O BOM É BOM... SÓ ISSO!

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu já me cansei do perfeccionismo de tantas pessoas. Elas são risíveis e enervantes. Concebem um ideal de ser que, de cara, é incompatível à própria natureza humana; mas elas insistem. Não que devamos desprezar a perfeição. Atingi-la, contudo, é outra história. Pior quando a requerem dos outros.

Todo perfeccionista é exagerado e deseja fazer tudo ao mesmo tempo. Acontece que este é o caminho mais fácil, largo e curto para transformar coisas potencialmente boas em ruins, pois sempre há limites de recursos, de tempo, de capacidade, de foco etc. Enquanto cada uma dessas limitações não for superada criteriosamente em qualquer processo, não se chega sequer ao estado bom de qualidade – que dirá ao ótimo.

Eu observo ser difícil alcançar o sucesso até mesmo quando se executa uma tarefa de cada vez. Cinco ou doze simultaneamente deixaria em apuros Leonardo da Vinci ao tentar levá-las a cabo.

O que aprender disso? Eu penso ser o ‘ótimo’ o melhor e mais desejável de todos os resultados, concorda?   Mas para que se chegue ao ótimo é  preciso cortar muito daquilo que nos parece bom.

As coisas melhoram quando reduzidas ou cortadas. Diretores cortam boas cenas para lançar um grande filme. Músicos descartam faixas boas para fazer um CD excelente. Escritores eliminam boas páginas para publicar um livro excepcional. Resta-nos, portanto, imitá-los e seguir a experiência.

Corte, elimine, extirpe o que é apenas bom. Assim é que se chega a um status elevado sem que se pretenda a inatingível perfeição, pois, como já se constatou em tantas circunstâncias, o bom é inimigo do ótimo.

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