em pauta. É conveniente que o dirigente faça as considerações de abertura em função de sua visão pessoal ou de um direcionamento que deseje dar ao grupo, como um todo, relacionado às principais pautas da reunião em curso.

2. Chamada das pendências: É o espaço da reunião no qual será feita a chamada de todas as pendências que foram estabelecidas como alvos a serem atingidos na última reunião. É preciso que a condução deste momento seja muito organizada a fim de se evitar confusões, discussões desnecessárias ou exposição de vaidades.

3. Problemas no cumprimento das pendências: Os problemas enfrentados por quem assumiu compromisso de tarefas na última reunião são apresentados com o fim de se solicitar orientações, novas idéias e auxílio. Um novo prazo poderá ser solicitado na execução da tarefa e ela torna-se, automaticamente, um novo compromisso.

4. Próximos alvos a serem atingidos: As ações a serem estabelecidas na próxima semana são discutidas, os prazos são fixados e todas as considerações dos colaboradores envolvidos são feitas.

5. Possíveis obstáculos: Haverá algum obstáculo previsível ao cumprimento das metas da próxima semana? É o momento para se exercitar a proatividade e não o medo ou a reclamação. Há também, neste espaço, a possibilidade de negociação.

6. Diretrizes e encorajamento:  O dirigente emite as diretrizes em relação a tudo o que foi tratado e encoraja (motiva) os participantes a enfrentarem seus  objetivos.

7. Final: O dirigente utiliza este momento para agradecimentos, reconhecimentos públicos, motivação e fortalecimento à equipe.


LEMBRETES IMPORTANTES

- Se possível, redija uma  ata da reunião. Ela é um compromisso de todos por escrito. Evitará sérios problemas de lembrança amanhã.

- A finalidade da reunião é aumentar a eficiência de cada um, por isso, o papel do Dirigente é esclarecer dúvidas que pairem sobre as responsabilidades de cada um perante as tarefas a serem desempenhadas e comunicar segurança.

- Pessoas que se sentem bem consigo mesmas produzem bons resultados.

- Produtividade é mais do que apenas quantidade de trabalho realizado. É também qualidade.

- Ser didático ao máximo em relação a qualquer nova ideia. Uma vez entendida, não é necessário repetir.

- Evitar longas falas. Ser objetivo e conciso.

 

 

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O COMPRADOR MENTIROSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Meu amigo vendedor chegou ao comprador de uma empresa e ofereceu seus produtos. O comprador disse que os produtos atendem, e que havia uma perspectiva de negócios dentro de sessenta dias. Poucos dias antes que o prazo se cumprisse, o vendedor voltou àquela empresa. Desta vez, no entanto, o comprador declarou já ter fechado negócio com o concorrente duas semanas antes daquela data. Ou seja: tudo o que disse na primeira visita era mentira e o vendedor só perdeu tempo.

Eu pergunto qual teria sido o problema dele ter dito da primeira vez: “Muito obrigado pela oferta, mas eu tenho preferência por outra marca” ???

Por que mentir?  Para parecer-se bonzinho? Ou é falta de coragem de enfrentar a realidade?

Se o comprador expusesse os motivos pelos quais não queria os produtos da empresa deste vendedor, teria sido honesto, ético e somaria valor a seu perfil profissional e à empresa em que trabalha.

A vida é uma sucessão de fatos – acho que todos já perceberam isso. Você nunca sabe quem irá cruzar o seu caminho e muito menos quem irá reencontrar. Portanto, é importante tratar  bem todo mundo. 

Amanhã aquele comprador mentiroso poderá precisar da referência do vendedor para conquistar, digamos, uma nova vaga de emprego. O que você acha que o vendedor dirá sobre ele? Com toda certeza do mundo dirá a verdade. E a verdade é que o tal comprador não passa de um mentiroso descarado.

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COMO AZARAR A VIDA DO FUNCIONÁRIO COM UM FEEDBACK

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Se você ignora uma criança, ela chamará a sua atenção de leve.   Caso ela não consiga seu intento, então fará barulho, vai chorar ou gritar.

Com adultos também é assim. Um prisioneiro confinado na solitária é capaz de qualquer coisa para sair dali, incluindo melhorar seu comportamento por um tempo,  só para evitar a situação com pouca ou nenhuma interação com outros.

