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A IMPORTÂNCIA DE QUEM PENSA DIFERENTE

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Alguém me contou que antigamente o processo de canonização, na Igreja Católica, tinha um personagem chamado “Promotor da Fé” cuja função era encarar com suspeita o candidato a santo. Ele procurava, por exemplo, falhas no processo e inconsistência nas provas dos supostos milagres. Esta figura ficou popularmente conhecida como "Advogado do Diabo".

O ofício de Advogado do Diabo foi estabelecido no século XVI, mas foi abolido na década de 1980. 

Dizem que isso causou um aumento vertiginoso na galeria dos santos católicos. Os números parecem provar isso. Enquanto de 1900 a 1983 a igreja elegeu 98 santos, de 1983 até hoje foram mais de 500.

Olhando para o mundo das empresas e dos negócios, o Advogado do Diabo poderia ser um papel importante nos processos decisórios.  Ele seria o indivíduo que discute a favor de um argumento contrário aos viéses e tendências predominantes, com o objetivo de trazer luz.

A presença de alguém assim nas análises estratégicas faria diferença quanto ao equilíbrio desejável, desde que ele conheça bem o assunto em pauta, é claro.

Na vida tudo tem dois lados. Pesar vantagens e desvantagens reais é, sem dúvida, o melhor dos caminhos para se chegar a uma escolha justa e ponderada.

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AS EMPRESAS E A QUESTÃO DA ESTRATÉGIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Estratégia, essencialmente, se refere a saber ‘aonde se vai’. Não é má idéia,  embora atualmente, com crises e reviravoltas de mercado, isso é quase uma  ilusão, quando não uma fantasia.

Mas para mim, em assuntos de empresas e negócios, saber ‘com quem se vai’ é o primeiro item da lista de imperativos de um mundo de águas revoltas, assim como é mais importante saber que as pessoas ‘com quem você vai’ compartilham a sua determinação e têm flexibilidade mental para se adaptar sempre.

Eu não sou e nunca fui defensor do pensamento: “Consiga a estratégia certa e o resto mais ou menos virá automaticamente”. Acho que esta visão é pura besteira. Vou dizer o que julgo necessário saber sobre estratégia. E é simples, ainda que difícil.

Nos combates aéreos da Guerra da Coréia, em 1950,  os MiGs soviéticos pilotados pelos chineses eram mais rápidos e podiam voar mais alto. No entanto, os F-86 dos americanos conseguiam mudar de direção mais depressa. Por isso,  as aeronaves americanas, tecnicamente inferiores, conseguiam um índice de abate de dez por um.

Eu insisto que também as empresas precisam entender  que são as ‘rápidas mudanças de direção’ que ‘derrubam a concorrência’ e abrem a visão para novos mercados. É como dizia o boxeador Muhamad Ali:  “Deve-se flutuar como uma borboleta e picar  como uma abelha”.

Pois bem. O problema das estratégias empresariais é que nenhuma delas, não importa quão brilhante seja, fará qualquer diferença enquanto não existir o  ‘viés para a ação’ ou a ‘paixão pela atitude’.  E isto tem quase nada a ver com ‘aonde se vai’ e tudo a ver ‘com quem se vai’. É como diz o ditado: “O inferno não é questão de lugar, mas de companhia.” 

 

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TEM CERTEZA DE QUE UM CONSULTOR VAI RESOLVER?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O empresário pergunta ao consultor:
- “Quanto você cobra pela consultoria?”
E o consultor:
- “Primeiro encaminho uma proposta. Depois cobro 5 mil reais para responder a três perguntas”.
- “Mas isto não é muito caro?” – questiona o empresário.
- “Pode ser. E qual é a sua terceira pergunta?” – responde o consultor.

A consultoria, como todas as outras profissões, tem bons e maus profissionais. 

Como selecionar um consultor competente?

Primeiro: conheça exatamente o problema para o qual deseja a ajuda e as várias opções para sua solução. 

