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É CERTO RESPONDER A CANDIDATOS DESCLASSIFICADOS A VAGAS DE EMPREGO?

Abraham Shapiro para o Portal Profissão Atitude

Você abre o seu email e vê que uma pessoa lhe mandou um currículo espontaneamente. Caso você não tenha uma vaga para ela na sua empresa, o que você fará? 
Se esta pessoa lhe enviou seu currículo, significa que ele ou ela investiu algum esforço e muita esperança. A falta de uma resposta a deixará com a impressão desencorajadora de que você não levou em conta suas qualificações.
Aceite um conselho.  Faça o possível  para responder. Diga  que lamenta o fato de que, no momento, não há uma vaga aberta. 
Conheço uma gestora de RH que, quando não tem vaga, porém vê-se impressionada com as qualificações de um candidato, ela sugere outra empresa ou segmento de negócio em que o candidato possa buscar colocação.
Não tenho receio algum de afirmar que o Rh da sua empresa devia ter no processo de Recrutamento & Seleção o objetivo de dar resposta aos candidatos a vagas para as quais não foram selecionados.  É importante porque 1º) comunica o valor da sua empresa e 2º) mostra às pessoas que vocês lhes  dão consideração. Aliás, esta é só mais uma daquelas situações em que “Não se faz aos outros o que seria odioso para você”, até porque nenhum de nós quer ser ignorado quando damos um passo na vida

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MOTIVO E SENTIDO DA VIDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Em 1967, paraquedistas israelenses capturaram a Cidade Velha de Jerusalém e abriram caminho até o Muro das Lamentações.  Este lugar é o ponto focal da fé judaica. É a muralha cujas pedras compuseram o local mais sagrado de seu povo, o Templo de Salomão. 
Muitos dos soldados religiosos daquele pelotão, tomados de emoção poderosa, encostaram-se no Muro e começaram a rezar e a chorar. Um pouco afastado deles havia um soldado não religioso que também chorava. Seus colegas acharam estranho que um não observante das leis estivesse aparentemente na mesma sintonia dos religiosos, e lhe perguntaram: 
- “Por que você está chorando?” 
E o soldado respondeu: 
- “Eu choro por não saber por quê eu devia chorar!”

Uma das situações com que mais me deparo na orientação e aconselhamento de executivos é a dissonância entre vida e trabalho. Mesmo com evidente sucesso profissional e financeiro, alguns olham pela janela de seus jatos particulares e se perguntam: “Para que serve tudo isso?”. Outros, após horas em reunião, dizem: "O que estou fazendo aqui? Onde foi parar a esperança que eu sentia antes?"
O que eu lhes mostro é que, sem significado ou propósito que traga grandeza a seu destino,  os problemas que enfrentam ao deparar-se consigo mesmos e com as questões existenciais serão sempre maiores e mais difíceis do que traçar uma estratégia para seus negócios. E não por acaso, quando encontram esta razão,  tornam-se  mais eficientes como executivos e como seres humanos também. 
Aquela cena do paraquedista em Jerusalém é uma realidade intrigante e simbólica. Sem razão e sentido de viver, o homem chora pelo simples fato de não saber sequer se a vida tem ou não motivos porque chorar.

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A PARÁBOLA DA VERDADE E A MENTIRA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Parábola que recebi de um querido amigo.

Certa vez, a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade: 
- Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva e havia pássaros cantando. Ao ver que realmente tratava-se de um bom dia, respondeu à  mentira:
- Bom dia, dona mentira. 
A mentira prosseguiu:
- Está muito calor hoje.
E a verdade percebendo que a mentira estava certa pela segunda vez, relaxou. 
A mentira então convidou a verdade para um banho no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
- Venha Verdade, a água está uma delícia. 
E assim que a verdade, sem suspeitar, tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água,  vestiu-se com as roupas da verdade e foi-se embora.
A verdade, por sua vez, recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira. E por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar pelas ruas e vilas. 
E desde então, é por isso que, aos olhos de muita gente, é mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.

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ESQUECEU-SE DO NOME DO AMIGO QUE NÃO VIA HÁ TEMPOS?

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

O ouvinte Flávio Destro encaminhou-me um email com uma pergunta. Ouça:

“Alguém a quem não via há anos me encontrou outro dia e me saudou com um grande sorriso e um caloroso aperto de mão. Era um amigo perdido. Embora ele se lembrasse de mim, eu não conseguia lembrar seu nome e tinha receio de perguntar para não envergonhá-lo. Qual é a coisa certa a fazer nessa hora?”

