ONDE ESTÁ O SUCESSO PROFISSIONAL DO FILHO?

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Pesquisa em empresas familiares brasileiras buscou conhecer a visão dos pais em relação ao futuro dos filhos.  Entre empresários com origem na classe pobre – a maioria – constatou-se o desejo de que o filho ocupe melhor posição social e cultural que eles. Muitos expressaram  disposição em aceitar facilmente a recusa do filho trabalhar na empresa da família.

Certa vez alguém me disse: “Quero o melhor para o meu filho. Por isso espero que ele não venha para a minha empresa. Aqui só existem problemas!”  Tratava-se de uma empresa média, com 40 anos de existência e muito próspera.  Mas o diretor desejava que o filho fosse médico ou advogado – e  fantasiava que assim não teria problemas.

Qualquer negócio ou profissão tem dificuldades. E são os problemas e sua solução que geram valor, conquista de mercado e uma marca forte. É assim, e sempre foi.

Se o filho desejar e preparar-se para a continuidade, ele poderá aproveitar todo o ativo acumulado pelo pai para criar e adicionar mais valor,  inovar e empreender muito mais. No entanto, isto irá exigir comunicação, formação, acompanhamento e muita vivência prática.

Quando o pai dá exemplos e transmite ao filho os valores impalpáveis da empresa e de sua jornada, a tendência natural é o filho acreditar no negócio e juntar forças frente aos desafios. Mas se o pai enxerga o tesouro a milhas de distância da empresa, ao filho restará apenas sair à caça para,  possivelmente depois de décadas, descobrir que a fortuna estava nos negócios da família. Mas como sempre, será tarde demais. Então o que fica é a história da escolha burra.

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