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ENTENDER AS PALAVRAS MELHORA A VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

As pessoas têm o hábito de pretender saber de tudo. Já observou? 

Mas nem sempre sabem. E quase ninguém usa um dicionário, o que só causa problemas. 

Elas constroem uma ideia sobre as palavras e começam a falar achando que todos os demais imaginarão exatamente o que elas pensam. 

Nós usamos as palavras para nos expressar. Então, quanto mais soubermos o sentido delas, mais fácil será utilizá-las. Daí a importância de um dicionário.  

Certa vez, o famoso pintor Pablo Picasso recebeu um senhor rico que encomendou um retrato da esposa. Dia após dia o artista trabalhou com a mulher em seu ateliê. 

Finalmente, chamou o cliente para mostrar a obra terminada. 

Quando Picasso descobriu a tela e apresentou sua versão cubista da mulher, o marido, indignado, protestou: 

- “Que diabo é isso? Essa figura não se parece nada com a minha esposa!” 

Então, ele abre sua carteira, tira de dentro uma foto e a enfia debaixo do nariz de Picasso, exclamando: 

- “Olhe aqui! A minha mulher é exatamente assim!”

Picasso pega a foto, e comenta, com espanto: 

- “Nossa! Como ela é pequena”.

Guarde a lição: compreender bem o sentido das palavras é um recurso que ajuda a falar e a escrever corretamente, porém, mais importante, facilita a que o resto do mundo nos entenda.

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A REALIDADE DO COACHING NO BRASIL

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Quando eu comecei a falar de coaching, no ano 2000, o termo era grande desconhecido de quase todos no mundo dos negócios. Já em 2016, o que havia de carregador de sacos, entregador de pizza ou lanterninha de cinema que se transformou em coach após um cursinho de fim de semana e de publicar sua foto com os braços abertos em posição de entusiasmo era medonho. Virou moda.

No princípio, os coaches eram pessoas experientes, com formação de nível superior e amplitude corporativa prática. Mas, à medida que o coaching tornou-se uma técnica multiplicada através de “cursinhos” itinerantes e de adesão incondicional, a oferta de pseudoprofissionais inundou o mercado. Empresários que contrataram muitos desses sem tomar qualquer referência de resultados anteriores, pagaram caro e nada viram acontecer do que esperavam. 

Da minha parte eu já nem digo mais que sou coach. Sinto certa vergonha! Mudei o nome do trabalho que presto. E sei de muitos que fizeram o mesmo após verem profissionais fracassados em suas carreiras usar o coaching como ‘tábua de salvação’. 

Chega a ser engraçado. Lá atrás eu gastava energia explicava o que é coaching para quem não sabia. Hoje, eu gasto mais energia tentando mostrar o que não é coaching, porque a confusão é geral.

Triste. Eu quisera aconselhar você a contratar um coach. Mas obrigo-m a prescrever de outro modo. Se ocorrer de alguém lhe oferecer um trabalho de coaching em qualquer área, peça referências de trabalhos anteriores. Depois pesquise, de fato, para investigar a veracidade dos dados. 

Melhor é suspeitar antes de levar alguém para dentro da sua empresa ou da sua vida, do que arrepender-se de uma burrada depois de feita...  e com menos dinheiro no bolso.

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O QUE É SER CONSULTOR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Um homem está sentado na sarjeta, junto ao semáforo, com uma máquina de escrever ao colo. Passa um senhor e lhe diz:

- “Ei, rapaz. O hospício é ali adiante.”

- “Sim” – responde o homem. – “Mas a minha empresa é aqui.”

Como consultor, não foram poucas as vezes em que empresários me contrataram para que eu dissesse o que lhes era conveniente. Mas a vida e a experiência me ensinaram que confiança se constrói dizendo a verdade, e não o que as pessoas querem ouvir.

Ninguém precisa de um especialista apenas para confirmar suas expectativas. É claro que isso é possível, apesar de totalmente dispensável. 