Flávio. Quase todos nós já nos vimos nessa situação. Existem  “n” maneiras de resolvê-la, até porque seria perfeitamente possível manter uma conversa sem revelar que você não se lembra do nome deste amigo.

Talvez a melhor opção seja a franqueza.  Confesse que o tempo fez você esquecer quem ele é, apesar de lhe parecer familiar. É claro que isso normalmente desperta uma reação de orgulho pelo fato de que ele se lembrou, e você não. Mas saiba que as pessoas geralmente não esperam que você se lembre delas antes de se identificarem, até porque o tempo muda a aparência e enfraquece a memória. 

Uma vez que ele lhe diga seu nome, a sua lembrança trará fatos à sua mente e você poderá fazer perguntas que provem a sua reconexão com ele e com qualquer pessoa a quem não via há anos.

Vá em frente e desculpe-se por esquecer o nome do seu amigo. Mas mantenha o clima de alegria e aproveite o reencontro.

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A ARROGÂNCIA E SEUS EFEITOS

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

- O gerente prejudicou o diretor.

- O vendedor recusou-se a fechar um pedido para que a meta do mês não seja atingida.

- O engenheiro concorreu com o encarregado da producão.

- O estagiário introduziu um vírus na rede de computadores para travar o Sistema de Gerenciamento.

- A recepcionista maltratou um visitante ou cliente ao telefone, após ter sido repreendida por seu chefe.

Descontada a falta de treinamento, pode apostar: a razão da maior parte destes desvios de comportamento deve-se à arrogância.

Veja como o Dicionário Houaiss define arrogância: “qualidade ou caráter de quem, por suposta superioridade, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros. É orgulho ostensivo. Arrogância é altivez”.

A arrogância é uma importante causa de problemas e conflitos em empresas, famílias e outros meios. Não tenho  tempo aqui de indicar tratamento para este mal, mas posso lhe alertar, querido leitor, para que o evite, sim.

Cuide-se! Trabalhe sobre si e esforce-se para não se achar superior aos seus próprios olhos, em situação nenhuma. E saiba que, quando surge a arrogância, o que se segue a ela e´ uma crise, uma queda desastrosa ou mesmo a falência.

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ABRA O SEU CAMINHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Você, que está iniciando um negócio, preste atenção.
Remova obstáculos a fim de reduzir os riscos objetivos do seu empreendimento dar errado. 
Não se puna por erros básicos.  Transforme os seus erros em lições úteis. 
Contrarie o velho mito de que o empreendedor é um jogador inconsequente.  Não é verdade.
Correr riscos é um aspecto natural da inovação. É importante saber que cometer erros pequenos logo cedo é normal. Cuide apenas para que eles sejam baratos porque, sendo baratos, não causam constrangimento ou vergonha. 
Para que as coisas deem certo, procure ajuda especializada e não se oriente apenas pela intuição ou sentimentos. Intuição é importante. Mas o que dará corpo ao seu negócio é a base técnica e o posicionamento no mercado em que você vai atuar: 
- produto, 
- praça, 
- preço, 
- promoção e... 
- pessoas. 
Não enfrente o mundo dos negócios só com certezas emocionais ou pensamento positivo. Busque ajuda referenciada de gente experiente e de entidades que podem fazer algo efetivo além de tirar dinheiro do seu caixa. 
Aprenda uma lição tão antiga quanto as Pirâmides do Egito:  “O arquiteto imagina. O engenheiro descobre como fazer. O construtor executa. Grandes estruturas surgem somente quando há trabalho conjunto e cooperação.”

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MEDO E ANSIEDADE - COMO SUPERAR?

ABRAHAM SHAPIRO para o Portal Profissão Atitude

Ansiedade é quando a pessoa reage irracionalmente a um mero galho de árvore como se fosse uma cobra venenosa. Medo é quando ela reage a uma cobra venenosa como se ela fosse exatamente isso, venenosa. Sigmund Freud disse isto.
A ansiedade é prejudicial. 
O medo pode ser bom. Ele ajuda a nos proteger de coisas perigosas — como assumir riscos. 
Uma das ideias que ajudam um empresário consciente a equilibrar o medo do fracasso é aceitar o fato de que fracasso é parte natural da atividade empresarial. 
Em países hiperempreendedores – como Israel, China e Islândia –  é comum um negócio que ainda engatinha errar. E eles costumam dizer: “O fracasso vem cedo; o sucesso é que leva tempo”. 
Errar logo no início é importante porque produz um aprendizado sistêmico sobre onde estão – ou não –  as oportunidades, e como lidar com elas.  
É errado achar que os insucessos de uma empresa em fase inicial sejam um indicador de que não dará certo. Pelo contrário. Estes são os erros que, sendo suas causas bem trabalhadas, produzirão os músculos necessários para superar desafios futuros.
Até onde eu sei, empreendedores desenvolvem um saudável medo daquilo que pode dar errado. Os que têm sucesso, no entanto, são aqueles que não se deixam paralisar e enfrentam, sem ansiedade, todos seus medos.

