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Saia fora do círculo vicioso

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Jean Henri Fabre foi um pesquisador  francês que estudou uma espécie de lagarta que se move em fileira, com a cabeça de uma colada  à extremidade da outra. Daí elas se chamarem “lagartas processionárias”.

Fabre induziu um grupo dessas lagartas a se movimentar em torno de um grande círculo. Assim que o círculo se formou, ele pôs uma porção de comida ao lado  de modo que, para que elas se alimentassem, precisariam sair fora dele. O pesquisador imaginava que, depois de algum tempo, elas perceberiam o percurso vicioso, ficariam cansadas da marcha inútil e sairiam da rota tomando uma nova direção. Mas isto não aconteceu em nenhuma das muitas experiências realizadas.

Por instinto ou por hábito, aquelas lagartas continuaram andando noite e dia. Passou uma semana inteira, e por fim elas morreram. 

Mais que uma descoberta científica, a experiência de Fabre tem um significado importante.  Vivências passadas têm domínio poderoso sobre nós, seres humanos. Elas podem viciar, deixar-nos "bitolados" numa forma de pensar difícil demais para que mudemos o rumo.

Quantos indivíduos neste mundo não agem como lagartas processionárias anos e anos de suas vidas? Seguem a cabeça de outros - ou seu jeito errado de pensar - por simples desistência de dar a volta por cima e vencer suas fraquezas, erros ou insuficiências. Determinam sua vida e decisões desde experiências e pressupostos que nunca foram questionados.

Feliz é aquele que questiona o que acredita e se renova. Este ao menos dá a si mesmos a oportunidade permanente de agir por razão e lógica, e não por instinto ou vício. Quem assim procede é um ser humano autêntico, e não uma lagarta processionária disfarçada de gente. 

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Devo mudar de emprego?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

- “Eu deveria mudar de emprego?”

Muita gente me faz esta pergunta. Conhecendo o perfil médio das pessoas, eu costumo dar uma resposta padrão:

- “Não se demita sem antes tornar-se o melhor no que faz na empresa em que está. Depois disso, siga adiante”.

Se você sair por estar descontente, é provável que continue descontente em outro lugar. Isto vale para o trabalho e para a vida. No entanto, caso decidir ir embora quando superar as causas disso,  você será um vencedor e provavelmente irá vencer aonde quer que vá.

Por que você quer sair? Faça uma lista das razões – grandes e pequenas. Eu já observei que nunca há só um motivo. Sempre são vários: insatisfação com as condições de trabalho; ambiente; clientes descontentes com o produto – que por isso não vende; o chefe é um idiota, não treina e exige metas impossíveis; salário baixo etc.

Se a situação está insustentável, mesmo assim dê um tempo e elabore um plano para conseguir um emprego de que você goste e onde você se esforce com gosto. Trabalhar oito ou nove horas diárias num lugar detestável é uma das definições de inferno.

Finalmente, seja prático. Não jogue fora o seu potencial e a trajetória que você tem percorrido. Se for preciso mudar, faça da mudança a continuação de uma história de busca pelo sucesso planejado, e não um jogo de sorte.  Tenha fé em Deus e enquanto não for possível encontrar o lugar e a atividade que você ama, aprenda a amar aquilo que você tem. 

 
 

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Quanto vale o que se consegue choramingando?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Recebi o e-mail de um ouvinte do meu boletim na Rádio CBN. Ele atua em vendas e dizia o seguinte:

- “A minha empresa não quer comprar um notebook para mim. Penso em me demitir, porque eu me sinto desvalorizado. O que você me aconselha?”

A minha resposta segue abaixo.

Caro amigo.

A parte do seu email que mais me preocupa é ver você choramingando. Hoje você reclama para mim. Mas eu o vejo queixando-se com colegas de trabalho e temo que você o faça até com clientes.

Cuidado! Você poderá acabar demitido antes de demitir-se. E recolocação está difícil em todas as áreas.

Você se lamenta de que não lhe compram um notebook. Mas o fato é outro. Você é que não está disposto a investir em si mesmo. E aonde quer que vá, isto irá com você e vai se repetir.

