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TENHA OUSADIA PARA REALIZAR GRANDEZAS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

“Alguém tem alguma sugestão?”

Quem já não ouviu isso durante uma reunião? O dirigente – ou moderador –  está falando sério.  Ele realmente quer saber se o grupo tem alguma ideia nova ou insight para compartilhar.

E a resposta? Quase em 100% dos casos: silêncio, troca de olhares, mãos mexendo nos papéis e, ainda assim, silêncio!

Eu observo isso em muitos lugares. Em todos os casos, pensei: “Toda essa gente respeitada, com excelente formação, cargos e altos salários, e ninguém disposto a contribuir de alguma maneira?! Duvido que não saibam!”

No entanto,  quando o dirigente da reunião conquista ao menos um pouco de confiança, alguém se manifesta. E após este "alguém",  os demais acabarão se pronunciando até que, finalmente, a sala estará cheia de uma energia geralmente positiva e percebida por todos. 

Sabe o que se passou aí? Todos tiveram a chance de ser humanos, de quebrar o silêncio e compartilhar ideias e visões. O resultado será muito superior.

De repente, todos os participantes se tornaram capazes de ver, analisar e de resolver as coisas. Sim, porque todos são capazes de ter paixão. Todos podem se importar o bastante para fazer alguma proposta, desde que joguem fora o freio ou a auto-censura que os mantém em um nível  de baixa cooperação.

Por que ninguém se manifestou antes? Por que aquele silêncio mortal?

É óbvio que o dirigente pode despertar o entusiasmo e o desejo de cooperação através do desenvolvimento daquela “confiança” a que me referi acima. No entanto, eu lhe aconselho a  tomar consciência definitiva de um fato: você pode fazer a diferença. Você pode ser ousado(a) e mudar o estado das coisas muito mais do que está disposto(a) a admitir. Você é capaz de pensar, sugerir, participar, colaborar e, por fim, fazer arte – com educação, respeito e  contentamento pessoal.

Então ouse ... e realize!

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VOCÊ ACHA SIMPLES APRENDER COM OS ERROS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Aprender com os erros é uma sabedoria indiscutível.  Na maioria das empresas que conheço, os gestores querem francamente ajudar a organização a aprender com os erros a fim de se ter um desempenho cada vez melhor. Mas por que quase nunca funciona?

Os executivos com quem falei acham que aprender com o erro é simples: basta pedir aos outros que refletitam sobre o que fizeram de errado e exortá-los a evitar erros semelhantes no futuro. Pode-se ainda analisá-lo, redigir um relatório sobre o ocorrido e, em seguida, distribuí-lo por toda a empresa.

Mas esse algoritmo não funciona. Por quê?

Primeiro, porque aprender com um erro organizacional é tudo, menos simples, já que as empresas mal conseguem detectar os erros que ocorrem. E se elas nem os detectam, que dirá analisá-los ou descobrir suas causas a fim de se chegar à correta aprendizagem!?!

O segundo motivo é que na maioria das famílias, organizações e culturas, o erro e a culpa são duas situações que andam juntas.  A certa altura, toda criança descobre que admitir um erro significa pagar por ele. É por isso que tão poucas organizações migraram para uma cultura de segurança psicológica em que seja possível colher o benefício de aprender com o erro. Ao mesmo tempo em que se deseja aprender com os erros, aquele que errou tem de pagar pelo que fez. Isto gera evasão, fuga ou mesmo a famosa “operação abafa” para que o chefe não saiba.

Portanto, a oportunidade encontra-se na coragem. Refiro-me a coragem para encarar as nossas falhas e as dos outros. Isto é crucial.

Como fazer isto?

O gestor deve pedir ao pessoal que seja corajoso e “abra o jogo” — e não reagir com fúria ou reprovação àquilo que, à primeira vista, pode parecer incompetência.  Aquele que criar atmosfera de diálogo, detectar, corrigir e gerar aprendizagem real com o erro antes dos demais irá triunfar. Já, quem ficar chafurdando na lama da culpa, jamais colherá benefício algum e será enganado a vida toda! 

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O FUTURO DA PROFISSÃO DE ADVOGADO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu  estou convencido de que a maioria dos advogados opta pelo exercício da advocacia com o mais nobre dos ideais, com amor pela justiça e pelo estado de direito, com desejo de prosperar financeiramente e proporcionar uma vida plena de oportunidades para si mesmos e suas famílias, além de um desejo sincero de servir à humanidade.