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DUAS HISTÓRIAS QUE FAZEM PENSAR... OU CHORAR

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude 

História Número 1

Há muitos anos, Al Capone “possuía” Chicago. Possuía, sim, sem exagero. 

Capone não era famoso por algum ato heróico. Foi notório por empastar a cidade com contrabando, bebida, prostituição, assassinatos e toda sorte de crimes.

Capone tinha um advogado cujo apelido era "Easy Eddie". Eddie era um profissional muito bom! Sua habilidade em manobrar as brechas da lei foi a razão de Al Capone manter-se fora da prisão por muito tempo.

Para mostrar apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Ele e a família, por exemplo, moravam em uma mansão super protegida e dotada de todas as conveniências possíveis. A propriedade ocupava um quarteirão inteiro de Chicago.

Eddie vivia a vida social da alta roda da cidade, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta. No entanto, tinha um ponto fraco: um filho a quem amava intensamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada poupava pelo rapaz. Preço nunca foi impedimento. E, apesar de seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou ensinar o certo e o errado ao filho. Queria que seu filho se tornasse um homem melhor do que ele. Assim mesmo, com toda riqueza e influência, ele estava consciente de que não podia dar duas coisas ao filho: um bom nome e bons exemplos.

Certo dia, Easy Eddie chegou a uma difícil decisão pela qual acreditou corrigir as injustiças de que tinha participado. Decidiu que iria às autoridades e contaria toda a verdade sobre Al ‘Scarface’ Capone, limpando seu nome manchado e oferecendo ao filho algo próximo da integridade. Para isso, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria alto. Ainda assim, ele testemunhou.

Poucos dias após, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio numa rua de Chicago. A seus próprios olhos, porém, ele dera ao filho o maior de todos os presentes que podia, ao  mais elevado preço. 

A polícia encontrou em seus bolsos um rosário, uma medalha religiosa e um poema recortado de uma revista que dizia: "O relógio de vida recebe corda apenas uma vez, e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão –  se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento".


História Número 2

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Certo dia, seu esquadrão foi enviado a uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém havia esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio.

O líder do voo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutante, ele saiu da formação e iniciou o percurso de volta à frota. 

Quando voltava ao navio-mãe, viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana.

Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do inimigo.

Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira. Afastando todos os pensamentos sobre  sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50 mm, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro.

Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios a voar.

Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção. 

Profundamente aliviado, Butch O'Hare e  seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada, ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.

Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942.  

Por aquela ação, Butch se tornou o primeiro ás da Marinha Americana na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo, com apenas 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste autêntico herói da 2ª Guerra desaparecesse. Hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.

Assim, se por ventura você passar pelo  O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e sua Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que estas duas histórias têm em comum? Butch O'Hare era o amado filho de Easy Eddie. Ou seja: somos o espelho para os nossos filhos. Somos, na verdade,  o exemplo para todos com quem lideramos e influenciamos através dos nossos atos.

 

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O ELIXIR DA EFICÁCIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Eu me espanto com a frequência com que ouço a palavra ‘motivação’. No casamento, nos estudos, no trabalho, nas relações em geral. E o contexto de sempre é que falta motivação.

Mas será que isso é verdade?

Em 99% dos casos não é.

Antigamente, todo mundo tinha em casa um remédio milagroso. Os químicos que estudavam ervas criavam chás combinando várias delas e os vendiam como solução definitiva para todos os problemas mais simples e frequentes de saúde: dores de cabeça, indigestão etc. Mas as pessoas tendem sempre a aderir à moda. E querem benefícios.  Por isso, elas usavam essas drogas para absolutamente tudo, até para resolver problemas sentimentais e paixões não correspondidas. Ilusão? Ou estupidez?

Acontece que a medicina desenvolveu muito. E também a tecnologia. Mas não tanto o bom senso dos homens.

Motivação é só mais uma daquelas palavras que, por seu uso indiscriminado e sentido ignorado, acabam fazendo papel similar ao “elixir cura-tudo”. Muitos acham que ela resolverá qualquer dificuldade na empresa e na vida.