Na administração, um recurso importante no relacionamento construtivo chama-se “feedback”.  É a ferramenta que permite a uma pessoa conhecer como seus superiores avaliam seu desempenho e conduta com o objetivo de reorientar ou estimular comportamentos mais adequados dali em diante.

Dar feedback não é gentileza, é necessidade. Por isso algumas empresas instituem o feedback periódico do gestor a seus subordinados – o que requer acompanhamento e entendimento real de todas as situações que se passam com os membros de sua equipe, o que nem sempre acontece.

Chega a data do feedback. Lá vai este “gerentão banana” abrir  a boca para falar aleatoriedades e platitudes – coisas que acabam por prejudicar o desempenho do subordinado em vez de fortalecê-lo. E cá entre nós, é imenso o número de gerentes incompetentes e tolos que, por estarem a um passo de ser vistos como tais, fazem o que fazem somente para justificar seu cargo e salário.

Sim, os estragos que estes imbecis podem causar por falar besteiras em seus feedbacks são bem piores do que feedback nenhum.

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COMO ACABAR COM AS PANELINHAS DE FUNCIONÁRIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Funcionários passam muitas horas trabalhando juntos nas empresas. Seus relacionamentos tendem a virar amizades. Parece normal. Não é. Amizade no trabalho merece tanto cuidado quanto manejar explosivos.

Empresa é lugar para se ter colegas, não amigos. Amizade pode converter-se em cumplicidade, quando não em “rabo preso” – situação em que um indivíduo deve favor a outro e não tem como denunciá-lo por causa justa.

Já vi de tudo na vida de consultor empresarial. Vi diretores protegerem gerentes. Vi gerentes acobertarem supervisores. E essas histórias horrorosas  só aconteceram devido ao excesso de sentimentalismo com que o dono tratava os funcionários. Ninguém se empenhava em cumprir os processos que resultavam em lucro. Mas para criar “panelinhas” ou feudos pessoais, essa gente era perita. 

Quando chefes saem com subordinados para a cervejinha pós-expediente e permitem regalias, mostram ser gente que devia pensar melhor sobre a seriedade que seu cargo requer. Atitudes como esta tendem a  virar confusão na cabeça dos subordinados.

Eu o aconselho a mudar o incentivo à amizade na sua empresa. Motive o coleguismo e a cooperação em função da missão, visão e valores. Deixe claro a todos quais sejam seus papéis.  E que os gestores saibam como inspirar respeito nos subordinados já que o gestor que aprende sempre e se cuida, sabe se comportar. E comportamento bom e adequado é 99% do valor real de qualquer ambiente.

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POR QUE GRANDES MUDANÇAS NÃO TÊM ÊXITO NAS EMPRESAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Presidentes das 500 melhores e maiores empresas brasileiras confessaram que a grande parte dos casos de mudanças revolucionárias implantadas em suas companhias não atingiu o resultado esperado. 

Segundo o depoimento de 64% deles, as grandes mudanças agitam muito o ambiente e submetem as pessoas a pressões emocionais desnecessárias. Benefício, que é bom, dificilmente vem!

A pergunta cabível aqui é “Por que isso ocorre?”

Fácil e simples responder. Inúmeros programas de mudança buscam respostas prontas para questões e situações mal formuladas ou superficialmente analisadas.   Seus promotores querem provocar transformações positivas, sim. Mas não sabem bem o que mudar, porque tais situações requereriam longo tempo e energia para se chegar ao diagnóstico correto que determinasse onde pisar e como fazê-lo. Ou seja, aqui também estamos diante do típico caso em que a pressa é inimiga da perfeição.

Assim, o mundo corporativo converteu-se num ambiente viciado em mudanças.  Elas consomem recursos volumosos e, não raro geram alto nível de estresse nas pessoas vez que, antes mesmo da consolidação do programa atualmente em curso, novas propostas são louvadas e implantadas.

Mudar por mudar? Que valor há nisso? O melhor é tirar proveito máximo daquilo que se tem de bom; espremer a laranja para obter todo o sumo. 

Existem apenas duas atividades que jamais se deveria interromper em qualquer organização. A primeira é “conhecer o cliente a fim de fazer o melhor em atendimento à necessidade que a empresa se propõe satisfazer”; e a segunda: “trabalhar duramente para engajar todos os colaboradores na missão, visão e valores da empresa”.  O que passar disso merece cautela.

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