O trabalho da consultoria para empresas consiste em investigar a causa de suas fraquezas a ajudar a convertê-las em forças. É apontar onde estão e quais são as oportunidades que irão adicionar valor ao negócio. As pessoas de dentro da organização não fazem isto porque têm afazeres demais que as impedem de ver amplamente por si mesmas. Daí a importância da consultoria.

No entanto, ter um consultor apenas para confirmar modelos ou decisões pode ser um desperdício de recursos, além da perda do potencial de encontrar novas perspectivas.

As melhores experiências que já vivi como consultor foram aquelas em que eu consegui fazer as pessoas olharem mais longe do que eram capazes até então. É possível e sabemos como fazê-lo. Começo atuando em busca da meta de ajudá-las a resolver alguma situação pontual, mas invariavelmente o processo as faz  progrredir a ponto de descobrirem um novo jeito de fazer seus negócios ou função e, assim, saem do modo eficiente em que já atuam e atingem níveis de eficácia. 

São estes resultados que me fazem amar a consultoria e, mais ainda, ser consultor!

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NINGUÉM PRECISA DE SABICHÕES

Abraham Shapiro para o Blog Profissão Atitude

Ouvi da boca do meu mestre que uma pessoa sem sabedoria terá uma velhice inútil.  

Para quê serve um idoso sem sabedoria?  Ela é exatamente o que falta a todos os que estão próximos! Então se ele a tiver, será de benefício a todos.

Eu venho de uma cultura que aprecia mais o conhecimento real do que a simples vontade de aprender. Acho que o meu povo cansou-se da figura do sabichão.  

O tal do sabichão é incrível, intragável e indigesto. Ele já viu tudo, já fez tudo, esteve em todos os lugares, tem uma explicação para qualquer item e sabe falar de modo complicado o bastante para parecer que está certo.

Essa, aliás, tem sido a porta de entrada para uma miríade de jovens recém-formados à prática profissional mais cobiçada da moda: o coaching. O rapaz e a mocinha leem alguns livros, fixam os conceitos em mente e saem por aí fazendo palestras, escrevendo artigos e oferecendo os serviços de orientação de que os executivos e as empresas precisam. E eles impressionam, de fato, porque leitura e cultura não são pontos fortes nos brasileiros.  

Experiência? Eles não têm nenhuma. Sabedoria e prática? Passam longe deles. O que sabem é falar bem e impressionar. São sabichões,  teóricos medíocres. 

Eu não tenho nada a ver com o seu dinheiro, caro leitor. Mas você devia pensar três ou dez vezes antes de confiar problemas pessoais ou empresariais aos ouvidos – e ao cuidado – de gente sem qualquer expertise. O dinheiro é seu. Mas as consequências nunca se confinam ao espaço físico que se imagina. Você se submeteria a uma cirurgia cardíaca – D-us o livre – a ser feta apenas por médicos em sua primeira semana de residência?  

Eu lhe peço: proteja o mundo contra a proliferação dos sabichões. Ninguém precisa só de teorias. E se a sua empresa tem qualquer problema para o qual você necessite de ajuda, busque quem tem experiência e sabedoria a lhe oferecer. Tome referências. 

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VOCÊ PRECISA TER UM CONSELHEIRO

Abraham Shapiro

Alguém me disse, certa vez, que eu devo ser um bom jogador de cartas porque pego todos os lixos e os transformo em canastra.

Creio ter sido um elogio. Se realmente foi, não se trata de mérito meu, mas do meu mestre e mentor que me exercitou a aprender com tudo, de tudo e de todos!

Ele costumava dizer: “Você e eu temos uma fantástica capacidade de extrair lições. Mas é preciso exercitar.” E eu pratiquei muito.

Então vamos fazer aqui um breve treinamento.

O que se aprende de uma locomotiva? Que tal isso: “Em um segundo, você pode perder tudo”.   Na prática: não despreze nem mesmo um segundo, e fique ligado!

