Image

O COMBUSTÍVEL DE QUALQUER NEGÓCIO OU CARREIRA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

A empresa familiar ensina  coisas extraordinárias.

O pai ou o avô pobre sonhou, um dia, com um negócio. Lutou e implantou-o com sacrifício. Depois, ‘suou sangue’ para melhorá-lo a fim de conquistar mercado com qualidade, até que, como efeito do trabalho duro, a marca tornou-se conhecida e a preferência de uma fatia dos consumidores. Como consequência natural, isto se converteu em fonte de riqueza.

Quando seus herdeiros assumem, geralmente sabem pouco sobre o esforço que o fundador investiu e  muito menos sobre o combustível que fez este empreendimento tornar-se grande e importante.  Eles olham. E o que veem? Apenas uma máquina de produzir dinheiro deixada pelo pai – modelo um tanto diferente de um caixa eletrônico de banco.

Seus representantes comerciais – que no começo chegaram como amigos –, os clientes – antes fidelizados mediante benefícios verdadeiros –, os fornecedores – antigos parceiros de horas difícieis –,agora são partes substituíveis de uma relação fria, interesseira e indiferente. 

A pergunta é “Por quê?”

E a única resposta: “Não existe mais  paixão!” 

Paixão é o que construiu tudo.  Ela foi a motivação, o combustível e, por isso, a energia vital. Se ela se foi, o que ficou é apenas carcaça de um corpo sem alma.

Se você se identifica com algo desse texto, pense na paixão. Sinta paixão pelo seu trabalho. Sem paixão talvez você até ganhe muito dinheiro.  Mas certamente será um ganho sem sabor, sem lastro,  sem sentido. E o pior...  sem valor genuíno!

 

ACESSE: http://www.profissaoatitude.com.br/blog 

 

Ler Mais

Image

SUCESSÃO NÃO FAZ CLONES

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Você deu estudo aos seus filhos? Ótimo. 

Comunicou princípios e valores? Excelente. 

Você tem uma empresa e o seu filho está trabalhando nela? Faltam duas ações para que ele se sinta atraído a ser o seu sucessor nos negócios.

A primeira é:  comunicar os seus segredos de negócio a ele. Falo daqueles pontos que talvez você nunca revelaria espontaneamente a alguém: como decidiu e resolveu problemas, escolhas frente aos dilemas, “pulos do gato”, truques para a sobrevivência nos momentos de crise etc.  

A segunda coisa é: permitir que o seu filho o observe de perto, e aprenda com as suas atitudes.

Acontece que você ou qualquer pai neste planeta jamais conseguirá ensinar lições teóricas aos filhos. Mas você e eu os veremos fazer tudo o que eles nos viram fazer.  

Para que o seu filho seja a sua continuidade, com sucesso, deixe-o ver você pensar, decidir, agir, errar e acertar. Certas coisas palavras não conseguem transmitir. Exemplos, sim.

O processo da sucessão empresarial não cria um clone. Mas desenvolve o talento de alguém que deverá subir sobre os ombros de um gigante a fim de olhar um horizonte mais longínquo do que o próprio gigante jamais conseguiu ver.

Ler Mais

Image

SUCESSÃO: A PERGUNTA DEFINITIVA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Uma das questões mais importantes e pouco discutidas hoje na sucessão de empresas familiares é: “Que tipo de ser humano você quer entregar para a sociedade daqui vinte anos?”.

Alguns dirão ser uma pergunta humanista demais. Outros, que o foco devia estar sobre a capacidade de gestão do herdeiro/sucessor com base no argumento de que é isto que gera resultados. Outros ainda pensam que investir na formação acadêmica é suficiente para fazer o sucessor. 

Nas três situações eu responderia com outra pergunta: “Será?”

Já se sabe que, além da capacitação dos herdeiros, a única via para se chegar à escolha acertada do protagonista que assumirá a cadeira diretora é que ele tenha um projeto de vida.  E o passo inicial para esta prática é olhar-se no espelho interior e perguntar com bravura e transparência: “O que eu quero realizar na vida?”

Quem não sabe decidir os rumos da própria vida não tem base forte para pretender fazê-lo em outra situação – menos ainda na condução de uma organização.

