NENHUM PROFISSIONAL VENCE SOZINHO

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ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Eu aprendo de um erro que frequentemente vejo acontecer na contratação de profissionais para cargos estratégicos nas empresas. Vou explicar.

O RH busca currículos excelentes e as melhores referências dos candidatos. Enfim, aquele que mais pontuar nos quesitos escolhidos para o processo será o eleito.

Acontece que na empresa de onde este candidato vencedor procede, ele tinha condições ótimas de trabalho:  recursos, pessoas que lhe eram sinérgicas, tudo de um modo tal cuja  soma de tantos fatores facilitava – e muito – o desempenho que ora se registra em seu currículo. Não foi, não é e nunca será a conquista de seu desempenho solo.

Ele pode ter mostrado boa vontade, energia e conhecimento suficiente para a função. 

Mas você deve ponderar que, se na sua empresa não existirem todas as condições que possibilitem a ele externar ao máximo seu potencial, o risco de não corresponder às expectativas é gigantesco.

Além desse enfoque, a dor psicológica de uma vaga não preenchida a longo tempo e a necessidade de fazê-lo o mais rápido possível só aumenta a miopia que impede de ver os prós e os contras desta realidade. As consequências futuras podem ser desastrosas e descepcionantes.

Na gestão de pessoas, uma sabedoria imprescindível está na lembrança de que Leonardo da Vinci, Ludwig van Beethoven e Albert Einstein não foram executivos de empresas. Será excelente não pensar neles como inspiração na buscar do profissional messiânico que irá resolver todos os problemas do seu negócio, porque em qualquer organização ou situação da vida o sucesso sempre pede ajuda. O fracasso é que geralmente é feito sozinho. 

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