Muitos obtêm sucesso ao trabalhar ancorados nesses ideais e desfrutam de carreiras notáveis. Muitos socorrem e apresentm soluções criativas para os clientes.

No entanto, à medida que jovens advogados são sugados pelas turbulências do escritório, da sociedade e das disputas com a parte adversária, muitos se desconectam destes ideais. Eles separam sua vida profissional de sua vida privada e, muitas vezes, se sentem emocional, mental e espiritualmente vazios.

Eu acredito na transformação destas e outras situações negativas da profissão do advogado pela “resolução alternativa de litígios” em que pessoas se reúnem com um mediador ou um árbitro, em vez de irem aos tribunais.

Estes mediadores estão mais interessados em como resolver o problema do que em quem ganha ou quem perde. Eles também trabalham para preservar o relacionamento entre as partes.

Um mediador habilidoso pode transformar um divórcio difícil em um arranjo possível, a partir do qual as partes possam seguir com suas vidas e cooperar quanto à guarda dos filhos, à partilha de bens e assim por diante.

Minha sugestão aos interessados neste tema é que leiam sobre os trabalhos de Mahatma Ganhi, um dos maiores mediadores em grandes causas da História.

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EFICIÊNCIA: NÃO JOGUE NA LOTERIA

ABRAHAM SHAPRO para o Portal Profissão Atitude

Um gerente eficiente é “aquele que faz certo as coisas que têm de ser feitas”. Não é difícil.  Exige dedicação. E esforço.

Nas empresas, muitos funcionários desejam ser eficientes e acreditam que serão. Mas muitas vezes eles se deparam com um problema: a falta de clareza de seus gerentes sobre o papel que têm de cumprir.

Quando perguntamos ao funcionário o que é que ele faz e repetimos a mesma pergunta a seu chefe, não raramente conseguimos duas diferentes listas de encargos. Em muitos casos, o fato do colaborador pensar o mesmo que o chefe é mera coincidência. Por isso é comum que o funcionário se meta em enrascadas.   Ele não faz ideia clara e objetiva tanto de suas reais obrigações quanto dos resultados que deve alcançar.  Então ele supõe e age por esta suposição.

O efeito é desastroso.

Mas pensemos o contrário. Quanto se poderia conseguir investindo o devido tempo em esclarecer o que se espera do empregado? Quanta eficiência se obteria disso? E também produtividade.

Fala-se tanto em atendimento para a satisfação do cliente! Mas como conseguir sem que, antes, o colaborador saiba o que é este atendimento, o que fazer, como e quando fazer? E no momento em que souber, as chances de desempenhá-lo serão grandes, porque pessoas normais querem atingir resultados por aquilo que fazem.

Não é mágica. É só  entender que se o funcionário não receber instruções, ele fará qualquer coisa que achar certo. Aí, caro leitor, se você tiver sorte de que ele faça exatamente o que se espera dele, melhor seria jogar na loteria.

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FRASES MEMORÁVEIS DE GERENTES TONTOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Os gerentes de empresas sa~o, em geral, uma ótima fonte de citac¸o~es memora´veis. Eu destaco algumas que tenho ouvido nas minhas consultorias.
 
- “A partir de amanha~, os funciona´rios so´ podera~o ter acesso ao pre´dio usando o cracha´ individual de seguranc¸a. As fotos sera~o tiradas na pro´xima quarta-feira, e cada funcionário receberá sua identificac¸ão dentro de duas semanas.”
 
Incrível, não? 
 
Outra:
 
- “O que eu preciso e´ de uma lista dos problemas desconhecidos que temos de enfrentar.”
 
E que tal esta: 
 
- “E-mails na~o devem ser usados para transmitir informac¸o~es ou dados. Devem ser usados apenas para os nego´cios da empresa.”
 
Tenho uma espetacular.  Aqui vai: 
 
- “Este projeto e´ ta~o importante que na~o podemos deixar que coisas mais importantes o atrapalhem.”
 
E finalmente: 
 
- “Sabemos que ha´ um problema de comunicac¸a~o, mas a empresa na~o vai discutir isso com os funciona´rios.”
 
