É MELHOR ORIGINAL COM DEFEITOS...

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Abraham Shapiro

Fui apresentado a uma réplica do quadro da Monalisa através de um dos maiores especialistas em artes do mundo. Praticamente não há diferença alguma entre a pintura original e a cópia. Mas a réplica não vale nada quando comparada com a original – que chega a muitos milhões de dólares. A diferença está na criação, no tempo dedicado pelo autor, Leonardo da Vinci, e, acima de tudo, na energia que o moveu até concluí-la. 

Há uma lição importante a se aprender com isso.

Por mais perfeita que seja, qualquer cópia é só uma cópia, e sempre o será, porque não atende aos quesitos que só a criatividade e a inspiração do criador imprimiram à obra original.

Lamentavelmente, isso é o que ocorre com muitos profissionais, preocupados em ter para si o sucesso que acreditam existir na vida de outros. Eles não compreendem que jamais conseguirão isso. As razões são as mesmas da arte. Falta-lhes algo. E o que lhes falta, só o original possui. Portanto, eles não atingem o patamar de valor que buscam, e de sobra, lançam ao lixo o talento inexplorado que poderia fazer deles “originais” autênticos.  

Estes confusos profissionais não perceberam, ainda,  que realização na carreira nunca foi tão acessível quanto hoje em dia, graças aos recursos da tecnologia, à facilidade de exposição de ideias e da simplicidade em desenvolver bons e úteis relacionamentos. 

Por que será? Preguiça? 

Calculo que talvez o esforço os espante e os faça achar que a imitação funcione. Triste ilusão, pois na vida real é bem melhor ser original com defeitos do que uma cópia perfeita!

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