Enquanto jovens sucessores buscam competências gerenciais em MBA´s e pós-graduações, o que a realidade do dia a dia lhes impõe é que reflitam sobre valores e princípios antes de sair à caça de competências aleatórias. 

Sucessão não é questão de esperteza ou de força física. Não é mágica, crendice ou intuição.  Um sucessor deve ter em perspectiva clara seus próprios planos. Não só talento.

E o que ele faz hoje com a própria vida é um prenúncio infalível do que fará com as pessoas e com os negócios  no futuro.

Ler Mais

Image

EMPRESA FAMILIAR: UM NOVO CONTO DE HORROR

Abraham Shapiro - para o Blog Profissão Atitude

Era uma vez um papai que fez uma empresa e ganhou dinheiro. Aí ele desejou dá-la a seus filhinhos, sonhando que também eles seriam inteligentes, ganhariam dinheiro e seriam felizes para sempre. 

Aos poucos, o filhinho mais velho achou que a empresa fosse dele. Era o primogênito e julgava-se superior à irmã, que parecia tonta. 

A filhinha não gostou. Por sua vez e por medo, fazia-se de sonsa enquanto articulava resistência contra o irmão junto de funcionários. Ela se consolava com orientações de seu terapeuta pois vivia depressiva por inveja do irmão – que tinha mansão, carrões na garagem e viajava pelo mundo duas vezes ao ano. Na verdade, ela queria mesmo matá-lo, mas mantinha as boas aparências. 

Então “coisas” começaram a acontecer. Os empregados se dividiram em feudos e iniciaram uma política de reclamações junto ao Ministério Público sobre os maus tratos e o cenário de tensão que imperava na empresa. Como se não bastasse, a briga dos irmãos foi crescendo, tomou proporções e, é claro, afetou os negócios. 

O tempo passou, tudo foi de mal a pior, e se você ainda não foi capaz de imaginar os capítulos seguintes desta novela, eu lhe direi. 

A empresa se esfacela, os dois filhinhos ficam só com restos inúteis daquilo que antes fôra um negócio promissor e cheio de ótimos clientes. 

Vamos à lição deste breve conto de horror. 

Empresa não é como o jogo do Banco Imobiliário em que voltam-se as fichas para dentro da caixa e faça-se nova rodada depois de uma derrota. Também não é casinha de boneca.  E só para agravar, quando os sucessores são herdeiros não profissionalizados, a garantia de futuro se restringe ainda mais. Quano são previamente preparados, poderão ter foco sobre o negócio e desprenderem-se do egoísmo em favor dos interesses da empresa. Quando não, jogam as luzes só sobre si mesmos e sobre suas necessidades.  

Quem falha em se preparar, está se preparando para falhar. E eu espero que não seja esta a moral da história da sua empresa.

Ler Mais

Image

A DESGRAÇA DA EMPRESA-FAMÍLIA

Abraham Shapiro

A empresa preocupada em tornar-se  uma família emite, de cara, o sinal inequívoco de paternalismo e centralização de poder. E isso é veneno mortal. 

Ela educa seus gerentes a evitarem responsabilidades, pois para tudo e qualquer situação eles precisam obter a aprovação do “pai” antes de agir o que, num ambiente desse tipo é ótimo, já que os livra de comprometimento. O princípio que os rege será: “Não decida nada por si. Quem manda é o pai todo-poderoso”... e assim até mesmo as questões mais triviais da rotina consomem longo tempo para que sejam resolvidas. No entanto, quando uma ordem vem de cima é atendida de pronto, já que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. 

Falemos um pouco deste “paizão”. 

Ele é viciado em trabalho. Chega a sua sala antes de todos e sai bem depois. Raramente tira férias e orgulha-se disso. Seu jeito de trabalhar causa agitação geral, pois espera que todos estejam à mão sempre que ele precisar. Vida familiar ou saúde é lenda para ele. Seu critério de promoção premia somente o tempo de serviço do funcionário e jamais o desempenho ou qualquer outro mérito. (Pudera, pois permanecer anos a fio num ambiente desses já é, em si, grande mérito.)

O fato negativo principal de uma série imensa de fatos é que esta empresa jamais terá outro valor senão o patrimonial. O motivo óbvio é que ninguém dentro dela é capaz de fazer ou criar algo verdadeiramente significativo neste negócio. Mas isso não é problema para eles, pois como eu disse no início, ninguém aí quer ser ‘empresa’. O que eles querem mesmo é ser ‘uma família’. 

