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Folder ou campanha não resolve a venda

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

O processo de venda é difícil.

Vender qualquer produto ou serviço não é simples. Envolve conhecimento. E técnica. E trabalho sistemático – exatamente o que fez a tartaruga na  fábula em que ela disputa uma corrida com a lebre. Trabalhar sistematicamente significa: pôr um pé à frente do outro até atingir a meta.

Mas quem está disposto?

Em geral, as pessoas querem ganhar dinheiro na base do “churrasco e cerveja”, dos fins de semanas de descanso,  de preferência na beira da piscina. Elas não estudam, não conhecem, não têm disciplina e nem disposição ao esforço.

Aí chega o fim do mês.  O saldo bancário apavora, a consciência pesa e este vendedor que ficou “esperando acontecer" em lugar de realizar um trabalho efetivo tem uma brilhante inspiração. É a solução para todos seus problemas: - "Façamos um folder promocional e vamos enviá-lo aos clientes potenciais!".

Ele imagina o telefone tocando sem parar depois disso.  Todos na empresa ficam felizes e cheios de esperança com a fantástica ideia. Mal sabem que o retorno real desta fabulosa ação é próximo de zero. E os custos de um folder bem programado nunca são baixos – para quem sabe fazer contas.

Folder, panfleto e outros  recursos dessa categoria só funcionam quando fazem parte de um processo de “apresentação suada" e persuasiva. Seu simples envio ou doação em mãos é tão eficaz quanto água fria para curar perna quebrada, mesmo quando chegam aos clientes potenciais mais necessitados.

Venda é trabalho de apresentação. É enfrentamento de objeções.  É transmissão do valor e de resultados que possam ser medidos – e não só falados. Do contrário é só comodismo ou enganação.

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Como agem os gerentes excepcionais

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Eu conheço gerentes excepcionais. São poucos, mas eles existem.

Um deles tinha um segredo. Ele encabeçava uma equipe de vendedores. Eu nunca o vi exigir vendas de seus subordinados.  Eu o ouvia dizer a cada um:

- “Eu quero que você tenha sucesso e melhore cada dia mais. Eu vou lhe ajudar”.

Ele me disse que ficava encantado em ver seu pessoal agir por si e não precisar empurrá-los como quase todos outros gerentes fazem. Também me confessou que decidiu isso ao ver que ‘empurrar’ o grupo não funciona no médio e longo prazos.

- “Os meus resultados são medidos pelos deles”, ele completou.  

Contou-me que, com o aprofundamento da crise econômica, em 2015,  as vendas de um de seus funcionários caíram devido a clientes que fecharam as portas. Este vendedor começou a reclamar da má sorte e seu desempenho piorou ainda mais.

O que o nosso gerente fez? Veja seu relato:

- “Certo dia eu o convidei para almoçar. Não dei ênfase a seu faturamento baixo e nem mencionei que seu emprego estava em perigo. Eu apenas verbalizei que ele tinha capacidade de produzir mais, que já tinha se posto à prova no passado e era um dos melhores profissionais que eu jáconheci. Preferi que a reunião acontecesse num almoço e não no escritório para que o ambiente fosse confortável”.

O vendedor não se sentiu atacado e nos dias seguintes reagiu. Os resultados começaram a aparecer.  Dois meses depois, teve o melhor desempenho em dois anos e meio, e firmou-se em suas novas visões.

O que se aprende daqui? A questão essencial nunca é  ‘o que fazer’,  mas ‘como fazer’. O modo de se executar qualquer ação faz gigantesca diferença... a ponto de distinguir entre o medíocre do excepcional!

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Evite a autopiedade... a qualquer custo!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em tempos de crise econômica parece que o número de pessoas com autopiedade cresce exponencialmente. ‘Ter pena de si mesmo’ às vezes é confortante. Porém, há um perigo por trás disso.

O que, de fato, é a autopiedade?  É um consolo disfarçado. Chega devagar, coloca-nos como vítimas de uma situação, agrada o nosso ego, exalta as nossas qualidades, estampa os defeitos dos outros e camufla os nossos.

E isso é bom?

Bem, a autopiedade é prima-irmã da autodestruição. E sabe como ela “fala” com a pessoa? 

