A LEI DO SILÊNCIO QUASE NUNCA RESOLVE

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

O gerente de uma empresa me questionou, dia desses, sobre um colega de seu lado que o incomoda por ter um jeito expansivo de se relacionar com as pessoas que chegam a sua mesa. Ele perguntou se em vez de declarar seu incômodo não seria melhor parar de conversar com o tal colega até que ele “se tocasse” e mudasse seu comportamento.
Definitivamente não. 
Embora o desejo de evitar brigas seja nobre, o "tratamento silencioso" nunca foi e jamais será uma forma louvável ou eficaz de lidar com alguém que nos incomoda.
Quando uma pessoa faz algo contra outra, a vítima não deve se ressentir e usar meios que podem aumentar o ódio. Ficar em silêncio só criará ressentimentos e, sim, poderá virar ódio. Caminho improdutivo. Pelo contrário, ele deve chamar o fulano e abrir um diálogo, dizendo o que o incomoda. Isso é ter clareza. 
É claro que o tom deve ser respeitoso e calmo a fim de não incendiar a situação. O propósito é dar ao colega a oportunidade de se explicar. Ele pode estar completamente inconsciente de que  suas atitudes perturbam.  E se por acaso ele estiver agindo por desconsideração consciente, a sua repreensão poderá fazê-lo pedir desculpas por seu comportamento.
Isto vale tanto para o trabalho quanto para a relação entre vizinhos,  cônjuges, pais e filhos, sócios etc. Muitas relações tensas poderão ser evitadas desde que a parte lesada tenha coragem para enfrentar pelo bem em vez de deixar o silêncio provocar raiva e mais desacertos.

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