E do telefone? É simples!  Eu penso que a melhor lição de todas é: “O que você disser aqui, alguém ouvirá lá instantaneamente”.  Então: cuide do que você fala.

Qual lição é possível extrair de um endereço de e-mail -  por exemplo, o meu: shapiro@shapiro.com.br? Uma sugestão: “Não despreze nem mesmo um ponto, pois sem ele a sua mensagem nunca chegará ao destinatário.” 

Entendeu?

Ter um mestre, um mentor, é imprescindível para a vida e para o trabalho. Nós precisamos de alguém com quem nos aconselhar – pessoa que tenha sabedoria e compreensão de ‘quem somos’ e de ‘como somos’. Uma pessoa em quem podemos confiar ao seguir orientações e que se interesse pelo nosso sucesso na superação dos desafios.

Cada indivíduo tem sua própria visão da vida. Ao trocar ideias com outro, existe a chance de que a visão e o pensamento de ambos se aliem, e assim obtém-se algo infinitamente maior do que a simples soma aritmética. Temos aí um excelente caso de sinergia. 

Aceite o meu conselho: arrume um conselheiro para si. Você sentirá gratidão por isso e descobrirá qualidades pessoais que talvez jamais soubesse existir bem aí, dentro de você. 

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O COACHING COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS

Tradução: Cassio Epstein

Ver executivos estressados conduzindo compulsivamente suas unidades de negócios para a tríplice meta de crescer, fazer as coisas mais rápido e ganhar mais dinheiro preocupa Abraham Shapiro. 

Apesar de despertar resistências, o coaching está em ascensão no mundo todo, inclusive na Argentina. Segundo Shapiro, o treinamento convencional se limita a ensinar novas habilidades e atender à demanda de mais informações, enquanto o coaching vai além, procurando integrar a totalidade da pessoa ao aprendizado, abordando suas emoções e as relações em que está inserida.

Shapiro alerta: coaching não é apenas treinamento in-house, como pensam muitos. E dá um passo adiante ao afirmar que o principal papel desta atividade é salientar o “ser” muito mais do que o “fazer”.

Em entrevista exclusiva à revista argentina Hospitalidad y Negócios, o consultor e coach brasileiro, que acumula resultados interessantes e práticos junto a executivos de todos os naipes, afirma que a solução para isto é o coaching, um modelo de treinamento que capacita as pessoas a enfrentarem seus sentimentos, medos e outros desafios. Shapiro é psicólogo, engenheiro e estudioso de gestão empresarial e pessoas.


H&N: O que é coaching?

Abraham Shapiro: Todos hão de convir que o desafio central das organizações é produzir mais e melhor. O problema é que resultado é algo que exige mais do que apenas ter conhecimento do que deve ser feito. Observe que, na vida, muita gente sabe o que fazer, mas poucos são aqueles que realmente fazem o que sabem. Este é o drama de grande parte das pessoas. Saber não é o bastante! É preciso entrar em ação. Este é o contexto em que se encaixa o coaching. A palavra inglesa ‘coaching’ significa treinar. Mas podemos entendê-la como sendo um treinamento particular muito mais intenso do que somente a transmissão de um conhecimento. O coaching tem a ver com o partilhamento de experiências de uma forma muito elevada. É uma resposta intuitiva a uma necessidade de aprendizado. Vamos pensar em termos práticos.  Imagine que eu seja o seu coacher. O que os treinadores fazem? Em primeiro lugar – e mais importante –  preocupam-se com você. Passaram anos focalizando uma área específica de atividade e são capazes de determinar os fundamentos para produzir resultados mais depressa. A partir disso, você começará utilizar as estratégias que seu coacher utiliza com você, o que irá possibilitar que você modifique seu desempenho imediata e drasticamente. Às vezes o coacher não diz nada de novo, mas lembra algo que você já sabe, e o manda fazer agora.