- “Você é assim. Olhe como tudo vai mal. Você está pior do que qualquer outro no mundo.  Tudo está tão ruim para você e é impossível mudar. Como não há nada a fazer, você está livre da responsabilidade de limpar ou arrumar a situação. Ninguém poderá culpá-lo por nada.”

Assim é que a autopiedade faz. Ela mente. Sabe por quê? Todo ser humano tem o poder de “arrumar sua própria bagunça”, desde que tente e se esforce. E além  do mais, ela rouba os dias que você poderia viver com alegria em plenitude.

Vá para longe disto. Mude a sua situação. Não tenha pena de si.   Esforce-se. E o que não conseguir realizar sozinho, busque ajuda. Mas prospere. Melhore. Melhore a  cada dia mais.

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Não confunda as prioridades da empresa

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

O ambiente dos negócios mudou drasticamente nos últimos vinte anos –  tanto para  as empresas quanto para os clientes.  Conceitos como: e-commerce, velocidade de comunicação, tipo de  concorrência e pressão de preços perturbam companhias de todo tamanho.

Porém, há quem ainda resista a admitir o óbvio e prossiga na busca de resultados diferentes atuando do mesmo modo como sempre atuou desde duas ou três décadas atrás. Isto chama-se teimosia. Ou loucura!

Se a empresa não voltar a face completamente para o cliente, será difícil entender o que se passa a dois ou três metros além de seu endereço próprio. É questão de vida ou morte.  E depois que souber “o que” e “como” seu cliente ou público-alvo pensa,  terá de descobrir como incorporar estes pensamentos, interesses e opiniões a seus processos – desde a produção até o ponto de venda.

As empresas mais sintonizadas estão adotando exatamente estas medidas.  E a mais, estão aumentando a produtividade e reduzindo custos, acelerando as inovações, aperfeiçoando sistemas de gestão, acentuando a presença em regiões de crescimento de demanda só para conseguir maior competitividade. Mas dentre tudo isso, o principal é a transformação da cultura empresarial.  

Todos sabem e dizem que o cliente está mais exigente. No entanto,  assegurar posicionamento e fatia de mercado são  pontos muito mais vitais, e dependem diretamente da gestão de Recursos Humanos e de processos internos. Por isso, não se iluda com tecnologia ou ferramentas que servirão só para mostrar uma cara mais moderna da empresa quando as pessoas mal sabem por que fazem o que fazem ou a razão de estarem onde estão.  

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Saia fora do círculo vicioso

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Jean Henri Fabre foi um pesquisador  francês que estudou uma espécie de lagarta que se move em fileira, com a cabeça de uma colada  à extremidade da outra. Daí elas se chamarem “lagartas processionárias”.

Fabre induziu um grupo dessas lagartas a se movimentar em torno de um grande círculo. Assim que o círculo se formou, ele pôs uma porção de comida ao lado  de modo que, para que elas se alimentassem, precisariam sair fora dele. O pesquisador imaginava que, depois de algum tempo, elas perceberiam o percurso vicioso, ficariam cansadas da marcha inútil e sairiam da rota tomando uma nova direção. Mas isto não aconteceu em nenhuma das muitas experiências realizadas.

Por instinto ou por hábito, aquelas lagartas continuaram andando noite e dia. Passou uma semana inteira, e por fim elas morreram. 

Mais que uma descoberta científica, a experiência de Fabre tem um significado importante.  Vivências passadas têm domínio poderoso sobre nós, seres humanos. Elas podem viciar, deixar-nos "bitolados" numa forma de pensar difícil demais para que mudemos o rumo.

Quantos indivíduos neste mundo não agem como lagartas processionárias anos e anos de suas vidas? Seguem a cabeça de outros - ou seu jeito errado de pensar - por simples desistência de dar a volta por cima e vencer suas fraquezas, erros ou insuficiências. Determinam sua vida e decisões desde experiências e pressupostos que nunca foram questionados.

Feliz é aquele que questiona o que acredita e se renova. Este ao menos dá a si mesmos a oportunidade permanente de agir por razão e lógica, e não por instinto ou vício. Quem assim procede é um ser humano autêntico, e não uma lagarta processionária disfarçada de gente. 

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O dia a dia dos vendedores de todo o mundo

ABRAHAM SHAPIRO para o PortalProfissão Atitude
 

O medo que os vendedores sentem em seu exercício profissional é um sentimento sufocante, que dificulta atingir objetivos e lhes sonega sucesso.