Ler Mais

Image

LIÇÕES DE VIDA E NEGÓCIOS DE JACOB SAFRA

Abraham Shapiro

A família Safra, dona do banco de mesmo nome, é herdeira de uma tradição na área bancária recebida das mãos de seu patriarca, Jacob Safra. 

Jacob foi o tipo de pessoa que não se preocupou em deixar aos filhos apenas um bom negócio. Ele legou princípios e valores que nortearam decisões da vida, além, é claro, do trabalho. Eu soube, através de uma pessoa muito próxima da família, que os ensinamentos do velho Jacob podem ser condensados em três princípios básicos. 

O primeiro:  “Construa o seu negócio como um navio: sólido para enfrentar tempestades”. O núcleo deste princípio é a segurança. Para resistir a uma tempestade em alto mar, um navio precisa ser forte, sólido, bem engenhado e, principalmente, governável. Uma empresa necessita de recursos que permitam controle total e inequívoco em tempos de bonança, e que sejam muito mais efetivos em tepos de crise. 

Vamos ao segundo princípio: “Mantenha alta liquidez”, isto é, disponibilidade de dinheiro ou de meios que se convertam rapidamente em dinheiro. Só assim você pode empreender mudanças necessárias de modo livre e a custos sustentáveis. 

O terceiro princípio, diz: “Nunca seja o maior. Os raios atingem primeiro as árvores mais altas da floresta”. Para quê se expor? Em negócios, os derrotados é que fazem questão de aparecer, não os vencedores.  Fazer o que for necessário para atrair clientes e validar os melhores serviços, isto sim. A lição é: concentre energias em serviços, qualidade e relacionamento. A glória de ser chamado “o primeiro” é tolice. 

A família Safra é centenária no ramo bancário. Hoje têm grandes negócios no Brasil, América do Norte, Europa e Oriente Médio. 

Quando muito jovem, recebi do Moises, um dos filhos do Sr Jacob, uma inspiração que perdurou como orientação para toda a minha vida. Disse-me ele: “Abraham, o trabalho é uma luta, é um meio para se obter o sustento. Quem não se concentrar nisto, estará comprometendo a sua própria vida e a de sua família. Isto é sério demais e não deve ser esquecido nunca”. Pela efetividade do conselho, vê-se que  grandeza e  sucesso são resultados ligados mais à simplicidade e ao foco do que ao próprio desejo. Jacob Safra foi um exemplo memorável por  muitas gerações.

Ler Mais

Image

SUCESSÃO E DESAFIOS

Abraham Shapiro

O meu pai contou-me esta história. Uma senhora, já com 90 anos de idade, foi posta num asilo de idosos pelo filho que, ocupado demais com o trabalho, pouquíssimas vezes a visitava.

Certo dia, ele recebe a ligação do médico responsável pela instituição solicitando que fosse ver sua mãe urgentemente, pois seu estado de saúde podia não lhe permitir viver nem pelos próximos três meses.

O filho arranjou um tempo e foi.

Chegando ao asilo, sua mãe se alegrou demais ao vê-lo e logo pediu que trouxesse um ventilador grande para o canto do quarto ou que instalasse um aparelho de ar-condicionado a fim de vencer o forte calor das tardes. Pediu também que ele trouxesse uma poltrona confortável e uma pequena geladeira para conservar frutas e manter água gelada.

O filho sorriu e respondeu:

- Mas mãe, o médico me disse que você está muito debilitada. Eu temo que a senhora nem usufrua desses bens como pretende.

A velha reagiu de pronto:

- Não é por mim que peço, filho. Nada disso será para mim. Eu gostaria que trouxesse estas coisas para que você se sinta bem quando  os seus filhos o trouxerem para viver os seus últimos dias aqui. É com você que eu mais me preocupo. Não comigo.

Eu sou consultor de várias empresas familiares no processo de sucessão. Invariavelmente vejo pais ansiosos em deixar sua empresa na mais perfeita condição para que seus herdeiros a assumam sem que precisem se sacrificar como eles. Contudo, o desejo de isolar problemas leva muitos dos herdeiros a acreditar que o sucesso é como sopa instantânea: já vem pronto e não requer esforço algum.