Aliás, direi algo de que certamente você não gostará: a pior coisa que poderia acontecer é a empresa comprar-lhe o tal computador. Se o fizerem, você não vai aprender a lição de que mais necessita para ser um profissional melhor. Sabe qual? O seu sucesso é responsabilidade sua. E as ferramentas de trabalho de que você precisa também.

Vá a uma loja e compre o seu notebook. Invista, enfim, na pessoa mais importante do seu mundo: você.

Todas as empresas buscam um perfil específico de vendedor:  ousado, corajoso, que resolva problemas, e, principalmente, que não perca tempo com reclamações.

Então, que tal parar de choramingar e começar a vencer?

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A regra do silêncio

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Impressionar as pessoas com palavras quando você não tem esta habilidade desenvolvida é um risco bastante perigoso. Quanto mais você fala, mais comum aparenta ser e menos controle da situação terá.

Ainda que você diga algo sem valor, as suas palavras parecerão originais se você as disse de modo vago,  geral e enigmático.

Pessoas habilidosas e sábias impressionam e intimidam quando falam.  

As pessoas não valorizam o que é, mas sim o que parece. E, portanto, quando você diz menos do que o necessário, inevitavelmente parecerá mais inteligente e maior.

É um instinto humano interpretar e explicar os fatos e ocorrências. Todos desejam saber o que o outro está pensando. Então, se você controlar cuidadosamente o que revela pelas suas palavras, a gente à sua volta não conseguirá penetrar nas suas intenções ou pensamentos.

Então dê respostas curtas. Seja o mais silencioso possível.  O silêncio põe as pessoas pouco à vontade. Deixe-as na expectativa, e no momento seguinte elas começarão a preencher o silêncio com comentários. Daí você saberá com clareza o que pensam, como são, suas fraquezas, e muito mais.

Fale pouco. Contenha a sua ansiedade verbal e não se preocupe com o silêncio. 

Esta é a regra!

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Saiba como melhorar a sua eficiência mental

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Por que é que muitas pessoas não conseguem aprender o que leem, o que ouvem, ou reter o que assistem na tevê ou numa palestra?

O mecanismo de aquisição de informações no ser humano é curioso. O que entra no cérebro através dos cinco sentidos é imediatamente comparado com registros já existentes.  O que não for compatível com o que há, será  automaticamente rejeitado de modo não muito diferente da descarga de um banheiro.  Não será deste modo caso o indivíduo  tenha forte interesse na informação ou dado frente ao qual está no momento.

Vamos explicar.

Todos nós temos algo parecido a uma biblioteca no nosso cérebro. Desde o nascimento até a  velhice esta biblioteca estará em expansão pelo acréscimo de novos itens cognitivos, como as experiências das quais  extraímos lições, o que estudamos e  lemos com foco, os sentimentos e sensações e tudo aquilo a que nos esforçamos para aprender. Assim se enriquecem os registros mentais.

Portanto, a facilidade de aquisição e retenção de novos conhecimentos e informações nada tem a ver com inteligência nata, mas com o esforço pela melhoria crescente da capacidade individual. E isso é fruto do interesse e do esforço.

O contrário também é verdade.

Supere a preguiça, o comodismo e a inércia se o seu desejo for tornar-se mais inteligente. Mesmo o mais lento dos lentos poderá alcançar a grandeza quando buscar conquistá-la com tamanha convicção e vontade que se esforce ao máximo  e chegue até a chorar por isso.

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De quem realmente foi a ideia? - Ética e direitos autorais

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

O Carlos conversava com um colega de trabalho que comentou sobre uma ideia de melhoria a um importante processo da empresa.

Dias depois, ele participava de uma reunião gerencial e apresentou aquela ideia sem mencionar a fonte. O diretor gostou do que ouviu, aprovou e depois de implementada, a ideia  produziu resultados interessantes, valendo uma promoção ao Carlos como reconhecimento.

Como você interpreta esta breve história corporativa?

Quando não mencionou o nome do autor da ideia, o Carlos deixou as pessoas pensarem que era sua. Isto se chama expropriação ou roubo!