H&N: Então coaching é o mesmo que treinamento?

AS: Na tradução da palavra, sim. Mas o sentido prático excede muito a idéia de treinamento empresarial simples. As formas tradicionais de aprender – orientadas para habilidades específicas – são necessárias em qualquer organização. Mas além disso, existe outra necessidade de aprendizado que tem a ver com dimensões mais profundas do ser humano, que hoje aparecem com muita força porque vivemos em um mundo que muda permanentemente e no qual é difícil se encontrar, inclusive consigo mesmo.

H&N: Isso se relaciona com as mudanças deste novo século?

AS: Exatamente. As mudanças a que o mundo dos negócios tem se submetido aumentam as exigências dentro e fora da empresa. Com isso, as pessoas se sentem perdidas. Começa a surgir um enorme drama diante do sentido da vida. Elas se perguntam: “quem sou?”, “o que faço?”, “para quê trabalho?”, “qual o propósito?”. Somos bombardeados por múltiplas interpretações. As tantas possibilidades produzem instabilidade. Estas não são meramente trabalhistas. É uma instabilidade do ser. Diante disso, muitas pessoas sentem-se resignadas. Como conseqüência, o espaço de trabalho começa a se tornar altamente insalubre, com alto grau de desconfiança entre as pessoas. Vemos executivos e empresários cada vez mais estressados em função disso. Tais circunstâncias impõem alto custo humano para que se produzam resultados.

H&N: Então, pode-se dizer que o objetivo do coaching é ampliar o aprendizado num nível que vai além do mero treinamento?

AS: O que se almeja com o coaching é que o aprendizado não se limite às habilidades e ao aumento dos níveis de informação.  Acessar informações não significa saber. O coaching é um esforço de preencher esse vazio da educação organizacional. Observe um detalhe curioso: todas as empresas altamente criativas, ágeis, de desenvolvimento rápido, nasceram de pequenos grupos de pessoas inspiradas. Isso tem a ver com dinâmicas muito poderosas, isto é, gente que trabalha com uma confiança enorme, possuída por um sonho. Essa dinâmica é poderosíssima. O fabuloso sucesso dessas empresas não se deve a pessoas que sabiam muito, ou tinham muita experiência ou haviam feito muitos cursos. Ele é devido a jovens como: Bill Gates, Michael Dell etc. Este exemplo esclarece muito a respeito das metas a serem atingidas através do  coaching. É uma prática que procura integrar a totalidade da pessoa ao aprendizado, e não trabalhar apenas a informação ou uma faceta específica de alguma habilidade.

H&N: O que a sua técnica de coaching tem de diferente?

AS: Minha maior preocupação é com o ser. O coaching que eu dirijo aponta mais o “ser” do que o “fazer”. O maior perigo relacionado ao coaching está em se popularizar transformando-se em simples moda. Ficaria sem sentido e sem essência. Há empresas que entendem por coaching impor aos indivíduos um profissional responsável por seu treinamento in-house (dentro da empresa). É um absurdo. está completamente errado. Isto foge do real conceito.

H&N: Que técnicas são usadas no coaching? Como se desenvolve o processo?

AS: Normalmente trabalho com apenas uma pessoa. Já estou desenvolvendo uma técnica para trabalhar com grupos de diretores ou líderes. Neste caso, a proposta é de nos isolarmos em algum lugar por dois ou três dias e apresentamos um esquema de trabalho diferenciado. Quando as pessoas descobrem que isso tem a ver com o sentido de sua vida, elas se entregam, querem participar, conversar e explorar as várias propostas. Abraham Maslow dizia que não há transformação organizacional sem transformação pessoal, e é exatamente assim que vejo – hoje muito mais do que antes. O mundo, o país, a empresa, precisam de gente que pense, que execute, que resolva, que tenha iniciativa em todos os níveis.