Mas toda vez que se vão diagnosticar os problemas a que os gerentes, coordenadores e até diretores atribuem à falta de motivação, o que se descobre invariavelmente é gente mal treinada ou sem treinamento algum, com escasso conhecimento das funções para as quais foi contratada, confusa a respeito de como deve exercê-las e ignorante de todos os padrões de desempenho que esperam dela.

Não poucas vezes, elas sabem, de fato, o que têm de fazer, e o declaram corretamente. Porém, quase nunca sabem “como fazê-lo” com eficiência e produtividade. Nestas horas: fé, esperança e boas intenções fazem tanto quanto uma boa injeção de água destilada na veia.

É que havia um gerente que saiu. Veio outro, ficou alguns meses e já se foi. O atual ainda não está bem ajustado. E como nenhum deles descreveu o processo de sua área, ele mesmo e seus funcionários estão mais por fora que as pessoas que trabalhavam na Torre de Babel. O pior é que em algum lugar desta empresa há alguém acreditando que, a qualquer hora, os resultados planejados vão acontecer.

E você? O que acha?

Bem, depois disso, eu espero que você faça uma autoanálise franca e olhe com os olhos da  realidade as tantas desculpas de “falta de motivação” com que o pessoal justifica baixa venda, má qualidade de produtos e o atendimento infernal que a sua telefonista dá aos que ligam para a empresa.

 

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MÃO NA MASSA É A RESPOSTA

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude


Contam que durante uma entrevista, o repórter perguntou a Bill Gates, fundador da Microsoft, como ele ficou rico e importante. Gates deu uma resposta clichê ou politicamente correta, do tipo :"Fiz a coisa certa, no lugar certo e na hora certa." Depois de alguns segundos, no entanto, ele refletiu e completou sua resposta, dizendo:

- “Quando eu tive as minhas ideias e visões, havia centenas de pessoas em todo o mundo que pensavam e desejavam fazer o mesmo que eu. Mas a minha energia me impulsionou a tomar uma atitude rápida, e o meu entusiasmo me fez agir na prática. Eu acredito ser esta a explicação mais real do meu sucesso”.

Energia elevada pode não ser tudo na solução dos problemas, mas somada ao entusiasmo e depois canalizados à ação é a única receita de como realizar coisas incríveis neste mundo.

Nós somos facilmente induzidos a pensar que um bom plano ou estratégia é o que faz tudo acontecer. Não. Isso não é verdade. E pensar assim faz mal.

O planejamento é parte importante de muitas coisas da vida e do trabalho. Mas a concretização depende de agir, de pôr esforço em efetivar o que se planejou. E me permita a insistência, refiro-me a muito esforço.

Lembro-me da história de certa pessoa que chegou a um fazendeiro cujas vacas leiteiras eram campeãs de produtividade em seu estado, e lhe perguntou:

- “Quantos litros de leite, em média, as suas vacas dão por dia?”

E o produtor respondeu:

- “Elas não dão nem um litro. Eu é que tenho de acordar muito cedo - esteja frio, chovendo ou fazendo calor - e ordenhar uma por uma. Se não a produção é zero”.

Creio incondicionalmente em que tudo na vida enquadra-se à resposta deste produtor leiteiro.  

Se você pensa que realização e sucesso são um presente do destino, desfaça-se deste viés agora mesmo. É o que eu disse: um viés. E pernicioso. Você é quem terá de lutar por sucesso em tudo o que imaginar e fizer, com energia, entusiasmo, suor e persistência. Haverá quedas e você terá de levantar-se depois de cada queda. Terá de acordar cedo, dormir tarde, planejar, refazer os planos nas etapas que não derem certo etc. Não sendo assim, nada acontecerá. 

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FALE AO MENOS DUAS VEZES SE QUISER VER UMA TAREFA REALIZADA

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude

 

Para que um trabalhador cumpra uma tarefa, o chefe precisa pedir pelo menos duas vezes. Se não é assim com você, os seus colaboradores são os melhores do mundo... ou há algo errado.

Uma equipe encabeçada pelos professores Paul Leonard e Tsedal Neeley, de uma universidade americana, passou mais de 250 horas observando a rotina de 13 gerentes em 6 empresas, registrando toda comunicação enviada ou recebida por eles.

Eles descobriram que, de cada sete comunicações emitidas pelos gerentes, uma era totalmente redundante com alguma comunicação anterior.

Também viram que gerentes deliberadamente redundantes faziam um projeto avançar com mais rapidez e menos atropelos.