Pessoas honestas não agem assim, apesar  de práticas similares já ser comuns e normais nas mídias sociais e no dia a dia  de muitos. Mas não é normal!

Você, caro leitor, cara leitora, deve saber que  direitos autorais são uma propriedade de quem criou ou desenvolveu seja lá o que for.

O Carlos foi aplaudido e premiado por algo que não lhe pertencia. Tarde ou cedo, a verdade o fará perder este falso mérito porque existe Justiça sobre tudo e todos – a despeito da cegueira e dos interesses da justiça humana.

E aqui vai o meu destaque: uma carreira profissional não pode fundar-se em atitudes dessa categoria. Tudo nesta vida tem limite – incluem-se aí os comandos “Ctrl C”  e  “Ctrl V”, conhecidos e profusamente usados por todos.

 
 

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Isto pode mudar o seu desempenho e o seu futuro

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

O sabe-tudo é o contrário do aprendiz.

O sabe-tudo é categórico, crítico, dogmático, irresponsável e arrogante. Pensa saber o tempo todo o que os outros devem fazer e não poupa críticas contra os que não fazem o que devem. Ele nunca tem culpa – os outros, sim. É um expectador por excelência. Não jogao jogo, por exemplo, mas assiste, e sente-se seguro para dar todos os palpites. Nada faz para que seu time de futebol ganhe, por exemplo. Mas responsabiliza os jogadores, o técnico, o juiz, os adversários, o clima, a sorte e tudo o que for possível se seu time perder.

O “aprendiz” é bem diferente. Trata-se de um sujeito consciente de que existem fatores fora de seu controle e é por isso que se concentra nas variáveis que ele mesmo pode modificar. A fonte de sua autoestima está no sucesso em longo prazo. Daí ele nunca buscar aquela típica gratificação imediata de “ter razão”.

Se um sabe-tudo e um aprendiz tomarem uma chuva e chegarem molhados ao escritório, o sabe-tudo dirá: “A chuva nos pegou de surpresa”. O aprendiz: “Eu não consultei a previsão do tempo e por isso nem pensei em trazer o guarda-chuva”.

O primeiro joga a culpa na chuva e se considera vítima das circunstâncias. O outro assume a responsabilidade de não ter-se informado e se enxerga como protagonista.

Espero que você reflita sobre as suas atitudes.  Em qual dos dois perfis você se enquadra?  Adote medidas para adequar-se ao comportamento protagonista. Seja sempre um “aprendiz” e prospere.

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Eu quero a minha privacidade. Você quer a sua?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

A falta de privacidade já é uma endemia – com incidência significativa na população. Ter um perfil aberto nas redes sociais, mostrar preferências, gostos, interesses e fotos pessoais é quase obrigatório. Todos já se comportam como se tudo tivesse de ser revelado. Mas há um porém nisso. Cada um de nós possui situações privadas. E direito a elas.

Ainda que muitos não concordem, para mim a  essência de cada ser humano deve ficar guardada e nunca exibida por aí. Afinal,  os valores de cada um são diferentes dos demais. O que vale para mim pode nada valer para você. E vice-versa. 

Um mendigo lhe pede esmola na rua. Você diz a ele:

- “Por que você não arruma um emprego?”.

Isto é uma clara invasão de privacidade. Analise e você compreenderá. Ele tem fome ou qualquer outra necessidade, e lhe pede um auxílio. O seu problema restringe-se a dar ou não a ajuda que ele solicita, e não discutir se ele deve trabalhar.

Precisamos entender que espiar ou invadir a privacidade de alguém não aproxima. Ao contrário, pode inclusive distanciar mais. E se ele ou ela não quiser revelar algo de si, forçar usando emoções ou outros meios é drasticamente errado.

Respeite a privacidade dos demais. Só deste modo você terá direito à sua.

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TEMPO SEM EMPRESA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Proissão Atitude

Eu acreditava que em tempos de crise econômica nacional as pessoas se tornassem mais tolerantes e pacientes. Mas não.

Em muitos lugares vejo gente reclamando do patrão, de treinamentos, de processos, de relatórios, dos colegas, do salário e até, sem exagero, dos clientes. Você acredita?