H&N: Que relação existe entre o coaching e o empowerment, que aumenta as responsabilidades e o poder dos indivíduos e das equipes de trabalho?

AS: Empowerment e o coaching têm muito em comum. O empowerment aborda o fenômeno do poder, o que, na prática, significa ter consciência do tipo “eu posso”. Aí esta a ligação. Coaching e empowerment têm a ver com uma mudança no grau de consciência da pessoa a respeito de si mesma. Em outras palavras, quando qualquer pessoa consegue focalizar suas ações ao nível da mais profunda consciência possível os recursos disponíveis se maximizam. Esta pessoa irá produzir muito mais.

H&N: Consciência? A que o senhor se refere?

AS: A maior parte de nossos recursos pessoais se perde por causa da falta de concentração. Quando temos consciência plena do que temos a fazer, quais as metas, como deveremos fazer, com o que e quem contamos etc, nossa capacidade de concentra sobre aquela ação. Nós funcionamos a maior parte como uma lâmpada comum cujos raios luminosos se espalham por todas as direções. Trabalhar com consciência se assemelha ao laser que consiste em uma concentração de raios luminosos numa mesma direção e sentido. Nisso está o poder do raio laser. O coaching leva as pessoas a um estado de consciência superior. Com isso, o poder de suas atitudes se multiplica assim como os resultados e sua eficácia.

H&N: O que se pode ensinar a um diretor para que use melhor suas capacidades pessoais no trabalho diário?

AS: Para um diretores é extremamente difícil dizer “isto eu não sei”. Falta para eles a capacidade de pedir ajuda. Também é importante a habilidade de criar contextos emocionais adequados para cada tarefa; por exemplo, alguém pode ser um grande engenheiro e ver sua capacidade de trabalho reduzida por seu péssimo relacionamento com os outros. Os diretores devem ter em mente que um líder é alguém que dá sentido e propósito. As pessoas seguiam Gandhi e Mandela porque isso dava sentido à vida delas. Se meu trabalho me enche de sentido, colocarei nele uma capacidade muito maior.

H&N: Quando o senhor fala, parece que busca mais  inspiração em assuntos religiosos do que em temas organizacionais...

AS:  Minha área de atuação é o comportamento organizacional. A organização segundo o antigo formato tinha como metas: crescer, fazer as coisas mais rápido e ganhar mais dinheiro. Hoje, começam a ser incorporados elementos que transcendem a mera ganância. Os sonhos estão, aos poucos, sendo agregados à razão de existência dos negócios.  Servir a comunidade, atuar sem agressão ao meio ambiente e a responsabilidade social são exemplos disso. As grandes equipes de trabalho, as que foram capazes de coisas “impossíveis”, eram formadas por pessoas movidas pelo otimismo, não pelo realismo. Quando se convocam pessoas para fazer algo excepcional, gera-se uma força emocional poderosa. Nós, seres humanos, somos capazes de obras extraordinárias. Isso ocorre sempre e quando algo maior do que nós mesmos nos move. Talvez aí esteja o ponto em que a religião entra. Se o interesse por lucro não for maior do que nós mesmos, tudo se torna possível.

H&N: Que dificuldades a empresa enfrenta na implementação do coaching?

AS: O coaching encontra três grandes resistências. A primeira acontece porque é um processo que requer tempo. A segunda porque gera um desafio pessoal. Por exemplo: posso aprender química ou contabilidade, mas quando me falam de como me relaciono com os demais,  de como encaro meus sentimentos, o temor de não ser capaz de entender alguma coisa, isso se apresenta como um desafio. A terceira resistência está relacionada com o fato desse tipo de trabalho levar a uma redistribuição do poder, porque existem pessoas que se desenvolvem, que são capazes de resolver, que começam a falar de um espaço de responsabilidades e de compromisso. Nós nos encontramos com pessoas a quem se transferiu poder. Essa redistribuição do poder responde aos desejos e anseios de todos, mas às vezes provoca um grande temor. Delegar e permitir que outros resolvam alguma coisa sem nos consultar é aceitar que os demais pensem e reconhecer o valor das diferenças.