Teste o candidato a consultor. Faça perguntas com e sem sentido. Se ele criar respostas “forçadas”, agradeça, e depois o despeça. Não aceite “eu acho” como resposta. Noel Rosa dia: "Quem acha, vive se perdendo!"

Todos os resultados milagrosos de que o consultor se gaba são suspeitos.  Peça, então, casos comprovados para a sua averiguação. Se não tiver, tudo o que ele disser é duvidoso.

Não engula termos exóticos em inglês. Isto é fuga. 

Peça que ele se explique com simplicidade. Se continuar falando idiotices, você saberá que é isso o que ele sabe fazer bem. Desista já.

E quando ele recitar aquela impressionante lista de clientes a quem "salvou da desgraça ou da morte", peça que dê o contato de apenas um deles. Se gaguejar, ou der desculpa... novamente: agradeça e “Bye, bye, Mané!” 

Busque um consultor referenciado, porque os outros talvez só sirvam mesmo para dar palestras de motivação.

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A MODA DO MOMENTO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Muita coisa vira mania de tempo em tempo. Nas ampresas também. 

A moda do momento é inovação. Eu soube de uma empresa que concedeu três horas diárias livres aos funcionários para pesquisarem à vontade na Internet e trazer propostas de novos projetos. Seis meses se passaram, e nada. Ninguém levou o objetivo a sério. Só brincaram.

Já ouviu falar no que os matemáticos chamam de “Teorema dos Macacos”? Eles dizem que, se um macaco digitar aleatoriamente o teclado de um editor de texto por tempo infinito, ele certamente irá acabar criando uma obra como “Crime e Castigo”, de Dostoiévsky.

Absurda ou não, a atitude daquele empresário tolo não ficou muito longe deste Teorema. Ele acreditou que bastava dar tempo e oportunidade aos empregados e eles fatalmente encontrariam a próxima grande inovação, na internet.

Ingenuidade. E essa custou bem caro, creia.  

Se você lê numa revista a história de como o Post It foi inventado na 3M, de nada irá resolver incentivar os seus funcionários para que o mesmo ou algo similar aconteça na sua empresa.

Inspire-se, sim, pela leitura de bons livros, revistas, assista a vídeos de grandes palestras e faça o que puder para inovar. Mas mantenha os seus pés no chão e não se iluda achando que tudo seja tão simples quanto os palestrantes e contadores de histórias lhe fazem pensar.

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O ATENDIMENTO EXCELENTE DO QUE DEPENDE?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Clientes são exigentes. Na verdade, clientes são muito exigentes. E sensíveis também. Se você não os agrada e não é objetivo, eles simplesmente se chateiam e vão embora. E se tiverem de voltar, eles virão mal humorados.

Todos querem um atendimento ótimo – no banco, na farmácia, ao telefone... Mas não é simples e nem fácil. Esse tal de atendimento precisa ser compreendido primeiro em seu  significado e depois na prática.

É claro que sorriso e cordialidade são importantes. Mas sinceridade é essencial.

No restaurante, por exemplo. Se o garçom lhe diz que o seu prato vai levar de 10 a 15 minutos quando em média leva trinta, como você se sente? E o vendedor da loja ao dizer que esta peça está linda quando você vê no espelho que mais parece um palhaço?

Cliente nenhum quer sentir-se enganado. 

E agora o mais importante.  Para que cheguemos não ao atendimento ótimo, mas excelente, o que é preciso? Em uma só palavra? Amor. Amor pela missão. Amor pelo objetivo. Amor pela que é preciso ser feito. 

Você ama o que faz? Ama atender pessoas, ajudá-las através do que você vende? Através do que você fabrica? 

Anote no seu manual de conquista do sucesso: “Se você deseja ser excelente, desista agora se não sente amor pelo que faz. Excelência só com amor é que se consegue!”