A culpa é sempre de alguém. Ou de algo. É a naturza humana.

Ao mesmo tempo,  quase nunca encontro quem diga de si mesmo: “Preciso ser mais produtivo!”; ou “Vou fazer um curso para aumentar a minha eficiência”.

Não! A culpa do erro e do fracasso é sempre do outro.

Um pouco de autocrítica faz bem a qualquer situação. Não me refiro a culpar-se ou condenar-se, mas a conhecer os próprios pontos fortes a fim de reforçá-los e os fracos para melhorá-los.  É um dever profissional, uma exigência da vida.

Por favor, você que me lê, atente-se para este alerta. Não deixe que o seu tempo na empresa lhe faça insensível a ponto de esquecer-se do seu tempo sem empresa.

Avance, melhore, progrida e desenvolva-se.  O homem é como a terra: se não produz frutos e verduras, o que nasce são ervas daninhas e mato.

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CHEGA DA BESTEIRA DO COPO MEIO CHEIO OU MEIO VAZIO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Li recentemente um texto de autoria do escritor Mark Manson. Ele diz que, no início da década de 1960, virou moda desenvolver uma ‘autoestima alta’ — ter boa autoimagem e se sentir bem consigo mesmo. Naqueles dias, os psicólogos concluíram que as pessoas que se consideravam admiráveis tendiam a se sair melhor e ter menos problemas.

Estudiosos e legisladores da época acreditaram que aumentar a autoestima da população traria benefícios sociais como: redução da criminalidade, melhora no desempenho acadêmico, geração de empregos e até redução do deficit no orçamento.

Em 1970, as práticas relacionadas à autoestima começaram a se alastrar.

As notas escolares dos estudantes com baixo desempenho eram elevadas artificialmente para que não se sentissem tão mal. As crianças recebiam deveres de casa inúteis, como escrever as características que as tornavam especiais. Pastores e sacerdotes diziam a suas congregações que cada um ali era especial aos olhos de Deus, que todos estavam destinados a se destacar e a superar a mediocridade. Seminários empresariais e motivacionais ensinavam que cada um de nós pode ser excepcional e extremamente bem-sucedido.

Hoje, somos a geração que colheu os frutos daquele “show”. Não somos todos excepcionais e sentir-se bem consigo mesmo não significa nada, a não ser que você tenha um bom motivo para isso.

O que sabemos, sim, é que adversidade e fracasso são úteis e até necessários para o desenvolvimento de adultos determinados e bem-sucedidos.

O verdadeiro valor de uma pessoa não é medido pelo modo como ela vê as experiências positivas, e sim as negativas. Quem nutre uma boa autoestima verdadeira enxerga com honestidade suas partes negativas e age a fim de se aprimorar.

O que quero dizer é: chega daquela ilusão imbecil de só enxergar a parte cheia do copo, afinal, em qualquer ponto do Planeta onde exista ar, o copo jamais estará vazio.

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O SEGREDO AINDA NÃO REVELADO DO SUCESSO

ABRAHAM SHAPIRO para o PortalProfissão Atitude

Numa cidade da Noruega, em 2009, uma empresa coordenou a queda de mais de 4 milhões e 400 mil peças de dominós, batendo o recorde como a maior do mundo. Uma única peça colocou em movimento uma sequência de quedas que deflagrou algo em torno de 94.000 Joules de energia, correspondente a 545 flexões de braço de uma pessoa de estatura média.

Numa estrutura desse tipo, cada dominó em pé representa uma pequena porção de energia potencial. Quanto mais alinhados, mais energia é acumulada. Então, com um simples toque inicia-se uma reação em cadeia de poder incrível.

Um professor de Física da Califórnia, nos Estados Unidos, provou que um dominó em queda pode não só tombar outro de mesmo tamanho, mas um que seja 50% maior. Na sucessão que ele montou, o primeiro tinha 5 centímetro, e o último, a ser derrubado quase 1 metro de altura.

Imagine o que aconteceria se essa progressão continuasse sem parar. O resultado poderia desafiar a imaginação. Vamos a uma simulação simples. O 10º dominó teria quase dois metros altura. O 18º seria uma peça do tamanho da Torre de Pisa. O 23º, como a Torre Eiffel. O 31º, quase mil metros mais alto que o Monte Everest, e o 57º teria a altura da distância entre a Terra e a Lua!!!

