GRANDES DILEMAS DOS NEGÓCIOS

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ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Ser empresário nos dias de hoje significa, além de todas as situações adversas – especialmente no Brasil –, enfrentar grandes e efetivos dilemas éticos.  Alguns dos que eu mais ouvi ao longo de vinte anos de consultoria são:

- “Devemos entregar exatamente o que foi encomendado? Ou algo menor para aumentar os nossos lucros?”

- “Damos um pouco menos do que o cliente pensa estar pagando? Isto garantirá os nossos ganhos.”

- “Diminuímos a qualidade do acabamento contratado a fim de vencer a inflação do período?”

Qual é a sua visão sobre isso? Responder a estas e outras perguntas congêneres será fácil ou difícil, a depender dos seus valores éticos e do quanto os pratica, é claro.

Um dos padrões que eu adoto como base para a vida e o trabalho é uma herança que recebi da Torá, a Lei de Moisés, que diz: “Tenha balanças justas e pesos justos”. Seu significado prático? Mesmo que os seus clientes nunca descubram, não os engane. Não se aproveite quando a outra parte não sabe ou não vê o que está sendo feito. Cumpra o combinado, opte pelo benefício moral impalpável e renuncie ao enganoso lucro imediato.

Acontece que o mundo à nossa volta está repleto de gente cujas elevadas ideias de honestidade e justiça figuram em quadros dependurados na recepção de suas empresas,  mas não saem dali. Eles realizam o oposto do que escrevem e pregam. E justificam seus atos. Eles dirão: “Por que não aumentar o lucro usando um material mais barato ou enviando um produto usado quando os impostos que pagamos são tão altos?”. “Utilizem componentes de menor qualidade, mesmo que o cliente acredite que usamos os melhores, pois, as vendas caíram demais nesta crise”. “Faça de qualquer jeito; o cliente já pagou, não  verá os detalhes e ele é mais rico do que nós”. São estas racionalizações que os fazem sentir-se justos, éticos e de consciência limpa.

Não trapaceie os seus clientes, parceiros, fornecedores, funcionários ou quem quer que seja – mesmo que não saibam. Isto será uma fonte de energia invisível que se converterá em honra e dignidade, pois, ao final das contas, fazer o certo – a despeito de quaisquer perdas potenciais – é o que, de fato, faz os seus negócios irem bem. Hoje e sempre.

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