H&N: Como se podem medir os resultados do coaching da perspectiva dos negócios?

AS: A mensuração não é imparcial. Quando alguém mede, usa certo critério e privilegia alguma coisa. Como medimos o crescimento da confiança, a qualidade do tratamento ao cliente, o fato de que as pessoas vivam com mais tranqüilidade? Não é fácil responder. A medida final é que os clientes voltam a nos chamar.

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MENTOR SIM. PAJÉ JAMAIS!

Abraham Shapiro

Cada pessoa precisa de um mentor. E o mentor, de um mentor. E o mentor do mentor... A série é infinita porque ninguém pode se levantar do chão puxando os próprios cabelos.

Mais que uma regra de sucesso para o trabalho, este é um princípio de vida.

Sair em busca de alguém com quem você possa contar como conselheiro não é simples e nem fácil. Mas é excepcionalmente necessário.

Esta, aliás, era a ideia original quando o coaching migrou da área dos esportes para a vida corporativa e carreira profissional.  Mas perdeu-se no caminho. Hoje em dia, o coaching vem se transformando em mais um meio caça-níqueis de fracassados em suas áreas de trabalho.  Identificá-los é fácil. Eles estão por aí vendendo palestras, treinamentos e consultorias nada úteis ao público que desejam atingir, pois pretendem parecer “a salvação de todos os problemas”, quando isso é impossível na prática.

Um mentor o que é? Para começar, é um orientador – indivíduo que interpreta fatos e situações com entendimento e domínio,  sabe colocar-se no ponto de vista de quem orienta e auxiliá-lo em seus julgamentos pessoais.  

A vida de uma pessoa de negócios exige permanente e elevada lucidez para decidir. Este é o núcleo da direção empresarial.  Mas o cotidiano não contribui. Ao contrário. A maior parte do tempo traz avalanche de problemas e tensões que confundem o propósito central da liderança. Este cenário cria a necessidade de alguém capaz de auxiliar a manter o equilíbrio com compreensão e discernimento.

Um mentor confiável, maduro, emocional e racionalmente posicionado é  quem torna isso possível. Ele deve reunir conhecimento e sabedoria. Traduzindo: domínio teórico e prático, experiência e capacidade de reflexão naquilo a que se propõe, bom senso, julgamento com claridade, visão, análise e síntese.

Seja proativo e faça de alguém o seu  mestre pessoal para que os seus esforços sejam um investimento real e converta-se em resultados. Só não opte por “pajelanças” ou magia, pois, em cem por cento dos casos os riscos de perdas e danos se realizam como consequência desta malfadada escolha. 

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O COACHING E SEUS RESULTADOS

Abraham Shapiro

Li um artigo num importante jornal de negócios sobre executivos que saíram do processo de coaching piores do que entraram. E o autor perguntava: “Se o coaching é uma poderosa ferramenta de gestão de pessoas, como isso poderia acontecer?”

Resposta fácil. O coaching está banalizado. 

Aventureiros fazem cursinhos, ganham uma certificação e se apresentam como “salvadores” que resolvem todos os problemas corporativos ou de carreira.  E no instante seguinte lá estão eles vendendo horas, promovendo outros cursos e brincando com o perigo.

Coaching não é o que as pessoas imaginam. E parece que vai demorar para que elas saibam. 

Se houvesse uma ressalva do tipo “O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE” para o coaching, ela seria: “Se conduzido por pessoas inexperientes, o coaching pode causar sérios danos”.

Um coach de qualquer área tem de apresentar experiência comprovada ao que se propõe. Não se trata de ter certificado, mas de prática, de expertise. 

O coaching envolve levantamento de habilidades e  vulnerabilidades, identificação de pontos fortes e fracos reais, capacidade de dar feedbacks sob condições adversas, além, é claro, de auxiliar o executivo a superar problemas imediatos. 