Isto não é uma aula de Física e nem uma página de curiosidades. O que desejo comunicar? Pare de ser disperso e querer fazer tudo. Trabalhe com foco. Viva com foco. Concentre-se em cada coisa que fizer e, assim como uma pequena peça de dominó em queda, você verá a energia que é capaz de liberar como resultado disso.

 

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O BOM É BOM... SÓ ISSO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu já me cansei do perfeccionismo de tantas pessoas. Elas são risíveis e enervantes. Concebem um ideal de ser que, de cara, é incompatível à própria natureza humana; mas elas insistem. Não que devamos desprezar a perfeição. Atingi-la, contudo, é outra história. Pior quando a requerem dos outros.

Todo perfeccionista é exagerado e deseja fazer tudo ao mesmo tempo. Acontece que este é o caminho mais fácil, largo e curto para transformar coisas potencialmente boas em ruins, pois sempre há limites de recursos, de tempo, de capacidade, de foco etc. Enquanto cada uma dessas limitações não for superada criteriosamente em qualquer processo, não se chega sequer ao estado bom de qualidade – que dirá ao ótimo.

Eu observo ser difícil alcançar o sucesso até mesmo quando se executa uma tarefa de cada vez. Cinco ou doze simultaneamente deixaria em apuros Leonardo da Vinci ao tentar levá-las a cabo.

O que aprender disso? Eu penso ser o ‘ótimo’ o melhor e mais desejável de todos os resultados, concorda?   Mas para que se chegue ao ótimo é  preciso cortar muito daquilo que nos parece bom.

As coisas melhoram quando reduzidas ou cortadas. Diretores cortam boas cenas para lançar um grande filme. Músicos descartam faixas boas para fazer um CD excelente. Escritores eliminam boas páginas para publicar um livro excepcional. Resta-nos, portanto, imitá-los e seguir a experiência.

Corte, elimine, extirpe o que é apenas bom. Assim é que se chega a um status elevado sem que se pretenda a inatingível perfeição, pois, como já se constatou em tantas circunstâncias, o bom é inimigo do ótimo.

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NEGUE-SE A FRACASSAR

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Já observou que no mundo dos negócios o fracasso se tornou um “ritual de passagem”?

Eu ouço o tempo todo que nove entre dez empresas novas não vingam ou que as chances de certo projeto dar certo são quase zero. E o anexo deste mau agouro traz de brinde-surpresa aquela filosofia de boteco, que diz: “o fracasso molda o caráter”.

Sim, o insucesso está em alta. E eu lamento por todos os que se deixam levar por esta droga de pensamento.

Leia bem o que venho a dizer hoje: Não dê bola para estatísticas.

O fracasso dos outros é apenas isto: o fracasso dos outros. Se eles não conseguem vender, isso não tem nada a ver com você. Se eles são incapazes de formar uma equipe, cobrar bom valor pelos serviços que prestam e ganhar mais do que gastam, o problema é deles, não seu.

Outra coisa que falam a torto e a direito é que devemos aprender com os erros.  Não direi estar errado. O problema é que faz pensar ser o fracasso um pré-requisito do sucesso. E não é. Sabe o que devemos aprender inequivocamente dos nossos erros? Não fazê-los de novo.

Um estudo da Harvard Business School constatou que empreendedores bem-sucedidos têm 34% de chances de acertar novamente. Já, aqueles cujos negócios fracassaram da primeira vez, terão na próxima empreitada quase o mesmo índice de sucesso que aqueles  que nunca abriram uma empresa, a saber: 23%. 

Portanto, a experiência que importa é a experiência do sucesso.

Aprenda com os seus acertos e bons resultados. Neles é que se encontra a sabedoria de que você mais carece. Repita-os.  E, desta vez, tente fazer melhor.

E se você estiver revoltado ou contrariado com o que levanto na coluna de hoje, largue mão de ser ranzinza, pois é exatamente assim que a natureza funciona. A evolução não se presta a examinar fracassos passados, mas a desenvolver aquilo que deu certo. Siga este exemplo!