Talvez você pergunte: “Se eu me comunico com clareza, será preciso repetir o que digo?”

A pesquisa mostra que houve gerentes que soltaram três ou quatro comunicações além da explicação verbal e menciona um gerente que passou 20 minutos escrevendo um e-mail imediatamente após uma conversa em que explicou o que queria ao funcionário. Ele estava ciente desta redundância, mas fez questão de que as duas comunicações dissessem o mesmo.

A conclusão:  gerentes eficazes acreditam ser necessário dizer aos outros o que fazer não apenas uma vez e também creem que uma mensagem redundante ajuda muito a evitar a falta de resposta adequada.

É uma lição importante.  Nem sempre a explicação verbal garante a execução. Então repita o que disser através de um email, esquemas ou outros canais de comunicação para que a coisa aconteça. Só não vale desistir por intolerância ou ansiedade, pois todos demoram muito para entender o seu pensamento!

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APRENDER COM ERROS É FÁCIL (NA TEORIA)

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel, para o Blog Profissão Atitude
 

Eu me encontrei com um empresário paulistano do setor industrial num voo Londrina-S.Paulo. Há quatro anos ele venceu uma recuperação judicial que, por pouco, não varreu a empresa e seus 600 funcionários do mapa. Eu não podia perder a oportunidade. Perguntei como foi sua luta. 

Leia o que ele me disse: 

“O mais difícil foi superar a decepção, a culpa, entender o que aconteceu e por que aconteceu. Era importante saber o que erramos e o que mudar. 

Os erros que eu cometi mexeram demais comigo. Hoje, eles fazem parte do meu crescimento e desenvolvimento. Um líder não tem razão nem permissão de parar de se desenvolver e crescer. Eu aprendi a não parar de aprender.

Olhei para times consagrados nos esportes. Suas maiores lições vêm das perdas mais duras. 

Os meus erros foram uma dádiva. Esta visão é muito discutida na teoria, mas pouco aplicada na prática. Não basta assumir a responsabilidade. Além de descobrir as causas e focar nelas, eu lutei para criar uma cultura que transformasse o erro em aprendizado e levasse todo o meu pessoal a uma melhoria contínua. Sem isso, não teríamos vencido. E eu sei que funciona, porque, ao sairmos da nossa crise individual, veio a crise econômica nacional e não sofremos dano algum. Valeu o exercício. Hoje estamos prontos para situações piores.”

Moral da história: Mantenha a calma em momentos de crise e abra o caminho para as oportunidades que ela contém. 

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FESTA EM FAMÍLIA: TRAGÉDIA POTENCIAL

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, capital de Israel,  para o Blog Profissão Atitude
 

Tenho curiosidade de saber como é que as pessoas comemoram suas festas, especialmente as de cunho religioso. Escolhi o Natal deste ano como propício para isso. Perguntei a uma pessoa religiosa como é que ela celebra o nascimento do fundador de sua religião. Ela foi sincera e bem humorada em sua resposta:

- “Na véspera eu vou à igreja. Depois retorno para casa para a reunião da família. À meia-noite rezamos, comemos e bebemos. Em seguida, começamos a quebrar o pau. (Ela riu ao dizer isto). Sabe o que é? Esta é a ocasião do ano em que todos se encontram. A inveja e as diferenças sociais incitam os palpites na vida alheia. E isso é como fogo no capim seco. Lá pelas 4 da manhã todos já estão com raiva de alguém, um quer matar os outros. Por causa disso, no Ano Novo todos querem distância. Ninguém aguenta ver a cara dos parentes. No ano seguinte,  o espírito natalino, as propagandas da tv e a decoração  verde e vermelha nos fazem crer que será diferente. Todos esquecem de tudo o que passou e se reúnem de novo. Mas a verdade é que espírito nenhum faz alguma coisa. Nós é que temos de fazer”.

Não entendo de natal. Mas esta narrativa traz elementos importantes para o desenvolvimento profissional. Por isso, aproveito para listar abaixo algumas competências úteis para se evitar conflitos e atitudes negativas na vida, no trabalho e nos relacionamentos.

1. Seja assertivo. A assertividade é a habilidade social de fazer afirmação dos próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto. Ser assertivo é não violar o direito das outras pessoas. Esta postura é uma virtude, pois mantém o indivíduo no justo meio-termo entre dois extremos inadequados: um por excesso – agressão –, outro por falta – submissão. O assertivo diz "sim" e "não" quando é preciso.