Boa parte do trabalho, nesses casos, consiste em ajudar estes sucessores a dedicarem um tempo a conhecer a real trajetória de seu antecessor, e o valor que isto adiciona ao atual estágio dos negócios. É a contrapartida em reconhecimento - não só necessária, mas indispensável.

Nós lhes mostramos o benefício disso e os conduzimos a assumirem uma posição de coragem a fim de enfrentar seus desafios com bravura,  porém, jamais sem antes dedicar a consideração e o respeito a devidos a quem lhes abriu caminho para um futuro venturoso. E que ao final do processo, eles tenham adquirido de modo prático e definitivo a mais alta de todas as competências: gratidão.

Ler Mais

Image

O SEU PLANO DE VIDA

O SEU PLANO DE VIDA

 

INTRODUÇÃO

Uma das características da vida é que ela muda.

No momento em que você se sente desorientado ou simplesmente deseja descobrir as suas prioridades, esta é a hora de recorrer a um Plano de Vida, e com maior seriedade e rigor se você fizer parte de um projeto sucessório na gestão dos bens da sua família.

A grande vantagem de um Plano de Vida é que ele pode dar estrutura para a sua vida enquanto você cresce, amadurece e se transforma, ao longo dos anos.

Não se trata de matemática, mas há muita lógica nisso. Um Plano de Vida é um mapa aproximado dos passos que você dará na busca de atingir sonhos, objetivos, desejos e metas.

Nem tudo dará certo, é claro, porque ninguém tem controle sobre tudo o que compõe sua existência. Mas é preciso saber que uma meta não é um desejo. É bem diferente.

Desejo tem como sinônimos: aspiração, expectativa e cobiça. Meta é outra coisa.

Toda meta é clara, objetiva e específica. Pode ser descrita com rapidez e facilidade e também ser medida. Ao final, você será capaz de saber se a alcançou ou não.

Muitas importantes universidades não se preocupam em dar uma só hora de aula sobre o tema “estabelecimento de metas”. Parece que as pessoas que elaboram as grades curriculares são cegas para a importância de se ter metas para conseguir qualquer nível de sucesso. E se você não ouve falar de metas até chegar à idade adulta, como acontece com tantos, não terá a menor idéia da importância que elas têm em tudo o que faz. Estabelecer metas para este momento, para toda a vida é indispensável e imprescindível.

 

"Você estabeleceu metas claras, por escrito, para o seu futuro e fez planos para concretizá-las?"

Esta pergunta foi feita aos formandos do programa de MBA de Harvard em 1979.

Descobriu-se que:

  • Apenas 3% dos formandos tinham meta escrita e um plano para atingi-las.
  • 13% efetivamente tinham metas, mas não um plano.
  • 84% não tinham qualquer meta específica, a não ser terminar o ano letivo e curtir o verão.

Dez anos depois, os pesquisadores voltaram a entrevistar aquelas mesmas pessoas.

Os 13% que tinham metas, porém, não um plano, estavam ganhando, em média, o dobro dos 84% de estudantes que não tinham meta alguma.

Mas o surpreendente foi que os 3% dos estudantes que tinham metas claras, por escrito e um planejamento de como alcançá-las ao deixarem Harvard, estavam ganhando, em média, dez vezes mais que aqueles 84% e ocupavam cargos de liderança. A única diferença era a clareza das metas que haviam estabelecido para si mesmos ao se formarem.

 

O que você acha de dar um passo em relação ao seu futuro e elaborar O SEU PLANO DE VIDA e “ver-se mais de perto”, conhecer melhor as suas intenções e calcular o que será preciso para atingi-las? Depois disso, tudo será mais claro para pô-las em prática e tomar o seu próprio rumo.

 

COMO ELABORAR O SEU PLANO DE VIDA

Este Plano de Vida é simples, porém, exige que você dedique um tempo especial a ele durante vários dias, talvez. Cada hora de trabalho nele deve ser calma,  com de energia, foco e confiança de que irá você poderá os seus desafios presentes e futuros.

