O FUTURO DOS NEGÓCIOS NA AGRICULTURA

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Abraham Shapiro

A coisa está mudando muito no campo. 

No passado, o principal personagem da agricultura chamava-se: roceiro. Progrediu para lavrador. Depois: sertanejo, camponês, homem do campo, agricultor, produtor rural, e, hoje, ele é chamado de: “empresário do agronegócio”.

Não se trata de simples mudança na nomenclatura. Houve evolução real e, por trás desse processo,  um mundo de visões poderosas se esconde e pode ajudar todos os envolvidos com este significativo segmento da economia.

O investidor rural, atualmente, é um empresário com todos os direitos e deveres que a palavra encerra. Mas poucas empresas que fornecem produtos e serviços sabem disso. Muitas talvez persistam na abordagem simplória do Jeca Tatu que tomou banho e aprendeu a vestir-se. Não é isso. E nem trata-se do comprador compulsivo de caminhonetes e imóveis.  

O que o empresário do agronegócio deseja não se limita a detalhes técnicos de produtos. Ele anseia por serviços que adicionem aprendizagem sobre gestão e alcance de resultados nos negócios.  Aquele blá blá bá de vendedor, de pesquisador e outros “ruminantes de descobertas e mágicas” já é totalmente desprezível. Ele almeja por parceiros que tragam utilidades práticas para seu negócio!

Na minha visão, o que virá a seguir é a noção e prática crescentes de valor. Quero dizer: cada vez mais a produção de commodities, como soja, milho e outras, receberá incrementos em termos de produtos, produtividade e qualidade. Detalhe: absolutamente mensuráveis. Estes serão os diferenciais.

Só então sairemos do nível presunçoso e fantasioso de um “Brasil Celeiro do Mundo” para o digno status de país sério e comprometido com as reais possibilidades de uma agricultura produtiva e com qualidade. E o produtor rural é e prosseguirá sendo o grande protagonista deste cenário... como sempre foi. 

Que esse tempo chegue logo!

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