 

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A SUA EMPRESA TEM UMA MISSÃO? SEJA FIEL A ELA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Um grande restaurante fast-food especializado em frangos decidiu melhorar seu desempenho financeiro reduzindo o desperdício. O frango preparado e não vendido tinha que ser descartado, o que era uma perda. O proprietário então ordenou ao gerente que mudasse esta situação o mais rápido possível.

O gerente obedeceu e acabou com as sobras. O frango não seria processado antes que tivesse sido pedido pelo cliente. 

Ótimo, não fosse um pequeno detalhe. O restaurante fast food se transformou num dos mais lentos da cidade. E depois disso, o boca a boca dos clientes mal atendidos arruinou de vez o negócio. O desperdício diminuiu, sim. Mas as vendas despencaram.

O que deviam ter feito? Tudo o que fosse necessário, sem esquecer que se tratava de comida rápida.

E quanto às suas decisões junto do seu pessoal? Tem certeza de que elas não estão causando mais confusão do que resolvendo problemas?

Reduzir o desperdício naquele restaurante era importante. Ia melhorar o resultado financeiro. Mas a prioridade de atender rápido os clientes jamais devia ser esquecida.

Se você não quer ver o seu negócio naufragar, tenha uma missão na sua empresa e pratique-a todo o tempo. Seja eficiente. Mas nunca deixe de ser esperto!

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SERVIÇOS NO BRASIL: A DESGRAÇA DAS RECLAMAÇÕES

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O setor de serviços cresceu muito na última década. E cresceu também a insatisfação do consumidor que, na hora de reclamar pelo que recebe – ou não recebe –, depara-se com fornecedores ineficientes, improdutividade e barreiras na comunicação.  

Levantamentos mostram que o número de reclamações de consumidores só aumenta no Brasil e, para piorar, os registros oficiais não consideram o contingente gigantesco dos que não reclamam.

Quem nunca passou pela experiência do corte súbito da ligação durante uma chamada a um 0800 qualquer? E o ‘ping pong’ de transferências que fazem de propósito para outros setores?

Qualquer reclamação devia ser interpretada como ‘oportunidade de melhoria da qualidade’, e não como punição. Mas, para que fosse isso, a cultura das empresas precisaria ser o que não é.  A começar pela consideração da experiência dos compradores  e consumidores como parte importante do processo de desenvolvimento de mercado. Mas isto é uma utopia.

La fora elas fazem tudo certo. Mas ao chegarem ao Brasil, o que é certo se torna uma utopia. Assim, o comportamento das empresas frente às reclamações nos dá a entender a seguinte mensagem: “Fiquem com o que entregamos do jeito que está, e calem a boca! Já fazemos muito por vocês!”

Se fosse um erro simples, seria fácil resolver. Mas é burrice grosseira e abusiva. E eles pretendem nos fazer de palhaços. Portanto, é caso de polícia. 

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QUALIDADE SE MEDE, NÃO SE IMAGINA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O jardineiro que prestava serviço na casa do Flávio era jovem e esforçado.  Quando concluiu sua primeira manutenção, pediu para usar o telefone. 

Flávio não pôde deixar de ouvir a conversa à viva voz com uma mulher do outro lado da linha. 

O rapaz pergunta se ela precisa de um jardineiro. Ela agradece e responde que já tem um. 

O jardineiro explica que é especialista em gramados e remove todo o lixo após o serviço. A mulher diz que seu jardineiro faz isso. 

Ele insiste garantindo que é organizado e nunca deixa clientes sem atendimento. A senhora agradece e diz que seu jardineiro atual oferece tudo isso. 

Por fim, o moço fala em preço. Ela responde que a qualidade do jardineiro que a atende é ótima e, por isso, não se incomoda de pagar acima da média de mercado a ele.

O rapaz agradece e desliga o telefone.

Flávio sente pena e diz:

- “Não se preocupe, meu jovem. Você não conseguiu desta vez mas certamente terá outros clientes”.

E o rapaz, sorrindo, confessa:

- “Não estou preocupado, seu Flávio. Eu é que sou o jardineiro dela”.