As atividades deste Plano de Vida estão divididas em três partes básicas:

PARTE 1: DETERMINE AS SUAS PRIORIDADES

PARTE 2: CRIE OS ALVOS DA SUA REALIZAÇÃO PESSOAL

PARTE 3: ESCREVA O SEU PLANO

 

 

 

 

 

PARTE 1: DETERMINE AS SUAS PRIORIDADES

Esta primeira parte consiste de 5 (cinco) passos.

 

PASSO 1:  Considere as funções que você exerce hoje.

A cada dia temos diferentes funções e responsabilidades.  A cada dia temos diferentes “rótulos” que nos qualificam por causa das várias ações que exercemos em todas as áreas da nossa existência.

O que são estas funções? Elas podem ser:

- filho / filha

- pianista

- estudante

- namorado / noivo

- amante de queijos e vinhos

- estudioso de música erudita

- marido / esposa

- estudante de filosofia por conta própria

- praticante de laço a cavalo

- estudioso da Bíblia

- gerente de área numa empresa

- colaborador de uma empresa

`                      - chefe de cozinha aos fins de semana

- fotógrafo

- patrão

- pintor de quadros

- mentor de alguém

- viajante

- livre pensador

Crie agora a sua própria lista de funções. Para isso, responda à seguinte pergunta: “Quais são as funções que mais o(a) identificam neste momento presente?”

 

PASSO 2:  Considere agora as funções que você prevê que irá exercer no futuro

Pense nas funções que você deseja ou imagina exercer no futuro.

Algumas (ou todas) as funções que você exerce hoje poderão continuar sendo as que você terá amanhã.

Essas funções são aquelas com que você deseja ser descrito(a) até o final da sua vida. Portanto, inclua na lista as funções que você ainda não tem, mas deseja ter.

Talvez você queira viajar para outros países.   Neste caso, ‘viajante’ deve ser adicionado à sua lista do futuro.

IMPORTANTE: Aproveite e pense também nas funções que você exerce no presente e que estejam lhe estressando ou causando algum impacto negativo – talvez aquelas que você se veja obrigado(a) a desempenhar, mas gostaria de riscar da lista no futuro. Isto é importante. Estas, em especial, poderão ser escritas ou grifadas com uma cor diferente para ganhar destaque.

 

PASSO 3: Avaliando Motivos

Neste passo, você deve olhar todas as funções presentes e as futuras e encontrar as razões pelas quais você as exerce (ou deseja exercer). Você sabe o “porque” de cada uma delas?

Não vale a pena viver sem um propósito. Agora é hora de você pensar no motivo, no porque, na finalidade de cada função e de cada situação que busca trazer para si ou desempenhar.

Por que “quer o que quer”?  Por que você “faz o que faz”?

Vá à sua lista de funções presentes e futuras e analise cada uma delas. Pergunte-se sem receio: “Por que sou isto?”.

Na lista de funções futuras, pergunte-se: “Por que quero ser isto amanhã?”. Escreva a resposta mais franca e verdadeira possível, sem medo.

Exemplo: Talvez você tenha escrito ‘pai’ nas suas funções futuras. Por que você incluiu isso? Uma possível resposta seria: “Porque desejo ter filhos com a  minha parceira e dar a eles uma vida de valor e dignidade.”

DICA: Uma boa  maneira de descobrir as razões por trás dos seus desejos é imaginar o momento do seu próprio funeral. Pode ser patético, mas ajuda muito!  Visualize quem seriam as pessoas presentes n o seuvelório. O que você gostaria que as eles dissessem sobre você e a sua vida naquele momento?

Talvez as coisas mais importantes que quisesse ouvir é que você foi “uma mãe cuidadosa e presente”, ou “que mudou a vida de muitos funcionários pelo modo como geriu a sua empresa”.

 

PASSO 4: As Prioridades

Uma vez que você tenha considerado o porquê por trás das funções que você deseja ter e fazer na vida, é hora de atribuir uma prioridade para cada uma delas.

Prioridade, no dicionário, significa: condição do que está em primeiro lugar em importância, urgência, necessidade, premência etc.

Empregue números crescentes que correspondam à prioridade, sendo 0 para a  maior prioridade e 5 (ou 6, ou 7)  para a menor. Ou seja, PRIORIDADE 0 é a mais urgente ou importante de todas.