2. Respeite a privacidade alheia. Por que mantemos o péssimo hábito de achar que as pessoas de quem gostamos têm de nos revelar todos seus pensamentos e segredos? Se elas não os revelam, nós nos sentimos insultados e feridos. Todo mundo tem direito e necessidade de ter uma cortina a qual não quer que os outros adentrem. Entrar nessa área sem permissão é o que se chama “invasão de privacidade”.

3. Faça as suas próprias opções e deixe que os demais façam as deles. Se uma pessoa escolheu ficar em vez de viajar, ótimo. Não cabe a você questionar.  Se ela escolheu permanecer solteira, não será afrontando-a e insinuando indiretas que ela mudará de ideia. Assuntos pessoais devem ser tratados em particular. Jamais publicamente. Cuide da sua vida!

4. Largue mão da competição, definitivamente. Não há nada pior na vida do que o desejo de ser mais que outros. É mau. O sucesso alheio nunca nos deve afligir. Desejar que os outros sejam ou obtenham menos que você, alegrar-se com seus erro ou quedas e apontar suas falhas são atitudes com o poder de atrair o pior dos males deste mundo: a doença da alma.

Aproveite o ano novo. Anexe em si um novo modo de se comportar. Fará bem a você, aos seus parentes, amigos, colegas e certamente alimentará o respeito por si próprio e a sua autoconfiança. Você vai precisar!

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TREINAR E DESENVOLVER: A GRANDE DIFERENÇA PRÁTICA

ABRAHAM SHAPIRO, de Jerusalém, Israel, para o Blog Profissão Atitude
 

Treinar é preciso. O patrão que investe no treinamento dos funcionários está à frente. Mas não é tudo. É necessário ir além do treinamento para conseguir eficiência e produtividade. Como? Promovendo o DESENVOLVIMENTO de quem foi treinado.

Treinar e desenvolver são coisas diferentes. Vejamos na prática.

Transmitir os processos envolvidos na função a ser desempenhada pelo funcionário, fazer simulações, acompanhar os primeiros passos de perto e depois à distância para certificar-se de que tudo está sendo feito da maneira certa são as etapas de um TREINAMENTO.

O que falta depois disso são os pontos que ajudarão o funcionário a resolver os problemas que inevitavelmente surgem em seu dia a dia. Nisso é que consiste DESENVOLVIMENTO.

Para DESENVOLVER, é preciso impor ao exercício profissional normal do funcionário as condições adversas típicas.  Com todo cuidado e progressivamente, as dificuldades que ele enfrentar e resolver  vão abrir sua inteligência para superar a simples execução.

É claro que ele cometerá erros no começo na execução. Mas vai melhorar com o tempo e aprender com os erros. 

Grande parte do turn over das empresas advém do fato dos funcionários serem treinados, mas não desenvolvidos. Sem desenvolvimento eles não conseguem eficiência e, por isso, parecem insuficientes e sentem-se assim.

Em resumo: no treinamento o funcionário aprende que tomate é uma fruta. No desenvolvimento, ele descobre que não se deve usar tomate numa salada de frutas.

 

 

 

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GASTE OU POUPE DINHEIRO... MAS RACIONALMENTE!

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

“A cada pequena decisão que tomamos, como comprar um café na padaria, deveríamos pensar no que estamos abrindo mão no futuro com aquela compra." 

"Queremos café todo dia ou juntar dinheiro para comprar um carro?"

Parece simples, mas o nosso cérebro não foi feito para esse tipo de decisão, que na verdade é complexa. Quem explica isso é um dos maiores especialistas em Psicologia Econômica da atualidade, o israelense Dan Ariely. Ele diz que as decisões sobre dinheiro são irracionais.

Veja outras considerações de Ariely:

“O cartão de crédito no Brasil, diz Ariely, tem uma taxa de juro inimaginável. Caso seus usuários atrasem o pagamento, são obrigados a pagar muito mais caro por tudo que compraram, o que acaba acontecendo com muitas pessoas. Do ponto de vista econômico, aceitar este juro é irracional. Mas existem fatores no pensamento humano que não ponderam isso.

As férias ocorrem uma vez por ano e conseguimos ponderar a maior parte dos fatores envolvidos. O problema está nas decisões que acontecem com frequência, como as pequenas compras diárias e a escolha do que vamos comer. Não conseguimos calcular se vai faltar dinheiro para comprar um carro ou se determinada refeição vai influenciar na nossa dieta. Por isso há tantas pessoas endividadas.”