Surpreso, o Flávio pergunta:

- “Então por que você ligou oferecendo o seu próprio serviço?”

- “Foi só para saber se ela está satisfeita com o meu trabalho. Caso ela não estivesse, eu ficaria sabendo o que não vai bem, e poderia melhorar” – respondeu o moço.

Esta é uma história curiosa. Mas, por favor, seja franco e responda: você teria coragem de fazer uma pesquisa desse tipo com as pessoas que compram de você?

Se você não sabe exatamente o que os seus clientes pensam dos seus serviços, você está em apuros. Então pare de imaginar fantasias positivas e faça algo para saber enquanto há tempo.  

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COMO RESOLVER PROBLEMAS PELO MÉTODO CIENTÍFICO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você acredita em tudo o que lhe dizem? Quando alguém lhe traz um problema, você confia no que ouve? 

Se sim, não devia. 

A razão? Sempre há muita subjetividade, ponto de vista e interpretação pessoal em cada situação descrita.

Acreditar de primeira é imprudente. Quem nos aconselha a isto é o filósofo Renè Descartes,  criador do Método Cartesiano, no século XVII. 

Descartes disse que só se pode afirmar que um fato é real quando ele pode ser provado.  Demonstrou este conceito como prova de sua própria existência ao afirmar: “Penso, logo existo”. 

Eu aplico o Método Cartesiano como receita infalível para a resolução de problemas. Venha comigo e compartilho com você seus quatro princípios. 

Princípio Primeiro: Verifique se existem evidências reais e não duvidosas  acerca do problema em foco. Faça perguntas, questione insistentemente até saber ‘o que é’ e ‘como é’ problema –  sua dimensão, contornos, peso e demais características que o definam.

Princípio Segundo: Analise, isto é, divida ao máximo a situação em foco em unidades de composição fundamentais e estude cada uma das partes em  busca de sua solução específica.

Princípio Terceiro: Sintetize, ou seja, agrupe novamente aquelas unidades estudadas em um todo que seja verdadeiro e visualize agora a solução para este todo.

Princípio Quarto: Enumere todas as conclusões e princípios utilizados a fim de registrar o que foi desenvolvido e aprendido, afinal, trata-se de conhecimento ou mesmo de know how.

Concluo esta rápida visita ao Método com uma ideia de seu autor, o grande Descartes:  “Compreender algo é compreender sua causa, visto que tudo o que existe, existe como efeito.” Traduzindo: Só é possível resolver um problema por sua causa. 

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INOVE, SIM. MAS INOVE CERTO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O mundo toma café há mais de quinhentos anos. Mas em qualquer cozinha moderna, a bebida é preparada por um processo nada parecido com o que os nossos pais e avós usaram.

Em 1990, uma empresa americana, chamada Keurig, lançou uma máquina que usava café em cápsulas de dose única. Imediatamente empresas migraram para a nova técnica. E o uso doméstico começou só em 2004.  

As vendas decolaram. Foi explosivo.

Hoje, existem mais de 200 sabores em cápsulas. Nos Estados Unidos elas custam cerca de dez vezes mais do que o custo por xícara do café preparado por métodos tradicionais.  E o consumidor paga mais pela rapidez, conveniência, originalidade e paladar.

A lição: quando se agrega algum atributo ou vantagem diferencial a um produto, ele se posiciona de modo diferente aos olhos e na mente do consumidor.

Oferecer uma nova vantagem foi o que a Keurig fez. Eles jamais chegariam ao sucesso se apenas melhorassem a ideia do café obtido pelo pocesso do coador.  Mas com uma proposta de café extraído numa máquina, em doses fixas, produzindo a mais saborosa e autêntica essência da bebida, a empresa faturou muito alto.

Inventar uma nova categoria produz crescimento mais acelerado a qualquer empresa e atrai investidores em maior proporção do que aquelas que se limitam a lançar inovações modestas no mercado em que já atuam.

