Querem mesmo destruir a educação brasileira

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um economista viajou pelo interior do país para avaliar a estratégia de educação dos municípios. Numa cidade média, marcou encontro com o secretário de educação.  Durante a conversa, perguntou qual era a média de filhos por família no município. O secretário respondeu:

- "Depende do casal. Tem famílias com média de dois filhos, tem famílias com média de três  e  eu conheço algumas até com média de quatro filhos".

É o que um secretário de educação respondeu.

O Brasil é um país interessante. E inconsistente também.

Eu me lembro da euforia de alguns anos passados pelos bons indicadores econômicos. Naquela época, os desequilíbrios que estão – e sempre estiveram – presentes na nossa sociedade eram camuflados. A deficiência na nossa educação já era e continua a ser um deles.

A qualidade da educação pública no Brasil é catastrófica. No momento em que a terceira revolução industrial ganha velocidade no mundo civilizado,  75% dos brasileiros são analfabetos funcionais e a produtividade nacional cresce menos de 1% ao ano. Isto não é tão vergonhoso quanto preocupante, especialmente porque  não mudará tão cedo.

A pergunta que fica é: até quando o brasileiro comum irá acreditar que distribuição de dinheiro pelo governo é a solução para o desenvolvimento do País?

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