E sabe o é pior?  Muitos dos que verbalizam incoerências como estas – ou até piores –, acham-se as criaturas mais importantes e insubstituíveis do planeta. 
 
Um pouco só de humildade já lhes faria bem demais e salvaria suas empresas. 
 
 

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DETALHES QUE FAZEM DIFERENÇA REAL EM QUALQUER NEGÓCIO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Na Era Digital em que vivemos, todos falam tanto em inovações, ferramentas tecnológicas de comunicação, que é quase obsessão investir nestes recursos e estar a par de tudo o que aparece por aí.

Eu, por minha vez, preocupo-me com detalhes – tanto na vida quanto no trabalho junto aos meus clientes nas consultorias que presto. E é desde a ótica destes detalhes que eu observei algo imperceptível à visão de grande parte das pessoas e que revelarei aqui e agora.

Sabe o que mais faz diferença no dia a dia dos negócios de hoje? São as atitudes mais simples e, por isso, desvalorizadas. Sim, quase ninguém lhes dá valor devido à falta de foco que as ferramentas e recursos tecnológicos causam.

Um exemplo? Dar retorno telefônico antes de ir direto à resposta de um e-mail cujo assunto é delicado. Até porque as pessoas, em geral, não sabem plenamente como se expressar por escrito – uma falha terrível. Esta deficiência amplifica as chances de conflitos e desentendimentos quando se utilizam somente emails ou Whatsapp.

Outra atitude importante é chamar as pessoas pelo nome e lembrar-se nos próximos contatos.

Mais uma? Cumprir prazos.  Apesar de todos os avanços, o primeiro quesito para o bom atendimento continua sendo “agilidade”. Então, atender uma solicitação ou pedido em tempo ou antes do combinado é excepcionalmente positivo.

Você e eu temos todo o direito e talvez até obrigação de utilizar recursos de ponta para fazer a nossa empresa destacar-se no mercado. Mas é um dever recordarmos sempre dos princípios de boa educação, ética e consideração aos nossos clientes, porque no frigir dos ovos, isso é o que fará diferença na continuidade dos nossos negócios.

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PARE DE CHUTAR E SEJA CONSISTENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

- “Muitos clientes estão reclamando.” – diz a gerente de controle de qualidade na  reunião de diretoria.

E o diretor lhe pergunta:

- “Muitos? Quantos?”

E a gerente não faz a menor ideia.  

Foi vergonhoso para ela!

Existe na gente uma tendência natural de elevar as situações negativas ao extremo, ao cume da montanha.  E as positivas também. Daí tornarem-se comuns expressões do tipo: ‘muita gente’,  ‘todo mundo’, ‘nunca mais’, ‘o povo todo’, ‘a cidade inteira’  etc.

Para começar, isto não é verdade.

Para que se possa tomar qualquer atitude, é preciso conhecer parâmetros. E eles são: quanto, quem, onde, quando, ou seja, deve-se precisar a quantidade, a localização e outros pontos para que se tenha noção real do tamanho ou do impacto seja lá do que for.

Você e eu sabemos que todo e qualquer plano de ação requer dados específicos e medidas para que seja construído. Sem saber de onde tem-se que partir e aonde se quer chegar, levando em conta também o máximo de informação sobre o que haverá pela frente,  nada se consegue além de bla, bla bla e boas intenções. E isto não produz resultado nenhum.

Fuja das situações genéricas. Localize o alvo a fim de tentar acertá-lo. Quero dizer: busque a contagem, a dimensão.  E depois, eduque as pessoas à sua volta sobre este bom hábito.

- “Muitos?  Quanto? Todo mundo?  Quem?”

Você estará prestando um excelente serviço à cultura da sua empresa.

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VOCÊ É QUEM REALMENTE É?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Uma das situações mais saudáveis em qualquer empresa é saber aonde se quer chegar. Aliás, não é só saudável, como é também a base de qualquer planejamento.

Por ora, tente, por gentileza,  responder à questão que farei. “Você é o que é? Ou se acha muito mais?”

Na empresa,  existirá um problema grave e difícil de resolver quando alguém – especialmente da alta administração – pensa que a organização encontra-se  em patamar mais elevado do que realmente está, e passa a exigir que todos pensem igual. Isto gera uma dissonância.