Essa lista de prioridades o(a) ajudará muito a organizar-se. Por exemplo, a  sua lista de funções futuras poderá incluir:  

 

FUNÇÃO

PORQUE

PRIORIDADE

Ser gestora geral dos negócios agrícolas e pecuários da minha família

Estudei e me qualifiquei para este objetivo, adquiri conhecimentos, aptidão e competências e prossigo me aperfeiçoando para ocupar esta função com responsabilidade e profissionalismo

                Prioridade 0

 

 

PASSO 5: Levantamento das Necessidades

Pense agora nas necessidades e recursos de que você vai precisar para manter as funções atuais e chegar às funções futuras. Essas necessidades podem ser: financeiras, físicas, emocionais etc.

A pergunta a ser respondida aqui é: “O que vou precisar para chegar a exercer esta função?”

Para cada função presente e futura, escreva na frente uma estimativa do(s) recurso(s) presente ou que será requerido ao longo do tempo.

 

Por exemplo:

- Se uma das funções que você deseja exercer é a de ‘Diretor Geral da empresa em que o meu pai é o dirigente, hoje”, as suas necessidades poderão incluir:  1. Atuar ao menos 6 meses em cada área da empresa  2.  Fazer um curso superior em Administração (ou MBA) 3. Criar um programa pessoal de desenvolvimento de liderança e relacionamento interpessoal.  4. Passar tempo suficiente ao lado do meu pai para aprender e praticar o “pulo do gato” da solução dos problemas do dia a dia. Assim que listar estas atividades, você deve calcular o tempo necessário para cada uma e o investimento em R$ que precisará ser feito ou que venha custar para que o percurso seja desempenhado.

 

 

PARTE 2: CRIE ALVOS PARA A SUA REALIZAÇÃO PESSOAL

Esta parte consiste  de 2 (dois) passos

PASSO 1: Os seus objetivos de realização pessoal

Considere agora o que irá tornar você uma “pessoa realizada” na vida.

Use as suas funções, as suas prioridades e as suas necessidades para ajudar a ver o que você mais quer alcançar neste âmbito. Isto é importantíssimo.

“O que você sempre sonhou ser? Qual contribuição você espera deixar ao mundo, à sua família, aos seus filhos e netos?”

Observação: Os objetivos envolvidos neste momento do seu Plano de Vida são aqueles que você realmente quer alcançar com todo esforço e não o que acha que os outros querem que você busque.

Digamos, por exemplo, que você deseje:

- Ser um escritor e escrever livros sobre algum tema

- Ser um benfeitor social na sua cidade,

- Tornar-se pesquisador em determinada área, ou um conhecedor notório sobre ela

- Ser um palestrante de renome

- Ser um arquiteto famoso

- Ter US$ 1 milhão até os 35 anos

- Visitar todos os continentes

- Fazer uma volta ao mundo de navio.

Se você precisa de mais ajuda para organizar as suas ideias, considere dividir os objetivos em categorias, como profissional, hobby, responsabilidade social etc.

Perceba que ninguém terá uma grande lista neste quesito.

 

PASSO 2: Como?

Descubra como você irá alcançar os seus objetivos. Isto significa:  

- Avaliar onde você está agora e

- Quais passos você precisará dar para alcançar cada um dos seus objetivos.

Por exemplo,

- Para fazer o mestrado em Arquitetura até 2020, eu precisarei:

A. Pesquisar programas de mestrado em Arquitetura no Brasil.

B. Juntar o dinheiro necessário até o final de 2017

B. Conseguir todos os documentos necessários para me inscrever.

C. Preencher todos os formulários necessários e entregar para as autoridades competentes.

D. Estudar para a prova.

E. Passar na prova

 

PARTE 3: ESCREVA O SEU PLANO DE VIDA

Esta parte compõe-se de 3 (três) passos.

PASSO 1: Escreva o seu Plano de Vida

Chegou a hora de visualizar tudo.

Agora você irá tentar ver tudo em perspectiva e escrever (ou descrever) os passos que você precisará dar para alcançar os seus objetivos.  Tente determinar a trajetória a ser percorrida para alcançar as suas metas.

Escolha o meio ideal para que você se sinta bem: pode ser uma planilha ou uma folha branca em que você dará destaque às ações usando canetas coloridas.

Escreva os passos que você precisará dar para alcançar cada objetivo ao longo do tempo (na ordem cronológica) partindo de HOJE (e não de amanhã).