A primeira causa é o fato de se acreditar que algo aterrorizante estará do outro lado da mesa, ou do balcão, ou do telefone. Pensar assim é um erro grave. É quase um autoflagelo. Isto ocorre talvez pela tendência de se encarar críticas como ataque pessoal, esquecendo-se de que, em negócios, as críticas geralmente referem-se ao produto, ou ao serviço ou às condições oferecidas para que a transação aconteça.

Outra possível causa é a baixa autoestima, o que se transforma num certo grau de certeza do fracasso.

A nossa sociedade nos impõe a mentalidade do tudo ou nada, vencer ou perder em quase todas as circunstâncias da vida. No entanto, o processo de venda quase sempre é um jogo de números em que o “não” é um caminho para o “sim”.  Quando visto sob a ótica do vencer ou perder, o temor do fracasso será o sentimento predominante e há de se confirmar na prática.

Pessoas despreparadas preocupam-se com o que não conhecem. E esta é a chave.

O medo de qualquer vendedor, tem raiz em sua incapacidade. Daí ser a capacitação o caminho para a coragem e a autoconfiança.

Então treine. Estude. E depois, relacione-se positivamente com cada conhecimento adquirido, fazendo dele sua crença central.

Não se alimente apenas de pensamentos positivos. Pensar no sucesso sem expertise desenvolvida é tão eficaz quanto água destilada na veia para curar pneumonia.

Autoconfiança é saber que haverá desafio; mas que você irá enfrentá-lo com luta. E com as armas certas, será mais fácil!

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O cliente está p*to! E agora?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Como lidar com o cliente que está espumando de raiva por causa de um problema com o produto ou com o atendimento?

A maioria das empresas não está preparada. Seus atendentes não treinados sabem, no máximo,  tirar o corpo fora. Então dizem:

– “Não grite comigo. Não fui eu que atendi o senhor”.

A coisa mais básica que eu e você devemos aprender sobre atendimento é olhar por um ângulo diferente do nosso próprio. Enquanto não soubermos isso, a perda de clientes será grande. O balanço financeiro irá demonstrar isso.  

Rebater à altura uma reclamação significa que você não tem poder para resolver a situação. Isto é a desgraça porque assume que você é medíocre e que o seu negócio não é sério.

Quando o cliente manifesta raiva ele está sinalizando que valoriza o fato e deseja uma solução. Por isso, não perca a chance de fazer algo que valha muito para ele.

O que fazer?

Primeiro: peça desculpas.

Segundo: faça perguntas para entender exatamente o que se passa e ouça as respostas com toda a atenção de que você é capaz.

Terceiro: conserte o problema rápida e positivamente.

Quarto: ofereça alguma compensação.

Cuidado com promessas. O que prometer terá de cumprir.

Finalmente, dê acompanhamento  à situação. Por exemplo:

- O novo pedido foi enviado?

- A solução funcionou?

- O cliente ficou satisfeito?

Gaste o que for preciso para recuperar um cliente, já que você não investiu o bastante em treinar de modo correto os seus funcionários.

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A sua empresa tem um Serviço de Recuperação de Clientes?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Boas empresas às vezes têm de lidar com clientes insatisfeitos. Um ou outro erro sempre aparece: seja uma etapa demorada do atendimento, seja um erro no empacotamento, enfim.

Qualidade é fazer tudo sempre certo. Mas nenhuma organização pode se dar ao luxo de não ter medidas de emergência sobre erros inesperados e eventuais. Estas medidas se chamam “Serviço de Recuperação”.  Trata-se de ações programadas para reverter algo que tenha saído do padrão de qualidade por motivos internos.

Estratégias de recuperação levam o consumidor a reputar positivamente a empresa em relação à crise que ele vive no momento em que tenha se sentido lesado. Elas podem amenizar ou até neutralizar sua reação.  

Há pouco tempo entrei numa livraria em S. Paulo trazendo na pasta um livro que eu já havia comprado ali mesmo, no dia anterior. Aquele exemplar continha um sensor magnético que não foi cancelado quando paguei, acionando o alarme de furtos no instante que eu saí da loja.

Após constatar que havia sido uma falha do sistema interno, a funcionária que me averiguou pediu desculpas formais e imediatamente ofereceu-me um item de minha escolha e de mesmo valor totalmente gratuito com o fim de mitigar o erro.