Inovar é um ato de ousadia. E se os riscos forem calculados e assumidos com planejamento e estratégia, boas e inteligentes inovações tornam-se o caminho mais rápidos para o sucesso e para resultados financeiros gigantescos. Em qualquer mercado.

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O SEGREDO DA SOBREVIVÊNCIA

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Certa vez um grande executivo decretou para si um período sabático em que se afastou temporariamente dos negócios e empreendeu uma viagem ao Oriente a fim de consultar um dos grandes sábios daquela região sobre algo.

Preparou-se para a jornada recolhendo-se por dias a fio em jejum e oração. Vestiu roupas humildes, caminhou longas distâncias a pé, escalou outeiros e montanhas até chegar ao local sagrado.

Cansado, mas sentindo-se grato por sua resignação pessoal, apresentou-se ao sábio, ofereceu uma grande contribuição em dinheiro para ele e seus discípulos e, por fim, fez-lhe a pergunta que sonhava há anos formular a um ser humano tão especial:

- “Mestre, qual é o segredo da vida?”

O sábio, introspectivo e meditativo, fez alguns segundos de reflexão pensando expressar-se do modo mais simples e sublime ao executivo, e então respondeu:

- “O segredo da vida? É um só, meu rapaz. Não pare de respirar!”

Por mais desapontadora que seja a resposta, o sábio expressou a verdade de modo profundo e inequívoco, afinal, sem ar ninguém vive. Você e eu concordamos.

Assim também pode parecer óbvio ou chato que você tenha que provisionar uma parcela do orçamento da sua empresa para treinamentos. Mas que resultados você consegue sem eles? Isto é o que mantém a vida dos negócios.

Invista com seriedade e persistência em treinamentos. Combine-os com senso de urgência e foco e você terá a fórmula do sucesso para a sua organização imersa na competitivade. 

Treinamento é para toda empresa o ar que mantém a vida de qualquer ser humano!

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O ESPETACULAR OVO DE COLOMBO

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Você já ouviu a expressão Ovo de Colombo. Conhece sua origem?

Contam que, certa vez, Cristóvão Colombo foi convidado para um banquete. Um dos convivas,  invejando a fama do navegador,  dirigiu a ele uma pergunta picante e grosseira:

-  “Se você se orgulha por ser o descobridor da América, acaso não há outros homens na Espanha que pudessem fazer tal proeza?”

Colombo não respondeu diretamente à pergunta. Levantou-se, pegou um ovo cozido de galinha e propôs um desafio aos presentes. Pediu que todos tentassem colocá-lo em pé sobre uma das extremidades, porque ele podia fazê-lo facilmente.

Todos ficaram excitados por vencer Colombo.

Após ninguém ter conseguido, Colombo pediu sua vez. Pegou o ovo e começou a dar sutis batidas contra a mesa até a casca quebrar-se levemente embaixo. Com o achatamento, ficou simples colocá-lo de pé. 

Vendo isso, aquele homem invejoso exclamou:

- “Mas assim qualquer um consegue!”

E Colombo:

- “Exatamente! Você tem razão. Qualquer um mesmo! Mas teria de ser 'qualquer um' que tivesse inteligência para isso”.

E acrescentou:

- "Desde que eu mostrei o caminho ao Novo Mundo, 'qualquer um' poderá segui-lo. Mas 'alguém' teve antes de ter a ideia de descobri-lo. E depois, 'alguém' teve de  colocar a ideia em prática. Este alguém fui eu!".

Aí está a fabulosa história do Ovo de Colombo. 

O que se aprende dela? Soluções que parecem óbvias precisaram de alguém que as imaginasse. E depois, também precisaram de alguém que as executasse.  Só após estas duas etapas plenamente desempenhadas é que se tornaram simples aos olhos de todos, a ponto de dizerem: "Qualquer um poderia tê-lo feito!". 

Será mesmo qualquer um?