É o momento ideal para revisar os detalhes de cada passo, como por exemplo:  os programas de mestrado que você quer fazer, ou, se um dos seus objetivos seja somente ter uma família, os detalhes sobre o que você fará no seu caminho para construir e manter essa família.

 

PASSO 2: Revise

A vida muda. Sempre. E nós também mudamos com o tempo.

Os objetivos e prioridades que tínhamos há quinze anos provavelmente não são os mesmos que temos hoje ou teremos daqui a dez anos.

É importante revisar o seu plano de vida com frequência para ter certeza de que você está seguindo-o de modo a sentir-se verdadeiramente no controle das situações que dependem de você.

Ao revisá-lo, avalie os sucessos e os fracassos que você teve até aquele momento.  Monitore constantemente as suas as suas realizações.

 

PASSO 3: Ajuste constantemente

Quando você achar que as suas prioridades e os objetivos associados a essas prioridades mudaram, é hora de reescrever ao menos uma parte do seu plano. Considere o que mudou em você, o que é mais importante agora, e como você alcançará esse novo objetivo.

Reescreva o seu plano de vida quantas vezes você precisar.

Não se limite a certo número de objetivos. Acima de tudo, você deve saber que um Plano de Vida flui. Portanto, adicione objetivos ao se tornarem prioridades e retire aqueles que não forem mais importantes.

 

 

DICAS FINAIS

Não exija muito de si. Mesmo que você não consiga cumprir um prazo que tenha planejado para alcançar um objetivo,  faça ajustes no seu plano e siga em frente.

Revise e ajuste o seu plano continuamente. A sua vida mudará constantemente. O seu plano deve mudar também.

 

Ler Mais

Image

O QUE SENTIU O ÚLTIMO PRESIDENTE DA KONGO GUMI?

Abraham Shapiro

Já ouviu falar da Kongo Gumi? É uma empresa de construção japonesa fundada no ano 578. Foi dirigida pela família e construiu templos budistas por 50 gerações. 

Faliu há alguns anos.  

A Kongo Gumi ficou aberta por 14 séculos e sobreviveu em momentos de grande tumulto. 

A flexibilidade desta construtora em selecionar seus líderes foi um dos principais motivos de sua longevidade. Em vez de entregar o comando para os filhos mais velhos, a Kongo Gumi mantinha o critério de escolher o filho que exibia melhor saúde, responsabilidade e talento para trabalhar.

Outro fator que contribuiu para a Kongo Gumi estender sua existência foi a prática de maridos e mulheres dos filhos receberem o nome da família ao entrar na empresa. 

Mas o que levou a empresa mais antiga do mundo à falência foi um conjunto de circunstâncias ordinárias. Um grande empréstimo para investimento feito durante um bom momento econômico do mercado imobiliário do Japão em 1.992 levou o endividamento da empresa acima de sua capacidade de negócios. Além disso, a mudança social da população japonesa, que reduziu  a demanda de templos budistas, foi outra causa que violentou a empresa.

Você faz ideia de como o último presidente deve ter se sentido? 

Por que estou dizendo isso? Se você não se preocupar agora com o planejamento da sucessão da sua empresa,  como será o momento dela ter seu próximo dirigente à cabeça do organograma? 

Ler Mais

Image

A FORMAÇÃO DO SUCESSOR FORA DA EMPRESA DA FAMÍLIA

Abraham Shapiro

Independente de ser uma tendência, os herdeiros e sucessores de empresas familiares que passam por uma experiência profissional fora da família tornam-se mais conscientes de seu papel e melhores líderes – tanto na gestão de pessoas quanto nos negócios. 

Há várias vantagens nessa trajetória. A mais importante está no desenvolvimento pessoal. Uma diferença psicológica fundamental encontra-se em viver uma experiência de trabalho dentro e fora do ambiente da família – independente de ser ou não parte de um processo de sucessão. 

A necessidade de submeter-se a uma liderança sem vínculos sanguíneos e isenta da proteção ou segurança natural na empresa da família conduz o herdeiro ou sucessor a vivenciar a subordinação – que é sempre salutar. Ele sentirá na própria pele o que outros sentirão sob sua chefia,  com um ponto importante a seu favor: o exercício da empatia.

