STARTUPS: REALIDADE OU ILUSÃO NO BRASIL?

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ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Vamos refletir um pouco sobre as Startups. Elas são uma categoria especial de empresa, e  têm atraído a atenção de muitos ultimamente,  em especial do pessoal da área de tecnologia. Em Israel tem dado certo. Em muitos outros países não.

Vamos nos concentrar nas Startups brasileiras.

Quem inicia uma Startup sonha alto. Talvez por isso acabam dando a impressão de que as Startups pertencem a um mundo mágico – um mundo onde a lógica dos negócios não se aplica; um mundo em que "gastos não são problema" e aquela coisinha enervante chamada “receita financeira” nunca tem influência. Gasta-se o dinheiro de outros até que se descubra um jeito encantado de faturar milhões.

O problema é que isto é uma lenda, já que qualquer empresa é governada pelo mesmo conjunto de forças e leis do mercado e da economia: “entra receita, saem despesas” é uma dessas leis. As startups tentam ignorar tal realidade.

Geralmente seus administradores procuram empurrar para o futuro o que é inadiável. Em negócios, assumir atitude do tipo “no futuro daremos um jeito de gerar lucro” é brincar com brasa incandescente. É como construir um veículo para cruzar o deserto supondo que lá não faça calor. Pode dar certo? Nem com muita sorte.

Qualquer empresa sem um plano para dar lucro não é empresa, mas um hobby. O correto é não usar a ideia da Startup como desculpa. Faça certo: abra um negócio de verdade, especialmente porque o País não tem uma política definida de apoio.

Empresas reais lidam com situações concretas, como: contas, folha de pagamento, investimentos, balanço etc. Elas focam no lucro desde o primeiro instante e não camuflam problemas dizendo: “Somos uma startup, teremos tempo de sobra”.  

Não há outro caminho. Administrar com planejamento, organização e controle,  conforme a realidade, é a melhor e mais efetiva chance de se aproximar cada vez mais do sucesso.

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