Ela estava devidamente treinada para isto, tanto que não consultou ninguém sobre o benefício que propocionou.

Eu não me chateei e, para dizer a verdade, gostei tanto da ocorrência que até torci para que o alarme soasse novamente quando deixei o local. 

Problemas acontecem. Mau é não ter procedimentos que os consertem ou,  desgraçadamente pior, supor que tudo na sua empresa é e sempre será perfeito.

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Como não ser previsível

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Pessoa nenhuma é previsível.

Qualquer ser humano é potencialmente infinito em suas escolhas e, portanto, em suas ações e reações. Potencialmente, eu disse.

Potencial é algo latente. Realizar um potencial exige esforço e disposição. Então poucos conseguem. E os que não conseguem são  previsíveis.

Olhe, por exemplo, os muitos profissionais que perdem tempo precioso de vida e de trabalho na “neura” de ser líder. Isto já é mania nacional.

O sujeito mal dá conta dos objetivos de sua própria função, porém acha que, por ter lido um ou outro livro, pode ser líder. Aí, este anseio lhe sobe à cabeça e suas expectativas são de que em breve chegará a este patamar e será reconhecido.

Deixemos definitivamente claro. Seja lá qual for a sua função, trate de entender o padrão mínimo de desempenho que é esperado, lutar para alcançá-lo e depois superá-lo. E se você tiver subordinados, atue para transformá-los numa equipe. Após ajudá-los a alcançar bons e consistentes resultados, você perceberá que eles valorizam as suas orientações e confiam em você. Então é que você começou a ser um aspirante a líder – até porque começou a ter seguidores.

Se eles continuarem a lhe considerar assim, você crescerá.

Antes disso, na melhor das hipóteses você não passa de um leitor de livros ou talvez de um bom pagante de cursos e palestras de quem ganha dinheiro alimentando a ilusão da liderança.

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E por falar em diferenciação...

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Em tempos de crise, muitos empresários pensam em solidificar seus negócios.  É a hora em que se deparam com a seguinte questão: “Como se diferenciar dos concorrentes?”

Depois de realmente ter o mais indiscutivelmente melhor produto ou serviço, o próximo ato da resposta mais inteligente a esta pergunta é: “Comece pela equipe de vendas”.

Por quê?

Todos os vendedores acreditam ter o melhor produto. E todos os clientes acham que todos os produtos são iguais. Portanto, aqueles venededores estarão redondamente enganados até que seus clientes percebam e comprovem que o produto que adquiriram e usaram é, de fato, o melhor.

Então, a princício de conversa clientes consideram todos os produtos iguais e logicamente também os vendedores.

Você entende agora a razão de ser este o primeiro ponto de diferenciação da sua empresa? Refiro-me a ter vendedores ajustados à realidade, aptos a desenvolver a percepção do cliente desde a apresentação até a comprovação dos benefícios do produto, estudiosos e humildes.

O seu vendedor precisa ser diferente porque transmite ideias. Ele tem entendimento sobre o que faz e comunica  o que é necessário sobre seus produtos e os serviços.  Além disso, ele faz boas perguntas, tem suas crenças fundamentadas em dados e informações verdadeiros e como consequência ele oferece valores que podem ser medidos.Ele não age conforme a manada, está e estará no controle das situações sendo, por isso, reputado como indispensável pelo cliente.

Como você consegue isso? Tendo um RH estratégico, uma política comercial realista, meritocracia justa e treinamentos que ajudem o time a entender todos os objetivos. 

Lembre-se de que a realidade crua e nua da diferenciação é: seja você e faça você toda a diferença de que a sua empresa precisa para ser líderem seu segmento!

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Devo mudar de emprego?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

- “Eu deveria mudar de emprego?”

Muita gente me faz esta pergunta. Conhecendo o perfil médio das pessoas, eu costumo dar uma resposta padrão:

- “Não se demita sem antes tornar-se o melhor no que faz na empresa em que está. Depois disso, siga adiante”.

Se você sair por estar descontente, é provável que continue descontente em outro lugar. Isto vale para o trabalho e para a vida. No entanto, caso decidir ir embora quando superar as causas disso,  você será um vencedor e provavelmente irá vencer aonde quer que vá.