Outro aspecto positivo é o feedback. Ser avaliado por um superior hierárquico e receber pontuações de forças e fraquezas em seu desempenho desde uma visão imparcial é uma prática cujo benefício reverte em responsabilidade e decência no trato a outros indivíduos.

Ver-se como ser humano normal fará melhor a este futuro sucessor do que vestir-se daquela crença perniciosa que, em tantos casos, aproxima-se muito de uma visão feudal ou tirânica de herdar o trono de um reino absolutista. 

Ler Mais

Image

EMPRESA FAMILIAR NÃO É UM REINO

Abraham Shapiro

Conheci sucessores de empresas familiares que eram perfeitos idiotas quando assumiram seu posto. Viam-se como reis assumindo um trono. Não tinham formação, nem experiência. Não haveria problema se soubessem usar o par de ouvidos que normalmente têm. Mas é que, além de tudo, eles agiam como tiranos e, desconhecendo o significado do verbo planejar, exigiam seus desejos “para ontem”. Alguns movidos por psicopatologias crônicas pressionavam seus empregados como gritos e ofensas.

Isso não ocorreria se tivessem passado por uma boa e real experiência longe dos negócios da família.

Estudiosos do comportamento humano nas organizações declaram que o gestor que pretenda “manejar” sua equipe da mesma forma como maneja seus braços ou pernas não irá longe. Embora autoridade possa, sim, gerar certo grau de desempenho, pressão e ameaças são inúteis para conseguir o compromisso do pessoal. 

O Xá da Pérsia foi o último monarca cujos poderes chegavam a ponto de decidir sobre a vida e a morte dos súditos. As leis não o restringiam sobre nada. No entanto, mesmo com fabulosos poderes ele jamais conseguiu que as obras públicas de seu país fossem entregues dentro do prazo estabelecido. Nem matando ele obtinha a pontualidade dos cidadãos de seu país.

O que se conclui é que duas ações são igualmente importantes quando se planeja o futuro de uma empresa familiar. A primeira é a formação do sucessor. E a segunda: sua experiência e vivência em negócios e na gestão de pessoas, preferivelmente em empresas que não sejam da família.

Ler Mais

Image

ENQUANTO A SUCESSÃO É CONTROLÁVEL

Abraham Shapiro

Preconceitos podem causar perdas rápidas e enormes de bens que demandaram décadas para juntar. Eu lamento por grandes empreendedores que ainda não se deram conta de que existe remédio para tudo hoje em dia, inclusive para potenciais problemas em sua sucessão na empresa.  

Falei sobre isso a um importante empresário da região, que conta já com setenta anosde idade, e para a minha surpresa, ele respondeu:

- “Deixe estar, Dr Shapiro. Depois vemos como fica”.

E eu lhe respondi:

- “Não, senhor. Não fica. Hoje o senhor tem ainda algum controle sobre o entendimento entre os seus filhos. Caso venha a falecer,  não terá mais controle nenhum.”

Ele diz “deixe estar”. Postura insana, especialmente de quem não é dono de seu próprio destino.  

Eu vi o caso de o fundador já muito idoso ter de retornar à ativa para tentar salvar o que restava do negócio legado ao filho tolo. Vi outro em que o velho fundador assumiu a responsabilidade subsidiária dos sucessores por dívidas não pagas. Vi também gente sem forças enfrentar o desgastante resgate do que sobrou do incêndio da má gestão de seus herdeiros idiotas e despreparados. 

Tudo por quê? Não houve o planejamento da sucessão. 

O processo de sucessão em uma empresa familiar será tanto melhor quanto for o envolvimento de seus sócios fundadores na questão do planejamento. O motivo? Eles estão vivos, atuantes e respeitados. Eles continuam na “regência da orquestra” e ainda gozam da consideração suficiente de todos para impor ritmo e andamento. Não sendo assim, quase todas tentativas disponíveis falharão.

O que eu desejava dizer àquele empresário que mencionei no início é que qualquer transmissão planejada de propriedade ‘inter-vivos’ é infinitamente superior, mais eficaz e menos onerosa do que a transferência via ‘causa-mortis’. Mas provavelmente ele tivesse intenção de ser eterno... quando até o dono da funerária sabe ser isto uma grande besteira!

Ler Mais