MENTOR SIM. PAJÉ JAMAIS!

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Abraham Shapiro

Cada pessoa precisa de um mentor. E o mentor, de um mentor. E o mentor do mentor... A série é infinita porque ninguém pode se levantar do chão puxando os próprios cabelos.

Mais que uma regra de sucesso para o trabalho, este é um princípio de vida.

Sair em busca de alguém com quem você possa contar como conselheiro não é simples e nem fácil. Mas é excepcionalmente necessário.

Esta, aliás, era a ideia original quando o coaching migrou da área dos esportes para a vida corporativa e carreira profissional.  Mas perdeu-se no caminho. Hoje em dia, o coaching vem se transformando em mais um meio caça-níqueis de fracassados em suas áreas de trabalho.  Identificá-los é fácil. Eles estão por aí vendendo palestras, treinamentos e consultorias nada úteis ao público que desejam atingir, pois pretendem parecer “a salvação de todos os problemas”, quando isso é impossível na prática.

Um mentor o que é? Para começar, é um orientador – indivíduo que interpreta fatos e situações com entendimento e domínio,  sabe colocar-se no ponto de vista de quem orienta e auxiliá-lo em seus julgamentos pessoais.  

A vida de uma pessoa de negócios exige permanente e elevada lucidez para decidir. Este é o núcleo da direção empresarial.  Mas o cotidiano não contribui. Ao contrário. A maior parte do tempo traz avalanche de problemas e tensões que confundem o propósito central da liderança. Este cenário cria a necessidade de alguém capaz de auxiliar a manter o equilíbrio com compreensão e discernimento.

Um mentor confiável, maduro, emocional e racionalmente posicionado é  quem torna isso possível. Ele deve reunir conhecimento e sabedoria. Traduzindo: domínio teórico e prático, experiência e capacidade de reflexão naquilo a que se propõe, bom senso, julgamento com claridade, visão, análise e síntese.

Seja proativo e faça de alguém o seu  mestre pessoal para que os seus esforços sejam um investimento real e converta-se em resultados. Só não opte por “pajelanças” ou magia, pois, em cem por cento dos casos os riscos de perdas e danos se realizam como consequência desta malfadada escolha. 

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