Por que você quer sair? Faça uma lista das razões – grandes e pequenas. Eu já observei que nunca há só um motivo. Sempre são vários: insatisfação com as condições de trabalho; ambiente; clientes descontentes com o produto – que por isso não vende; o chefe é um idiota, não treina e exige metas impossíveis; salário baixo etc.

Se a situação está insustentável, mesmo assim dê um tempo e elabore um plano para conseguir um emprego de que você goste e onde você se esforce com gosto. Trabalhar oito ou nove horas diárias num lugar detestável é uma das definições de inferno.

Finalmente, seja prático. Não jogue fora o seu potencial e a trajetória que você tem percorrido. Se for preciso mudar, faça da mudança a continuação de uma história de busca pelo sucesso planejado, e não um jogo de sorte.  Tenha fé em Deus e enquanto não for possível encontrar o lugar e a atividade que você ama, aprenda a amar aquilo que você tem. 

 
 

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Quanto vale o que se consegue choramingando?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Recebi o e-mail de um ouvinte do meu boletim na Rádio CBN. Ele atua em vendas e dizia o seguinte:

- “A minha empresa não quer comprar um notebook para mim. Penso em me demitir, porque eu me sinto desvalorizado. O que você me aconselha?”

A minha resposta segue abaixo.

Caro amigo.

A parte do seu email que mais me preocupa é ver você choramingando. Hoje você reclama para mim. Mas eu o vejo queixando-se com colegas de trabalho e temo que você o faça até com clientes.

Cuidado! Você poderá acabar demitido antes de demitir-se. E recolocação está difícil em todas as áreas.

Você se lamenta de que não lhe compram um notebook. Mas o fato é outro. Você é que não está disposto a investir em si mesmo. E aonde quer que vá, isto irá com você e vai se repetir.

Aliás, direi algo de que certamente você não gostará: a pior coisa que poderia acontecer é a empresa comprar-lhe o tal computador. Se o fizerem, você não vai aprender a lição de que mais necessita para ser um profissional melhor. Sabe qual? O seu sucesso é responsabilidade sua. E as ferramentas de trabalho de que você precisa também.

Vá a uma loja e compre o seu notebook. Invista, enfim, na pessoa mais importante do seu mundo: você.

Todas as empresas buscam um perfil específico de vendedor:  ousado, corajoso, que resolva problemas, e, principalmente, que não perca tempo com reclamações.

Então, que tal parar de choramingar e começar a vencer?

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Lista de clientes potenciais e facilidade em vendas

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Era uma convenção de vendas de uma seguradora. O palestrante perguntou:

- “Quem ficaria satisfeito se eu lhe desse uma lista de potenciais interessados em fazer negócios de seguro agora?”

Todos levantaram a mão.

O conferencista não tinha lista nenhuma. Ele apenas usou este artifício para mostrar que todo vendedor deseja ter uma lista de nomes e telefones porque acreditam que isto o fará vender.

No entanto, o que traz resultados reais em vendas é o trabalho bem feito de cliente a cliente.

Nenhuma venda é fácil.

Ninguém tem uma varinha de condão para fazer sua venda acontecer mais rápida. Toda venda é só trabalho duro, inteligência, planejamento... atitude, enfim!

Quantos vendedores de sucesso que você conhece estavam no lugar certo, na hora certa, e conseguiram a maior venda de suas vidas só por estarem lá? Se isto acontecesse, certamente qualquer um diria ser fruto da sorte. Exceto eu.

Eles estavam, sim, no lugar certo e na hora certa. Mas se uma venda maravilhosa ocorreu foi porque estavam preparados!

Esta é a mensagem. Se você é vendedor e possui uma lista de nomes ‘quentes’ para negócios, ótimo! Mas certifique-se de estar devidamente preparado sob todas as óticas possíveis antes de começar a usá-la. Lista alguma fará o sucesso que você só conseguirá com planejamento e esforço em praticar o que planejou.

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A regra do silêncio

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Impressionar as pessoas com palavras quando você não tem esta habilidade desenvolvida é um risco bastante perigoso. Quanto mais você fala, mais comum aparenta ser e menos controle da situação terá.

Ainda que você diga algo sem valor, as suas palavras parecerão originais se você as disse de modo vago,  geral e enigmático.

Pessoas habilidosas e sábias impressionam e intimidam quando falam.  

As pessoas não valorizam o que é, mas sim o que parece. E, portanto, quando você diz menos do que o necessário, inevitavelmente parecerá mais inteligente e maior.