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DECIDA SOBRE AS RESPONSABILIDADES DA SUA VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você tem uma reunião daquelas que fazem pensar: - “Por que eu deveria ir?” 

Pois bem. - “O que acontecerá se você não comparecer?”

Nada? Então talvez você não deva ir mesmo.

- “Alguém vai ficar irritado ou achar que você é vagabundo? Ou, pior ainda, você corre o risco de ser demitido?”

Nestes casos, engula o sapo e enfrente essa tal reunião!

Mas sabe o que aconteceu ao fazer estas perguntas?

Algo espetacular. Você deu a si mesmo a oportunidade de pensar e decidir sobre “o que fazer na sua vida”.

Tente fazer isto sempre: pensar.

É claro que vai exigir que você seja uma pessoa resoluta, um tanto difícil nos dias de hoje em meio a  duas mil mensagens instantâneas por hora, trabalho inútil imposto por outros ou por nós mesmos; regras imbecis sobre o tempo – como aquela de que  precisamos trabalhar tantas horas por dia sem considerar o quê, de fato, é feito ao longo desse tempo –  e muito mais.

A mensagem que eu desejo transmitir é: não perca a oportunidade de raciocinar sobre como você vai usar o seu tempo. Enquanto não souber ao certo quais responsabilidades assumir e seus reais efeitos, aplique o filtro das duas perguntas-chave:

- “Por que eu deveria fazer isso?” e

- “O que acontecerá se eu não fizer?”.

Assim você aprenderá, aos poucos, a discernir entre obrigações necessárias e desnecessárias. Só então estará apto a dizer “não” ao maior número possível de obrigações inúteis ou improdutivas.

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O QUE EU PROCURO, ACHO!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Alguns dirão que é Psicologia. Mas é uma simples  e óbvia constatação da vida que agora divido com você.

Quando eu estou feliz, vejo felicidade nos outros.

Quando sinto compaixão, vejo o mesmo nas outras pessoas.  E se eu estiver cheio de energia e esperança, verei muitas oportunidades à minha volta.

O azar é que o contrário também é verdade. Se eu estiver com raiva, tudo me irrita de graça.  E quando deprimido, vejo tristeza nos olhos de quem me rodeia.

Desânimo torna o mundo um lugar chato e sem atrativos aos nossos olhos.

Se eu for de carro a Campinas e disser: “Que lugar mais apinhado, bagunçado, que trânsito caótico!”, estarei na verdade expressando quanto eu estou interiormente apinhado, bagunçado e congestionado naquele momento. Se estivesse motivado, poderia tranquilamente me pegar dizendo: “Uau! Como esta cidade progride! Já é uma metrópole!”  Novamente eu estaria descrevendo a minha paisagem interior, não a de Campinas.

Quero dizer que a nossa automotivação depende da forma como escolhemos ver as circunstâncias da nossa vida. Sabe por quê? Nós não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.

Em qualquer situação, podemos ir em busca do ouro ou tentar encontrar a sujeira. Isto é o que significa a frase: “Quem procura acha.”

Então opte por oportunidades boas.  A escolha é sua.  As nossas oportunidades irão se multiplicar muito  a partir do momento em que nós dois decidirmos enxergá-las.

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COMO VOCÊ ESTÁ CONSTRUINDO O SEU FUTURO?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Pesquisa recente nos Estados Unidos concluiu que, entre as competências pessoais necessárias para que o país continue líder mundial neste século está o gerenciamento da informação por meio da comunicação oral e escrita, ou seja, capacidade de ler, falar e escrever bem.

A necessidade de desenvolver estas habilidades é séria, até  porque passamos a maior parte do tempo defendendo os nossos pontos de vista, falando com pessoas e tentando motivá-las.

Todos já sabem que o mais importante não são as informações em si que adquirimos, mas o ato de transformá-las em conhecimento. Informações são tijolos; conhecimento é o edifício que construímos com eles.

Então eu pergunto: Onde é que você tem buscado os seus tijolos? Só nas mídias?  Já é alguma coisa, sim. Mas será isso bom?