O coaching tem o poder de mudar o rumo da vida de quem o recebe, quando o pratica. É uma ferramenta fantástica de melhoria de desempenho e de promoção de mudanças. No entanto, quando ministrado por pessoas despreparadas, os danos podem ser irreversíveis.

Blinde a sua empresa contra a ação de falsos profissionais em busca de ganho fácil. Não contrate ninguém sem referências. Pague pela expertise comprovada, mas monitore resultados. À custa de tentativa e erro, prepare-se para ser vítima de todos os riscos. E, por favor, não diga que não o avisei!

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COMO RESGATAR A ESPERANÇA PROFISSIONAL

Abraham Shapiro

A minha amiga Ana formou-se há quatro anos em Fisioterapia. Ainda na faculdade, ela conseguiu um emprego no atendimento de uma empresa com que supriu seu sustento e despesas do dia a dia. Foi um período difícil. Concluído o curso, ela realizou o sonho de abrir um pequeno consultório e começou seus atendimentos que, por serem poucos, forçaram-na a continuar naquela empresa.

O tempo passou e eu encontrei-me com Ana recentemente. Quis saber de sua vida.

Ela contou-me que, impossibilitada de deixar o antigo emprego, quase abandonou sua profissão por conta da crise econômica e da ausência de pacientes. Mas algumas atitudes resgataram sua esperança e levaram-na a decidir por outro caminho, apesar do cansaço de dois trabalhos.

Curioso, perguntei o que, afinal, influenciou sua escolha. Ela foi enfática: “Foi o meu foco! Eu concentrei a atenção no meu objetivo e persisti. Imprimi flyers, divulguei meus serviços a conhecidos e nas mídias sociais. Pedi a amigos que me procurassem em caso de necessidade de um fisioterapeuta. As coisas começaram a mudar desde então. Pessoas ligaram, tornaram-se clientes e eu passei a ver o que antes não enxergava. Voltei a sonhar e minha motivação reviveu.”

Não há outra conclusão. Tudo está claro e óbvio nesse episódio. Lamentavelmente, milhões de profissionais desprezam ou se esquecem destas duas palavras cujo poder de realizar gigantescos milagres nos resultados de todos é uma garantia inequívoca: foco e persistência. Elas é que encerram a magia de ensinar o que não se aprende em curso algum, e de conduzir ao êxito o que inspira fracasso.  É como expressa a sabedoria dos norte-americanos: “Qualquer sucesso repentino, levou ao menos quinze anos para acontecer!”

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COMO LIDAR COM AS COMPETÊNCIAS

Abraham Shapiro

Talvez você não saiba. Se não, aprenda agora.

Cada pessoa tem uma personalidade. Essa personalidade individual reúne um número de competências adquiridas ao longo de seu crescimento físico e desenvolvimento mental. Por isso, cada ser humano é amplamente diferente de todos os demais.

Você, portanto, tem competências que são só suas. Essas competências são naturais em você, isto é, não requerem nenhum esforço para que você as expresse. Por isso elas se chamam “competências naturais”.

Há outras não tão evidentes. Mas estão aí, em determinado nível de profundidade. Quando necessário, mediante algum esforço, você as põe para fora e as expressa de acordo com a situação. Daí chamarem-se “competências situacionais”.

Existe ainda uma terceira classe de competências. E estas não são naturais e nem situacionais por serem fracas ou ausentes na sua persoanlidade. No entanto, em dado momento da vida ou da carreira profissional, você precisa aprender e adquiri-las.  São as circunstâncias que requerem um grande esforço pessoal. E por serem assim, elas se chamam: “competências atitudinais”,  já que “atitude” é um atributo que exige esforço. 

