MISSÃO: CRIAR ESTRELAS

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ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O diretor daquela indústria compareceu à reunião no cliente potencial acompanhado de todo seu staff operacional. O negócio em andamento seria um grande contrato para fornecimento de matéria prima. 

A gerente de compras iniciou a reunião fazendo perguntas sobre possíveis problemas que eventualmente aconteceriam no fornecimento. O diretor tomava a frente e respondia cada uma. 

A certa altura, a mulher teve a ousadia de fazer-lhe um questionamento direto: 

- “Como seria se algo acontecesse ao senhor?”

Esta pergunta sutil seria facilmente respondida se aquele diretor fosse “uma equipe” com seus funcionários. Mas ele  não era. Por isso  ficou calado e perdeu a chance de exaltar as qualidades daqueles profissionais que o acompanhavam. Seu silêncio evidenciou que ele era o centro da operação.

O resultado desse encontro? O negócio não aconteceu. E dias depois a empresa compradora fechou contrato com o concorrente daquele fornecedor.

Chefes centralizadores querem saber de tudo e decidir tudo. Não delegam responsabilidades a ninguém  porque não confiam nos demais ou em si mesmos. Por isso, o que conseguem, no máximo, é um grupo de puxa-sacos. Nunca uma equipe. Conheci um desses que vistava até notas fiscais de papel higiênico da empresa. 

Se você é centralizador, a sua empresa está em apuros. Busque ajuda. 

Os americanos dizem uma frase interessante a esse respeito: “O verdadeiro objetivo de um ótimo gerente é criar estrelas, e não ser uma”.

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