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FOCO, PERSISTÊNCIA E SUCESSO PROFISSIONAL

Abraham Shapiro

Há cerca de vinte e cinco anos, falou-se que na Era do Conhecimento as pessoas chegariam a desempenhar quatro ou cinco papeis profissionais ao longo da vida. 

Chegamos à tal Era e já tornou-se normal a volatilidade do emprego e do trabalho. A tendência é que a remuneração passe a acontecer mais por tarefas do que por valor fixo, e assim, eu já vejo o ganho variável como realidade em mais áreas do que se imaginava no passado recente. 

Mas como consultor e orientador de carreira de muitos profissionais,  vejo-me obrigado a fazer aqui uma advertência importante aos meus leitores.

Quem constrói uma carreira partindo de um talento pessoal ou de um gosto especial por determinada área e nela persiste buscando progredir e desenvolver conhecimento e desempenho, tem maiores possibilidades de atingir sucesso, realização e ganhos satisfatórios do que aquele que pula de ‘galho em galho’. 

Existe certa suspeita em relação a quem muda de área com frequência. Tem sua lógica. Foco é o que produz habilidade e especialização – o que é excelente em qualquer profissão.

Algumas pessoas não conseguem ser focadas. Outras até sentem sabor de aventura com as muitas mudanças. Isso pode ser positivo, desde que advenha da necessidade de autodesenvolvimento, e não da simples deliberação sem propósito.

Aproveito para indicar a leitura do livro FOCO, de Daniel Golemann. Será salutar para todos. 

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O QUE SE GANHA COM UM TIME DE PESSOAS CONVICTAS

Abraham Shapiro

O que um fato ocorrido há 3.600 anos pode ensinar sobre competências essenciais?

Trinta e seis séculos atrás.  Os midianitas eram um dos inimigos dos Hebreus. Eram ladrões, truculentos e se aproveitavam da minúscula e aparentemente fraca nação de Israel. A Bíblia relata situações em que os Judeus, governados por Juízes, eram atormentados por estes invasores.

Certo dia, Gideão, um Juiz, organizou um exército de trinta e dois mil homens para acabar com isso.

O número inspirava tranquilidade numa guerra corpo a corpo. Mas a Bíblia diz que  Deus foi contrário a este contingente tão grande, já que vencer uma guerra assim faria o povo pensar ter sido seu próprio esforço que o fez. Deus diz a Gideão:

- “Mande pra casa todos que têm medo de guerrear”... e vinte e dois mil foram embora.

Deus prossegue:

- “Leve a tropa ao rio. Despeça os homens que  deixarem de lado sua arma ao beber. Mantenha quem conservar uma mão sobre a arma, usando a outra para tomar água”.

Apenas trezentos homens restaram. Menos de 1% do total.

Mas estes trezentos Judeus eram homens prudentes, prontos e dispostos. Estavam alertas o tempo todo.

O que os distinguia era conhecer a missão e estarem conectados a ela. Nem quando podiam relaxar eles perdiam a consciência da meta.  E além disso, eles aliaram habilidade, capacidade e aptidão à fé. Assim, eles fizeram-se mais poderosos do que trinta e dois mil homens confusos.

A lição? Competência com fé é sempre muito mais do que só competência ou só fé.

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DIPLOMA NÃO FAZ PROFISSIONAL

Abraham Shapiro

Você conhece Itzchak Perlman? Ele é um dos maiores violinistas da atualidade.  Assisti a uma entrevista com ele num canal estrangeiro e uma das perguntas inevitáveis do jornalista foi: “Qual o segredo para se tornar um bom instrumentista?”

A resposta de Perlman:

“O segredo para ser bom em qualquer instrumento é: praticar, praticar e praticar. Um iniciante terá de levar cerca de 2500 horas, à razão de 7 horas ao dia, para dar os primeiros passos. Depois, outras 15.000 horas para se tornar impressionante. Este será, com certeza, um ótimo começo! Mas a grandeza só vem de treinar com incrível afinco.”

A resposta de Perlman é impressionante. 

Uma pessoa que acaba de conseguir um diploma universitário é profissional? Na melhor das hipóteses, ela será apenas e tão somente iniciante. Falta a prática. E isto, só se consegue com um dia a dia focado no desenvolvimento de competências que a faculdade não procede.

Ainda assim, seria só o começo. Sucesso? Estaria bem longe ainda.

Diploma, MBA, pós-graduação não são garantia alguma de profissionalismo. Menos ainda num mundo onde a indústria do curso superior tornou-se, em vários casos, um negócio do tipo “pagou, passou”.

O verdadeiro profissional está acima do diploma. Ele tem desempenho comprovado. É como o violinista: toca a partitura... e não de ouvido. Ele se atira sobre os problemas e resolve. 

Papel de embrulho e fita transformam qualquer porcaria em presente bonito. Mas depois de aberto, a embalagem  sempre vai parar no lixo.”

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SAUDADES DE STEVE JOBS

Abraham Shapiro

Em um de seus discursos, Steve Jobs disse: "Se eu nunca tivesse frequentado o curso de caligrafia, o computador Mackintosh não teria múltiplos tipos de letras e espaços proporcionais".

Neste mundo imbecil, em que as pessoas separam profissionais pela grife das escolas em que se formaram, o pensamento de Jobs parece uma dissonância. 

Mais do que nunca, chegou a hora de aprendermos a avaliar pessoas por sua capacidade de realização, e não pelos diplomas que conseguiram colecionar.

Conheço idiotas diplomados nas melhores universidades do país. Gastaram dinheiro movidos pela crença de que a escola faz o aluno. Estão aí, vendo a vida passar sem deixarem nada de efetivo por si mesmos ou pelo mundo. Eles se distinguem pelo quão excelente supõem ter sido a formação que receberam. 

Tenho um amigo rico que possui em casa uma das bibliotecas mais fantásticas que jamais conheci. Ele jamais leu nenhum livro dali. Mas tem dinheiro, e compra livros. Que valor isso tem?

A pergunta é: “O que você faz com a grande educação que acha ter recebido?”

Por outro lado, eu conheço profissionais que conseguiram um diploma de curso à distância e dominam excelentemente o que estudaram, fazem coisas importantes para si e para as organizações em que trabalham. Uma escola deve ajudar o acadêmico a criar conexões a fim de solucionar problemas. Ajudar, eu disse. Porque quem faz as conexões são os alunos, 

Steve Jobs nunca recebeu diploma de faculdade alguma. Atribuiu os créditos do desenvolvimento de seu revolucionário computador Mackintosh a um cursinho de caligrafia. 

Nenhuma faculdade é boa. Nem ruim. A questão é “o que fazer com o que se ensina lá?”

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A SINERGIA É FANTÁSTICA

Abraham Shapiro

Eu gosto muito de falar de sinergia. Mesmo sendo uma expressão desgastada pelo uso manipulado especialmente por empresas em processo de fusão ou aquisição para alavancar o preço das ações, sinergia é uma necessidade da vida, e muito mais dos negócios.

“Sinergia é o poderoso resultado ao qual se chega quando dois ou mais seres humanos respeitosos decidem, juntos, ir além de suas ideias preconcebidas para enfrentar um grande desafio.” Este conceito foi enunciado por Stephen Covey, em seu livro “A terceira Alternativa”.  Um livro de excelência. 

Observe o que ele diz. Só acontece a sinergia entre pessoas respeitosas. Sem respeito, jamais há sinergia. E é curioso. Eu conheci, por exemplo, casais que se amavam, porém, quando perderam o respeito, a convivência tornou-se impossível. Já outros, que se respeitavam, permaneceram juntos e satisfeitos mesmo quando o amor perdeu o colorido.

O fantástico disso é o fato da sinergia não ser um acordo. Sempre que se faz um acordo, alguém tem de ceder uma parcelo daquilo que deseja. Então 1+1 é, no máximo, igual a 1,5. 