É o que ocorre, por exemplo, quando você acredita estar vendo algo e aponta o dedo na direção para que alguém a seu lado também veja, e a pessoa não vendo nada se sente mal pela sua  insistência em que a coisa está lá. Ela pode acabar achando ser uma alucinação sua e até concorde “de boca para fora” só para lhe agradar.

Na empresa este problema causa estragos. Aquele diretor não conseguirá pôr as pessoas na mesma página porque acredita em algo que ninguém mais crê. E se as pessoas não creem, elas se sentem enganadas. O atendimento e a qualidade dos serviços ou produtos ficarão comprometidos, a postura dos funcionários em todo o organograma não obedecerá a um padrão e a tendência geral será o caos ou a discordância.

Firme-se na realidade de o que a sua empresa realmente é. E se quiser fazer isto de modo muito bem feito, conheça a ótica do seu cliente, já que é para ele que tudo isso existe.

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COMO CONDUZIR REUNIÕES NA EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um roteiro racional sobre como conduzir uma reunião de diretrizes na empresa. Sugestão: a frequência poderá ser semanal ou, no máximo, quinzenal. Importante: estabeleça um tempo de duração da reunião para que não se torne enfadonha.

1. Abertura:  Um tema concernente ao momento poderá ser colocado em pauta. É conveniente que o dirigente faça as considerações de abertura em função de sua visão pessoal ou de um direcionamento que deseje dar ao grupo, como um todo, relacionado às principais pautas da reunião em curso.

2. Chamada das pendências: É o espaço da reunião no qual será feita a chamada de todas as pendências que foram estabelecidas como alvos a serem atingidos na última reunião. É preciso que a condução deste momento seja muito organizada a fim de se evitar confusões, discussões desnecessárias ou exposição de vaidades.

3. Problemas no cumprimento das pendências: Os problemas enfrentados por quem assumiu compromisso de tarefas na última reunião são apresentados com o fim de se solicitar orientações, novas idéias e auxílio. Um novo prazo poderá ser solicitado na execução da tarefa e ela torna-se, automaticamente, um novo compromisso.

4. Próximos alvos a serem atingidos: As ações a serem estabelecidas na próxima semana são discutidas, os prazos são fixados e todas as considerações dos colaboradores envolvidos são feitas.

5. Possíveis obstáculos: Haverá algum obstáculo previsível ao cumprimento das metas da próxima semana? É o momento para se exercitar a proatividade e não o medo ou a reclamação. Há também, neste espaço, a possibilidade de negociação.

6. Diretrizes e encorajamento:  O dirigente emite as diretrizes em relação a tudo o que foi tratado e encoraja (motiva) os participantes a enfrentarem seus  objetivos.

7. Final: O dirigente utiliza este momento para agradecimentos, reconhecimentos públicos, motivação e fortalecimento à equipe.


LEMBRETES IMPORTANTES

- Se possível, redija uma  ata da reunião. Ela é um compromisso de todos por escrito. Evitará sérios problemas de lembrança amanhã.

- A finalidade da reunião é aumentar a eficiência de cada um, por isso, o papel do Dirigente é esclarecer dúvidas que pairem sobre as responsabilidades de cada um perante as tarefas a serem desempenhadas e comunicar segurança.

- Pessoas que se sentem bem consigo mesmas produzem bons resultados.

- Produtividade é mais do que apenas quantidade de trabalho realizado. É também qualidade.

- Ser didático ao máximo em relação a qualquer nova ideia. Uma vez entendida, não é necessário repetir.

- Evitar longas falas. Ser objetivo e conciso.

 

 

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O COMPRADOR MENTIROSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Meu amigo vendedor chegou ao comprador de uma empresa e ofereceu seus produtos. O comprador disse que os produtos atendem, e que havia uma perspectiva de negócios dentro de sessenta dias. Poucos dias antes que o prazo se cumprisse, o vendedor voltou àquela empresa. Desta vez, no entanto, o comprador declarou já ter fechado negócio com o concorrente duas semanas antes daquela data. Ou seja: tudo o que disse na primeira visita era mentira e o vendedor só perdeu tempo.

Eu pergunto qual teria sido o problema dele ter dito da primeira vez: “Muito obrigado pela oferta, mas eu tenho preferência por outra marca” ???

Por que mentir?  Para parecer-se bonzinho? Ou é falta de coragem de enfrentar a realidade?

