A ANTIGA E SEMPRE ATUAL TRADIÇÃO DA POUPANÇA

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Muitas crianças têm ou já tiveram um cofre em formato de porquinho. Talvez você.

Por que um porco, e não um gato ou cachorro?

Uma das explicações diz que na Inglaterra medieval as pessoas utilizavam ânforas e jarros em suas cozinhas feitos de um tipo especial de argila chamada “pygg”. Elas costumavam guardar o dinheiro que poupavam no dia a dia dentro desses vasos. Com o tempo, o som de pygg tornou-se idêntico a pig, que significa porco, e estes recipientes tornaram-se conhecidos por “pygg banks”. Não tardou a que um empreendedor tivesse a brilhante ideia de criar um pygg bank em forma de porco –  ideia que se estendeu ao mundo graças ao amplo domínio colonialista britânico.

Outro fato histórico associado é que os primeiros banqueiros da Europa capitalista eram Judeus. A religião Judaica proíbe a ingestão de suínos. Os vários governos do Velho Continente, interessados em perseguir este povo, induziam suas populações ao ódio gratuito. Um dos itens empregados nesta ideologia de maldade foi o cofre em formato de porco. 

O cofre porquinho clássico é representado na cor rosa e feito em argila. Antigamente, quando cheio, devia ser quebrado para, então, revelar a pequena fortuna que as crianças aprendiam a acumular por semanas e meses. Hoje, as variadas versões vêm com uma tampa removível, fazendo-o reutilizável.

Tornou-se popular, e é lindo. Cofre que se preze, tem que ser porquinho. O mais importante e louvável, no entanto, continua sendo a atitude ditada pela antiga máxima: “Quem poupa tem!”

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