A sinergia não decai, mas prospera. Com ela é possível ir além, criar algo novo e empolgante para ambas as partes.  É quando 1+1 é igual a 10, 100 ou mesmo 1000.

Stephen Covey conclui sua definição com as seguintes palavras poderosas: “Sinergia é a paixão, a energia, a habilidade, a emoção de criar uma nova realidade, que é muito melhor do que a anterior”. Ou, de outro modo: “nem a minha ideia e nem a sua, mas a nossa. Uma terceira via.” 

Isto é sinergia

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VER A CRISE DESDE OUTRA ÓTICA

Abraham Shapiro

Os últimos três anos neste País dão a impressão de que passou um tsunami por aqui.  

Primeiro vivemos quase uma década achando que “tudo era possível”. Agora, chegamos ao tempo em que "alguns vão longe demais para conseguir uma oportunidade magra”. 

A causa é lamentável. Muita gente infringiu a lei e a ética. Egos se projetaram de modo bizarro. No fim das contas espera-se que todos eles sofram as penas legais.

Eu quero ter olhos para ver algo muito bom e grande em curso a despeito da crise. E isso está além das notícias. 

Estamos redescobrindo o jeito de criar valor nos negócios e de construir uma carreira profissional. É a redefinição do conceito de empresa.

Vivemos algo semelhante a cerca de quinze anos. Você se lembra da remuneração dos executivos na primeira década de 2000? Aquilo se tratava de uma farra irresponsável à qual deu-se o nome de “cultura”. Cultura uma ova! Foi pura falta de juízo.

Agora, precisamos aproveitar esta crise econômica para estabelecer as nossas empresas sobre bases consistentes. Uma das medidas, sem nenhuma dúvida, adentra o RH. Mais do que buscar talentos técnicos, precisamos nos preocupar com o comportamento de quem trazemos para dentro das nossas organizações. Devemos entender como estas pessoas agem sob pressão, como atuam quando os recursos são reduzidos ou escassos, como decidem e se relacionam debaixo de exigências elevadas, como processam a responsabilidade quando o entorno parece derreter. É por aí que devemos eleger quem irá compor a nossa equipe de trabalho daqui em diante. 

O tempo atual é uma epifania que traz evolução e inspira a redefinição. Não perca esta oportunidade. 

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QUER ACERTAR SEMPRE O ALVO? ISSO É POSSÍVEL

Abraham Shapiro

Certa vez, um caçador encontrou alvos desenhados nas árvores de uma floresta e em cada um deles havia uma flecha cravada exatamente no centro. O caçador, surpreso, resolveu procurar quem seria o talentoso arqueiro autor da façanha. Seria uma honra conhecê-lo.

Quando o encontrou, congratulou-o e foi logo perguntando o que tinha feito para se tornar tão perfeito na pontaria da flecha. Seria treino insistente? 

O arqueiro fez um silêncio e então respondeu: 

- “Para mim é muito fácil. Primeiro eu atiro a flecha. E depois, onde ela acertar, vou até lá e pinto um alvo em volta, com todo o cuidado”.

Sabe? Essa história me ensina algo!

As coisas nem sempre são como a gente imagina. E se, além disso, tivermos o pensamento complicado, tudo será ainda mais difícil.

No dia em que aprendermos a ser simples e práticos, a nossa vida será melhor. Mas, para isso, a primeira coisa a fazer é vencer o antigo vício de achar que estamos sempre certos. 

Questionar essa e outras convicções que caminham conosco fará tão bem para a saúde física quanto mental de cada um de nós.

Um dia, Cristóvão Colombo duvidou de que a Terra fosse plana como todos acreditavam... até em nome de D-us. Em resposta a isso, ele desenvolveu um projeto que lhe valeu a descoberta da América.

Pense agora  em quantas conquistas você conseguirá a partir do instante em que vencer as suas maiores pressuposições e vícios mentais!

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