Se o comprador expusesse os motivos pelos quais não queria os produtos da empresa deste vendedor, teria sido honesto, ético e somaria valor a seu perfil profissional e à empresa em que trabalha.

A vida é uma sucessão de fatos – acho que todos já perceberam isso. Você nunca sabe quem irá cruzar o seu caminho e muito menos quem irá reencontrar. Portanto, é importante tratar  bem todo mundo. 

Amanhã aquele comprador mentiroso poderá precisar da referência do vendedor para conquistar, digamos, uma nova vaga de emprego. O que você acha que o vendedor dirá sobre ele? Com toda certeza do mundo dirá a verdade. E a verdade é que o tal comprador não passa de um mentiroso descarado.

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COMO AZARAR A VIDA DO FUNCIONÁRIO COM UM FEEDBACK

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Se você ignora uma criança, ela chamará a sua atenção de leve.   Caso ela não consiga seu intento, então fará barulho, vai chorar ou gritar.

Com adultos também é assim. Um prisioneiro confinado na solitária é capaz de qualquer coisa para sair dali, incluindo melhorar seu comportamento por um tempo,  só para evitar a situação com pouca ou nenhuma interação com outros.

Na administração, um recurso importante no relacionamento construtivo chama-se “feedback”.  É a ferramenta que permite a uma pessoa conhecer como seus superiores avaliam seu desempenho e conduta com o objetivo de reorientar ou estimular comportamentos mais adequados dali em diante.

Dar feedback não é gentileza, é necessidade. Por isso algumas empresas instituem o feedback periódico do gestor a seus subordinados – o que requer acompanhamento e entendimento real de todas as situações que se passam com os membros de sua equipe, o que nem sempre acontece.

Chega a data do feedback. Lá vai este “gerentão banana” abrir  a boca para falar aleatoriedades e platitudes – coisas que acabam por prejudicar o desempenho do subordinado em vez de fortalecê-lo. E cá entre nós, é imenso o número de gerentes incompetentes e tolos que, por estarem a um passo de ser vistos como tais, fazem o que fazem somente para justificar seu cargo e salário.

Sim, os estragos que estes imbecis podem causar por falar besteiras em seus feedbacks são bem piores do que feedback nenhum.

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COMO ACABAR COM AS PANELINHAS DE FUNCIONÁRIOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Funcionários passam muitas horas trabalhando juntos nas empresas. Seus relacionamentos tendem a virar amizades. Parece normal. Não é. Amizade no trabalho merece tanto cuidado quanto manejar explosivos.

Empresa é lugar para se ter colegas, não amigos. Amizade pode converter-se em cumplicidade, quando não em “rabo preso” – situação em que um indivíduo deve favor a outro e não tem como denunciá-lo por causa justa.

Já vi de tudo na vida de consultor empresarial. Vi diretores protegerem gerentes. Vi gerentes acobertarem supervisores. E essas histórias horrorosas  só aconteceram devido ao excesso de sentimentalismo com que o dono tratava os funcionários. Ninguém se empenhava em cumprir os processos que resultavam em lucro. Mas para criar “panelinhas” ou feudos pessoais, essa gente era perita. 

Quando chefes saem com subordinados para a cervejinha pós-expediente e permitem regalias, mostram ser gente que devia pensar melhor sobre a seriedade que seu cargo requer. Atitudes como esta tendem a  virar confusão na cabeça dos subordinados.

Eu o aconselho a mudar o incentivo à amizade na sua empresa. Motive o coleguismo e a cooperação em função da missão, visão e valores. Deixe claro a todos quais sejam seus papéis.  E que os gestores saibam como inspirar respeito nos subordinados já que o gestor que aprende sempre e se cuida, sabe se comportar. E comportamento bom e adequado é 99% do valor real de qualquer ambiente.

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POR QUE GRANDES MUDANÇAS NÃO TÊM ÊXITO NAS EMPRESAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Presidentes das 500 melhores e maiores empresas brasileiras confessaram que a grande parte dos casos de mudanças revolucionárias implantadas em suas companhias não atingiu o resultado esperado. 

Segundo o depoimento de 64% deles, as grandes mudanças agitam muito o ambiente e submetem as pessoas a pressões emocionais desnecessárias. Benefício, que é bom, dificilmente vem!

A pergunta cabível aqui é “Por que isso ocorre?”

