A BARBIE E A MULHER IDEAL

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um homem tem um ótimo trabalho, é um bom pai, tem saúde e atinge seus objetivos.  Mas suas pretensões são o dobro do que ele consegue. Os estudiosos dirão que sua autoestima é de 50%. Para eles, autoestima é o sucesso real dividido pela pretensão.

AUTOESTIMA = [SUCESSO REAL] / [PRETENSÃO]

Este homem não enxerga o sucesso que já possui, mas somente o que ainda pretende ter – que no caso é o dobro.   Se sua pretensão fosse próxima ao sucesso real, sua autoestima estaria equilibrada.

Na verdade, ele é o efeito do  bombardeio constante que todos nós sofremos em todas as direções a que olhamos. Tudo visa elevar as nossas pretensões individuais às estrelas. 

A boneca Barbie existe há quase sessenta anos. Bilhões de exemplares foram vendidos.  As medidas com que esta boneca foi desenhada e construída não são humanas.  Se você projetar suas dimensões para a escala de uma mulher com 1,70 m de altura, sua cintura, busto e todos demais atributos não serão compatíveis a ser humano nenhum.

Olhe para as oito ou dez “Top Models” desfilando para as grandes grifes de moda em todo o mundo. Se os quatro bilhões de mulheres deste planeta pretenderem mirar-se nelas como protótipo do corpo de seus sonhos, isto talvez  garanta a venda de mais botox, mais próteses, dietas, suplementos e uma infinidade de outros produtos e serviços que só se traduzem em efeitos especiais.  Mas também e infelizmente aumentará o consumo de drogas, de bebida alcoólica e a tendência geral à distorção e a declarações do tipo: “Você é incompetente”,  “Eu sou horrível” ou “Você não é a pessoa com que sonhei!”.

Gostar do que se tem e calibrar as pretensões às realizações pode ser mais útil e prazeroso do que todos os falsos meios que o consumismo propõe  como meios para se chegar à felicidade.

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