COMPETIÇÃO ENTRE SÓCIOS: A DESGRAÇA DA EMPRESA

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Dois sócios estão à cabeça de uma empresa.

Um deles dirige a área administrativo-financeira. O outro é um competente gerente de vendas.

O primeiro tem autonomia total, faz tudo como decide por si mesmo.

O segundo, não. Compartilha suas decisões e ações com o outro.

Chega a data da convenção anual de vendas. O administrativo faz questão de se projetar mais que o gestor das vendas, sem calcular, em momento algum, que isto poderá ser negativo e até soar como desvalorização do sócio.

Ele atravessa as falas do sócio, opina,  discorda e atua como o chefe de todos, mesmo não o sendo.

Este quadro é perigoso. Chama-se “sobreposição do poder entre sócios”.

Qualquer sociedade requer governança bem determinada, com o mando dividido e compartilhado. Só assim se superam diferenças e fraquezas. Caso não seja assim, potenciais conflitos serão iminentes.

E esta não é uma ocorrência exclusiva de sócios comuns. Ela acontece com grande intensidade em empresas familiares entre irmão, pai e filho, marido e esposa etc.

O poder não é questão de disputa, mas de alinhamento, entendimento e convergência ao objetivo central. A competição de egos é negativa. Advém da falha de caráter e desvio de personalidade.

Uma proposta de cura é a contratação de um orientador externo que saiba diagnosticar e tratar as causas. Profissionais experientes saberão conduzir o processo até sua solução.

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