VOCÊ ACHA SIMPLES APRENDER COM OS ERROS?

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Aprender com os erros é uma sabedoria indiscutível.  Na maioria das empresas que conheço, os gestores querem francamente ajudar a organização a aprender com os erros a fim de se ter um desempenho cada vez melhor. Mas por que quase nunca funciona?

Os executivos com quem falei acham que aprender com o erro é simples: basta pedir aos outros que refletitam sobre o que fizeram de errado e exortá-los a evitar erros semelhantes no futuro. Pode-se ainda analisá-lo, redigir um relatório sobre o ocorrido e, em seguida, distribuí-lo por toda a empresa.

Mas esse algoritmo não funciona. Por quê?

Primeiro, porque aprender com um erro organizacional é tudo, menos simples, já que as empresas mal conseguem detectar os erros que ocorrem. E se elas nem os detectam, que dirá analisá-los ou descobrir suas causas a fim de se chegar à correta aprendizagem!?!

O segundo motivo é que na maioria das famílias, organizações e culturas, o erro e a culpa são duas situações que andam juntas.  A certa altura, toda criança descobre que admitir um erro significa pagar por ele. É por isso que tão poucas organizações migraram para uma cultura de segurança psicológica em que seja possível colher o benefício de aprender com o erro. Ao mesmo tempo em que se deseja aprender com os erros, aquele que errou tem de pagar pelo que fez. Isto gera evasão, fuga ou mesmo a famosa “operação abafa” para que o chefe não saiba.

Portanto, a oportunidade encontra-se na coragem. Refiro-me a coragem para encarar as nossas falhas e as dos outros. Isto é crucial.

Como fazer isto?

O gestor deve pedir ao pessoal que seja corajoso e “abra o jogo” — e não reagir com fúria ou reprovação àquilo que, à primeira vista, pode parecer incompetência.  Aquele que criar atmosfera de diálogo, detectar, corrigir e gerar aprendizagem real com o erro antes dos demais irá triunfar. Já, quem ficar chafurdando na lama da culpa, jamais colherá benefício algum e será enganado a vida toda! 

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