Fácil e simples responder. Inúmeros programas de mudança buscam respostas prontas para questões e situações mal formuladas ou superficialmente analisadas.   Seus promotores querem provocar transformações positivas, sim. Mas não sabem bem o que mudar, porque tais situações requereriam longo tempo e energia para se chegar ao diagnóstico correto que determinasse onde pisar e como fazê-lo. Ou seja, aqui também estamos diante do típico caso em que a pressa é inimiga da perfeição.

Assim, o mundo corporativo converteu-se num ambiente viciado em mudanças.  Elas consomem recursos volumosos e, não raro geram alto nível de estresse nas pessoas vez que, antes mesmo da consolidação do programa atualmente em curso, novas propostas são louvadas e implantadas.

Mudar por mudar? Que valor há nisso? O melhor é tirar proveito máximo daquilo que se tem de bom; espremer a laranja para obter todo o sumo. 

Existem apenas duas atividades que jamais se deveria interromper em qualquer organização. A primeira é “conhecer o cliente a fim de fazer o melhor em atendimento à necessidade que a empresa se propõe satisfazer”; e a segunda: “trabalhar duramente para engajar todos os colaboradores na missão, visão e valores da empresa”.  O que passar disso merece cautela.

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ALTO DESEMPENHO PROFISSIONAL E COMPROMISSO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Às vezes falta às pessoas uma dimensão concreta do quanto sua dedicação e engajamento fazem diferença em seu desempenho e no resultado final de seu trabalho.

Eu convivo com gerentes cuja maior parte de sua atividade diária se resume a fazer seus subordinados agirem em conformidade do compromisso que assumiram de atuar pelo bem da empresa ao serem admitidos.  Este papel é mais difícil do que o do técnico de futebol quando o time está em campo e a vitória ou derrota depende da garra de cada jogador. A razão disso pode ser explicada através de uma antiga lenda oriental.

Contam que um mestre caminhava com seu discípulo pelo campo, quando ambos avistam uma raposa correndo atrás de um coelho. O mestre diz:

– De acordo com uma antiga lenda, o coelho sempre escapa.

Estranhando a lógica enunciada, o discípulo pensa por uns instantes e depois afirma:

– Duvido que o coelho seja mais rápido.

E o mestre:

– Observe. Tenho certeza de que ele escapa! O coelho vai driblar e despistar a raposa.

Incrédulo, o discípulo observa atento e não contém sua dúvida:

– Por que o senhor acredita no coelho, mestre?

E o velho revela sua crença:

– Porque a raposa corre simplesmente por uma refeição. Mas o coelho corre por sua vida.

Eis a diferença entre as várias pessoas em um grupo: as que buscam apenas seu ‘ganho’, darão menos ou quase nada se comparadas às que lutam por cumprir honrosamente seu compromisso de resultado independente do quanto ganhem.

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POR QUE AS EMPRESAS QUASE NUNCA RESOLVEM SEUS PROBLEMAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A minha experiência em consultoria mostra que muitas empresas querem soluções rápidas para os problemas que elas acham que conhecem. É natural, porque sempre há muito dinheiro em jogo, pressão da concorrência e outras situações nada boas.

Contudo, raramente elas dedicam o tempo suficiente para refletir sobre a origem desses problemas.  Daí eu me refirir a “problemas que elas acham que conhecem”.

E para agravar, nessa hora chegam consultorias ou escolas de negócios ardentes do desejo de vender suas soluções em nada diferentes dos elixires que curavam quaisquer doenças há cem ou duzentos anos. O fato triste é que grande parte dessa gente iludida embarca numa trama que fatalmente termina num verdadeiro drama.

O necessário a se considerar é que  a maioria dos  consultores não percebe que suas propostas mudam pouco ou quase nada a dinâmica que gerou os problemas para os quais eles foram contratados. O tempo passa, tudo volta a ser como era antes, e as pessoas que esperavam mudanças frustram-se mediante a constatação de que a consultoria de nada valeu.

Definitivamente, a maior lição a se aprender sobre a solução de problemas é que eles só podem ser resolvidos, de fato, quando suas causas são atacadas e resolvidas, e não seus sintomas ou “o que as pessoas acham e sentem”.