É um instinto humano interpretar e explicar os fatos e ocorrências. Todos desejam saber o que o outro está pensando. Então, se você controlar cuidadosamente o que revela pelas suas palavras, a gente à sua volta não conseguirá penetrar nas suas intenções ou pensamentos.

Então dê respostas curtas. Seja o mais silencioso possível.  O silêncio põe as pessoas pouco à vontade. Deixe-as na expectativa, e no momento seguinte elas começarão a preencher o silêncio com comentários. Daí você saberá com clareza o que pensam, como são, suas fraquezas, e muito mais.

Fale pouco. Contenha a sua ansiedade verbal e não se preocupe com o silêncio. 

Esta é a regra!

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Um recado aos empresários e executivos

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Com ou sem crise é preciso adotar atitudes positivas e criativas para manter-se saudável e produtivo no mercado de hoje.

Saia fora da tendência das pessoas interiorizarem as notícias negativas que escutam, especialmente sobre falcatruas políticas, desvios, falta de segurança e outras.

Minimize o seu acesso a informações políticas e macoeconômicas. Deixe que os políticos e os economistas cuidem disso.

O dia a dia da sua empresa não depende diretamente deles. Os seus negócios dependem, e muito, da sua capacidade de ler, interpretar e compreender

- o seu mercado;

- o comportamento do cliente;

- a sua concorrência:  a fim de você ser e fazer melhor tudo a que se propõe.

Aprenda coisas novas e eficientes que mudem os seus modelos mentais viciados e retrógrados.

A economia é cíclica: há bons momentos e períodos de retração. Sempre foi e será assim É nos momentos de baixa que precisamos nos fortalecer, aprender a “hibernar” as nossas expectativas, porém, aproveitar as oportunidades para avançar com rapidez e força em direção à fração de mercado que se mantém em movimento – porque sempre há pessoas consumindo e buscando satisfazer necessidades.

Finalmente, inspire-se na máxima que diz: “Não é mais o peixe grande que engole o pequeno; é o rápido que engole o lento.”

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Quem é que vence hoje?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um leão irritou-se com um pernilongo que zumbia ao redor de sua cabeça. O inseto não lhe dava a mínima, e com segurança voou até o focinho  do leão, deu-lhe uma picada ardida e declarou:

- Você acha que tenho medo por você ser o rei dos animais?

Indignado e ofendido, o leão virou uma patada em seu fucinho. Resultado: arranhou-se com as próprias garras.

O pernilongo continuou picando o felino, que depois de um tempo, já exausto, enfurecido e coberto de arranhões de seus dentes e garras, rendeu-se.

O inseto saiu vitorioso e contando a todos que havia derrotado o poderoso leão.  Não demorou muito para se embaraçar numa teia e ser devorado por uma aranha menor do que ele.

Moral da história: “Os fracos desejam vencer os fortes e poderosos.  Isto foi a regra por séculos e séculos. Mas nos dias turbulentos e confusos de hoje, antigos paradigmas estão sendo  quebrados em todas as frentes. Agora, a vitória está mesmo reservada aos ágeis sobre os lentos. E ai de quem estiver na inércia dos tempos antigos”.

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A quem contratar para trabalhar na sua empresa?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

- “Você prefere um cavalo lento ou um rápido?”

- “Depende. Se você sabe aonde quer chegar, o cavalo rápido é o ideal.  Se não, melhor é o lento. Pelo menos vai demorar mais para se distanciar de onde se encontra agora.” 

Existem profissionais que seriam vitais e mudariam a sua empresa para melhor.   Não são os que simplesmente aceitam o que você diz só para não perder o emprego. Estes  são “letais”.

Conheço o gerente de vendas de uma empresa que concorda com tudo o que o diretor comanda. Mas ao virar as costas, não executa nada.

O que vale isto? Ele de nada discorda, nada sugere e diz: “Sim, senhor!” Apenas finge e prossegue seu curso no “piloto automático”. 

Gente, o mercado está difícil de um tanto, que tem deixado confusos especialistas de renome. E cada vez mais.

Qualquer ação corporativa que não estiver focada no conhecimento do cliente e na superação da concorrência não terá sustentação.  