A tese de Ariely nos convida a pensar mais e melhor quando chega o fim do ano. Compre. Festeje. Mas pondere. Otimize os seus recursos. E esforce-se para que, depois do outubro rosa e do novembro azul, você não tenha um janeiro vermelho... criado pelo imenso e proibitivo rombo nas suas finanças durante o mês de dezembro.

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NENHUM PROFISSIONAL VENCE SOZINHO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude

Eu aprendo de um erro que frequentemente vejo acontecer na contratação de profissionais para cargos estratégicos nas empresas. Vou explicar.

O RH busca currículos excelentes e as melhores referências dos candidatos. Enfim, aquele que mais pontuar nos quesitos escolhidos para o processo será o eleito.

Acontece que na empresa de onde este candidato vencedor procede, ele tinha condições ótimas de trabalho:  recursos, pessoas que lhe eram sinérgicas, tudo de um modo tal cuja  soma de tantos fatores facilitava – e muito – o desempenho que ora se registra em seu currículo. Não foi, não é e nunca será a conquista de seu desempenho solo.

Ele pode ter mostrado boa vontade, energia e conhecimento suficiente para a função. 

Mas você deve ponderar que, se na sua empresa não existirem todas as condições que possibilitem a ele externar ao máximo seu potencial, o risco de não corresponder às expectativas é gigantesco.

Além desse enfoque, a dor psicológica de uma vaga não preenchida a longo tempo e a necessidade de fazê-lo o mais rápido possível só aumenta a miopia que impede de ver os prós e os contras desta realidade. As consequências futuras podem ser desastrosas e descepcionantes.

Na gestão de pessoas, uma sabedoria imprescindível está na lembrança de que Leonardo da Vinci, Ludwig van Beethoven e Albert Einstein não foram executivos de empresas. Será excelente não pensar neles como inspiração na buscar do profissional messiânico que irá resolver todos os problemas do seu negócio, porque em qualquer organização ou situação da vida o sucesso sempre pede ajuda. O fracasso é que geralmente é feito sozinho. 

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POUCO HOJE.... MAIS AMANHÃ

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Crianças são colocadas separadas em várias salas. Um pesquisador dá um doce a cada uma e diz: "Você pode comê-lo agora, se quiser. Mas se esperar um pouco, eu sairei por um momento e quando voltar, eu lhe darei outro doce, e você terá os dois pra você".

Algumas comem a primeira porção imediatamente. Outras esperam um pouco, e cedem à tentação. Há aquelas que fecham os olhos, cantam, brincam com o doce e até cochilam, mas resistem. 

O pesquisador retorna e dá a estas últimas o segundo doce que conquistaram.

Depois de anos de acompanhamento, o estudo comprova que as crianças que ganharam a segunda guloseima cresceram mais arrojadas e confiantes.

Poupar dinheiro para pagar à vista uma compra é um hábito comum na Alemanha. As únicas dívidas que muitos alemães têm são sua casa e carro. Eles preferem poupar e aguardar até conseguirem o que querem. Quando conseguem, recomeçam a poupar para o seu próximo item, ou para uma viagem de férias. Não têm interesse numa gratificação instantânea. 

Já nos Estados Unidos e Brasil, por exemplo, é comum o abuso do crédito para tudo. Pena que histórias tristes de endividamentos vêm em igual proporção.

Ter paciência para adiar uma gratificação atual em favor de um benefício maior no futuro é atrituto importante de quem tem sucesso. 

Como se consege poupar? É como levar a sério uma dieta alimentar: esforço e persistência. 

Sofra um pouco e não gaste. Poupando agora, a sua condição de investimento será, amanhã, melhor e maior do que hoje. 

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NÃO TRANSFORME A SUA EMPRESA NUM INFERNO

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Quantas vezes você acompanhou a implantação de um Software de Sistema de Gestão? – aquela ferramenta também chamada de “ERP”... 

Eu várias vezes.  A maioria delas foi o verdadeiro Inferno de Dante.

Vi empresa pecando mortalmente por acreditar que o sistema resolveria todos seus problemas. Mentira! Pensar assim custou-lhes algumas barras de ouro cravejadas de diamante! 

Algumas quase quebraram de verdade. Vendas, faturamento, produção e outras áreas desapareceram do dia para a noite. Viram-se perdidas no meio de uma floresta, à noite, sem lanterna, sem mapa nem bússola, açoitadas pelos raios e trovoadas de uma tenebrosa tempestade. 

Em um só caso eu vi o sistema rodar desde sua implantação com eficiência e sem problemas. Foi numa empresa que anteriormente se organizou muito bem, e envolveu todos seus funcionários no processo de conhecimento e adaptação da ferramenta à realidade da organização.