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ABRA O SEU CAMINHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você, que está iniciando um negócio, preste atenção.
Remova obstáculos a fim de reduzir os riscos objetivos do seu empreendimento dar errado. 
Não se puna por erros básicos.  Transforme os seus erros em lições úteis. 
Contrarie o velho mito de que o empreendedor é um jogador inconsequente.  Não é verdade.
Correr riscos é um aspecto natural da inovação. É importante saber que cometer erros pequenos logo cedo é normal. Cuide apenas para que eles sejam baratos porque, sendo baratos, não causam constrangimento ou vergonha. 
Para que as coisas deem certo, procure ajuda especializada e não se oriente apenas pela intuição ou sentimentos. Intuição é importante. Mas o que dará corpo ao seu negócio é a base técnica e o posicionamento no mercado em que você vai atuar: 
- produto, 
- praça, 
- preço, 
- promoção e... 
- pessoas. 
Não enfrente o mundo dos negócios só com certezas emocionais ou pensamento positivo. Busque ajuda referenciada de gente experiente e de entidades que podem fazer algo efetivo além de tirar dinheiro do seu caixa. 
Aprenda uma lição tão antiga quanto as Pirâmides do Egito:  “O arquiteto imagina. O engenheiro descobre como fazer. O construtor executa. Grandes estruturas surgem somente quando há trabalho conjunto e cooperação.”

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O ELIXIR DA EFICÁCIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu me espanto com a frequência com que ouço a palavra ‘motivação’. No casamento, nos estudos, no trabalho, nas relações em geral. E o contexto de sempre é que falta motivação.

Mas será que isso é verdade?

Em 99% dos casos não é.

Antigamente, todo mundo tinha em casa um remédio milagroso. Os químicos que estudavam ervas criavam chás combinando várias delas e os vendiam como solução definitiva para todos os problemas mais simples e frequentes de saúde: dores de cabeça, indigestão etc. Mas as pessoas tendem sempre a aderir à moda. E querem benefícios.  Por isso, elas usavam essas drogas para absolutamente tudo, até para resolver problemas sentimentais e paixões não correspondidas. Ilusão? Ou estupidez?

Acontece que a medicina desenvolveu muito. E também a tecnologia. Mas não tanto o bom senso dos homens.

Motivação é só mais uma daquelas palavras que, por seu uso indiscriminado e sentido ignorado, acabam fazendo papel similar ao “elixir cura-tudo”. Muitos acham que ela resolverá qualquer dificuldade na empresa e na vida.

Mas toda vez que se vão diagnosticar os problemas a que os gerentes, coordenadores e até diretores atribuem à falta de motivação, o que se descobre invariavelmente é gente mal treinada ou sem treinamento algum, com escasso conhecimento das funções para as quais foi contratada, confusa a respeito de como deve exercê-las e ignorante de todos os padrões de desempenho que esperam dela.

Não poucas vezes, elas sabem, de fato, o que têm de fazer, e o declaram corretamente. Porém, quase nunca sabem “como fazê-lo” com eficiência e produtividade. Nestas horas: fé, esperança e boas intenções fazem tanto quanto uma boa injeção de água destilada na veia.

É que havia um gerente que saiu. Veio outro, ficou alguns meses e já se foi. O atual ainda não está bem ajustado. E como nenhum deles descreveu o processo de sua área, ele mesmo e seus funcionários estão mais por fora que as pessoas que trabalhavam na Torre de Babel. O pior é que em algum lugar desta empresa há alguém acreditando que, a qualquer hora, os resultados planejados vão acontecer.

E você? O que acha?

Bem, depois disso, eu espero que você faça uma autoanálise franca e olhe com os olhos da  realidade as tantas desculpas de “falta de motivação” com que o pessoal justifica baixa venda, má qualidade de produtos e o atendimento infernal que a sua telefonista dá aos que ligam para a empresa.

 

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FALE AO MENOS DUAS VEZES SE QUISER VER UMA TAREFA REALIZADA

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude

 

Para que um trabalhador cumpra uma tarefa, o chefe precisa pedir pelo menos duas vezes. Se não é assim com você, os seus colaboradores são os melhores do mundo... ou há algo errado.

Uma equipe encabeçada pelos professores Paul Leonard e Tsedal Neeley, de uma universidade americana, passou mais de 250 horas observando a rotina de 13 gerentes em 6 empresas, registrando toda comunicação enviada ou recebida por eles.

Eles descobriram que, de cada sete comunicações emitidas pelos gerentes, uma era totalmente redundante com alguma comunicação anterior.