E quanto aos profissionais ideais para a sua empresa, sabe quem são? São pessoas que voluntariamente optaram por fazer algo importante em suas próprias vidas, e isso se tornou a missão pela qual eles pautam seu modo de ser. Estes sim compensa o investimento de contratá-los, e não aqueles “bananas” que fazem a sua vontade pura e simplesmente.

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Querem mesmo destruir a educação brasileira

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Um economista viajou pelo interior do país para avaliar a estratégia de educação dos municípios. Numa cidade média, marcou encontro com o secretário de educação.  Durante a conversa, perguntou qual era a média de filhos por família no município. O secretário respondeu:

- "Depende do casal. Tem famílias com média de dois filhos, tem famílias com média de três  e  eu conheço algumas até com média de quatro filhos".

É o que um secretário de educação respondeu.

O Brasil é um país interessante. E inconsistente também.

Eu me lembro da euforia de alguns anos passados pelos bons indicadores econômicos. Naquela época, os desequilíbrios que estão – e sempre estiveram – presentes na nossa sociedade eram camuflados. A deficiência na nossa educação já era e continua a ser um deles.

A qualidade da educação pública no Brasil é catastrófica. No momento em que a terceira revolução industrial ganha velocidade no mundo civilizado,  75% dos brasileiros são analfabetos funcionais e a produtividade nacional cresce menos de 1% ao ano. Isto não é tão vergonhoso quanto preocupante, especialmente porque  não mudará tão cedo.

A pergunta que fica é: até quando o brasileiro comum irá acreditar que distribuição de dinheiro pelo governo é a solução para o desenvolvimento do País?

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Saiba como melhorar a sua eficiência mental

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Por que é que muitas pessoas não conseguem aprender o que leem, o que ouvem, ou reter o que assistem na tevê ou numa palestra?

O mecanismo de aquisição de informações no ser humano é curioso. O que entra no cérebro através dos cinco sentidos é imediatamente comparado com registros já existentes.  O que não for compatível com o que há, será  automaticamente rejeitado de modo não muito diferente da descarga de um banheiro.  Não será deste modo caso o indivíduo  tenha forte interesse na informação ou dado frente ao qual está no momento.

Vamos explicar.

Todos nós temos algo parecido a uma biblioteca no nosso cérebro. Desde o nascimento até a  velhice esta biblioteca estará em expansão pelo acréscimo de novos itens cognitivos, como as experiências das quais  extraímos lições, o que estudamos e  lemos com foco, os sentimentos e sensações e tudo aquilo a que nos esforçamos para aprender. Assim se enriquecem os registros mentais.

Portanto, a facilidade de aquisição e retenção de novos conhecimentos e informações nada tem a ver com inteligência nata, mas com o esforço pela melhoria crescente da capacidade individual. E isso é fruto do interesse e do esforço.

O contrário também é verdade.

Supere a preguiça, o comodismo e a inércia se o seu desejo for tornar-se mais inteligente. Mesmo o mais lento dos lentos poderá alcançar a grandeza quando buscar conquistá-la com tamanha convicção e vontade que se esforce ao máximo  e chegue até a chorar por isso.

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Ser memorável... questão de vida ou morte!

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você está trabalhando duro para fazer da sua empresa um negócio próspero. Tenho certeza. Mas se ela não tem nada de especial ou se parece com todas as outras, os seus lucros serão cada vez menores. É assim que as coisas são, hoje.

O principal atributo de sustentação de um negócio no mundo de hoje talvez seja a diferença, ou melhor: a capacidade de diferenciação. Não importa se você está em S. Paulo, Tel Aviv ou Hong Kong. A realidade mais real do que o rei é: faça diferente e melhor, ou você vai morrer!

O prazo de validade de tudo está cada vez mais curto... e o tempo passa rápido! Então:

- uma gestão mais consistente,

- resultados financeiros reais,

- conhecimento da concorrência,

- comprar melhor e vender melhor,

- fazer parcerias com base em valores mútuos e mensuráveis,

- surpreender e tratar o cliente com exclusividade,

- processos simples,

- engajamento dos funcionários à causa do negócio, 

são os elementos essenciais DA SUA ESTRATÉGIA e de qualquer outra empresa – independente do tamanho.

As alternativas? São duas. Ou a sua empresa é uma opção memorável, ou ela estará mais para o capítulo da novela de ontem,  que até as comadres fofoqueiras e carolas já esqueceram.

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