Permita-me ser muito franco e ir direto ao ponto. Quantos livros você leu nos últimos seis meses? –  livros que formaram novos pensamentos e modelos mentais no seu cérebro.

E literatura? Não me refiro a best-sellers, mas aos clássicos. Você já leu, por exemplo, Thomas Mann, Goethe, Machado de Assis ou Baltasar Gracian? Parece tarefa de escola? Não, não é.  Hamlet, de Shakespeare, é uma peça de teatro que se lê em dois dias! E quanta coisa se aprende sobre o caráter humano ao lê-la!

Eu lhe trago esta dica, hoje, porque a cultura de massa é perigosa demais. Ela nos oferece uma espécie de “visão tubular” das coisas. É como se olhássemos apenas a parte da realidade que ela nos permite olhar e do modo como ela quer que nós a interpretemos.

Não fique apenas nas mídias. Vá além. Busque novas visões. Leia mais. Estude mais. O seu futuro e a qualidade dele estão nisso.

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NEM SEMPRE OS ARGUMENTOS RESOLVEM

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

"Políticos são iguais em todo lugar. Eles prometem construir pontes mesmo onde não há rios."

Esta frase foi dita por Nikita Kruschev, que se tornou um dos homens mais poderosos do mundo quando liderou a extinta União Soviética durante 11 anos.

Em 1953, com a morte de Joseph Stalin, Kruschev participou e venceu a disputa interna pela sucessão daquele ditador, tornando-se líder do Partido Comunista. Tomou medidas que desagradaram seu partido. Entre elas, denunciou o culto à personalidade de governos anteriores ao dele.

Certa vez, um sujeito interrompeu Khrushchev no meio de um discurso em que ele denunciava os crimes de Stalin.

- “O senhor foi colega de Stalin”, gritou o sujeito, “por que não o impediu na época?”

Khrushchev aparentemente não podia ver o fulano e rosnou:

- “Quem disse isso?”

Ninguém levantou se manifestou. Ninguém moveu um músculo sequer.

Passados alguns segundos de silêncio constrangedor, Khrushchev disse com voz tranquila,

- “Agora você sabe por que eu não impedi Stalin.”

Este episódio entrou para a História e é uma grande lição de comportamento.

Em vez de simplesmente argumentar que qualquer pessoa diante de Stalin teria medo, sabendo que o mais leve sinal de rebeldia significava morte certa, Krushchev fez sentir o que significava enfrentar Stalin. Ele fez os presentes sentirem a paranóia, o terror de falar em voz alta, o pavor do confronto com o líder, neste caso, Khrushchev. A demonstração foi cabal e nunca mais se discutiu este tema.

A lição presente neste episódio é válida para todos e em qualquer circunstância: “A forma de persuasão mais eficaz é a atitude”.

Guarde bem isso e, se possível, transforme em regra de comportamento: “Atitude e exemplo fazem as pessoas entenderem coisas aparentemente impossíveis sem que você tenha de dizer uma só palavra”.

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UM PODER MAIOR DO QUE A FALA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

"Políticos são iguais em todo lugar. Eles prometem construir pontes mesmo onde não há rios."

Esta frase foi dita por Nikita Kruschev, que se tornou um dos homens mais poderosos do mundo quando liderou a extinta União Soviética durante 11 anos.

Em 1953, com a morte de Joseph Stalin, Kruschev participou e venceu a disputa interna pela sucessão daquele ditador, tornando-se líder do Partido Comunista. Tomou medidas que desagradaram seu partido. Entre elas, denunciou o culto à personalidade de governos anteriores ao dele.

Certa vez, um sujeito interrompeu Khrushchev no meio de um discurso em que ele denunciava os crimes de Stalin.

- “O senhor foi colega de Stalin”, gritou o sujeito, “por que não o impediu na época?”

Khrushchev aparentemente não podia ver o fulano e rosnou:

- “Quem disse isso?”

Ninguém levantou se manifestou. Ninguém moveu um músculo sequer.

Passados alguns segundos de silêncio constrangedor, Khrushchev disse com voz tranquila,

- “Agora você sabe por que eu não impedi Stalin.”