Também viram que gerentes deliberadamente redundantes faziam um projeto avançar com mais rapidez e menos atropelos.

Talvez você pergunte: “Se eu me comunico com clareza, será preciso repetir o que digo?”

A pesquisa mostra que houve gerentes que soltaram três ou quatro comunicações além da explicação verbal e menciona um gerente que passou 20 minutos escrevendo um e-mail imediatamente após uma conversa em que explicou o que queria ao funcionário. Ele estava ciente desta redundância, mas fez questão de que as duas comunicações dissessem o mesmo.

A conclusão:  gerentes eficazes acreditam ser necessário dizer aos outros o que fazer não apenas uma vez e também creem que uma mensagem redundante ajuda muito a evitar a falta de resposta adequada.

É uma lição importante.  Nem sempre a explicação verbal garante a execução. Então repita o que disser através de um email, esquemas ou outros canais de comunicação para que a coisa aconteça. Só não vale desistir por intolerância ou ansiedade, pois todos demoram muito para entender o seu pensamento!

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NÃO TRANSFORME A SUA EMPRESA NUM INFERNO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quantas vezes você acompanhou a implantação de um Software de Sistema de Gestão? – aquela ferramenta também chamada de “ERP”... 

Eu várias vezes.  A maioria delas foi o verdadeiro Inferno de Dante.

Vi empresa pecando mortalmente por acreditar que o sistema resolveria todos seus problemas. Mentira! Pensar assim custou-lhes algumas barras de ouro cravejadas de diamante! 

Algumas quase quebraram de verdade. Vendas, faturamento, produção e outras áreas desapareceram do dia para a noite. Viram-se perdidas no meio de uma floresta, à noite, sem lanterna, sem mapa nem bússola, açoitadas pelos raios e trovoadas de uma tenebrosa tempestade. 

Em um só caso eu vi o sistema rodar desde sua implantação com eficiência e sem problemas. Foi numa empresa que anteriormente se organizou muito bem, e envolveu todos seus funcionários no processo de conhecimento e adaptação da ferramenta à realidade da organização.

Este artigo é uma advertência. 

O sucesso de um sistema de gestão não é competência exclusiva do software ou da prestadora dos serviços de implantação e manutenção. Todas elas, aliás, prometem que tudo acabará bem, mas não fazem a menor ideia de quando. E se você for estúpido, vai acreditar em tudo o que elas dizem sem buscar referências de outros que passaram pela experiência antes de você, e com o mesmo software.

O bom êxito de um Sistema de Gestão jamais dependerá exclusivamente da marca, mas da boa vontade sua e da sua equipe em arregaçar as mangas, pôr a mão na massa e suar muito.... muito mesmo até que ele seja incorporado ao modo de produção de todos. 

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O QUE FAZER COM CRÍTICAS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu trabalho há muitos anos na interpretação de pesquisas de satisfação de clientes. Nesta caminhada, encontrei gestores que acatam críticas e gestores que detestam quaisquer observações negativas.

Aqueles que ouvem reclamações e trabalham sobre elas, prosperam. Os outros, invariavelmente acabam mal. Isto não é novidade. Aliás, foi previsto que assim seria por um Rei há mais de 2.500 anos. Seu nome era Salomão. Disse ele:

"Quem ama instruções, ama o conhecimento. Mas o que odeia a correção é um tolo". 

Em três palavras:  devemos ser humildes. 

Quando o orgulho entra no caminho do sucesso, o fracasso está garantido. 

Todos cometemos erros. Sempre que você acreditar estar certo o tempo todo, já estará errado desde aí. Então aceite e incentive críticas dos seus clientes e dos seus funcionários –  que podem entender do seu negócio melhor do que qualquer outro. 

As melhores ideias que já tive na vida profissional vieram de clientes. Eu tive de aprender a acatar todas as sugestões que recebo e compreendê-las com cuidado e submissão. Aqueles diretores e gerentes que não escutam sugestões e críticas estão enganados, eu posso garantir. 

Criar um ambiente que encoraje sugestões e críticas é a via de mais fácil acesso ao desenvolvimento da empresa e a seu posicionamento sólido no mercado. Os clientes e funcionários se sentirão bem quando perceberem que fazem parte disso e não vão querer trocá-lo por outro que não lhes considera e valoriza.

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