Este artigo é uma advertência. 

O sucesso de um sistema de gestão não é competência exclusiva do software ou da prestadora dos serviços de implantação e manutenção. Todas elas, aliás, prometem que tudo acabará bem, mas não fazem a menor ideia de quando. E se você for estúpido, vai acreditar em tudo o que elas dizem sem buscar referências de outros que passaram pela experiência antes de você, e com o mesmo software.

O bom êxito de um Sistema de Gestão jamais dependerá exclusivamente da marca, mas da boa vontade sua e da sua equipe em arregaçar as mangas, pôr a mão na massa e suar muito.... muito mesmo até que ele seja incorporado ao modo de produção de todos. 

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CONCORRÊNCIA RIMA COM INTELIGÊNCIA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude


Todos viram a chegada ao Brasil de uma empresa multinacional norte-americana de serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano através de um aplicativo de celular que oferece atendimento similar ao táxi tradicional, popularmente conhecida como serviços de carona remunerada, ou simplesmente: Uber.

Quem não se lembra dos conflitos, passeatas e outros protestos violentos que os taxistas promoveram em reação à novidade? Teve até ameaça de morte. 

Acontece que todo aquele movimento acabou servindo como uma valiosa e  gigantesca promoção ou propaganda que só fez fortalecer o recém-chegado concorrente. Um erro fenomenal!

Os usuários assistiam a tudo e sentiam-se tentados a conhecer a inovação. Quando provavam seu funcionamento, a diferenciada política de preços e demais vantagens, sentiam-se seduzidos e, por conseguinte, juravam fidelidade até a morte.

Em muitas cidades, vários profissionais de táxis perceberam a fragilidade do conflito e adotaram a  tática de conceder desconto de vinte, trinta, quarenta por cento ou mais para atrair clientes evadidos.  Não funcionou, até porque alguns deles, agindo de má fé, faziam percursos mais longos a fim de tirar a diferença do preço.

Analisando os fatos, vê-se que tudo podia ser diferente e o prejuízo amargado pela massa de motoristas que atua na modalidade tradicional minimizado. Bastava um cuidadoso estudo das fraquezas que o novo serviço oferecia, seguido de uma estratégia profissional e inteligente, em lugar de violência precipitada e fanática. 

Nesta vida, tanto as boas coisas como as ‘não boas’ exigem avaliação calma e prudente.  Qualquer atitude impetuosa, por si só, provoca perdas. E se assim é para a vida, quão não será para os negócios? Até porque todo radicalismo desperta rejeição. 

Jamais subestime um concorrente. Concorrência não se vence pela força, mas com sabedoria, pois “quem tem pressa, come cru”. E mais sofrível que isso, será ficar sem o que comer por ter estragado tudo.

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NEM SEMPRE UMA BÚSSOLA AJUDA

ABRAHAM SHAPIRO para o Blog Profissão Atitude
 

Um diretor reune os colaboradores de sua empresa para anunciar uma grande mudança de rumo. Diz que passarão a perseguir metas mais arrojadas. A reunião dura mais de noventa minutos e aqui vão duas de suas falas:

- “Vamos reduzir o uso de bancos em 40% no ano que vem”, 

- “Vamos aumentar a nossa produtividade em 50%”. 

Todos o aplaudem efusivamente. No entanto, ele nada falou sobre um plano real de como atingir estas mudanças. 

E eu penso comigo: “Nada vai acontecer, por mais que ele e outros se esforcem.” 

Sabe por quê?

Definir expectativas que levem a um desempenho máximo é coisa que executivos sabem fazer bem. Estabelecem e até orientam suas equipes mostrando para que lado devem seguir. Isso qualquer bússola faz. 

Abraham Lincoln disse, certa vez, que “Saber onde está o Norte não basta para se chegar lá. Mais importante do que isso é saber quais precipícios, montanhas e vales estão no caminho para serem superados.”

Dizer o que deve ser feito e insinuar que é possível é tão útil quanto água com açúcar para curar ataque nervoso.

O que fazer? 

Defina o que precisa ser feito.  Mostre aonde se deseja chegar. E depois, sem ansiedade, conduza a elaboração de um plano factível e viável para que a mudança seja executada passo a passo e alcançada. 

Tudo de que as pessoas menos precisam é que alguém chegue dizendo: “Precisamos disso ou daquilo, mexam-se!”.

Sem engajamento real, as pessoas lhe darão aplausos. Mas depois, todas as desculpas para o fato delas não terem conseguido é o que você receberá em resposta.

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