A REALIDADE DO COACHING NO BRASIL

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ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Quando eu comecei a falar de coaching, no ano 2000, o termo era grande desconhecido de quase todos no mundo dos negócios. Já em 2016, o que havia de carregador de sacos, entregador de pizza ou lanterninha de cinema que se transformou em coach após um cursinho de fim de semana e de publicar sua foto com os braços abertos em posição de entusiasmo era medonho. Virou moda.

No princípio, os coaches eram pessoas experientes, com formação de nível superior e amplitude corporativa prática. Mas, à medida que o coaching tornou-se uma técnica multiplicada através de “cursinhos” itinerantes e de adesão incondicional, a oferta de pseudoprofissionais inundou o mercado. Empresários que contrataram muitos desses sem tomar qualquer referência de resultados anteriores, pagaram caro e nada viram acontecer do que esperavam. 

Da minha parte eu já nem digo mais que sou coach. Sinto certa vergonha! Mudei o nome do trabalho que presto. E sei de muitos que fizeram o mesmo após verem profissionais fracassados em suas carreiras usar o coaching como ‘tábua de salvação’. 

Chega a ser engraçado. Lá atrás eu gastava energia explicava o que é coaching para quem não sabia. Hoje, eu gasto mais energia tentando mostrar o que não é coaching, porque a confusão é geral.

Triste. Eu quisera aconselhar você a contratar um coach. Mas obrigo-m a prescrever de outro modo. Se ocorrer de alguém lhe oferecer um trabalho de coaching em qualquer área, peça referências de trabalhos anteriores. Depois pesquise, de fato, para investigar a veracidade dos dados. 

Melhor é suspeitar antes de levar alguém para dentro da sua empresa ou da sua vida, do que arrepender-se de uma burrada depois de feita...  e com menos dinheiro no bolso.

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