Este episódio entrou para a História e é uma grande lição de comportamento.

Em vez de simplesmente argumentar que qualquer pessoa diante de Stalin teria medo, sabendo que o mais leve sinal de rebeldia significava morte certa, Krushchev fez sentir o que significava enfrentar Stalin. Ele fez os presentes sentirem a paranóia, o terror de falar em voz alta, o pavor do confronto com o líder, neste caso, Khrushchev. A demonstração foi cabal e nunca mais se discutiu este tema.

A lição presente neste episódio é válida para todos e em qualquer circunstância: “A forma de persuasão mais eficaz é a atitude”.

Guarde bem isso e, se possível, transforme em regra de comportamento: “Atitude e exemplo fazem as pessoas entenderem coisas aparentemente impossíveis sem que você tenha de dizer uma só palavra”.

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A ANTIGA E SEMPRE ATUAL TRADIÇÃO DA POUPANÇA

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Muitas crianças têm ou já tiveram um cofre em formato de porquinho. Talvez você.

Por que um porco, e não um gato ou cachorro?

Uma das explicações diz que na Inglaterra medieval as pessoas utilizavam ânforas e jarros em suas cozinhas feitos de um tipo especial de argila chamada “pygg”. Elas costumavam guardar o dinheiro que poupavam no dia a dia dentro desses vasos. Com o tempo, o som de pygg tornou-se idêntico a pig, que significa porco, e estes recipientes tornaram-se conhecidos por “pygg banks”. Não tardou a que um empreendedor tivesse a brilhante ideia de criar um pygg bank em forma de porco –  ideia que se estendeu ao mundo graças ao amplo domínio colonialista britânico.

Outro fato histórico associado é que os primeiros banqueiros da Europa capitalista eram Judeus. A religião Judaica proíbe a ingestão de suínos. Os vários governos do Velho Continente, interessados em perseguir este povo, induziam suas populações ao ódio gratuito. Um dos itens empregados nesta ideologia de maldade foi o cofre em formato de porco. 

O cofre porquinho clássico é representado na cor rosa e feito em argila. Antigamente, quando cheio, devia ser quebrado para, então, revelar a pequena fortuna que as crianças aprendiam a acumular por semanas e meses. Hoje, as variadas versões vêm com uma tampa removível, fazendo-o reutilizável.

Tornou-se popular, e é lindo. Cofre que se preze, tem que ser porquinho. O mais importante e louvável, no entanto, continua sendo a atitude ditada pela antiga máxima: “Quem poupa tem!”

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A RELAÇÃO ENTRE DIZER 'NÃO' E A PRODUTIVIDADE PESSOAL

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ouço queixas de gerentes e executivos em empresas por suas vidas estarem dispersas e sem rumo. Eu sei exatamente o que acontece com todos eles. Eles se sentem drenados pelas solicitações de pessoas que aparecem à porta de sua sala dizendo: “Tem um minuto?” Após isso, eles veem um dia inteiro ir embora sem produzir nenhum fruto.

A solução para este problema está na Bíblia.

O Rei Salomão disse que a diferença entre o homem e o animal é nula. Quando fui pesquisar o texto original, descobri algo fantástico. Ao pé da letra,  o que o homem mais sábio do mundo disse, foi: “Pois a diferença entre o homem e o animal é ‘não’”.

Traduzindo. Só o homem tem a seu dispor a faculdade de dizer “não” frente a algo que o ameace ou o ponha sob risco. Um animal diabético não se recusa a comer doces. Mas um homem, se quiser, sim.

Olhe para uma turma de estudantes colegiais. Aqueles que dizem “não” ao comportamento de manada predominante no grupo serão os líderes no futuro.

Aprenda a dizer “não” nas ocasiões em que você estiver impossibilitado ou que o ameaçarem a tirá-lo fora dos seus objetivos. E quando aprender a fazê-lo, ensine aos demais à sua volta. Focar no trabalho depende de dizer não a muitas coisas não importantes.

Na vida é preciso saber o que se quer. Nada se consegue sem isso – nem mesmo os frutos de um só dia de trabalho!

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