Vejamos um exemplo simples. A Silvia fala em público com grande desenvoltura desde criança. É  natural nela. Já o Carlos sofria dias antes de qualquer apresentação na empresa. Mas ele se esforçou, frequentou um curso de oratória, praticou e hoje tem um excelente desempenho. 

Quais as competências de que você necessita para melhorar o seu desempenho? Organização pessoal? Trabalho em equipe? Ambição?

Comece eliminado qualquer medo. Depois aprenda, esforce-se, tome a atitude de praticar e você vai conseguir. O sabor da conquista será o seu prêmio. Eu garanto! 

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PESCADORES DE TOLOS

Abraham Shapiro

A nova salvação da "lavoura do desemprego brasileiro" chama-se CONSULTORIA. 

O cara ganha as contas e, depois de três ou seis meses sem se recolocar, compra um terno de 250 reais, uma maleta, uma gravata... Ela compra uma bolsa no cartão de crédito, um conjuntinho com cara de "executivo", um sapatinho caro, tira uma foto com cara de intelectual, manda pra coluna social e... estão oficialmente lançados como CONSULTORES EMPRESARIAIS.

Duas lições a aprender aqui: 

Primeira. É complicado tomar uma coluna social como indicador de competência de quem quer que seja. É mais provável supor que quem precisa de uma coluna social para se dizer profissional esteja desesperado ou quebrado.  O propósito de uma coluna social é outro. Há algo que ouço da boca de pessoas de sucesso real, entre elas, o grande investidor e milionário Warren Buffet e que lhe direi agora: “Quem tem o que exibir ou de que gabar-se faz questão de não mostrar a ninguém.”  Sempre que este padrão for quebrado, inspira suspeitas.  

A segunda coisa que se aprende deste fenômeno atual da banalização da consultoria é que este país ainda vai pagar caro por tantos anos sem investir em educação!

Tudo bem. Esta moda também vai passar. 

A minha preocupação é que você e a sua equipe não se deixem levar pelas dezenas desses “gurus de última hora” que semanalmente pleiteiam uma apresentação pessoal na sua empresa. Talvez nem todos sejam de se jogar fora. Mas a grande maioria não passa de verdadeiros “pescadores de tolos”. E é isso o que me faz crer que você não será fisgado.

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O FANTÁSTICO AVIÃO DOS ALUNOS DE ENGENHARIA

Abraham Shapiro

Anedota que recebi por email de um querido ouvinte:

Alguns professores de uma faculdade de engenharia foram convidados a entrar num avião. Após acomodarem-se confortavelmente, eles foram informados de que aquela aeronave havia sido projetada e construída por seus alunos. 

Quase em pânico, todos se levantaram e, desesperadamente, correram para fora, exceto um deles que ali permaneceu serenamente, sentado em sua poltrona.  Quando elogiado por uma das aeromoças por sua evidente confiança nos alunos, ele respondeu:

- "Sei bem da capacidade desses estudantes. Se realmente foram eles que construíram esse aparelho, a minha confiança, de verdade,  é de que essa droga não vai nem dar a partida”!

Bem... que o nosso sistema de ensino está bastante comprometido pela péssima qualidade não é preciso dizer aqui. E creio que só piora por falta de investimentos em educação.

Eu e as empresas mais idôneas em recrutamento e seleção temos vivido um verdadeiro terror na busca de profissionais capacitados para preencher vagas nas organizações deste país. 

Currículos bonitos todos são. E os cursos mais fantásticos estão mencionados em cada um deles: MBA em Marketing, liderança, gestão de vendas e muito mais.  Contudo, durante a entrevista, o retorno que poderia comprovar o aproveitamento de tudo o que eles dizem ter feito é  zero e, por isso, lamentável.

Mas não é tudo. Muito pior é encontrar esses mesmos candidatos, dois ou três meses depois, oferecendo-se ao mercado como consultores ou orientadores de executivos após terem feito o mais cobiçado cursinho da moda: O de “Master Coaching”.

É assim! Eu tenho pena de quem os contratar!

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