ENQUANTO A SUCESSÃO É CONTROLÁVEL

Image

Abraham Shapiro

Preconceitos podem causar perdas rápidas e enormes de bens que demandaram décadas para juntar. Eu lamento por grandes empreendedores que ainda não se deram conta de que existe remédio para tudo hoje em dia, inclusive para potenciais problemas em sua sucessão na empresa.  

Falei sobre isso a um importante empresário da região, que conta já com setenta anosde idade, e para a minha surpresa, ele respondeu:

- “Deixe estar, Dr Shapiro. Depois vemos como fica”.

E eu lhe respondi:

- “Não, senhor. Não fica. Hoje o senhor tem ainda algum controle sobre o entendimento entre os seus filhos. Caso venha a falecer,  não terá mais controle nenhum.”

Ele diz “deixe estar”. Postura insana, especialmente de quem não é dono de seu próprio destino.  

Eu vi o caso de o fundador já muito idoso ter de retornar à ativa para tentar salvar o que restava do negócio legado ao filho tolo. Vi outro em que o velho fundador assumiu a responsabilidade subsidiária dos sucessores por dívidas não pagas. Vi também gente sem forças enfrentar o desgastante resgate do que sobrou do incêndio da má gestão de seus herdeiros idiotas e despreparados. 

Tudo por quê? Não houve o planejamento da sucessão. 

O processo de sucessão em uma empresa familiar será tanto melhor quanto for o envolvimento de seus sócios fundadores na questão do planejamento. O motivo? Eles estão vivos, atuantes e respeitados. Eles continuam na “regência da orquestra” e ainda gozam da consideração suficiente de todos para impor ritmo e andamento. Não sendo assim, quase todas tentativas disponíveis falharão.

O que eu desejava dizer àquele empresário que mencionei no início é que qualquer transmissão planejada de propriedade ‘inter-vivos’ é infinitamente superior, mais eficaz e menos onerosa do que a transferência via ‘causa-mortis’. Mas provavelmente ele tivesse intenção de ser eterno... quando até o dono da funerária sabe ser isto uma grande besteira!

Compartilhe esta publicação: